Indolência é uma palavra pouco usada. Muitos a confundem com cansaço ou descanso necessário. Mas indolência é a falta de disposição para agir quando temos condições. É o adiamento do bem que sabemos ser possível.
É a escolha silenciosa de permanecer parado, mesmo percebendo que algo precisa mudar. Não se trata do corpo cansado, nem da mente exausta. Trata-se da alma que se acomoda.
Ela se apresenta quando sabemos o que deve ser feito, mas deixamos para depois. Quando sentimos o impulso de ajudar, mas esperamos que outro o faça. Quando reconhecemos a necessidade de melhorar, mas preferimos o conforto do hábito antigo.
O Evangelho de Jesus nos alerta, de forma suave, que a árvore é reconhecida pelos frutos que produz.
Portanto, nós somos reconhecidos não pelos planos, nem pelas intenções, mas pelo que efetivamente oferecemos. Não sejamos árvores estéreis, que se recusam a frutificar.
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Certa vez, um homem relatou sua experiência. Era alguém comum, desses que cumprem horários, atravessam a cidade todos os dias e acreditam que sempre haverá tempo depois.
Todos os dias, ao sair para o trabalho, ele passava por um vizinho idoso que se sentava sozinho na calçada.
O idoso costumava olhar o movimento da rua com atenção, como quem espera algo que nunca chega, e respondia com um leve aceno quando alguém passava.
O homem pensava em parar, oferecer eventual ajuda, se precisasse.
Mas dizia a si mesmo: Amanhã converso com ele, hoje estou com pressa.
A pressa, aliás, não era real. Era apenas o hábito de seguir em frente sem interromper a própria rotina. O amanhã nunca chegou. Como acontece com tantas decisões adiadas, o tempo seguiu seu curso sem avisar.
Um dia, ele viu a casa fechada. A calçada, antes ocupada, estava vazia. O vizinho morrera, praticamente sem visitas.
Soube depois que ele não tinha família próxima e que seus últimos dias tinham sido solitários e silenciosos. No entanto, o tempo de fazer algo, oferecer um ombro amigo, tinha passado.
O homem seguiu sua rotina, mas carregou, por muito tempo, o peso de uma oportunidade perdida. Não por culpa declarada, mas por aquela pergunta íntima que insistia em permanecer: E se eu tivesse parado apenas alguns minutos?
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A indolência não costuma causar grandes escândalos. Ela age em silêncio. Rouba gestos simples, palavras necessárias, atitudes possíveis.
Pequenas ações adiadas se transformam em grandes ausências.
A vida nos chama ao movimento. Não à pressa, mas à ação consciente. Não ao sacrifício extremo, mas à fidelidade ao bem que já compreendemos.
Talvez não sejamos cobrados pelo que ainda não conseguimos fazer, mas certamente somos convidados a refletir sobre aquilo que podemos... e escolhemos não fazer.
Cuidemos para não deixarmos passar oportunidades. Atentemos para não perdermos a chance de fazer a diferença na vida de alguém e na nossa também.
O bem não exige perfeição. Apenas presença.
Pensemos nisso.
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Momento Espírita
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11 de maio
EU SOU a fonte de tudo.
EU SOU a fonte de abundantes suprimentos.
Pense abundância, pense prosperidade.
Nem por um segundo pense em falta ou pobreza.
Quando você pensa limitação, você cria limitação, você a atrai para si.
E antes que perceba, você represou o livre fluir dos Meus ilimitados suprimentos.
Da próxima vez que lhe faltar algo, não culpe as circunstâncias, suas condições ou sua situação, mas recolha-se e descubra o que é que você está fazendo para causar o bloqueio.
O medo pode bloquear mais rapidamente que qualquer outra coisa.
Entregue seus temores e preocupações para Mim e deixe que Eu o sustente.
Deixe que Eu o preencha com poder e força, com fé e crença.
Quando você tiver endireitado seus valores espirituais, você verá que sua vida se desenrolará em total perfeição.
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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:
A nova era (III)
Santo Agostinho é um dos maiores vulgarizadores do Espiritismo. Manifesta-se quase por toda parte. A razão disso, encontramo-la na vida desse grande filósofo cristão. Pertence ele à vigorosa falange do Pais da Igreja, aos quais deve a cristandade seus mais sólidos esteios. Como vários outros, foi arrancado ao paganismo, ou melhor, à impiedade mais profunda, pelo fulgor da verdade. Quando, entregue aos maiores excessos, sentiu em sua alma aquela singular vibração que o fez voltar a si e compreender que a felicidade estava alhures, que não nos prazeres enervantes e fugitivos; quando, afinal, no seu caminho de Damasco, também lhe foi dado ouvir a santa voz a clamar-lhe: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” exclamou: “Meu Deus! Meu Deus! perdoai-me, creio, sou cristão!” E desde então tornou-se um dos mais fortes sustentáculos do Evangelho. Podem ler-se, nas notáveis confissões que esse eminente espírito deixou, as características e, ao mesmo tempo, proféticas palavras que proferiu, depois da morte de Santa Mônica: Estou convencido de que minha mãe me virá visitar e dar conselhos, revelando-me o que nos espera na vida futura. Que ensinamento nessas palavras e que retumbante previsão da doutrina porvindoura! Essa a razão por que hoje, vendo chegada a hora de divulgar-se a verdade que ele outrora pressentira, se constituiu seu ardoroso disseminador e, por assim dizer, se multiplica para responder a todos os que o chamam.
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— