terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Gêneses de suicídios


A tristeza que agasalhas, levando-te à mortificação interior, de que não te consegues libertar, é fator destrutivo nos alicerces da tua personalidade. 

A mágoa, que conservas como ácido que te corrói os tecidos do sentimento, constitui morbo que em breve terminará por vencer as tuas resistências. 

A rebeldia sistemática, a que te agrilhoas, transformará as tuas aspirações duramente acalentadas em resíduos de infelicidade e tormento infindável.

 Defrontas os problemas que se manifestam no teu dia-a-dia entre a irritação e o desespero, estabelecendo matrizes de aflições que te conduzirão ao auto-aniquilamento. 

Suicida não é somente aquele que, acionado pelo desconcerto da emotividade se arroja no despenhadeiro da auto-destruição física. 

* Esta melancolia que te busca os paineis da mente, tecendo as malhas da depressão, é sinal de alarme que não podes desconsiderar. Essa aflição que se agiganta, dominando-te o equipamento nervoso, convida-te a uma mudança de atitude, que não deves postergar. Isto que te consome, desaparecendo e ressurgindo em roupagens de configuração nova, é desafio que deves enfrentar com estoicismo, para saíres da desarmonia. Mil pequenas injunções contra a tua saúde emocional e mental, que deves rechaçar antes que sejas colhido pelo infortúnio da desencarnação injustificável e precipitada.* 

Sejam quais forem os fatores afligentes ou depressivos que te cheguem, invitando-te ao cultivo do pessimismo ou da irritabilidade, não devem encontrar guarida nos teus paineis mentais. 

Dor e saudade aferem a força do valor moral de cada um de nós. 

Enfermidade e desencarnação constituem fenômeno natural no processo biológico em que te encontras situado. 

Problemas e dificuldades representam prova com que crescemos na direção da vida. 

Desse modo, realiza a assepsia mental pela preservação do otimismo e da irrestrita confiança em Deus. 

* Quando a vida te parecer sem objetivo e estiveres a ponto de cair, renova os teus conceitos e ora, buscando a divina inspiração, haurindo, então, a força que te propiciará sair do ocaso emocional e transformará os teus problemas em ação de benemerência para os teus irmãos, descobrindo, por fim, que a linguagem universal do bem é a terapia preventiva e curadora para o suicídio e a loucura.

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Joanna de Ângelis
Divaldo Franco
Obra: Alerta
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Mensagens sobre suicídio:

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Mensagens sobre depressão: 


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24 de fevereiro

O que é certo para uma alma pode não ser para outra.

É por isso que é importante que você procure sua própria direção interior e aja de acordo com ela, sem tentar trilhar o caminho de outra pessoa.

Você tem livre escolha, porque Eu dei livre arbítrio para todos os seres humanos.

Você não é como uma marionete que para se mexer precisa que os cordões sejam puxados.

Você pode procurar e encontrar o que é certo para você; e depois tomar a sua decisão a respeito.

A verdadeira paz do coração e da mente só é encontrada quando se sabe o que é certo para si mesmo, portanto, não pare de procurar até encontrar seu caminho específico e, só então, siga-o.

Pode significar ter que manter sua posição sozinho, ou fazer coisas que possam parecer estranhas aos olhos dos outros, mas não se acanhe.

Faça o quer que seja, porque dentro de si você sabe que o que você está fazendo está certo e que somente o melhor virá como resultado de seus atos.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

O sacrifício mais agradável a Deus

Se, portanto, quando fordes depor vossa oferenda no altar, vos lembrardes de que o vosso irmão tem qualquer coisa contra vós, — deixai a vossa dádiva junto ao altar e ide, antes, reconciliar-vos com o vosso irmão; depois, então, voltai a oferecê-la. — (S. MATEUS, cap. V, vv. 23 e 24.)

Quando diz: “Ide reconciliar-vos com o vosso irmão, antes de depordes a vossa oferenda no altar”, Jesus ensina que o sacrifício mais agradável ao Senhor é o que o homem faça do seu próprio ressentimento; que, antes de se apresentar para ser por ele perdoado, precisa o homem haver perdoado e reparado o agravo que tenha feito a algum de seus irmãos. Só então a sua oferenda será bem aceita, porque virá de um coração expungido de todo e qualquer pensamento mau. Ele materializou o preceito, porque os judeus ofereciam sacrifícios materiais; cumpria--lhe conformar suas palavras aos usos ainda em voga. O cristão não oferece dons materiais, pois que espiritualizou o sacrifício. Com isso, porém, o preceito ainda mais força ganha. Ele oferece sua alma a Deus e essa alma tem de ser purificada. Entrando no templo do Senhor, deve ele deixar fora todo sentimento de ódio e de animosidade, todo mau pensamento contra seu irmão. Só então os anjos levarão sua prece aos pés do Eterno. Eis aí o que ensina Jesus por estas palavras: “Deixai a vossa oferenda junto do altar e ide primeiro reconciliar-vos com o vosso irmão, se quiserdes ser agradável ao Senhor.”

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, itens 7 e 8.)
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Sobras


A sobra em todas as situações é o agente aferidor do nosso ajustamento à Lei Eterna que estatui sejam os recursos do Criador divididos justificadamente por todas as criaturas, a começar pela bênção vivificante do Sol.

É assim que o leite a desperdiçar-se, na mesa, é a migalha de alimento que sonegas à criancinha órfã de pão, tanto quanto a roupa a emalar-se, desnecessária, no recanto doméstico, é o agasalho que deves à nudez que a noite fria vergasta.

Por isso mesmo, é pelo supérfluo acumulado em vão que começam todos os nossos desacertos perante a Bênção Divina.

