sábado, 20 de abril de 2013

A Primeira Pedra


Há, sim, muitos companheiros errados.
Ninguém nega.
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Esse, que te protegia a confiança, desabou, à maneira de tronco pesado, sobre a plantação, ainda frágil, de tua fé.
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O outro, que te parecia invulnerável no desassombro, acovardou-se e fugiu.
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Conheceste os que pregavam generosidade, agarrando-se à avareza, e notaste os que falavam em virtude, a tombarem no vício.
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Situavas a fonte do consolo em vários amigos, que acabaram no desespero e recolhias orientações de outros tantos, que se afundaram na corrente das sombras, quais barcos a matroca.
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Em muitos casos, trocaste entusiasmo por desalento e admiração por repugnância.
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Diante de semelhantes problemas, é natural te sintas entre a mágoa e a revolta.
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No entanto, entra no santuário de ti mesmo
procurando compreender a nossa obrigação de auxiliar e servir, e reflete nas exigências de evolução.
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Coloca-te no lugar da criatura em dificuldade e enumera quantas vezes tens sido providencialmente auxiliado, para não caíres em tentação.
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Medita nas horas em que os pensamentos infelizes te dominam a alma;
nos momentos em que tropeças e cais;
nas ocasiões em que te enganas e sofres;
nos instantes em que lastimas as faltas que não desejarias cometer;
e se te sentes longe da possibilidade de errar e integralmente livre de toda culpa, poderás, então, ouvir, de novo, a lição de Jesus e atirar a primeira pedra.
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Emmanuel
Chico Xavier



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