sábado, 28 de outubro de 2017

DÍVIDAS



"Eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto
a sábios como a ignorantes." - Paulo (Romanos, 1:14)


O Apóstolo da Gentilidade frisou claramente a sua condição de legítimo devedor de todos e essa condição é a de qualquer outro ser da comunidade humana.

A criatura em si, não é apenas a soma das próprias realizações, mas também o produto de débitos inumeráveis para com o grupo a que pertence.

Cada um deve incalculável tributos às almas com quem convive.

Não nos esqueçamos de que vivemos empenhados à boa vontade dos corações amigos...

À sabedoria dos mais experientes...

Ao carinho dos companheiros próximos...

Ao apoio e ao estímulo dos familiares...

Aos nobres impulsos das relações fraternais...

Portanto, pelo reconhecimento das nossas dívidas comuns, provamos a real consequência do orgulho e da vaidade em qualquer coração e a impraticabilidade do insulamento em nosso passo evolutivo.

A dívida importa em compromisso e compromisso significa resgate natural ou compulsório.

Todos somos devedores uns dos outros.

Se ainda alimentas algum laivo de superioridade egoística, à frente dos semelhantes, lembra-te das dívidas numerosas, que ainda não saldaste, a começar pelo próprio instrumento físico que te foi emprestado temporariamente.
*****************************************
Emmanuel 
Chico Xavier



MENSAGEM DO ESE:
Missão dos espíritas


Não escutais já o ruído da tempestade que há de arrebatar o velho mundo e abismar no nada o conjunto das iniqüidades terrenas? Ah! bendizei o Senhor, vós que haveis posto a vossa fé na sua soberana justiça e que, novos apóstolos da crença revelada pelas proféticas vozes superiores, ides pregar o novo dogma da reencarnação e da elevação dos Espíritos, conforme tenham cumprido, bem ou mal, suas missões e suportado suas provas terrestres.

Não mais vos assusteis! As línguas de fogo estão sobre as vossas cabeças. Ó verdadeiros adeptos do Espiritismo!... sois os escolhidos de Deus! Ide e pregai a palavra divina. É chegada a hora em que deveis sacrificar à sua propagação os vossos hábitos, os vossos trabalhos, as vossas ocupações fúteis. Ide e pregai. Convosco estão os Espíritos elevados. Certamente falareis a criaturas que não quererão escutar a voz de Deus, porque essa voz as exorta incessantemente à abnegação. Pregareis o desinteresse aos avaros, a abstinência aos dissolutos, a mansidão aos tiranos domésticos, como aos déspotas! Palavras perdidas, eu o sei; mas não importa. Faz-se mister regueis com os vossos suores o terreno onde tendes de semear, porquanto ele não frutificará e não produzirá senão sob os reiterados golpes da enxada e da charrua evangélicas. Ide e pregai! 

Ó todos vós, homens de boa-fé, conscientes da vossa inferioridade em face dos mundos disseminados pelo Infinito!... lançai-vos em cruzada contra a injustiça e a iniqüidade. Ide e proscrevei esse culto do bezerro de ouro, que cada dia mais se alastra. Ide, Deus vos guia! Homens simples e ignorantes, vossas línguas se soltarão e falareis como nenhum orador fala. Ide e pregai, que as populações atentas recolherão ditosas as vossas palavras de consolação, de fraternidade, de esperança e de paz.
Que importam as emboscadas que vos armem pelo caminho! Somente lobos caem em armadilhas para lobos, porquanto o pastor saberá defender suas ovelhas das fogueiras imoladoras.
Ide, homens, que, grandes diante de Deus, mais ditosos do que Tomé, credes sem fazerdes questão de ver e aceitais os fatos da mediunidade, mesmo quando não tenhais conseguido obtê-los por vós mesmos; ide, o Espírito de Deus vos conduz.

Marcha, pois, avante, falange imponente pela tua fé! Diante de ti os grandes batalhões dos incrédulos se dissiparão, como a bruma da manhã aos primeiros raios do Sol nascente. — Erasto, anjo da guarda do médium. (Paris, 1863.)

**************************************************

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XX, item 4.)


sexta-feira, 27 de outubro de 2017

CAMINHA COM ALEGRIA



A tua luta pode ser grande, mas o amparo que recebes não é menor.

Mãos invisíveis sustentam-te na caminhada.

Uma força que não é só tua não te deixa cair.

Embora a sombra do mal, a luz do Bem tutela-te.

A cruz que te pesa aos ombros, é também o teu cajado para a Grande Ascensão.

Vozes amigas soam-te aos ouvidos, encorajando-te a seguir.

Não desanimes.

Não te importem os pés sangrando e o peito opresso.

Nem te atormentes pela sede de justiça, ante as pedradas da ingratidão.

Mesmo sabendo que rumas para o supremo sacrifício, caminha com alegria e sobe ao topo do monte, onde o Senhor te espera na glória da ressurreição.
**************************
Irmão José 
 Carlos Baccelli 
“Ajuda-te e o Céu te Ajudará”



MENSAGEM DO ESE:
Simplicidade e pureza de coração


Bem-aventurados os que têm puro o coração, porquanto verão a Deus. (S. Mateus, cap. V, v. 8.)
Apresentaram-lhe então algumas crianças, a fim de que ele as tocasse, e, como seus discípulos afastassem com palavras ásperas os que lhas apresentavam, Jesus, vendo isso, zangou-se e lhes disse:
“Deixai que venham a mim as criancinhas e não as impeçais, porquanto o reino dos céus é para os que se lhes assemelham. — Digo-vos, em verdade, que aquele que não receber o reino de Deus como uma criança, nele não entrará.” — E, depois de as abraçar, abençoou-as, impondo-lhes as mãos. (S. MARCOS, cap. X, vv. 13 a 16.)

A pureza do coração é inseparável da simplicidade e da humildade. Exclui toda idéia de egoísmo e de orgulho. Por isso é que Jesus toma a infância como emblema dessa pureza, do mesmo modo que a tomou como o da humildade.

