terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Ação de Tratamento


Tristeza vazia?
O trabalho te alegrará.

Depressões?
Serviço aos semelhantes te livrará da angústia.

Afeições que te abandonaram?
Segue adiante agindo no bem ao próximo e acharás corações outros que te compartilhem os ideais.

Mágoas?
Fácil olvida-las na atividade em que nos esqueçamos em benefício dos outros.

Inquietações?
Sejamos pontuais no melhor que possamos fazer e a vida, em nome de Deus, resolverá os problemas que nos cercam, muitas vezes, sem nossa interferência.

Erros alheios?
Reflitamos nos nossos e a paz nos abençoará o caminho.

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Emmanuel
Chico Xavier 
Obra: Recados do além 
🌱💐🌱 





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MENSAGEM DO ESE:

O ponto de vista (II)

Se toda a gente pensasse dessa maneira – ou seja, e desse reduzida importância aos bens terrenos –, dir-se-ia, tudo na Terra periclitaria, porquanto ninguém mais se iria ocupar com as coisas terrenas. Não; o homem, instintivamente, procura o seu bem-estar e, embora certo de que só por pouco tempo permanecerá no lugar em que se encontra, cuida de estar aí o melhor ou o menos mal que lhe seja possível. Ninguém há que, dando com um espinho debaixo de sua mão, não a retire, para se não picar. Ora, o desejo do bem-estar força o homem a tudo melhorar, impelido que é pelo instinto do progresso e da conservação, que está nas leis da Natureza. Ele, pois, trabalha por necessidade, por gosto e por dever, obedecendo, desse modo, aos desígnios da Providência que, para tal fim, o pôs na Terra. Simplesmente, aquele que se preocupa com o futuro não liga ao presente mais do que relativa importância e facilmente se consola dos seus insucessos, pensando no destino que o aguarda.

Deus, conseguintemente, não condena os gozos terrenos; condena, sim, o abuso desses gozos em detrimento das coisas da alma. Contra tais abusos é que se premunem os que a si próprios aplicam estas palavras de Jesus: Meu reino não é deste mundo.

Aquele que se identifica com a vida futura assemelha-se ao rico que perde sem emoção uma pequena soma. Aquele cujos pensamentos se concentram na vida terrestre assemelha-se ao pobre que perde tudo o que possui e se desespera.

O Espiritismo dilata o pensamento e lhe rasga horizontes novos. Em vez dessa visão, acanhada e mesquinha, que o concentra na vida atual, que faz do instante que vivemos na Terra único e frágil eixo do porvir eterno, ele, o Espiritismo, mostra que essa vida não passa de um elo no harmonioso e magnífico conjunto da obra do Criador. 

Mostra a solidariedade que conjuga todas as existências de um mesmo ser, todos os seres de um mesmo mundo e os seres de todos os mundos. Faculta assim uma base e uma razão de ser à fraternidade universal, enquanto a doutrina da criação da alma por ocasião do nascimento de cada corpo torna estranhos uns aos outros todos os seres. Essa solidariedade entre as partes de um mesmo todo explica o que inexplicável se apresenta, desde que se considere apenas um ponto. 

Esse conjunto, ao tempo do Cristo, os homens não o teriam podido compreender, motivo por que ele reservou para outros tempos o fazê-lo conhecido.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. II, itens 6 e 7.)
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VIRTUDE DA GRATIDÃO


Francisco de Assis, o grande homem que se fez pequeno, em sua nobre humildade, para vivenciar o amor a Jesus, afirmou, certa feita, que a gratidão é das mais difíceis moedas de se ofertar na vida.


Por isso, o pobrezinho de Assis preocupava-se sempre em ser grato a tudo e a todos.


Agradecia ao Irmão Sol por aquecê-lo e proporcionar vida à Terra; ao Irmão Vento por acariciá-lo nos dias de calor; à Irmã Lua por enfeitar as noites de céu claro; ao Irmão Sofrimento, que lhe permitia reflexões e aprendizados sob o seu guante.


O exemplo de Francisco de Assis nos remete a profundas reflexões, nesses dias em que prepondera o egoísmo, com o que estamos vivendo, quando não agindo de igual forma.


Na irrefreada busca pelo sucesso, pela sobrevivência, pelos compromissos cotidianos, vivemos fechados em concha, envoltos nas próprias dificuldades, problemas e desafios.


Nesse tumultuar de compromissos, dificuldades, pouco paramos para perceber as coisas que a vida nos oferece e, egoisticamente, esquecemos de agradecer.


Os amores dos filhos que, aconchegados em nossos braços, parecem diluir as dores da alma, quem no-los ofertou?


A possibilidade do progresso profissional, os desafios de crescimento pessoal, as chances de desenvolvimento intelectual, quem nos oportunizou?


O corpo, que nos é instrumento de expressão, trabalho, convivência, emoções, quem no-lo deu?


Perguntemos a um doente com enfisema pulmonar, qual seu maior sonho e ele, certamente, responderá que seria poder respirar profunda e longamente.


E nós, mal nos damos conta da bênção da saúde. Ou do corpo que, mesmo com alguma avaria ou dificuldade, oferece oportunidades riquíssimas na vida.


Algumas vezes lembramos de agradecer à vida e ao Senhor da vida pelas nossas conquistas e alegrias.


Mas, por que não agradecer também pelo mal que não nos acometeu, pelas dificuldades que não ocorreram, pelas dores que não precisamos enfrentar?


E mesmo que os dias difíceis nos cheguem à jornada terrestre, agradeçamos a dor, que lapida a alma imperfeita, provocando o brotar de virtudes que ainda dormem latentes em nossa intimidade.


Ser grato à vida é virtude daqueles que conseguem sair do casulo do egoísmo e do autocentrismo, e reconhecem que a vida padece sem a ajuda e apoio que chegam a toda hora.


Para pregar Seu Evangelho de luz, Jesus escolheu doze homens para o auxiliar. E lhes foi grato, acompanhando-lhes a existência e recebendo-os em Suas bênçãos, um a um, no retorno à pátria espiritual.


Dessa forma, que sejamos nós também, a cada dia que se inicia, gratos à vida, com a mente e com o coração.


Assim, lembrando sempre de que somos devedores da bondade e misericórdia celestes, que nos acompanham e sustentam-nos na caminhada, a gratidão será o sentimento que nos inundará a alma de peregrina e suave luz.
💐💐💐💐💐💐💐
por Redação do Momento Espírita, com base em palestra de Divaldo Pereira Franco, proferida na Praia do Forte, BA, em 16.9.2011

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

O que valerá!



