“Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías.” — João Batista (JOÃO, 1.23)
A exortação do Precursor permanece no ar, convocando os homens de boa vontade à regeneração das estradas comuns.
Em todos os tempos, observamos criaturas que se candidatam à fé, que anseiam pelos benefícios do Cristo. Clamam pela sua paz, pela presença divina e, por vezes, após transformarem os melhores sentimentos em inquietação injusta, acabam desanimadas e vencidas.
Onde está Jesus que não lhes veio ao encontro dos rogos sucessivos? Em que Esfera longínqua permanecerá o Senhor, distante de suas amarguras?
Não compreendem que, através de mensageiros generosos do seu amor, o Cristo se encontra, em cada dia, ao lado de todos os discípulos sinceros. Falta-lhes dedicação ao bem de si mesmos.
Correm ao encalço do Mestre Divino, desatentos ao conselho de João: “Endireitai os caminhos.”
Para que alguém sinta a influência santificadora do Cristo, é preciso retificar a estrada em que tem vivido.
Muitos choram em veredas do crime, lamentam-se nos resvaladouros do erro sistemático, invocam o Céu sem o desapego às paixões avassaladoras do campo material. Em tais condições, não é justo dirigir-se a alma ao Salvador, que aceitou a humilhação e a cruz sem queixas de qualquer natureza.
Se queres que Jesus venha santificar as tuas atividades, endireita os caminhos da existência, regenera os teus impulsos. Desfaze as sombras que te rodeiam e senti-Lo-ás, ao teu lado, com a sua bênção.
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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Caminho, verdade e vida
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29 de junho
Não se sobrecarregue com tudo que precisa ser feito.
Simplesmente aprenda a dar um passo de cada vez e saiba que cada passo o conduz para mais perto de sua meta.
Não tente correr antes de conseguir andar; não tente assumir mais do que é capaz de realizar, para não ter que se arrastar sob o peso de sua carga, cada passo um esforço.
Esta não é a atitude certa; isto não é estar preenchido com Minha alegria e liberdade.
Isto só significa que você está tentando se apoiar só na sua própria força; significa que você está separado de Mim e perdeu a visão da sua meta.
Interrompa o que está fazendo, mude sua atitude.
Entregue tudo a Mim e depois relaxe e aproveite o que está fazendo de uma maneira completamente nova.
Mudança de atitude pode acontecer num piscar de olhos, portanto, mude, mude depressa e dance e cante no decorrer deste dia de mãos dadas coMigo.
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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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Mensagem do ESE:
O dever
O dever é a obrigação moral da criatura para consigo mesma, primeiro, e, em seguida, para com os outros. O dever é a lei da vida. Com ele deparamos nas mais ínfimas particularidades, como nos atos mais elevados. Quero aqui falar apenas do dever moral e não do dever que as profissões impõem.
Na ordem dos sentimentos, o dever é muito difícil de cumprir-se, por se achar em antagonismo com as atrações do interesse e do coração. Não têm testemunhas as suas vitórias e não estão sujeitas à repressão suas derrotas.
O dever íntimo do homem fica entregue ao seu livre-arbítrio. O aguilhão da consciência, guardião da probidade interior, o adverte e sustenta; mas, muitas vezes, mostra-se impotente diante dos sofismas da paixão. Fielmente observado, o dever do coração eleva o homem; como determiná-lo, porém, com exatidão? Onde começa ele? onde termina? O dever principia, para cada um de vós, exatamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranqüilidade do vosso próximo; acaba no limite que não desejais ninguém transponha com relação a vós.
Deus criou todos os homens iguais para a dor. Pequenos ou grandes, ignorantes ou instruídos, sofrem todos pelas mesmas causas, a fim de que cada um julgue em sã consciência o mal que pode fazer. Com relação ao bem, infinitamente vário nas suas expressões, não é o mesmo o critério. A igualdade em face da dor é uma sublime providência de Deus, que quer que todos os seus filhos, instruídos pela experiência comum, não pratiquem o mal, alegando ignorância de seus efeitos.
O dever é o resumo prático de todas as especulações morais; é uma bravura da alma que enfrenta as angústias da luta; é austero e brando; pronto a dobrar-se às mais diversas complicações, conserva-se inflexível diante das suas tentações.
homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais do que as criaturas e ama as criaturas mais do que a si mesmo. É a um tempo juiz e escravo em causa própria.
O dever é o mais belo laurel da razão; descende desta como de sua mãe o filho. O homem tem de amar o dever, não porque preserve de males a vida, males aos quais a Humanidade não pode subtrair-se, mas porque confere à alma o vigor necessário ao seu desenvolvimento.
O dever cresce e irradia sob mais elevada forma, em cada um dos estágios superiores da Humanidade. Jamais cessa a obrigação moral da criatura para com Deus. Tem esta de refletir as virtudes do Eterno, que não aceita esboços imperfeitos, porque quer que a beleza da sua obra resplandeça a seus próprios olhos.
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— Lázaro. (Paris, 1863.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 7.)
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Deus te escutará
Ora cotidianamente, haurindo energias no Sublime Reservatório da Natureza.
Sempre que te sentires fraquejar, renova-te pela prece.
Onde estiveres, através da palavra articulada ou não, suplica a Intercessão do Alto.
Nenhuma oração sincera ecoa sem resposta.
Um dos benefícios imediatos da prece é o de asserenar-te o espírito, para que saibas agir com acerto.
Para quem ora com a alma nos lábios, coisa alguma é impossível.
Todo aquele que pede com humildade o que deseja, no mínimo, sempre obtém a compreensão daquilo que não pode ter.
Depois da caridade, a prece é a única força capaz de transcender o habitual e operar prodígios.
Ora com persistência, devota-te aos teus semelhantes e espera pela Graça Divina, que te alcançará.
Os Pressupostos do Senhor jamais te deixarão clamar em vão.
A prece é um íntimo colóquio da criatura com o Criador.
Ora, e Deus te escutará.
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Irmão José
Carlos Baccelli
Obra: Dias melhores
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