segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Independência do Brasil



Por todo o País se fazem presentes as comemorações.

São desfiles militares, escolares, civis. Discursos, bandas, orquestras.

Evoca-se 1822, em verso e prosa.

Enaltece-se Dom Pedro I como o libertador.

Desde a sua audaciosa desobediência às determinações da metrópole portuguesa, não regressando a Portugal, estava proclamada a Independência do Brasil.

O príncipe tinha suas noites povoadas de sonhos de amor à liberdade.

Desenvolvia no Espírito as noções da solidariedade humana.

Não representava o tipo ideal necessário à realização dos projetos espirituais, mas era voluntarioso. E ele era a autoridade.

Os patriotas já não pensavam noutra coisa que não fosse a organização política do Brasil.

A imprensa da época concentrava as energias nacionais para a suprema afirmação da liberdade da pátria.

As pessoas viviam a expectativa. Todos os corações aguardavam.

Então, no retorno da sua viagem a São Paulo, um correio leva ao conhecimento de Dom Pedro as novas imposições das cortes de Lisboa.

Ali mesmo, nas margens do Ipiranga, ele deixa escapar o grito: Independência ou morte!

Sem suspeitar, Dom Pedro I era dócil instrumento de um emissário Divino, que velava pela grandeza da pátria.

Consumou-se o fato e, logo, os versos do Hino da Independência eram cantados: Já podeis da pátria filhos, ver contente a mãe gentil. Já raiou a liberdade, no horizonte do Brasil.

A Independência do Brasil foi fruto do intenso trabalho das hostes espirituais junto aos homens. Muitos homens deram a vida por este ideal.

São passados cento e noventa e cinco anos da nossa independência.

Olhamos o nosso imenso País, um gigante geográfico e nos indagamos: Somos realmente livres?

A verdadeira independência é moral.

Enquanto prosseguem vigentes o jeitinho brasileiro e a lei de Gerson não seremos livres.

Quando assumirmos nosso papel de homens dignos, corretos, fiéis aos nobres ideais, seremos livres.

Quando o estandarte da solidariedade e da tolerância se implantar em nossos corações, a nossa bandeira verde e amarela tremulará mais bela.

Quando estendermos os braços para o bem da comunidade, as estrelas do pano pátrio brilharão com maior intensidade.

Quando a ordem e a disciplina se instalarem nas ações de todos nós, o branco do pavilhão nacional terá alcançado o verdadeiro sentido: a paz.

Para que o progresso real se instale, é necessário que as individualidades cresçam. A soma das conquistas pessoais resultará no crescimento coletivo.

Hoje é um excelente dia para se propor a trabalhar pelo nosso gigante.

Dizem que está adormecido, mas só porque os seus filhos dormem. A mãe gentil que nos recebe nesta etapa da vida no planeta merece-nos o esforço.

Se quisermos, e só se quisermos, poderemos tornar verdadeira, desde agora a assertiva espiritual: Brasil, coração do mundo, pátria do Evangelho.

Coração que pulsa, que ama, que não relega ao abandono os seus filhos. E tanto quanto pode, recebe e ampara os filhos de outros solos.

Pátria do Evangelho que irradia o bem, que serve de modelo, que luta pela justiça, pela verdade.

Independência moral. Crescimento real. Vamos todos começar neste dia a lutar por tais objetivos?

* * *

Relatam as tradições espirituais que Tiradentes, morto em 1792, continuou após a sua morte, a trabalhar pela Independência do Brasil.

Ele estava com o príncipe regente Dom Pedro no grito do Ipiranga.

Isso demonstra que os Espíritos, mesmo abandonando a carne, prosseguem nos ideais abraçados.

Os Espíritos, como os homens, amam o torrão que lhes serviu de berço, se interessam pelas coletividades, trabalham pelo bem geral.

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Redação do Momento Espírita, com base nos cap.18 e 19 do livro Brasil, coração do mundo, pátria do Evangelho, pelo Espírito
Humberto de Campos, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 6, ed. FEP.
Em 7.9.2017.
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07 de setembro

Na próxima vez que você tiver que fazer uma tarefa que não lhe agrada, pare antes de começar e mude toda a sua maneira de encará-la.

Pense que você estará fazendo o trabalho por Mim, e se o seu amor por Mim é como deveria ser, então você encontrará verdadeira alegria e prazer em executá-lo com perfeição.

E mais, você perceberá que lhe sobra tempo para fazer tudo o mais que é preciso fazer.

Não desperdice seu tempo tentando se convencer que você não tem tempo e é muito ocupado.

Simplesmente vá em frente e faça o que tem que ser feito.

Permita que sua vida corra suave e calmamente, sem sensação de pressa.

Começando o dia da maneira certa, com o coração cheio de amor e gratidão e a certeza que será um dia ótimo e que tudo vai correr perfeitamente, você vai atrair tudo isso para si mesmo.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

O que se deve entender por pobres de espírito

Bem-aventurados os pobres de espírito, pois que deles é o reino dos céus. (S. MATEUS, cap. V, v. 3.)
A incredulidade zombou desta máxima: Bem-aventurados os pobres de espírito, como tem zombado de muitas outras coisas que não compreende. Por pobres de espírito Jesus não entende os baldos de inteligência, mas os humildes, tanto que diz ser para estes o reino dos céus e não para os orgulhosos.

