terça-feira, 27 de outubro de 2026

Deus e o homem



Em verdade, Deus nos oferece:

a força da vida;

a bênção do sol;

a generosidade da terra;

a colaboração da fonte;

a riqueza do clima;

o amparo do adubo;

a oportunidade de servir;

a luz do discernimento;

o tesouro da colheita;

a alegria de trabalhar;

e os recursos todos que dignificam a paisagem na qual o Homem - filho e Colaborador da Criação - é chamado a atuar.

Deus lhe dá tudo - tudo aquilo de que carece para engrandecer-se e resguardar-se, progredir e elevar-se, cada vez mais; entretanto, embora lhe conceda tudo, até mesmo a semente que explodirá em prodígios de evolução e aperfeiçoamento, paz e vida, pede a Ele unicamente para que exerça o privilégio de trabalhar.

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Batuira
Chico Xavier
Obra: Recados da Vida
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27 de outubro

Um novo conceito é como uma semente plantada no aconchego de sua casa.

A semente não pode ser retirada desse ambiente até que esteja forte o suficiente para ser plantada onde tem que enfrentar os elementos exteriores.

O mesmo acontece com um novo conceito: não pode ser puxado como um mágico puxa um coelho da cartola.

Leva tempo para tomar consistência e forma.

Deve ser experimentado com alguns antes de ser dado a muitos.

E preciso muito amor e paciência para fazer isso: é preciso dedicação e devoção.

Este processo é o que está acontecendo atualmente com a Nova Era.

É muito novo.

Muitas novas ideias e conceitos estão nascendo, e cada um tem que ser testado, entendido, amado e nutrido.

Se você está na ponta da lança da Nova Era, você deve estar pronto para ir em frente sem temores e experimentar o que há de mais novo.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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Mensagem do ESE:

Instruções dos Espíritos
IV – A Cólera

UM ESPÍRITO PROTETOR
Bordeaux, 1863

9 – O orgulho vos leva a vos julgardes mais do que sois, a não aceitar uma comparação que vos possa rebaixar, e a vos considerardes, ao contrário, de tal maneira acima de vossos irmãos, seja na finura de espírito, seja no tocante à posição social, seja ainda em relação às vantagens pessoais, que o menor paralelo vos irrita e vos fere. E o que acontece, então? Entregai-vos à cólera.

Procurai a origem desses acessos de demência passageira, que vos assemelham aos brutos, fazendo-vos perder o sangue frio e a razão: procurai-a, e encontrareis quase sempre por base o orgulho ferido. Não é acaso o orgulho ferido por uma contradita, que vos faz repelir as observações justas e rejeitar, encolerizados, os mais sábios conselhos? Até mesmo a impaciência, causada pelas contrariedades, em geral pueris, decorre da importância atribuída à personalidade, perante a qual julgais que todos devem curvar-se.

No seu frenesi, o homem colérico se volta contra tudo, à própria natureza bruta, aos objetos inanimados, que espedaça, por não o obedecerem. Ah!, se nesses momentos ele pudesse ver-se a sangue frio, teria horror de si mesmo ou se reconheceria ridículo! Que julgue por isso a impressão que deve causar aos outros. Ao menos pelo respeito a si mesmo, deveria esforçar-se, pois, para vencer essa tendência que o torna digno de piedade.

Se pudesse pensar que a cólera nada resolve,que lhe altera a saúde, compromete a sua própria vida, veria que é ele mesmo a sua primeira vítima. Mas ainda há outra consideração que o deveria deter: o pensamento de que torna infelizes todos os que o cercam. Se tiver coração, não sentirá remorsos por fazer sofrer as criaturas que mais ama? E que mágoa mortal não sentiria se, num acesso de arrebatamento, cometesse um ato de que teria de recriminar-se por toda a vida!

Em suma: a cólera não exclui certas qualidades do coração, mas impede que se faça muito bem, e pode levar a fazer-se muito mal. Isso deve ser suficiente para incitar os esforços por dominá-la. O espírita, aliás, é incitado por outro motivo: o de que ela é contrária à caridade e à humildade cristãs.

