domingo, 22 de fevereiro de 2026

Inconformismo e revolta


— “Não me conformo!”
 — Explodem, revoltados, aqueles que da vida somente esperam vantagens e recompensas, quando surpreendidos por acontecimentos que lhes parecem desastrosos e trágicos.

 — “Deus é injusto!”
 — Proferem, estentóricos, os que se supõem credores apenas de receber dádivas, embora desassisados, da vida somente retiram lucros e comodidades.

 “Não mereço isto!” 
— Bradam, desatinados, quantos são colhidos pelo que denominam infortúnios e desgraças, que os desarvoram. 

— “Não creio em mais nada ! Estridulam as pessoas tomadas por insucessos desta ou daquela natureza, que afinal, se fossem examinadas com seriedade e reflexão, constituiriam ocasião iluminativa, roteiro de felicidade. 

* O homem teima em permanecer anestesiado pela ilusão, sem dar-se conta, conscientemente, da fragilidade da organização carnal de que se encontra temporariamente revestido. 
Cada um, por isso mesmo, a si se concede privilégios e se faculta méritos que não possui.
 Examinassem melhor a vida, verificariam que as ocorrências do trivial, que atingem os outros, a eles também alcançarão, procurando preparar-se para enfrentar com dignidade quaisquer injunções ou dissabores, que são igualmente transitórios. * 

— “Prefiro não saber.” 
— Informam as pessoas passadistas, quando convidadas ao exame da vida menos densa. 

— “Não consigo acreditar.”
  Escusam-se as criaturas invitadas ao esclarecimento imortalista, como se estivessem indenes ao fenômeno da cessação da vida biológica.

 — “Irei aproveitar o meu tempo, gozando.” 
Justificam-se os imediatistas ante qualquer referência à meditação, à caridade, ao sacrifício... É natural que, visitados por acontecimentos não habituais no canhenho das suas conveniências, derrapem no inconformismo, no desespero, na alucinação. A ação inexorável do tempo, entretanto, aguarda todos e modela-os, submetendo-os. Mesmo quando se pretende fugir da situação a que se vai arrojado, cai-se na realidade da vida, que predomina em toda parte.

 * * Recebe o insucesso como fenômeno normal nos tentames do teu processo evolutivo. Não te consideres inatingível. Acostuma-te à fragilidade do corpo e às necessidades decrescimento como espírito que és. Nenhuma dor te alcança sem critério superior de justiça. 

Sofrimento algum no teu campo emocional, que se não acabe, deixando o resultado do seu trânsito. Utiliza-te das ocorrências que trazem dor, para crescer, e não te apresentes inconformado. Jesus, que veio à Terra exclusivamente para viver e ensinar o amor, sem qualquer culpa, nasceu em modesta gruta, passou pelo carreiro de inumeráveis injunções e partiu numa cruz, sob apupos e malquerenças, volvendo, no entanto, Sol Divino que é, em, insuperável madrugada que dura até hoje, para que ninguém reclame, nem se revolte, nem se inconforme ante as ocorrências dolorosas do mundo...

🌴🥀🌴
Joanna de Ângelis
Divaldo Franco
Obra: Alerta
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22 de fevereiro

Seja você mesmo, não tente ser como outra pessoa.

São necessários todos os tipos para se fazer um mundo.

Eu não quero que todos sejam iguais.

Eu necessito de vocês diferentes uns dos outros, cada um fazendo seu trabalho específico, cumprindo sua tarefa, mas, ao mesmo tempo, se misturando perfeitamente ao todo.

O fato de vocês serem todos diferentes não significa que haverá discórdia ou desarmonia.

São necessários muitos instrumentos diferentes para se compor uma orquestra e cada um tem seu lugar específico no todo e se funde em perfeita harmonia ao trabalho do todo.

Caos e discórdia surgem quando um indivíduo resolve agir por seus próprios parâmetros, sem pensamentos ou consideração pelo todo.

Quando seu coração está no lugar certo e você está vivendo e trabalhando em conjunto pelo bem do todo, somente o melhor poderá advir.

Portanto, pare de resistir e se entregue.

Tudo o que você tem a fazer é simplesmente ser e deixar que as coisas aconteçam.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Os órfãos

Meus irmãos, amai os órfãos. Se soubésseis quanto é triste ser só e abandonado, sobretudo na infância! Deus permite que haja órfãos, para exortar-nos a servir-lhes de pais.

Que divina caridade amparar uma pobre criaturinha abandonada, evitar que sofra fome e frio, dirigir-lhe a alma, a fim de que não desgarre para o vício!

Agrada a Deus quem estende a mão a uma criança abandonada, porque compreende e pratica a sua lei.

Ponderai também que muitas vezes a criança que socorreis vos foi cara noutra encarnação, caso em que, se pudésseis lembrar-vos, já não estaríeis praticando a caridade, mas cumprindo um dever.

Assim, pois, meus amigos, todo sofredor é vosso irmão e tem direito à vossa caridade: não, porém, a essa caridade que magoa o coração, não a essa esmola que queima a mão em que cai, pois freqüentemente bem amargos são os vossos óbolos!

Quantas vezes seriam eles recusados, se na choupana a enfermidade e a miséria não os estivessem esperando!

Dai delicadamente, juntai ao benefício que fizerdes o mais precioso de todos os benefícios: o de uma boa palavra, de uma carícia, de um sorriso amistoso. Evitai esse ar de proteção, que equivale a revolver a lâmina no coração que sangra e considerai que, fazendo o bem, trabalhais por vós mesmos e pelos vossos.

