A convivência com pessoas difíceis é um dos maiores desafios da experiência humana. No entanto, à luz do Espiritismo, esses encontros não são fruto do acaso, mas oportunidades cuidadosamente permitidas pela Lei Divina para o aperfeiçoamento do espírito.
Muitas vezes, aqueles que nos provocam irritação, mágoa ou impaciência são espíritos ligados a nós por experiências do passado. Podem ter sido desafetos, companheiros de erros ou até vínculos interrompidos sem reconciliação. O reencontro, agora em novas condições, oferece a chance de transformar antigos débitos em aprendizado e paz.
Conviver não significa concordar com atitudes equivocadas, nem aceitar desrespeito. O Espiritismo ensina o equilíbrio entre a indulgência e a firmeza, entre o perdão sincero e a responsabilidade moral. É possível compreender sem compactuar, amar sem se anular.
Essas relações funcionam como espelhos. Revelam nossas fragilidades interiores, nossas reações ainda impulsivas e os pontos que precisam ser trabalhados na reforma íntima. Assim, a dificuldade externa se torna instrumento de transformação interna.
Quando escolhemos responder com paciência, prece e vigilância dos pensamentos, quebramos ciclos antigos de ressentimento. A mudança de atitude de um único espírito pode modificar toda a dinâmica de uma relação, mesmo que o outro ainda não esteja pronto para mudar.
Conviver com pessoas difíceis é, portanto, uma prova valiosa. Superá-la com dignidade, sem ódio e sem orgulho, é sinal de progresso espiritual e de fidelidade aos ensinamentos do Cristo, esclarecidos pela Doutrina Espírita.
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Reflexão autoral inspirada na Doutrina Espírita, com base nas obras de Allan Kardec.
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FEVEREIRO
Eu vi um mar bravio e revolto, com ondas enormes. Então percebi que sob a superfície havia calma e quietude.
Eu ouvi as palavras:
Procure a paz que flui por toda a profunda compreensão interior e, quando a encontrar, retenha-a, não se importando com o que esteja se passando ao seu redor.
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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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01 de fevereiro
Em que você acredita?
Você acredita em Mim?
Você acredita que pode caminhar e conversar coMigo?
Você acredita que, quando você vive esta vida espiritual plenamente integrado e sintonizado coMigo, ela se torna uma vida muito prática e tudo dá certo?
Aquiete-se, considere e pese suas crenças e, acima de tudo, aprenda a viver de acordo com elas.
Almas demais falham deixando de pôr em prática esta maneira de viver.
Elas comentam a respeito, mas ainda não conseguiram provar para elas mesmas e para o mundo que viver assim funciona, que quando você Me reconhece em tudo.
Me chama e procura a Minha ajuda, tudo começa a entrar nos eixos em sua vida.
Quando você obedece a Minha pequena voz interior, você começa a desabrochar como uma linda flor e percebe como esta vida é prática e maravilhosa.
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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:
Beneficência exclusiva
É acertada a beneficência, quando praticada exclusivamente entre pessoas da mesma opinião, da mesma crença, ou do mesmo partido?
Não, porquanto precisamente o espírito de seita e de partido é que precisa ser abolido, visto que são irmãos todos os homens. O verdadeiro cristão vê somente irmãos em seus semelhantes e não procura saber, antes de socorrer o necessitado, qual a sua crença, ou a sua opinião, seja sobre o que for.
Obedeceria o cristão, porventura, ao preceito de Jesus-Cristo, segundo o qual devemos amar os nossos inimigos, se repelisse o desgraçado, por professar uma crença diferente da sua? Socorra-o, portanto, sem lhe pedir contas à consciência, pois, se for um inimigo da religião, esse será o meio de conseguir que ele a ame; repelindo-o, faria que a odiasse.
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— S. Luís. (Paris, 1860.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 20.)
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Dificuldades do perdão
“Jesus nos ensina que a misericórdia não deve ter limites, quando diz que cada um perdoe ao seu irmão, não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes.” – (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Cap. X – Bem-aventurados os que são misericordiosos.)
Faze de tudo para não te deixares magoar, porque a mágoa é uma nódoa muito difícil de ser lavada do coração.
Muito mais fácil, pois, que interpretes o ofensor por um amigo doente que, quando te ofendeu, agiu completamente sem lucidez, e, portanto, mais do que seu perdão, tornou-se digno de sua complacência.
Ao nos recomendar o perdão setenta vezes sete, Jesus sabia o quanto se nos faria extremamente penoso esquecer o mal que nos fosse feito, e que, a fim de que chegássemos a realmente esquecê-lo de todo, necessitaríamos, em uma única falta, de ofertar perdão sobre perdão ao agressor, infinito número de vezes.
Ele, o Cristo, jamais teve que perdoar, porque, em nenhuma oportunidade, se permitiu ser ofendido.
Com base nesses raciocínios, imaginemos, por nossa vez, o quanto nos será demasiado complexo obter o verdadeiro perdão da parte daquele que prejudicamos.
Sendo assim, o melhor, igualmente, é que redobremos vigilância para que, em benefício de nossa paz íntima, não venhamos a carecer do perdão de alguém.
Existem espíritos que choram por séculos, não propriamente no esforço de perdoar, mas no esforço de serem perdoados, com o intuito de que, em se sentindo livres de toda e qualquer culpa, consigam caminhar adiante sem sombra alguma a lhes tisnar o céu da felicidade que almejam.
Neste sentido, nunca será demais repetir que, sem o concurso do bem, o mal não se anulará.
Se, quando na condição de ofendidos, Jesus nos conclama a perdoar setenta vezes sete, quantas vezes, na condição de ofensores, Ele não nos conclamaria a pedir perdão a quem ofendemos?!
Perdoar ou pedir perdão setenta vezes sete será, pois, como trabalhar para se erradicar uma tumoração maligna do organismo, em todas as suas possibilidades de recidiva e de sequela, de modo que o tumor seja curado como se nunca sequer tivesse existido.
Ante tais dificuldades, oremos ao Senhor para que nunca nos encontremos na posição de vítima e, muito menos, de algoz, porque, perante as Leis Equânimes da Vida, nenhuma das duas condições é favorável à nossa paz.
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Irmão José
Carlos Baccelli
Obra: Vinde a Mim
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