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O Evangelho segundo o Espiritismo
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Acesse e leia, no link abaixo, uma mensagem do ESE que não esteja disponível neste Blog, visto que, conforme observado, as mensagens tendem a se repetir:



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Família


O instituto da familia é uma escola em que todos os que o constituem são, ao mesmo tempo, mestres e aprendizes uns dos outros.

Se o homem não sabe amar os que integram o seu pequeno universo familiar, como haverá de amar a Humanidade?!

Dentro do lar quase sempre encontramos os nossos maiores desafios. Ninguém conseguirá avançar deixando para trás problemas que não resolveu. Sem saldar os nossos compromissos cármicos na Terra não nos sentiremos livres para os nossos anseios de expansão espiritual, em demanda a outros páramos da Vida. A nossa responsabilidade primeira é para com aqueles que nos integram a parentela.

Não aleguemos falta de afinidade para justificarmos nossa deserção aos compromisos afetivos.

Nos múltiplos desencontros familiares em que se vê envolvido, o Espírito é chamado a um acerto de contas consigo mesmo.

O familiar-problema é um instrumento de aprendizado para os que o rodeiam, um credor que nos bate à porta, reclamando com justiga o que lhe devemos.

Desarmemos o coração em casa e sejamos gentis com todos os que convivem conosco, se almejamos aprender a viver.

A oração e a alegria, o respeito e a indulgência são flores que deveremos cultivar todos os dias no jardim de nossas afeições familiares.

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Irmão José
Carlos A.Bacelli
Obra: Lições da vida
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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

O silêncio diante da provocação: uma expressão de autodomínio e fraternidade



Nem toda provocação merece uma resposta, assim como nem toda discussão precisa ser vencida. Existem momentos em que o maior sinal de força não está em encontrar as palavras certas para rebater alguém, mas em possuir serenidade suficiente para não se deixar dominar pela irritação.

Quando somos provocados, nosso orgulho pode nos impulsionar a reagir imediatamente. Queremos nos defender, provar que estamos certos ou fazer com que o outro reconheça seu erro. Entretanto, quando respondemos sob o domínio da raiva, corremos o risco de dizer palavras que ferem, agravam os conflitos e deixam marcas difíceis de apagar.

É nesse momento que o autodomínio se torna essencial.

O silêncio como expressão de sabedoria

Saber calar não significa ser covarde, aceitar humilhações ou concordar com aquilo que consideramos injusto. Significa compreender que temos o direito de escolher como responder, mesmo quando não podemos escolher a maneira como somos tratados.

O silêncio consciente é uma pausa entre a provocação e a reação. É a oportunidade de respirar, observar os próprios sentimentos e perguntar a si mesmo: Minha resposta contribuirá para resolver a situação ou apenas aumentará o conflito?

Muitas vezes, alguns instantes de serenidade nos poupam horas de arrependimento. Ao não respondermos impulsivamente, impedimos que a irritação alheia determine nossas atitudes.

Isso exige disciplina interior, porque é mais fácil reagir do que refletir. É mais fácil devolver uma ofensa do que preservar a dignidade sem ferir o outro. Contudo, é justamente nas situações difíceis que temos a oportunidade de reconhecer o quanto avançamos em nosso processo de amadurecimento.

A fraternidade começa na maneira como tratamos os outros

A fraternidade legítima não se manifesta apenas quando convivemos com pessoas agradáveis ou quando somos tratados com consideração. Ela também se revela na maneira como agimos diante daqueles que pensam diferente de nós, nos contrariam ou despertam nossos sentimentos mais difíceis.

Não precisamos concordar com todos, nem permitir que ultrapassem nossos limites. Podemos expressar nossas opiniões, esclarecer mal-entendidos e defender nossos direitos com firmeza. A diferença está em fazer isso sem transformar a discordância em hostilidade.

Aquele que cultiva a fraternidade procura não acrescentar sofrimento ao sofrimento, nem responder à agressividade com agressividade. Compreende que cada pessoa enfrenta suas próprias dificuldades e que nem sempre uma atitude desagradável revela toda a história ou a condição interior de alguém.

Essa compreensão não justifica comportamentos ofensivos, mas nos ajuda a não permitir que a conduta alheia desperte em nós sentimentos que estamos tentando superar.

