sábado, 14 de fevereiro de 2026

Carnaval

No Carnaval...


Era fevereiro. Um bloco carnavalesco avançava pelas ruas da cidade. Cerca de cem integrantes fantasiados cantavam, dançavam, sorriam. O bloco de desencarnados, porém, era muito maior. Aproximadamente quinhentos espíritos acompanhavam o grupo, numa perfeita simbiose.

Em comum entre encarnados e desencarnados, havia o desconhecimento sobre onde acaba a alegria e começa o abuso. Contagiante, o bloco de “vivos” e “mortos” prosseguia.

Um jovem, na casa dos dezesseis anos, observa a folia sentado na sarjeta. Embora nascido em berço de ouro, era desnudo de afeto e subnutrido de educação. Atendendo a ordem de espíritos zombeteiros, um dos integrantes do bloco convida o adolescente a dançar. Oferece-lhe um cigarro recheado com erva alucinógena.

Dança, canta e ri. Não sabe que, mais tarde, seu vício sustentará traficantes, enquanto aproveitadores desencarnados o atirarão em perturbações de consequências imprevisíveis.

Mais adiante, outra jovem assiste a turba. Na véspera, havia sofrido terrível desilusão amorosa, que Ihe destruíra os mais singelos planos de felicidade. Abatida, atira-se ao bloco, numa atitude mais de desespero do que de alegria. Dança, canta e ri. Retorna ao lar e, embriagada e deprimida, põe fim à vida cortando os pulsos.

Num bar de esquina, mais um transeunte se interessa pela algazarra. Depois de alguns goles, atende ao chamado de entidades fanfarronas e junta-se ao bloco. Dança, canta e ri. De volta para casa, encontra a esposa chorando seu abandono. Mantém breve discussão com a companheira para, logo depois, deixar o lar, levado pelo efeito do álcool.

O bloco passa. Todos dançam, cantam e riem. Ninguém sabia, porém, que naquele dia, em menos de uma hora, a cidade ganhara uma suicida, um viciado e um lar destruído.

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Do livro 'Vida e Renovação' - Clayton Levy (ditado por Espíritos diversos)
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14 de fevereiro

O amor está no ar.

Sinta seu calor, sua alegria e a liberdade que ele traz.

O amor é um estado de espírito interior.

Não é preciso falar sobre ele, porque ele se expressa de mil e uma pequenas maneiras.

O amor está em todo lugar, mas você tem que estar alerta para poder apreciá-lo plenamente.

O ar que você respira está em todo lugar, mas você nem se apercebe disso e do fato que é o ar que o mantém vivo.

Não deixe nada passar despercebido para que você não perca a alegria e o brilho da vida.

O amor começa pequeno e depois cresce mais e mais.

Quando você ama verdadeiramente uma pessoa e ela também o ama, a fé e a confiança são recíprocas.

Mantenha esse amor fluindo e não deixe que nada interfira.

Deixe Meu amor divino fluir através de tudo e conheça a paz que ultrapassa toda compreensão.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Os inimigos desencarnados

Ainda outros motivos tem o espírita para ser indulgente com os seus inimigos. Sabe ele, primeiramente, que a maldade não é um estado permanente dos homens; que ela decorre de uma imperfeição temporária e que, assim como a criança se corrige dos seus defeitos, o homem mau reconhecerá um dia os seus erros e se tornará bom.
Sabe também que a morte apenas o livra da presença material do seu inimigo, pois que este o pode perseguir com o seu ódio, mesmo depois de haver deixado a Terra; que, assim, a vingança, que tome, falha ao seu objetivo, visto que, ao contrário, tem por efeito produzir maior irritação, capaz de passar de uma existência a outra. Cabia ao Espiritismo demonstrar, por meio da experiência e da lei que rege as relações entre o mundo visível e o mundo invisível, que a expressão: extinguir o ódio com o sangue é radicalmente falsa, que a verdade é que o sangue alimenta o ódio, mesmo no além-túmulo. Cabia-lhe, portanto, apresentar uma razão de ser positiva e uma utilidade prática ao perdão e ao preceito do Cristo: Amai os vossos inimigos. Não há coração tão perverso que, mesmo a seu mau grado, não se mostre sensível ao bom proceder. Mediante o bom procedimento, tira-se, pelo menos, todo pretexto às represálias, podendo-se até fazer de um inimigo um amigo, antes e depois de sua morte. Com um mau proceder, o homem irrita o seu inimigo, que então se constitui instrumento de que a justiça de Deus se serve para punir aquele que não perdoou.

Pode-se, portanto, contar inimigos assim entre os encarnados, como entre os desencarnados. Os inimigos do mundo invisível manifestam sua malevolência pelas obsessões e subjugações com que tanta gente se vê a braços e que representam um gênero de provações, as quais, como as outras, concorrem para o adiantamento do ser, que, por isso; as deve receber com resignação e como conseqüência da natureza inferior do globo terrestre. Se não houvesse homens maus na Terra, não haveria Espíritos maus ao seu derredor. Se, conseguintemente, se deve usar de benevolência com os inimigos encarnados, do mesmo modo se deve proceder com relação aos que se acham desencarnados.