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— Um Espírito familiar. (Paris, 1860.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 18.)
🌴🥀🌴

Apelo Espírita 


Irmão! Faze:

de cada ensinamento que recebes uma instrução do Plano Superior;

de cada tarefa, por mínima que seja, uma realização em que deixes os melhores sinais de tua presença;

de cada conversação, um entendimento construtivo;

de cada conversação, um mensageiro de tua cooperação, no levantamento da felicidade geral;

de cada relação nova, uma sementeira de bênçãos;

de cada necessitado, um irmão que te espera o auxílio, em nome da Divina Paternidade;

de cada desapontamento, um teste de compreensão;

de cada hora, uma oportunidade de servir...

Companheiro da Terra, és o viajor em trânsito na hospedaria do mundo!...

Guarda o coração e a consciência, na prática do bem, de tal modo, que possas receber, com o despertar de cada manhã, um novo renascimento na casa física e, no descanso de cada noite, um ensino de regresso tranquilo ao teu lar verdadeiro, na Vida Espiritual.

🌴🥀🌴
Albino Teixeira
Chico Xavier
Obra: Caminho espírita
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sábado, 21 de fevereiro de 2026

Essencial


Lembra-te sempre disto:

Tens somente o que és.

O que fazes de ti é aquilo que possuis.

Corpo em que moras hoje sofre a lei do desgaste.

A posse que reténs passará a outras mãos.

Recorda: A evolução tudo alcança e renova.

Em derradeira instância importará só Deus.

🌱🌸🌱
Emmanuel 
Chico Xavier 
Obra: O Essencial
🌱🌸🌱

21 de fevereiro

Ninguém gosta de ser magoado ou diminuído; ninguém gosta de ser ignorado ou de se sentir mal amado e rejeitado.

Portanto, por que não tratar o seu próximo com amor e respeito?

Tente compreendê-lo e dar um pouco mais de si, se necessário.

Seja muito tolerante, muito paciente e dê muito amor.

Se é desta maneira que você gostaria de ser tratado, viva como você gostaria que os outros vivessem.

Seja um bom exemplo, mas não porque pensa que é o que esperam de você.

Faça-o porque você quer e deseja, com todo o seu coração, fazer, falar e pensar tudo da melhor maneira possível.

Quanto maior o seu desejo, mais fácil será realizá-lo.

Nunca se satisfaça com o medíocre ou o malfeito.

Certifique-se que tudo o que você faz vem do plano mais elevado, que seus motivos são puros e que não há nada de egoísmo ou egocentrismo na execução de suas tarefas.

🌱🌸🌱
Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
🌱🌸🌱




🌱🌸🌱

Mensagem do ESE:

Esquecimento do passado.

11. Em vão se objeta que o esquecimento constitui obstáculo a que se possa aproveitar da experiência de vidas anteriores. Havendo Deus entendido de lançar um véu sobre o passado, é que há nisso vantagem. Com efeito, a lembrança traria gravíssimos inconvenientes. Poderia, em certos casos, humilhar-nos singularmente, ou, então, exaltar-nos o orgulho e, assim, entravar o nosso livre-arbítrio. Em todas as circunstâncias, acarretaria inevitável perturbação nas relações sociais.

Frequentemente, o Espírito renasce no mesmo meio em que já viveu, estabelecendo de novo relações com as mesmas pessoas, a fim de reparar o mal que lhes haja feito. Se reconhecesse nelas as a quem odiara, quiçá o ódio se lhe despertaria outra vez no íntimo. De todo modo, ele se sentiria humilhado em presença daquelas a quem houvesse ofendido.

Para nos melhorarmos, outorgou-nos Deus, precisamente, o de que necessitamos e nos basta: a voz da consciência e as tendências instintivas. Priva-nos do que nos seria prejudicial.

Ao nascer, traz o homem consigo o que adquiriu, nasce qual se fez; em cada existência, tem um novo ponto de partida. Pouco lhe importa saber o que foi antes: se se vê punido, é que praticou o mal. Suas atuais tendências más indicam o que lhe resta a corrigir em si próprio e é nisso que deve concentrar-se toda a sua atenção, porquanto, daquilo de que se haja corrigido completamente, nenhum traço mais conservará. As boas resoluções que tomou são a voz da consciência, advertindo-o do que é bem e do que é mal e dando-lhe forças para resistir às tentações.

Aliás, o esquecimento ocorre apenas durante a vida corpórea. Volvendo à vida espiritual, readquire o Espírito a lembrança do passado; nada mais há, portanto, do que uma interrupção temporária, semelhante à que se dá na vida terrestre durante o sono, a qual não obsta a que, no dia seguinte, nos recordemos do que tenhamos feito na véspera e nos dias precedentes.

E não é somente após a morte que o Espírito recobra a lembrança do passado. Pode dizer-se que jamais a perde, pois que, como a experiência o demonstra, mesmo encarnado, adormecido o corpo, ocasião em que goza de certa liberdade, o Espírito tem consciência de seus atos anteriores; sabe por que sofre e que sofre com justiça. A lembrança unicamente se apaga no curso da vida exterior, da vida de relação. Mas, na falta de uma recordação exata, que lhe poderia ser penosa e prejudicá-lo nas suas relações sociais, forças novas haure ele nesses instantes de emancipação da alma, se os sabe aproveitar.

🌱🌸🌱
CAPÍTULO V
BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
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Cadinho


Muitas vezes, na Terra, na posição de cultores da delinquência, conseguimos escapar das sentinelas da punição.

Faltas não previstas na legislação terrestre, como sejam certos atos de crueldade e muitos crimes da ingratidão, muros a dentro de nossa vida particular, quase sempre acarretam a queda e a perturbação, a enfermidade e a morte de criaturas que a Divina Bondade nos põe no caminho.

De outra feita, quando positivamente enodoados com o ferrete da culpa, conseguimos aligeirar nossas penas ou delas nos exonerar, subornando consciências dolosas, no recinto dos tribunais.