A luz da Doutrina Espírita

À luz da Doutrina Espírita, o esforço de dominar nossas reações faz parte do trabalho de transformação moral. A evolução espiritual não se limita ao conhecimento das leis divinas ou à leitura de ensinamentos elevados; ela se manifesta, sobretudo, na maneira como pensamos, falamos e agimos diante das dificuldades cotidianas.

Jesus nos ensinou, por meio de sua vida e de seus exemplos, o valor do amor, da paciência e do perdão. Colocar esses ensinamentos em prática significa buscar uma postura mais consciente, especialmente quando somos contrariados.

Diante de uma provocação, podemos nos perguntar: estamos agindo para preservar a justiça ou para satisfazer o orgulho ferido? Desejamos esclarecer uma situação ou simplesmente vencer uma disputa?

Essas perguntas nos ajudam a reconhecer nossas verdadeiras motivações.

O silêncio, quando nasce da serenidade e da compreensão, pode ser uma forma de caridade. Ele evita palavras desnecessárias, interrompe a escalada de uma discussão e nos permite escolher uma resposta mais justa no momento adequado.

Entretanto, se a situação exige posicionamento, estabelecer limites com respeito também é uma atitude de amor-próprio e responsabilidade. O importante é que nossa resposta seja guiada pela consciência, e não pelo desejo de ferir ou de se vingar.

A verdadeira vitória é sobre nossas próprias imperfeições

É natural sentir irritação diante de determinadas atitudes. O crescimento interior não consiste em nunca experimentar emoções difíceis, mas em aprender a lidar com elas sem permitir que governem nossas escolhas.

Cada provocação pode se transformar em uma oportunidade de exercitar a paciência, fortalecer a humildade e desenvolver o equilíbrio emocional.

Quando deixamos de reagir a tudo, compreendemos que não precisamos provar nosso valor em cada discussão. Quando aprendemos a ouvir sem julgar precipitadamente, abrimos espaço para o entendimento. E quando escolhemos não devolver uma ofensa, demonstramos que a paz interior é mais importante do que a satisfação momentânea de uma resposta agressiva.

Nem sempre conseguiremos agir dessa maneira. Somos seres em aprendizado, sujeitos a falhas e recomeços. O essencial é reconhecer nossas reações, reparar os danos quando necessário e continuar trabalhando pela própria transformação.

Afinal, o verdadeiro autodomínio não consiste em controlar as pessoas ou as circunstâncias, mas em aprender a governar a nós mesmos.

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Texto inspirado nos ensinamentos de Jesus e nos princípios da Doutrina Espírita, com reflexão sobre autodomínio, silêncio e fraternidade.
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26 de outubro

Não existe uma maneira que seja a certa e todas as outras erradas.

Alpinistas têm que escolher entre galgar direto para o pico pela trilha mais reta ou procurar uma trilha mais fácil para seguir.

A decisão é deles.

Você é quem tem que decidir qual é o melhor caminho espiritual para você mesmo e então seguí-lo com convicção.

Existem almas que estão procurando e ainda não encontraram seu próprio caminho na vida.

Elas tentam um caminho espiritual após o outro, seguem só até um certo ponto descobrem que não é o indicado e então começam outro.

Elas continuarão fazendo isso até encontrar o caminho certo.

E o encontrarão se procurarem com afinco e não desistirem da procura.

Se você já encontrou o seu caminho, siga sempre em frente e não perca tempo olhando para trás ou criticando aqueles que ainda não encontraram o caminho deles.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Capítulo 24 - Não por candeia debaixo do alqueire

A Coragem Da Fé

13 – Todo aquele, pois, que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos Céus; e o que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos Céus. (Mateus, X: 32-33).

14 – Porque se alguém se envergonhar de mim, e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na sua majestade, e na de seu Pai e dos santos anjos. (Lucas, IX: 26)

15 – A coragem das opiniões sempre mereceu a consideração dos homens, porque é prova de dignidade enfrentar os perigos, as perseguições, as discussões, e até mesmo os simples sarcasmos, aos quais sempre se expõe aquele que não teme confessar abertamente idéias que não são admitidas por todos. Nisto, como em tudo, o mérito está na razão das circunstâncias, e dos resultados que podem advir. Há sempre fraqueza em recuar diante das conseqüências da sustentação das opiniões, mas há casos em que isso equivale a uma covardia tão grande como a de fugir no momento do combate.

