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quarta-feira, 22 de julho de 2026

Idosos



Grande número de pessoas tem medo da velhice. O próprio termo velhice vem sendo substituído pela expressão Terceira idade ou Melhor idade, para causar menos impacto.

É que, de um modo geral, as pessoas somente observam a velhice como o período da diminuição das forças físicas, da menor resistência do organismo a doenças.

Em certos casos, redução da capacidade mental, dependência de outros nas necessidades pessoais e proximidade da morte.

Ante a velhice que se aproxima, a pessoa fica matutando algumas perguntas como: Que será de mim?

Será que vou ficar inútil? Será que me abandonarão em um asilo?

Essas dúvidas, se alimentadas com frequência, podem gerar angústia e infelicidade.

Por pensar que velhice é sinônimo de incapacidade é que certo professor de violino ouviu, admirado, a pretensão daquele velhinho de setenta e sete anos: Quero ser seu aluno!

Muito bem, senhor Antônio, seja feita sua vontade. Entretanto, é bom que o senhor saiba que, não sendo jovem, terá dificuldade no aprendizado. Além do mais, trata-se de um instrumento musical dos mais complexos.

O senhor idoso era lúcido e ágil. Por isso respondeu:

Não tem problema. Estou disposto a enfrentar essa barra. Mesmo com minhas limitações.

O professor de violino não se conformou.

Senhor Antônio, já se deu conta de que, para sua iniciação musical, serão necessários anos dedicados a estudo e exercícios? Considerando sua idade, sua vida caminhando para o final, não lhe parece um desperdício estudar?

Foi aí que o senhor Antônio sorriu e deu uma lição fora de série ao jovem professor:

De forma alguma é um desperdício. O esforço do aprendizado me oferecerá motivações para a vida. Alegrará meu presente e também preparará o meu futuro.

Tenho certeza de que, ao regressar ao mundo espiritual, estarei enriquecido com noções musicais. Isso facilitará minha reintegração na Pátria verdadeira, a do Espírito. Afinal, lá também há violinistas.

* * *
Esta é a verdadeira sabedoria. Não desistir nunca. Não se permitir parar de aprender.

Afinal, não há existências que findam. São somente etapas de aprendizado que se completam. Etapas que devem ser aproveitadas integralmente, favorecendo o porvir.

O que se aprende em uma vida, arquiva-se e, em outra vida, aparecerá como vocação, talento.

Aprender, em qualquer idade, é o caminho mágico de realizações gloriosas.

Quem realiza o aprendizado, com perseverança, vai em frente, melhorando sempre, sem cansar nunca.

Vicente de Paulo é excelente modelo de quem superou a enfermidade e a velhice.

Após os setenta anos, tornaram-se impossíveis as viagens a cavalo para as visitas habituais às várias casas sacerdotais. Ainda assim ele prosseguiu no trabalho.

Ao chegar ao ponto de não poder mais sair da casa onde residia, ele não parou.

Dotado de indomável energia, Vicente, a cada manhã proferia palestra aos seus discípulos. Conservou impressionante serenidade e lucidez, até o final de sua vida.

Vida de produção até o fim. Bem dizem que a juventude só acaba quando se apaga o entusiasmo.

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Redação do Momento Espírita, com base no cap. 18 do livro
Atravessando a rua, de Richard Simonetti, ed. Ide e no cap.
Convivência com a enfermidade, do livro Vicente de Paulo,
servidor dos pobres, de Luiz Miguel Duarte, ed. Paulinas.
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Tipos de idosos:


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22 de julho

Tudo que Eu tenho é seu.

Pense na maravilha destas palavras e deixe que sua consciência se expanda até poder aceitá-las e entender seu real significado.

Faça com que estas palavras se tornem realidade em sua vida e nunca mais aceite qualquer tipo de limitações porque todas as Minhas promessas serão cumpridas; elas não são promessas vãs.

Simplesmente mantenha a sua fé sem hesitações.

As almas que Me servem e colocam toda a sua fé e confiança em Mim, tudo receberão.

Veja prodígio após prodígio acontecendo.

Perceba as maravilhas das pequenas coisas assim como as das grandes.

Abra seus olhos e não perca nada do que se passa; abra seu coração e mantenha o amor fluindo.