Outrora, sacrificavam-se vítimas sangrentas para aplacar os deuses infernais, que não eram senão os maus Espíritos. Aos deuses infernais sucederam os demônios, que são a mesma coisa. O Espiritismo demonstra que esses demônios mais não são do que as almas dos homens perversos, que ainda se não despojaram dos instintos materiais; que ninguém logra aplacá-los, senão mediante o sacrifício do ódio existente, isto é, pela caridade; que esta não tem por efeito, unicamente, impedi-los de praticar o mal e, sim, também o de os reconduzir ao caminho do bem e de contribuir para a salvação deles. É assim que o mandamento: Amai os vossos inimigos não se circunscreve ao âmbito acanhado da Terra e da vida presente; antes, faz parte da grande lei da solidariedade e da fraternidade universais.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XII, itens 5 e 6.)
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Sobre o Carnaval


Nenhum Espírito equilibrado em face do bom senso que deve presidir a existência das criaturas pode fazer a apologia da loucura generalizada que adormece as consciências nas festas carnavalescas. É lamentável que na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhes as belezas e os objetivos sagrados da vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre as sociedades que se pavoneiam com os títulos da civilização. Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidos pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos, prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros Espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer.

Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças da treva nos corações e, às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.

É estranho que as administrações e elementos de governos colaborem para que se intensifique a longa série de lastimáveis desvios de Espíritos fracos, cujo caráter ainda aguarda o toque miraculoso da dor para aprender as grandes verdades da vida.

Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidades e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se intensifique o olvido de obrigações sagradas por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos deveres sociais e divinos.

Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes festejos na assistência social aos necessitados de um pão e de um carinho. Ao lado dos mascarados da pseudo alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras. Por que protelar essa ação necessária das forças conjuntas dos que se preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a esperança dos que choram e sofrem? Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes objetivos de nossas despretensiosas opiniões, colaborando conosco dentro de suas possibilidades para que possamos reconstruir e reedificar os costumes para o bem de todas as almas.

É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas enquanto houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza ela só poderá fornecer com isso um eloquente atestado de sua miséria moral.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Cartas do Alto
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Trovas e confetes


No Carnaval, o problema
Não é tanto a festa em si:
O problema é de quem chora
Por causa de quem sorri.
* * *
O povo fala e, de fato,
Nos três dias de folia
É que o homem se revela
Ao tirar a fantasia...
* * *
Quem deseja, sobre a Terra,
Ter uma ideia do Umbral
Não necessita morrer:
Basta ver o Carnaval!
* * *
Exibindo nos salões
Fantasias requintadas,
O folião, quase em transe,
Recorda vidas passadas...
* * *
Na visão que tenho agora
Deste outro lado da vida,
O Carnaval me parece
“Sanatório” na avenida.
* * *
Carnaval!... Posso escutar
Ante o tema que futrico:
Em festa de gente viva
Defunto não mete o bico.
* * *
Arte, beleza, alegria –
Carnaval é isso tudo.
Mas sobre o que é além disso
É melhor que eu fique mudo...
* * *
Serpentinas e confetes
Lançados em profusão
São esperanças e sonhos
Que se desfazem no chão...
* * *
O suor do Carnaval,
Se convertido em bondade,
Daria para secar
O pranto da Humanidade.
* * *
Quando chega o Carnaval,
Eu fico pensando nisto:
Não foi numa festa assim
Que mataram Jesus Cristo?!...

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Eurícledes Formiga
Carlos A. Baccelli
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O Espírita e o Carnaval

Muitos espíritas, ingenuamente, julgam que a participação nas festas de Momo, tão do agrado dos brasileiros, não acarreta nenhum mal a nossa integridade psico-espiritual. E de fato, não haveria prejuízo maior, se todos pensassem e brincassem num clima sadio, de legitima confraternização. Infelizmente, porém, a realidade é bem diferente. Vejamos, por exemplo, as conclusões a que chegou um grupo de psicólogos que analisou o carnaval, segundo matéria publicada já há algum tempo no Correio Brasiliense, importante jornal da Capital da República:

“(...) de cada dez casais que caem juntos na folia, sete terminam a noite brigados (cenas de ciúme, intrigas, etc.);
que, desses mesmos dez casais, posteriormente, três se transformam em adultério;

que de cada dez pessoas (homens e mulheres) no carnaval, pelo menos sete se submetem a coisas que abominam no seu dia-a-dia, como o álcool e outras drogas (...).

Concluíram que tudo isto decorre do êxtase atingido na grande festa, quando o símbolo da liberdade, da igualdade, mas também da orgia e da depravação, estimulado pelo álcool leva as pessoas a se comportarem fora de seus padrões normais (...)”.

Um detalhe importante que, provavelmente, eles não sabem, é que no plano invisível a turma do astral inferior também se prepara e vem aos magotes participar dos folguedos carnavalescos.

Na psicosfera criada por mentes convulsionadas pela orgia, os espíritos das trevas encontram terreno propício para influenciar negativamente, fomentando desvios de conduta, paixões grosseiras, agressões de toda a sorte e, ainda, astuciosas ciladas.