“Sobre a Terra, tudo é ilusão, tudo passa, tudo se transforma de um instante para outro. 

O que conta é o que guardamos dentro de nós; tudo mais há de ficar com o corpo, que se desfará em pó… 

Não vale a pena tanta luta por nada! 

Precisamos crescer interiormente, adquirir valores que sejam eternos… 

Uma simples célula cancerígena que nos apareça no corpo joga tudo no chão. 

Vamos partir para o Além com os tesouros da alma. 

Como é que haveremos de nos apresentar aos que nos endossaram a reencarnação, de mãos vazias?! … 

Precisamos ser alegres, ter confiança em Deus, amar os nossos semelhantes. 

No momento da morte, nada nos valerá tanto quanto a consciência tranquila!”
💐🌿💐
Chico Xavier
Carlos Baccelli
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MENSAGEM DO ESE: 

O egoísmo

O egoísmo, chaga da Humanidade, tem que desaparecer da Terra, a cujo progresso moral obsta. Ao Espiritismo está reservada a tarefa de fazê-la ascender na hierarquia dos mundos. O egoísmo é, pois, o alvo para o qual todos os verdadeiros crentes devem apontar suas armas, dirigir suas forças, sua coragem. Digo: coragem, porque dela muito mais necessita cada um para vencer-se a si mesmo, do que para vencer os outros. Que cada um, portanto, empregue todos os esforços a combatê-lo em si, certo de que esse monstro devorador de todas as inteligências, esse filho do orgulho é o causador de todas as misérias do mundo terreno. É a negação da caridade e, por conseguinte, o maior obstáculo à felicidade dos homens.

Jesus vos deu o exemplo da caridade e Pôncio Pilatos o do egoísmo, pois, quando o primeiro, o Justo, vai percorrer as santas estações do seu martírio, o outro lava as mãos, dizendo: Que me importa! Animou-se a dizer aos judeus: Este homem é justo, por que o quereis crucificar? E, entretanto, deixa que o conduzam ao suplício.

É a esse antagonismo entre a caridade e o egoísmo, à invasão do coração humano por essa lepra que se deve atribuir o fato de não haver ainda o Cristianismo desempenhado por completo a sua missão. 

Cabem-vos a vós, novos apóstolos da fé, que os Espíritos superiores esclarecem, o encargo e o dever de extirpar esse mal, a fim de dar ao Cristianismo toda a sua força e desobstruir o caminho dos pedrouços que lhe embaraçam a marcha. Expulsai da Terra o egoísmo para que ela possa subir na escala dos mundos, porquanto já é tempo de a Humanidade envergar sua veste viril, para o que cumpre que primeiramente o expilais dos vossos corações. 

— Emmanuel. (Paris, 1861.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XI, item 11.)

domingo, 21 de fevereiro de 2021

Não pense em morrer!


“A depressão pede o remédio do trabalho; a pessoa triste necessita ser motivada para as pequeninas tarefas que consiga executar… 

Na depressão, o médico pode ajudar muito, mas, se o deprimido não estiver disposto a se ajudar… 

Quem sofre de depressão deve fugir da cama, do sofá… 

Faça qualquer coisa, ore, tenha confiança em Deus. 

Não pense em morrer! 

A vida está em toda parte.

 Somos filhos de Deus e estamos melhorando. 

Às vezes, a alegria que está nos faltando é justamente a alegria que devemos aos outros… 

Não sei dizer quantas vezes eu vim para a reunião com uma certa tristeza… 

Ouvindo a dor de tanta gente, a minha era insignificante. 

Quantos pais perdem os filhos e tem que continuar, não é mesmo?… 

Eu não posso ficar parado. 

Felicidade completa ninguém precisa esperar, paz definitiva eu nunca pude ver, nem os espíritos que se comunicam conosco… 

Ora, vamos nos aceitar como somos e prosseguir com muita fé em Deus”.
🌹🌿🌹
CHICO XAVIER
Carlos Baccelli
O Evangelho de Chico Xavier
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MENSAGEM DO ESE: 

Desigualdade das riquezas

A desigualdade das riquezas é um dos problemas que inutilmente se procurará resolver, desde que se considere apenas a vida atual. A primeira questão que se apresenta é esta: Por que não são igualmente ricos todos os homens? 

Não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar. É, alias, ponto matematicamente demonstrado que a riqueza, repartida com igualdade, a cada um daria uma parcela mínima e insuficiente; que, supondo efetuada essa repartição, o equilíbrio em pouco tempo estaria desfeito, pela diversidade dos caracteres e das aptidões; que, supondo-a possível e durável, tendo cada um somente com que viver, o resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e para o bem-estar da Humanidade; que, admitido desse ela a cada um o necessário, já não haveria o aguilhão que impele os homens às grandes descobertas e aos empreendimentos úteis. Se Deus a concentra em certos pontos, é para que daí se expanda em quantidade suficiente, de acordo com as necessidades.

Admitido isso, pergunta-se por que Deus a concede a pessoas incapazes de fazê-la frutificar para o bem de todos. Ainda aí está uma prova da sabedoria e da bondade de Deus. 

Dando-lhe o livre-arbítrio, quis ele que o homem chegasse, por experiência própria, a distinguir o bem do mal e que a prática do primeiro resultasse de seus esforços e da sua vontade. Não deve o homem ser conduzido fatalmente ao bem, nem ao mal, sem o que não mais fora senão instrumento passivo e irresponsável como os animais. A riqueza é um meio de o experimentar moralmente. 

Mas, como, ao mesmo tempo, é poderoso meio de ação para o progresso, não quer Deus que ela permaneça longo tempo improdutiva, pelo que incessantemente a desloca. Cada um tem de possuí-la, para se exercitar em utilizá-la e demonstrar que uso sabe fazer dela. Sendo, no entanto, materialmente impossível que todos a possuam ao mesmo tempo, e acontecendo, além disso, que, se todos a possuíssem, ninguém trabalharia, com o que o melhoramento do planeta ficaria comprometido, cada um a possui por sua vez. Assim, um que não na tem hoje, já a teve ou terá noutra existência; outro, que agora a tem, talvez não na tenha amanhã. 

Há ricos e pobres, porque sendo Deus justo, como é, a cada um prescreve trabalhar a seu turno. A pobreza é, para os que a sofrem, a prova da paciência e da resignação; a riqueza é, para os outros, a prova da caridade e da abnegação.