Os homens de saber e de espírito, no entender do mundo, formam geralmente tão alto conceito de si próprios e da sua superioridade, que consideram as coisas divinas como indignas de lhes merecer a atenção. Concentrando sobre si mesmos os seus olhares, eles não os podem elevar até Deus. Essa tendência, de se acreditarem superiores a tudo, muito amiúde os leva a negar aquilo que, estando-lhes acima, os depreciaria, a negar até mesmo a Divindade. Ou, se condescendem em admiti-la, contestam-lhe um dos mais belos atributos: a ação providencial sobre as coisas deste mundo, persuadidos de que eles são suficientes para bem governá-lo. Tomando a inteligência que possuem para medida da inteligência universal, e julgando-se aptos a tudo compreender, não podem crer na possibilidade do que não compreendem. Consideram sem apelação as sentenças que proferem.

Se se recusam a admitir o mundo invisível e uma potência extra-humana, não é que isso lhes esteja fora do alcance; é que o orgulho se lhes revolta à idéia de uma coisa acima da qual não possam colocar-se e que os faria descer do pedestal onde se contemplam. Daí o só terem sorrisos de mofa para tudo o que não pertence ao mundo visível e tangível. Eles se atribuem espírito e saber em tão grande cópia, que não podem crer em coisas, segundo pensam, boas apenas para gente simples, tendo por pobres de espírito os que as tomam a sério.

Entretanto, digam o que disserem, forçoso lhes será entrar, como os outros, nesse mundo invisível de que escarnecem. É lá que os olhos se lhes abrirão e eles reconhecerão o erro em que caíram. Deus, porém, que é justo, não pode receber da mesma forma aquele que lhe desconheceu a majestade e outro que humildemente se lhe submeteu às leis, nem os aquinhoar em partes iguais.

Dizendo que o reino dos céus é dos simples, quis Jesus significar que a ninguém é concedida entrada nesse reino, sem a simplicidade de coração e humildade de espírito; que o ignorante possuidor dessas qualidades será preferido ao sábio que mais crê em si do que em Deus. Em todas as circunstâncias, Jesus põe a humildade na categoria das virtudes que aproximam de Deus e o orgulho entre os vícios que dele afastam a criatura, e isso por uma razão muito natural: a de ser a humildade um ato de submissão a Deus, ao passo que o orgulho é a revolta contra ele. Mais vale, pois, que o homem, para felicidade do seu futuro, seja pobre em espírito, conforme o entende o mundo, e rico em qualidades morais.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VII, itens 1 e 2.)
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Vergonha de Ser Honesto


O brasileiro Rui Barbosa, grande jurista e diplomata, notável escritor, além de extraordinário orador, deixou um escrito que nos faz refletir sobre a atual situação da nossa sociedade.

Escreveu ele: "de tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto..."

A indignação de Rui Barbosa, ainda que tenha sido há muito tempo, faz sentido e é digna de nossas reflexões. Pessoas que se deixam levar pela opinião da maioria, facilmente se enredam na desonestidade com a justificativa de que "todo mundo faz".

Esse é um lamentável equívoco, fácil de perceber com algumas reflexões.

Considere que você é um espírito livre e independente, que sobrevive à morte do corpo físico, e que receberá das leis da vida, conforme suas obras.

Considere, ainda, que você chegou ao mundo só, e só retornará, quando chegar a sua hora.
Você, e somente você, responderá por suas ações, ninguém mais.

Mesmo que "todo mundo faça", cada um será responsabilizado, individualmente, diante da própria consciência. Dessa forma, não permita que essa onda de desonestidade e corrupção, que assola grande parte da população, arraste você também para o lodaçal.

Lembre-se de que diante da sua consciência você estará sempre só, sem testemunha de defesa, a não ser seus atos nobres. Não vale a pena abrir mão do único patrimônio que realmente lhe pertence, que é a honradez, por algum dinheiro ou benefício escuso, que terá que deixar na aduana do túmulo. A dignidade é o patrimônio mais valioso que alguém pode ter. Não o desperdice com coisas efêmeras que pertencem à Terra.

E o que é mais interessante, é que até as pessoas desonestas preferem contar com pessoas dignas, em quem possam confiar... Estranho paradoxo! Por mais que se diga que a desonestidade está em alta, temos visto verdadeiros impérios desabando por causa da falta de ética.

Temos visto empresas e instituições de prestígio, bancos sólidos, vindo abaixo por forjar resultados, fraudar documentos, enganar, extorquir...

Empresas que não trabalham com transparência estão perdendo seus investidores, que preferem apostar numa relação de confiança. Pode-se perceber que no meio econômico a confiança ainda é o capital que mais atrai e multiplica o dinheiro.

Ninguém, em sã consciência, investe em instituições ou empresas nas quais não confia.
E é importante lembrar que as empresas são dirigidas por pessoas. E são as pessoas que dão confiabilidade ou não aos negócios.

