segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Da criança aos pais


Antes que seja tarde demais...

Não tenham medo de ser firmes comigo. Eu prefiro assim, pois sua firmeza me traz segurança.

Não me tratem com excesso de mimos. Nem tudo que peço e desejo... me convém.

Não me corrijam na frente de outras pessoas. Prestarei muito mais atenção se vocês falarem comigo baixinho e a sós.

Não permitam que eu forme maus hábitos. Dependo de vocês para descobrir o que é certo, ou errado, na minha idade.

Não façam promessas apressadas. Lembrem-se de que me sinto mal, quando as promessas não são cumpridas.

Não me protejam das consequências dos meus atos. Às vezes, preciso aprender através da dor.

Não sejam falsos ou mentirosos. A falsidade me deixa confusa, desnorteada. E acabo perdendo a confiança em vocês.

Não me incomodem com ninharias. Se assim agirem, terei de proteger-me, aparentando surdez.

Nunca deem a impressão de ser perfeitos ou infalíveis. O choque será grande demais quando eu descobrir que vocês estão longe disso.

Não digam que meus temores são tolices. Eles são terrivelmente reais. Se vocês usarem de compreensão para comigo, ficarei mais serena e tranquila.

Não deixem sem resposta as minhas perguntas. Do contrário deixarei de fazê-las, buscando informações em algum outro lugar.

Não julguem humilhante um pedido de desculpas. Um perdão sincero torna-me surpreendentemente mais calorosa para com vocês.

Não subestimem a minha capacidade de imitação. Eu estarei sempre seguindo os seus passos com a certeza de que me conduzem pelo caminho certo.

Habituem-se a ouvir meus apelos silenciosos. Nem sempre consigo expressar meus sentimentos com palavras.

Respeitem as minhas limitações e fragilidades. Nem sempre consigo fazer tudo o que os deixa orgulhosos.

Ensinem-me a amar a Deus, pois não quero ser um adulto sem fé nem esperança.

E não se esqueçam jamais que, para desabrochar e florescer, preciso de muita compreensão e carinho e, acima de tudo, de muito amor...

* * *
Nosso filho é o discípulo amado que Deus pôs ao alcance do nosso coração enternecido, no entanto, a nossa tarefa não pode ir além daquele amor que o pai propicia a todos, ensinando, corrigindo e educando através da disciplina para a felicidade.

Mostremos-lhe a vida, mas deixemo-lo viver.

Falemos-lhe das trevas, mas demos-lhe a luz do conhecimento.

Mandemo-lo à escola, mas façamo-nos mestres dele no lar.

Apresentemos-lhe o mundo, mas deixemo-lo construir o próprio mundo.

Tomemos-lhe as mãos e as coloquemos no trabalho, ensinando com o nosso exemplo, mas não lhe desenvolvamos a inutilidade, realizando as tarefas que lhe competem.

Cumpramos o nosso dever amando-o, mas exercitemos o nosso amor ensinando-o a amar e fazendo que, no serviço superior, ele se faça um homem para que o possamos bendizer, mais tarde.

Nosso filho é semente divina; não lhe neguemos, por falso carinho, a cova escura da fertilidade, pretextando devotamento, porque a semente que não morrer jamais será fonte de vida.

Nosso filho é a esperança do mundo; não o asfixiemos no egoísmo dos nossos anseios, esquecendo-nos de que viemos à Terra sem ele e retornaremos igualmente a sós, entregando-o a Deus conforme as leis sábias e justas da Criação.

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Redação do Momento Espírita com base no artigo A criança, do Jornal Perfil policial, de outubro de 1999 e no cap. 37, do Espírito Amélia Rodrigues, do livro Crestomatia da Imortalidade, por Espíritos Diversos, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.
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12 de outubro

Você consegue amar de verdade, sendo constantemente submetido a testes e julgamentos, e sentindo que tudo e todos estão contra você?

É muito fácil amar quando tudo está indo bem.

É quando você encontra obstáculos que você tende a fechar seu coração e parar o fluxo de amor; e, no entanto, é neste momento que você tem maior necessidade de amor.

Quando você consegue amar apesar de todas as condições externas, só então você pode ter certeza que é o Meu divino amor que está fluindo em você e através de você, e que este amor maravilhoso sairá vitorioso no final.

O amor nunca desiste: tenta de um jeito ou de outro, até conseguir vencer.

O amor é suave, mas também forte e persistente.

