Vidas Frágeis: quando a aparência esconde a insegurança interior
A prepotência, o exibicionismo, o autoritarismo, o sarcasmo e até o triunfo social são apresentados como máscaras usadas para esconder fragilidades emocionais e espirituais. Muitos que parecem fortes temem o silêncio interior, evitam a autoanálise e fogem do contato com a própria consciência.
O apego excessivo à aparência, ao aplauso, ao poder e às ilusões do mundo exterior gera uma falsa sensação de segurança. Quando confrontadas pelas dores inevitáveis da vida — frustrações, perdas, desafios e provações — essas pessoas frequentemente desmoronam, pois não desenvolveram recursos internos como paciência, humildade, compaixão e fé.
Em contraste, as vidas verdadeiramente fortes são aquelas inspiradas no amor, na bondade e no autoconhecimento. São pessoas que, mesmo sob críticas, dores e injustiças, seguem semeando esperança, pois construíram solidez interior. O Evangelho de Jesus é apresentado como referência para esse fortalecimento espiritual, ensinando que a verdadeira grandeza nasce da mansidão, da misericórdia e da resistência moral.
As chamadas “vidas frágeis” não devem ser invejadas nem condenadas, mas compreendidas como espíritos em processo de aprendizado. Cada ser humano carrega feridas — algumas visíveis, outras ocultas — e todos estamos em constante construção.
A Terra é uma escola de evolução. A dor, embora difícil, tem papel educativo, ajudando o espírito a crescer, corrigir rotas e caminhar rumo à plenitude. A verdadeira força não está na aparência de poder, mas na capacidade de amar, servir e permanecer fiel à própria consciência.
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Reflexão baseada na obra Iluminação Interior, de Joanna de Ângelis e psicografia de Divaldo Franco.
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16 de fevereiro
O que é que você está fazendo a respeito do que realmente importa nesta vida?
Os seus valores estão corretos?
Por que não aquietar-se e, em silêncio, estudar seus motivos e concluir se são os mais elevados possível?
Só você e mais ninguém, pode decidir isso. Pode até acontecer que você tenha que esperar por Mim, sem receber uma resposta imediata.
Talvez você tenha lições importantes para aprender através do silêncio e da espera por Mim, especialmente se você for uma pessoa impaciente e exigente.
Por que inventar desculpas para si mesmo?
Você sabe todas as respostas em teoria; agora é a hora de colocá-las em prática e verificar como funcionam.
Você jamais aprenderá essas importantes lições até testá-las pessoalmente. Por que não fazer isto agora e parar de perder tempo?
Aprenda a corrigir os seus valores e organizar as suas prioridades.
Permita que Eu trabalhe em você e através de você.
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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:
Reconciliação com os adversários
Reconciliai-vos o mais depressa possível com o vosso adversário, enquanto estais com ele a caminho, para que ele não vos entregue ao juiz, o juiz não vos entregue ao ministro da justiça e não sejais metido em prisão. — Digo-vos, em verdade, que daí não saireis, enquanto não houverdes pago o último ceitil. (S. MATEUS, cap. V, vv. 25 e 26.)
Na prática do perdão, como, em geral, na do bem, não há somente um efeito moral: há também um efeito material. A morte, como sabemos, não nos livra dos nossos inimigos; os Espíritos vingativos perseguem, muitas vezes, com seu ódio, no além-túmulo, aqueles contra os quais guardam rancor; donde decorre a falsidade do provérbio que diz: “Morto o animal, morto o veneno”, quando aplicado ao homem. O Espírito mau espera que o outro, a quem ele quer mal, esteja preso ao seu corpo e, assim, menos livre, para mais facilmente o atormentar, ferir nos seus interesses, ou nas suas mais caras afeições. Nesse fato reside a causa da maioria dos casos de obsessão, sobretudo dos que apresentam certa gravidade, quais os de subjugação e possessão.
O obsidiado e o possesso são, pois, quase sempre vítimas de uma vingança, cujo motivo se encontra em existência anterior, e à qual o que a sofre deu lugar pelo seu proceder. Deus o permite, para os punir do mal que a seu turno praticaram, ou, se tal não ocorreu, por haverem faltado com a indulgência e a caridade, não perdoando. Importa, conseguintemente, do ponto de vista da tranqüilidade futura, que cada um repare, quanto antes, os agravos que haja causado ao seu próximo, que perdoe aos seus inimigos, a fim de que, antes que a morte lhe chegue, esteja apagado qualquer motivo de dissensão, toda causa fundada de ulterior animosidade. Por essa forma, de um inimigo encarniçado neste mundo se pode fazer um amigo no outro; pelo menos, o que assim procede põe de seu lado o bom direito e Deus não consente que aquele que perdoou sofra qualquer vingança. Quando Jesus recomenda que nos reconciliemos o mais cedo possível com o nosso adversário, não é somente objetivando apaziguar as discórdias no curso da nossa atual existência; é, principalmente, para que elas se não perpetuem nas existências futuras. Não saireis de lá, da prisão, enquanto não houverdes pago até o último centavo, isto é, enquanto não houverdes satisfeito completamente a justiça de Deus.
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, itens 5 e 6.)
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