Todavia, a reta justiça nos espera, infalível, e além da morte, ainda mesmo quando tenhamos legado ao mundo vastas parcelas de cultura e benemerência, eis que as marcas de ignomínia se nos destacam do ser, então expostas à Grande Luz.

Nessa crise inesperada, imploramos nós mesmos retorno e readmissão nos cursos de trabalho em que se nos desmandaram a deserção e a falência, a fim de ressarcirmos os débitos que os homens não conheceram, mas que vibram, obcecantes, no imo de nossas almas.

É assim que voltamos ao cadinho fervente da purgação, retomando nos fios da consanguinidade a presença daqueles que mais ferimos, para devolver-lhes em ternura e devotamento os patrimônios dilapidados, rearticulando os elos da harmonia que nos ligam a todos, na universalidade da vida, perante a Lei.

Reverenciemos, desse modo, no lar humano, não apenas o templo de carinho em que se nos reabastecem as forças, no exercício do bem eterno, mas igualmente a rude escola da regeneração, em que retomamos o convívio dos velhos adversários que nós mesmos criamos, a ressurgirem na forma de aversões instintivas e desafetos ocultos, que nos constrangem cada hora à lição da renúncia e à mensagem do sacrifício.

E por mais inquietante se nos afigure a experiência no educandário doméstico, guardemos, dentro dele, extrema devoção ao dever, perdoando e ajudando, compreendendo e amparando sem descansar, pois somente aquele que se engrandeceu, entre as quatro paredes da própria casa, é que pode, em verdade, servir à obra de Deus no campo vasto do mundo.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Religião dos Espíritos
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Na hora da doença



"E tudo o que pedirdes em oração, acreditando, recebereis."
(Mateus 21:22)

O que pode ser mais preocupante e triste que a doença, em uma família?

Uma família pode desestruturar, emocionalmente e também financeiramente, com a chegada de uma doença, especialmente quando é grave.

Porém, tudo pode ser contornado e até superado, quando existe harmonia no lar e respeito entre os familiares, quando todos se unem, se ajudam e vencem as dificuldades.

Até a aceitação e a resignação se tornam mais fáceis com a união e o respeito entre os familiares.

Podemos estar certos de que o que agrava as situações, que normalmente já são difíceis no lar, é o desentendimento, as acusações e a cobrança de um para o outro. Isso gera vibrações negativas que aumentam a desarmonia e até impedem a cura e o bem-estar do doente.

A doença deve ser motivo para reflexão, recolhimento íntimo, aproximação entre os familiares e Deus. A religião pode ajudar muito.

A doença nos mostra o quanto somos impotentes perante Deus. Ela nos prova que, nessas horas, de nada valem o dinheiro, a posição social, ou mesmo a força física.

A solução foge completamente do nosso controle.

Essa é a hora de exercitarmos a humildade, a submissão e principalmente a fé.

Independentemente de todo tratamento médico, é preciso unir-se através da prece. A prece reforça qualquer tratamento. Através dela contribuímos muito para o bem-estar e a cura do doente. Assim como, para a harmonização de todos.

Temos de estar conscientes de que todo sofrimento é lição que, se bem aproveitada, acelera nossa evolução espiritual.

A doença pode ser um grande passo, não só para o doente, mas para toda a família, quando é aceita e tratada com carinho e amor.

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Obra: “Na hora exata" — uma lição para cada situação”.
Maria Cotroni Valenti
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20 de fevereiro

Por que ter medo?

EU ESTOU sempre com você.

EU o precedo para preparar o caminho, e ele se desdobrará à sua frente com perfeição, no momento certo.

Você deve ter fé, e essa fé deve ser forte e inabalável para permitir que esta vida seja vivida.

Sua fé crescerá à medida que for sendo posta em prática.

A fé não é algo para se conversar a respeito.

Deve ser vivida para que todos possam ver que ela não é somente uma maneira de se viver nas nuvens, mas é algo real e aplicável ao nosso dia a dia.

É inútil conversar ou ler sobre a fé se não se vive por ela.

Isso significa ter a coragem de nadar nas águas profundas e não somente ficar andando pelo raso, sentindo a segurança de seus pés no chão, fingindo que sabe nadar.

Por que não se pôr em ação e começar a viver esta maravilhosa vida agora?

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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Mensagem do ESE:

O de que precisa o Espírito para ser salvo. Parábola do bom samaritano.

Ora, quando o filho do homem vier em sua majestade, acompanhado de todos os anjos, sentar-se-á no trono de sua glória; — reunidas diante dele todas as nações, separará uns dos outros, como o pastor separa dos bodes as ovelhas, — e colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda. Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do reino que vos foi preparado desde o princípio do mundo; — porquanto, tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; careci de teto e me hospedastes; — estive nu e me vestistes; achei-me doente e me visitastes; estive preso e me fostes ver.

Então, responder-lhe-ão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? — Quando foi que te vimos sem teto e te hospedamos; ou despido e te vestimos? — E quando foi que te soubemos doente ou preso e fomos visitar-te? — O Rei lhes responderá:
Em verdade vos digo, todas as vezes que isso fizestes a um destes mais pequeninos dos meus irmãos, foi a mim mesmo que o fizestes.
Dirá em seguida aos que estiverem à sua esquerda: Afastai-vos de mim, malditos; ide para o fogo eterno, que foi preparado para o diabo e seus anjos; — porquanto, tive fome e não me destes de comer, tive sede e não me destes de beber; precisei de teto e não me agasalhastes; estive sem roupa e não me vestistes; estive doente e no cárcere e não me visitastes.