Como a água, abre seu caminho através dos corações mais duros.

Portanto, nunca aceite um não como resposta.

Ame e continue amando, e observe o caminho se abrir diante de você.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

I – Limites da Encarnação
SÃO LUIS
Paris, 1859

24 – Quais são os limites da encarnação?

A encarnação não tem, propriamente falando, limites nitidamente traçados, se por isto se entende o envoltório que constitui o corpo do Espírito, pois a materialidade desse envoltório diminui à medida que o Espírito se purifica. Em certos mundos, mais avançados que a Terra, ele já se apresenta menos compacto, menos pesado e menos grosseiro, e conseqüentemente menos sujeito a vicissitudes. Num grau mais elevado, desmaterializa-se e acaba por se confundir com o perispírito. De acordo com o mundo a que o Espírito é chamado a viver, ele se reveste do envoltório apropriado à natureza desse mundo.

O perispírito mesmo sofre transformações sucessivas. Eteriza-se mais e mais, até a purificação completa, que constitui a natureza dos Espíritos puros. Se mundos especiais estão destinados, como estações, aos Espíritos mais avançados, estes não ficam sujeitos a eles, como nos mundos inferiores: o estado de libertação que já atingiram permite-lhes viajar para toda parte, onde quer que sejam chamados pelas missões que lhes foram confiadas.

Se considerarmos a encarnação do ponto de vista material, tal como a vemos na Terra, podemos dizer que ela se limita aos mundos inferiores. Depende do Espírito, portanto, libertar-se mais ou menos rapidamente da encarnação, trabalhando pela sua purificação.

Temos ainda a considerar que, no estado de erraticidade, ou seja, no intervalo das existências corporais, a situação do Espírito está em relação com a natureza do mundo a que o liga o seu grau de adiantamento. Assim, na erraticidade, ele é mais ou menos feliz, livre e esclarecido, segundo for mais ou menos desmaterializado.

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O Evangelho segundo o Espiritismo 
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Acesse e leia, no link abaixo, uma mensagem do ESE que não esteja disponível neste Blog, visto que, conforme observado, as mensagens tendem a se repetir:


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12 de Outubro

Ave Maria! Senhora

Do amor que ampara e redime,
Ai do mundo se não fora
A vossa missão sublime!

Cheia de graça e bondade,
É por vós que conhecemos
A eterna revelação
Da vida em seus dons supremos.

O Senhor sempre é convosco,
Mensageira da ternura,
Providência dos que choram
Nas sombras da desventura.

Bendita sois vós, Rainha!
Estrela da Humanidade,
Rosa mística da fé,
Lírio puro da humildade!

Entre as mulheres sois vós
A Mãe das mães desvalidas,
Nossa porta de esperança,
E Anjo de nossas vidas!

Bendito o fruto imortal
Da vossa missão de luz,
Desde a paz da Manjedoura,
Às dores, além da Cruz.

Assim seja para sempre,
Oh! Divina Soberana,
Refúgio dos que padecem
Nas dores da luta humana.

Ave Maria! Senhora
Do amor que ampara e redime,
do mundo se não fora,
A vossa missão sublime!

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Amaral Ornelas
Chico Xavier
Obra: PARNASO DE ALÉM TÚMULO
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domingo, 11 de outubro de 2026

As dores do viver


Quem passou pela vida em branca nuvem.

E em plácido repouso adormeceu,

Quem não sentiu o frio da desgraça,

Quem passou pela vida e não sofreu,

Foi espectro de homem, e não homem,

Só passou pela vida, não viveu.

*
O poeta expressou em poucos versos a grande verdade: a vida não é indolor.

Podemos olhar para quem tenha muito dinheiro, fama, sucesso e pensar que tudo lhe sorri.

No entanto, desconhecemos seus problemas íntimos, perdas que tenha sofrido, as lutas para alcançar o patamar em que se encontra e ali se manter.

As horas de ensaio, a superação de dores físicas ou morais para não cancelar o próximo show.

Sorrisos no palco, dança, canções.

Mas, quando todos se vão, quando acaba a apresentação, quando cessam os aplausos, o que resta?

Recordamos de um orador que, certa feita, nos disse que depois da ovação na oratória, dos tantos autógrafos nos seus livros, quando ele voltava para sua casa, fechada a porta, estava sozinho.

Ele não tinha ninguém.

Ninguém com quem compartilhar o café, o lanche, as impressões de tudo que sentira e vivera naquelas horas.

