terça-feira, 14 de abril de 2026

Agrada mais a Deus


Agrada mais a Deus: 

O Humilde que O serve com bondade, que o orgulhoso que vive para si mesmo. 

O progressista e trabalhador, que o ocioso e desregrado. 

O pecador caridoso, que o puritano hipócrita e cruel. 

A cooperação do incrédulo que trabalha para o bem da sociedade, que a teoria do doutrinador que não sai do terreno filosófico. 

O ignorante bom, que o cientista mau.

 O anonimato honesto, que a notoriedade imoral. 

A amizade sincera, que a camaradagem fingida.

O trabalho humilde do operário simples, que a luta insana do capitalista sem escrúpulos. 

A dedicação do materialista caridoso, que a indiferença do cristão empedernido.

 Pouco valem os títulos que carrega- mos, os bens de que dispomos e a virtude que aparentamos. Diante de Deus, nossas testemunhas são as nossas obras.

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Luigi Santi Campo
Lauro Michielin
Obra: Meditações
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14 de abril

É importante haver equilíbrio em toda situação, a qualquer tempo.

Você descobrirá, que, quando tudo o que você faz é sob Minha direção, sempre haverá um perfeito equilíbrio.

É por isso que você deve deixar a vida seguir seu curso sem tentar forçar nada, porque assim nada sairá errado ou fora do tempo.

Isso não significa que você deva ficar sentado sem fazer nada, esperando que as coisas caiam do céu.

Você tem que estar sempre alerta, com a consciência elevada, esperando que somente o melhor aconteça; você tem que acreditar que tudo vai muito bem.

Você tem que Me servir com absoluta fé e confiança; tem que acreditar, sem sombra de dúvidas, que EU SOU seu guia e companheiro constante.

Você tem que saber que seus passos são guiados por Mim, e só por Mim, e assim cada passo que você da firme e seguro, e tudo que você faz é feito com amor.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

A caridade material e a caridade moral

“Amemo-nos uns aos outros e façamos aos outros o que quereríamos nos fizessem eles.” Toda a religião, toda a moral se acham encerradas nestes dois preceitos. Se fossem observados nesse mundo, todos seríeis felizes: não mais aí ódios, nem ressentimentos. Direi ainda: não mais pobreza, porquanto, do supérfluo da mesa de cada rico, muitos pobres se alimentariam e não mais veríeis, nos quarteirões sombrios onde habitei durante a minha última encarnação, pobres mulheres arrastando consigo miseráveis crianças a quem tudo faltava.

Ricos! pensai nisto um pouco. Auxiliai os infelizes o melhor que puderdes. Dai, para que Deus, um dia, vos retribua o bem que houverdes feito, para que tenhais, ao sairdes do vosso invólucro terreno, um cortejo de Espíritos agradecidos, a receber-vos no limiar de um mundo mais ditoso.
Se pudésseis saber da alegria que experimentei ao encontrar no Além aqueles a quem, na minha última existência, me fora dado servir!...
Amai, portanto, o vosso próximo; amai-o como a vós mesmos, pois já sabeis, agora, que, repelindo um desgraçado, estareis, quiçá, afastando de vós um irmão, um pai, um amigo vosso de outrora. Se assim for, de que desespero não vos sentireis presa, ao reconhecê-lo no mundo dos Espíritos!
Desejo compreendais bem o que seja a caridade moral, que todos podem praticar, que nada custa, materialmente falando, porém, que é a mais difícil de exercer-se.

A caridade moral consiste em se suportarem umas às outras as criaturas e é o que menos fazeis nesse mundo inferior, onde vos achais, por agora, encarnados. Grande mérito há, crede-me, em um homem saber calar-se, deixando fale outro mais tolo do que ele. É um gênero de caridade isso. Saber ser surdo quando uma palavra zombeteira se escapa de uma boca habituada a escarnecer; não ver o sorriso de desdém com que vos recebem pessoas que, muitas vezes erradamente, se supõem acima de vós, quando na vida espírita, a única real, estão, não raro, muito abaixo, constitui merecimento, não do ponto de vista da humildade, mas do da caridade, porquanto não dar atenção ao mau proceder de ou trem é caridade moral.

Essa caridade, no entanto, não deve obstar à outra. Tende, porém, cuidado, principalmente em não tratar com desprezo o vosso semelhante. Lembrai-vos de tudo o que já vos tenho dito: Tende presente sempre que, repelindo um pobre, talvez repilais um Espírito que vos foi caro e que, no momento, se encontra em posição inferior à vossa. Encontrei aqui um dos pobres da Terra, a quem, por felicidade, eu pudera auxiliar algumas vezes, e ao qual, a meu turno, tenho agora de implorar auxilio.
Lembrai-vos de que Jesus disse que todos somos irmãos e pensai sempre nisso, antes de repelirdes o leproso ou o mendigo. Adeus: pensai nos que sofrem e orai. – Irmã Rosália. (Paris, 1860.)

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 9.)
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Você, o centro de tudo?


(...)

Muitos se mostram donos da verdade, desdizendo ou zombando das crenças e opiniões dos que não pensam pelos seus pensamentos...