No livro “Nas Fronteiras da Loucura”, psicografado por Divaldo Pereira Franco, são focalizados vários desses processos obsessivos, sobre pessoas imprevidentes, que pensavam apenas em se divertir no carnaval do Rio.

Mostra também o infatigável trabalho dos espíritos do Bem, a serviço de Jesus, procurando diminuir o índice de desvarios e de desfechos profundamente infelizes.

Só por essa amostra já dá pra ver como é difícil, para qualquer cristão, passar incólume pelos ambientes momescos. Por maior que seja a sua fé, os riscos de contrariedades e aborrecimentos são muito grandes.

Fiquemos, portanto, com o apóstolo Paulo, que dizia “tudo me é lícito, mas nem tudo me convém”. (I Cor. 6,12).

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Pedro Fagundes Azevedo
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Felicidade na Terra


920. Pode o homem gozar de completa felicidade na Terra?

“Não, pois a vida lhe foi dada como prova ou expiação. Dele, porém, depende a suavização de seus males e o ser tão feliz quanto possível na Terra.”

921. Concebe-se que o homem será feliz na Terra, quando a humanidade estiver transformada. Mas, enquanto isso não se verifica, poderá conseguir uma felicidade relativa?

“O homem é quase sempre o obreiro da sua própria infelicidade. Pela prática da lei de Deus, a muitos males pode forrar-se, proporcionando a si mesmo felicidade tão grande quanto o comporte a sua existência grosseira.”

Aquele que se acha bem compenetrado de seu destino futuro não vê na vida corporal mais do que uma estação temporária, uma como parada momentânea numa hospedaria de má qualidade. Facilmente se consola de alguns aborrecimentos passageiros de uma viagem que o levará a tanto melhor posição, quanto melhor tenha cuidado dos preparativos para empreendê-la.

Já nesta vida somos punidos pelas infrações, que cometemos, das leis que regem a existência corpórea, sofrendo os males consequentes dessas mesmas infrações e dos nossos próprios excessos. Se, gradativamente, remontarmos à origem do que chamamos as nossas desgraças terrenas, veremos que, na maioria dos casos, elas são a consequência de um primeiro afastamento nosso do caminho reto. Desviando-nos deste, enveredamos por outro, mau, e, de consequência em consequência, caímos na desgraça.

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Parte quarta — Das esperanças e consolações
Capítulo I — Das penas e gozos terrestres
Felicidade e infelicidade relativas.
Obra: Livro dos Espíritos
Allan Kardec
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13 de fevereiro

Alimente-se da infinita fonte de poder e força interiores e você ficará surpreso com as coisas aparentemente sobrenaturais que começará a fazer, simplesmente porque você estará trabalhando pelas Minhas leis divinas.

Qualquer coisa pode acontecer, porque as Minhas leis são as chaves que abrem todas as portas e fazem com que tudo seja possível.

Reconheça-as como sendo Minhas leis e nunca deixe de agradecer por tê-las, e só as use para Minha honra e glória e para o benefício do todo.

Colocando corretamente as Minhas leis em prática, somente coisas maravilhosas irão acontecer e todos se beneficiarão.

O poder, usado corretamente e sob a Minha orientação, pode mudar o curso da história, criando um novo céu e uma nova Terra.

Usado de maneira errada, só pode causar devastação e destruição.

Não se deve brincar com o poder, mas sim tratá-lo com grande respeito. EU SOU o poder.

Eu tenho toda a criação em Minhas mãos e você é parte do todo.

Una-se a ele e encontre nele o seu devido lugar.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

O Suicídio e a Loucura

14 – A calma e a resignação adquiridas na maneira de encarar a vida terrena, e a fé no futuro, dão ao Espírito uma serenidade que é o melhor preservativo da loucura e do suicídio. Com efeito, a maior parte dos casos de loucura são provocados pelas vicissitudes que o homem não tem forças de suportar. Se, portanto, graças à maneira por que o Espiritismo o faz encarar as coisas mundanas, ele recebe com indiferença, e até mesmo com alegria, os revezes e as decepções que em outras circunstâncias o levariam ao desespero, é evidente que essa força, que o eleva acima dos acontecimentos, preserva a sua razão dos abalos que o poderiam perturbar.

15 – O mesmo se dá com o suicídio. Se excetuarmos os que se verificam por força da embriaguez e da loucura, e que podemos chamar de inconscientes, é certo que, sejam quais forem os motivos particulares, a causa geral é sempre o descontentamento. Ora, aquele que está certo de ser infeliz apenas um dia, e de se encontrar melhor nos dias seguintes, facilmente adquire paciência. Ele só se desespera se não ver um termo para os seus sofrimentos. E o que é a vida humana, em relação à eternidade, senão bem menos que um dia? Mas aquele que não crê na eternidade, que pensa tudo acabar com a vida, que se deixa abater pelo desgosto e o infortúnio, só vê na morte o fim dos seus pesares. Nada esperando, acha muito natural, muito lógico mesmo, abreviar as suas misérias pelo suicídio.