Não tinha quem lhe pudesse preparar um chá, pôr a mesa, dirigir-lhe uma palavra.

Por vezes, nós nos dizemos cansados da família.

São tantas tarefas, problemas e ruídos quando desejaríamos ter um pouco de sossego.

Contudo, alguém enfrenta a quietude de um apartamento a sós.

Seus amores se foram.

E somente a sombra do silêncio lhe recebe os lamentos da alma, e enxerga as lágrimas que verte.

Viver é um desafio constante: lidar com o inesperado desagradável, o sonho desfeito ou nunca concretizado.

Algumas dores são tão profundas que, como disse alguém, nem as quatrocentas mil palavras da língua portuguesa conseguem expressar.

Mas, afinal, para que serve a dor?

Escreveu um filósofo poeta: para polir a pedra, esculpir o mármore, fundir o vidro, martelar o ferro.

Serve para edificar o templo magnífico, onde se combinam todas as artes para exprimirem o divino.

A dor é um meio de que usa o poder infinito para nos chamar a si e, ao mesmo tempo, tornar-nos mais rapidamente acessíveis à felicidade espiritual, única duradoura.

É o processo pelo qual passa o bloco grosseiro que, para mostrar a perfeição da estátua que oculta em seu interior, sofre os golpes duros do cinzel do escultor ou o vagaroso e persistente trabalho do buril.

Um amigo nos confidenciou que observara que, quando estava passando por sérios problemas, sofrendo duras provações, produzia textos mais belos e profundos.

O homem precisa do sofrimento como o fruto da vinha precisa do lagar para que se possa extrair o suco precioso.

Para que triunfe o espírito, rebentando em sublimidade, para que o poeta ache os acentos imortais, o músico os suaves acordes, o coração precisa do aguilhão do luto e das lágrimas, da ingratidão, das traições da amizade, das angústias.

A dor é uma bênção, diz um benfeitor espiritual, que Deus envia aos Seus eleitos.

Então, não a procuremos, mas, quando ela se apresentar, tiremos dela todo o proveito que pode nos oferecer ao Espírito e ao coração.

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Redação do Momento Espírita, com transcrição dos versos do poema Ilusões da vida, de Francisco Otaviano e com base na parte 3, cap. XXVI e XXVII do livro O problema do ser, do destino e da dor, de Léon Denis, ed. FEB.
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11 de outubro

O fruto do Espírito é a alegria, portanto, deixe que mais alegria, divertimento e risos façam parte de sua vida.

Para que a vida seja plenamente aproveitada é necessário haver equilíbrio e moderação em tudo.

Você pode gostar do seu trabalho e achar que não precisa mudar, mas, de vez em quando, deve tirar um tempinho e fazer algo completamente diferente para mudar seu ritmo de vida.

Assim você vai descobrir que, ao voltar ao normal, vai estar completamente refrescado e cheio de alegria.

A vida nunca deve ser um fardo.
Você não está aqui para se curvar sob o peso do mundo.

Você está aqui para aproveitar com alegria cada momento da vida e, por você estar vivendo uma vida equilibrada, há um constante doar e receber.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Provas voluntárias. O verdadeiro cilício

Perguntais se é licito ao homem abrandar suas próprias provas. Essa questão eqüivale a esta outra: É lícito, àquele que se afoga, cuidar de salvar-se? Àquele em quem um espinho entrou, retirá-lo? Ao que está doente, chamar o médico? As provas têm por fim exercitar a inteligência, tanto quanto a paciência e a resignação. Pode dar-se que um homem nasça em posição penosa e difícil, precisamente para se ver obrigado a procurar meios de vencer as dificuldades. O mérito consiste em sofrer, sem murmurar, as conseqüências dos males que lhe não seja possível evitar, em perseverar na luta, em se não desesperar, se não é bem-sucedido; nunca, porém, numa negligência que seria mais preguiça do que virtude.

Essa questão dá lugar naturalmente a outra. Pois, se Jesus disse: “Bem-aventurados os aflitos”, haverá mérito em procurar, alguém, aflições que lhe agravem as provas, por meio de sofrimentos voluntários? A isso responderei muito positivamente: sim, há grande mérito quando os sofrimentos e as privações objetivam o bem do próximo, porquanto é a caridade pelo sacrifício; não, quando os sofrimentos e as privações somente objetivam o bem daquele que a si mesmo as inflige, porque aí só há egoísmo por fanatismo.