Poderia parecer menos justa essa comparação, considerando-se que o Espírito da criança pode ser muito antigo e que traz, renascendo para a vida corporal, as imperfeições de que se não tenha despojado em suas precedentes existências. Só um Espírito que houvesse chegado à perfeição nos poderia oferecer o tipo da verdadeira pureza. É exata a comparação, porém, do ponto de vista da vida presente, porquanto a criancinha, não havendo podido ainda manifestar nenhuma tendência perversa, nos apresenta a imagem da inocência e da candura. Daí o não dizer Jesus, de modo absoluto, que o reino dos céus é para elas, mas para os que se lhes assemelhem.

Pois que o Espírito da criança já viveu, por que não se mostra, desde o nascimento, tal qual é? Tudo é sábio nas obras de Deus. A criança necessita de cuidados especiais, que somente a ternura materna lhe pode dispensar, ternura que se acresce da fraqueza e da ingenuidade da criança. Para uma mãe, seu filho é sempre um anjo e assim era preciso que fosse, para lhe cativar a solicitude. Ela não houvera podido ter-lhe o mesmo devotamento, se, em vez da graça ingênua, deparasse nele, sob os traços infantis, um caráter viril e as idéias de um adulto e, ainda menos, se lhe viesse a conhecer o passado.

Aliás, faz-se necessário que a atividade do princípio inteligente seja proporcionada à fraqueza do corpo, que não poderia resistir a uma atividade muito grande do Espírito, como se verifica nos indivíduos grandemente precoces. Essa a razão por que, ao aproximar-se-lhe a encarnação, o Espírito entra em perturbação e perde pouco a pouco a consciência de si mesmo, ficando, por certo tempo, numa espécie de sono, durante o qual todas as suas faculdades permanecem em estado latente. É necessário esse estado de transição para que o Espírito tenha um novo ponto de partida e para que esqueça, em sua nova existência, tudo aquilo que a possa entravar. Sobre ele, no entanto, reage o passado. Renasce para a vida maior, mais forte, moral e intelectualmente, sustentado e secundado pela intuição que conserva da experiência adquirida.

A partir do nascimento, suas idéias tomam gradualmente impulso, à medida que os órgãos se desenvolvem, pelo que se pode dizer que, no curso dos primeiros anos, o Espírito é verdadeiramente criança, por se acharem ainda adormecidas as idéias que lhe formam o fundo do caráter. Durante o tempo em que seus instintos se conservam amodorrados, ele é mais maleável e, por isso mesmo, mais acessível às impressões capazes de lhe modificarem a natureza e de fazê-lo progredir, o que torna mais fácil a tarefa que incumbe aos pais.

O Espírito, pois, enverga temporariamente a túnica da inocência e, assim, Jesus está com a verdade, quando, sem embargo da anterioridade da alma, toma a criança por símbolo da pureza e da simplicidade.
*************************************
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VIII, itens 1 a 4.)

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

LIVRE-SE DO QUE NÃO TE FAZ BEM E TENHA UMA VIDA MAIS LEVE



Especialista dá dicas para quem quer dar um basta em
algumas coisas que geram insatisfação.
O especialista em administração do tempo e
produtividade Christian Barbosa dá algumas dicas para quem
quer dar um basta em tudo o que não faz bem, para ter uma vida mais leve e feliz. Ele sugere repensar sobre alguns pontos
comuns para a maioria das pessoas:

Emprego Chato
Se o emprego não te realiza ou não te ajuda a crescer
profissionalmente, ou se você se cansou do chefe e das
cobranças, é hora de repensar. “Mesmo em tempos difíceis, o
mercado tem muita vaga disponível para pessoas de atitude.
Mesmo que não apareça nada, tire aquele sonho antigo da
gaveta e comece um plano B enquanto está no emprego atual.
O que você não deve fazer é investir a maior parte do seu tempo
em algo que te deixa triste, frustrado ou desmotivado”.

Saúde Instável
Uma simples gripe ou dores no estômago, são sinais de que seu
corpo esteja falando algo que você não está querendo ouvir. “Já
pensou que o estresse pode estar destruindo seu sistema
imunológico? Você pode fazer sua escolha: ficar de cama no
hospital para descobrir que é o momento de dar um basta nisso,
ou procurar uma alternativa séria de tratamento, como mudar o
seu comportamento e ter uma vida mais equilibrada”.

Falta de prazer
São muitos os prazeres que a vida parece não permitir ter, seja
por falta de tempo, coragem, atitude de mudar ou dizer um não.
Mas é possível. Tente não se privar de comer o chocolate que
você ama, de buscar a intimidade com o parceiro ou mesmo de
fazer aquela viagem dos sonhos. “O prazer em seu sentido mais
amplo, rejuvenesce, aumenta a felicidade, a motivação e a
saúde”.


Desorganização
Aprender a ter mais controle sobre o seu tempo ajuda a acabar
com a desorganização e as urgências. Existem métodos que
podem ajudar a fazer um planejamento que dê mais resultados, a
perder menos tempo procurando informações desnecessárias e
até a reduzir o número de esquecimentos no dia a dia.

Deixar para depois

É comum que as pessoas se acostumem a fazer algo somente
quando ele se torna urgente. Mas se é algo tão importante e vai lhe
trazer bons resultados, por que ainda não o fez? Estabeleça
prioridades ou, caso contrário, deixará de aproveitar muitas
coisas. “Infelizmente, a meditação, a praia, o esporte, a leitura, a
academia e os amigos, dificilmente serão urgentes e ficarão
esquecidos para trás”.

Redes Sociais
Elas parecem divertidas, mas no fundo acabam cansando e
tirando a paciência. Além disso, hoje é raro encontrar nas redes
algo que agregue valor. “Será que o tempo dedicado para isto está
te proporcionando algo bom ou acabando com o resto das coisas
que você realmente deveria fazer? Em geral, nosso problema não
é a falta de tempo, e sim o seu mau uso”.

