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sexta-feira, 10 de abril de 2026

Laços Espirituais que se reencontram na Família


À luz do Espiritismo, a família vai muito além dos laços biológicos. Ela é formada, sobretudo, por laços espirituais que atravessam o tempo, unindo espíritos em diferentes existências com propósitos de aprendizado, reconciliação e crescimento moral.

Muitos dos que hoje convivem conosco no ambiente familiar já estiveram ao nosso lado em outras vidas. Alguns como amigos queridos, outros como desafetos. A reencarnação, nesse sentido, representa uma oportunidade preciosa concedida por Deus para fortalecer o amor, reparar erros e restabelecer a harmonia entre os espíritos.

Nem sempre, porém, esses reencontros acontecem de forma tranquila. Conflitos, incompreensões e dificuldades na convivência podem surgir como reflexos de pendências do passado. São situações que convidam à paciência, ao perdão e à prática da caridade no sentido mais profundo.

O lar, então, transforma-se em uma verdadeira escola para o espírito. É no convívio diário que exercitamos a tolerância, o respeito e o amor ao próximo. Aqueles que mais nos desafiam, muitas vezes, são justamente os que mais necessitam do nosso esforço de compreensão — e também os que mais contribuem para o nosso próprio crescimento.

O Espiritismo nos ensina que nada acontece por acaso. Os laços familiares são organizados com sabedoria pela espiritualidade, sempre com o objetivo de favorecer o progresso de todos os envolvidos. Cada reencontro traz consigo a chance de escrever uma nova história, baseada em escolhas mais conscientes e atitudes mais elevadas.

Quando compreendemos essa realidade, deixamos de ver a família apenas como um grupo de convivência e passamos a enxergá-la como um campo sagrado de evolução espiritual. Assim, mesmo diante das dificuldades, podemos cultivar a serenidade e o compromisso de amar melhor a cada dia.

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Reflexão inspirada na Doutrina Espírita, com base nas obras de Allan Kardec.
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10 de abril

Você faz a sua vida.

Por que não encontrar o melhor em cada situação e aproveitar cada momento, sem se importar com o lugar que você está ou com o que está fazendo?

Não perca tempo e energia desejando estar em outro lugar, fazendo outra coisa.

Você pode não compreender sempre porque está fazendo aquilo, naquele momento, mas pode estar certo que sempre há uma boa razão e uma lição a ser aprendida.

Não lute contra, mas descubra qual é a lição e aprenda-a bem depressa para poder seguir em frente.

Você não gostaria de permanecer estático, não é?

Parando de resistir e simplesmente aceitando, aprendendo e incorporando as lições, você verá que a vida ficará mais simples e você apreciará as mudanças que irão acontecer.

Uma planta não resiste ao crescimento e às mudanças; simplesmente flui e desabrocha perfeitamente.

Por que você não faz o mesmo?

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

A desgraça real

Toda a gente fala da desgraça, toda a gente já a sentiu e julga conhecer-lhe o caráter múltiplo. Venho eu dizer-vos que quase toda a gente se engana e que a desgraça real não é, absolutamente, o que os homens, isto é, os desgraçados, o supõem. Eles a vêem na miséria, no fogão sem lume, no credor que ameaça, no berço de que o anjo sorridente desapareceu, nas lágrimas, no féretro que se acompanha de cabeça descoberta e com o coração despedaçado, na angústia da traição, na desnudação do orgulho que desejara envolver-se em púrpura e mal oculta a sua nudez sob os andrajos da vaidade. A tudo isso e a muitas coisas mais se dá o nome de desgraça, na linguagem humana. Sim, é desgraça para os que só vêem o presente; a verdadeira desgraça, porém, está nas conseqüências de um fato, mais do que no próprio fato. Dizei-me se um acontecimento, considerado ditoso na ocasião, mas que acarreta conseqüências funestas, não é, realmente, mais desgraçado do que outro que a princípio causa viva contrariedade e acaba produzindo o bem. Dizei-me se a tempestade que vos arranca as arvores, mas que saneia o ar, dissipando os miasmas insalubres que causariam a morte, não é antes uma felicidade do que uma infelicidade.

Para julgarmos de qualquer coisa, precisamos ver-lhe as conseqüências. Assim, para bem apreciarmos o que, em realidade, é ditoso ou inditoso para o homem, precisamos transportar-nos para além desta vida, porque é lá que as conseqüências se fazem sentir. Ora, tudo o que se chama infelicidade, segundo as acanhadas vistas humanas, cessa com a vida corporal e encontra a sua compensação na vida futura.

Vou revelar-vos a infelicidade sob uma nova forma, sob a forma bela e florida que acolheis e desejais com todas as veras de vossas almas iludidas. A infelicidade é a alegria, é o prazer, é o tumulto, é a vã agitação, é a satisfação louca da vaidade, que fazem calar a consciência, que comprimem a ação do pensamento, que atordoam o homem com relação ao seu futuro. A infelicidade é o ópio do esquecimento que ardentemente procurais conseguir.

Esperai, vós que chorais! Tremei, vós que rides, pois que o vosso corpo está satisfeito! A Deus não se engana; não se foge ao destino; e as provações, credoras mais impiedosas do que a matilha que a miséria desencadeia, vos espreitam o repouso ilusório para vos imergir de súbito na agonia da verdadeira infelicidade, daquela que surpreende a alma amolentada pela indiferença e pelo egoísmo.

Que, pois, o Espiritismo vos esclareça e recoloque, para vós, sob verdadeiros prismas, a verdade e o erro, tão singularmente deformados pela vossa cegueira! Agireis então como bravos soldados que, longe de fugirem ao perigo, preferem as lutas dos combates arriscados à paz que lhes não pode dar glória, nem promoção! Que importa ao soldado perder na refrega armas, bagagens e uniforme, desde que saia vencedor e com glória? Que importa ao que tem fé no futuro deixar no campo de batalha da vida a riqueza e o manto de carne, contanto que sua alma entre gloriosa no reino celeste?

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— Delfina de Girardin. (Paris, 1861.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 24.)
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Não estão


Aqueles que te acusam e te ignoram...

Aqueles que calúnia e zombam de ti...

Aqueles que te expõem a críticas e te julgam a priori...

Aqueles que escrevem ou falam observando seus erros...

Aqueles que te desprezam, estragando o teu nome...

Podem estar certos, mas não estão com Deus.

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Irmão José
Carlos Baccelli
Obra: O rosto do amor
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