Muitos se põem a falar de si, durante todo o tempo, a qualquer pretexto, seja qual for o assunto. Eles se fazem o centro de tudo, ou a figura indispensável de qualquer diálogo...

Muitos identificam defeitos em tudo que não foi forjado por suas capacidades ou elaborado por suas mãos.

Somente uma bem estruturada educação, que transforme as energias egoístas e orgulhosas, trará o ser humano, ainda indisciplinado, inconsciente ou insciente, para os campos de equilíbrio, de sanidade, de harmonia, que tanto têm feito falta nestes tempos provacionais e expiatórios da Humanidade.

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Espírito Camilo
J. Raul Teixeira
Obra: Educação e Vivências
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segunda-feira, 13 de abril de 2026

Cansaço emocional: um peso que nunca foi seu



Há dias em que a alma parece caminhar arrastada…
O corpo até segue, mas o coração já não acompanha.
É um cansaço que não se explica apenas pelo esforço da vida, mas por algo mais profundo — um peso silencioso que se instala sem pedir licença.

À luz da Doutrina Espírita, esse cansaço nem sempre nasce apenas de nós. Muitas vezes, ele é resultado de acúmulos: emoções mal resolvidas, pensamentos repetitivos, culpas antigas e até influências espirituais que encontram sintonia em nossas fragilidades. Afinal, o espírito nunca está isolado — estamos em constante troca de energias, e aquilo que cultivamos dentro de nós atrai o que vibra na mesma frequência.

Mas é importante compreender: nem todo peso que sentimos nos pertence.

Há dores que carregamos por empatia.
Há angústias que absorvemos dos ambientes.
Há cargas que vêm de vínculos espirituais ainda não harmonizados.

E, muitas vezes, vamos acumulando tudo isso em silêncio… até a alma pedir descanso.

O Espiritismo nos ensina que o cansaço também pode ser um chamado — não de fraqueza, mas de consciência. Um convite à pausa, à oração, ao recolhimento e, principalmente, ao retorno para dentro de si. Porque quando nos afastamos da nossa essência, tudo se torna mais pesado.

Nem sempre precisamos lutar contra o cansaço.
Às vezes, precisamos entender o que ele está tentando nos mostrar.

Talvez seja hora de soltar o que não é seu.
De perdoar o que ainda prende.
De silenciar o excesso de pensamentos.
De escolher, com mais cuidado, aquilo que você permite permanecer em sua vida — inclusive dentro do seu coração.

Você não veio ao mundo para carregar o peso de tudo.
Veio para aprender, evoluir… e também para encontrar paz.

E a paz começa quando você reconhece:
nem todo cansaço é seu —
mas todo alívio começa dentro de você.

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Mensagem inspirada na Doutrina Espírita
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13 de abril

Eu sou sua fonte de suprimentos e tudo que Eu tenho é seu.

Minha infinita abundância está disponível para todos, mas seus pensamentos devem ser sempre de abundância, jamais de falta ou privação.

Sinta sua consciência se expandir mais e mais, sem limitações, porque limites causam bloqueios no fluir constante.

Com as limitações surge o medo, e com o medo surge a estagnação, e quando algo se toma estagnado, a circulação é interrompida e ele morre.

Mantenha a circulação fluindo.

Havendo um constante dar e receber em todos os níveis, você entenderá o significado de Minha infinita abundância.

Saiba que você e Eu somos um e que você é um com toda a riqueza do mundo, e que nada é guardado para o indivíduo, nada é amealhado.

Tudo está à disposição para ser usado sabiamente.

Seja um bom depositário dos Meus bens e dons.

Peça a Minha orientação e direção sobre como melhor utilizar Meu infinito suprimento.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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Mensagem do ESE:

A fé e a caridade

Disse-vos, não há muito, meus caros filhos, que a caridade, sem a fé, não basta para manter entre os homens uma ordem social capaz de os tornar felizes. Pudera ter dito que a caridade é impossível sem a fé. Na verdade, impulsos generosos se vos depararão, mesmo entre os que nenhuma religião têm; porém, essa caridade austera, que só com abnegação se pratica, com um constante sacrifício de todo interesse egoístico, somente a fé pode inspirá-la, porquanto só ela dá se possa carregar com coragem e perseverança a cruz da vida terrena.

Sim, meus filhos, é inútil que o homem ávido de gozos procure iludir-se sobre o seu destino nesse mundo, pretendendo ser-lhe licito ocupar-se unicamente com a sua felicidade. Sem dúvida, Deus nos criou para sermos felizes na eternidade; entretanto, a vida terrestre tem que servir exclusivamente ao aperfeiçoamento moral, que mais facilmente se adquire com o auxílio dos órgãos físicos e do mundo material.

Sem levar em conta as vicissitudes ordinárias da vida, a diversidade dos gostos, dos pendores e das necessidades, é esse também um meio de vos aperfeiçoardes, exercitando-vos na caridade. Com efeito, só a poder de concessões e sacrifícios mútuos podeis conservar a harmonia entre elementos tão diversos.