Falta de Leitura
Ler é uma das coisas mais importantes, mas está cada vez menos
frequente. “A leitura nos fazer sonhar, aprender e instiga vontade
de mudar as coisas. Dê um basta nisso e escolha um livro,
coloque-o em sua bolsa ou ao lado de seu sofá. Converse com um
amigo e prometa para ele algo, caso não leia esse livro em um
mês, isso o motivará a começar agora mesmo”. 
*******************************************
Escrito por Mariana Bueno
 


Mensagem do ESE:
Os trabalhadores da última hora


O reino dos céus é semelhante a um pai de família que saiu de madrugada, a fim de assalariar trabalhadores para a sua vinha. — Tendo convencionado com os trabalhadores que pagaria um denário a cada um por dia, mandou-os para a vinha. Saiu de novo à terceira hora do dia e, vendo outros que se conservavam na praça sem fazer coisa alguma, — disse-lhes: Ide também vós outros para a minha vinha e vos pagarei o que for razoável. Eles foram. — Saiu novamente à hora sexta e à hora nona do dia e fez o mesmo. — Saindo mais uma vez à hora undécima, encontrou ainda outros que estavam desocupados, aos quais disse: Por que permaneceis aí o dia inteiro sem trabalhar? — É, disseram eles, que ninguém nos assalariou. Ele então lhes disse: Ide vós também para a minha vinha.
Ao cair da tarde disse o dono da vinha àquele que cuidava dos seus negócios: Chama os trabalhadores e paga-lhes, começando pelos últimos e indo até aos primeiros. — Aproximando-se então os que só à undécima hora haviam chegado, receberam um denário cada um. — Vindo a seu turno os que tinham sido encontrados em primeiro lugar, julgaram que iam receber mais; porém, receberam apenas um denário cada um. — Recebendo-o, queixaram-se ao pai de família, — dizendo: Estes últimos trabalharam apenas uma hora e lhes dás tanto quanto a nós que suportamos o peso do dia e do calor.
Mas, respondendo, disse o dono da vinha a um deles: Meu amigo, não te causo dano algum; não convencionaste comigo receber um denário pelo teu dia? Toma o que te pertence e vai-te; apraz-me a mim dar a este último tanto quanto a ti. — Não me é então lícito fazer o que quero? Tens mau olho, porque sou bom? 

Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos, porque muitos são os chamados e poucos os escolhidos. (S. MATEUS, cap. XX, vv. 1 a 16. Ver também: “Parábola do festim das bodas”, cap. XVIII, nº 1.)

**************************************

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XX, item 1.)

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

CUIDADO COM A MEMÓRIA DA SUA CASA!



O padrão vibratório de uma casa tem relação direta com a energia e o estado de espírito de seus moradores. Tudo o que pensamos e fazemos, as escolhas, os sentimentos, sejam bons ou ruins, são energias. O resultado reflete nos ambientes, pessoas e situações.

O corpo é nossa primeira morada e nossa casa, sua extensão. É ela que nos acolhe, protege e guarda nossa história. Da mesma forma que limpamos, nutrimos e cuidamos da vibração de nosso corpo, devemos estender esses cuidados e carinhos ao lar. Mais que escolher o imóvel e enfeitá-lo com móveis e objetos - muitas vezes guiados apenas por modismos ou pura praticidade -, a elaboração da atmosfera de um ambiente é importante porque reflete a personalidade de seu dono, dando pistas sobre seus gostos, estilo de vida, história e sonhos.

Há quem acredite que, colocando cristais, sinos de vento, fontes, espelhos, instrumentos do feng shui, é possível atrair bons fluídos e equilíbrio para dentro de casa. Mas, é muito pouco, pois a personalidade de um ambiente vai além. Ela é conseguida dia após dia, não apenas com técnicas, mas com pequenos atos de carinho e com muita energia boa.

Além de atrair bons fluídos para nosso lar, temos todas as condições de criá-los no interior do próprio ambiente. O conjunto de pensamentos, sentimentos, estado de espírito, condições físicas, anseios e intenções dos moradores fica impregnado no ambiente, criando o que se chama de egrégora.

Você, com certeza, já esteve em uma residência ou ambiente onde sentiu um profundo bem-estar e sensação de acolhimento, independe da beleza, luxo ou qualquer outro fator externo. Essa atmosfera gostosa, sem dúvida, era dada principalmente pelo estado de espírito positivo de seus moradores. Infelizmente, hoje em dia, é muito mais corriqueiro entrarmos em ambientes que nos oprimem ou nos dão a sensação de falta de paz e, às vezes, até de sujeira, mesmo que a casa esteja limpa. A vontade é ir embora rapidamente, ainda que sejamos bem tratados.

O que poucos sabem é que as paredes, objetos e a atmosfera da casa têm memória e registram as energias de todos os acontecimentos e do estado de espírito de seus moradores. Por isso, quando pensar na saúde energética de sua casa, tome a iniciativa básica e vital de impregnar sua atmosfera apenas com bons pensamentos e muita fé. Evite brigas e discussões desnecessárias. Observe seu tom de voz: nada de gritos e formas agressivas de expressão. Não bata portas e tente assumir gestos harmoniosos, cuidando de seus objetos e entes queridos com carinho.

Não pense mal dos outros. Pragas, nem pensar! Selecione muito bem as pessoas que vão frequentar sua casa. Festas, brindes e comemorações alegres são bem-vindas porque trazem alegria e muita energia, mas cuidado com os excessos. Nada de bebedeiras e muito menos uso de drogas, que atraem más energias.

Se você nutre uma mágoa profunda ou mesmo um ódio forte por alguém, procure ajuda para limpar essas energias densas de seu coração. Lembre-se que sua casa também pode estar contaminada.

Aprenda a fazer escolhas e determine o que quer para sua vida e ambiente onde mora. Alegria, amor, paz, prosperidade, saúde, amizades, beleza já estão bons para começar, não é mesmo?

Reflita sobre como você vive em sua casa, no que pensa, como anda seu humor e reclamações do seu dia-a-dia. Tudo isto interfere no seu astral.
***********************************
Franco Guizzetti


MENSAGEM DO ESE: 
Haverá casos em que convenha se desvende o mal de outrem?