Portanto, é sempre o indivíduo o portador dos valores morais capazes de gerar confiança, a única base capaz de sustentar tanto os negócios quanto as amizades.

Sem dúvida essas reflexões são oportunas e devem nos fazer pensar a respeito.
Afinal, se a desonestidade se tornar regra geral de conduta, o que será da nossa sociedade?
Portanto, vergonha de ser honesto: jamais!
Pense nisso, e não contribua para turvar o lago da esperança com os detritos da desonestidade.

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Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita
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domingo, 6 de setembro de 2026

Remorso e autopunição



Não posso me perdoar. Se eu tivesse chegado antes, teria evitado a tragédia.

Se eu não tivesse falado, isso não teria acontecido.

Essas são expressões que se ouvem, vez ou outra, ante mortes acidentais ou provocadas.

A promotora pública se questiona se foi dura demais ao denunciar as ações equivocadas do colega de trabalho, quando recebe a notícia de que ele optara por fugir da vida, a fim de evitar as consequências dos seus atos.

O marido, que prometera à esposa ir para casa após o show que faria, entra num processo de autopunição porque preferiu ficar com os amigos e fãs até mais tarde, em festa que lhe foi oferecida.

Ela, sozinha no rancho, aproveitou a lua cheia para uma cavalgada noturna, pela propriedade.

Indo além de certos limites, foi surpreendida por terreno lamacento e escorregadio, provocado pelas chuvas intensas do dia anterior.

Sem jamais se saber com exatidão o que aconteceu, a cavalgadura retornara sozinha ao celeiro, enquanto o corpo da senhora foi descoberto, horas depois.

A partir daí, o marido deixou literalmente de viver. Não dá atenção aos três filhos.

Em verdade, como desabafa a menina adolescente: Naquela noite, perdemos nossa mãe e nosso pai. Você deixou de existir para nós, pai, desde então. E não nos permite viver.

Proibiu que cantássemos, que nos divertíssemos, que comemorássemos o Natal. Há dois anos, papai, você morreu com a mamãe.

Mas nós precisamos de você, dos seus cuidados, do seu amor. Precisamos que nos ajude a continuar a viver.
* * *
O remorso é um atestado de desenvolvimento moral do ser. No entanto, deve ser somente a constatação de um ato que deve ser corrigido, tanto quanto possível.

Alimentado, pode ser comparado a uma serpente de mil voltas, que circula em torno do coração e o destrói.

É o remorso que nos acusa, de forma constante, nos fazendo reviver o dito, o feito ou não feito.

Não alimentemos esse sentimento destrutivo. Se algo fizemos errado, que tenhamos a consciência e nos arrependamos.

Se for possível corrigir a falta cometida, o façamos. Mas não nos eternizemos na culpa, mesmo porque, em alguns casos, fazemos muito mal não somente a nós mesmos.

Também àqueles que dependem de nós, que nos aguardam o socorro, o arrimo.

Quanto a denúncias ou comentários que venhamos a tecer a respeito de outros, lembremos que se as imperfeições de uma pessoa só a ela prejudicam, nenhuma utilidade haverá em divulgá-las.

Se, porém, podem acarretar prejuízo a terceiros, deve-se atender de preferência ao interesse do maior número. Segundo as circunstâncias, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode constituir um dever, pois mais vale caia um homem, do que virem muitos a ser suas vítimas.

Exemplos históricos nos levam a pensar em como a autopunição e o remorso inconsequente somente nos podem infelicitar.

O infeliz Judas, após a traição, busca sua autopunição, retirando-se da vida, infelicitando-se ainda mais.

Pedro, no entanto, tão próximo de Jesus, que O nega por três vezes, redime-se, entregando-se ao próximo, à divulgação da Boa Nova, sem tréguas.

Aprendamos com os bons exemplos.

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Redação do Momento Espírita, a partir de cenas do Filme Guiado pelo luar e no cap. X, item 21, de O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. FEB.
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06 de setembro

Viva um dia de cada vez.

Não tente se apressar, ajeitando as coisas para amanhã, porque amanhã pode nunca vir a ser.

Aproveite plenamente o dia de hoje: aproveite como se fosse o último.

Faça todas as coisas maravilhosas que sempre quis fazer, não de qualquer maneira e apressadamente, mas com verdadeira alegria.

Seja como uma criança que não pensa no amanhã e já esqueceu o que aconteceu ontem, que vive como se só o agora importasse.

O agora é o momento mais importante que você já viveu, portanto não desperdice nem um segundo dele.

Viva sempre alerta, pronto para o que der e vier.

Vivendo assim você estará pronto e aberto para qualquer coisa que aconteça.

Mudanças virão, e com muita rapidez.

Eleve seu coração em profunda gratidão à medida que as mudanças forem chegando.

Enxergue sempre o lado melhor das mudanças que forem acontecendo.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Não vos afadigueis pela posse do ouro

Não vos afadigueis por possuir ouro, ou prata, ou qualquer outra moeda em vossos bolsos. — Não prepareis saco para a viagem, nem dois fatos, nem calçados, nem cajados, porquanto aquele que trabalha merece sustentado.

