O homem desencarnou suplicando a assistência de que necessitava…
Possuía fortuna…
Contava com amigos numerosos…
Desfrutava a máxima consideração social…
Apoiava-se em excelente grupo doméstico…
Entesourara primorosa cultura…
Experimentara terapias diversas…
Residia em confortável mansão…
Efetuara muitas viagens de recreio e de cura…
Movimentava largos cabedais de influência…
Entretanto, o pobre companheiro provocou a própria morte, pedindo socorro…
E tão só no Mais Além ficou registrado que o irmão menos feliz se rendera a semelhante violência contra si mesmo pela falta de coragem de ser como a vida lhe pedia que fosse e de aceitar as circunstâncias da existência que a Eterna Sabedoria lhe confiara para que realizasse, no mundo, o melhor que poderia fazer…
Amigo, em suas boas obras, inclua o donativo quase sempre esquecido da coragem, porque milhares de companheiros nossos na Terra aguardam, ansiosamente, o apoio da esperança, a fim de que possam aprender a trabalhar, lutar e viver.
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Valérium
Chico Xavier
Obra: Irmãos unidos
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MENSAGENS SOBRE SUICÍDIO:
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15 de janeiro
Por que não relaxar?
Desligue-se e entregue-se a Mim, pois quanto mais pressão e aceleração houver em sua vida, menos você conseguirá produzir.
Permita-se fluir com a natureza, com a maré, e faça o que tem que ser feito com simplicidade, natural e alegremente.
Por que não aproveitar a vida em vez de vivê-la com uma determinação sombria, forçando-se a fazer coisas aqui e ali sem qualquer alegria ou amor?
A vida é maravilhosa quando se está em harmonia com ela e não há resistências inúteis.
Por que complicar as coisas para você mesmo?
Faça deste dia de hoje um dia especial e só veja o que há de melhor em tudo.
Agradeça por tudo.
Aproveite tudo como deve ser aproveitado.
Eu quero que você aproveite a vida.
Comece olhando a beleza da natureza à sua volta e você perceberá que uma coisa linda leva à próxima, até que toda a sua vida estará repleta de encantamento e alegria.
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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:
Não julgueis, para não serdes julgados. Atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado
Não julgueis, a fim de não serdes julgados; — porquanto sereis julgados conforme houverdes julgado os outros; empregar-se-á convosco a mesma medida de que voz tenhais servido para com os outros. (S. MATEUS, cap. VII, vv. 1 e 2.)
Então, os escribas e os fariseus lhe trouxeram uma mulher que fora surpreendida em adultério e, pondo-a de pé no meio do povo, — disseram a Jesus: “Mestre, esta mulher acaba de ser surpreendida em adultério; — ora, Moisés, pela lei, ordena que se lapidem as adúlteras. Qual sobre isso a tua opinião?” — Diziam isto para o tentarem e terem de que o acusar. Jesus, porém, abaixando-se, entrou a escrever na terra com o dedo. — Como continuassem a interrogá-lo, ele se levantou e disse: “Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra.” — Em seguida, abaixando-se de novo, continuou a escrever no chão. — Quanto aos que o interrogavam, esses, ouvindo-o falar daquele modo, se retiraram, um após outro, afastando-se primeiro os velhos. Ficou, pois, Jesus a sós com a mulher, colocada no meio da praça.
Então, levantando-se, perguntou-lhe Jesus: “Mulher, onde estão os que te acusaram? Ninguém te condenou?” — Ela respondeu: “Não, Senhor.” Disse-lhe Jesus: “Também eu não te condenarei. Vai-te e de futuro não tornes a pecar.” (S. JOÃO, cap. VIII, vv. 3 a 11.)
“Atire-lhe a primeira pedra aquele que estiver isento de pecado”, disse Jesus. Essa sentença faz da indulgência um dever para nós outros, porque ninguém há que não necessite, para si próprio, de indulgência. Ela nos ensina que não devemos julgar com mais severidade os outros, do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar em outrem aquilo de que nos absolvemos. Antes de profligarmos a alguém uma falta, vejamos se a mesma censura não nos pode ser feita.
O reproche lançado à conduta de outrem pode obedecer a dois móveis: reprimir o mal, ou desacreditar a pessoa cujos atos se criticam. Não tem escusa nunca este último propósito, porquanto, no caso, então, só há maledicência e maldade. O primeiro pode ser louvável e constitui mesmo, em certas ocasiões, um dever, porque um bem deverá daí resultar, e porque, a não ser assim, jamais, na sociedade, se reprimiria o mal. Não cumpre, aliás, ao homem auxiliar o progresso do seu semelhante? Importa, pois, não se tome em sentido absoluto este princípio: “Não julgueis se não quiserdes ser julgado”, porquanto a letra mata e o espírito vivifica.
Não é possível que Jesus haja proibido se profligue o mal, uma vez que ele próprio nos deu o exemplo, tendo-o feito, até, em termos enérgicos. O que quis significar é que a autoridade para censurar está na razão direta da autoridade moral daquele que censura. Tornar-se alguém culpado daquilo que condena noutrem é abdicar dessa autoridade, é privar-se do direito de repressão. A consciência íntima, ao demais, nega respeito e submissão voluntária àquele que, investido de um poder qualquer, viola as leis e os princípios de cuja aplicação lhe cabe o encargo. Aos olhos de Deus, uma única autoridade legítima existe: a que se apóia no exemplo que dá do bem. É o que, igualmente, ressalta das palavras de Jesus.
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, itens 11 a 13.)
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Tua lâmpada
Tua fé viva! — tua lâmpada.
Zelarás por tua lâmpada para que as perturbações do caminho não te mergulhem nas trevas.
O serviço é a chama que lhe define a vida, a compaixão é o óleo que a sustenta.
Clareia a estrada para os que se acolhem na sombra e segue adiante!…
Vê-los-ás tresmalhados no grande tumulto… Entre eles, encontramos:
os que se julgam em liberdade, quando não passam de cativos da ignorância e do ódio;
os que deliram na ambição desregrada, pisando o cairel de pavorosas desilusões;
os que estadeiam soberbia nas eminências do mundo, admitindo-se encouraçados de poder, sem perceberem o abismo que os espreita;
os que fizeram da vida culto incessante a todos os excessos e para quem a morte breve surgirá por freio de contenção…
E com eles se agitam aqueles outros que desprezaram as vantagens do sofrimento, transformando o benefício da dor em cárcere de revolta;
os que descreram do trabalho e se enredaram no crime;
os que desertaram da consciência atirando-se ao fogo do remorso
e os que perderam a fé, incapazes de sentir a bênção de Deus que lhes brilha no coração!…
Unge de amor o pensamento transviado de todos os que se demoram na retaguarda, enlouquecidos por sinistros enganos e derrama o bálsamo do conforto nas feridas abertas de quantos se afligem na estrada, sob a névoa do desespero!…
Para isso, não contes dificuldades, nem relaciones angústias. Auxilia e ama sempre.
Se garras de incompreensão ou de injúria te assaltarem na marcha, entrega os tesouros que carregas, abençoando as mãos que te firam ou te despojem, mas alça a tua flama de confiança e caminha.
Cada golpe desferido na alma é renovação que aparece, cada espinho que se nos enterra na carne do sonho é flor de verdade a enriquecer-nos o futuro, cada lágrima, vertida nos alimpa a visão!…
Tua fé viva! — tua lâmpada!…
Faze-a fulgir, acima de tuas próprias fraquezas, para que, um dia, possas transfigurá-la em estrela de eterna alegria, nos cimos da Grande Luz.
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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Caminho espírita
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