É muito delicada esta questão e, para resolvê-la, necessário se torna apelar para a caridade bem compreendida. Se as imperfeições de uma pessoa só a ela prejudicam, nenhuma utilidade haverá nunca em divulgá-la. Se, porém, podem acarretar prejuízo a terceiros, deve-se atender de preferência ao interesse do maior número. Segundo as circunstâncias, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode constituir um dever, pois mais vale caia um homem, do que virem muitos a ser suas vítimas. Em tal caso, deve-se pesar a soma das vantagens e dos inconvenientes. — São Luís. (Paris, 1860.)
******************************
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, item 21.)
 

terça-feira, 24 de outubro de 2017

QUASE PASSANDO





Realiza, com o aproveitamento do tempo, a tua tarefa.

Não te atropeles, mas faze logo o que te compete, enquanto as oportunidades te favoreçam.

Amanhã, talvez, não estejas mais no corpo ou não desfrutes das mesmas circunstâncias.

O teu melhor dia é o dia de hoje.

Não adies o que, por certo, já adiaste infinitas vezes, em vidas que se escoaram na ampulheta do tempo.

Dispões agora, neste exato momento, dos recursos pelos quais tanto ansiaste.

Por mais tímidas, as forças que se movimentam no Bem atraem forças semelhantes que a elas vêm se somar, prodigiosamente.

Leve impulso em tua vontade de ser útil há de te conduzir à exitosa jornada espiritual.

Não te detenhas, esperando pelo amanhã, que, tendo chegado, está quase passando.

O tempo que se perde não se recupera mais.

Não te esqueças de que os dias procedem das horas, quanto as horas procedem dos minutos.
****************
  Irmão José
Carlos Baccelli




MENSAGEM DO ESE:
Indissolubilidade do casamento

Também os fariseus vieram ter com ele para o tentarem e lhe disseram: Será permitido a um homem despedir sua mulher, por qualquer motivo? Ele respondeu: Não lestes que aquele que criou o homem desde o princípio os criou macho e fêmea e disse: Por esta razão, o homem deixará seu pai e sua mãe e se ligará à sua mulher e não farão os dois senão uma só carne? — Assim, já não serão duas, mas uma só carne. Não separe, pois, o homem o que Deus juntou.
Mas, por que então, retrucaram eles, ordenava Moisés que o marido desse à sua mulher um escrito de separação e a despedisse? — Jesus respondeu: Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés permitiu despedísseis vossas mulheres; mas, no começo, não foi assim. — Por isso eu vos declaro que aquele que despede sua mulher, a não ser em caso de adultério, e desposa outra, comete adultério; e que aquele que desposa a mulher que outro despediu também comete adultério. (S. MATEUS, cap. XIX, vv. 3 a 9.)
Imutável só há o que vem de Deus. Tudo o que é obra dos homens está sujeito a mudança. As leis da Natureza são as mesmas em todos os tempos e em todos os países. As leis humanas mudam segundo os tempos, os lugares e o progresso da inteligência. No casamento, o que é de ordem divina é a união dos sexos, para que se opere a substituição dos seres que morrem; mas, as condições que regulam essa união são de tal modo humanas, que não há, no inundo inteiro, nem mesmo na cristandade, dois países onde elas sejam absolutamente idênticas, e nenhum onde não hajam, com o tempo, sofrido mudanças. Daí resulta que, em face da lei civil, o que é legítimo num país e em dada época, é adultério noutro país e noutra época, isso pela razão de que a lei civil tem por fim regular os interesses das famílias, interesses que variam segundo os costumes e as necessidades locais. Assim é, por exemplo, que, em certos países, o casamento religioso é o único legítimo; noutros é necessário, além desse, o casamento civil; noutros, finalmente, este último casamento basta.
Mas, na união dos sexos, a par da lei divina material, comum a todos os seres vivos, há outra lei divina, imutável como todas as leis de Deus, exclusivamente moral: a lei de amor. Quis Deus que os seres se unissem não só pelos laços da carne, mas também pelos da alma, a fim de que a afeição mútua dos esposos se lhes transmitisse aos filhos e que fossem dois, e não um somente, a amá-los, a cuidar deles e a fazê-los progredir. Nas condições ordinárias do casamento, a lei de amor é tida em consideração? De modo nenhum. Não se leva em conta a afeição de dois seres que, por sentimentos recíprocos, se atraem um para o outro, visto que, as mais das vezes, essa afeição é rompida. O de que se cogita, não é da satisfação do coração e sim da do orgulho, da vaidade, da cupidez, numa palavra: de todos os interesses materiais. Quando tudo vai pelo melhor consoante esses interesses, diz-se que o casamento é de conveniência e, quando as bolsas estão bem aquinhoadas, diz-se que os esposos igualmente o são e muito felizes hão de ser.
Nem a lei civil, porém, nem os compromissos que ela faz se contraiam podem suprir a lei do amor, se esta não preside à união, resultando, freqüentemente, separarem-se por si mesmos os que à força se uniram; torna-se um perjúrio, se pronunciado como fórmula banal, o juramento feito ao pé do altar. Daí as uniões infelizes, que acabam tornando-se criminosas, dupla desgraça que se evitaria se, ao estabelecerem-se as condições do matrimônio, se não abstraísse da única que o sanciona aos olhos de Deus: a lei de amor. Ao dizer Deus: “Não sereis senão uma só carne”, e quando Jesus disse: “Não separeis o que Deus uniu”, essas palavras se devem entender com referência à união segundo a lei imutável de Deus e não segundo a lei mutável dos homens.
Será então supérflua a lei civil e dever-se-á volver aos casamentos segundo a Natureza? Não, decerto. A lei civil tem por fim regular as relações sociais e os interesses das famílias, de acordo com as exigências da civilização; por isso, é útil, necessária, mas variável. Deve ser previdente, porque o homem civilizado não pode viver como selvagem; nada, entretanto, nada absolutamente se opõe a que ela seja um corolário da lei de Deus. Os obstáculos ao cumprimento da lei divina promanam dos prejuízos e não da lei civil. Esses prejuízos, se bem ainda vivazes, já perderam muito do seu predomínio no seio dos povos esclarecidos; desaparecerão com o progresso moral que, por fim, abrirá os olhos aos homens para os males sem conto, as faltas, mesmo os crimes que decorrem das uniões contraídas com vistas unicamente nos interesses materiais. Um dia perguntar-se-á o que é mais humano, mais caridoso, mais moral: se encadear um ao outro dois seres que não podem viver juntos, se restituir-lhes a liberdade; se a perspectiva de uma cadeia indissolúvel não aumenta o número de uniões irregulares.
***********************************
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXII, itens 1 a 4.)
************************************

💫TUDO ESTÁ DANDO CERTO💫

Uma moça, chamada Caroline, jovem e muito religiosa estava fazendo as primeiras escolhas em sua vida. Decidiu que queria ser médica e optou em cursar medicina. Porém, no primeiro vestibular, não alcançou nota suficiente para passar. No ano seguinte prestou mais uma vez, e de novo não obteve sucesso. Estudou muito e tentou pelo terceiro ano consecutivo, e mais uma vez não conseguiu ser aprovada na universidade.