Deploram-se, com razão, o péssimo uso que alguns fazem das suas riquezas, as ignóbeis paixões que a cobiça provoca, e pergunta-se: Deus será justo, dando-as a tais criaturas? E exato que, se o homem só tivesse uma única existência, nada justificaria semelhante repartição dos bens da Terra; se, entretanto, não tivermos em vista apenas a vida atual e, ao contrário, considerarmos o conjunto das existências, veremos que tudo se equilibra com justiça. 

Carece, pois, o pobre de motivo assim para acusar a Providência, como para invejar os ricos e estes para se glorificarem do que possuem. Se abusam, não será com decretos ou leis suntuárias que se remediará o mal. 

As leis podem, de momento, mudar o exterior, mas não logram mudar o coração; daí vem serem elas de duração efêmera e quase sempre seguidas de uma reação mais desenfreada. A origem do mal reside no egoísmo e no orgulho: os abusos de toda espécie cessarão quando os homens se regerem pela lei da caridade.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVI, item 8.)

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TER MUITO


O dinheiro não traz real felicidade.


O poder não confere a paz interior.


A ambição acarreta angústias para a alma.


O ter muito é pior do que a necessidade.


Só a carência motiva o homem para a fé...


O excesso, quase sempre, de Deus o distancia.
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Irmão José (psic. Carlos Baccelli)

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Ah! Se Eu Soubesse…..



Quando chegamos ao plano espiritual, a maioria dos espíritos pensa algo muito parecido:

– Ah se eu soubesse…


Se eu soubesse que a vida real não era na matéria… se eu soubesse que a realidade não é de sofrimento, mas de paz e liberdade… se eu soubesse que nada que existia na matéria é permanente, que lá é tudo passageiro, eu não teria brigado no trânsito, batido nos meus filhos, me apegado a tantas coisas efêmeras…


Ah se eu soubesse…. teria ajudado muito mais gente, teria me enriquecido com amor e luz, teria deixado de lado esses problemas pequenininhos, teria feito caridade aos necessitados, teria deixado o amor fluir, teria me atirado no bem sem nenhuma preocupação, teria sido mais humilde, teria vivido em paz…


Ah se eu soubesse… teria passado mais tempo com aqueles que amo, teria me preocupado menos, teria tido mais paciência, teria me soltado mais, me desprendido mais, teria vivido mais livre, de forma mais espontânea, mais natural, teria visto o lado bom de tudo, teria valorizado as coisas simples da vida.


Ah se eu soubesse… se soubesse que a vida na Terra vai e vem, que tudo se esvai, que nada é permanente, que não existe algo fixo, imutável. Se eu soubesse que tudo começa e termina, que os relacionamentos começam e terminam, que a dor lateja e depois vem o alívio.


Se soubesse que as diferenças sociais se extinguem, que na morte todos somos filhos do universo, que a fome é saciada, que a sede é aliviada, que a violência só traz mais violência, que os injustiçados são compensados, que os perdidos sempre se encontram, e quem está demasiadamente seguro de si acaba se perdendo.


Ah se eu soubesse… que a vida espiritual é a vida real, que as mágoas corroem o espirito, que a cobiça gera insatisfação, que a lisonja só cria humilhação, que a preguiça gera estagnação. Se eu soubesse que o medo é sempre maior do que a mente engendrou eu teria me arriscado mais, teria ousado, teria tido a coragem de ser o que eu sou, teria retirado essa máscara que encobria minha verdade, teria desatado o compromisso com o logro, com a burla, teria assumido minha integridade sem divisões, sem fragmentos.


Se eu soubesse que o mundo é uma doce miragem eu rejeitaria a pueril busca pela sensualidade. Largaria com afinco os prazeres e vícios da juventude. Se soubesse que tudo muda e nada se encerra, teria posto de lado as moléstias da nostalgia.


Ah se eu soubesse, teria menos pressa, olharia mais para a vida, veria mais o nascer do dia, comeria com calma o pão de cada manhã, teria plantado uma árvore, corrido no jardim, deitado no chão e rolado na grama. Teria mergulhado e me perdido no tempo, solto em reflexões sobre os mistérios da vida. Teria me desimpedido de autocobranças, teria me aceitado como sou e aceitado o milagre da vida como ele é.


Se eu soubesse… que o mar espiritual é infinito de bençãos, não teria digladiado por um copo de água ao lado do grandioso oceano da plenitude. Teria deixado todas as quimeras de lado, e vivido mais a vida, a existência, o cosmos, a liberdade, o eterno presente e a eterna aurora.


Ah se eu soubesse… teria renunciado aos hábitos arraigados, as discussões estéreis, a especulação teórica. Se eu soubesse, teria permanecido mais na natureza, observando os pássaros, molhando as mãos no rio, sentindo o vento, me aquecendo ao sol da manhã, sujado as mãos na lama e sentido o frescor da chuva. Se eu soubesse que sou um ser em desenvolvimento na essência inesgotável e eterna da vida, teria sido infinitamente mais livre e feliz.
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Hugo Lapa

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MENSAGEM DO ESE:

O ódio

Amai-vos uns aos outros e sereis felizes. Tomai sobretudo a peito amar os que vos inspiram indiferença, ódio, ou desprezo. O Cristo, que deveis considerar modelo, deu-vos o exemplo desse devotamento. Missionário do amor, ele amou até dar o sangue e a vida por amor. Penoso vos é o sacrifício de amardes os que vos ultrajam e perseguem; mas, precisamente, esse sacrifício é que vos torna superiores a eles. Se os odiásseis, como vos odeiam, não valeríeis mais do que eles. Amá-los é a hóstia imácula que ofereceis a Deus na ara dos vossos corações, hóstia de agradável aroma e cujo perfume lhe sobe até o seio. Se bem a lei de amor mande que cada um ame indistintamente a todos os seus irmãos, ela não couraça o coração contra os maus procederes; esta é, ao contrário, a prova mais angustiosa, e eu o sei bem, porquanto, durante a minha última existência terrena, experimentei essa tortura. Mas Deus lá está e pune nesta vida e na outra os que violam a lei de amor. Não esqueçais, meus queridos filhos, que o amor aproxima de Deus a criatura e o ódio a distancia dele.

 — Fénelon, (Bordéus, 1861.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XII, item 10.)

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ILUMINA


Busca manter a calma nas lutas que faceias.

A descrença é fator agravante da prova.

O desespero aumenta a carga de aflição.

A revolta provoca dores mais lancinantes.

O desânimo induz a piores processos.

