Vivemos em um tempo em que os conflitos parecem se multiplicar: discussões nas redes sociais, polarizações políticas, brigas familiares e rivalidades silenciosas no ambiente de trabalho. Mas, por trás de muitos desses embates, existe um elemento invisível que raramente percebemos: o ego.
O ego é a identidade que construímos sobre nós mesmos. É a ideia que fazemos de “quem eu sou”. Ele se alimenta de histórias, comparações, memórias e rótulos. O problema não é ter um ego — todos temos. A questão é quando ele passa a dominar nossa forma de ver o mundo.
Para o ego se fortalecer, ele precisa de contraste. Precisa de um “outro” para se definir. Se eu estou certo, alguém precisa estar errado. Se eu sou bom, alguém precisa ser ruim. Se eu sou vítima, alguém precisa ser culpado. Assim, nasce o inimigo.
O inimigo pode ser uma pessoa, um grupo, uma ideologia ou até uma lembrança do passado. Às vezes, o ego transforma pequenas diferenças em grandes ameaças. Ele cria divisões porque, sem oposição, sua identidade começa a enfraquecer. Quando não há conflito, o ego sente que perde relevância.
Isso explica por que muitas discussões não buscam entendimento, mas sim vitória. O objetivo não é aprender — é provar que o outro está errado. O ego prefere estar “certo e separado” do que em paz e conectado.
No entanto, existe um caminho mais consciente. Quando percebemos esse mecanismo interno, começamos a nos libertar dele. Passamos a observar nossas reações: por que me sinto tão atacado? Por que preciso tanto defender minha posição? O que exatamente está ameaçado?
Muitas vezes, o que está ameaçado não é a verdade, mas a imagem que construímos de nós mesmos.
Ao reconhecer isso, damos um passo importante rumo à maturidade emocional. Não significa concordar com tudo ou deixar de ter opiniões, mas sim perceber quando estamos reagindo a partir do ego e quando estamos agindo a partir da consciência.
A verdadeira força não está em vencer um inimigo externo, mas em compreender o inimigo interno — essa necessidade constante de se afirmar pela oposição.
Quando deixamos de precisar de inimigos, começamos a experimentar algo mais profundo: a paz.
E talvez essa seja a maior vitória de todas.
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Texto inspirado nos ensinamentos de Eckhart Tolle, sobre o ego.
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05 de março
Pense unidade, aja unidade e faça a unidade se manifestar em sua vida.
Para ser uma pessoa inteira, você precisa se conhecer, saber para onde vai e o que está fazendo, e só então seguir em frente confiante, vivendo uma vida gloriosa e plena.
Nunca tenha dúvidas sobre você mesmo ou sua habilidade de ser inteiro.
São as dúvidas e os temores que o impedem de estabelecer uma unidade; portanto, pare de se preocupar e acabe com todos os temores e dúvidas, sabendo que EU ESTOU sempre com você e que coMigo tudo é possível.
Mas lembre-se: que sua fé e sua confiança estejam sempre em Mim, o Senhor seu Deus, a divindade dentro de você.
Caminhe de mãos dadas coMigo, consulte-Me em todos os momentos e deixe que Eu o guie e direcione.
EU ESTOU em você, portanto nada que vem de fora pode interferir em nosso contato direto.
Quando sua segurança está em Mim tudo vai verdadeiramente muito bem.
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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:
O orgulho e a humildade (V)
Homens, por que vos queixais das calamidades que vós mesmos amontoastes sobre as vossas cabeças? Desprezastes a santa e divina moral do Cristo; não vos espanteis, pois, de que a taça da iniquidade haja transbordado de todos os lados.
Generaliza-se o mal-estar. A quem inculpar, senão a vós que incessantemente procurais esmagar-vos uns aos outros? Não podeis ser felizes, sem mútua benevolência; mas, como pode a benevolência coexistir com o orgulho? O orgulho, eis a fonte de todos os vossos males. Aplicai-vos, portanto, em destruí-lo, se não lhe quiserdes perpetuar as funestas conseqüências. Um único meio se vos oferece para isso, mas infalível: tomardes para regra invariável do vosso proceder a lei do Cristo, lei que tendes repelido ou falseado em sua interpretação.
Por que haveis de ter em maior estima o que brilha e encanta os olhos, do que o que toca o coração? Por que fazeis do vício na opulência objeto das vossas adulações, ao passo que desdenhais do verdadeiro mérito na obscuridade? Apresente-se em qualquer parte um rico debochado, perdido de corpo e alma, e todas as portas se lhe abrem, todas as atenções são para ele, enquanto ao homem de bem, que vive do seu trabalho, mal se dignam todos de saudá-lo com ar de proteção. Quando a consideração dispensada aos outros se mede pelo ouro que possuem ou pelo nome de que usam, que interesse podem eles ter em se corrigirem de seus defeitos?