Após três decepções em três anos seguidos ela orou fervorosamente a Deus e perguntou por que ela não conseguia passar na universidade e qual era o motivo de suas tentativas frustradas. Ficou em oração por um tempo e veio em sua mente uma voz angelical que disse:

– “Está dando certo…”.

Caroline ouviu a voz, mas não deu importância, já que obviamente o vestibular não tinha dado certo, pois ela não passou em medicina, que era seu sonho. No ano seguinte tentou Direito e conseguiu ser aprovada, porém com certa tristeza.

Quando estava cursando Direito, leu num cartaz da faculdade uma excelente oportunidade de estágio, num dos escritórios de advocacia mais conceituados do Brasil. Passou por uma entrevista de emprego e foi muito elogiada pelo entrevistador. Mas na prova teórica necessária para a aprovação não teve o mesmo sucesso e foi reprovada. Assim que chegou em casa, a noite, orou mais uma vez aos anjos e perguntou por que o estágio também tinha dado errado, assim como a medicina.

“Por que quase tudo dá errado?”, perguntou ela em oração. Subitamente ouviu a mesma voz angelical dizendo:

– “Está dando certo…”.

Mais uma vez não deu importância à voz, posto que, obviamente, ela tinha perdido uma grande oportunidade de estágio.

Caroline morava num apartamento com sua mãe. Havia terminado a faculdade quando, num ataque cardíaco fulminante, sua mãe morreu e a deixou sozinha neste mundo. Caroline se desesperou muitíssimo, pois era bastante apegada a sua mãe. Desenvolveu um quadro depressivo após a perda e precisou de alguns meses até se recuperar. Numa de suas crises de desespero, fez uma prece dirigida aos anjos do Senhor e mais uma vez perguntou:

– Por que Senhor? Por que tudo em minha vida dá errado?

Mais uma vez, a mesma voz angelical, muito bela, ressoou dentro de sua mente, mas agora lhe veio também à imagem de um anjo, que disse:

– “Está dando certo…”.

Caroline já começava a ficar brava com a voz. “Nada está dando certo, que droga!”, disse ela em voz alta:

“Tudo em minha vida está dando errado! Não entendo por que Deus faz isto comigo!”

Após a morte de sua mãe, Caroline, que já era viciada em trabalho, começou a ficar ainda mais mergulhada nos afazeres do escritório em que começou a trabalhar. Já estava por demais estressada e cansada de tanto trabalho, e por isso acabou ficando muito doente e foi conduzida a UTI de um hospital com um quadro bem grave. Ficou mais de dois meses internada, sem poder trabalhar, e ficou pensando sobre a sua vida até aquele momento. Sua sensação era de ter perdido tudo e estar à beira de um surto. Mais uma vez orou ardentemente e pediu uma explicação a Deus e aos anjos:

–" Deus, por favor, me ajude. Perdi tudo e estou aqui neste leito de hospital inválida. Qual o sentido de tudo isso? Por que tudo dá errado para mim?"

Caroline ficou tão nervosa com essa situação que acabou tendo um ataque cardíaco. Percebeu seu corpo muito leve e começou a levitar acima do leito hospitalar. Viu a equipe médica tentando reanima-la, mas sem sucesso.

De repente já não estava mais no hospital, mas numa espécie de cosmos espiritual infinito, além do tempo e do espaço, numa região de luz e amor. Nesse momento, uma voz suave disse:

– “Está dando certo…”.

Caroline reconheceu aquela voz. Era a mesma voz que, ao longo de várias fases de sua vida até aquele momento, havia sempre lhe incentivado com a afirmativa de que tudo estava dando certo. Logo depois um anjo apareceu. Caroline então resolveu aproveitar aquela situação de “quase-morte” e perguntou ao anjo:

– "Ao longo de minha vida sempre ouvi sua voz dizendo que tudo estava dando certo. Mas eu não passei em medicina, perdi o estágio que tanto queria para minha carreira em Direito, minha mãe, que era a pessoa que eu mais amava morreu, fiquei depressiva e agora estou aqui, morta, após uma grave enfermidade. Como é possível acreditar que minha vida deu certo?"

O anjo, com olhar amoroso, respondeu:

– "Caroline, em todos os momentos difíceis de sua vida eu lhe disse que as coisas estavam dando certo, e de fato estavam. Você não passou na faculdade de medicina por que não seria feliz como médica, não era esse o seu dom. Você seria mais produtiva, feliz e cumpriria muito mais a sua missão sendo advogada. Você não passou no “prestigiado estágio”, pois seria estuprada no escritório nos primeiros dias de trabalho, o estuprador ficaria impune e isso provocaria feridas psicológicas que você dificilmente superaria. A morte de sua mãe serviu para você se libertar do apego que tinha dela, e para você aprender a se virar sozinha, como você conseguiu depois. A doença que te levou a interrupção do seu trabalho veio para que você pudesse parar um pouco com sua rotina super corrida e estressante e refletisse um pouco sobre você mesma, caso contrário, algo pior poderia ocorrer. Tudo isso serviu de aprendizado, lições que você jamais irá perder. Por isso eu sempre lhe transmitia o pensamento de que “Está dando certo”. De um ponto de vista humano limitado, tudo estava dando errado, mas de um ponto de vista infinito, dentro do seu desenvolvimento espiritual, tudo estava dando certo. Muitas vezes as pessoas pedem a solução dos seus problemas e acreditam que sua vida está toda errada. E na maioria das vezes, está tudo dando certo, mas o ser humano não percebe isso. Os anjos ficam repetindo “está dando certo… está dando certo…” e as pessoas não acreditam. Agora volte a Terra, pois ainda não chegou a sua hora. Você vai retornar e passar a viver uma existência muito melhor."
*****************************
Autor: Hugo Lapa

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

DESCE



É possível que o estado de sobre-excitação mental em que vives não te permita perceber a grandiosidade das coisas pequenas que te rodeiam.