Grande distinção cumpre aqui se faça: pelo que vos respeita pessoalmente, contentai-vos com as provas que Deus vos manda e não lhes aumenteis o volume, já de si por vezes tão pesado; aceitá-las sem queixumes e com fé, eis tudo o que de vós exige ele. Não enfraqueçais o vosso corpo com privações inúteis e macerações sem objetivo, pois que necessitais de todas as vossas forças para cumprirdes a vossa missão de trabalhar na Terra. Torturar e martirizar voluntariamente o vosso corpo é contravir a lei de Deus, que vos dá meios de o sustentar e fortalecer. Enfraquece-lo sem necessidade é um verdadeiro suicídio. Usai, mas não abuseis, tal a lei. O abuso das melhores coisas tem a sua punição nas inevitáveis conseqüências que acarreta.

Muito diverso é o que ocorre, quando o homem impõe a si próprio sofrimentos para o alívio do seu próximo. Se suportardes o frio e a fome para aquecer e alimentar alguém que precise ser aquecido e alimentado e se o vosso corpo disso se ressente, fazeis um sacrifício que Deus abençoa. Vós que deixais os vossos aposentos perfumados para irdes à mansarda infecta levar a consolação; vós que sujais as mãos delicadas pensando chagas; vós que vos privais do sono para velar à cabeceira de um doente que apenas é vosso irmão em Deus; vós, enfim, que despendeis a vossa saúde na prática das boas obras, tendes em tudo isso o vosso cilício, verdadeiro e abençoado cilício, visto que os gozos do mundo não vos secaram o coração, que não adormecestes no seio das volúpias enervantes da riqueza, antes vos constituístes anjos consoladores dos pobres deserdados.

Vós, porém, que vos retirais do mundo, para lhe evitar as seduções e viver no insulamento, que utilidade tendes na Terra? Onde a vossa coragem nas provações, uma vez que fugis à luta e desertais do combate? Se quereis um cilício, aplicai-o às vossas almas e não aos vossos corpos; mortificai o vosso Espírito e não a vossa carne; fustigai o vosso orgulho, recebei sem murmurar as humilhações; flagiciai o vosso amor-próprio; enrijai-vos contra a dor da injúria e da calúnia, mais pungente do que a dor física. Aí tendes o verdadeiro cilício cujas feridas vos serão contadas, porque atestarão a vossa coragem e a vossa submissão à vontade de Deus.


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- Um anjo guardião. (Paris, 1863.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 26.)
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sábado, 10 de outubro de 2026

Cuide-se bem


Você nunca deverá esquecer dos motivos que o trouxeram à nova experiência corporal, no tempo presente.

Cada passo que você der o impelirá em alguma direção, obedecendo à orientação da sua vontade.

Toda palavra que exteriorizar conduzi-lo-á na voz dos ventos, entregando as suas ideias a diversos ouvidos. Busque, então, falar o que ilumine, o que construa para o bem, aquilo que é conveniente às leis sublimes da vida, como propõe o Apóstolo Paulo.

Cada gesto seu conduzirá, pela mensagem luminosa, um retrato do que você é, em recorte dos seus comportamentos. Bom será que esses gestos demonstrem equilíbrio, bom senso e harmonia, para que alcance a felicidade após ser visto e observado por incontáveis criaturas.

Toda escolha que você faça pelos caminhos da sua vida terrena apresentará aos que o cercam e acompanham o grau da sua maturidade, o nível dos seus ideais e a qualidade de tudo quanto o sensibiliza. Será consequente que os seus irmãos de jornada passem a conceber imagens suas — caricatas ou não — em função do que você elege para a sua existência.

Sobre o mundo, você será sempre o retrato dos seus gostos, dos seus interesses e das suas ações.

Quando Jesus anunciou que “àquele que bater, abrir-se-lhe-á”, expressava essa realidade pujante da vida… da sua vida, por que não?

Tudo quanto deseje um dia alcançar, inicie hoje a sementeira, comece agora a construção, uma vez que o tempo é o grande aliado da boa vontade e da perseverança, nas posições em que se acham as almas na Terra.

O que buscar na vida, isso mesmo encontrará, hoje ou amanhã, seja nobre ou ignóbil.

O que pedir durante a vida, isso mesmo logrará, cedo ou tarde, seja harmonia, seja aflição.

Onde bater, durante a marcha humana, com certeza abrir-se-lhe-á, mais ou menos rapidamente, sejam portas de luminosidade ou de trevas.