Formações miasmáticas invadem-te o lar pelos frutos apodrecidos que recusas à fome dos semelhantes; prolifera a traça na moradia, pelo vestuário que segregas a distância de quem sofre a intempérie; multiplicam-se víboras e espinheiros na gleba que guardas, inútil; arma-te a inveja ciladas soezes, ao pé de patrimônios materiais que reténs, sem qualquer benefício para a necessidade dos outros, e, sobretudo, os expoentes da criminalidade e do vício senhoreiam-te a vida, nas horas vagas em que te refestelas nos braços da ilusão, exaltando a leviandade e a preguiça.

Não olvides, assim, que toda sobra desaproveitada nos bens que desfrutas, por efeito de empréstimo da Providência Maior, se converte em cadeia de retaguarda, situando-te pensamentos e aspirações na cidadela da sombra. E, repartindo com o próximo as vantagens que te enriquecem os dias, seguirás, desde a Terra, pelos investimentos do amor puro e incessante, em direitura à Plenitude Celestial.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: A religião dos Espíritos
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Não te impacientes


 A Paternidade Divina é amor e justiça para todas as criaturas.

 Quando os problemas do mundo te afogueiam a alma, não abras o coração à impaciência, que ela é capaz de arruinar-te a confiança.

Quantos perderam as melhores oportunidades da reencarnação, unicamente por se haverem abraçado com o desespero!

 A impaciência é comparável à força negativa que, muitas vezes, inclina o enfermo para a morte, justamente no dia em que o organismo entra em recuperação para a cura.

 Se queres o fruto, não despetales a flor.

 Nas situações embaraçosas, medita caridosamente nos empeços que lhe deram origem!  

Se um irmão faltou ao dever, reflete nas dificuldades que se interpuseram entre ele e os compromissos assumidos. 

 Se alguém te nega um favor, não te acolhas a desânimo ou frustração, de vez que, enquanto não chegarmos ao Plano da Luz Divina, nem sempre nos será possível conhecer, de antemão, tudo o de bom ou de mal que poderá sobrevir daquilo que nós pedimos. 

 Não te irrites diante de qualquer obstáculo, porquanto reclamações ou censuras servirão apenas para torná-los maiores.

Quase sempre a longa expectativa, em torno de certas concessões que disputamos, não é senão o amadurecimento do assunto para que não falhem minudências importantes.

Não queremos dizer que será mais justo te acomodes à inércia. Desejamos asseverar que impaciência é precipitação e precipitação redunda em violência.

Para muitos, a serenidade é a preguiça vestida de belas palavras. 

Os que vivem, porém, acordados para as responsabilidades que lhes são próprias sabem que paciência é esperança operosa: recebem obstáculos por ocasiões de trabalho e provações por ensinamentos.

 Aguarda o melhor da vida, oferecendo à vida o melhor que puderes.

O lavrador fiel ao serviço espera a colheita, zelando a plantação.

 A casa nasce dos alicerces, mas, para completar-se pede atividades e esforços de acabamento.

 Não te irrites.

Quem trabalha pode contar com o tempo. 

Se a crise sobrevém na obra a que te consagras, pede a Deus não apenas te abençoe a realização em andamento, mas também a força precisa para que saibas compreender e servir, suportar e esperar.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Caminho espírita
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23 de fevereiro

Quanto mais você receber, mais você terá que doar.

Não guarde nada para si, mas doe, doe e não pare de doar, assim fazendo espaço para o que lhe é doado.

Quanto mais alerta você estiver para as mudanças que estão acontecendo, mais aberto você estará para elas e mais rapidamente elas poderão se realizar.

Elas se tornarão parte de você e você se tornará parte delas.

O solo já foi preparado e as sementes já foram plantadas.

Agora é o tempo de crescimento, de expansão, de florada e é isto que está acontecendo.

Guarde a maravilha e a beleza de tudo isso!

Veja cada vez mais almas despertando e percebendo o que está acontecendo.

Há um tremendo impulso para diante.

Os caminhos do Espírito estão começando a se tornar realidade para muitos.

Viva pelo Espírito, ande pelos caminhos do Espírito e torne-se um com toda a vida.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Os últimos serão os primeiros

O obreiro da última hora tem direito ao salário, mas é preciso que a sua boa-vontade o haja conservado à disposição daquele que o tinha de empregar e que o seu retardamento não seja fruto da preguiça ou da má-vontade. Tem ele direito ao salário, porque desde a alvorada esperava com impaciência aquele que por fim o chamaria para o trabalho. Laborioso, apenas lhe faltava o labor.

Se, porém, se houvesse negado ao trabalho a qualquer hora do dia; se houvesse dito: “tenhamos paciência, o repouso me é agradável; quando soar a última hora é que será tempo de pensar no salário do dia; que necessidade tenho de me incomodar por um patrão a quem não conheço e não estimo! quanto mais tarde, melhor”; esse tal, meus amigos, não teria tido o salário do obreiro, mas o da preguiça.

Que dizer, então, daquele que, em vez de apenas se conservar inativo, haja empregado as horas destinadas ao labor do dia em praticar atos culposos; que haja blasfemado de Deus, derramado o sangue de seus irmãos, lançado a perturbação nas famílias, arruinado os que nele confiaram, abusado da inocência, que, enfim, se haja cevado em todas as ignominias da Humanidade? Que será desse?

Bastar-lhe-á dizer à última hora: Senhor, empreguei mal o meu tempo; toma-me até ao fim do dia, para que eu execute um pouco, embora bem pouco, da minha tarefa, e dá-me o salário do trabalhador de boa vontade? Não, não; o Senhor lhe dirá: “Não tenho presentemente trabalho para te dar; malbarataste o teu tempo; esqueceste o que havias aprendido; já não sabes trabalhar na minha vinha.