Ao entrardes em qualquer cidade ou aldeia, procurai saber quem é digno de vos hospedar e ficai na sua casa até que partais de novo. — Entrando na casa, saudai-a assim: Que a paz seja nesta casa. Se a casa for digna disso, a vossa paz virá sobre ela; se não o for, a vossa paz voltará para vós.

Quando alguém não vos queira receber, nem escutar, sacudi, ao sairdes dessa casa ou cidade, a poeira dos vossos pés. — Digo-vos, em verdade: no dia do juízo, Sodoma e Gomorra serão tratadas menos rigorosamente do que essa cidade. (S. MATEUS, cap. X, vv. 9 a 15.)

Naquela época, nada tinham de estranhável essas palavras que Jesus dirigiu a seus apóstolos, quando os mandou, pela primeira vez, anunciar a boa-nova. Estavam de acordo com os costumes patriarcais do Oriente, onde o viajor encontrava sempre acolhida na tenda. Mas, então, os viajantes eram raros. Entre os povos modernos, o desenvolvimento da circulação houve de criar costumes novos. Os dos tempos antigos somente se conservam em países longínquos, onde ainda não penetrou o grande movimento. Se Jesus voltasse hoje, já não poderia dizer a seus aposto-los: “Ponde-vos a caminho sem provisões.”

A par do sentido próprio, essas palavras guardam um sentido moral muito profundo. Proferindo-as, ensinava Jesus a seus discípulos que confiassem na Providência. Ao demais, eles, nada tendo, não despertariam a cobiça nos que os recebessem. Era um meio de distinguirem dos egoístas os caridosos. Por isso foi que lhes disse: “Procurai saber quem é digno de vos hospedar” ou: quem é bastante humano para agasalhar o viajante que não tem com que pagar, porquanto esses são dignos de escutar as vossas palavras; pela caridade deles é que os reconhecereis.

Quanto aos que não os quisessem receber, nem ouvir, recomendou ele porventura aos apóstolos que os amaldiçoassem, que se lhes impusessem, que usassem de violência e de constrangimento para os converterem? Não; mandou, pura e simplesmente, que se fossem embora, à procura de pessoas de boa vontade.

O mesmo diz hoje o Espiritismo a seus adeptos: não violenteis nenhuma consciência; a ninguém forceis para que deixe a sua crença, a fim de adotar a vossa; não anatematizeis os que não pensem como vós; acolhei os que venham ter convosco e deixai tranqüilos os que vos repelem. Lembrai-vos das palavras do Cristo. Outrora, o céu era tomado com violência; hoje o é pela brandura.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXV, itens 9 a 11.)
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Conselhos salutares


Não se apaixone demasiadamente por coisa alguma.
O apego excessivo o arrasta aos perigos dos Planos Inferiores.
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No meio da confusão,
mantenha a sua serenidade.
* * *
Havendo trevas a seu lado,
acenda a sua luz.
* * *
Quando a dor o assalta,
transforme seus sentimentos em bênçãos de paz e harmonia.
* * *
Não aumente seu próprio sofrimento,
criando situações artificiais em seu caminho.
* * *
Tenha sempre desenvoltura em seu raciocínio e em suas resoluções.
A dúvida entorpece a inteligência.
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Não se ponha em evidência pelo simples prazer de se salientar.
Todavia, não fuja aos deveres de cooperação e trabalho a pretexto de humildade cristã.
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Não seja retrógrado e insensato.
Porém, não se deixe levar pelo fanatismo ao ponto de se esquecer dos preceitos e dos sentimentos da fraternidade humana.

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Luigi Santi Campo
Lauro Michielin (Jacques Garnier)
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sábado, 5 de setembro de 2026

O Instrumento


Onde estiveres, agradece ao Senhor o instrumento da regeneração.

Ninguém vive sem ele.

Aqui, é o esposo de trato difícil.

Além, é a companheira de presença desagradável.

Acolá é o filho rebelde.

Mais além é a filha inconsequente.

Hoje, é o amigo que se confiou à incompreensão.

Amanhã, será o chefe áspero.

Depois, será o subalterno distraído.

Agora, é o companheiro que desertou.

Mais tarde, será o adversário, compelindo-te a inesperadas tribulações.

Silencia, aproveita e segue adiante.

A pedra recebe do martelo que a estilhaça a dignidade com que se faz útil à construção.

O metal deve a pureza que lhe é própria ao cadinho esfogueante que o martiriza.

Não olvides que o corpo é o santuário de possibilidades divinas em que temporariamente te refugias para assimilar a lição do progresso.

Cada caminho cede lugar a outro caminho.

Cada experiência conduz a experiência maior.

Toda prova é alimento espiritual e toda dor é impulso à ascensão.

Aprendamos a entesourar os dons da vida, respeitando os ensinamentos que o mundo nos impõe, na certeza de que entre a humildade e o trabalho, alcançaremos, um dia, os cimos da luz.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Joia
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05 de setembro

Se você escolher a Minha vontade e andar pelos Meus caminhos, você terá de fazê-lo de todo coração, sem se importar com nada.

Você terá que conviver com o mel e o fel que virão com o aprendizado da lição vital de obediência instantânea à Minha vontade.