A sua vida, com todo o concerto de realizações íntimas, do cerne da alma, depende fundamentalmente do que almeja na trilha planetária.

É importante, então, que se mantenha cauteloso e cuidadoso com os tipos de anseios, de desejos e de sonhos que alimente na alma.

Cuide-se, para que não se surpreenda com dores e desditas, com frustrações e amargura, em razão do mau uso da sua vontade e do mau direcionamento dos seus íntimos impulsos.

Jesus Cristo tem razão plena: “Batei e abrir-se-vos-á.” Cuidemos para que saibamos onde e como bater, a fim de que se nos abram as portas da ventura, do progresso e da paz.

Meditação: Pedi a luz que vos clareie o caminho e ela vos será dada; pedi forças para resistirdes ao mal e as tereis; pedi a assistência dos bons Espíritos e eles virão acompanhar-vos e, como o anjo de Tobias, vos guiarão; pedi bons conselhos e eles não vos serão jamais recusados.

(O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXV, item 5)

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Joanes
Raul Teixeira
Obra: Para uso diário
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10 de outubro

Aquilo que está em seu interior é refletido no exterior.

Ordem, harmonia, amor e beleza interiores serão refletidos em tudo o que você faz, diz e pensa.

Da mesma maneira, existindo confusão, desordem e desarmonia interiores, seu reflexo não poderá ser ocultado.

Para que uma mudança ocorra, é necessário que ela comece de dentro para fora.

Será, assim, uma mudança duradoura e inabalável.

Não espere sentado que sua vida mude; mexa-se e comece a fazer algo a respeito.

Comece agora a trabalhar seu estado interior.

Você não precisa esperar por ninguém; faça suas mudanças sem demora.

Agradeça constantemente por ser capaz de fazer isso sem empecilhos.

Se aparecer algum empecilho, ele estará dentro de você e só você poderá ultrapassá-lo.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Salvação dos ricos

Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará a outro, ou se prenderá a um e desprezará o outro. Não podeis servir simultaneamente a Deus e a Mamon. (S. LUCAS, cap. XVI, v. 13.)

Então, aproximou-se dele um mancebo e disse: Bom mestre, que bem devo fazer para adquirir a vida eterna? — Respondeu Jesus: Por que me chamas bom? Bom, só Deus o é. Se queres entrar na vida, guarda os mandamentos. — Que mandamentos? retrucou o mancebo. Disse Jesus: Não matarás; não cometerás adultério; não furtarás; não darás testemunho falso. — Honra a teu pai e a tua mãe e ama a teu próximo como a ti mesmo.
O moço lhe replicou: Tenho guardado todos esses mandamentos desde que cheguei à mocidade. Que é o que ainda me falta? — Disse Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me.

Ouvindo essas palavras, o moço se foi todo tristonho, porque possuía grandes haveres. — Jesus disse então a seus discípulos: Digo-vos em verdade que bem difícil é que um rico entre no reino dos céus. — Ainda uma vez vos digo: É mais fácil que um camelo passe pelo buraco de uma agulha, do que entrar um rico no reino dos céus. (S. MATEUS, cap. XIX, vv. 16 a 24. — S. LUCAS, cap. XVIII, vv. 18 a 25. — S. MARCOS, cap. X, vv. 17 a 25.)

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVI, itens 1 e 2.)
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sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Terapia do Perdão



Perdoar não significa concordar com o mal que nos fizeram, esquecer uma injustiça ou permitir que alguém continue nos prejudicando. Perdoar é, sobretudo, libertar-se do ressentimento e da necessidade de revidar.

Quando alimentamos mágoa, ódio, desejo de vingança ou indignação constante, permanecemos emocionalmente ligados àquilo que nos feriu. A experiência dolorosa continua ocupando espaço em nossa mente e perturbando nossa paz.

Por isso, o perdão é também uma forma de cuidado com nós mesmos.

Muitas vezes encontramos pessoas que ferem, caluniam, provocam ou agem de maneira injusta. Não podemos controlar suas escolhas, mas podemos escolher como reagiremos diante delas. Revidar com o mesmo mal apenas prolonga o sofrimento e nos coloca no mesmo círculo de desequilíbrio.

Perdoar é interromper esse ciclo.

Isso não significa ausência de limites. Podemos nos afastar de quem nos faz mal, proteger-nos e dizer não diante de comportamentos inadequados. A diferença está em não carregar dentro de nós o desejo de vingança ou o ressentimento.