Recomeça, portanto, a aprender e, quando te achares mais bem disposto, vem ter comigo e eu te franquearei o meu vasto campo, onde poderás trabalhar a qualquer hora do dia.

Bons espíritas, meus bem-amados, sois todos obreiros da última hora. Bem orgulhoso seria aquele que dissesse: Comecei o trabalho ao alvorecer do dia e só o terminarei ao anoitecer. Todos viestes quando fostes chamados, um pouco mais cedo, um pouco mais tarde, para a encarnação cujos grilhões arrastais; mas há quantos séculos e séculos o Senhor vos chamava para a sua vinha, sem que quisésseis penetrar nela! Eis-vos no momento de embolsar o salário; empregai bem a hora que vos resta e não esqueçais nunca que a vossa existência, por longa que vos pareça, mais não é do que um instante fugitivo na imensidade dos tempos que formam para vós a eternidade.

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— Constantino, Espírito Protetor. (Bordéus, 1863.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XX, item 2.)
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Renascimento


Não aguardes o lance da morte para atender, em ti mesmo, à grande renovação.

Se a chama de tuas esperanças mais caras surge agora reduzida a pó e cinza, aproveita os resíduos dos sonhos mortos por adubo à nova sementeira de fé e caminha para diante, sem descrer da felicidade.

Muitos desertam do quadro escabroso em que o Céu lhes permite a quitação com as Leis Divinas, deitando-lhe insultos, como se se retirassem de província infernal, mas voltarão a ele, em momento oportuno, com lágrimas de tardio arrependimento, para reajustar suas disposições, quando poupariam larga quota de tempo se lhe buscassem compreender as lições ocultas.

Outros muitos fogem de entes amados, reprochando-lhes a conduta e anatematizando-lhes a existência, qual se se ausentassem de desapiedados verdugos; no entanto, voltarão, igualmente mais tarde, a tributar-lhes paciência e carinho, a fim de curar-lhes as chagas de ignorância e ajudá-los no pagamento de débitos escabrosos, entendendo, por fim, que teriam adquirido enorme tesouro de experiência se lhes houvessem doado apoio e entendimento, perdão e auxílio justo, no instante difícil em que se mostravam desmemoriados e inconscientes.

Não deixes, assim, para amanhã o trabalho bendito da caridade que te pede ação ainda hoje.

O caminho de angústia e a mão do insensato despontam do pretérito, cujas dívidas precisamos solver.

Desse modo, se te não é lícito possuir esse ou aquele patrimônio que te parece adequado à realização do mais alto ideal, faze da tela escura em que estagias a escola da própria sublimação, e, se não podes receber, em determinada condição, a alma que amas, no mundo, consagra-lhe mesmo assim o melhor de teu culto, estendendo-lhe a bondade silenciosa, na bênção da simpatia.

Não encomendes, pois, embaraços e aversões à loja do futuro, porque, a favor de nossa própria renovação, concede-nos o Senhor, cada manhã, o Sol renascente de cada dia.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Religião dos Espíritos
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domingo, 22 de fevereiro de 2026

Inconformismo e revolta


— “Não me conformo!”
 — Explodem, revoltados, aqueles que da vida somente esperam vantagens e recompensas, quando surpreendidos por acontecimentos que lhes parecem desastrosos e trágicos.

 — “Deus é injusto!”
 — Proferem, estentóricos, os que se supõem credores apenas de receber dádivas, embora desassisados, da vida somente retiram lucros e comodidades.

 “Não mereço isto!” 
— Bradam, desatinados, quantos são colhidos pelo que denominam infortúnios e desgraças, que os desarvoram. 

— “Não creio em mais nada ! Estridulam as pessoas tomadas por insucessos desta ou daquela natureza, que afinal, se fossem examinadas com seriedade e reflexão, constituiriam ocasião iluminativa, roteiro de felicidade. 

* O homem teima em permanecer anestesiado pela ilusão, sem dar-se conta, conscientemente, da fragilidade da organização carnal de que se encontra temporariamente revestido. 
Cada um, por isso mesmo, a si se concede privilégios e se faculta méritos que não possui.
 Examinassem melhor a vida, verificariam que as ocorrências do trivial, que atingem os outros, a eles também alcançarão, procurando preparar-se para enfrentar com dignidade quaisquer injunções ou dissabores, que são igualmente transitórios. * 

— “Prefiro não saber.” 
— Informam as pessoas passadistas, quando convidadas ao exame da vida menos densa. 

— “Não consigo acreditar.”
  Escusam-se as criaturas invitadas ao esclarecimento imortalista, como se estivessem indenes ao fenômeno da cessação da vida biológica.

 — “Irei aproveitar o meu tempo, gozando.” 
Justificam-se os imediatistas ante qualquer referência à meditação, à caridade, ao sacrifício... É natural que, visitados por acontecimentos não habituais no canhenho das suas conveniências, derrapem no inconformismo, no desespero, na alucinação. A ação inexorável do tempo, entretanto, aguarda todos e modela-os, submetendo-os. Mesmo quando se pretende fugir da situação a que se vai arrojado, cai-se na realidade da vida, que predomina em toda parte.

 * * Recebe o insucesso como fenômeno normal nos tentames do teu processo evolutivo. Não te consideres inatingível. Acostuma-te à fragilidade do corpo e às necessidades decrescimento como espírito que és. Nenhuma dor te alcança sem critério superior de justiça. 