Jesus estigmatiza essa covardia, no tocante ao problema especial da sua doutrina, ao dizer que, se alguém se envergonhar das suas palavras, ele também se envergonhará daquele; que renegará o que o houver renegado; que reconhecerá, perante o Pai que está nos Céus, o que o confessar diante dos homens. Em outros termos: Aqueles que temeram confessar-se discípulos da verdade, não são dignos de ser admitidos no Reino da Verdade. Perderão, assim, as vantagens da fé, porque se trata de uma fé egoísta, que eles guardam para si mesmos, ocultando-a, com medo dos prejuízos que lhes possa acarretar no mundo. Enquanto isso, os que colocam a verdade acima dos seus interesses materiais, proclamando-a abertamente, trabalham ao mesmo tempo pelo futuro próprio e dos outros.

16 – O mesmo acontece com os adeptos do Espiritismo, pois sendo a sua doutrina o desenvolvimento e a aplicação da doutrina do Evangelho, a eles também se dirigem essas palavras do Cristo. Eles semeiam na Terra o que colherão na vida espiritual: os frutos da sua coragem ou da sua fraqueza

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O Evangelho segundo o Espiritismo
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Culpar os outros


(...)

Todos temos uma tendência de culpar o mundo por nossas ações, comportamentos, emoções e sentimentos inadequados.

Justificamos nosso desalento acusando indiscriminadamente, mas é preciso assumirmos plena responsabilidade por tudo o que está acontecendo em nossa vida.

Devemos reconhecer honestamente que está em nós a fonte que determina e controla nossas ações e reações.

Somos responsáveis tanto pela nossa felicidade quanto pela nossa infelicidade.

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Lourdes Catherine
Francisco do Espírito Santo Neto
Obra: Conviver e Melhorar – Como Lidar com os Encontros, Reencontros e Desencontros
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domingo, 25 de outubro de 2026

Orgulho e egoísmo: raízes do sofrimento humano



O orgulho e o egoísmo estão entre as principais causas dos conflitos que enfrentamos ao longo da vida. Muitas vezes, sem perceber, alimentamos sentimentos que nos afastam da paz interior, dificultam nossos relacionamentos e impedem nosso crescimento espiritual.

O orgulho nos faz acreditar que precisamos estar sempre certos, que reconhecer um erro é sinal de fraqueza e que pedir perdão diminui o nosso valor. Por causa dele, transformamos pequenas divergências em grandes conflitos, alimentamos ressentimentos e permanecemos presos a situações que poderiam ser resolvidas com humildade e diálogo.

O egoísmo, por sua vez, leva-nos a colocar nossos interesses acima das necessidades dos outros. Desejamos compreensão, mas nem sempre estamos dispostos a compreender; esperamos consideração, mas nos esquecemos de oferecê-la; queremos ser amados, porém, muitas vezes, temos dificuldade em amar sem exigir algo em troca.

Esses sentimentos criam expectativas, cobranças e decepções. Sofremos quando as pessoas não agem como desejamos, quando não recebemos o reconhecimento esperado ou quando a realidade não corresponde aos nossos planos. Em vez de aceitar que cada pessoa possui suas próprias limitações, escolhas e maneira de enxergar o mundo, tentamos controlar aquilo que não está sob nosso domínio.

 A visão da Doutrina Espírita

À luz da Doutrina Espírita, o orgulho e o egoísmo são imperfeições morais que precisam ser reconhecidas e trabalhadas durante nossa jornada evolutiva. A transformação interior não acontece de um dia para o outro, mas se constrói por meio do autoconhecimento, da vigilância dos pensamentos e da prática constante do bem.

Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec aborda o egoísmo como uma das grandes chagas da humanidade, destacando a importância de combatê-lo para que a fraternidade se estabeleça entre as pessoas.

Essa compreensão nos convida a olhar para dentro de nós mesmos. Antes de apontarmos as falhas alheias, precisamos reconhecer nossas próprias imperfeições. Antes de exigir mudanças dos outros, devemos perguntar o que podemos transformar em nossas atitudes.