Também eles replicarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome e não te demos de comer, com sede e não te demos de beber, sem teto ou sem roupa, doente ou preso e não te assistimos? — Ele então lhes responderá: Em verdade vos digo: todas a vezes que faltastes com a assistência a um destes mais pequenos, deixastes de tê-la para comigo mesmo. E esses irão para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna. (S. MATEUS, cap. XXV, vv. 31 a 46.)
Então, levantando-se, disse-lhe um doutor da lei, para o tentar: Mestre, que preciso fazer para possuir a vida eterna? — Respondeu-lhe Jesus: Que é o que está escrito na lei? Que é o que lês nela? — Ele respondeu: Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, com todas as tuas forças e de todo o teu espírito, e a teu próximo como a ti mesmo. — Disse-lhe Jesus: Respondeste muito bem; faze isso e viverás. Mas, o homem, querendo parecer que era um justo, diz a Jesus: Quem é o meu próximo?

Jesus, tomando a palavra, lhe diz: Um homem, que descia de Jerusalém para Jericó, caiu em poder de ladrões, que o despojaram, cobriram de ferimentos e se foram, deixando-o semimorto. — Aconteceu em seguida que um sacerdote, descendo pelo mesmo caminho, o viu e passou adiante. — Um levita, que também veio àquele lugar, tendo-o observado, passou igualmente adiante. — Mas, um samaritano que viajava, chegando ao lugar onde jazia aquele homem e tendo-o visto, foi tocado de compaixão. — Aproximou-se dele, deitou-lhe óleo e vinho nas feridas e as pensou; depois, pondo-o no seu cavalo, levou-o a uma hospedaria e cuidou dele. — No dia seguinte tirou dois denários e os deu ao hospedeiro, dizendo: Trata muito bem deste homem e tudo o que despenderes a mais, eu te pagarei quando regressar.

Qual desses três te parece ter sido o próximo daquele que caíra em poder dos ladrões? — O doutor respondeu: Aquele que usou de misericórdia para com ele. — Então, vai, diz Jesus, e faze o mesmo. (S. LUCAS, cap. X, vv. 25 a 37.)

Toda a moral de Jesus se resume na caridade e na humildade, isto é, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho. Em todos os seus ensinos, ele aponta essas duas virtudes como sendo as que conduzem à eterna felicidade:
Bem-aventurados, disse, os pobres de espírito, isto é, os humildes, porque deles é o reino dos céus; bem-aventurados os que têm puro o coração; bem-aventurados os que são brandos e pacíficos; bem-aventurados os que são misericordiosos; amai o vosso próximo como a vós mesmos; fazei aos outros o que quereríeis vos fizessem; amai os vossos inimigos; perdoai as ofensas, se quiserdes ser perdoados; praticai o bem sem ostentação; julgai-vos a vós mesmos, antes de julgardes os outros. Humildade e caridade, eis o que não cessa de recomendar e o de que dá, ele próprio, o exemplo. Orgulho e egoísmo, eis o que não se cansa de combater. E não se limita a recomendar a caridade; põe-na claramente e em termos explícitos como condição absoluta da felicidade futura.

No quadro que traçou do juízo final, deve-se, como em muitas outras coisas, separar o que é apenas figura, alegoria. A homens como os a quem falava, ainda incapazes de compreender as questões puramente espirituais, tinha ele de apresentar imagens materiais chocantes e próprias a impressionar. Para melhor apreenderem o que dizia, tinha mesmo de não se afastar muito das idéias correntes, quanto à forma, reservando sempre ao porvir a verdadeira interpretação de suas palavras e dos pontos sobre os quais não podia explicar-se claramente. Mas, ao lado da parte acessória ou figurada do quadro, há uma idéia dominante: a da felicidade reservada ao justo e da infelicidade que espera o mau.

Naquele julgamento supremo, quais os considerandos da sentença? Sobre que se baseia o libelo? Pergunta, porventura, o juiz se o inquirido preencheu tal ou qual formalidade, se observou mais ou menos tal ou qual prática exterior? Não; inquire tão-somente de uma coisa: se a caridade foi praticada, e se pronuncia assim: Passai à direita, vós que assististes os vossos irmãos; passai à esquerda, vós que fostes duros para com eles. Informa-se, por acaso, da ortodoxia da fé? Faz qualquer distinção entre o que crê de um modo e o que crê de outro? Não, pois Jesus coloca o samaritano, considerado herético, mas que pratica o amor do próximo, acima do ortodoxo que falta com a caridade. Não considera, portanto, a caridade apenas como uma das condições para a salvação, mas como a condição única. Se outras houvesse a serem preenchidas, ele as teria declinado. Desde que coloca a caridade em primeiro lugar, é que ela implicitamente abrange todas as outras: a humildade, a brandura, a benevolência, a indulgência, a justiça, etc., e porque é a negação absoluta do orgulho e do egoísmo.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XV, itens 1 a 3.)
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Perdão e autoperdão



Um convite à profunda reflexão sobre a culpa, o erro e a necessidade de reconciliação íntima como caminho de equilíbrio emocional e crescimento espiritual. 

A culpa, quando não enfrentada de maneira consciente, permanece no inconsciente, gerando conflitos, inquietações e sofrimentos aparentemente sem causa. Todos erram — faz parte do processo evolutivo — mas permanecer no erro, cultivando remorso, vergonha e ressentimento, prolonga o sofrimento e impede o avanço moral.

O autoperdão surge, então, como terapia indispensável para a restauração da paz interior. Não se trata de justificar atitudes equivocadas, mas de reconhecer o erro com sinceridade, aprender com ele e abrir-se a uma nova oportunidade de agir melhor. A reavaliação honesta dos próprios atos, com disposição para reparação, dilui a culpa e fortalece o respeito por si mesmo.

Da mesma forma, o perdão ao próximo é apresentado como libertação. Muitas vezes, quem agride ou persegue revela suas próprias dores e limitações. Ao invés de descer ao mesmo nível pela revolta ou pelo ódio, somos convidados à compaixão. Como recorda a citação atribuída a Booker T. Washington, não devemos permitir que alguém nos rebaixe a ponto de odiá-lo.