16 – A incredulidade, a simples dúvida quanto ao futuro, as idéias materialistas, em uma palavra, são os maiores incentivadores do suicídio: elas produzem a frouxidão moral. Quando vemos, pois, homens de ciência, que se apóiam na autoridade do seu saber, esforçarem-se para provar aos seus ouvintes ou aos seus leitores, que eles nada têm a esperar depois da morte, não o vemos tentando convencê-los de que, se são infelizes, o melhor que podem fazer é matar-se? Que poderiam dizer para afastá-los dessa idéia? Que compensação poderão oferecer-lhes? Que esperanças poderão propor-lhes? Nada além do nada! De onde é forçoso concluir que, se o nada é o único remédio heróico, a única perspectiva possível, mais vale atirar-se logo a ele, do que deixar para mais tarde, aumentando assim o sofrimento.

A propagação das idéias materialistas é, portanto, o veneno que inocula em muitos a idéia do suicídio, e os que se fazem seus apóstolos assumem uma terrível responsabilidade. Com o Espiritismo, a dúvida não sendo mais permitida, modifica-se a visão da vida. O crente sabe que a vida se prolonga indefinidamente para além do túmulo, mas em condições inteiramente novas. Daí a paciência e a resignação, que muito naturalmente afastam a idéia do suicídio. Daí, numa palavra, a coragem moral.

17 – O Espiritismo tem ainda, a esse respeito, outro resultado igualmente positivo, e talvez mais decisivo. Ele nos mostra os próprios suicidas revelando a sua situação infeliz, e prova que ninguém pode violar impunemente a lei de Deus, que proíbe ao homem abreviar a sua vida. Entre os suicidas, o sofrimento temporário, em lugar do eterno, nem por isso é menos terrível, e sua natureza dá o que pensar a quem quer que seja tentado a deixar este mundo antes da ordem de Deus. O espírita tem, portanto, para opor à idéia do suicídio, muitas razões: a certeza de uma vida futura, na qual ele sabe que será tanto mais feliz quanto mais infeliz e mais resignado tiver sido na Terra; a certeza de que, abreviando sua vida, chega a um resultado inteiramente contrário ao que esperava; que foge de um mal para cair noutro ainda pior, mais demorado e mais terrível; que se engana ao pensar que, ao se matar, irá mais depressa para o céu; que o suicídio é um obstáculo à reunião, no outro mundo, com as pessoas de sua afeição, que lá espera encontrar. De tudo isso resulta que o suicídio, só lhe oferecendo decepções, é contrário aos seus próprios interesses. Por isso, o número de suicídios que o Espiritismo impede é considerável, e podemos concluir que, quando todos forem espíritas, não haverá mais suicídios conscientes. Comparando, pois, os resultados das doutrinas materialistas e espírita, sob o ponto de vista do suicídio, vemos que a lógica de uma conduz a ele, enquanto a lógica de outra o evita, o que é confirmado pela experiência.

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O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
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A tua atual existência


(...)

A tua atual existência está programada para o êxito.

Não mais tombarás nas sombras de onde procedes, se insistires por banhar-te com a clara luminosidade do amor de Deus.

Reflexiona melhor e com mais maturidade, de maneira que constatarás alegrias e bem-estar pelo teu caminho, nada obstante algumas dificuldades naturais que todos devem enfrentar.

Alegra-te por seres incompreendido, por estares no campo de elevação entre dissabores, porque a compensação divina é sempre o resultado do grau de esforço desenvolvido pelo ser humano durante a trajetória de elevação.

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Joanna de Ângelis
Divaldo Franco
Obra: Libertação pelo amor 
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Amar e confiar


De tua parte, ama e confia.

Não como quem se entrega à ingenuidade, mas como quem escolhe a paz de consciência e a fidelidade aos próprios valores.

O erro, a mentira ou a traição não nascem fora — germinam no íntimo daquele que ainda não aprendeu a respeitar a si mesmo.

Quem fere o outro, antes de tudo, interrompe o próprio caminho de crescimento.

Não assumas como culpa aquilo que pertence à escolha alheia.

Segue adiante com dignidade, sem endurecer o coração nem perder a fé no bem.

Amar é decisão madura.

Confiar é atitude lúcida.

Ambas libertam a alma do peso da vigilância constante e do desgaste das suspeitas infindáveis.

Faz a tua parte com retidão.

Quem se desvia do amor carrega em si mesmo as consequências do próprio desequilíbrio.

A consciência tranquila é sempre o maior refúgio.

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Texto elaborado a partir de ideias recorrentes nas obras de Joanna de Ângelis, psicografadas por Divaldo Franco.
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12 de fevereiro

Perceba a perfeição do padrão e do plano que permeiam a sua vida.

Nada acontece por acaso.

Às vezes parece que acontecem coisas estranhas, mas tudo faz parte do Meu divino plano.

Você não estaria fazendo o que faz, neste momento e neste lugar, se Eu não tivesse estendido Minha mão sobre você.

Minhas maneiras não são as suas.

Procure sempre fazer a Minha vontade.

Eu sei o que é melhor para você, por isso não lute, achando que o seu jeito é melhor.