Quem compreende ilumina a vida ao derredor.
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Irmão José (psic. Carlos Baccelli)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Alegrias e Paixões, Amor e felicidade


Qual é o objetivo da sua vida?

Atrás de que você anda?

Geralmente, a resposta pronta a estas perguntas é:

- Quero ser feliz

Mas o que é felicidade? Será que sabemos o que ela significa? Caso contrário, estaremos vagando, perdidos e, na maioria das vezes, confundindo felicidade com a alegria.

Sem a pretensão de ser o dono da verdade, vamos dar uma “versão” daquilo que acreditamos, seja a verdade.

A alegria é algo fugaz e intenso, tanto que nos faz rir, gargalhar, eleva nossa pressão arterial, provoca uma vasodilatação cutânea e chacoalhamos todo o nosso corpo em uma sensação de bem estar que passa logo em seguida. A alegria depende dos outros, pois algo, ou alguém, precisa provocá-la em nós, mas mesmo assim, só a gozamos se nos permitirmos, se nosso mau humor não bloquear estas pequenas bênçãos, estes pequenos agrados que recebemos de quando em vez. Porém, alegria não é felicidade, a felicidade é algo duradouro, construído aos poucos por cada um de nós, cultivado e cuidado todos os dias e que pode existir independente de estarmos alegres ou tristes; explico melhor: Você pode estar sentindo uma dor, como a dor da perda de um ente querido, por exemplo, e ainda assim ser feliz; você pode estar preocupado com a falta de recursos para tratar um enfermo de sua família, e ainda assim ser feliz, o que não acontece com a alegria, pois você pode dar uma gargalhada e estar profundamente infeliz, e o motivo para isso é que a felicidade não depende de ninguém a não ser de você mesmo, pois tudo de bom ou de ruim que você possa estar vivendo, terá influência, mas não será determinante para que você seja feliz, pois o fator fundamental é como você lida com estas coisas, portanto, só depende de você.

É por isso que encontramos pessoas felizes em locais desprovidos de qualquer recurso e pessoas infelizes cercadas de todas as possibilidades e apoio, posto que a felicidade é construída por você, com você e para você.

O que observamos é que grande parte de nós gasta seu tempo e energia para conquistar alegrias e esquece-se de ser feliz, o problema é que, além de ser fugaz e, por isso, trazer grande carga de desapontamento e frustração se vier sozinha, a alegria não depende só de nós, sendo, portanto, algo que não controlamos. Por isso querer enriquecer para ser feliz é um esforço inútil, mesmo porque, cada milhão conquistado será seguido de uma sensação de vazio que leva o indivíduo a buscar outro milhão e assim sucessivamente (você já havia se perguntado por que os corruptos roubam sempre muito mais do que podem gastar em uma única vida?).

Já a felicidade traz bem estar permanente e nos apóia nos momentos de dor e dificuldade, não nos frustra e não nos angustia diante de esforços vãos.

Este assunto me lembra de outro, homólogo, sobre a diferença de paixão e amor, e ai vamos, na mesma toada, percebendo que a paixão é muito intensa, porém curta, e que para ser realmente e completamente, uma paixão, precisa encontrar seu objeto de desejo, e que, ou se transforma em amor, ou traz frustração e desapontamento.

Já o amor, é calmo, constantate e, duradouro e só depende de nós, pois o verdadeiro amor não exige ser correspondido, apenas ama, não procura compensação, pois ele é a compensação, e por isso não cansa, não dói, não frustra.

Onde você anda gastando sua energia e seu tempo?

Você, por acaso tem se sentido injustiçado tem sido vítima da ingratidão, ou crê que a vida não tem sido muito boa com você?

Se assim for, acho que você está procurando alegrias e paixões, e desafortunadamente, sua busca não vai terminar nunca.

Mude o foco, deixe de esperar o que os outros “deveriam fazer por você” e comece a trabalhar para fazer alguma coisa em você. Deixe de buscar fora, aquilo que esta dentro de você e passe a construir a tolerância, a paciência, diminua suas expectativas e cultive sua espiritualidade, para então, iniciar sua jornada para um objetivo possível, a felicidade, já que não vai depender de mais ninguém, a não ser você mesmo.

Exclua a palavra ingratidão do seu vocabulário e a palavra mágoa irá embora com ela, para então, você poder ser feliz. 
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Décio Iandoli Júnior 
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MENSAGEM DO ESE:

A nova era (II)

Um dia, Deus, em sua inesgotável caridade, permitiu que o homem visse a verdade varar as trevas. Esse dia foi o do advento do Cristo. Depois da luz viva, voltaram as trevas. Após alternativas de verdade e obscuridade, o mundo novamente se perdia. Então, semelhantemente aos profetas do Antigo Testamento, os Espíritos se puseram a falar e a vos advertir. O mundo está abalado em seus fundamentos; reboará o trovão. Sede firmes!
O Espiritismo é de ordem divina, pois que se assenta nas próprias leis da Natureza, e estai certos de que tudo o que é de ordem divina tem grande e útil objetivo. O vosso mundo se perdia; a Ciência, desenvolvida à custa do que é de ordem moral, mas conduzindo-vos ao bem-estar material, redundava em proveito do espírito das trevas. Como sabeis, cristãos, o coração e o amor têm de caminhar unidos à Ciência. O reino do Cristo, ah! passados que são dezoito séculos e apesar do sangue de tantos mártires, ainda não veio. Cristãos, voltai para o Mestre, que vos quer salvar. Tudo é fácil àquele que crê e ama; o amor o enche de inefável alegria. Sim, meus filhos, o mundo está abalado; os bons Espíritos vo-lo dizem sobejamente; dobrai-vos à rajada que anuncia a tempestade, a fim de não serdes derribados, isto é, preparai-vos e não imiteis as virgens loucas, que foram apanhadas desprevenidas à chegada do esposo.
A revolução que se apresta é antes moral do que material. Os grandes Espíritos, mensageiros divinos, sopram a fé, para que todos vós, obreiros esclarecidos e ardorosos, façais ouvir a vossa voz humilde, porquanto sois o grão de areia; mas, sem grãos de areia, não existiriam as montanhas.
Assim, pois, que estas palavras — “Somos pequenos” — careçam para vós de significação. A cada um a sua missão, a cada um o seu trabalho. Não constrói a formiga o edifício de sua república e imperceptíveis animálculos não elevam continentes? Começou a nova cruzada. Apóstolos da paz universal, que não de uma guerra, modernos São Bernardos, olhai e marchai para frente; a lei dos mundos é a do progresso. 

