sábado, 14 de janeiro de 2017

FONTE OCULTA



Na atualidade do mundo, existem medicamentos que alienam as forças da mente, impelindo-as à prostração, mas não à tranquilidade real.

Os homens de hoje dispõem de máquinas que os auxiliam a ganhar tempo, mas não a calma, diante das provações que se lhes fazem necessárias.

Por outro lado, a fortuna amoedada, quando não dirigida para o trabalho edificante e para as realizações do bem ao próximo, é suscetível de estabelecer inquietações permanentes.

Na mesma ordem de pensamento, a força do poder, apesar das vantagens que é capaz de criar na vida comunitária, quase sempre, é um celeiro de ansiedades e incompreensões.

A paz, por isso, tão ardentemente anelada, é comparável a uma cobertura, entretecida com fragmentos de alegria, como sejam:

O retorno de uma pessoa querida, ausente desde muito.

O reajuste do equilíbrio orgânico.

A satisfação das dívidas pagas.

O abraço de um amigo.

Uma carta, mensageira de reconforto.

Alguns momentos de convívio com a Natureza.

A visão do azul no firmamento.

A presença de uma criança.

O sorriso de alguém.

O carinho de um animal que nos partilhe o ambiente.

Os momentos de oração.

A paz que jamais se compra é uma luz interior que nos clareia o caminho para o encontro do melhor que Deus nos reserva; entretanto, estejamos convencidos de que nas bases da consciência tranquila, em que a paz encontra nascedouro, jaz a fonte oculta da paciência.
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Emmanuel 
Chico Xavier
 

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