Tenha absoluta fé e confiança em Mim. Saiba que EU ESTOU sempre aqui e nunca o deixarei na mão.

Procure sempre por Mim.

Ouça o que Eu tenho a lhe dizer no silêncio e obedeça ao Meu mais leve murmúrio.

A obediência desvenda para você uma vida completamente nova e libera energias que estavam escondidas bem no fundo de você esperando o momento certo de serem libertadas, o momento em que você estaria preparado para segui-las sem questionamento.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Dom de curar

Restituí a saúde aos doentes, ressuscitai os mortos, curai os leprosos, expulsai os demônios. Dai gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido. (S. MATEUS, cap. X, v. 8.)

“Dai gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido”, diz Jesus a seus discípulos. Com essa recomendação, prescreve que ninguém se faça pagar daquilo por que nada pagou. Ora, o que eles haviam recebido gratuitamente era a faculdade de curar os doentes e de expulsar os demônios, isto é, os maus Espíritos. Esse dom Deus lhes dera gratuitamente, para alívio dos que sofrem e como meio de propagação da fé; Jesus, pois, recomendava-lhes que não fizessem dele objeto de comércio, nem de especulação, nem meio de vida.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVI, itens 1 e 2.)
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Saber viver 


Toda Lei Divina revela serena imparcialidade. Fuga à responsabilidade não diminui o quadro de nossas obrigações.

Não adianta paralisares o teu relógio, por que as horas seguirão sempre, independentemente dele e de ti...

Toda transformação moral há de ser profunda. Mudanças aparentes não modificam o espírito para melhor.

O corte dos cabelos ou o uso do chapéu não te renovam os pensamentos no íntimo da cabeça...

Todo corpo há de ser governado pelo espírito. A rigor, a carne só é fraca quando reflete o ânimo indeciso.

Os sapatos aparentemente te conduzem os pés porque os teus pés os conduzem...

Todo empréstimo terrestre é passageiro. Imperioso desapegarmo-nos da matéria, desoprimindo o espírito.

Apenas dinheiro no bolso não te outorga a tranquilidade da consciência...

Toda pessoa para ser verdadeiramente feliz reclama trabalho. Mas somente o trabalho que serve ao bem de todos é alimento da Criação.

Algumas vêzes encontramos irmãos nossos que se dizem cansados de trabalhar e acabam hospedados pela polícia.

Toda criatura tanto precisa de conhecimento quanto de bondade.

Nem só estudo e nem só benevolência libertam integralmente a alma.

Os óculos não te corrigem os defeitos da vontade e nem a vontade te corrige os defeitos da visão...

Todo coração necessita de amor. Urge discernir como se ama e como se é amado.

Os parasitos, decerto, agarram-se às próprias vítimas atendendo a impulsos de bem-querer...

Toda existência tem objetivos específicos. A ação construtiva que surge para ser feita agora não deve ser adiada.

A tua carteira de identidade só vale para a presente encarnação...

O Espiritismo ensinar-te-á como viver proveitosamente, em plenitude de alegria e de paz, ante o determinismo da evolução.

Viver por viver todos vivem. O essencial é saber viver.

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André Luiz
Waldo Vieira
Obra: Opinião espírita
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Vibrações: o que emitimos é o que nos acompanha



Se te encontras sob o cerco de vibrações conturbadoras, não te detenhas na sombra nem revides na mesma sintonia.

Emite de ti mesmo aquelas vibrações que geram vida e elevação, otimismo e alegria, ainda que o ambiente pareça adverso.

A mente é fonte viva: aquilo que pensas, sentes e cultivas em silêncio retorna a ti em forma de caminho.

Não esperes que o mundo se harmonize primeiro para então te equilibrar.

Sê tu o ponto de luz onde a desordem insiste em ficar.

Quem escolhe a paz, mesmo cercado de inquietações, transforma dificuldades em aprendizado e perturbações em degraus de crescimento.

Recorda: a vibração que parte de ti é sempre a que mais tempo permanece contigo.

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Texto elaborado a partir de ideias presentes na literatura espírita, especialmente nas mensagens de Emmanuel.
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11 de fevereiro

Enquanto você não estiver disposto a se entregar a Mim e se recolher na quietude para poder se sintonizar coMigo, Eu não terei um canal para poder trabalhar.

Lembre-se sempre, você tem que fazer a sua parte.

Você tem que ordenar suas prioridades e, agindo assim, abrir todas as portas, e então Eu serei capaz de trabalhar maravilha após maravilha em você e através de você.

Sem canais, Meu trabalho é tolhido.

Eu preciso de mais e mais canais desobstruídos no seu centro para que nada Me impeça de fluir livremente em você e através de você.

Eu não posso usá-lo até que você tenha se dado. Eu nunca tomo nada que não me tenha sido dado de boa vontade.

Portanto, doe-se inteiro a Mim, não segure nada, e, ao se dar, esqueça completamente o ego.

Entre no ritmo da vida, no Meu ritmo, e flua com graça e despreocupação.

Não perca mais tempo pensando sobre isso mas faça alguma coisa a respeito.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Limites da encarnação

Quais os limites da encarnação?