– Fénelon. (Poitiers, 1861.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. I, item 10.)

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PEDIDO DE SOCORRO



Talvez, ainda não tenhas conseguido reparar que, não raro, aquele que se habituou a te perturbar pode estar te enviando um pedido de socorro às avessas.


Existem pessoas que não têm coragem de expor, com clareza, o estado de necessidade em que se encontram, e muitas outras que sequer puderam identificá-lo em si.


As constantes provocações que alguém te faça, esperando a tua benéfica reação, é comportamento semelhante ao de uma criança que se aproxima dos pais e, simplesmente, choraminga, esperando que os genitores consigam atinar com a causa de seu sofrimento.


Assim, não interpretes quem te incomoda de maneira sistemática, apenas por empecilho à tua paz.


Todos os que se aproximavam de Jesus, principalmente os que Dele se abeiravam com o propósito de criar-Lhe embaraços, eram espíritos extremamente doentes que, ignorando a própria situação, permaneciam na expectativa de que fossem curados.
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Amor e Sabedoria - Irmão José

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Pela dor que nos envia, obrigado, Senhor!


Aprendemos com o Espiritismo que somos Espíritos em processo de aprendizagem, de evolução, de aprimoramento moral e espiritual através de várias encarnações em que nos vamos depurando, desenvolvendo nossos potenciais, como a inteligência, os sentimentos elevados, as virtudes, a forma como convivemos com o próximo e como encaramos a nossa jornada.

Para isso, temos o nosso livre-arbítrio, faculdade que nos foi concedida pelo Criador, permitindo-nos executar escolhas conforme as necessidades que enfrentamos nessa trajetória.

A Doutrina Espírita nos ensina que todas as escolhas trazem consequências, de acordo com os atos que praticarmos. Se formos amorosos, caridosos, teremos, como resultado, igualmente o amor, a felicidade, a plenitude, no entanto, se agirmos de modo contrário, estaremos criando situações futuras difíceis, que precisamos enfrentar como forma de nos reequilibrarmos com a própria consciência.

É a lei de causa e efeito, ação e reação – Lei Natural - funcionando conforme as nossas atitudes perante a vida. Compreenderemos, assim, que estamos numa longa jornada de aprendizagem, em que vamos aprendendo e reaprendendo com a própria experiência aquilo que nos convém ou não. E dessa aprendizagem saímos mais maduros, mais fortalecidos para as próximas lições, e assim poderemos alcançar novos patamares espirituais, já que não fomos criados prontos por Deus, mas simples e ignorantes, com potenciais a serem desenvolvidos, para florescer e serem colocados em prática diariamente.

Estamos sempre buscando respostas para as perguntas que fazemos para encontrar o consolo e a esperança que tanto almejamos. E sempre nos perguntamos: Por que sofremos tanto? Por que tantas dificuldades para a realização de nossos desejos? O que fizemos para receber tudo isso?

Estas perguntas, geralmente, estão ligadas não apenas ao aspecto material, mas, também, à saúde, à afetividade, aos problemas de ordem emocional, moral ou profissional da nossa existência.

Por isso, Deus nos enviou Jesus, modelo e guia, a fim de que Ele pudesse fazer com que despertássemos, em nossos corações, o entendimento da Lei Divina, a Lei de Amor que rege todo o Universo. Seus ensinamentos convidam-nos a meditar sobre esses pesares e as dificuldades pelas quais passamos. No entanto, todas as vezes que os problemas nos pesam, pensamos quanto Deus tem sido injusto conosco, porque consideramos nosso sofrimento maior do que o do outro e acabamos estabelecendo uma imagem de Deus à semelhança do homem imperfeito que ainda somos; do homem que privilegia uns em detrimento de outros; que é parcial; que age por capricho. Não somos capazes de perceber que Deus é sempre bom conosco, como o é também com o outro. Ele é infinitamente bom, justo e misericordioso.

O que dificulta nosso entendimento é não reconhecermos as razões das nossas aflições. Todavia, no Evangelho poderemos encontrar a consolação e a esperança, e entender que as causas das aflições podem ser desta encarnação ou de encarnações passadas, ou seja, causas anteriores ou atuais das aflições.

Para procurarmos as causas atuais das aflições, precisamos compreender a essência dos atos que praticamos diariamente, usando do bom senso, do equilíbrio, da razão, da ponderação sempre.

Não basta obedecermos às Leis humanas, é indispensável examinarmos as qualidades das nossas atitudes, pois aquilo que semearmos nos será devolvido em algum momento. Isso é da Lei de Deus.

Será que o que estamos fazendo prejudica o outro? Somos livres para plantar, porém somos obrigados a colher os frutos doces ou amargos do nosso plantio. Assim, quando consultamos a nossa consciência na busca da fonte de tantas aflições, certamente poderemos ouvi-la dizer: Se você não tivesse feito tal coisa, isso não teria acontecido e não estaria nesta situação. Mas, no lugar de nos reconhecermos como criadores do nosso próprio sofrimento, buscamos fora de nós essas causas, culpando primeiramente a Deus, depois culpamos a sorte e depois culpamos o outro.

Na verdade, essas dificuldades são um alerta, uma advertência para que possamos nos acertar na caminhada. Isso é tão verdadeiro que muitas vezes dizemos ou ouvimos dizer que se soubéssemos antes o que sabemos hoje quantas coisas poderíamos ter evitado. No entanto, as causas desses sofrimentos também podem estar em plantios antigos, de outras existências, feitos impensadamente, sem o crivo da razão e que hoje nos levam a colheitas amargas. Lembremo-nos, então, que se hoje estamos colhendo aflições e sofrimentos, provavelmente plantamos em alguma ocasião angústias e penalidades; e se colhemos dificuldades materiais, pode ser que tenhamos semeado desperdício, pensando unicamente em nós, na nossa satisfação egoísta de desejos imediatistas e caprichos.

Entendemos, desta forma, que não podemos colher paz se semeamos discórdia, ou colher alegria se semeamos tristeza. É da Lei. Mas podemos através das nossas mudanças de atitudes reverter esse quadro com o amadurecimento e a consciência a nos cobrar.

Jesus é o grande semeador e se Ele encontrar em nós o solo propício, adubado, a terra fértil com a boa vontade, a esperança, o amor e a resignação frente aos desígnios do Pai, as sementes que Ele depositar em cada coração brotarão.