Perdoar não é concordar com o erro, mas recusar-se a alimentar sentimentos que nos aprisionam. É permanecer acima da ofensa, preservando a dignidade moral. A autora reforça que ninguém escapa aos desafios e sofrimentos na Terra, pois todos estamos em fases iniciais de crescimento espiritual.

À exemplificação de Jesus diante de Pilatos: enquanto um representa a fraqueza moral e a ilusão do poder, o outro simboliza a grandeza do perdão consciente. Jesus aceita a injustiça sem ódio, ensinando que o amor e o perdão são forças transformadoras.

O autoperdão é essencial para uma existência emocional tranquila. Seja qual for a gravidade do erro, é possível recomeçar. Ao perdoar a si mesmo e ao próximo, o indivíduo se liberta dos “cipós constrangedores do remorso” e recupera a alegria de viver.

Perdoar e autoperdoar-se são atos de coragem — e passos decisivos rumo à iluminação interior.

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Reflexão baseada na obra Iluminação Interior, de Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Franco.
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19 de fevereiro

Existem lições muito importantes que deveriam ser aprendidas por cada indivíduo nesta vida.

Por exemplo, aprender a fazer o que deve ser feito discretamente, sem perturbar os outros e sem estardalhaço.

Não afaste essas lições, achando que você já sabe tudo e que não precisa aprender coisas tão elementares.

Recolha-se ao seu interior e não deixe o orgulho o cegar para suas falhas, pois você não poderá ser plenamente usado por Mim se o orgulho espiritual obstruir o caminho.

Frequentemente esse orgulho o impede de aprender novas e vitalmente importantes lições que estão aguardando para serem assimiladas, e bloqueia seu crescimento espiritual.

Há sempre algo de novo para ser aprendido e absorvido e você só conseguirá fazê-lo se estiver preparado para se abrir e reconhecer suas necessidades.

Procure suprir essas necessidades com humildade e profunda gratidão. Você jamais cessará de aprender nesta vida.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

A caridade material e a caridade moral (II)

Meus amigos, a muitos dentre vós tenho ouvido dizer: Como hei de fazer caridade, se amiúde nem mesmo do necessário disponho?
Amigos, de mil maneiras se faz a caridade. Podeis fazê-la por pensamentos, por palavras e por ações.

Por pensamentos, orando pelos pobres abandonados, que morreram sem se acharem sequer em condições de ver a luz. Uma prece feita de coração os alivia. Por palavras, dando aos vossos companheiros de todos os dias alguns bons conselhos, dizendo aos que o desespero, as privações azedaram o ânimo e levaram a blasfemar do nome do Altíssimo: “Eu era como sois; sofria, sentia-me desgraçado, mas acreditei no Espiritismo e, vede, agora, sou feliz.” Aos velhos que vos disserem: “É inútil; estou no fim da minha jornada; morrerei como vivi”, dizei: “Deus usa de justiça igual para com todos nós; lembrai-vos dos obreiros da última hora.” Às crianças já viciadas pelas companhias de que se cercaram e que vão pelo mundo, prestes a sucumbir às más tentações, dizei: “Deus vos vê, meus caros pequenos”, e não vos canseis de lhes repetir essas brandas palavras. Elas acabarão por lhes germinar nas inteligências infantis e, em vez de vagabundos, fareis deles homens. Também isso é caridade.

Dizem, outros dentre vós: “Ora! somos tão numerosos na Terra, que Deus não nos pode ver a todos.” Escutai bem isto, meus amigos: Quando estais no cume da montanha, não abrangeis com o olhar os bilhões de grãos de areia que a cobrem? Pois bem: do mesmo modo vos vê Deus. Ele vos deixa usar do vosso livre-arbítrio, como vós deixais que esses grãos de areia se movam ao sabor do vento que os dispersa.

Apenas, Deus, em sua misericórdia infinita, vos pôs no fundo do coração uma sentinela vigilante, que se chama consciência. Escutai-a, que somente bons conselhos ela vos dará. Às vezes, conseguis entorpecê-la, opondo-lhe o espírito do mal. Ela, então, se cala. Mas, ficai certos de que a pobre escorraçada se fará ouvir, logo que lhe deixardes aperceber-se da sombra do remorso.

Ouvi-a, interrogai-a e com freqüência vos achareis consolados com o conselho que dela houverdes recebido.

Meus amigos, a cada regimento novo o general entrega um estandarte. Eu vos dou por divisa esta máxima do Cristo:

“Amai-vos uns aos outros.” Observai esse preceito, reuni-vos todos em torno dessa bandeira e tereis ventura e consolação.

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Um Espírito protetor. (Lião, 1860.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 10.)
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Otimismo sempre


Você já deve ter se deparado com a ideia figurada do copo com água pela metade e a velha pergunta: O copo está meio cheio ou meio vazio?

As conclusões em torno dessa recorrente metáfora são a respeito de como vemos o mundo, as situações, as ocorrências em nossa vida.

Avaliam muitos que ver o copo meio cheio é muito mais otimista do que vê-lo como meio vazio.

Porém a pergunta é: Vale a pena ser otimista? Ou ainda, o que é ser otimista?

São vários os estudos médicos que trazem indicativos a respeito da vantagem de ser otimista.

Esses apontam uma maior longevidade, melhor qualidade de vida, saúde mais estável.

Se alguns se fazem otimistas por sua própria natureza, por seu posicionamento perante a vida, como se constrói o otimismo naqueles de nós que parecemos sempre ver o copo meio vazio?

Como entender o mundo com otimismo?

Talvez um bom caminho seja começar com o entendimento da existência de Deus.

Um Universo milimetricamente organizado, da intimidade nanométrica de um cromossomo às grandezas infinitas celestiais, não é obra do acaso.
Todo efeito inteligente tem uma causa inteligente. Logo, Deus existe.