Isso não significa aceitar desrespeitos ou abrir mão de nossos limites. A humildade não é submissão, assim como o amor ao próximo não exige que nos anulemos. Podemos agir com firmeza sem alimentar o orgulho, estabelecer limites sem cultivar o ódio e nos afastar de situações prejudiciais sem desejar o mal a ninguém.

O caminho para a libertação interior

Superar o orgulho exige coragem para admitir que nem sempre temos razão, disposição para pedir desculpas e maturidade para aprender com os próprios erros. Significa compreender que reconhecer uma falha não nos torna menores; ao contrário, demonstra que estamos dispostos a evoluir.

Vencer o egoísmo requer desenvolver a empatia, aprender a ouvir verdadeiramente e considerar os sentimentos e as necessidades das outras pessoas. Pequenos gestos de generosidade, paciência e compreensão ajudam a enfraquecer a tendência de colocar o próprio interesse no centro de tudo.

Também precisamos aprender a renunciar à necessidade de vencer todas as discussões. Algumas vezes, preservar a paz vale mais do que provar que estamos certos. Em outras, o silêncio consciente é mais sábio do que uma resposta impulsiva.

A cada situação difícil, podemos escolher entre alimentar o ressentimento ou buscar o entendimento; entre reagir com vaidade ou responder com serenidade; entre exigir que o mundo se adapte às nossas expectativas ou trabalhar para nos tornarmos pessoas melhores.

A verdadeira felicidade começa dentro de nós

O orgulho e o egoísmo prometem proteção, mas frequentemente nos aprisionam em conflitos, cobranças e insatisfações. A humildade e o altruísmo, por outro lado, abrem espaço para relações mais saudáveis e para uma compreensão mais profunda da vida.

Quanto menos dependemos da aprovação alheia, menos precisamos provar nosso valor. Quanto mais desenvolvemos a compaixão, menos espaço damos à intolerância. E quanto mais aprendemos a amar sem querer controlar, maior se torna nossa capacidade de viver em paz.

A evolução espiritual começa quando deixamos de procurar exclusivamente nos outros as causas de nossos sofrimentos e passamos a observar, com sinceridade, aquilo que precisamos transformar em nós mesmos.

Não podemos modificar todas as pessoas, impedir todas as decepções ou controlar os acontecimentos da vida. Podemos, entretanto, trabalhar nossas reações, rever nossas atitudes e escolher os sentimentos que desejamos cultivar.

A paz interior não nasce da vitória sobre os outros, mas da conquista gradual de nós mesmos.

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Texto reflexivo baseado na doutrina Espírita 
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25 de outubro

Quanto mais altos os seus alvos, melhor.

Não se limite de maneira alguma.

Acredite que você terá sucesso em tudo que resolver fazer se você se abastecer de ajuda e força em Mim, não haverá derrota ou fracasso.

Tudo que tem a Minha marca está destinado ao sucesso e só os melhores resultados irão acontecer.

Portanto, mantenha sua consciência elevada, harmonize-se com a vida e veja os mais fantásticos resultados.

Você só pode esperar por estes resultados se estiver sintonizado com o melhor que existe dentro de você e puder fluir livremente com o que está acontecendo à sua volta, superando obstáculos.

Muitas coisas poderiam bloquear seu caminho em direção à sua meta.

Afaste-as e recuse-se a considerar o fracasso.

Simplesmente acredite que você pode e vai ter sucesso em tudo que se decidir a fazer.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Haverá casos em que convenha se desvende o mal de outrem?

É muito delicada esta questão e, para resolvê-la, necessário se torna apelar para a caridade bem compreendida. Se as imperfeições de uma pessoa só a ela prejudicam, nenhuma utilidade haverá nunca em divulgá-la. Se, porém, podem acarretar prejuízo a terceiros, deve-se atender de preferência ao interesse do maior número. Segundo as circunstâncias, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode constituir um dever, pois mais vale caia um homem, do que virem muitos a ser suas vítimas. Em tal caso, deve-se pesar a soma das vantagens e dos inconvenientes. — São Luís. (Paris, 1860.)

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, item 21.)
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sábado, 24 de outubro de 2026

Notas de Esperança



Se algum dia vieres a cair, levanta-te e anda.