Sabendo aproveitar essas oportunidades que Deus nos concede diariamente, encontraremos o reino de Deus, ou seja, encontraremos a felicidade, a harmonia, a paz interior, sempre trabalhando e trabalhando no bem em favor de todos. É do mundo de luz que cada um de nós cria, dentro de si, as forças de lutar contra as más tendências e as tentações, para assim nos aproximarmos cada vez mais de Deus, nosso eterno Pai. Mesmo neste mundo de necessidades fantasiosas, transitórias, poderemos encontrar a felicidade interior, quando caminharmos cultivando o amor ao próximo, aceitando-o e respeitando-o como ele é; pela alegria de ser útil, sem esperar nada em troca. Então, poderemos fazer novos plantios, tornando-nos uma pequena luz e espalhando o exemplo do amor por onde passarmos.

Muitas vezes, as consequências de nossas ações infelizes tornam-se desafios bastante difíceis e, na maioria das vezes, nós mesmos pedimos ou, pelo menos, aceitamos, para nos libertarmos da consciência que nos acusa do ato cometido, onde quer que estejamos. Essas consequências poderão tornar-se expiações dolorosas que servirão para burilar nossos sentimentos e fazer despertar, em nós, o homem novo, o homem de bem, que faz sua renovação moral.

Não se trata de adorar as aflições, o sofrimento, e nem de desejá-lo, mas, com conhecimento espírita, entenderemos melhor o porquê de nossas dores e aflições, já que são causadas por nós mesmos. Examinemos as dificuldades como oportunidades benditas de exercitar os valores morais da coragem, da fé, da esperança, da caridade, da solidariedade, da paciência, enfim, das virtudes ensinadas por Jesus.

No atual momento da humanidade, nestes tumultuosos dias em que nos deparamos com as terríveis situações de conflitos, observemos como estamos colhendo o que semeamos; resgatando nossas atitudes equivocadas, porém, marchando para a felicidade, para um mundo melhor, para um porvir de luzes, construindo um mundo de regeneração interior. Por mais dura que seja a nossa estrada, aprendamos a sorrir e a abençoar sempre.

O Universo é uma corrente de amor em movimento incessante. Recordemos que ninguém é tão sacrificado que não possa, de quando em quando, levantar os olhos em sinal de agradecimento, com uma prece, uma saudação afetuosa, uma flor, um bilhete amistoso... Com esse pequeno gesto, conseguiremos dissipar dores, discórdias, sombras.

Lembremo-nos de Francisco de Assis, que, com sua humildade, vivenciava o amor maior afirmando que precisamos ser gratos a tudo e a todos. Agradecer ao Sol que nos aquece; ao vento que nos acaricia em dias de calor; à Lua por enfeitar as noites; ao sofrimento que nos permite introspecções e aprendizados para o nosso crescimento.

Há a necessidade de pararmos por um instante e agradecer todas as oportunidades que nos são ofertadas, boas ou não, pelas dores, pelas pedras e obstáculos.

Ampliemos, assim, nosso entendimento, compreensão frente às vicissitudes desta jornada, superando desavenças, mágoas, ressentimentos, semeando uma existência mais feliz junto com aqueles que compartilham conosco esta trajetória.

Agradeçamos ao Pai o amor com que nos envolve. A vida, o pão, a luz, o lar e os amigos que nos estendem as mãos.

Agradeçamos, ainda, a luz do sofrimento que nos faz caminhar. Pela dor que nos envia, sejamos gratos, Senhor!
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por Temi Mary Faccio Simionato
O Consolador
Revista Semanal de Divulgação Espírita
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MENSAGEM DO ESE:

Conhece-se a árvore pelo fruto

A árvore que produz maus frutos não é boa e a árvore que produz bons frutos não é má; — porquanto, cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto. Não se colhem figos nos espinheiros, nem cachos de uvas nas sarças. — O homem de bem tira boas coisas do bom tesouro do seu coração e o mau tira-as más do mau tesouro do seu coração; porquanto, a boca fala do de que está cheio o coração. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 43 a 45.)

Guardai-vos dos falsos profetas que vêm ter convosco cobertos de peles de ovelha e que por dentro são lobos rapaces. Conhecê-lo-eis pelos seus frutos. Podem colher-se uvas nos espinheiros ou figos nas sarças? — Assim, toda árvore boa produz bons frutos e toda árvore má produz maus frutos. — Uma árvore boa não pode produzir frutos maus e uma árvore má não pode produzir frutos bons. — Toda árvore que não produz bons frutos será cortada e lançada ao fogo. — Conhecê-la-eis, pois, pelos seus frutos. (S. MATEUS, cap. VII, vv. 15 a 20.)

Tende cuidado para que alguém não vos seduza; — porque muitos virão em meu nome, dizendo: “Eu sou o Cristo”, e seduzirão a muitos.

Levantar-se-ão muitos falsos profetas que seduzirão a muitas pessoas; — e porque abundará a iniqüidade, a caridade de muitos esfriará. — Mas aquele que perseverar até o fim se salvará.

Então, se alguém vos disser: O Cristo está aqui, ou está ali, não acrediteis absolutamente; — porquanto falsos Cristos e falsos profetas se levantarão que farão grandes prodígios e coisas de espantar, ao ponto de seduzirem, se fosse possível, os próprios escolhidos.

(S. MATEUS, cap. XXIV, vv. 4, 5, 11 a 13, 23, e 24; S. MARCOS, cap. XIII, vv. 5, 6, 21 e 22.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXI, itens 1 a 3.)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Sinônimos


Berço — oportunidade.

 Túmulo — revisão.

 Família — vínculo.

 Lar — refúgio.

 Sociedade — escola.

 Profissão — dever.

 Instrução — cultura.

 Educação — aperfeiçoamento.

 Trabalho — renovação.

Serviço — bênção.

 Experiência — presciência.

Cooperação — simpatia.

 Dificuldade — ensinamento.

 Perdão — libertação.

 Dor — corrigenda.

 Tempo — concessão.

 Verdade — equidade.

 Consciência — guia.

Caridade — salvação.

 Amor — Deus.
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André Luiz
(Psicografia de Waldo Vieira)
Obra: Ideal Espírita
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MENSAGEM DO ESE:

O que se deve entender por pobres de espírito

Bem-aventurados os pobres de espírito, pois que deles é o reino dos céus. (S. MATEUS, cap. V, v. 3.)


A incredulidade zombou desta máxima: Bem-aventurados os pobres de espírito, como tem zombado de muitas outras coisas que não compreende. Por pobres de espírito Jesus não entende os baldos de inteligência, mas os humildes, tanto que diz ser para estes o reino dos céus e não para os orgulhosos.