Raras vezes, tens conseguido asserenar o pensamento e superar a vertigem das ideias aceleradas.

Tão requisitado te sentes pelas altas preocupações da Vida, que não mais sequer olhas para o chão em que pisas.

Não paires assim, mentalmente, tão alheio à realidade das coisas simples que te cercam.

Desce do ápice de teus raciocínios transcendentes e exercita-te na convivência com aqueles cuja grande aflição consiste na obtenção do pão de cada dia.
-----------
Irmão José  
Carlos Baccelli  
 “Ajuda-te e o Céu te Ajudará” 




MENSAGEM DO ESE:
Perdoai, para que Deus vos perdoe


Bem-aventurados os que são misericordiosos, porque obterão misericórdia. (S. MATEUS, cap. V, v. 7.)
Se perdoardes aos homens as faltas que cometerem contra vós, também vosso Pai celestial vos perdoará os pecados; — mas, se não perdoardes aos homens quando vos tenham ofendido, vosso Pai celestial também não vos perdoará os pecados. (S. MATEUS, cap. VI, vv. 14 e 15.)
Se contra vós pecou vosso irmão, ide fazer-lhe sentir a falta em particular, a sós com ele; se vos atender, tereis ganho o vosso irmão. — Então, aproximando-se dele, disse-lhe Pedro: “Senhor, quantas vezes perdoarei a meu irmão, quando houver pecado contra mim? Até sete vezes?” — Respondeu-lhe Jesus: “Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes.” (S. MATEUS, cap. XVIII, vv. 15, 21 e 22).]
A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não for misericordioso não poderá ser brando e pacífico. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. O ódio e o rancor denotam alma sem elevação, nem grandeza. O esquecimento das ofensas é próprio da alma elevada, que paira acima dos golpes que lhe possam desferir. Uma é sempre ansiosa, de sombria suscetibilidade e cheia de fel; a outra é calma, toda mansidão e caridade.

Ai daquele que diz: nunca perdoarei. Esse, se não for condenado pelos homens, sê-lo-á por Deus. Com que direito reclamaria ele o perdão de suas próprias faltas, se não perdoa as dos outros? Jesus nos ensina que a misericórdia não deve ter limites, quando diz que cada um perdoe ao seu irmão, não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes.

Há, porém, duas maneiras bem diferentes de perdoar: uma, grande, nobre, verdadeiramente generosa, sem pensamento oculto, que evita, com delicadeza, ferir o amor-próprio e a suscetibilidade do adversário, ainda quando este último nenhuma justificativa possa ter; a segunda é a em que o ofendido, ou aquele que tal se julga, impõe ao outro condições humilhantes e lhe faz sentir o peso de um perdão que irrita, em vez de acalmar; se estende a mão ao ofensor, não o faz com benevolência, mas com ostentação, a fim de poder dizer a toda gente: vede como sou generoso! Nessas circunstâncias, é impossível uma reconciliação sincera de parte a parte. Não, não há aí generosidade; há apenas uma forma de satisfazer ao orgulho. Em toda contenda, aquele que se mostra mais conciliador, que demonstra mais desinteresse, caridade e verdadeira grandeza d'alma granjeará sempre a simpatia das pessoas imparciais.
***************************************
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, itens 1 a 4.)
*******************************************************************

*DESGOSTOS EM FAMÍLIA*
💫A FAMÍLIA💫
A família consanguínea é lavoura de luz da alma, dentro da qual triunfam somente aqueles que se enriquecem de paciência, renúncia e boa vontade.
De quando a quando, o amor nos congrega, em pleno campo da vida, regenerando-nos a sementeira do destino.
*
Geralmente, não se reúnem a nós os companheiros que já demandaram a esfera superior aureolados por vencedores, e sim afeiçoados menos estimáveis de outras épocas, a fim de restaurarmos o tecido da fraternidade, indispensável ao agasalho de nossa alma, na jornada para a frente.
*
Muitas vezes, na condição de pais e filhos, cônjuges ou parentes, não passamos de devedores em resgate de antigos compromissos.
*
Se és pai, não abandones teu filho aos processos evolutivos da natureza animal, qual se fora menos digno de atenção que a hortaliça de tua casa.
Os filhos são comparáveis a “tratos de terra espiritual” que devolverás, invariavelmente, à Espiritualidade na pauta da sementeira que lhes ofertes.
Se és filho, não desprezes teus pais, relegando-os ao esquecimento e subestimando-lhes os corações quando te parecem em desacordo com os teus ideais de elevação e nobreza, porque também, um dia, precisarás da alheia compreensão para que se te aperfeiçoe na individualidade a região agora menos burilada e menos atendida.
O companheiro mais idoso, em toda parte, é o espelho do teu próprio futuro.
*
Aprende a usar a bondade, em doses intensivas, ajustando-a ao entendimento e à vigilância, para que a experiência em família não se te desapareça no tempo, sem proveito para o grande caminho.
*
Quem não auxilia a alguns, não se acha habilitado ao socorro de muitos.
Quem não tolera o pequeno desgosto doméstico, sabendo sacrificar-se com espontaneidade e alegria, a benefício dos irmãos de tarefa ou de lar, debalde se erguerá por salvador de criaturas e situações que ele mesmo desconhece.
*
Cultiva o trabalho, o silêncio e a generosidade e conquistarás o respeito, sem o qual ninguém consegue ausentar-se do mundo em paz consigo mesmo.
*
Se não praticas no grupo familiar ou no esforço isolado a comunhão com Jesus, não te demores a buscar-lhe a vizinhança, a inspiração e a diretriz, no culto do Evangelho.
*
Não percas o tesouro das horas em reclamações improfícuas ou destrutivas.
*
Procura atender e auxiliar a todos em casa para que todos em casa te entendam e auxiliem na solução dos problemas do cotidiano.
*
O lar é o porto de onde a alma se retira para Além do Mundo e quem não transporta no coração o lastro da experiência cristã, dificilmente escapará de surpresas inquietantes e dolorosas.
*
Procura o Evangelho com todos ou sozinho.
Recorda que todo dia é dia de começar.