Da existência de Deus, chega-se à conclusão de que suas ações, atitudes e essência são de amor.

Como sintetizou João, o Evangelista: Deus é amor.

Fruto do Seu amor são todas as coisas que nos cercam.

O simples fato de termos nascido, o corpo que usufruímos, as condições de vida de que dispomos, tudo isso é o toque e o reflexo do amor de Deus sobre nós.

É verdade que muitas vezes não gostaríamos de ter um corpo mutilado, limitado, adoentado.

Tantas vezes anelamos condições melhores para nossa vida, sejam de caráter econômico, social ou emocional.
Porém, como um Pai amoroso e ciente, Deus nos oferece aquilo de que precisamos, e não aquilo que, muitas vezes, infantilmente, desejamos.

Assim, a doença, as dificuldades, as limitações físicas, são lições que a Providência Divina nos oferta para nossa aprendizagem.

Os embates da vida, a família difícil, os perrengues naturais do cotidiano, são oportunidades de aprendizado que ainda nos cabe completar.

Porque somos Espíritos destinados à perfeição, muito temos a aprender, sendo a vida a escola por excelência.

Assim, tudo que nos acontece deve ser entendido como lição.

Mesmo as consequências de nossas atitudes insensatas, são lições que nos aconselham a não repeti-las para mais não sofrer.

Tudo se encontra sob os auspícios da Divindade.

Como Deus nos ama infinitamente, sempre nos ocorre o que seja melhor para nossa vida.

Lembremos, portanto, que ser otimista é guardar a certeza de que somos filhos de Deus, herdeiros do Universo.

É entender que cada dia Deus provê nossas necessidades, como nos ensinou Jesus.

Finalmente, compreender que esse entendimento, misto de otimismo e gratidão, nos faz melhores, mais felizes, mais plenos e em harmonia perante tudo o que nos cerca.

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Redação do Momento Espírita
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Cilício e vida


Cilícios para ganhar os Céus! A Infinita Bondade abençoe a quem os pratique de boa fé, no entanto, convém recordar que o Apelo Divino solicita “misericórdia e não sacrifício”. (Os 6:6)

Nessa legenda, a lógica espírita aconselha disciplinas edificantes e não rigores inúteis; austeridades que rendam educação e progresso; regimes que frutifiquem compreensão e beneficência; cooperação por escola e trabalho exprimindo aprendizado espontâneo.

Quando tenhas uma hora disponível, acima do repouso que te restaure, canaliza atenção e força para que se atenuem os sofrimentos da retaguarda.

Um minuto de carinho para com os alienados mentais ensina a preservar o próprio juízo.

Alguns momentos de serviço, junto ao leito dos paralíticos, articulam preciosa aula de paciência.

Simples visita ao hospital diminui ilusões.

Cozinhar prato humilde, a benefício dos que não conseguem assegurar a subsistência, impele a corrigir os excessos da mesa.

Costurar em socorro dos que tremem desnudos, auxilia a esquecer extravagâncias de vestuários.

Entregar voluntariamente algum recurso, nos lares desprotegidos, criando reconforto e esperança, imuniza contra o flagelo da usura e contra a voragem do desperdício.

Amparar em pessoa aos que vagam sem rumo ensina respeito ao lar que nos aconchega.

Cilícios para conquistar os talentos celestes!… Façamos aqueles que se transfigurem nas obras de fraternidade e elevação, por melhorarem a vida, melhorando a nós mesmos.

Não ignoramos que tanto o Planeta Terrestre, quanto as criaturas que o povoam jazem vivos, em pleno céu, entretanto, jamais contemplaremos a luz divina do Céu que nos circunda sem acendê-la, dentro de nós.

🌿💐🌿
Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Opinião espírita
🌿💐🌿

18 de fevereiro

Quando você distribui incondicionalmente seu amor e sua compreensão, eles lhe serão devolvidos multiplicados.

Quando você distribui crítica e negatividade, elas também lhe serão devolvidas multiplicadas.

Aquilo que está no seu interior reflete no seu exterior.

É impossível esconder seu descontentamento, desagrado ou infelicidade, porque mais cedo ou mais tarde eles irão inchar como uma pústula que terá que ser lancetada.

Quanto antes o veneno se dispersar, melhor, e a melhor maneira de conseguir isso é mudando toda a sua atitude.

Substitua estes pensamentos venenosos, negativos, críticos, por pensamentos do mais puro amor, harmonia e compreensão.

E isto pode e deve ser feito o quanto antes. Você não precisa ficar chafurdando na sua própria infelicidade e depressão e nem deve perder tempo com autopiedade.

Quando você quiser fazer algo a respeito da sua condição, faça-o imediatamente. Mudanças podem acontecer num piscar de olhos.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Os infortúnios ocultos

Nas grandes calamidades, a caridade se emociona e observam-se impulsos generosos, no sentido de reparar os desastres. Mas, a par desses desastres gerais, há milhares de desastres particulares, que passam despercebidos: os dos que jazem sobre um grabato sem se queixarem. Esses infortúnios discretos e ocultos são os que a verdadeira generosidade sabe descobrir, sem esperar que peçam assistência.

Quem é esta mulher de ar distinto, de traje tão simples, embora bem cuidado, e que traz em sua companhia uma mocinha tão modestamente vestida? Entra numa casa de sórdida aparência, onde sem dúvida é conhecida, pois que à entrada a saúdam respeitosamente. Aonde vai ela? Sobe até a mansarda, onde jaz uma mãe de família cercada de crianças. À sua chegada, refulge a alegria naqueles rostos emagrecidos. É que ela vai acalmar ali todas as dores. Traz o de que necessitam, condimentado de meigas e consoladoras palavras, que fazem que os seus protegidos, que não são profissionais da mendicância, aceitem o benefício, sem corar. O pai está no hospital e, enquanto lá permanece, a mãe não consegue com o seu trabalho prover às necessidades da família. Graças à boa senhora, aquelas pobres crianças não mais sentirão frio, nem fome; irão à escola agasalhadas e, para as menorzinhas, o leite não secará no seio que as amamenta. Se entre elas alguma adoece, não lhe repugnarão a ela, à boa dama, os cuidados materiais de que essa necessite. Dali vai ao hospital levar ao pai algum reconforto e tranqüilizá-lo sobre a sorte da família.

