A vida está em constante movimento. Nada permanece igual para sempre, porque a mudança faz parte das leis divinas que conduzem o progresso de todos os seres. Aquilo que hoje parece o fim de um ciclo pode ser, na verdade, o início de uma nova etapa de crescimento espiritual.
Marco Aurélio ensinava que não existe mal na mudança, pois é ela que renova a vida. A Doutrina Espírita amplia esse entendimento ao mostrar que a transformação é uma das maiores expressões da misericórdia de Deus. O Espírito não foi criado para permanecer estagnado, mas para evoluir, aprendendo por meio das experiências, das alegrias e também das dificuldades.
Muitas vezes, resistimos às mudanças porque nos apegamos às pessoas, às situações e aos planos que construímos. No entanto, Deus vê mais longe do que nossos olhos podem alcançar. Aquilo que hoje nos causa dor pode estar preparando uma felicidade maior no futuro.
As provas e os desafios não são castigos, mas oportunidades de educação da alma. Como ensina Emmanuel, Deus nunca nos retira algo sem abrir espaço para um aprendizado mais profundo. E Joanna de Ângelis nos recorda que toda crise pode se transformar em um portal para o autoconhecimento e para o despertar da consciência.
Assim como a semente precisa romper sua casca para tornar-se árvore, também nós precisamos abandonar antigos medos, orgulho, ressentimentos e ilusões para florescer espiritualmente. Crescer exige coragem. Evoluir exige confiança.
Quando aceitamos as mudanças com serenidade, deixamos de lutar contra a vontade divina e passamos a colaborar com ela. Descobrimos que nenhuma experiência é inútil quando aprendemos a extrair dela uma lição de amor, humildade e fé.
Se hoje a vida está conduzindo você por um caminho diferente daquele que imaginava, não desanime. Talvez Deus esteja preparando uma estrada mais segura para o seu espírito. O que parece perda pode ser proteção. O que parece atraso pode ser o tempo necessário para o fortalecimento da alma.
Confie na Providência Divina. Nada acontece sem uma finalidade educativa. Cada mudança é um convite para abandonar o homem velho e permitir que a luz do Espírito se manifeste cada vez mais em sua existência.
Que possamos acolher cada novo ciclo com esperança, lembrando que Deus nunca interrompe nossa caminhada; Ele apenas nos conduz por caminhos diferentes para que alcancemos um destino melhor.
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Texto baseado no Estoicismo e Doutrina Espírita
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10 de agosto
Você quer fazer algo para ajudar a situação do mundo?
Então examine-se, pois tudo começa com o indivíduo.
Mudando sua consciência para amor, paz, harmonia e unidade, a consciência do mundo todo também mudará.
Nem sempre é agradável no começo.
Você encontrará manchas escuras que precisarão ser esclarecidas em seu interior.
Você descobrirá que seus motivos nem sempre são os mais elevados e que seus afetos e desafetos são mais pronunciados do que você imaginava.
Você descobrirá também que você é inclinado a discriminar onde não deveria haver discriminação, porque todos são um para Mim.
O amor que você sente pelos seus semelhantes não é o que deveria ser.
Ponha as cartas na mesa e decida-se a começar já a fazer algo a respeito.
Não existe momento melhor.
EU ESTOU aqui para ajudá-lo.
Chame por Mim e deixe que Eu guie cada um de seus passos.
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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:
A parentela corporal e a parentela espiritual
Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo. Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho; ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir.
Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Mas, também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros esses Espíritos, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo, que aí lhes serve de provação. Não são os da consangüinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de idéias, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações. Segue-se que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue. Podem então atrair-se, buscar-se, sentir prazer quando juntos, ao passo que dois irmãos consangüíneos podem repelir-se, conforme se observa todos os dias: problema moral que só o Espiritismo podia resolver pela pluralidade das existências. (Cap. IV, nº 13.)
Há, pois, duas espécies de famílias: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das várias migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e muitas vezes se dissolvem moralmente, já na existência atual. Foi o que Jesus quis tornar compreensível, dizendo de seus discípulos: Aqui estão minha mãe e meus irmãos, isto é, minha família pelos laços do Espírito, pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus é meu irmão, minha irmã e minha mãe.
A hostilidade que lhe moviam seus irmãos se acha claramente expressa em a narração de São Marcos, que diz terem eles o propósito de se apoderarem do Mestre, sob o pretexto de que este perdera o espírito. Informado da chegada deles, conhecendo os sentimentos que nutriam a seu respeito, era natural que Jesus dissesse, referindo-se a seus discípulos, do ponto de vista espiritual: “Eis aqui meus verdadeiros irmãos.” Embora na companhia daqueles estivesse sua mãe, ele generaliza o ensino que de maneira alguma implica haja pretendido declarar que sua mãe segundo o corpo nada lhe era como Espírito, que só indiferença lhe merecia. Provou suficientemente o contrário em várias outras circunstâncias.
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIV, item 8.)
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Olhos
Olhos...
Patrimônio de todos.
Encontramos, porém, olhos diferentes em todos os lugares.
Olhos de malícia...
Olhos de crueldade...
Olhos de ciúme...
Olhos de ferir...
Olhos de desespero...
Olhos de desconfiança...
Olhos de atrair a viciação...
Olhos de perturbar...
Olhos de reparar males alheios...
Olhos de desencorajar as boas obras...
Olhos de frieza...
Olhos de irritação...
Se aspiras, no entanto, a enobrecer os recursos da visão, ama, auxilia, aprende e perdoa sempre, e guardarás contigo, “olhos bons”, a que se referia o Cristo de Deus, instalando no próprio Espírito a grande compreensão suscetível de impulsionar-te à glória da Eterna Luz.
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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Palavras de vida eterna
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