Somente doando tudo você receberá tudo.

Nesta vida espiritual você não pode catar só os bons pedaços: é tudo ou nada.

Muitas almas gostam de escolher as partes desta vida que elas preferem e tentam ignorar as partes que não preenchem seus desejos básicos. Isto não é viver uma vida espiritual: é escolher fazer só o que você quer e não o que Eu desejo que você faça para Mim.

Se esta é a sua atitude, você não pode esperar que as coisas dêem certo.

Eu preciso de sua total entrega e dedicação antes que Eu possa operar Meus prodígios e milagres em você e através de você.

Agora que você já sabe como são as coisas, que tal começar a fazer algo a respeito?

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Os Laços de Família são Fortalecidos pela Reencarnação e Rompidos pela Unicidade da Existência

18 – Os laços de família não são destruídos pela reencarnação, como pensam certas pessoas. Pelo contrário, são fortalecidos e reapertados. O princípio oposto é que os destrói.

Os Espíritos formam, no espaço, grupos ou famílias, unidos pela afeição, pela simpatia e a semelhança de inclinações. Esses Espíritos, felizes de estarem juntos, procuram-se. A encarnação só os separa momentaneamente, pois que, uma vez retornando a erraticidade, eles se reencontram, como amigos na volta de uma viagem. Muitas vezes eles seguem juntos na encarnação, reunindo-se numa mesma família ou num mesmo círculo, e trabalham juntos para o seu progresso comum. Se uns estão encarnados e outros não, continuarão unidos pelo pensamento. Os que estão livres velam pelos que estão cativos, os mais adiantados procurando fazer progredir os retardatários. Após cada existência terão dado mais um passo na senda da perfeição.

Cada vez menos apegados à matéria, seu afeto é mais vivo, por isso mesmo que mais purificado, não perturbado pelo egoísmo nem obscurecido pelas paixões. Assim, eles poderiam percorrer um número ilimitado de existências corporais, sem que nenhum acidente perturbe sua afeição comum.

Estenda-se bem que se trata aqui da verdadeira afeição espiritual, de alma para alma, a única que sobrevive à destruição do corpo, pois os seres que se unem na Terra apenas pelos sentidos, não têm nenhum motivo para se preocuparem no mundo dos Espíritos. Só são duráveis as afeições espirituais. As afeições carnais extinguem-se com a causa que as provocou; ora, essa causa deixa de existir no mundo dos Espíritos, enquanto a alma sempre existe. Quanto às pessoas que se unem somente por interesse, nada são realmente uma para outra: a morte as separa na Terra e no Céu.

19 – A união e a afeição entre parentes indicam a simpatia anterior que as aproximou. Por isso, diz-se de uma pessoa cujo caráter, cujos gostos e inclinações nada têm de comum com os dos parentes, que ela não pertence à família. Dizendo isso, enuncia-se uma verdade maior do que se pensa. Deus permite essas encarnações de Espíritos antipáticos ou estranhos nas famílias, com a dupla finalidade de servirem de provas para uns e de meio de progresso para outros. Os maus, se melhoram pouco a pouco, ao contacto dos bons e pelas atenções que deles recebem, seu caráter se abranda, seus costumes se depuram, as antipatias desaparecem. É assim que se produz a fusão das diversas categorias de Espíritos, como se faz na Terra entre a raças e os povos.

20 – O medo do aumento indefinido da parentela, em conseqüência da reencarnação, é um medo egoísta, provando que não se possui uma capacidade de amor suficientemente ampla, para abranger um grande número de pessoas. Um pai que tem numerosos filhos, por acaso os amaria menos do que se tivesse apenas um? Mas que os egoístas se tranqüilizem, pois esse medo não tem fundamento. Do fato de ter um homem dez encarnações, não se segue que tenha de encontrar no mundo dos Espíritos dez mães, dez esposas e um número proporcional de filhos e de novos parentes. Ele sempre encontrará os mesmos que foram objetos de sua afeição,que lhe estiveram ligados na Terra por diversas maneiras, e talvez pelas mesmas maneiras.

21 – Vejamos agora as conseqüências da doutrina anti-reencarnacionista. Essa doutrina exclui necessariamente a preexistência da alma, e as almas sendo criadas ao mesmo tempo em que os corpos, não existe entre elas nenhuma ligação anterior. São, pois, completamente estranhas umas às outras. O pai é estranho para o filho, e a união das famílias fica assim reduzida unicamente à filiação corporal, sem nenhuma ligação espiritual. Não haverá portanto nenhum motivo de vanglória por se ter entre os antepassados algumas personagens ilustres. Com a reencarnação, antepassados e descendentes podem ser conhecidos, ter vivido juntos, podem se ter amado, e mais tarde se reunirem de novo para estreitar os seus laços de simpatia.