A bem dizer, a encarnação carece de limites precisamente traçados, se tivermos em vista apenas o envoltório que constitui o corpo do Espírito, dado que a materialidade desse envoltório diminui à proporção que o Espírito se purifica. Em certos mundos mais adiantados do que a Terra, já ele é menos compacto, menos pesado e menos grosseiro e, por conseguinte, menos sujeito a vicissitudes. Em grau mais elevado, é diáfano e quase fluídico. Vai desmaterializando-se de grau em grau e acaba por se confundir com o perispírito. Conforme o mundo em que é levado a viver, o Espírito reveste o invólucro apropriado à natureza desse mundo.

O próprio perispírito passa por transformações sucessivas. Torna-se cada vez mais etéreo, até à depuração completa, que é a condição dos puros Espíritos. Se mundos especiais são destinados a Espíritos de grande adiantamento, estes últimos não lhes ficam presos, como nos mundos inferiores. O estado de desprendimento em que se encontram lhes permite ir a toda parte onde os chamem as missões que lhes estejam confiadas.

Se se considerar do ponto de vista material a encarnação, tal como se verifica na Terra, poder-se-á dizer que ela se limita aos mundos inferiores. Depende, portanto, de o Espírito libertar-se dela mais ou menos rapidamente, trabalhando pela sua purificação.

Deve também considerar-se que no estado de desencarnado, isto é, no intervalo das existências corporais, a situação do Espírito guarda relação com a natureza do mundo a que o liga o grau do seu adiantamento. Assim, na erraticidade, é ele mais ou menos ditoso, livre e esclarecido, conforme está mais ou menos desmaterializado. – São Luís. (Paris, 1859.)

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. IV, item 24.)
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Caridade e convivência


A caridade é a base da paz no relacionamento humano.

A convivência feliz pede apoio e compreensão.

Por vezes, é possível que os outros necessitem de nós, mas não podemos esquecer que todos nós necessitamos igualmente dos outros.

Auxilia aos vizinhos para que os vizinhos te auxiliem.

O próximo é a ponte capaz de escorar-nos na travessia das dificuldades.

Não fujas à prestação de serviço que a outrem consigas oferecer.

Esquece possíveis ofensas alheias, reconhecendo os nossos próprios erros.

Fala criando otimismo e paz.

Não te queixes de ninguém.

Trabalha e serve sempre.

Decerto, pensando na importância da caridade nos mecanismos de nossas relações recíprocas, é que Jesus nos legou a observação inesquecível: 
— “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. (Jo)

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Convivência
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

No caminho da vida



Reage a vida para nós em toda parte, segundo a nossa própria ação.

Observemos a natureza, em sua feição pura e simples.

O rio, quanto mais profundo, mais requisita a contribuição de afluentes.

O incêndio cresce, conforme o combustível de que as suas labaredas se nutrem.

O fruto relegado ao abandono, converte-se em foco infeccioso, cada vez mais virulento.

Assim também nossos gestos de bondade enriquecem-nos o tesouro de simpatia, tanto quanto nossa incompreensão adquire número crescente de desafetos.

Nossa perseverança no dever bem cumprido transforma-se em jubilosa prosperidade ao redor de nossos passos, enquanto que a preguiça, com a indiferença pelas obrigações que o mundo nos confere, depressa, transubstancia-se em penúria e enfermidade, na senda em que jornadeamos.

Habitua-te a procurar espinhos na vida alheia e viverás com um espinheiro no coração.

Procura as pedras da estrada e em pouco tempo respirarás num deserto empedrado.

Busca, no entanto, as boas qualidades do vizinho, e sublime compreensão coroar-te-á a cabeça.

Empenha-te na identificação do melhor, na teia de circunstâncias da vida, e reconhecerás, em todos os acontecimentos de cada dia, a harmoniosa Vontade de Deus, conduzindo-te à paz.

Não nos esqueçamos de que a Lei Divina expressa-se em nós, conosco e por nós, em todos os momentos da nossa existência.

Dela receberemos felicidade ou sofrimento, luz ou treva, ânimo ou desalento, gelo ou calor, segundo as nossas próprias requisições, no uso dos talentos, que o Senhor situou em nossas mãos.

Aprendamos a semear o trigo da boa vontade, com todos, onde estivermos, na certeza de que movimentando no Infinito Bem os recursos que nos foram emprestados na Terra, estaremos amealhando a nossa riqueza imperecível para a glória celestial.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Mãos marcada
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10 de fevereiro

Mire para o alto; quanto mais alto, melhor.

Mesmo que você não atinja o alvo mais alto toda vez, pelo menos você estará se esforçando ao máximo de sua capacidade.

Sempre espere o melhor da vida; visualize-se recebendo o melhor, e agradeça eternamente por isso.

Lembre-se que Eu conheço as suas necessidades e, mesmo antes de você pedir, seus desejos já estão sendo realizados.

Como você é abençoado por saber estas verdades maravilhosas e por ser capaz de absorvê-las no mais íntimo de seu ser!

Estar alerta sobre as tremendas mudanças e o constante crescimento e expansão em todos os níveis!