Tereis, contudo, razão, se afirmardes que a felicidade se acha destinada ao homem nesse mundo, desde que ele a procure, não nos gozos materiais, sim no bem. A história da cristandade fala de mártires que se encaminhavam alegres para o suplício. Hoje, na vossa sociedade, para serdes cristãos, não se vos faz mister nem o holocausto do martírio, nem o sacrifício da vida, mas única e exclusivamente o sacrifício do vosso egoísmo, do vosso orgulho e da vossa vaidade. Triunfareis, se a caridade vos inspirar e vos sustentar a fé.

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— Espírito protetor. (Cracóvia, 1861.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XI, item 13.)
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Inteligência na prática


Aprende a utilizar a tua capacidade intelectual em favor do teu crescimento íntimo.

Talvez não tenhas renascido dotado de recursos intelectivos para efetuares grandes descobertas ou mesmo para construíres engenhos que beneficiem a Humanidade.

Todavia, com a tua capacidade de raciocinar e discernir, podes efetuar escolhas que sejam as melhores para o teu espírito.

Quantos são os que deixam de dar um sentido prático à existência, por não saberem aproveitar com qualidade o tempo ao seu dispor?

Infelizmente, a grande maioria apenas concentra o pensamento, imaginando meios de mais amplo enriquecimento ou traçando planos de conforto e lazer.

Raros os que se dão o trabalho de pensar, elaborando programas e perseguindo metas que, uma vez cumpridos, haverão de fazer a diferença em prol de sua iluminação interior, fazendo com que se retirem de sua atual experiência no corpo em condições espirituais muito mais favoráveis.

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Irmão José
Carlos A. Bacelli
Obra: Ajuda-te e o Céu te Ajudará
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domingo, 12 de abril de 2026

Privações do corpo e provações da alma


 O homem, não raro, nas horas difíceis, lança mão de recursos extremos e, por vezes, ilógicos, para diminuir o sofrimento próprio ou alheio, qual acontece nas provas desesperadoras, no sentido de suprimir agonias morais ou curar doenças insidiosas. Daí nasce o contrassenso dos ofícios religiosos remunerados de que se alastram antigos e piedosos enganos, como sejam:

a recitação mecânica de fórmulas cabalísticas;

os sacrifícios inúteis visando prioridade e concessões;

 as promessas esdrúxulas;

os votos inoportunos;

 as penitências estranhas;

os auto-castigos em que a vaidade leva o rótulo da fé;

os jejuns e as mortificações a expressarem suicídios parciais;

o uso de amuletos;

o apego a talismãs;

o culto improdutivo do remorso sem qualquer esforço de corrigenda na restauração do caminho errado…

Contudo, ao espírita-cristão compete despojar-se de semelhantes conceitos acerca do Criador e da Criação, cristalizados na mente humana através de numerosas reencarnações.

Para nós, não mais existe a crença cega.

Em razão disso, não mais nos acomodamos à ideia do milagre como sendo prerrogativa em favor de alguém sem merecimento qualquer.

 De igual modo, urge compreender os mecanismos das Leis Divinas, dispensando-se, ante os lances atormentados da existência terrestre, toda a atitude ilusória ou espetacular.

Omissão não resolve.

E em matéria de comportamento moral na renovação da vida, abstenção do serviço no bem de todos, é deserção vestida de alegações simplesmente acomodatícias, dentro da qual o crente não apenas foge das responsabilidades que lhe cabem, como também ainda exige presunçosamente que Deus se transforme em escravo de suas extravagâncias.

 Situa-nos a Doutrina Espírita diante de nós mesmos.

 Estamos espiritualmente hoje onde nos colocamos ontem. Respiraremos amanhã no lugar para onde nos dirigimos.

Usemos a oração para compreender as nossas necessidades, solucionando-as à luz do trabalho sem o propósito de ilaquear os poderes divinos.

A Lei é equânime, justa, insubornável.

A criatura — gota igual às demais no oceano imenso da Humanidade Universal — não é cliente de privilégios.

Eis porque, ao invés de procurar, espontaneamente, penitências improdutivas para nós, é imperioso buscar voluntariamente o auxílio eficiente aos semelhantes.

Espiritismo é sublime manancial de energia espiritual.

Haurindo forças, acatemos sem revolta aquilo que a Vida nos oferece, trazendo paz na consciência e entendimento no coração.

O mundo atual prescinde de quantos se transformam em ascetas e eremitas de qualquer condição.

 Até a penalogia moderna procura imprimir utilidade às horas dos presidiários, valorizando-lhes a reeducação em colônias agrícolas e em outras organizações coletivas, à busca de regeneração moral e social.

E a própria psiquiatria, presentemente, institui a laborterapia para que os enfermos da alma se recuperem, pela atividade edificante.

Para o espírita, portanto, a Vida e o Universo surgem ajustados à lógica e esclarecidos na verdade.

Apelemos para os recursos da prece, a fim de que sejamos sustentados em nossos próprios deveres, reconhecendo, porém, que Deus não é vendedor de graças ou doador de obséquios, em regime de exceção, e sim o Criador Incriado, perfeito em todos os seus atributos de justiça e de amor.

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André Luiz
Waldo Vieira
Obra: Opinião espírita
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12 de abril

Agradeça por tudo que você tem, por tudo que recebe e por tudo que ainda vai receber.