Amor atrai amor.

Cada alma anseia por ser amada, portanto, por que não lhe doar amor?

Na medida que você doar, você também receberá.

Mas aprenda a doar despojadamente, sem cobranças, e aproveite a vida plenamente.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

A caridade material e a caridade moral (II)

Meus amigos, a muitos dentre vós tenho ouvido dizer: Como hei de fazer caridade, se amiúde nem mesmo do necessário disponho?

Amigos, de mil maneiras se faz a caridade. Podeis fazê-la por pensamentos, por palavras e por ações. Por pensamentos, orando pelos pobres abandonados, que morreram sem se acharem sequer em condições de ver a luz. Uma prece feita de coração os alivia. Por palavras, dando aos vossos companheiros de todos os dias alguns bons conselhos, dizendo aos que o desespero, as privações azedaram o ânimo e levaram a blasfemar do nome do Altíssimo: “Eu era como sois; sofria, sentia-me desgraçado, mas acreditei no Espiritismo e, vede, agora, sou feliz.”

 Aos velhos que vos disserem: “É inútil; estou no fim da minha jornada; morrerei como vivi”, dizei: “Deus usa de justiça igual para com todos nós; lembrai-vos dos obreiros da última hora.” Às crianças já viciadas pelas companhias de que se cercaram e que vão pelo mundo, prestes a sucumbir às más tentações, dizei: “Deus vos vê, meus caros pequenos”, e não vos canseis de lhes repetir essas brandas palavras. Elas acabarão por lhes germinar nas inteligências infantis e, em vez de vagabundos, fareis deles homens. Também isso é caridade.

Dizem, outros dentre vós: “Ora! somos tão numerosos na Terra, que Deus não nos pode ver a todos.” Escutai bem isto, meus amigos: Quando estais no cume da montanha, não abrangeis com o olhar os bilhões de grãos de areia que a cobrem? Pois bem: do mesmo modo vos vê Deus. Ele vos deixa usar do vosso livre-arbítrio, como vós deixais que esses grãos de areia se movam ao sabor do vento que os dispersa. Apenas, Deus, em sua misericórdia infinita, vos pôs no fundo do coração uma sentinela vigilante, que se chama consciência.
 Escutai-a, que somente bons conselhos ela vos dará. Às vezes, conseguis entorpecê-la, opondo-lhe o espírito do mal. Ela, então, se cala. Mas, ficai certos de que a pobre escorraçada se fará ouvir, logo que lhe deixardes aperceber-se da sombra do remorso. Ouvi-a, interrogai-a e com freqüência vos achareis consolados com o conselho que dela houverdes recebido.
Meus amigos, a cada regimento novo o general entrega um estandarte. Eu vos dou por divisa esta máxima do Cristo: “Amai-vos uns aos outros.” Observai esse preceito, reuni-vos todos em torno dessa bandeira e tereis ventura e consolação. – Um Espírito protetor. (Lião, 1860.)

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 10.)
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Orar e Perdoar


“E quando estiverdes orando, perdoai...” – Jesus. (MARCOS, 11:25)

Como poderá alguém manter a própria consciência tranquila sem intenções sinceras?

De igual modo, poderemos indagar:

- Como sustentar o coração sereno durante a prece, sem análise real de si mesmo?

A oração para surtir resultados essenciais de conforto, exige enfrentemos a consciência em todas as circunstâncias.

Intenções estranhas e sentimentos propositalmente viciados, não se conciliam com o clima favorável à segurança de espírito.

A coexistência do mal e do bem no íntimo do ser impossibilita o estabelecimento da paz.

Sentimentos odiosos e vindicativos impedem a floração da espiritualidade superior.

A Deus não se ilude.

E a oração exterioriza a nossa emoção real.

Dessa maneira, sem a luz da harmonia e do amor, não perceberemos a resposta celeste às nossas necessidades.

A Lei não se dobra às nossas fraquezas, porque a vontade Divina não pode errar com a vontade humana, competindo-nos o dever de adaptarmo-nos aos Excelsos Desígnios.

Atenta, pois, para as diretrizes que imprimes às tuas preces, na certeza de que o perdão deve ter presença invariável em todos os nossos atos para que as nossas petições encontrem livre curso, na direção de Deus.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Ideal espírita
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