À luz da Doutrina Espírita, as dificuldades e os conflitos também podem representar oportunidades de crescimento. Aquele que nos desafia pode, sem perceber, oferecer-nos uma oportunidade de desenvolver paciência, compreensão, firmeza e elevação espiritual.

Jesus, ao ensinar o perdão, apresentou-nos uma das mais profundas lições de amor e equilíbrio. Perdoar é escolher não devolver a mesma agressão recebida. É não permitir que a atitude do outro determine quem seremos.

Quem perdoa não apaga o passado, mas deixa de permitir que ele governe o presente.

O perdão não transforma o erro em acerto, nem a injustiça em justiça. Ele transforma a nossa relação com aquilo que aconteceu.

Por isso, diante das ofensas, talvez possamos perguntar a nós mesmos:

Quero continuar carregando essa dor ou desejo seguir em paz?

Perdoar é escolher a liberdade interior.

É deixar para trás aquilo que já não precisa ocupar o coração e voltar os olhos para os caminhos que conduzem ao crescimento, à serenidade e à esperança.

Como nos ensina Joanna de Ângelis, o perdão é um valioso recurso para a harmonia pessoal e para a cura das feridas da alma.

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Breve reflexão sobre a mensagem de:
Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco
Obra: Libertação pelo Amor
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09 de outubro

Toda alma anseia pelo melhor que a vida pode dar.

E o melhor está esperando que você esteja pronto para recebê-lo.

Mas você deve estar disposto a receber o melhor de todo o coração, com verdadeira alegria e com a certeza que você é digno dele e este é o momento certo.

Se a sua atitude for de dúvida, você irá bloquear o fluxo do que é seu por direito.

Portanto, verifique se não há nada em você que esteja impedindo o que é seu de chegar até você.

EU ESTOU lhe oferecendo a vida, uma vida de abundância.

EU ESTOU lhe oferecendo beleza, harmonia, paz, amor.

O que é do Espírito é seu.

Caminhe pelos caminhos do Espírito, viva em perfeita harmonia com as Minhas leis e observe a vida se desenrolar em total perfeição.

Que não haja pressões em você.

Aceite simplesmente o que é seu com o coração pleno de agradecimento e nunca deixe de expressar seu amor e apreciação por tudo que lhe é dado.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Benefícios pagos com a ingratidão

Que se deve pensar dos que, recebendo a ingratidão em paga de benefícios que fizeram, deixam de praticar o bem para não topar com os ingratos?

Nesses, há mais egoísmo do que caridade, visto que fazer o bem, apenas para receber demonstrações de reconhecimento, é não o fazer com desinteresse, e o bem, feito desinteressadamente, é o único agradável a Deus. Há também orgulho, porquanto os que assim procedem se comprazem na humildade com que o beneficiado lhes vem depor aos pés o testemunho do seu reconhecimento.

Aquele que procura, na Terra, recompensa ao bem que pratica não a receberá no céu. Deus, entretanto, terá em apreço aquele que não a busca no mundo.

Deveis sempre ajudar os fracos, embora sabendo de antemão que os a quem fizerdes o bem não vo-lo agradecerão. Ficai certos de que, se aquele a quem prestais um serviço o esquece, Deus o levará mais em conta do que se com a sua gratidão o beneficiado vo-lo houvesse pago. Se Deus permite por vezes sejais pagos com a ingratidão, é para experimentar a vossa perseverança em praticar o bem.

E sabeis, porventura, se o benefício momentaneamente esquecido não produzirá mais tarde bons frutos? Tende a certeza de que, ao contrário, é uma semente que com o tempo germinará. Infelizmente, nunca vedes senão o presente; trabalhais para vós e não pelos outros. Os benefícios acabam por abrandar os mais empedernidos corações; podem ser olvidados neste mundo, mas, quando se desembaraçar do seu envoltório carnal, o Espírito que os recebeu se lembrará deles e essa lembrança será o seu castigo. Deplorará a sua ingratidão; desejará reparar a falta, pagar a dívida noutra existência, não raro buscando uma vida de dedicação ao seu benfeitor. Assim, sem o suspeitardes, tereis contribuído para o seu adiantamento moral e vireis a reconhecer a exatidão desta máxima: um benefício jamais se perde. Além disso, também por vós mesmos tereis trabalhado, porquanto granjeareis o mérito de haver feito o bem desinteressadamente e sem que as decepções vos desanimassem.
Ah! meus amigos, se conhecêsseis todos os laços que prendem a vossa vida atual às vossas existências anteriores; se pudésseis apanhar num golpe de vista a imensidade das relações que ligam uns aos outros os seres, para o efeito de um progresso mútuo, admiraríeis muito mais a sabedoria e a bondade do Criador, que vos concede reviver para chegardes a ele. — Guia protetor. (Sens, 1862.)