22 – Isso no tocante ao passado. Quanto ao futuro, segundo os dogmas fundamentais que decorrem do princípio anti-reencarnacionista, a sorte das almas está irrevogavelmente fixada após uma única existência. Essa fixação definitiva da sorte implica a negação de todo o progresso, pois se há algum progresso, não pode haver fixação definitiva da sorte. Segundo tenham elas bem ou mal vivido,vão imediatamente para a morada dos bem-aventurados ou para o inferno eterno. Ficam assim imediatamente separadas para sempre, sem esperanças de jamais se reunirem, de tal maneira que pais, mães e filhos, maridos e esposas, irmãos e amigos, não têm nunca a certeza de se reverem: é a mais absoluta ruptura dos laços de família.

Com a reencarnação, e o progresso que lhe é conseqüente, todos os que se amam se encontram na terra e no espaço, e juntos gravitam para Deus. Se há os que fracassam no caminho, retardam o seu adiantamento e a sua felicidade. Mas nem por isso as esperanças estão perdidas. Ajudados, encorajados e amparados pelos que os amam, sairão um dia do atoleiro em que caíram. Com a reencarnação, enfim, há perpétua solidariedade entre os encarnados e os desencarnados, do que resulta o estreitamento dos laços de afeição.

23. Em resumo, quatro alternativas se apresentam ao homem, para o seu futuro de além-túmulo:

1º) o nada, segundo a doutrina materialista;
2º) a absorção no todo universal, segundo a doutrina panteísta;
3º) a conservação da individualidade, com fixação definitiva da sorte, segundo a doutrina da Igreja;
4º) a conservação da individualidade, com o progresso infinito, segundo a doutrina espírita.

De acordo com as duas primeiras, os laços de família são rompidos pela morte, e não há nenhuma esperança de se reencontrarem; com a terceira, há possibilidade de se reverem, contanto que esteja no mesmo meio, podendo esse meio ser o inferno ou o paraíso; com a pluralidade das existências, que é inseparável do progresso gradual, existe a certeza da continuidade das relações entre os que se amam, e é isso o que constitui a verdadeira família.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXIII, itens 4 a 6.)
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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Unicamente de ti


 Diante do serviço do bem, não afirmes “não posso” e não digas “nada sei”.

 Lembra-te de que no curso dos dias, a se repetirem no tempo, cada hora pode trazer-nos sempre nova lição.

 E há tarefas, na experiência, cuja solução depende unicamente de ti.

Nem dos mestres de teu caminho…

 Nem dos amados de tua alma…

 Nem dos conselheiros de tua fé…

 Nem dos heróis de teu culto…

 Nem dos benfeitores desencarnados…

 Nem dos amigos que te rodeiam…

 Unicamente de ti mesmo…

 A sós contigo e ao lado dos credores e devedores de tua marcha…

 É o chamamento imperioso da renúncia no lar,

 é o dever no campo profissional em que os pequenos sacrifícios gravam a ficha de tua honra,

 é o necessitado a rentear contigo na via pública, suplicando-te amparo,

 é o amigo a quem podes pessoalmente desculpar, sempre que haja uma falta a ser esquecida,

 é a criança que te pede um minuto de apoio,

 é o espírito em sombra, a rogar-te leve gota de luz, através da palavra tolerante e afetuosa…

 Não olvides, assim, que, se há programa de caridade a luzir para todos, há um apelo da Lei de Deus a ti somente, para que exercites a sublime virtude com tua esposa ou com teu esposo, com teu filho e com teu amigo, com teu desafeto ou com teu devedor…

 E atendendo, em silêncio, ao convite celeste, a que se faça o bem que o mundo em torno espera agora unicamente de ti, acordarás, mais tarde, na Beneficência Divina, de coração convertido em astro de entendimento, a brilhar para a vida em sereno esplendor.

🍄🌿🍄
Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Caminho espírita
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04 de Setembro

Mantenha a visão da perfeição, da harmonia e da beleza sempre à sua frente e projete-a em tudo e em todos.

Deixe que o amor que existe em você transborde como a água e se espalhe para todos igualmente.

Não permita que haja discriminação em você, porque todos fazem parte de Mim; todos são uma só família.

O amor universal começa dentro de cada indivíduo e abre seu caminho para o exterior.

Quando cada indivíduo perceber isto e deixar o amor fluir livremente, muitas mudanças ocorrerão no mundo, porque é o amor que transmuta todo ódio, inveja, ciúme, crítica e ambição desmesurada.

Estas são as qualidades que provocam guerra, destruição e morte.

O amor cria a vida - a vida infinita, a vida abundante.

O amor traz paz, alegria verdadeira e duradoura felicidade.

Acima de tudo o amor traz união e integração.

Portanto, se você enveredou por algum atalho e se perdeu, volte para o caminho do amor que leva diretamente a Mim, e você Me encontrará esperando por você bem em seu interior.

🍄🌿🍄
Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
🍄🌿🍄









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MENSAGEM DO ESE:

Simplicidade e pureza de coração

Bem-aventurados os que têm puro o coração, porquanto verão a Deus. (S. Mateus, cap. V, v. 8.)
Apresentaram-lhe então algumas crianças, a fim de que ele as tocasse, e, como seus discípulos afastassem com palavras ásperas os que lhas apresentavam, Jesus, vendo isso, zangou-se e lhes disse:
“Deixai que venham a mim as criancinhas e não as impeçais, porquanto o reino dos céus é para os que se lhes assemelham. — Digo-vos, em verdade, que aquele que não receber o reino de Deus como uma criança, nele não entrará.” — E, depois de as abraçar, abençoou-as, impondo-lhes as mãos. (S. MARCOS, cap. X, vv. 13 a 16.)