 Recorda que ninguém recebe um corpo na Terra para estações de repouso.

 Todos nós — seja no Plano Físico ou na Vida Maior — somos chamados à construção do bem. E o bem aos outros será sempre a garantia de nosso próprio bem.

 Se dificuldades repontam da estrada, não te omitas.

Segue adiante, reconhecendo que nos cabe a todos ofertar esforço máximo para que se realize o melhor em nós e em derredor de nós.

Não pares.

A estagnação é ponto obscuro no caminho em que, bastas vezes, os mais nobres valores da existência se corrompem.

Não existe fatalidade para o mal, porquanto, o bem geral triunfa sempre.

Os únicos vencidos no movimento criativo da vida são aqueles que descreram de Deus e de si mesmos, apagando-se, pouco a pouco, no vazio do nada a fazer;

 os que atravessam o tempo, perguntando o porquê das ocorrências e das cousas, sem se dar ao trabalho de conhecer-lhes a origem, a fim de aperfeiçoar-lhes resultado e proveito;

 os que se instalam nas torres de marfim do exclusivismo, temendo os problemas que possam surgir no relacionamento com o próximo;

os que não acreditam na obrigação de trabalhar, incessantemente;

 e os que se observam caídos nessa ou naquela falta sem a precisa coragem de se reerguerem para começar de novo a tarefa construtiva a que se propõem.

 Ainda mesmo que tudo te pareça amargura e sombra na paisagem de moradia, não esmoreças e continua agindo e servindo, porque a fidelidade ao trabalho te iluminará o coração, a fim de que não te afastes do caminho para o encontro com Deus.

🍄🌱🍄
Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Algo mais
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24 de outubro

O que foi bom e apropriado ontem, não o é necessariamente hoje.

É por isso que se deve viver um dia por vez, e viver plenamente o glorioso agora.

Conseguindo isso, sem reservas ou preconceitos, você será capaz de aceitar as mudanças sem resistência e a vida fluirá suavemente. Isto é mais fácil falar do que fazer, especialmente se você já estava bem enraizado e seguro na maneira como as coisas estavam fluindo.

Coloque sua segurança em Mim e nunca numa situação, num plano ou numa pessoa, pois o que está aqui hoje pode não estar mais amanhã.

Mas EU ESTOU sempre aqui, por toda a eternidade.

Portanto, procure por Mim e Me encontre, e nada tema.

Permita que as mudanças ocorram e saiba simplesmente que cada mudança será para melhor e necessária para o crescimento e a expansão do todo.

🍄🌱🍄
Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
🍄🌱🍄











 

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MENSAGEM DO ESE:

O Evangelho segundo o Espiritismo > Capítulo XVII — Sede perfeitos > O homem de bem.

O homem de bem.
3. O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem.

Deposita fé em Deus, na sua bondade, na sua justiça e na sua sabedoria. Sabe que sem a sua permissão nada acontece e se lhe submete à vontade em todas as coisas.

Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.

Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar.

Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça.

Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa.

O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus.

Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam.

Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à ideia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a clemência do senhor.

Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado.

É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem presente esta sentença do Cristo: “Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado.”

Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal.

Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços emprega para dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera.

Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros.

Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado.

Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, sabe que é um depósito de que terá de prestar contas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões.

Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram.

O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente. (Cap. XVII, n.º 9.)

Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da natureza, como quer que sejam respeitados os seus.

Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas, aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se acha que a todas as demais conduz.

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O Evangelho segundo o Espiritismo
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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

O Evangelho no coração


Quando o Evangelho vive somente em nossa cabeça, sofremos o perigo de queda nas discussões infindáveis, porque a intemperança mental e a vaidade sempre fazem a boa vizinhança.

Quando se localiza, exclusivamente, em nossos olhos, é provável desçamos da luminosa posição de companheiros para a condição de inquisidores e fiscais dos nossos melhores amigos, porquanto, é sempre mais fácil descobrir os erros alheios que surpreender os nossos.

Quando jaz situado simplesmente em nossos ouvidos, somos suscetíveis de perder valiosas sementeiras de fraternidade; de vez que a nossa vigilância imperfeita, sem qualquer dificuldade, se converte em suspeita.