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 19.)
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Na hora da irritação


Na hora da irritação que te ocorra:

não grites;

não escrevas;

não prometas;

não te ausentes;

não compres;

não vendas;

não te agites;

não opines;

não gracejes;

e não reclames.

Recolhe-te ao silêncio por alguns minutos, e entrega-te à oração, rogando o auxílio da Providência Divina.

Sentirás, então, que a crise te haverá
deixado e retomarás a normalidade da
própria vida, para reger com segurança
as próprias decisões.

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Emmanuel
Francisco C. Xavier
Obra: Luz e vida
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quinta-feira, 8 de outubro de 2026

A respeito do seu cansaço


É compreensível que haja dias em que você se sinta, realmente, muito cansado, levando-se em consideração a vida agitada, os compromissos exigentes e a multiplicidade dos seus afazeres. Nobre será você, caso consiga dar conta de tudo com entusiasmo, por poder ser útil à existência. Feliz você é porque dispõe de energia e saúde para essas realizações.

Contudo, na faixa do seu cansaço, evite seguir reclamando. Afinal, os seus amigos apenas suportam a sua cantilena que apregoa o seu cansaço.

Recomendam as divinas leis a obediência à lei do repouso. Desse modo, caso esteja com as forças físicas em queda digna de atenção, ou se as suas capacidades psicológicas o ameaçam com sinais de pane, o caminho mais recomendável é o que o leva ao descanso ou aos cuidados profissionais compatíveis com a sua necessidade.

Perceba que a lamentação por cansaço não muda os quadros da sua vida.

Observe que quando você assume o mote do desgaste, custuma-se fazer repetitivo, impondo aos que o homenageiam com atenção algumas atitudes diante das suas lamúrias:

 concordam com você, para não desgostá-lo, ou silenciam, pensando no tempo que você joga fora, reclamando sem qualquer providência; 

se mostram indiferentes, porque nada podem fazer por você; 

se irritam e verbalizam o aborrecimento ou se afastam para não mais ouvir, porque, ao reclamar em demasia, você se torna inoportuno, excessivo, aborrecido.

Se o seu cansaço o preocupa, de fato, tome o caminho mais conveniente. Caso não possa fazê-lo por qualquer motivo, silencie, trabalhe e ore, buscando apoio e refazimento nas fontes benfazejas do Reino do Espírito.

Procure Jesus e entregue a Ele o seu cansaço e o seu descanso trabalhando sempre, já que você sabe que toda e qualquer ocupação que se faça útil, isso é trabalho.

Aprenda com os Avançados Espíritos, que repousam modificando as atividades, renovando desse modo as alegrias da alma.

O seu cansaço excessivo pode denotar a somatização dos seus aborrecimentos, frustrações, desgostos, incapacidade e limitações. Pode ser caminho para fugir de si mesmo, sem sucesso. Por isso é que encontramos os perenes cansados que, tendo tempo e chance para o lazer e o relaxamento, costumam regressar sempre mais cansados, invariavelmente, requerendo períodos cada vez maiores para isso.

Cuide-se, trate-se, mas renove-se também. Ilumine os campos internos da alma por meio de atividades que o enriqueçam espiritualmente, que o plenifiquem verdadeiramente. Evite reclamações sobre o seu estado de esgotamento e procure as suas verdadeiras razões para tratá-lo e viver feliz, tanto quanto a Terra pode permitir.

Meditação: O sono foi dado ao homem para reparação das forças orgânicas e também para a das forças morais. Enquanto o corpo recupera os elementos que perdeu por efeito da atividade da vigília, o Espírito vai retemperar-se entre os outros Espíritos.

(O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVIII, item 38)

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Joanes
Raul Teixeira
Obra: Para uso diário
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08 de outubro

Focalize seu olhar e visualize-se por inteiro, perfeito e criado à Minha imagem e semelhança.

Nunca se deprecie ou pense o pior de você mesmo.

Eleve seu pensamento e seja muito positivo sobre si mesmo.