Nunca pare de agradecer, porque é a atitude positiva em relação à vida e o próprio ato de agradecer que atraem o melhor para você.

Agradecer ajuda o coração e a mente a se abrirem; ajude sua consciência a se expandir.

Você sempre terá algo pelo que agradecer e quando você começar a fazê-lo e contar suas bênçãos, estas vão aumentar.

Você irá compreender como é abençoado, pois tudo que Eu tenho é seu e Meus depósitos de abundância estão transbordantes e nada lhe faltará.

Suas necessidades serão maravilhosamente supridas e nesse estado de consciência você será capaz de doar sem contar os custos, pois é doando que se recebe.

Quanto mais você doar, mais espaço você terá para receber.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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Mensagem do ESE:

Não julgueis, para não serdes julgados. Atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado

Não julgueis, a fim de não serdes julgados; — porquanto sereis julgados conforme houverdes julgado os outros; empregar-se-á convosco a mesma medida de que voz tenhais servido para com os outros. (S. MATEUS, cap. VII, vv. 1 e 2.)

Então, os escribas e os fariseus lhe trouxeram uma mulher que fora surpreendida em adultério e, pondo-a de pé no meio do povo, — disseram a Jesus: “Mestre, esta mulher acaba de ser surpreendida em adultério; — ora, Moisés, pela lei, ordena que se lapidem as adúlteras. Qual sobre isso a tua opinião?” — Diziam isto para o tentarem e terem de que o acusar. Jesus, porém, abaixando-se, entrou a escrever na terra com o dedo. — Como continuassem a interrogá-lo, ele se levantou e disse: “Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra.” — Em seguida, abaixando-se de novo, continuou a escrever no chão. — Quanto aos que o interrogavam, esses, ouvindo-o falar daquele modo, se retiraram, um após outro, afastando-se primeiro os velhos. Ficou, pois, Jesus a sós com a mulher, colocada no meio da praça.
Então, levantando-se, perguntou-lhe Jesus: “Mulher, onde estão os que te acusaram? Ninguém te condenou?” — Ela respondeu: “Não, Senhor.” Disse-lhe Jesus: “Também eu não te condenarei. Vai-te e de futuro não tornes a pecar.” (S. JOÃO, cap. VIII, vv. 3 a 11.)

“Atire-lhe a primeira pedra aquele que estiver isento de pecado”, disse Jesus. Essa sentença faz da indulgência um dever para nós outros, porque ninguém há que não necessite, para si próprio, de indulgência. Ela nos ensina que não devemos julgar com mais severidade os outros, do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar em outrem aquilo de que nos absolvemos. Antes de profligarmos a alguém uma falta, vejamos se a mesma censura não nos pode ser feita.

O reproche lançado à conduta de outrem pode obedecer a dois móveis: reprimir o mal, ou desacreditar a pessoa cujos atos se criticam. Não tem escusa nunca este último propósito, porquanto, no caso, então, só há maledicência e maldade. O primeiro pode ser louvável e constitui mesmo, em certas ocasiões, um dever, porque um bem deverá daí resultar, e porque, a não ser assim, jamais, na sociedade, se reprimiria o mal. Não cumpre, aliás, ao homem auxiliar o progresso do seu semelhante? Importa, pois, não se tome em sentido absoluto este princípio: “Não julgueis se não quiserdes ser julgado”, porquanto a letra mata e o espírito vivifica.

Não é possível que Jesus haja proibido se profligue o mal, uma vez que ele próprio nos deu o exemplo, tendo-o feito, até, em termos enérgicos. O que quis significar é que a autoridade para censurar está na razão direta da autoridade moral daquele que censura. Tornar-se alguém culpado daquilo que condena noutrem é abdicar dessa autoridade, é privar-se do direito de repressão. A consciência íntima, ao demais, nega respeito e submissão voluntária àquele que, investido de um poder qualquer, viola as leis e os princípios de cuja aplicação lhe cabe o encargo. Aos olhos de Deus, uma única autoridade legítima existe: a que se apóia no exemplo que dá do bem. É o que, igualmente, ressalta das palavras de Jesus.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, itens 11 a 13.)
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Não tens alternativas


Muitas provas na vida surgem de inesperado.

É o passado de volta pedindo-te resgate.

Vítimas que retomam na condição de filhos,

inimigos de outrora, em meio à parentela...

Corações que feriste, à procura do teu...

Não tens alternativas: ama e sê paciente.

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Irmão José
Carlos Baccelli
Obra: A Face do Amor
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sábado, 11 de abril de 2026

Como mudar para melhor?



Mudar para melhor não começa fora
 — começa dentro.

Muitas pessoas desejam transformação, mas poucas estão dispostas a enfrentar aquilo que realmente precisa ser mudado: seus próprios pensamentos, atitudes e padrões repetitivos. A mudança verdadeira não acontece apenas com motivação momentânea, mas com consciência e decisão.

Não existe evolução sem desconforto. Crescer exige abrir mão de hábitos antigos, de comportamentos automáticos e até de versões de nós mesmos que já não fazem mais sentido. E isso dói — mas é uma dor que liberta.

