Muitas vezes acreditamos ser plenamente conscientes das nossas escolhas e atitudes. Contudo, à luz da Doutrina Espírita, compreendemos que grande parte do que nos move nasce de condicionamentos profundos, formados ao longo desta existência e, muitas vezes, de experiências pretéritas ainda não iluminadas pela consciência.
Vivemos, com frequência, acreditando que o valor da vida está nos acontecimentos externos: nas conquistas, nos reconhecimentos, nas situações que rompem a rotina. Quando o presente se apresenta simples, silencioso e sem grandes estímulos, a mente inquieta logo o interpreta como vazio ou tédio. No entanto, esse incômodo não está no agora, mas na dificuldade do espírito em permanecer atento, recolhido e consciente de si mesmo.
O ego, entendido como o apego à personalidade transitória, cria ilusões de separação, comparação e necessidade de afirmação. Ele se fortalece quando nos identificamos apenas com os papéis que desempenhamos no mundo, esquecendo nossa real condição de espíritos imortais em constante processo de aprendizado e evolução.
Além disso, carregamos registros emocionais profundos — sentimentos não elaborados, dores antigas, mágoas e medos — que o Espiritismo reconhece como impressões gravadas no perispírito. Essas marcas, quando não compreendidas e transformadas, influenciam nossas reações no presente, levando-nos a repetir padrões que já não contribuem para o nosso progresso moral.
Quantas vezes reagimos de maneira desproporcional a pequenas situações? Quantas decisões tomamos movidos por impulsos que, mais tarde, nos causam arrependimento? Esses são sinais claros de forças internas ainda inconscientes atuando em nós.
A proposta espírita não é negar essas influências, mas trazê-las à luz da consciência, por meio da vigilância interior, da prece sincera e da observação honesta de si mesmo. Ao reconhecermos nossos pensamentos, emoções e tendências sem julgamento, iniciamos o verdadeiro trabalho da reforma íntima.
O momento presente, quando vivido com atenção e humildade, torna-se um campo fértil de aprendizado espiritual. É nele que o espírito encontra oportunidades diárias de crescimento, exercitando a paciência, a caridade, o perdão e o amor ao próximo.
Ao identificar o que realmente nos move, deixamos de ser conduzidos apenas por hábitos antigos e passamos a agir com maior liberdade espiritual. Assim, cada escolha consciente transforma-se em um passo firme rumo à nossa verdadeira finalidade: o progresso moral e a harmonização com as leis divinas.
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Texto adaptado à luz da Doutrina Espírita, inspirado nos ensinamentos de Eckhart Tolle.
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28 de janeiro
Por que não tentar escutar os sons inextricáveis que só podem ser ouvidos em completa quietude, quando você se afina com os ensinamentos do Espírito?
Nesse estado de perfeita paz, toda a sua vida muda, e uma profunda tranquilidade e serenidade irradiam do seu interior.
Você se torna um com o todo da vida.
Você se sente enlevado, inspirado e iluminado porque todo o seu ser está repleto com a Minha luz divina.
Você passa a compreender não com a mente, mas com a consciência superior e com o coração.
Você deixa de viver centrado em si mesmo.
O ego é completamente esquecido e sua vida passa a ser de serviço e doação para o seu próximo.
É somente doando que se encontra aquela maravilhosa alegria interior e felicidade que nada, nem ninguém, pode tirar de você.
A alegria vem do serviço e o serviço vem da dedicação.
Dedique-se a Mim e ao Meu serviço agora e sinta como você se expande.
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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:
Dom de curar
Restituí a saúde aos doentes, ressuscitai os mortos, curai os leprosos, expulsai os demônios. Dai gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido. (S. MATEUS, cap. X, v. 8.)
“Dai gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido”, diz Jesus a seus discípulos. Com essa recomendação, prescreve que ninguém se faça pagar daquilo por que nada pagou. Ora, o que eles haviam recebido gratuitamente era a faculdade de curar os doentes e de expulsar os demônios, isto é, os maus Espíritos. Esse dom Deus lhes dera gratuitamente, para alívio dos que sofrem e como meio de propagação da fé; Jesus, pois, recomendava-lhes que não fizessem dele objeto de comércio, nem de especulação, nem meio de vida.
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVI)
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Orgulho e Pretensão
Ó homens! como sois soberbamente orgulhosos!
Vossa pretensão é realmente cômica.
Quereis tudo saber e vossa essência se opõe a esta faculdade de compreensão universal.
Não chegareis a conhecer esta maravilhosa Natureza senão pelo trabalho perseverante;
não tereis a alegria de aprofundar esses tesouros e de entrever o infinito de Deus, senão quando vos melhorardes pela caridade, fazendo todas as coisas do ponto de vista do bem para todos, e referindo esta faculdade do bem a Deus, que, na sua generosidade inigualável, vos recompensará além de toda expectativa.
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Massillon
Médium: Srta. Huet
Livro: Revista Espírita: Jornal de Estudos Psicológicos – Ano III, 1860
(nº 11 - novembro de 1860)
Allan Kardec
FEB – Federação Espírita Brasileira
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865. Como se explica que a boa sorte favoreça a algumas pessoas em circunstâncias com as quais nada têm que ver a vontade, nem a inteligência: no jogo, por exemplo?
“Alguns Espíritos escolheram previamente certas espécies de prazer. A fortuna que os favorece é uma tentação. Aquele que como homem ganha, perde como Espírito. É uma prova para o seu orgulho e para a sua cupidez.”
866. Então a fatalidade que parece presidir aos destinos materiais de nossa vida também é resultante do nosso livre-arbítrio?
“Tu mesmo escolheste a tua prova. Quanto mais rude ela for e melhor a suportares, tanto mais te elevarás. Os que passam a vida na abundância e na ventura humana são Espíritos pusilânimes, que permanecem estacionários. Assim, o número dos desafortunados é muito superior ao dos felizes deste mundo, visto que os Espíritos, na sua maioria, procuram as provas que lhes sejam mais proveitosas. Eles veem perfeitamente bem a futilidade das vossas grandezas e gozos. Acresce que a mais ditosa existência é sempre agitada, sempre perturbada, quando mais não seja, pela ausência da dor.” (525 e seguintes)
867. Donde vem a expressão: Nascer sob uma boa estrela?
“Antiga superstição, que prendia às estrelas os destinos dos homens. Alegoria que algumas pessoas fazem a tolice de tomar ao pé da letra.”
Livro dos Espíritos
Allan Kardec
Parte Terceira - Das leis morais » Capítulo X - 9. Lei de liberdade » Fatalidade
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