Se você cometer erros, aprenda a perdoar e então siga em frente e para o alto.

Eu não vejo necessidade de você se martirizar e ficar andando por aí cheio de preocupação e autopiedade.

Você não percebe que quando age assim está se desligando de Mim e Eu não posso usá-lo?

Mantenha-se aberto: aprenda com seus erros.

Esqueça o ego completamente através do amor e do serviço prestado ao seu próximo.

Assim que você começar a pensar nos outros, o ego será esquecido.

O serviço é um grande curador, um grande renovador de equilíbrio e estabilidade.

Portanto, descubra o que você tem de melhor, no que você é bom, e quando você souber, vá em frente com todo o seu coração. Vá sempre em frente, nunca retroceda.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Capítulo 16 - Servir a Deus e a Mamon
Desigualdade das Riquezas

8 – A desigualdade das riquezas é um dos problemas que em vão se procuram resolver, quando se considera apenas a vida atual. A primeira questão que se apresenta é a seguinte. Por que todos os homens não são igualmente ricos? Por uma razão muito simples: é que não são igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar. Aliás, é uma questão matematicamente demonstrada que, supondo-se feita essa repartição, o equilíbrio seria rompido em pouco tempo, em virtude da diversidade de caracteres e aptidões; que, supondo-a possível e durável, tendo cada um somente o necessário para viver, isso equivaleria ao aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e o bem-estar da humanidade; que, portanto, supondo-se que ela desse a cada um o necessário, desapareceria o estímulo que impulsiona as grandes descobertas e os empreendimentos úteis. Se Deus a concentra em alguns lugares, é para que dos mesmos ela se expanda, em quantidades suficientes, segundo as necessidades. Admitindo-se isto, pergunta-se por que Deus a concede a pessoas incapazes de fazê-la frutificar para o bem de todos. Essa é ainda uma prova da sabedoria e da bondade de Deus. Ao dar ao homem o livre arbítrio, quis que ele chegasse, pela sua própria experiência, a discernir o bem e o mal, de maneira que a prática do bem fosse o resultado dos seus esforços, da sua própria vontade. Ele não deve ser fatalmente levado a um nem ao outro, pois então seria um instrumento passivo e irresponsável como os animais. A fortuna é um meio de prová-lo moralmente; mas como, ao mesmo tempo, é um poderoso meio de ação para o progresso, Deus não quer que permaneça improdutiva, e é por isso que incessantemente a transfere. Cada qual deve possuí-la, para exercitar-se no seu uso e provar a maneira por que o sabe fazer. Como há a impossibilidade material de que todos a possuam ao mesmo tempo, e como, se todos a possuíssem, ninguém trabalharia, e o melhoramento do globo sofreria com isso: cada qual a possui por sua vez. 

Dessa maneira, o que hoje não a tem, já a teve no passado ou a terá no futuro, numa outra existência, e o que hoje a possui poderá não tê-la mais amanhã. 

Há ricos e pobres porque, Deus sendo justo, cada qual deve trabalhar por sua vez. A pobreza é para uns a prova da paciência e da resignação; a riqueza é para outros a prova da caridade e da abnegação. Lamenta-se, com razão, o triste uso que algumas pessoas fazem da sua fortuna, as ignóbeis paixões que a cobiça desperta, e pergunta-se se Deus é justo, ao dar a riqueza a tais pessoas. 

É claro que, se o homem só tivesse uma existência, nada justificaria semelhante repartição dos bens terrenos; mas, se em lugar de limitar sua vida ao presente, considerar-se o conjunto das existências, vê-se que tudo se equilibra com justiça. O pobre não tem, portanto, motivo para acusar a Providência, nem para invejar os ricos, e estes não o têm para se vangloriarem do que possuem. Se, por outro lado, estes abusam da fortuna, não será através de decretos, nem de leis suntuárias, que se poderá remediar o mal. As leis podem modificar momentaneamente o exterior, mas não podem modificar o coração: eis porque têm um efeito temporário e provocam sempre uma reação mais desenfreada. A fonte do mal está no egoísmo e no orgulho. Os abusos de toda espécie cessarão por si mesmos, quando os homens se dirigem pela lei da caridade.

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O Evangelho segundo o Espiritismo
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Acesse e leia, no link abaixo, uma mensagem do ESE que não esteja disponível neste Blog, visto que, conforme observado, as mensagens tendem a se repetir:


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