Não devemos esperar o “momento perfeito”. A mudança começa exatamente onde você está, com o que você tem. Pequenas atitudes diárias, quando feitas com constância, têm mais poder do que grandes promessas que nunca saem do papel.

Muitas vezes o que nos impede de mudar é a nossa própria resistência: o medo de falhar, o apego ao passado ou a acomodação. Por isso, mudar para melhor exige coragem — coragem de se olhar com sinceridade e assumir a responsabilidade pela própria vida.

Além disso, a transformação verdadeira não está em parecer melhor para os outros, mas em ser melhor em essência: mais consciente, mais equilibrado, mais alinhado com valores que realmente importam.

Mudar para melhor é um processo silencioso e contínuo.

Não acontece de um dia para o outro, mas começa em um instante muito simples: quando você decide não ser mais a mesma pessoa de antes.

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Reflexão baseada em artigo de Humberto Pazian
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11 de abril

Você está no mundo mas não faz parte dele.

Não é preciso que as maneiras mundanas o arrastem para baixo.

Tire proveito delas, mas não tente possuí-las, nem permita que elas o possuam.

Na Nova Era não é necessário sair por aí vestido de mendigo, declarando que é um miserável pecador, indigno de ser.

Meu amado filho: todo este ensinamento pertence ao passado e é falso e irreal.

Aceite que somos um e que EU ESTOU em você.

Sinta-se alçado para fora da escuridão destes falsos ensinamentos e para dentro da luz.

Deixe para trás o que é velho e permita que morra de morte natural.

Entre no novo, renascido no Espírito e na verdade, e conheça o significado da liberdade.

Eu preciso de você livre, não amarrado no ego e autopreocupação. Seja como uma criancinha, livre e alegre e viva o presente já.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Fazer o bem sem ostentação

Tende cuidado em não praticar as boas obras diante dos homens, para serem vistas, pois, do contrário, não recebereis recompensa de vosso Pai que está nos céus. — Assim, quando derdes esmola, não trombeteeis, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa. — Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a vossa mão direita; — a fim de que a esmola fique em segredo, e vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará. (S. MATEUS, cap. VI, vv. 1 a 4.)

Tendo Jesus descido do monte, grande multidão o seguiu. Ao mesmo tempo, um leproso veio ao seu encontro e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, poderás curar-me. — Jesus, estendendo a mão, o tocou e disse: Quero-o, fica curado; no mesmo instante desapareceu a lepra. — Disse-lhe então Jesus: abstém-te de falar disto a quem quer que seja; mas, vai mostrar-te aos sacerdotes e oferece o dom prescrito por Moisés, a fim de que lhes sirva de prova. (S. MATEUS, cap. VIII, vv. 1 a 4.)

Em fazer o bem sem ostentação há grande mérito; ainda mais meritório é ocultar a mão que dá; constitui marca incontestável de grande superioridade moral, porquanto, para encarar as coisas de mais alto do que o faz o vulgo, mister se torna abstrair da vida presente e identificar-se com a vida futura; numa palavra, colocar-se acima da Humanidade, para renunciar à satisfação que advém do testemunho dos homens e esperar a aprovação de Deus. Aquele que prefere ao de Deus o sufrágio dos homens prova que mais fé deposita nestes do que na Divindade e que mais valor dá à vida presente do que à futura. Se diz o contrário, procede como se não cresse no que diz.

Quantos há que só dão na esperança de que o que recebe irá bradar por toda a parte o benefício recebido! Quantos os que, de público, dão grandes somas e que, entretanto, às ocultas, não dariam uma só moeda! Foi por isso que Jesus declarou: “Os que fazem o bem ostentosamente já receberam sua recompensa.” Com efeito, aquele que procura a sua própria glorificação na Terra, pelo bem que pratica, já se pagou a si mesmo; Deus nada mais lhe deve; só lhe resta receber a punição do seu orgulho.

Não saber a mão esquerda o que dá a mão direita é uma imagem que caracteriza admiravelmente a beneficência modesta. Mas, se há a modéstia real, também há a falsa modéstia, o simulacro da modéstia. Há pessoas que ocultam a mão que dá, tendo, porém, o cuidado de deixar aparecer um pedacinho, olhando em volta para verificar se alguém não o terá visto ocultá-la. Indigna paródia das máximas do Cristo! Se os benfeitores orgulhosos são depreciados entre os homens, que não será perante Deus? Também esses já receberam na Terra sua recompensa. Foram vistos; estão satisfeitos por terem sido vistos. É tudo o que terão.

E qual poderá ser a recompensa do que faz pesar os seus benefícios sobre aquele que os recebe, que lhe impõe, de certo modo, testemunhos de reconhecimento, que lhe faz sentir a sua posição, exaltando o preço dos sacrifícios a que se vota para beneficiá-lo? Oh! para esse, nem mesmo a recompensa terrestre existe, porquanto ele se vê privado da grata satisfação de ouvir bendizer-lhe do nome e é esse o primeiro castigo do seu orgulho.

As lágrimas que seca por vaidade, em vez de subirem ao Céu, recaíram sobre o coração do aflito e o ulceraram. Do bem que praticou nenhum proveito lhe resulta, pois que ele o deplora, e todo benefício deplorado é moeda falsa e sem valor.

