quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Caridade e relacionamento


Lições professadas nas faculdades de ensino conferem às criaturas variadas titulações de competência.

 Entretanto, embora se observe, na Terra de hoje o imperativo de se formarem valores acadêmicos, no que se refere à comunicação, é justo reconhecer que a ciência do relacionamento, nos acertos precisos, é prerrogativa de Jesus.

Foi na cátedra da caridade que ele, o Mestre Divino, lecionou todas as matérias necessárias à concórdia entre os homens, como sejam: o perdão das ofensas, a oração pelos perseguidores, o amparo aos necessitados, o socorro aos doentes, o bom-ânimo aos tristes e o apoio aos fracos e aos pequeninos.

Lembremo-nos disso e atendamos à compreensão para com os outros, a fim de que sejamos compreendidos.

Indaguemos de nós mesmos de quantos contratempos e desgostos nos livraríamos, se houvéssemos humanizado determinados gestos para com os nossos semelhantes e especialmente para com os mais íntimos participantes do nosso círculo doméstico nas horas de crise:

os pais que censuramos, quando se desinteressam de nós;

 os filhos que se nos afastam da convivência, desconhecendo-nos o amor;

 os amigos que nos deixam embora as nossas súplicas para que não nos abandonem;

 os associados que não hesitaram, a nosso ver, em causar-nos prejuízos;

 os irmãos que nos sonegam apoio e que, segundo o nosso ponto de vista, estão em condições de nos atender…

Em todas essas situações, a caridade está pronta a mostrar-nos que não nos cabe exigir-lhes, nem mesmo em se tratando dos entes mais queridos, o que não nos podem doar e que, em muitas ocasiões, não nos comportaríamos de maneira diferente, se estivéssemos no lugar deles.

 Louvemos as conquistas da inteligência que patrocinam o progresso, nas frentes da cultura, mas ampliemos, quanto possível, a nossa ideia de caridade do amparo material ao campo espiritual propriamente considerado e reconheceremos que a beneficência, em nosso relacionamento recíproco, é a única luz suscetível de nos conduzir ao clima do amor e à vitória da paz.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Convivência
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04 de fevereiro

Viver uma vida espiritual não significa se privar dos bens materiais que você deseja e que facilitam a vida.

Significa que você deve utilizar esses bens para o benefício do todo e para Minha honra e glória.

Quando você não precisar mais de um bem, seja ele qual for, ele Me será devolvido com amor e gratidão, porque você sabe que tudo que você tem é Meu.

Você descobrirá que quanto mais você doar, mais espaço haverá para receber.

Aceite tudo que você precisa, mas nunca tente possuir as coisas.

Quanto mais possessivo você for, maior a probabilidade de você perder.

Meus depósitos estão transbordantes.

A medida que você acertar os seus valores, nada lhe faltará.

Mas lembre se sempre de Me colocar em primeiro lugar, de agradecer por tudo e de Me devolver o que você não for mais usar.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

O sacrifício mais agradável a Deus

Se, portanto, quando fordes depor vossa oferenda no altar, vos lembrardes de que o vosso irmão tem qualquer coisa contra vós, — deixai a vossa dádiva junto ao altar e ide, antes, reconciliar-vos com o vosso irmão; depois, então, voltai a oferecê-la. — (S. MATEUS, cap. V, vv. 23 e 24.)

Quando diz: “Ide reconciliar-vos com o vosso irmão, antes de depordes a vossa oferenda no altar”, Jesus ensina que o sacrifício mais agradável ao Senhor é o que o homem faça do seu próprio ressentimento; que, antes de se apresentar para ser por ele perdoado, precisa o homem haver perdoado e reparado o agravo que tenha feito a algum de seus irmãos. Só então a sua oferenda será bem aceita, porque virá de um coração expungido de todo e qualquer pensamento mau. Ele materializou o preceito, porque os judeus ofereciam sacrifícios materiais; cumpria--lhe conformar suas palavras aos usos ainda em voga. O cristão não oferece dons materiais, pois que espiritualizou o sacrifício. Com isso, porém, o preceito ainda mais força ganha. Ele oferece sua alma a Deus e essa alma tem de ser purificada. Entrando no templo do Senhor, deve ele deixar fora todo sentimento de ódio e de animosidade, todo mau pensamento contra seu irmão. Só então os anjos levarão sua prece aos pés do Eterno.

Eis aí o que ensina Jesus por estas palavras: “Deixai a vossa oferenda junto do altar e ide primeiro reconciliar-vos com o vosso irmão, se quiserdes ser agradável ao Senhor.”

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, itens 7 e 8.)
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