Vivemos em uma época em que a política deixou de ocupar apenas os espaços das instituições e passou a fazer parte das conversas, das famílias, das amizades e, muitas vezes, até dos relacionamentos.
Opiniões diferentes podem despertar irritação, medo, indignação e, quando não cuidamos da nossa própria mente, transformar pessoas que amamos em adversários.
Mas será que precisamos permitir que as diferenças políticas nos afastem da fraternidade?
À luz da Doutrina Espírita, somos Espíritos em processo de aprendizado. Ainda carregamos imperfeições, paixões e tendências que precisamos transformar. Por isso, a maneira como reagimos diante das divergências também pode ser uma oportunidade de reforma íntima.
É fácil ser tolerante quando o outro pensa como nós.
A verdadeira fraternidade começa quando encontramos alguém que pensa diferente e, mesmo assim, conseguimos respeitá-lo.
Isso não significa concordar com tudo. Não significa permanecer indiferente diante da injustiça ou abandonar nossas convicções. Significa compreender que defender uma ideia não exige desrespeitar uma pessoa.
Podemos questionar atitudes, discordar de propostas, cobrar responsabilidade e exercer plenamente nossa cidadania sem transformar o adversário político em inimigo pessoal.
A espiritualidade nos convida a olhar além das aparências. Aquele que pensa diferente de nós também está aprendendo, enfrentando suas próprias experiências e caminhando, como nós, em direção à evolução.
O estoicismo acrescenta uma lição valiosa: existem coisas que estão sob nosso controle e outras que não estão.
Não controlamos as decisões de governantes, o comportamento das multidões, as opiniões alheias ou os acontecimentos políticos. Mas podemos escolher o que alimentaremos dentro de nós diante de tudo isso.
Podemos escolher a serenidade em vez da revolta permanente.
A reflexão em vez da reação impulsiva.
A informação em vez da desinformação.
O diálogo em vez da agressividade.
A consciência em vez da paixão cega.
Talvez uma das maiores formas de responsabilidade espiritual seja justamente aprender a não entregar nossa paz a acontecimentos que não podemos controlar.
Podemos participar da vida pública sem permitir que a política ocupe todo o espaço de nossa alma.
Podemos votar com consciência, acompanhar os acontecimentos, defender aquilo em que acreditamos e, ao mesmo tempo, preservar a capacidade de ouvir.
Porque nenhuma ideologia deveria ser maior do que a dignidade humana.
Nenhuma disputa política deveria justificar o ódio.
Nenhuma divergência deveria nos fazer esquecer que somos todos companheiros de jornada.
A reforma íntima também acontece quando percebemos que, muitas vezes, não precisamos convencer o outro. Precisamos apenas aprender a manter nossa consciência tranquila diante daquilo que pensamos ser correto.
Antes de compartilhar uma notícia, podemos verificar.
Antes de acusar, podemos refletir.
Antes de responder com raiva, podemos silenciar.
Antes de transformar uma diferença de opinião em uma ruptura, podemos lembrar que o outro é muito mais do que a sua posição política.
Talvez seja essa uma das grandes lições que a vida nos oferece:
não podemos construir uma sociedade verdadeiramente melhor se, enquanto defendemos nossas ideias, permitimos que o nosso coração se torne pior.
A transformação do mundo começa também pela transformação daqueles que o habitam.
E talvez nossa maior contribuição para a sociedade não seja vencer todas as discussões, mas atravessar as diferenças sem perder a capacidade de amar, respeitar e permanecer em paz.
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Mensagem inspirada na Doutrina Espírita e no Estoicismo
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04 de outubro
Como é que você quer viver uma profunda vida espiritual sem fazer qualquer esforço?
Você não pode viver das experiências, glórias e triunfos de outras pessoas, da unidade delas coMigo.
Isto é algo que você mesmo tem que procurar e encontrar.
Comece agora, pensando por si próprio, sustentando-se nas suas próprias pernas; pare de se apoiar nos outros.
Depois de usar muletas por algum tempo uma pessoa tem que se decidir a abandoná-las de vez ou ficará dependente delas e perderá totalmente o uso das próprias pernas.
E por isso que é vitalmente importante você ter sua própria experiência espiritual e receber inspiração de dentro e não de fora.
Cada alma receberá inspiração de maneira diferente.
Não existe um padrão.
Encontre seu próprio caminho e comece a vê-lo agora.
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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:
Ajuda-te a ti mesmo, que o céu te ajudará (II)
Se Deus houvesse isentado do trabalho do corpo o homem, seus membros se teriam atrofiado; se o houvesse isentado do trabalho da inteligência, seu espírito teria permanecido na infância, no estado de instinto animal. Por isso é que lhe fez do trabalho uma necessidade e lhe disse: Procura e acharás; trabalha e produzirás. Dessa maneira serás filho das tuas obras, terás delas o mérito e serás recompensado de acordo com o que hajas feito.
Em virtude desse princípio é que os Espíritos não acorrem a poupar o homem ao trabalho das pesquisas, trazendo-lhe, já feitas e prontas a ser utilizadas, descobertas e invenções, de modo a não ter ele mais do que tomar o que lhe ponham nas mãos, sem o incômodo, sequer, de abaixar-se para apanhar, nem mesmo o de pensar. Se assim fosse, o mais preguiçoso poderia enriquecer-se e o mais ignorante tornar-se sábio à custa de nada e ambos se atribuírem o mérito do que não fizeram. Não, os Espíritos não vêm isentar o homem da lei do trabalho: vêm unicamente mostrar-lhe a meta que lhe cumpre atingir e o caminho que a ela conduz, dizendo-lhe: Anda e chegarás. Toparás com pedras; olha e afasta-as tu mesmo. Nós te daremos a força necessária, se a quiseres empregar. (O Livro dos Médiuns, 2ª Parte, cap. XXVI, nº 291 e seguintes.)
Do ponto de vista moral, essas palavras de Jesus significam: Pedi a luz que vos clareie o caminho e ela vos será dada; pedi forças para resistirdes ao mal e as tereis; pedi a assistência dos bons Espíritos e eles virão acompanhar-vos e, como o anjo de Tobias, vos guiarão; pedi bons conselhos e eles não vos serão jamais recusados; batei à nossa porta e ela se vos abrirá; mas, pedi sinceramente, com fé, confiança e fervor; apresentai-vos com humildade e não com arrogância, sem o que sereis abandonados às vossas próprias forças e as quedas que derdes serão o castigo do vosso orgulho. Tal o sentido das palavras: buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á.
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXV, itens 3 a 5.)
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Acesse e leia, no link abaixo, uma mensagem do ESE que não esteja disponível neste Blog, visto que, conforme observado, as mensagens tendem a se repetir:
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