Os homens de saber e de espírito, no entender do mundo, formam geralmente tão alto conceito de si próprios e da sua superioridade, que consideram as coisas divinas como indignas de lhes merecer a atenção. Concentrando sobre si mesmos os seus olhares, eles não os podem elevar até Deus. Essa tendência, de se acreditarem superiores a tudo, muito amiúde os leva a negar aquilo que, estando-lhes acima, os depreciaria, a negar até mesmo a Divindade. Ou, se condescendem em admiti-la, contestam-lhe um dos mais belos atributos: a ação providencial sobre as coisas deste mundo, persuadidos de que eles são suficientes para bem governá-lo. Tomando a inteligência que possuem para medida da inteligência universal, e julgando-se aptos a tudo compreender, não podem crer na possibilidade do que não compreendem. Consideram sem apelação as sentenças que proferem.


Se se recusam a admitir o mundo invisível e uma potência extra-humana, não é que isso lhes esteja fora do alcance; é que o orgulho se lhes revolta à idéia de uma coisa acima da qual não possam colocar-se e que os faria descer do pedestal onde se contemplam. Daí o só terem sorrisos de mofa para tudo o que não pertence ao mundo visível e tangível. 


Eles se atribuem espírito e saber em tão grande cópia, que não podem crer em coisas, segundo pensam, boas apenas para gente simples, tendo por pobres de espírito os que as tomam a sério.


Entretanto, digam o que disserem, forçoso lhes será entrar, como os outros, nesse mundo invisível de que escarnecem. É lá que os olhos se lhes abrirão e eles reconhecerão o erro em que caíram. Deus, porém, que é justo, não pode receber da mesma forma aquele que lhe desconheceu a majestade e outro que humildemente se lhe submeteu às leis, nem os aquinhoar em partes iguais.


Dizendo que o reino dos céus é dos simples, quis Jesus significar que a ninguém é concedida entrada nesse reino, sem a simplicidade de coração e humildade de espírito; que o ignorante possuidor dessas qualidades será preferido ao sábio que mais crê em si do que em Deus. Em todas as circunstâncias, Jesus põe a humildade na categoria das virtudes que aproximam de Deus e o orgulho entre os vícios que dele afastam a criatura, e isso por uma razão muito natural: a de ser a humildade um ato de submissão a Deus, ao passo que o orgulho é a revolta contra ele. Mais vale, pois, que o homem, para felicidade do seu futuro, seja pobre em espírito, conforme o entende o mundo, e rico em qualidades morais.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VII, itens 1 e 2.)

🌻🌿🌻

O Girassol



Assim como um girassol escolhe sempre estar voltado para o sol, escolha focalizar o lado melhor, mais bonito, mais luminoso e vibrante das coisas que lhe acontecem. 



Nossa percepção é seletiva, nós "focalizamos" o que queremos ver e deixamos de perceber o restante.


... Você já reparou como é fácil ficar de baixo astral?


Uma conta para pagar...


Não ganhar todo o dinheiro de que se precisa...


Não ter a aparência que se gostaria de ter...


Não ser valorizada no trabalho...


Não ter encontrado o sucesso, ou um grande amor ...



É por isso que frequentemente não nos sentimos bem. Depositamos nossa atenção no que nos falta, no que nos magoa...E ocupamos nossa mente com pensamentos preocupantes sobre o futuro. Enfim, deixamos a nossa mente à deriva, torturada por pensamentos negativos que nos dominam.


Na verdade a maior parte do tempo, estamos lutando com a vida, não aceitando o que ela nos traz...E quando não aceitamos aquilo que é, e nos concentramos no que deveria ser, nos frustramos, sofremos cada vez mais, ao ponto de perdemos o sentido da existência...


É justamente quando estamos frustrados e insatisfeitos, que precisamos lembrar que possuímos uma antena interna - a atenção - capaz de captar o lado bom da vida. Exatamente como na natureza, faz o girassol.



O girassol se volta para onde o sol estiver, mesmo que este esteja escondido atrás de uma nuvem. Ele está sempre em busca da luz, da vitalidade, da força, da beleza. 



Saber captar o lado luminoso da vida significa aprendermos a valorizar tudo de bom que já recebemos e também a sermos gratos por isso...


Apreciar e agradecer o carinho, o afeto, os gestos de atenção e delicadeza oferecidos pelos amigos, filhos, pais, namorados. Apreciar o sorriso luminoso de alguém que você gosta. Apreciar um gesto de gentileza, uma palavra de estímulo do seu colega de trabalho, do seu vizinho...


Apreciar todo contato humano que lhe trouxe conforto, novo ânimo...Apreciar todo apoio que a vida lhe deu, de tantas formas misteriosas, quando precisou... Apreciar e agradecer porque a Vida é Amor, e sempre o protegeu, realizou seus desejos mais profundos, tomou conta de seus interesses e suas verdadeiras necessidades...


Ser aprendiz de girassol,não é fácil!

Infelizmente a maioria de nós, não foi preparada pra buscar o lado luz da vida, e vive se debatendo na obscura zona dos condicionamentos subconscientes e dos pensamentos destrutivos! 



Daqui pra frente, quando perceber que está desanimado, revoltado ou deprimido, que possa se lembrar de ser girassol.


Selecione o melhor do seu mundo, valorize tudo o que de bonito e bom que existe nele!


Acredite no Poder da Luz para neutralizar qualquer situação adversa e transformar sua Vida em uma verdadeira obra-prima!


Assim, começará a reter Força, Vitalidade e Alegria dentro de você.


E como o girassol, estará de bem com a grande festa colorida que é a Vida!
🌻🌻🌻🌻🌻🌻🌻
Fênix Faustine

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Cristãmente


Conheça a você mesmo.

Existem pessoas que percorrem o mundo inteiro à procura de si próprias.


Resguarde o corpo físico.

Toda indisciplina pode dar serviço aos coveiros.


Santifique a palavra.

Entre os animais da Terra, só o homem possui desenvoltura para falar.


 Supere o vício.

Se você não domina o hábito, o hábito acaba dominando você.


 Ajude para o bem.

A luta pela conservação da posse também cria chagas e rugas.


 Esqueça o mal.

Antes da fatalidade da morte, existe a fatalidade da vida.


 Entenda auxiliando.

Viva o cristão de tal modo que ninguém lhe deseje a ausência.


 Não reclame.