Sofrimento algum no teu campo emocional, que se não acabe, deixando o resultado do seu trânsito. Utiliza-te das ocorrências que trazem dor, para crescer, e não te apresentes inconformado. Jesus, que veio à Terra exclusivamente para viver e ensinar o amor, sem qualquer culpa, nasceu em modesta gruta, passou pelo carreiro de inumeráveis injunções e partiu numa cruz, sob apupos e malquerenças, volvendo, no entanto, Sol Divino que é, em, insuperável madrugada que dura até hoje, para que ninguém reclame, nem se revolte, nem se inconforme ante as ocorrências dolorosas do mundo...

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Joanna de Ângelis
Divaldo Franco
Obra: Alerta
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22 de fevereiro

Seja você mesmo, não tente ser como outra pessoa.

São necessários todos os tipos para se fazer um mundo.

Eu não quero que todos sejam iguais.

Eu necessito de vocês diferentes uns dos outros, cada um fazendo seu trabalho específico, cumprindo sua tarefa, mas, ao mesmo tempo, se misturando perfeitamente ao todo.

O fato de vocês serem todos diferentes não significa que haverá discórdia ou desarmonia.

São necessários muitos instrumentos diferentes para se compor uma orquestra e cada um tem seu lugar específico no todo e se funde em perfeita harmonia ao trabalho do todo.

Caos e discórdia surgem quando um indivíduo resolve agir por seus próprios parâmetros, sem pensamentos ou consideração pelo todo.

Quando seu coração está no lugar certo e você está vivendo e trabalhando em conjunto pelo bem do todo, somente o melhor poderá advir.

Portanto, pare de resistir e se entregue.

Tudo o que você tem a fazer é simplesmente ser e deixar que as coisas aconteçam.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Os órfãos

Meus irmãos, amai os órfãos. Se soubésseis quanto é triste ser só e abandonado, sobretudo na infância! Deus permite que haja órfãos, para exortar-nos a servir-lhes de pais.

Que divina caridade amparar uma pobre criaturinha abandonada, evitar que sofra fome e frio, dirigir-lhe a alma, a fim de que não desgarre para o vício!

Agrada a Deus quem estende a mão a uma criança abandonada, porque compreende e pratica a sua lei.

Ponderai também que muitas vezes a criança que socorreis vos foi cara noutra encarnação, caso em que, se pudésseis lembrar-vos, já não estaríeis praticando a caridade, mas cumprindo um dever.

Assim, pois, meus amigos, todo sofredor é vosso irmão e tem direito à vossa caridade: não, porém, a essa caridade que magoa o coração, não a essa esmola que queima a mão em que cai, pois freqüentemente bem amargos são os vossos óbolos!

Quantas vezes seriam eles recusados, se na choupana a enfermidade e a miséria não os estivessem esperando!

Dai delicadamente, juntai ao benefício que fizerdes o mais precioso de todos os benefícios: o de uma boa palavra, de uma carícia, de um sorriso amistoso. Evitai esse ar de proteção, que equivale a revolver a lâmina no coração que sangra e considerai que, fazendo o bem, trabalhais por vós mesmos e pelos vossos.

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— Um Espírito familiar. (Paris, 1860.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 18.)
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Apelo Espírita 


Irmão! Faze:

de cada ensinamento que recebes uma instrução do Plano Superior;

de cada tarefa, por mínima que seja, uma realização em que deixes os melhores sinais de tua presença;

de cada conversação, um entendimento construtivo;

de cada conversação, um mensageiro de tua cooperação, no levantamento da felicidade geral;

de cada relação nova, uma sementeira de bênçãos;

de cada necessitado, um irmão que te espera o auxílio, em nome da Divina Paternidade;

de cada desapontamento, um teste de compreensão;

de cada hora, uma oportunidade de servir...

Companheiro da Terra, és o viajor em trânsito na hospedaria do mundo!...

Guarda o coração e a consciência, na prática do bem, de tal modo, que possas receber, com o despertar de cada manhã, um novo renascimento na casa física e, no descanso de cada noite, um ensino de regresso tranquilo ao teu lar verdadeiro, na Vida Espiritual.

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Albino Teixeira
Chico Xavier
Obra: Caminho espírita
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sábado, 21 de fevereiro de 2026

Essencial


Lembra-te sempre disto:

Tens somente o que és.

O que fazes de ti é aquilo que possuis.

Corpo em que moras hoje sofre a lei do desgaste.

A posse que reténs passará a outras mãos.

Recorda: A evolução tudo alcança e renova.

Em derradeira instância importará só Deus.

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Emmanuel 
Chico Xavier 
Obra: O Essencial
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21 de fevereiro

Ninguém gosta de ser magoado ou diminuído; ninguém gosta de ser ignorado ou de se sentir mal amado e rejeitado.

Portanto, por que não tratar o seu próximo com amor e respeito?

Tente compreendê-lo e dar um pouco mais de si, se necessário.

Seja muito tolerante, muito paciente e dê muito amor.

Se é desta maneira que você gostaria de ser tratado, viva como você gostaria que os outros vivessem.

Seja um bom exemplo, mas não porque pensa que é o que esperam de você.

Faça-o porque você quer e deseja, com todo o seu coração, fazer, falar e pensar tudo da melhor maneira possível.

Quanto maior o seu desejo, mais fácil será realizá-lo.

Nunca se satisfaça com o medíocre ou o malfeito.

Certifique-se que tudo o que você faz vem do plano mais elevado, que seus motivos são puros e que não há nada de egoísmo ou egocentrismo na execução de suas tarefas.

🌱🌸🌱
Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
🌱🌸🌱




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Mensagem do ESE:

Esquecimento do passado.