A pureza do coração é inseparável da simplicidade e da humildade. Exclui toda idéia de egoísmo e de orgulho. Por isso é que Jesus toma a infância como emblema dessa pureza, do mesmo modo que a tomou como o da humildade.

Poderia parecer menos justa essa comparação, considerando-se que o Espírito da criança pode ser muito antigo e que traz, renascendo para a vida corporal, as imperfeições de que se não tenha despojado em suas precedentes existências. Só um Espírito que houvesse chegado à perfeição nos poderia oferecer o tipo da verdadeira pureza. É exata a comparação, porém, do ponto de vista da vida presente, porquanto a criancinha, não havendo podido ainda manifestar nenhuma tendência perversa, nos apresenta a imagem da inocência e da candura. Daí o não dizer Jesus, de modo absoluto, que o reino dos céus é para elas, mas para os que se lhes assemelhem.

Pois que o Espírito da criança já viveu, por que não se mostra, desde o nascimento, tal qual é? Tudo é sábio nas obras de Deus. A criança necessita de cuidados especiais, que somente a ternura materna lhe pode dispensar, ternura que se acresce da fraqueza e da ingenuidade da criança. Para uma mãe, seu filho é sempre um anjo e assim era preciso que fosse, para lhe cativar a solicitude. Ela não houvera podido ter-lhe o mesmo devotamento, se, em vez da graça ingênua, deparasse nele, sob os traços infantis, um caráter viril e as idéias de um adulto e, ainda menos, se lhe viesse a conhecer o passado.

Aliás, faz-se necessário que a atividade do princípio inteligente seja proporcionada à fraqueza do corpo, que não poderia resistir a uma atividade muito grande do Espírito, como se verifica nos indivíduos grandemente precoces. Essa a razão por que, ao aproximar-se-lhe a encarnação, o Espírito entra em perturbação e perde pouco a pouco a consciência de si mesmo, ficando, por certo tempo, numa espécie de sono, durante o qual todas as suas faculdades permanecem em estado latente. É necessário esse estado de transição para que o Espírito tenha um novo ponto de partida e para que esqueça, em sua nova existência, tudo aquilo que a possa entravar. Sobre ele, no entanto, reage o passado. Renasce para a vida maior, mais forte, moral e intelectualmente, sustentado e secundado pela intuição que conserva da experiência adquirida.

A partir do nascimento, suas idéias tomam gradualmente impulso, à medida que os órgãos se desenvolvem, pelo que se pode dizer que, no curso dos primeiros anos, o Espírito é verdadeiramente criança, por se acharem ainda adormecidas as idéias que lhe formam o fundo do caráter.

Durante o tempo em que seus instintos se conservam amodorrados, ele é mais maleável e, por isso mesmo, mais acessível às impressões capazes de lhe modificarem a natureza e de fazê-lo progredir, o que torna mais fácil a tarefa que incumbe aos pais.

O Espírito, pois, enverga temporariamente a túnica da inocência e, assim, Jesus está com a verdade, quando, sem embargo da anterioridade da alma, toma a criança por símbolo da pureza e da simplicidade.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VIII, itens 1 a 4.)
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Má vontade


“Não vos comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas.” – Paulo. (Efésios, 5:11.)

Má-vontade gera sombra.

A sombra favorece a estagnação.

A estagnação conserva o mal.

O mal entroniza a ociosidade.

A ociosidade cria a discórdia.

A discórdia desperta o orgulho.

O orgulho acorda a vaidade.

A vaidade atiça a paixão inferior.

A paixão inferior provoca a indisciplina.

A indisciplina mantém a dureza de coração.

A dureza de coração impõe a cegueira espiritual.

A cegueira espiritual conduz ao abismo.

Entregue às obras infrutuosas da incompreensão, pela simples má-vontade pode o homem rolar indefinidamente ao precipício das trevas.

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EMMANUEL
Chico Xavier
Obra: Pão nosso
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quinta-feira, 3 de setembro de 2026

O desânimo


Tóxico imobilizador, o desânimo se insinua suavemente, dominando as reservas da coragem e submetendo o combatente à sua ação perturbadora.

 Instala-se, a pouco e pouco, inspirando pessimismo e mal-estar, que se agrava, qual invasor que conquista passo a passo os espaços abandonados à sua frente. 

O desânimo é inimigo covarde que ceifa mais vidas do que o câncer, pelos resultados que logra na economia do comportamento humano.

Quando sintas a insinuação do desânimo, ciciando-te falsos motivos para que abandones a peleja, ou a postergues, ou a desconsideres, tem cuidado. 

Usa a razão e expulsa-o da casa mental.

 Às vezes se te apresenta na condição de mágoa defluente de qualquer incompreensão sofrida e, noutras ocasiões, em forma de exaustão de forças, que deves superar, mediante mudança de atitude mental e de atividade física.