Quando palpita, entretanto, em nosso coração, o Evangelho renova-nos a vida. Brilha dentro de nós, por abençoada estrela de compreensão e misericórdia. Seus raios divinos apagam a malícia em nosso olhar, santificando-nos a audição e sublimando-nos os impulsos, intenções e motivos; elevam nossos sentimentos para o Céu, projetando-os simultaneamente na Terra, através de nossos braços, em obras genuínas de amor, fraternidade e sabedoria.

Quando encontrarmos o discípulo do Senhor, sem oportunidades de fixar as cicatrizes e defeitos do próximo, sem horas para guardar os tóxicos da maledicência e sem ocasião para salientar os males dos outros mantendo-se tranquilamente no santo serviço da caridade e da luz, a bem de todos, estejamos convencidos de que esse companheiro terá colocado o Testamento Redentor, no imo do peito, vivendo entre os necessitados e sofredores do caminho terrestre, na condição de abençoada lâmpada acesa que sombra alguma alcançará.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Perante Jesus
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23 de outubro

Se você se deparar com uma situação difícil de aceitar e amar, você sempre poderá encontrar uma maneira de contorná-la; recolha-se à quietude e chame por Mim e Eu lançarei sobre você a luz da verdade.

Eu lhe revelarei porque você está aqui, fazendo o que está fazendo.

Tenha certeza que há uma boa razão para o que está acontecendo e lições importantes a serem aprendidas.

Enquanto você não mudar sua atitude e aprender a amar o lugar onde você está, quem você é e o que você está fazendo, você terá que permanecer na mesma situação.

Mas, assim que as lições forem aprendidas e você realmente amar o seu trabalho e cumprir suas tarefas por Mim e pelo Meu bem, você começará a se mover para algo novo.

Observe o amor abrir todas as portas para você.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

O suicídio e a loucura (II)

A incredulidade, a simples dúvida sobre o futuro, as idéias materialistas, numa palavra, são os maiores incitantes ao suicídio; ocasionam a covardia moral. Quando homens de ciência, apoiados na autoridade do seu saber, se esforçam por provar aos que os ouvem ou lêem que estes nada têm a esperar depois da morte, não estão de fato levando-os a deduzir que, se são desgraçados, coisa melhor não lhes resta senão se matarem? Que lhes poderiam dizer para desviá-los dessa conseqüência? Que compensação lhes podem oferecer? Que esperança lhes podem dar? Nenhuma, a não ser o nada. Daí se deve concluir que, se o nada é o único remédio heróico, a única perspectiva, mais vale buscá-lo imediatamente e não mais tarde, para sofrer por menos tempo.

A propagação das doutrinas materialistas é, pois, o veneno que inocula a idéia do suicídio na maioria dos que se suicidam, e os que se constituem apóstolos de semelhantes doutrinas assumem tremenda responsabilidade. Com o Espiritismo, tornada impossível a dúvida, muda o aspecto da vida. O crente sabe que a existência se prolonga indefinidamente para lá do túmulo, mas em condições muito diversas; donde a paciência e a resignação que o afastam muito naturalmente de pensar no suicídio; donde, em suma, a coragem moral.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 16.)
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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

O fio esquecido


Fio esquecido, fio pobre.

Encarcerado na parede.

Aparentemente perdido na sombra.

Injuriado, muitas vezes, por insetos itinerantes.

Fio colado e que ninguém vê na estrutura de alvenaria.

 Se pudesse falar, talvez dissesse: “nada valho” “não presto, “nada sou”.

Entretanto, permanecendo no lugar que lhe é próprio, firme e disciplinado, é o condutor da força elétrica…

Embora não saiba, é o mensageiro da energia que assegura o conforto e o portador da claridade que mantém o serviço.

 Ainda que você se reconheça humilde, criatura apagada ou aparentemente sem valor, lembre-se do fio pobre, encarcerado na parede…

 Permaneça em seu lugar, ajudando e servindo, de pensamento ligado constantemente à usina do Eterno Bem e mesmo que você não veja, não ouça, não conheça e não sinta alegria e a segurança que espalha, Deus sabe a importância da sua tarefa de amor e luz.

