sábado, 8 de dezembro de 2012

Luta contra ti mesmo


Passarás auxiliando, sempre que esqueças os erros de teu próximo, e reconheças tua imperfeição.

Trabalharás incansavelmente, sempre que te disponhas a servir em beneficio de todos.

Conquistaras a paciência, quando reconheça que todos nos movimentamos ao sabor do Belo por vontade Divina.

Amarás a teu próximo, quando compreendas que és produto do Eterno Amor.

Que os outros te julguem ou critiquem, não te deves importar. 
Luta contra ti mesmo, meu filho, se desejas melhorar.

A felicidade de hoje, é a voz da consciência tranquila de ontem. 
Não te negues a servir, se queres sempre sorrir.
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Dona Aurora



quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Onde estiveres


 
Onde estiveres, não percas a oportunidade de semear o bem.
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Se a conversa gira em torno de uma pessoa, destaca-lhe as virtudes, recordando que todos ainda nos encontramos muito longe da perfeição.
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Se o assunto descamba para comentários maliciosos, à cerca de certos acontecimentos, procura, discretamente, imprimir um novo rumo ao diálogo, sem te julgares superior a quem quer que seja.
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Onde estiveres, não permitas que o mal conte com o teu apoio para se propagar.
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Se muitos falam em tom de pessimismo sobre os problemas que afligem a Humanidade, demonstra a tua confiança no futuro, recordando aos interlocutores que nada acontece sem a permissão de Deus.
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Se outros se transformam em profetas da descrença, quais se fossem eles mesmo os únicos a se salvarem do naufrágio dos valores morais em que o homem se debate neste ocaso de milênio, trabalha com todas as tuas forças na construção de um mundo melhor, porquanto um só exemplo tem mais poder de persuasão sobre as almas do que um milhão de palavras.
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Onde estiveres, não te esqueças de que o bem necessita de ti como instrumento para manifestar-se e não cruzes os braços, como se nada tivesses a ver com o que acontece ao teu redor.
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André Luiz
Chico Xavier




quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Sofremos demais pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos.

Leila Ferreira é uma jornalista mineira com mestrado em Letras e doutora em Comunicação. Apesar disso, optou por viver uma vidinha mais simples, em Belo Horizonte...


"Estamos obcecados com "o melhor".

Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do "melhor".

Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho.

Bom não basta.

O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com "o melhor".
Isso até que outro "melhor" apareça e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer.

Novas marcas surgem a todo instante.
Novas possibilidades também.

E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.

O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego.

Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter.

Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos.

Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros...) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários.

Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis.

Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos.
Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente.

Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência?

Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo de chefia que vai me matar de estresse porque é o melhor cargo da empresa?

E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto?

O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o "melhor chef"?

Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro?

O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"?

Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixado ansiosos e nos impedido de desfrutar o "bom" que já temos.

A casa que é pequena, mas nos acolhe.

O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria.

A TV que está velha,(ou a geladeira, ou o fogão etc) mas nunca deu defeito.

O homem (mulher) que tem defeitos, como nós, mas nos faz mais felizes do que os(as) homens (mulheres) "perfeito(a)s".

As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar a chance de estar perto de quem amo...

O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem.

O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer.

Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso?

Ou será que isso já é o melhor e na busca do "melhor" a gente nem percebeu?

Sofremos demais pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos.
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Leila Ferreira
 

Melhor tranquilizante




Não são os problemas da vida em si que nos agravam a tensão nervosa. São as questões-satélites que nascem de nossas dificuldades para aceitá-los.

Quantas vezes, pervagamos na Terra, sofrendo emoções desequilibradas, diante de companheiros queridos que não desejam, por agora, o nosso modo de ser? E em quantas outras nos atormentamos inutilmente, perante obstáculos complexos que claramente não nos será possível liquidar em apenas um dia?

Entretanto, observemos:

enfermidades aparecerão sempre no mundo, pedindo tratamento e não inconformidade para as melhoras precisas;

entes amados em luta são telas de rotina, solicitando entendimento e não atitudes condenatórias para alcançarem o reequilíbrio;

erros nossos e faltas alheias fazem parte do nosso aprendizado na escola da experiência, exigindo calma e não censura para serem retificados;

tentações são inevitáveis, em todos os sentidos, nos climas de atividade indispensáveis à nossa formação de resistência, reclamando serenidade e não agitação para serem extintas.

Em todas as situações aflitivas, use a prece como sendo o nosso melhor tranquilizante no campo do espírito.

E quando problemas apareçam, não se deixe arrastar nas labaredas da angústia.

Você pode ficar em paz.

Para isso, basta que você trabalhe e deixe Deus decidir.
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 ANDRÉ LUIZ
Chico Xavier





terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Felicidade Difícil



O perdão autêntico é semelhante a uma luz que se acende no escuro da imcompreensão e da intolerância, descortinando novos caminhos na construção da paz e da alegria.

Herança de amor que o Mestre nos legou, o perdão desarma todas as investidas do ódio, impedindo o avanço da violência.

Quem perdoa incondicionalmente, demonstra superioridade moral, porquanto sabe que o ofensor desconhece as consequências infelizes que o esperam.

Os que não perdoam, trazem o coração carregado de aflições e dúvidas, amarguras e temores, porque o ressentimento é um dos maiores entraves à tranquilidade da alma.