No canto da rua, uma carruagem a espera, verdadeiro armazém de tudo o que destina aos seus protegidos, que todos lhe recebem sucessivamente a visita. Não lhes pergunta qual a crença que professam, nem quais suas opiniões, pois considera como seus irmãos e filhos de Deus todos os homens. Terminado o seu giro, diz de si para consigo: Comecei bem o meu dia. Qual o seu nome? Onde mora? Ninguém o sabe. Para os infelizes, é um nome que nada indica; mas é o anjo da consolação. À noite, um concerto de bençãos se eleva em seu favor ao Pai celestial: católicos, judeus, protestantes, todos a bendizem.

Por que tão singelo traje? Para não insultar a miséria com o seu luxo. Por que se faz acompanhar da filha? Para que aprenda como se deve praticar a beneficência. A mocinha também quer fazer a caridade. A mãe, porém, lhe diz: “Que podes dar, minha filha, quando nada tens de teu? Se eu te passar às mãos alguma coisa para que dês a outrem, qual será teu mérito? Nesse caso, em realidade, serei eu quem faz a caridade; que merecimento terias nisso? Não é justo. Quando visitamos os doentes, tu me ajudas a tratá-los. Ora, dispensar cuidados é dar alguma coisa. Não te parece bastante isso? Nada mais simples. Aprende a fazer obras úteis e confeccionarás roupas para essas criancinhas. Desse modo, darás alguma coisa que vem de ti.” É assim que aquela mãe verdadeiramente cristã prepara a filha para a prática das virtudes que o Cristo ensinou. É espírita ela? Que importa!

Em casa, é a mulher do mundo, porque a sua posição o exige. Ignoram, porém, o que faz, porque ela não deseja outra aprovação, além da de Deus e da sua consciência. Certo dia, no entanto, imprevista circunstância leva-lhe a casa uma de suas protegidas, que andava a vender trabalhos executados por suas mãos. Esta última, ao vê-la, reconheceu nela a sua benfeitora. “Silêncio! ordena-lhe a senhora. Não o digas a ninguém.” Falava assim Jesus.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 4.)
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Mediunidade a desenvolver


Mediunidade a desenvolver: tema constante nas atividades espíritas.

Para explicar, no entanto, o que vem a ser isso, enfileiremos o mínimo de palavras, recorrendo aos esclarecimentos vivos do trabalho e do estudo.

Alguém chega à oficina, pedindo emprego.

Precisa garantir a subsistência.

Obtém lugar e acolhida.

Mas se espera, durante dias e dias, que os diretores da organização lhe arrebatem a cabeça e as mãos, movimentando-as à força, para o dever que lhe cabe, sem a menor iniciativa, seja no transporte de fardo humilde ou no manejo da escova para auxiliar na limpeza, acabará sempre sob as vistas dos orientadores da obra que encontrarão motivos para agradecer-lhe a presença e conferir-lhe substituto.

Isso porque ninguém entesoura competência, através de expectativa.

Alguém chega à escola, pedindo instrução.

Precisa desvencilhar-se da ignorância.

Obtém admissão e valimento.

Mas se espera, durante meses e meses, que os professores lhe arrebatem a cabeça e as mãos, movimentando-as à força para o dever que lhe cabe, sem a menor iniciativa, seja na pontualidade às lições ou na consulta espontânea a esse ou aquele volume, a fim de se esclarecer, em matéria determinada, acabará sempre sob as vistas dos examinadores de ensino, que lhe situarão as necessidades na estaca da repetência.

Isso porque ninguém entesoura cultura por osmose.

Desenvolvimento mediúnico é igualmente assim. Partindo da sinceridade do médium, todo aperfeiçoamento das forças espirituais deve apoiar-se no estudo que ilumina o campo da vida e no trabalho que se converte em lavoura do bem.

Raciocínio e sentimento em ação. Caridade e conhecimento.

Fora disso, estaremos reafirmando, invariavelmente, que possuímos mediunidade a desenvolver, e falamos certo, ao indicar semelhante realização para o futuro indeterminado, porque eficiência mediúnica é comparável à competência e à cultura que ninguém alcançará sem adquirir.

🌿💐🌿
Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Opinião espírita
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Sublimação



A Terra pode ser comparada a estádio imenso, onde cada criatura é convidada à realização de certas provas.

Não te detenhas na apreciação inoperante dos companheiros.

Inação é retaguarda.

Menor esforço é deficiência.

Aceita a luta que as circunstâncias te oferecem, reconhecendo nos recursos naturais que recebeste a manifestação da Divina Vontade e adianta-te, com destemor, para a frente.

Se há regras humanas, destinadas à obtenção de equilíbrio e beleza para o corpo, há disciplina de sublimação para a harmonia e glória da alma.

Cada dia é desafio sereno da natureza, constrangendo-nos docemente à procura de amor e sabedoria, paz e elevação.

Os exercícios podem ser diários e variados, na obra de nosso aperfeiçoamento espiritual, quando fugimos à estagnação e à indiferença.

É a corrida às obras do bem incessante.

É a caça aos valores morais.

É a pesca das bênçãos e solidariedade.

É o salto sobre os obstáculos da calúnia.

É a regata do suor no cumprimento do dever.

É o treino constante na aquisição de conhecimentos superiores.

É a competição da fraternidade em que o vencedor será sempre o irmão mais atencioso nos pequenos sacrifícios.