A beneficência praticada sem ostentação tem duplo mérito. Além de ser caridade material, é caridade moral, visto que resguarda a suscetibilidade do beneficiado, faz-lhe aceitar o benefício, sem que seu amor-próprio se ressinta e salvaguardando-lhe a dignidade de homem, porquanto aceitar um serviço é coisa bem diversa de receber uma esmola. Ora, converter em esmola o serviço, pela maneira de prestá-lo, é humilhar o que o recebe, e, em humilhar a outrem, há sempre orgulho e maldade. A verdadeira caridade, ao contrário, é delicada e engenhosa no dissimular o benefício, no evitar até as simples aparências capazes de melindrar, dado que todo atrito moral aumenta o sofrimento que se origina da necessidade. Ela sabe encontrar palavras brandas e afáveis que colocam o beneficiado à vontade em presença do benfeitor, ao passo que a caridade orgulhosa o esmaga. A verdadeira generosidade adquire toda a sublimidade, quando o benfeitor, invertendo os papéis, acha meios de figurar como beneficiado diante daquele a quem presta serviço. Eis o que significam estas palavras: “Não saiba a mão esquerda o que dá a direita.”

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, itens 1 a 3.)
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sexta-feira, 10 de abril de 2026

Laços Espirituais que se reencontram na Família


À luz do Espiritismo, a família vai muito além dos laços biológicos. Ela é formada, sobretudo, por laços espirituais que atravessam o tempo, unindo espíritos em diferentes existências com propósitos de aprendizado, reconciliação e crescimento moral.

Muitos dos que hoje convivem conosco no ambiente familiar já estiveram ao nosso lado em outras vidas. Alguns como amigos queridos, outros como desafetos. A reencarnação, nesse sentido, representa uma oportunidade preciosa concedida por Deus para fortalecer o amor, reparar erros e restabelecer a harmonia entre os espíritos.

Nem sempre, porém, esses reencontros acontecem de forma tranquila. Conflitos, incompreensões e dificuldades na convivência podem surgir como reflexos de pendências do passado. São situações que convidam à paciência, ao perdão e à prática da caridade no sentido mais profundo.

O lar, então, transforma-se em uma verdadeira escola para o espírito. É no convívio diário que exercitamos a tolerância, o respeito e o amor ao próximo. Aqueles que mais nos desafiam, muitas vezes, são justamente os que mais necessitam do nosso esforço de compreensão — e também os que mais contribuem para o nosso próprio crescimento.

O Espiritismo nos ensina que nada acontece por acaso. Os laços familiares são organizados com sabedoria pela espiritualidade, sempre com o objetivo de favorecer o progresso de todos os envolvidos. Cada reencontro traz consigo a chance de escrever uma nova história, baseada em escolhas mais conscientes e atitudes mais elevadas.

Quando compreendemos essa realidade, deixamos de ver a família apenas como um grupo de convivência e passamos a enxergá-la como um campo sagrado de evolução espiritual. Assim, mesmo diante das dificuldades, podemos cultivar a serenidade e o compromisso de amar melhor a cada dia.

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Reflexão inspirada na Doutrina Espírita, com base nas obras de Allan Kardec.
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10 de abril

Você faz a sua vida.

Por que não encontrar o melhor em cada situação e aproveitar cada momento, sem se importar com o lugar que você está ou com o que está fazendo?

Não perca tempo e energia desejando estar em outro lugar, fazendo outra coisa.

Você pode não compreender sempre porque está fazendo aquilo, naquele momento, mas pode estar certo que sempre há uma boa razão e uma lição a ser aprendida.

Não lute contra, mas descubra qual é a lição e aprenda-a bem depressa para poder seguir em frente.

Você não gostaria de permanecer estático, não é?

Parando de resistir e simplesmente aceitando, aprendendo e incorporando as lições, você verá que a vida ficará mais simples e você apreciará as mudanças que irão acontecer.

Uma planta não resiste ao crescimento e às mudanças; simplesmente flui e desabrocha perfeitamente.

Por que você não faz o mesmo?

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

A desgraça real

Toda a gente fala da desgraça, toda a gente já a sentiu e julga conhecer-lhe o caráter múltiplo. Venho eu dizer-vos que quase toda a gente se engana e que a desgraça real não é, absolutamente, o que os homens, isto é, os desgraçados, o supõem. Eles a vêem na miséria, no fogão sem lume, no credor que ameaça, no berço de que o anjo sorridente desapareceu, nas lágrimas, no féretro que se acompanha de cabeça descoberta e com o coração despedaçado, na angústia da traição, na desnudação do orgulho que desejara envolver-se em púrpura e mal oculta a sua nudez sob os andrajos da vaidade. A tudo isso e a muitas coisas mais se dá o nome de desgraça, na linguagem humana. Sim, é desgraça para os que só vêem o presente; a verdadeira desgraça, porém, está nas conseqüências de um fato, mais do que no próprio fato. Dizei-me se um acontecimento, considerado ditoso na ocasião, mas que acarreta conseqüências funestas, não é, realmente, mais desgraçado do que outro que a princípio causa viva contrariedade e acaba produzindo o bem. Dizei-me se a tempestade que vos arranca as arvores, mas que saneia o ar, dissipando os miasmas insalubres que causariam a morte, não é antes uma felicidade do que uma infelicidade.