Saber que, apesar de todos os distúrbios que irão acontecer no mundo para que o velho dê lugar ao novo, nenhum mal vai atingir aquelas almas que aprenderam a colocar sua fé e confiança em Mim!

Saber, sem sombra de dúvidas, que coMigo tudo é possível!

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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Como fazer o CULTO DO EVANGELHO NO LAR:

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MENSAGEM DO ESE:

Perdão das ofensas (II)

Perdoar aos inimigos é pedir perdão para si próprio; perdoar aos amigos é dar-lhes uma prova de amizade; perdoar as ofensas é mostrar-se melhor do que era. Perdoai, pois, meus amigos, a fim de que Deus vos perdoe, porquanto, se fordes duros, exigentes, inflexíveis, se usardes de rigor até por uma ofensa leve, como querereis que Deus esqueça de que cada dia maior necessidade tendes de indulgência? Oh! ai daquele que diz: “Nunca perdoarei”, pois pronuncia a sua própria condenação. Quem sabe, aliás, se, descendo ao fundo de vós mesmos, não reconhecereis que fostes o agressor? Quem sabe se, nessa luta que começa por uma alfinetada e acaba por uma ruptura, não fostes quem atirou o primeiro golpe, se vos não escapou alguma palavra injuriosa, se não procedestes com toda a moderação necessária? Sem dúvida, o vosso adversário andou mal em se mostrar excessivamente suscetível; razão de mais para serdes indulgentes e para não vos tornardes merecedores da invectiva que lhe lançastes.

Admitamos que, em dada circunstância, fostes realmente ofendido: quem dirá que não envenenastes as coisas por meio de represálias e que não fizestes degenerasse em querela grave o que houvera podido cair facilmente no olvido? Se de vós dependia impedir as consequências do fato e não as impedistes, sois culpados. Admitamos, finalmente, que de nenhuma censura vos reconheceis merecedores: mostrai-vos dementes e com isso só fareis que o vosso mérito cresça.

Mas, há duas maneiras bem diferentes de perdoar: há o perdão dos lábios e o perdão do coração. Muitas pessoas dizem, com referência ao seu adversário: “Eu lhe perdôo”, mas, interiormente, alegram-se com o mal que lhe advém, comentando que ele tem o que merece. Quantos não dizem: “Perdôo” e acrescentam. “mas, não me reconciliarei nunca; não quero tornar a vê-lo em toda a minha vida.” Será esse o perdão, segundo o Evangelho? Não; o perdão verdadeiro, o perdão cristão é aquele que lança um véu sobre o passado; esse o único que vos será levado em conta, visto que Deus não se satisfaz com as aparências. Ele sonda o recesso do coração e os mais secretos pensamentos. Ninguém se lhe impõe por meio de vãs palavras e de simulacros. O esquecimento completo e absoluto das ofensas é peculiar às grandes almas; o rancor é sempre sinal de baixeza e de inferioridade. Não olvideis que o verdadeiro perdão se reconhece muito mais pelos atos do que pelas palavras.

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— Paulo, apóstolo. (Lião, 1861.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, item 15.)
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

No rumo do porvir


Reúne os grilhões que te encadeiam à tristeza ou ao pessimismo e arroja-os ao braseiro do amor.

Deixa que o lume da fraternidade extermine em teu mundo íntimo as recordações em torno dos golpes que te feriram, das palavras que te laceram o coração…

Lembra-te das flores que desabrocham sobre as ruínas.

Recorda as árvores que se erguem, vitoriosas, sobre o espinheiro.

Elas perfumam o pântano e procuram o céu.

Há pessoas que conservam da vida somente as reminiscências amargas, solidificando as cadeias da aflição nos próprios pulsos, como se devêssemos transportar conosco o cesto de lixo que a higiene pública determina seja lançado ao esquecimento.

Quem acredita no bem e confia-se ao mal é semelhante ao pássaro que, conscientemente, mutilasse as próprias asas.

Acende a lâmpada de teu coração e segue à frente…

Os que caíram nas sombras reerguer-se-ão aos teus sinais.

Os que tombaram fatigados ressuscitarão, à claridade de tua esperança.

Não receies. Não te perturbes. Não desanimes.

É doce marchar no clima abençoado de companheiros que nos entendam, mas, se estiveres sozinho, avança mesmo assim.

Quem segue com Jesus, pode conhecer a soledade, jamais o abandono.

O ideal do bem é a tua força. Serve a todos e a vitória começará em ti mesmo.

Para que a incompreensão se entrincheire em forma de mentiroso poder, quase sempre, é necessário que milhões de homens se aniquilem uns aos outros, mas para que o amor fosse trazido ao trono dos corações humanos, bastou o sacrifício de Um Só. Sigamos com Ele, nosso Mestre e Senhor, e alcançaremos a Alvorada Divina da Eterna Sublimação.

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Nina Arueira
Chico Xavier
Obra: Mãos marcadas
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09 de fevereiro

O novo céu e a nova terra já estão aqui.

É só uma questão de reconhecer e aceitar o que está acontecendo e elevar sua consciência de maneira a se tornar totalmente alerta para tudo o que se passa dentro e fora de você.