É a difícil ginástica dos bons exemplos.

É o esforço da hospitalidade.

É a demonstração de paciência diante da ignorância.

É a disputa do serviço que devemos aceitar por dom celeste.

É o bom combate, sem armas e sem palavras, na correção de nós mesmos.

Amigo, atende aos imperativos da saúde física porque o vaso de carne é concessão do Senhor para a extensão do Infinito Bem, mas não te esqueças da saúde espiritual e consagra-te, sob a luz do Evangelho, aos esportes da própria sublimação.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Taça de luz
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17 de fevereiro

Quando você estiver pronto e desejoso de se entregar totalmente a Mim, só então suas menores necessidades serão maravilhosamente realizadas e sua vida fluirá na abundância, pois você abre as comportas quando entrega tudo a Mim.

Absorva esta lei em todas as partes de seu ser, até que ela seja inerente a você, até que você vibre com o ritmo de toda vida e entenda o significado do todo, de estar sintonizado com toda a criação e, portanto, sintonizado coMigo.

EU SOU o criador de toda a criação; EU SOU o todo de toda vida.

Eleve sua consciência e compreenda que EU ESTOU em você, que o todo está em você, e que nada pode separá-lo desta maravilha a não ser as limitações da sua própria consciência.

Por que não soltar as amarras e deixá-la se expandir?

Não permita que nada impeça essa expansão de consciência até que você possa aceitar que EU ESTOU em você, você está em Mim e nós somos UM.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Diversas Categorias de Mundos Habitados

3 – Do ensinamento dado pelos Espíritos, resulta que os diversos mundos possuem condições muito diferentes uns dos outros, quanto ao grau de adiantamento ou de inferioridade dos seus habitantes. Dentre eles, há os que são ainda inferiores à Terra, física e moralmente. Outros estão no mesmo grau, e outros lhe são mais ou menos superiores, em todos os sentidos. Nos mundos inferiores a existência é toda material, as paixões reinam soberanas, a vida moral quase não existe. À medida que esta se desenvolve, a influência da matéria diminui, de maneira que, nos mundos mais avançados, a vida é por assim dizer toda espiritual.

4 – Nos mundos intermediários, o bem e o mal se misturam, e um predomina sobre o outro, segundo o grau de adiantamento em que se encontrarem. Embora não possamos fazer uma classificação absoluta dos diversos mundos, podemos, pelo menos, considerando o seu estado e o seu destino, com base nos seus aspectos mais destacados, dividi-los assim, de um modo geral: mundos primitivos, onde se verificam as primeiras encarnações da alma humana; mundos de expiação e de provas, em que o mal predomina; mundos regeneradores, onde as almas que ainda têm o que expiar adquirem novas forças, repousando das fadigas da luta; mundos felizes, onde o bem supera o mal; mundos celestes ou divinos,
morada dos Espíritos purificados, onde o bem reina sem mistura. A Terra pertence à categoria dos mundos de expiações e de provas, e é por isso que nela está exposto a tantas misérias.

5 – Os Espíritos encarnados num mundo não estão ligados a ele indefinidamente, e não passam nesse mundo por todas as fases do progresso que devem realizar, para chegar à perfeição. Quando atingem o grau de adiantamento necessário, passam para outro mundo mais adiantado, e assim sucessivamente, até chegarem ao estado de Espíritos puros. Os mundos são as estações em que eles encontram os elementos de progresso proporcionais ao seu adiantamento. É para eles uma recompensa passarem a um mundo de ordem mais elevada, como é um castigo prolongarem sua permanência num mundo infeliz, ou serem relegados a um mundo ainda mais infeliz, por se haverem obstinado no mal.

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Capítulo 3 - Há muitas moradas na casa de meu pai
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
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Mediunidade a desenvolver


Mediunidade a desenvolver: tema constante nas atividades espíritas.

Para explicar, no entanto, o que vem a ser isso, enfileiremos o mínimo de palavras, recorrendo aos esclarecimentos vivos do trabalho e do estudo.

Alguém chega à oficina, pedindo emprego.

Precisa garantir a subsistência.

Obtém lugar e acolhida.

Mas se espera, durante dias e dias, que os diretores da organização lhe arrebatem a cabeça e as mãos, movimentando-as à força, para o dever que lhe cabe, sem a menor iniciativa, seja no transporte de fardo humilde ou no manejo da escova para auxiliar na limpeza, acabará sempre sob as vistas dos orientadores da obra que encontrarão motivos para agradecer-lhe a presença e conferir-lhe substituto.

Isso porque ninguém entesoura competência, através de expectativa.

Alguém chega à escola, pedindo instrução.

Precisa desvencilhar-se da ignorância.

Obtém admissão e valimento.

Mas se espera, durante meses e meses, que os professores lhe arrebatem a cabeça e as mãos, movimentando-as à força para o dever que lhe cabe, sem a menor iniciativa, seja na pontualidade às lições ou na consulta espontânea a esse ou aquele volume, a fim de se esclarecer, em matéria determinada, acabará sempre sob as vistas dos examinadores de ensino, que lhe situarão as necessidades na estaca da repetência.

Isso porque ninguém entesoura cultura por osmose.

Desenvolvimento mediúnico é igualmente assim. Partindo da sinceridade do médium, todo aperfeiçoamento das forças espirituais deve apoiar-se no estudo que ilumina o campo da vida e no trabalho que se converte em lavoura do bem.

Raciocínio e sentimento em ação. Caridade e conhecimento.

Fora disso, estaremos reafirmando, invariavelmente, que possuímos mediunidade a desenvolver, e falamos certo, ao indicar semelhante realização para o futuro indeterminado, porque eficiência mediúnica é comparável à competência e à cultura que ninguém alcançará sem adquirir.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Opinião espírita
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