 A marcha do tempo é inexorável. 

De qualquer forma, as horas se sucedem.

 Utiliza-as de maneira condigna, mesmo que a peso de sacrifícios. 

Quando transponhas a barreira da dificuldade, constatarás a vantagem de haver perseverado, descobrindo-te rico de paz, face aos tesouros de amor e realização que adquiriste. 

Motivo algum deve servir de apoio para o desânimo. 

Tudo, na vida, constitui convite para o avanço e a conquista de valores, na harmonia e na glória do bem.

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Joanna de Ângelis
Divaldo Pereira Franco
Obra: Episódios diários
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03 de setembro

Doe e continue doando.

Não tente acumular nada.

Mantenha tudo fluindo livremente.

Seja talento, amor, dinheiro ou posses, mantenha o fluxo, o movimento.

Assim, tudo se multiplicará.

A força da vida em seu corpo não pode ser acumulada: precisa se manter em movimento, circulando, só assim consegue se renovar, se refrescar, dando lugar para mais força vital penetrar e possibilitando a você ser um ser vital.

E assim é com tudo; mantenha o movimento e nunca impeça o fluxo.

Observe a vida se desenrolar perfeitamente para você.

Veja seus desejos sendo realizados no momento certo. Acredite no que vai acontecer e não deixe as dúvidas penetrarem em sua consciência.

Seja sempre positivo, apesar das condições parecerem adversas, e sinta os pensamentos mesquinhos desaparecerem e serem substituídos por pensamentos de progresso e abundância.

Tenha fé absoluta que tudo vai muito bem porque Eu tenho tudo em Minhas mãos.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Capítulo 22 - Não se separa o que Deus juntou

O Divórcio

5 – O divórcio é uma lei humana, cuja finalidade é separar legalmente o que já estava separado de fato. Não é contrário à lei de Deus, pois só reforma o que os homens fizeram, e só tem aplicação nos casos em que a lei divina não foi considerada. Se fosse contrário a essa lei a própria Igreja seria forçada a considerar como prevaricadores aqueles dos seus chefes que, por sua própria autoridade, e em nome da religião, impuseram o divórcio, em várias circunstâncias. Dupla prevaricação, porque praticada com vistas unicamente aos interesses materiais, e não para atender à lei do amor.

Mas nem mesmo Jesus consagrou a indissolubilidade absoluta do casamento. Não disse ele: “Moisés, pela dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar as vossas mulheres”? Isto significa que, desde os tempos de Moisés, não sendo a mútua afeição o motivo único do casamento, a separação podia tornar-se necessária. Mas acrescenta: “ no princípio não foi assim”, ou seja, na origem da Humanidade, quando os homens ainda não estavam pervertidos pelo egoísmo e orgulho, e viviam segundo a lei de Deus, as uniões, fundadas na simpatia recíproca e não sobre a vaidade ou a ambição, não davam motivo ao repúdio.

E vai ainda mais longe, pois especifica o caso em que o repúdio pode verificar-se: o de adultério. Ora, o adultério não existe onde reina uma afeição recíproca sincera. É verdade que proíbe ao homem desposar a mulher repudiada, mas é necessário considerar os costumes e o caráter dos homens do seu tempo. A lei mosaica prescrevia a lapidação para esses casos. Querendo abolir um costume bárbaro, precisava, naturalmente, de estabelecer uma penalidade, que encontrou na ignomínia decorrente da proibição de novo casamento. Era de qualquer maneira, uma lei civil substituída por outra lei civil, que, por sua vez, como todas as leis dessa natureza, devia sofrer a prova do tempo.

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O Evangelho segundo o Espiritismo
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Dependência Afetiva


Não dependamos emocionalmente de ninguém.

Todos somos interdependentes, no entanto, cada qual tem o direito de efetuar as suas próprias escolhas.

Quem depende psiquicamente de uma outra pessoa para viver está doente, reclamando, por isto mesmo, inadiável tratamento.

Não escravizemos ninguém às nossas ideias e ao nosso modo de ser, tanto quanto não nos permitamos nos escravizar, a ponto de nos anularmos em nossa própria vontade.

Todo excesso no campo afetivo, a pretexto de amor, é simples posse, paixão disfarçada gerando desequilíbrio.

O pensamento fixo que nos ocupa a cabeça é sinal evidente de que algo não está bem conosco e carecemos de reconhecer isto, se não quisermos nos precipitar em abismos de maiores sofrimentos.

Ninguém deve entregar-se totalmente a alguém, a não ser a Deus!

Todos somos afetivamente carentes, mas não nos prevaleçamos disto para inspirar piedade a nosso respeito ou realizar chantagens emocionais.

Quem se doa aos outros, sem pensar em si, receberá de volta o que necessita na medida exata do que houver cedido.

Embora as nossas ligações cármicas, saibamos que não somos de todo insubstituíveis no carinho de quem quer que seja.

Sempre ser-nos-á possível encontrar alguém na estrada do destino que, não sendo necessariamente quem imaginamos, poderá nos surpreender como o agente da felicidade que esperamos.
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Irmão José
Carlos A. Baccelli
Obra: Lições da vida
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