11. Em vão se objeta que o esquecimento constitui obstáculo a que se possa aproveitar da experiência de vidas anteriores. Havendo Deus entendido de lançar um véu sobre o passado, é que há nisso vantagem. Com efeito, a lembrança traria gravíssimos inconvenientes. Poderia, em certos casos, humilhar-nos singularmente, ou, então, exaltar-nos o orgulho e, assim, entravar o nosso livre-arbítrio. Em todas as circunstâncias, acarretaria inevitável perturbação nas relações sociais.

Frequentemente, o Espírito renasce no mesmo meio em que já viveu, estabelecendo de novo relações com as mesmas pessoas, a fim de reparar o mal que lhes haja feito. Se reconhecesse nelas as a quem odiara, quiçá o ódio se lhe despertaria outra vez no íntimo. De todo modo, ele se sentiria humilhado em presença daquelas a quem houvesse ofendido.

Para nos melhorarmos, outorgou-nos Deus, precisamente, o de que necessitamos e nos basta: a voz da consciência e as tendências instintivas. Priva-nos do que nos seria prejudicial.

Ao nascer, traz o homem consigo o que adquiriu, nasce qual se fez; em cada existência, tem um novo ponto de partida. Pouco lhe importa saber o que foi antes: se se vê punido, é que praticou o mal. Suas atuais tendências más indicam o que lhe resta a corrigir em si próprio e é nisso que deve concentrar-se toda a sua atenção, porquanto, daquilo de que se haja corrigido completamente, nenhum traço mais conservará. As boas resoluções que tomou são a voz da consciência, advertindo-o do que é bem e do que é mal e dando-lhe forças para resistir às tentações.

Aliás, o esquecimento ocorre apenas durante a vida corpórea. Volvendo à vida espiritual, readquire o Espírito a lembrança do passado; nada mais há, portanto, do que uma interrupção temporária, semelhante à que se dá na vida terrestre durante o sono, a qual não obsta a que, no dia seguinte, nos recordemos do que tenhamos feito na véspera e nos dias precedentes.

E não é somente após a morte que o Espírito recobra a lembrança do passado. Pode dizer-se que jamais a perde, pois que, como a experiência o demonstra, mesmo encarnado, adormecido o corpo, ocasião em que goza de certa liberdade, o Espírito tem consciência de seus atos anteriores; sabe por que sofre e que sofre com justiça. A lembrança unicamente se apaga no curso da vida exterior, da vida de relação. Mas, na falta de uma recordação exata, que lhe poderia ser penosa e prejudicá-lo nas suas relações sociais, forças novas haure ele nesses instantes de emancipação da alma, se os sabe aproveitar.

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CAPÍTULO V
BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
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Cadinho


Muitas vezes, na Terra, na posição de cultores da delinquência, conseguimos escapar das sentinelas da punição.

Faltas não previstas na legislação terrestre, como sejam certos atos de crueldade e muitos crimes da ingratidão, muros a dentro de nossa vida particular, quase sempre acarretam a queda e a perturbação, a enfermidade e a morte de criaturas que a Divina Bondade nos põe no caminho.

De outra feita, quando positivamente enodoados com o ferrete da culpa, conseguimos aligeirar nossas penas ou delas nos exonerar, subornando consciências dolosas, no recinto dos tribunais.

Todavia, a reta justiça nos espera, infalível, e além da morte, ainda mesmo quando tenhamos legado ao mundo vastas parcelas de cultura e benemerência, eis que as marcas de ignomínia se nos destacam do ser, então expostas à Grande Luz.

Nessa crise inesperada, imploramos nós mesmos retorno e readmissão nos cursos de trabalho em que se nos desmandaram a deserção e a falência, a fim de ressarcirmos os débitos que os homens não conheceram, mas que vibram, obcecantes, no imo de nossas almas.

É assim que voltamos ao cadinho fervente da purgação, retomando nos fios da consanguinidade a presença daqueles que mais ferimos, para devolver-lhes em ternura e devotamento os patrimônios dilapidados, rearticulando os elos da harmonia que nos ligam a todos, na universalidade da vida, perante a Lei.

Reverenciemos, desse modo, no lar humano, não apenas o templo de carinho em que se nos reabastecem as forças, no exercício do bem eterno, mas igualmente a rude escola da regeneração, em que retomamos o convívio dos velhos adversários que nós mesmos criamos, a ressurgirem na forma de aversões instintivas e desafetos ocultos, que nos constrangem cada hora à lição da renúncia e à mensagem do sacrifício.

E por mais inquietante se nos afigure a experiência no educandário doméstico, guardemos, dentro dele, extrema devoção ao dever, perdoando e ajudando, compreendendo e amparando sem descansar, pois somente aquele que se engrandeceu, entre as quatro paredes da própria casa, é que pode, em verdade, servir à obra de Deus no campo vasto do mundo.

🌱🌸🌱
Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Religião dos Espíritos
🌱🌸🌱

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Na hora da doença



"E tudo o que pedirdes em oração, acreditando, recebereis."
(Mateus 21:22)

O que pode ser mais preocupante e triste que a doença, em uma família?

Uma família pode desestruturar, emocionalmente e também financeiramente, com a chegada de uma doença, especialmente quando é grave.

Porém, tudo pode ser contornado e até superado, quando existe harmonia no lar e respeito entre os familiares, quando todos se unem, se ajudam e vencem as dificuldades.

Até a aceitação e a resignação se tornam mais fáceis com a união e o respeito entre os familiares.

Podemos estar certos de que o que agrava as situações, que normalmente já são difíceis no lar, é o desentendimento, as acusações e a cobrança de um para o outro. Isso gera vibrações negativas que aumentam a desarmonia e até impedem a cura e o bem-estar do doente.