Perdoar é harmonizar-nos com a vida, permitindo que apenas o Bem nos influencie o destino.

Não tenhamos nada contra ninguém e façamos o possível para não ferir os outros.

Sejamos felizes, compreendendo e perdoando aqueles que, somente à custa de duros e repetidos reveses, aprenderão por sua vez que para quem não se dispõe a perdoar e compreender, a felicidade se lhes faz muito difícil.
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Odilon Fernandes









segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Desculpas Frequentes


Quem já desenvolveu algum tipo de trabalho voluntário sabe o quanto é difícil conseguir que os companheiros persistam na tarefa e não a abandonem. 
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Existem as desculpas mais frequentes para desistir-se de qualquer empreitada. 
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Poderíamos relacionar as cinco mais comuns. 
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Primeira: “não tenho tempo.” 
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Essa é uma das frases mais ouvidas nos dias atuais. 
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As pessoas correm de um lado para o outro, todos os dias. 
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Dividem seu tempo entre o trabalho, o estudo, o lazer, e mais uma infinidade de atividades. 
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Porém, há coisas que não valem a pena. 
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Muitas vezes desperdiçamos minutos valiosos em atividades ou em programas que se revelam, mais tarde, lamentáveis equívocos. 
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Então, na verdade, o que sofremos não é a “falta de tempo”, mas sim a dificuldade de priorizar tarefas e de utilizar de modo razoável e útil as horas de que dispomos. 
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Segunda: “não sei fazer.” 
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Há pessoas que não sabem realizar determinadas tarefas e não têm o menor interesse em aprende-las. 
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Há quem diga: “não sei e tenho raiva de quem sabe.” 
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Em outras palavras, não querem a responsabilidade de saber para se esconder na ignorância e na incapacidade voluntária de realizar qualquer atividade diferente. 
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Trata-se de uma omissão deliberada, negando-se a buscar um objetivo nobre. 
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Na visão evangélica, são pessoas que “enterram seus talentos” e que nada produzem de bom. 
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Terceira: “não tenho saúde.” 
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Pequenas indisposições costumam servir de desculpas para o afastamento das mais singelas atividades. 
Porém, não são suficientemente graves para impedir que a mesma pessoa deixe de buscar prazeres e lazeres dos mais variados, na mesma ocasião. 
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Ou seja: só não se está bem o suficiente para trabalhar, porque não há motivos reais para recusar as ofertas fúteis e vazias do mundo.

Quarta: “tenho medo.” 
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Nessa situação, a frase mais comum é: “quem sou eu para fazer isso?” 
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Mais do que falsa modéstia, a pessoa que costuma valer-se de tal argumento, na verdade, quer eximir-se de novas atribuições. 
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É muito cômodo alegar o receio de errar. 
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Ora, não podemos esquecer que só erra quem faz. 
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Aquele que nada realiza equivoca-se apenas por omitir-se, por deixar de realizar. 
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No entanto, é melhor correr o risco de errar, produzindo algo de bom, do que simplesmente lavar as mãos e não errar nunca, mas também nada fazer. 
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Quinta: “outra pessoa vai fazer isso.” 
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Muitos cruzam os braços na certeza de que a tarefa será levada a cabo por outras pessoas. 
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Na verdade, boa parte das tarefas efetivamente poderá ser realizada sem o auxílio, sem a participação daqueles. 
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No entanto, sendo cada pessoa única, o resultado que se obtém em cada obra pode ser diferente. 
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Além disso, na maioria das vezes, a tarefa não precisa deles, mais sim são eles próprios que precisam dessa oportunidade para aprender e para se desenvolver. 
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Pense nisso! 
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O trabalho no bem é uma oportunidade abençoada que não deve jamais ser retardada ou abandonada, sob pena de prejudicar a evolução do próprio trabalhador envolvido. 
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Evite desculpas vãs. 
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Busque o trabalho, realize e cresça. 
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Redação do Momento Espírita






domingo, 2 de dezembro de 2012

Senda Evolutiva


Nada evolui sem trabalho.

O aperfeiçoamento íntimo se fundamenta no cumprimento das obrigações de cada dia.

Sem esforço e sacrifício, ninguém galga os degraus da escada que conduz a Deus.

Amar o próximo, amparar os frágeis, esclarecer e despertar consciências, repartir o pão com os famintos, perdoar sempre, estender as mãos aos sofredores, perseverar no bem, buscar a Verdade que existe em todas as coisas, lutar contra as próprias deficiências, constituem abençoados estágios da estrada estreita, aquela mesma que o Cristo nos ensina a trilhar.

Como adentrar os domínios da luz permanecendo nas sombras?

De que forma abrir os braços ao mundo, sendo egoísta?

A Mensagem do Evangelho é libertadora.

A dor que nos visita pode ser a mensageira da paz.

Quem desertar do aprendizado, marcará estaca zero na senda evolutiva.

O que nos compete realizar, ninguém poderá fazê-lo por nós.

Cada qual deve vivenciar as suas experiências pessoais, adquirindo discernimento e maturando-se interiormente, até que possa afirmar como o inolvidável Apóstolo: 
“Não sou eu mais quem vive; é o Cristo que vive em mim”.
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Irmão José