O próprio Senhor do Universo traça leis mas não faz exigências.
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André Luiz
(Psicografia de Waldo Vieira)
Obra: IDEAL ESPÍRITA
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🌺🌿🌺 

MENSAGEM DO ESE:
Beneficência exclusiva

É acertada a beneficência, quando praticada exclusivamente entre pessoas da mesma opinião, da mesma crença, ou do mesmo partido?

Não, porquanto precisamente o espírito de seita e de partido é que precisa ser abolido, visto que são irmãos todos os homens. O verdadeiro cristão vê somente irmãos em seus semelhantes e não procura saber, antes de socorrer o necessitado, qual a sua crença, ou a sua opinião, seja sobre o que for. Obedeceria o cristão, porventura, ao preceito de Jesus-Cristo, segundo o qual devemos amar os nossos inimigos, se repelisse o desgraçado, por professar uma crença diferente da sua? Socorra-o, portanto, sem lhe pedir contas à consciência, pois, se for um inimigo da religião, esse será o meio de conseguir que ele a ame; repelindo-o, faria que a odiasse.

— S. Luís. (Paris, 1860.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 20.)


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Donativo do Coração



Seja a tua palavra clarão que ampare, chama que aquece, apoio que escore e
bálsamo que restaure.


Sempre que te disponhas a sair de ti mesmo para o labor da beneficência, não
olvides o donativo da coragem!


Auxilia ao próximo por todos os meios corretos ao teu alcance, mas, acima de
tudo, ampara o companheiro de qualquer condição ou de qualquer procedência,
a sentir-se positivamente nosso irmão, tão necessitado quanto nós da
paciência e do socorro de Deus.
💐💐💐💐💐💐💐
Autor: Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Dádiva para Deus


Desculpar as ofensas sem comentá-las.

 Auxiliar aos companheiros do caminho sem falar disso a ninguém.

 Humilhar-se para os amigos, a fim de conservá-los.

 Escutar referências infelizes envolvendo-as no silêncio.

 Ver quadros inconvenientes ou destrutivos apagando-lhes as imagens e as cores na memória, para que não cheguem à conversação.

 Solucionar problemas dessa ou daquela pessoa amiga, sem que ela venha a saber disso.

 Abster-se de qualquer comentário infeliz, quando o propósito de enunciá-lo nos visite a cabeça.

 Repetir informações sem alterar a voz e sem críticas, mesmo risonhas, com os nossos semelhantes que ainda não hajam adquirido a suficiência desejável no domínio da compreensão.

 Respeitar as mágoas alheias, vestindo-as com a bênção da amizade e do entendimento.

Aceitar sem melindres a irritação de qualquer pessoa, sem excitá-la com respostas esfogueantes.

 Apagar o braseiro da discórdia, no nascedouro, sem contar vantagens de semelhante construção espiritual.

 Abster-se de imprudência com os irmãos ainda imprudentes e manter a paciência nos instantes em que a serenidade parece distanciar-se de nós.

 Estejamos certos de que as dádivas em favor dos homens são todas elas bênçãos da vida que a vida nos retribuirá fatalmente; no entanto, existem dádivas para Deus que os beneficiados desconhecem, e que Deus saberá premiar com a luz da alegria e com a paz do coração.
💐🌱💐
Irthes Therezinha
Chico Xavier
Obra: CURA
💐🌱💐





💐🌱💐 

MENSAGEM DO ESE:

Causas atuais das aflições (II)

A lei humana atinge certas faltas e as pune. Pode, então, o condenado reconhecer que sofre a conseqüência do que fez. Mas a lei não atinge, nem pode atingir todas as faltas; incide especialmente sobre as que trazem prejuízo à sociedade e não sobre as que só prejudicam os que as cometem, Deus, porém, quer que todas as suas criaturas progridam e, portanto, não deixa impune qualquer desvio do caminho reto. Não há falta alguma, por mais leve que seja, nenhuma infração da sua lei, que não acarrete forçosas e inevitáveis conseqüências, mais ou menos deploráveis. Daí se segue que, nas pequenas coisas, como nas grandes, o homem é sempre punido por aquilo em que pecou. Os sofrimentos que decorrem do pecado são-lhe uma advertência de que procedeu mal. Dão-lhe experiência, fazem-lhe sentir a diferença existente entre o bem e o mal e a necessidade de se melhorar para, de futuro, evitar o que lhe originou uma fonte de amarguras; sem o que, motivo não haveria para que se emendasse. Confiante na impunidade, retardaria seu avanço e, conseqüentemente, a sua felicidade futura.


Entretanto, a experiência, algumas vezes, chega um pouco tarde: quando a vida já foi desperdiçada e turbada; quando as forças já estão gastas e sem remédio o mal. Põe-se então o homem a dizer: “Se no começo dos meus dias eu soubera o que sei hoje, quantos passos em falso teria evitado! Se houvesse de recomeçar, conduzir-me-ia de outra maneira. No entanto, já não há mais tempo!” Como o obreiro preguiçoso, que diz: “Perdi o meu dia”, também ele diz: “Perdi a minha vida”. Contudo, assim como para o obreiro o Sol se levanta no dia seguinte, permitindo-lhe neste reparar o tempo perdido, também para o homem, após a noite do túmulo, brilhará o Sol de uma nova vida, em que lhe será possível aproveitar a experiência do passado e suas boas resoluções para o futuro.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 5.). 

💐🌱💐

IGNORÂNCIA VOLUNTÁRIA



Por incrível que pareça, mesmo nos dias atuais, há aqueles que optam pela ignorância voluntária em torno da Verdade, com o propósito de não serem chamados a maiores responsabilidades por suas atitudes.


Para que a consciência não passe a incomodá-los em níveis mais profundos, sequer se arriscam a ler a página de um livro esclarecedor.


Por interesse próprio, negam, sistematicamente, a sobrevivência da alma, após a morte do corpo, porque não se acham dispostos a submeter-se às mudanças que semelhante crença acaba por implicar.


Inclusive, fogem eles a qualquer diálogo que os possa induzir a reflexões que não lhes permitiriam continuar desfrutando dos prazeres do mundo sem nenhum traço de remorso.


Agem, enfim, como se, com as suas artimanhas ingênuas, pudessem ludibriar a Inteligência Divina, que nos conhece o móvel secreto das intenções mais recônditas.


É que esses nossos irmãos, adeptos da ignorância voluntária das realidades transcendentes da Vida, desconhecem que, por saberem muito bem do que estão pretendendo escapar, haverão de responder também.
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Irmão José (psic. Carlos Baccelli - do livro "Ajuda-te e o Céu te Ajudará")