A doença deve ser motivo para reflexão, recolhimento íntimo, aproximação entre os familiares e Deus. A religião pode ajudar muito.

A doença nos mostra o quanto somos impotentes perante Deus. Ela nos prova que, nessas horas, de nada valem o dinheiro, a posição social, ou mesmo a força física.

A solução foge completamente do nosso controle.

Essa é a hora de exercitarmos a humildade, a submissão e principalmente a fé.

Independentemente de todo tratamento médico, é preciso unir-se através da prece. A prece reforça qualquer tratamento. Através dela contribuímos muito para o bem-estar e a cura do doente. Assim como, para a harmonização de todos.

Temos de estar conscientes de que todo sofrimento é lição que, se bem aproveitada, acelera nossa evolução espiritual.

A doença pode ser um grande passo, não só para o doente, mas para toda a família, quando é aceita e tratada com carinho e amor.

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Obra: “Na hora exata" — uma lição para cada situação”.
Maria Cotroni Valenti
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20 de fevereiro

Por que ter medo?

EU ESTOU sempre com você.

EU o precedo para preparar o caminho, e ele se desdobrará à sua frente com perfeição, no momento certo.

Você deve ter fé, e essa fé deve ser forte e inabalável para permitir que esta vida seja vivida.

Sua fé crescerá à medida que for sendo posta em prática.

A fé não é algo para se conversar a respeito.

Deve ser vivida para que todos possam ver que ela não é somente uma maneira de se viver nas nuvens, mas é algo real e aplicável ao nosso dia a dia.

É inútil conversar ou ler sobre a fé se não se vive por ela.

Isso significa ter a coragem de nadar nas águas profundas e não somente ficar andando pelo raso, sentindo a segurança de seus pés no chão, fingindo que sabe nadar.

Por que não se pôr em ação e começar a viver esta maravilhosa vida agora?

🌹🌵🌹
Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
🌹🌵🌹

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Mensagem do ESE:

O de que precisa o Espírito para ser salvo. Parábola do bom samaritano.

Ora, quando o filho do homem vier em sua majestade, acompanhado de todos os anjos, sentar-se-á no trono de sua glória; — reunidas diante dele todas as nações, separará uns dos outros, como o pastor separa dos bodes as ovelhas, — e colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda. Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do reino que vos foi preparado desde o princípio do mundo; — porquanto, tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; careci de teto e me hospedastes; — estive nu e me vestistes; achei-me doente e me visitastes; estive preso e me fostes ver.

Então, responder-lhe-ão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? — Quando foi que te vimos sem teto e te hospedamos; ou despido e te vestimos? — E quando foi que te soubemos doente ou preso e fomos visitar-te? — O Rei lhes responderá:
Em verdade vos digo, todas as vezes que isso fizestes a um destes mais pequeninos dos meus irmãos, foi a mim mesmo que o fizestes.
Dirá em seguida aos que estiverem à sua esquerda: Afastai-vos de mim, malditos; ide para o fogo eterno, que foi preparado para o diabo e seus anjos; — porquanto, tive fome e não me destes de comer, tive sede e não me destes de beber; precisei de teto e não me agasalhastes; estive sem roupa e não me vestistes; estive doente e no cárcere e não me visitastes.

Também eles replicarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome e não te demos de comer, com sede e não te demos de beber, sem teto ou sem roupa, doente ou preso e não te assistimos? — Ele então lhes responderá: Em verdade vos digo: todas a vezes que faltastes com a assistência a um destes mais pequenos, deixastes de tê-la para comigo mesmo. E esses irão para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna. (S. MATEUS, cap. XXV, vv. 31 a 46.)
Então, levantando-se, disse-lhe um doutor da lei, para o tentar: Mestre, que preciso fazer para possuir a vida eterna? — Respondeu-lhe Jesus: Que é o que está escrito na lei? Que é o que lês nela? — Ele respondeu: Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, com todas as tuas forças e de todo o teu espírito, e a teu próximo como a ti mesmo. — Disse-lhe Jesus: Respondeste muito bem; faze isso e viverás. Mas, o homem, querendo parecer que era um justo, diz a Jesus: Quem é o meu próximo?

Jesus, tomando a palavra, lhe diz: Um homem, que descia de Jerusalém para Jericó, caiu em poder de ladrões, que o despojaram, cobriram de ferimentos e se foram, deixando-o semimorto. — Aconteceu em seguida que um sacerdote, descendo pelo mesmo caminho, o viu e passou adiante. — Um levita, que também veio àquele lugar, tendo-o observado, passou igualmente adiante. — Mas, um samaritano que viajava, chegando ao lugar onde jazia aquele homem e tendo-o visto, foi tocado de compaixão. — Aproximou-se dele, deitou-lhe óleo e vinho nas feridas e as pensou; depois, pondo-o no seu cavalo, levou-o a uma hospedaria e cuidou dele. — No dia seguinte tirou dois denários e os deu ao hospedeiro, dizendo: Trata muito bem deste homem e tudo o que despenderes a mais, eu te pagarei quando regressar.

Qual desses três te parece ter sido o próximo daquele que caíra em poder dos ladrões? — O doutor respondeu: Aquele que usou de misericórdia para com ele. — Então, vai, diz Jesus, e faze o mesmo. (S. LUCAS, cap. X, vv. 25 a 37.)