Para julgarmos de qualquer coisa, precisamos ver-lhe as conseqüências. Assim, para bem apreciarmos o que, em realidade, é ditoso ou inditoso para o homem, precisamos transportar-nos para além desta vida, porque é lá que as conseqüências se fazem sentir. Ora, tudo o que se chama infelicidade, segundo as acanhadas vistas humanas, cessa com a vida corporal e encontra a sua compensação na vida futura.

Vou revelar-vos a infelicidade sob uma nova forma, sob a forma bela e florida que acolheis e desejais com todas as veras de vossas almas iludidas. A infelicidade é a alegria, é o prazer, é o tumulto, é a vã agitação, é a satisfação louca da vaidade, que fazem calar a consciência, que comprimem a ação do pensamento, que atordoam o homem com relação ao seu futuro. A infelicidade é o ópio do esquecimento que ardentemente procurais conseguir.

Esperai, vós que chorais! Tremei, vós que rides, pois que o vosso corpo está satisfeito! A Deus não se engana; não se foge ao destino; e as provações, credoras mais impiedosas do que a matilha que a miséria desencadeia, vos espreitam o repouso ilusório para vos imergir de súbito na agonia da verdadeira infelicidade, daquela que surpreende a alma amolentada pela indiferença e pelo egoísmo.

Que, pois, o Espiritismo vos esclareça e recoloque, para vós, sob verdadeiros prismas, a verdade e o erro, tão singularmente deformados pela vossa cegueira! Agireis então como bravos soldados que, longe de fugirem ao perigo, preferem as lutas dos combates arriscados à paz que lhes não pode dar glória, nem promoção! Que importa ao soldado perder na refrega armas, bagagens e uniforme, desde que saia vencedor e com glória? Que importa ao que tem fé no futuro deixar no campo de batalha da vida a riqueza e o manto de carne, contanto que sua alma entre gloriosa no reino celeste?

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— Delfina de Girardin. (Paris, 1861.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 24.)
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Não estão


Aqueles que te acusam e te ignoram...

Aqueles que calúnia e zombam de ti...

Aqueles que te expõem a críticas e te julgam a priori...

Aqueles que escrevem ou falam observando seus erros...

Aqueles que te desprezam, estragando o teu nome...

Podem estar certos, mas não estão com Deus.

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Irmão José
Carlos Baccelli
Obra: O rosto do amor
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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Dez apontamentos de paz


1º - Aprenda a desculpar infinitamente para que os seus erros, à frente dos outros, sejam esquecidos e perdoados.

2º - Cale-se, diante do escárnio e da ofensa, sustentando o silêncio edificante, capaz de ambientar-lhe a palavra fraterna em momento oportuno.

3º - Não cultive desafetos, recordando que a aversão por determinada criatura é, quase sempre, o resultado da aversão que lhe impuseste.

4º - Não permita que o egoísmo e a vaidade, o orgulho e a discórdia se enraízem no seu coração, lembrando que toda a ideia de superestimação dos próprios valores é adubo nos espinheiros da irritação e do ódio.

5º - Perante o companheiro que se rendeu às tentações de natureza inferior, deixe que a compaixão lhe ilumine os pontos de vista, pensando que, em outras circunstâncias, poderia você ocupar-lhe a indesejável situação e o lugar triste.

6º - Não erga a sua voz demasiado e nem tempere a sua frase com fel para que a sua palavra não envenene as chagas do próximo.

7º - Levante-se, cada dia, com a disposição de servir sem a preocupação de ser servido, de auxiliar sem retribuição e cooperar sem recompensa, para que a solidariedade espontânea te favoreça com os créditos e recursos da simpatia.

8º - Esqueça a calúnia e a maledicência, a perversidade e as aflições que lhe dilaceram a alma, entendendo nas dores e obstáculos do mundo as suas melhores oportunidades de redenção.

9º - Lembre-se de que os seus credores estão registrando a linguagem de seus exemplos e perdoar-lhe-ão as faltas e os débitos, à medida que você se fizer o benfeitor desinteressado de muitos.
 
10º - Não julgue que o serviço da paz seja mero problema da boca, mas, sim, testemunho de amor, renúncia, regeneração e humildade da própria vida, porque, somente ao preço de nosso próprio suor, na obra do bem, é que conseguiremos reconciliar-nos, mais depressa, com os nossos adversários, segundo a lição do Senhor.

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André Luiz
Chico Xavier
Obra: Mentores e Seareiros
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09 de Abril

Um majestoso templo só pode ser construído sobre sólidas fundações.

Não se pode construir o novo céu e a nova terra sem amor; o amor que se tem uns pelos outros e o amor por Mim.

O amor começa nas pequenas coisas e se espalha.

Plante sementes de amor onde quer que você vá e observe-as crescer e florescer.

Sementes de amor plantadas nos mais duros corações começarão eventualmente a crescer; pode levar algum tempo até elas germinarem, mas se forem tratadas com amor e carinho, acabarão por desabrochar.

