segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Faltas



É possível que o constrangimento do companheiro tenha surgido do gesto impensado de tua parte.

O gracejo impróprio ou o apontamento inoportuno teria tido efeito de um golpe.
Decerto, não alimentaste a intenção de ferir, mas a desarmonia partiu de bagatela, agigantando-se em conflito de grandes proporções.
De outras vezes, a mente adoece, conturbada.

Teremos ofendido realmente.

A cólera ter-nos-á cegado e cortamos o coração de quem ouve.
Pretendemos aconselhar e cortamos o coração de quem ouve.
Alegando franqueza, envenenamos a língua.

No pretexto de consolar, ampliamos chagas abertas.

E começa para logo a distância e a aversão.

Se a consciência te acusa, repara a falta enquanto é cedo.

Chispa de fogo gera incêndio.

Leve alfinetada prepara a infecção.

Humildade é caminho.

Entendimento é remédio.

Perdão é profilaxia.

Muitas vezes, loucura e crime, dispersão e calamidade nascem de pequeninos desajustes acalentados.

Não hesites rogar desculpas, nem vaciles apagar-te a favor da concórdia, com aparente desvantagem particular, porquanto, na maioria dos casos de incompreensão, em que nos imaginamos sofredores e vítimas, os verdadeiros culpados somos nós mesmos.
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Emmanuel
Chico Xavier




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