Se você não está alerta para tudo o que está acontecendo neste momento, isso não quer dizer que não está acontecendo nada.

Significa somente que você se fechou por causa do orgulho e da arrogância que o cegam para as maravilhas à sua volta.

Eleve mais e mais a sua consciência.

Quanto mais alto, mais claramente você verá a verdade, sem nada para bloquear a visão total.

E quando você se aperceber da maravilha dessa visão, traga-a para baixo e viva-a; faça com que ela se torne parte do seu dia a dia.

Uma visão só se torna realidade quando é manifestada em forma.

Eu lhe digo para ver agora Meu novo céu e Minha nova terra manifestados em forma.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Os inimigos desencarnados

Ainda outros motivos tem o espírita para ser indulgente com os seus inimigos. Sabe ele, primeiramente, que a maldade não é um estado permanente dos homens; que ela decorre de uma imperfeição temporária e que, assim como a criança se corrige dos seus defeitos, o homem mau reconhecerá um dia os seus erros e se tornará bom.
Sabe também que a morte apenas o livra da presença material do seu inimigo, pois que este o pode perseguir com o seu ódio, mesmo depois de haver deixado a Terra; que, assim, a vingança, que tome, falha ao seu objetivo, visto que, ao contrário, tem por efeito produzir maior irritação, capaz de passar de uma existência a outra. Cabia ao Espiritismo demonstrar, por meio da experiência e da lei que rege as relações entre o mundo visível e o mundo invisível, que a expressão: extinguir o ódio com o sangue é radicalmente falsa, que a verdade é que o sangue alimenta o ódio, mesmo no além-túmulo. Cabia-lhe, portanto, apresentar uma razão de ser positiva e uma utilidade prática ao perdão e ao preceito do Cristo: Amai os vossos inimigos. Não há coração tão perverso que, mesmo a seu mau grado, não se mostre sensível ao bom proceder.

 Mediante o bom procedimento, tira-se, pelo menos, todo pretexto às represálias, podendo-se até fazer de um inimigo um amigo, antes e depois de sua morte. Com um mau proceder, o homem irrita o seu inimigo, que então se constitui instrumento de que a justiça de Deus se serve para punir aquele que não perdoou.

Pode-se, portanto, contar inimigos assim entre os encarnados, como entre os desencarnados. Os inimigos do mundo invisível manifestam sua malevolência pelas obsessões e subjugações com que tanta gente se vê a braços e que representam um gênero de provações, as quais, como as outras, concorrem para o adiantamento do ser, que, por isso; as deve receber com resignação e como conseqüência da natureza inferior do globo terrestre. Se não houvesse homens maus na Terra, não haveria Espíritos maus ao seu derredor. Se, conseguintemente, se deve usar de benevolência com os inimigos encarnados, do mesmo modo se deve proceder com relação aos que se acham desencarnados.

Outrora, sacrificavam-se vítimas sangrentas para aplacar os deuses infernais, que não eram senão os maus Espíritos. Aos deuses infernais sucederam os demônios, que são a mesma coisa. O Espiritismo demonstra que esses demônios mais não são do que as almas dos homens perversos, que ainda se não despojaram dos instintos materiais; que ninguém logra aplacá-los, senão mediante o sacrifício do ódio existente, isto é, pela caridade; que esta não tem por efeito, unicamente, impedi-los de praticar o mal e, sim, também o de os reconduzir ao caminho do bem e de contribuir para a salvação deles. É assim que o mandamento: Amai os vossos inimigos não se circunscreve ao âmbito acanhado da Terra e da vida presente; antes, faz parte da grande lei da solidariedade e da fraternidade universais.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XII, itens 5 e 6.)
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Modo de olhar


As pessoas são como nós: nem tão boas quanto imaginamos, nem tão más quanto pensamos!

Assim, não exijamos de ninguém o comportamento que não temos...

Que tome as atitudes que não tomamos...

Ou que não nos decepcione qual não deixamos de decepcioná-las!

As pessoas não têm a obrigação de ser conforme queremos que elas sejam 
- nem os nossos filhos!

Cada espírito com sua trajetória, com suas necessidades e experiências a serem vivenciadas.

Se quisermos ser amados como somos, cabe-nos amar as pessoas como elas são.

Isto é compreensão da Vida em sua essência.

Sendo, há milênios, esperados por Deus, por que não podemos esperar por alguém alguns poucos anos?

O amor não é um cinzel sobre a pedra
 - o amor é uma luz sobre ela...

Quem ama uma pessoa, não a ama por suas virtudes ou mazelas 
- simplesmente a ama!

Não raro, os filhos enfermos e problemáticos merecem de seus pais maior amor do que aqueles que já não os preocupam tanto.

Foi pelos mais doentes que Jesus se submeteu ao sacrifício de vir à Terra.

Olhemos para as pessoas que nos testam a paciência e colocam à prova nossa capacidade de perdoar como quem olha para um anjo que ainda não nasceu.

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Inácio Ferreira
Carlos A. Baccelli
Obra: Convites da vida
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