Toda a moral de Jesus se resume na caridade e na humildade, isto é, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho. Em todos os seus ensinos, ele aponta essas duas virtudes como sendo as que conduzem à eterna felicidade:
Bem-aventurados, disse, os pobres de espírito, isto é, os humildes, porque deles é o reino dos céus; bem-aventurados os que têm puro o coração; bem-aventurados os que são brandos e pacíficos; bem-aventurados os que são misericordiosos; amai o vosso próximo como a vós mesmos; fazei aos outros o que quereríeis vos fizessem; amai os vossos inimigos; perdoai as ofensas, se quiserdes ser perdoados; praticai o bem sem ostentação; julgai-vos a vós mesmos, antes de julgardes os outros. Humildade e caridade, eis o que não cessa de recomendar e o de que dá, ele próprio, o exemplo. Orgulho e egoísmo, eis o que não se cansa de combater. E não se limita a recomendar a caridade; põe-na claramente e em termos explícitos como condição absoluta da felicidade futura.

No quadro que traçou do juízo final, deve-se, como em muitas outras coisas, separar o que é apenas figura, alegoria. A homens como os a quem falava, ainda incapazes de compreender as questões puramente espirituais, tinha ele de apresentar imagens materiais chocantes e próprias a impressionar. Para melhor apreenderem o que dizia, tinha mesmo de não se afastar muito das idéias correntes, quanto à forma, reservando sempre ao porvir a verdadeira interpretação de suas palavras e dos pontos sobre os quais não podia explicar-se claramente. Mas, ao lado da parte acessória ou figurada do quadro, há uma idéia dominante: a da felicidade reservada ao justo e da infelicidade que espera o mau.

Naquele julgamento supremo, quais os considerandos da sentença? Sobre que se baseia o libelo? Pergunta, porventura, o juiz se o inquirido preencheu tal ou qual formalidade, se observou mais ou menos tal ou qual prática exterior? Não; inquire tão-somente de uma coisa: se a caridade foi praticada, e se pronuncia assim: Passai à direita, vós que assististes os vossos irmãos; passai à esquerda, vós que fostes duros para com eles. Informa-se, por acaso, da ortodoxia da fé? Faz qualquer distinção entre o que crê de um modo e o que crê de outro? Não, pois Jesus coloca o samaritano, considerado herético, mas que pratica o amor do próximo, acima do ortodoxo que falta com a caridade. Não considera, portanto, a caridade apenas como uma das condições para a salvação, mas como a condição única. Se outras houvesse a serem preenchidas, ele as teria declinado. Desde que coloca a caridade em primeiro lugar, é que ela implicitamente abrange todas as outras: a humildade, a brandura, a benevolência, a indulgência, a justiça, etc., e porque é a negação absoluta do orgulho e do egoísmo.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XV, itens 1 a 3.)
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Perdão e autoperdão



Um convite à profunda reflexão sobre a culpa, o erro e a necessidade de reconciliação íntima como caminho de equilíbrio emocional e crescimento espiritual. 

A culpa, quando não enfrentada de maneira consciente, permanece no inconsciente, gerando conflitos, inquietações e sofrimentos aparentemente sem causa. Todos erram — faz parte do processo evolutivo — mas permanecer no erro, cultivando remorso, vergonha e ressentimento, prolonga o sofrimento e impede o avanço moral.

O autoperdão surge, então, como terapia indispensável para a restauração da paz interior. Não se trata de justificar atitudes equivocadas, mas de reconhecer o erro com sinceridade, aprender com ele e abrir-se a uma nova oportunidade de agir melhor. A reavaliação honesta dos próprios atos, com disposição para reparação, dilui a culpa e fortalece o respeito por si mesmo.

Da mesma forma, o perdão ao próximo é apresentado como libertação. Muitas vezes, quem agride ou persegue revela suas próprias dores e limitações. Ao invés de descer ao mesmo nível pela revolta ou pelo ódio, somos convidados à compaixão. Como recorda a citação atribuída a Booker T. Washington, não devemos permitir que alguém nos rebaixe a ponto de odiá-lo.

Perdoar não é concordar com o erro, mas recusar-se a alimentar sentimentos que nos aprisionam. É permanecer acima da ofensa, preservando a dignidade moral. A autora reforça que ninguém escapa aos desafios e sofrimentos na Terra, pois todos estamos em fases iniciais de crescimento espiritual.

À exemplificação de Jesus diante de Pilatos: enquanto um representa a fraqueza moral e a ilusão do poder, o outro simboliza a grandeza do perdão consciente. Jesus aceita a injustiça sem ódio, ensinando que o amor e o perdão são forças transformadoras.

O autoperdão é essencial para uma existência emocional tranquila. Seja qual for a gravidade do erro, é possível recomeçar. Ao perdoar a si mesmo e ao próximo, o indivíduo se liberta dos “cipós constrangedores do remorso” e recupera a alegria de viver.

Perdoar e autoperdoar-se são atos de coragem — e passos decisivos rumo à iluminação interior.

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Reflexão baseada na obra Iluminação Interior, de Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Franco.
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19 de fevereiro

Existem lições muito importantes que deveriam ser aprendidas por cada indivíduo nesta vida.

Por exemplo, aprender a fazer o que deve ser feito discretamente, sem perturbar os outros e sem estardalhaço.

Não afaste essas lições, achando que você já sabe tudo e que não precisa aprender coisas tão elementares.

Recolha-se ao seu interior e não deixe o orgulho o cegar para suas falhas, pois você não poderá ser plenamente usado por Mim se o orgulho espiritual obstruir o caminho.

Frequentemente esse orgulho o impede de aprender novas e vitalmente importantes lições que estão aguardando para serem assimiladas, e bloqueia seu crescimento espiritual.

Há sempre algo de novo para ser aprendido e absorvido e você só conseguirá fazê-lo se estiver preparado para se abrir e reconhecer suas necessidades.