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Valérium
Waldo Vieira
Obra: Ideal Espírita
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22 de outubro

Pare por um momento em meio a sua azáfama e pense no que você está colocando em primeiro lugar.

É o trabalho?

É o viver?

São as suas necessidades?

Seus desejos?

Procure primeiro o Meu reino.

Encontre seu contato direto coMigo e tudo o mais lhe será acrescentado.

Você não percebe que sua comunhão coMigo significa mais do que tudo, porque é deste contato que tudo ramifica?

Faça sua parte e saiba distinguir as prioridades.

Você não pode tirar água de um poço se você não tiver primeiro um balde, fizer o balde descer até a água e então puxar o balde para cima.

Você tem algo a realizar: você tem que fazer o esforço e realizar a sua parte.

Ficar ao lado do poço olhando a água não vai trazer a água até você.

Assim é com a vida espiritual: ficar por perto vendo outras pessoas encontrarem sua unidade coMigo não vai fazer com que a mesma coisa aconteça com você.

Cada alma tem que fazer seu próprio trabalho de procura e descoberta interior.

Azáfama: substantivo feminino: grande pressa e ardor na execução de um serviço.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Instruções dos Espíritos

I – Limites da Encarnação
SÃO LUIS
Paris, 1859

24 – Quais são os limites da encarnação?

A encarnação não tem, propriamente falando, limites nitidamente traçados, se por isto se entende o envoltório que constitui o corpo do Espírito, pois a materialidade desse envoltório diminui à medida que o Espírito se purifica. Em certos mundos, mais avançados que a Terra, ele já se apresenta menos compacto, menos pesado e menos grosseiro, e conseqüentemente menos sujeito a vicissitudes. Num grau mais elevado, desmaterializa-se e acaba por se confundir com o perispírito. De acordo com o mundo a que o Espírito é chamado a viver, ele se reveste do envoltório apropriado à natureza desse mundo.

O perispírito mesmo sofre transformações sucessivas. Eteriza-se mais e mais, até a purificação completa, que constitui a natureza dos Espíritos puros. Se mundos especiais estão destinados, como estações, aos Espíritos mais avançados, estes não ficam sujeitos a eles, como nos mundos inferiores: o estado de libertação que já atingiram permite-lhes viajar para toda parte, onde quer que sejam chamados pelas missões que lhes foram confiadas.

Se considerarmos a encarnação do ponto de vista material, tal como a vemos na Terra, podemos dizer que ela se limita aos mundos inferiores. Depende do Espírito, portanto, libertar-se mais ou menos rapidamente da encarnação, trabalhando pela sua purificação.

Temos ainda a considerar que, no estado de erraticidade, ou seja, no intervalo das existências corporais, a situação do Espírito está em relação com a natureza do mundo a que o liga o seu grau de adiantamento. Assim, na erraticidade, ele é mais ou menos feliz, livre e esclarecido, segundo for mais ou menos desmaterializado.

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O Evangelho segundo o Espiritismo 
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Acesse e leia, no link abaixo, uma mensagem do ESE que não esteja disponível neste Blog, visto que, conforme observado, as mensagens tendem a se repetir:


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Encontro com Deus


Ó DEUS!

Não consigo encontrar-Te apenas nos templos.

Eu Te encontro quando abro os olhos, quando falo, ouço e ando.

Enxergo-Te, bem claro, no perfume da rosa, no som do trovão, na leveza do ar puro, na suavidade do vento, na pureza da água, na perenidade do riacho, na placidez do lago, na impetuosidade das ondas do mar, no instinto do cão fiel, na paciência do burro, na nuvem que passa, na chuva, na força da eletricidade, nas ondas do rádio e da televisão.

Vejo-Te na semente que rompe a si mesma; no meu corpo, no fígado, que elimina as gorduras; no coração, que pulsa; no cérebro, que pensa; na respiração, que traz vida.

Vejo-Te no olhar das pessoas, no timbre de suas vozes, na atenção que me dão, nos olhinhos da criança, no andar do velho, na alvorada, no crepúsculo, na hora silenciosa, na inspiração, nos ideais superiores e Te pressinto na consciência.

Obrigado! Obrigado!

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Lourival Lopes
Obra: Preces do Coração
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