Livro: Nós
Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel
CEU – Cultura Espírita União

domingo, 22 de outubro de 2017

NÓS NÃO CARREGAMOS UM FARDO QUE NÃO NOS PERTENCE



Muitos de nós, quando passamos por um momento difícil, sentimos pena de nós mesmos.
 Basta encontrarmos com um conhecido para desabafarmos nossas amarguras nos colocando na condição de “coitadinho” ou “vítima” de uma situação. 
Temos também o hábito de responsabilizar os outros pela nossa dor: um amigo(a), um espírito, a macumba, os pais, a inveja, o olho gordo, a herança genética, etc. 
Quando na verdade somos vítimas de nós mesmos. 
Só colhemos o que plantamos. Se não plantamos nesta vida, plantamos em vidas passadas. 
Ninguém sofre a toa. 
São consequências de nossa inconsequência. 

Alguém acredita que Deus nos dá um fardo que não nos pertence?
 Claro que não, não é?
 Porque Ele é justo e perfeito. 
Ele sabe que somos imperfeitos, falíveis, sabe que usaremos de maneira equivocado nosso livre arbítrio. 
Por isso, nos dá sempre outras chances de recomeçar. 
Basta reconhecermos o erro e nos esforçar para não errar no mesmo ponto. 

Então, chega de auto-piedade que é um alimento venenoso, uma espécie de erva daninha que intoxica o espírito, dificulta as relações e promove medo, desconfiança, solidão e melancolia. 
É filha do egoísmo e da lamentação, afilhada do orgulho e irmã da necessidade de aprovação e de atenção especial.
************************************
 Rudymara
Grupo de Estudo Allan Kardec





MENSAGEM DO ESE:
Preces pelos obsidiados


A obsessão é a ação persistente que um Espírito mau exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores, até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais. Oblitera todas as faculdades mediúnicas; traduz-se, na mediunidade escrevente, pela obstinação de um Espírito em se manifestar, com exclusão de todos os outros.

Os Espíritos maus pululam em torno da Terra, em virtude da inferioridade moral de seus habitantes. A ação malfazeja que eles desenvolvem faz parte dos flagelos com que a Humanidade se vê a braços neste mundo. A obsessão, como as enfermidades e todas as tribulações da vida, deve ser considerada prova ou expiação e como tal aceita.

Do mesmo modo que as doenças resultam das imperfeições físicas, que tornam o corpo acessível às influências perniciosas exteriores, a obsessão é sempre o resultado de uma imperfeição moral, que dá acesso a um Espírito mau. A causas físicas se opõem forças físicas; a uma causa moral, tem-se de opor uma força moral. Para preservá-lo das enfermidades, fortifica-se o corpo; para isentá-lo da obsessão, é preciso fortificar a alma, pelo que necessário se torna que o obsidiado trabalhe pela sua própria melhoria, o que as mais das vezes basta para o livrar do obsessor, sem recorrer a terceiros. O auxílio destes se faz indispensável, quando a obsessão degenera em subjugação e em possessão, porque aí não raro o paciente perde a vontade e o livre-arbítrio.

Quase sempre, a obsessão exprime a vingança que um Espírito tira e que com freqüência se radica nas relações que o obsidiado manteve com ele em precedente existência. (Veja-se: Cap. X, n° 6; cap. XII, n° 5 e n° 6.) 

Nos casos de obsessão grave, o obsidiado se acha como que envolvido e impregnado de um fluido pernicioso, que neutraliza a ação dos fluidos salutares e os repele. É desse fluido que importa desembaraçá-lo. Ora, um fluido mau não pode ser eliminado por outro fluido mau.

Mediante ação idêntica à do médium curador nos casos de enfermidade, cumpre se elimine o fluido mau com o auxílio de um fluido melhor, que produz, de certo modo, o efeito de um reativo. Esta a ação mecânica, mas que não basta; necessário, sobretudo, é que se atue sobre o ser inteligente, ao qual importa se possa falar com autoridade, que só existe onde há superioridade moral. Quanto maior for esta, tanto maior será igualmente a autoridade.

E não é tudo: para garantir-se a libertação, cumpre induzir o Espírito perverso a renunciar aos seus maus desígnios; fazer que nele despontem o arrependimento e o desejo do bem, por meio de instruções habilmente ministradas, em evocações particulares, objetivando a sua educação moral. Pode-se então lograr a dupla satisfação de libertar um encarnado e de converter um Espírito imperfeito.

A tarefa se apresenta mais fácil quando o obsidiado, compreendendo a sua situação, presta o concurso da sua vontade e da sua prece. O mesmo não se dá, quando, seduzido pelo Espírito embusteiro, ele se ilude no tocante às qualidades daquele que o domina e se compraz no erro em que este último o lança, visto que, então, longe de secundar, repele toda assistência, É o caso da fascinação, infinitamente mais rebelde do que a mais violenta subjugação. (O Livro aos Médiuns, 2ª Parte, cap. XXIII.) Em todos os casos de obsessão, a prece é o mais poderoso auxiliar de quem haja de atuar sobre o Espírito obsessor.

Prece. (Para ser dita pelo obsidiado.) — Meu Deus, permite que os bons Espíritos me livrem do Espírito malfazejo que se ligou a mim. Se é uma vingança que toma dos agravos que eu lhe haja feito outrora, tu a consentes, meu Deus, para minha punição e eu sofro a conseqüência da minha falta. Que o meu arrependimento me granjeie o teu perdão e a minha liberdade! Mas, seja qual for o motivo, imploro para o meu perseguidor a tua misericórdia. Digna-te de lhe mostrar o caminho do progresso, que o desviará do pensamento de praticar o mal. Possa eu, de meu lado, retribuindo-lhe com o bem o mal, induzi-lo a melhores sentimentos.