Não desanime com ninguém; simplesmente derrame seu amor e não deixe que seu coração se endureça.

Pare de tentar justificar-se ou às suas ações.

Pare de culpar os outros.

Procure em seu coração, entenda-se e encontre a perfeita paz de coração e mente.

Aí então você poderá seguir em frente com verdadeira liberdade e alegria, irradiando cada vez mais amor.

Amor nunca é demais. Deixe que ele flua livremente.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Desprendimento dos bens terrenos (III)

O desapego aos bens terrenos consiste em apreciá-los no seu justo valor, em saber servir-se deles em benefício dos outros e não apenas em benefício próprio, em não sacrificar por eles os interesses da vida futura, em perdê-los sem murmurar, caso apraza a Deus retirá-los. Se, por efeito de imprevistos reveses, vos tornardes qual Job, dizei, como ele: “Senhor, tu mos havias dado e mos tiraste. Faça-se a tua vontade.” Eis aí o verdadeiro desprendimento. Sede, antes de tudo, submissos; confiai nAquele que, tendo-vos dado e tirado, pode novamente restituir-vos o que vos tirou. Resisti animosos ao abatimento, ao desespero, que vos paralisam as forças. Quando Deus vos desferir um golpe, não esqueçais nunca que, ao lado da mais rude prova, coloca sempre uma consolação. Ponderai, sobretudo, que há bens infinitamente mais preciosos do que os da Terra e essa idéia vos ajudará a desprender-vos destes últimos. O pouco apreço que se ligue a uma coisa faz que menos sensível seja a sua perda. O homem que se aferra aos bens terrenos é como a criança que somente vê o momento que passa. O que deles se desprende é como o adulto que vê as coisas mais importantes, por compreender estas proféticas palavras do Salvador: “O meu reino não é deste mundo.”

A ninguém ordena o Senhor que se despoje do que possua, condenando-se a uma voluntária mendicidade, porquanto o que tal fizesse tornar-se-ia em carga para a sociedade. Proceder assim fora compreender mal o desprendimento dos bens terrenos. Fora egoísmo de outro gênero, porque seria o indivíduo eximir-se da responsabilidade que a riqueza faz pesar sobre aquele que a possui. Deus a concede a quem bem lhe parece, a fim de que a administre em proveito de todos. O rico tem, pois, uma missão, que ele pode embelezar e tornar proveitosa a si mesmo. Rejeitar a riqueza, quando Deus a outorga, é renunciar aos benefícios do bem que se pode fazer, gerindo-a com critério. Sabendo prescindir dela quando não a tem, sabendo empregá-la utilmente quando a possui, sabendo sacrificá-la quando necessário, procede a criatura de acordo com os desígnios do Senhor. Diga, pois, aquele a cujas mãos venha o que no mundo se chama uma boa fortuna: Meu Deus, tu me destinaste um novo encargo; dá-me a força de desempenhá-lo segundo a tua santa vontade.

Aí tendes, meus amigos, o que eu vos queria ensinar acerca do desprendimento dos bens terrenos. Resumirei o que expus, dizendo: Sabei contentar-vos com pouco. Se sois pobres, não invejeis os ricos, porquanto a riqueza não é necessária à felicidade. Se sois ricos, não esqueçais que os bens de que dispondes apenas vos estão confiados e que tendes de justificar o emprego que lhes derdes, como se prestásseis contas de uma tutela. Não sejais depositário infiel, utilizando-os unicamente em satisfação do vosso orgulho e da vossa sensualidade. Não vos julgueis com o direito de dispor em vosso exclusivo proveito daquilo que recebestes, não por doação, mas simplesmente como empréstimo. Se não sabeis restituir, não tendes o direito de pedir, e lembrai-vos de que aquele que dá aos pobres, salda a dívida que contraiu com Deus. — Lacordaire. (Constantina, 1863.)

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVI, item 14.)
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Dor e egoísmo


O egoísmo, sem dúvida, é sentimento tão arraigado ao homem que, espiritualmente, ainda não logrou se expandir, que, até mesmo quando sofre, ele acredita que ninguém seja capaz de superá-lo na dor que esteja sofrendo.

Por assim se imaginar, é quase impossível que o homem venha a encontrar alguma espécie de resignação na simples constatação das dores muito maiores que, ao seu derredor, padecem seus semelhantes.

E, ao mesmo tempo, dentro deste contexto, é muito difícil que ele se mobilize no sentido de minimizar as provas alheias, já que se coloca na condição de quem sempre necessita receber e jamais algo fazer em benefício de quem chora.

Inegavelmente, esta é uma das formas mais primitivas na qual o egoísmo pode nele se manifestar, impedindo que empreenda movimentos iniciais com o propósito de libertar a si mesmo.

Abençoado, pois, aquele que, dentro do quadro de suas inegáveis provações, consegue ouvir os apelos daqueles que, não muito distante, com motivos reais para gemer muito mais alto, permanecem na expectativa do socorro de suas mãos.

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Irmão José (psic. Carlos Baccelli - do livro "Amai-vos uns aos outros")
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