Dar-se-ia o inverso, se a opinião geral fustigasse o vicio dourado, tanto quanto o vicio em andrajos; mas, o orgulho se mostra indulgente para com tudo o que o lisonjeia. Século de cupidez e de dinheiro, dizeis. Sem dúvida; mas por que deixastes que as necessidades materiais sobrepujassem o bom senso e a razão? Por que há de cada um querer elevar-se acima de seu irmão? Desse fato sofre hoje a sociedade as conseqüências.
Não esqueçais que tal estado de coisas é sempre sinal certo de decadência moral. Quando o orgulho chega ao extremo, tem-se um indício de queda próxima, porquanto Deus nunca deixa de castigar os soberbos. Se por vezes consente que eles subam, é para lhes dar tempo a reflexão e a que se emendem, sob os golpes que de quando em quando lhes desfere no orgulho para os advertir. Mas, em lugar de se humilharem, eles se revoltam. Então, cheia a medida, Deus os abate completamente e tanto mais horrível lhes é a queda, quanto mais alto hajam subido.
Pobre raça humana, cujo egoísmo corrompeu todas as sendas, toma novamente coragem, apesar de tudo. Em sua misericórdia infinita, Deus te envia poderoso remédio para os teus males, um inesperado socorro à tua miséria. Abre os olhos à luz: aqui estão as almas dos que já não vivem na Terra e que te vêm chamar ao cumprimento dos deveres reais. Eles te dirão, com a autoridade da experiência, quanto as vaidades e as grandezas da vossa passageira existência são mesquinhas a par da eternidade. Dir-te-ão que, lá, o maior é aquele que haja sido o mais humilde entre os pequenos deste mundo; que aquele que mais amou os seus irmãos será também o mais amado no céu; que os poderosos da Terra, se abusaram da sua autoridade, ver-se-ão reduzidos a obedecer aos seus servos; que, finalmente, a humildade e a caridade, irmãs que andam sempre de mãos dadas, são os meios mais eficazes de se obter graça diante do Eterno.
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— Adolfo, bispo de Argel. (Marmande, 1862.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VII, item 12).
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A dor da partida
Se você se encontra triste pela perda de uma pessoa querida, procure não deixar que a saudade se converta em desespero.
Na verdade, você não perdeu ninguém, pois a morte é simples mudança de domicílio. Jesus esclareceu que havia muitas moradas na casa de nosso Pai. Isso quer dizer que nossos entes amados apenas partiram para essas outras paragens espirituais, onde continuam vivos pensando em nós, vibrando por nós e amando-nos com a mesma intensidade de outrora.
Por força dos sentimentos existentes entre você e o ser amado que partiu, laços espirituais se formaram ao longo do tempo e a morte não é capaz de destruí-los. Essa ligação permitirá que o ente querido sinta a nossa saudade, o nosso amor, o nosso carinho, como também possibilitará que ele perceba o nosso desespero e revolta, causando-lhe inquietação e amargura.
Quem ama deseja ver o ser amado alegre e feliz.
Não vá logo doando ou vendendo objetos pessoais do recém-falecido. Espere por alguns meses. Na verdade, a desencarnação é um processo lento, e o espírito, logo após a morte, ainda conserva, em maior ou menor grau, certo nível de apego a tudo aquilo que lhe disse respeito na experiência terrena.
A saudade é natural, humana, por isso nem tente combatê-la. Mas evite a revolta, pois isso dificultará não apena a adaptação da pessoa querida à sua nova condição de espírito liberto do corpo, como também as tarefas que agora ela será chamada a realizar no mundo espiritual.
Onde quer que se encontre, o progresso está sempre chamando o espírito a novos aprendizados. Não pense que os chamados "mortos" vivem desocupados. Tão logo se sintam adaptados à nova condição, os espíritos estão ávidos por estudo e trabalho, pois reconhecem que a vida palpita grandiosa em todas as dimensões.
Procure não atrapalhar o progresso da alma que voltou ao mundo espiritual com apelos dramáticos e intempestivos. Pelos fios do pensamento, enderece-lhe palavras de encorajamento e paz, a fim de que também você possa cumprir com os objetivos para os quais ainda está nas dimensões da matéria.
Não queira antecipar sua volta às dimensões do mundo espiritual para ficar ao lado do ser amado, pois qualquer precipitação de sua parte, consciente ou inconscientemente, somente retardará esse provável reencontro.
Ajudará muito se você não tratar o ente amigo como alguém que morreu e desapareceu para sempre. Isso é insuportável. Considere que ele apenas viajou mais cedo para um país distante em tarefas de engrandecimento e felicidade, e que um dia você também viajará para o grande reencontro nas dimensões do infinito.
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JOSÉ CARLOS DE LUCCA
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