Mas, também sei, ó meu Deus, que são as minhas imperfeições que me tornam passível das influências dos Espíritos imperfeitos. Dá-me a luz de que necessito para as reconhecer; combate, sobretudo, em mim o orgulho que me cega com relação aos meus defeitos.

Qual não será a minha indignidade, pois que um ser malfazejo me pode subjugar! Faze, ó meu Deus, que me sirva de lição para o futuro este golpe desferido na minha vaidade; que ele fortifique a resolução que tomo de me depurar pela prática do bem, da caridade e da humildade, a fim de opor, daqui por diante, uma barreira às más influências.

Senhor, dá-me forças para suportar com paciência e resignação esta prova. Compreendo que, como todas as outras, há de ela concorrer para o meu adiantamento, se eu não lhe estragar o fruto com os meus queixumes, pois me proporciona ensejo de mostrar a minha submissão e de exercitar minha caridade para com um irmão infeliz, perdoando-lhe o mal que me fez. (Cap. XII, nº 5 e nº 6; Cap. XXVIII, nº 15 e seguintes, 46 e 47.)

Prece. (Pelo obsidiado.) — Deus Onipotente, digna-te de me dar o poder de libertar N... da influência do Espírito que o obsidia. Se está nos teus desígnios pôr termo a essa prova, concede-me a graça de falar com autoridade a esse Espírito.

Bons Espíritos que me assistis e tu, seu anjo guardião, dai-me o vosso concurso; ajudai-me a livrá-lo do fluido impuro em que se acha envolvido.

Em nome de Deus Onipotente, adjuro o Espírito malfazejo que o atormenta a que se retire.
Prece. (Pelo Espírito obsessor.) — Deus infinitamente bom, a tua misericórdia imploro para o Espírito que obsidia N... Faze-lhe entrever as divinas claridades, a fim de que reconheça falso o caminho por onde enveredou. Bons Espíritos, ajudai-me a fazer-lhe compreender que ele tudo tem a perder, praticando o mal, e tudo a ganhar, fazendo o bem.

Espírito que te comprazes em atormentar N..., escuta-me, pois que te falo em nome de Deus.
Se quiseres refletir, compreenderás que o mal nunca sobrepujará o bem e que não podes ser mais forte do que Deus e os bons Espíritos. Possível lhes fora preservar N... dos teus ataques; se não o fizeram, foi porque ele (ou ela) tinha de passar por uma prova. Mas, quando essa prova chegar a seu termo, toda ação sobre tua vitima te será vedada. O mal que lhe houveres feito, em vez de prejudicá-la, terá contribuído para o seu adiantamento e para torná-la por isso mais feliz. Assim, a tua maldade tê-la-ás empregado em pura perda e se voltará contra ti.

Deus, que é Todo-Poderoso, e os Espíritos superiores, seus delegados, mais poderosos do que tu, serão capazes de pôr fim a essa obsessão e a tua tenacidade se quebrará de encontro a essa autoridade suprema. Mas, por isso mesmo que é bom, quer Deus deixar-te o mérito de fazeres que ela cesse pela tua própria vontade. É uma mora que te concede; se não a aproveitares, sofrer-lhe-ás as deploráveis conseqüências. Grandes castigos e cruéis sofrimentos te esperarão. Serás forçado a suplicar a piedade e as preces da tua vítima, que já te perdoa e ora por ti, o que constitui grande merecimento aos olhos de Deus e apressará a libertação dela.

Reflete, pois, enquanto ainda é tempo, visto que a justiça de Deus cairá sobre ti, como sobre todos os Espíritos rebeldes. Pondera que o mal que neste momento praticas terá forçosamente um limite, ao passo que, se persistires na tua obstinação, aumentarão de contínuo os teus sofrimentos.

Quando estavas na Terra, não terias considerado estúpido sacrificar um grande bem por uma pequena satisfação de momento? O mesmo acontece agora, quando és Espírito. Que ganhas com o que fazes? O triste prazer de atormentar alguém, o que não obsta a que sejas desgraçado, digas o que disseres, e que te tornes ainda mais desgraçado.

A par disso, vê o que perdes; observa os bons Espíritos que te cercam e dize se não é preferível à tua a sorte deles. Da felicidade de que gozam, também tu partilharás, quando o quiseres. Que é preciso para isso? Implorar a Deus e fazer, em vez do mal, o bem. Sei que não te podes transformar repentinamente; mas, Deus não exige o impossível; quer apenas a boa-vontade. Experimenta e nós te ajudaremos. Faze que em breve possamos dizer em teu favor a prece pelos Espíritos penitentes (nº 73) e não mais considerar-te entre os maus Espíritos, enquanto te não contes entre os bons.
Observação. - A cura das obsessões graves requer muita paciência, perseverança e devotamento. Exige também tato e habilidade, a fim de encaminhar para o bem Espíritos muitas vezes perversos, endurecidos e astuciosos, porquanto há-os rebeldes ao extremo. Na maioria dos casos, temos de nos guiar pelas circunstâncias. Qualquer que seja, porém, o caráter do Espírito, nada se obtém, é isto um fato incontestável pelo constrangimento ou pela ameaça. Toda influência reside no ascendente moral. Outra verdade igualmente comprovada pela experiência tanto quanto pela lógica, é a completa ineficácia dos exorcismos, fórmulas, palavras sacramentais, amuletos, talismãs, práticas exteriores, ou quaisquer sinais materiais.

A obsessão muito prolongada pode ocasionar desordens patológicas e reclama, por vezes, tratamento simultâneo ou consecutivo, quer magnético, quer médico, para restabelecer a saúde do organismo. Destruída a causa, resta combater os efeitos. (Veja-se: O Livro dos Médiuns, 2ª Parte, cap. XXIII - "Da obsessão". - Revue Spirite, fevereiro e março de 1864; abril de 1865: exemplos de curas de obsessões.)
***************************


(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVIII, itens 81 a 84.)