Procure suprir essas necessidades com humildade e profunda gratidão. Você jamais cessará de aprender nesta vida.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

A caridade material e a caridade moral (II)

Meus amigos, a muitos dentre vós tenho ouvido dizer: Como hei de fazer caridade, se amiúde nem mesmo do necessário disponho?
Amigos, de mil maneiras se faz a caridade. Podeis fazê-la por pensamentos, por palavras e por ações.

Por pensamentos, orando pelos pobres abandonados, que morreram sem se acharem sequer em condições de ver a luz. Uma prece feita de coração os alivia. Por palavras, dando aos vossos companheiros de todos os dias alguns bons conselhos, dizendo aos que o desespero, as privações azedaram o ânimo e levaram a blasfemar do nome do Altíssimo: “Eu era como sois; sofria, sentia-me desgraçado, mas acreditei no Espiritismo e, vede, agora, sou feliz.” Aos velhos que vos disserem: “É inútil; estou no fim da minha jornada; morrerei como vivi”, dizei: “Deus usa de justiça igual para com todos nós; lembrai-vos dos obreiros da última hora.” Às crianças já viciadas pelas companhias de que se cercaram e que vão pelo mundo, prestes a sucumbir às más tentações, dizei: “Deus vos vê, meus caros pequenos”, e não vos canseis de lhes repetir essas brandas palavras. Elas acabarão por lhes germinar nas inteligências infantis e, em vez de vagabundos, fareis deles homens. Também isso é caridade.

Dizem, outros dentre vós: “Ora! somos tão numerosos na Terra, que Deus não nos pode ver a todos.” Escutai bem isto, meus amigos: Quando estais no cume da montanha, não abrangeis com o olhar os bilhões de grãos de areia que a cobrem? Pois bem: do mesmo modo vos vê Deus. Ele vos deixa usar do vosso livre-arbítrio, como vós deixais que esses grãos de areia se movam ao sabor do vento que os dispersa.

Apenas, Deus, em sua misericórdia infinita, vos pôs no fundo do coração uma sentinela vigilante, que se chama consciência. Escutai-a, que somente bons conselhos ela vos dará. Às vezes, conseguis entorpecê-la, opondo-lhe o espírito do mal. Ela, então, se cala. Mas, ficai certos de que a pobre escorraçada se fará ouvir, logo que lhe deixardes aperceber-se da sombra do remorso.

Ouvi-a, interrogai-a e com freqüência vos achareis consolados com o conselho que dela houverdes recebido.

Meus amigos, a cada regimento novo o general entrega um estandarte. Eu vos dou por divisa esta máxima do Cristo:

“Amai-vos uns aos outros.” Observai esse preceito, reuni-vos todos em torno dessa bandeira e tereis ventura e consolação.

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Um Espírito protetor. (Lião, 1860.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 10.)
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Otimismo sempre


Você já deve ter se deparado com a ideia figurada do copo com água pela metade e a velha pergunta: O copo está meio cheio ou meio vazio?

As conclusões em torno dessa recorrente metáfora são a respeito de como vemos o mundo, as situações, as ocorrências em nossa vida.

Avaliam muitos que ver o copo meio cheio é muito mais otimista do que vê-lo como meio vazio.

Porém a pergunta é: Vale a pena ser otimista? Ou ainda, o que é ser otimista?

São vários os estudos médicos que trazem indicativos a respeito da vantagem de ser otimista.

Esses apontam uma maior longevidade, melhor qualidade de vida, saúde mais estável.

Se alguns se fazem otimistas por sua própria natureza, por seu posicionamento perante a vida, como se constrói o otimismo naqueles de nós que parecemos sempre ver o copo meio vazio?

Como entender o mundo com otimismo?

Talvez um bom caminho seja começar com o entendimento da existência de Deus.

Um Universo milimetricamente organizado, da intimidade nanométrica de um cromossomo às grandezas infinitas celestiais, não é obra do acaso.
Todo efeito inteligente tem uma causa inteligente. Logo, Deus existe.

Da existência de Deus, chega-se à conclusão de que suas ações, atitudes e essência são de amor.

Como sintetizou João, o Evangelista: Deus é amor.

Fruto do Seu amor são todas as coisas que nos cercam.

O simples fato de termos nascido, o corpo que usufruímos, as condições de vida de que dispomos, tudo isso é o toque e o reflexo do amor de Deus sobre nós.

É verdade que muitas vezes não gostaríamos de ter um corpo mutilado, limitado, adoentado.

Tantas vezes anelamos condições melhores para nossa vida, sejam de caráter econômico, social ou emocional.
Porém, como um Pai amoroso e ciente, Deus nos oferece aquilo de que precisamos, e não aquilo que, muitas vezes, infantilmente, desejamos.

Assim, a doença, as dificuldades, as limitações físicas, são lições que a Providência Divina nos oferta para nossa aprendizagem.

Os embates da vida, a família difícil, os perrengues naturais do cotidiano, são oportunidades de aprendizado que ainda nos cabe completar.

Porque somos Espíritos destinados à perfeição, muito temos a aprender, sendo a vida a escola por excelência.

Assim, tudo que nos acontece deve ser entendido como lição.

Mesmo as consequências de nossas atitudes insensatas, são lições que nos aconselham a não repeti-las para mais não sofrer.

Tudo se encontra sob os auspícios da Divindade.

Como Deus nos ama infinitamente, sempre nos ocorre o que seja melhor para nossa vida.

Lembremos, portanto, que ser otimista é guardar a certeza de que somos filhos de Deus, herdeiros do Universo.

É entender que cada dia Deus provê nossas necessidades, como nos ensinou Jesus.

Finalmente, compreender que esse entendimento, misto de otimismo e gratidão, nos faz melhores, mais felizes, mais plenos e em harmonia perante tudo o que nos cerca.

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Redação do Momento Espírita
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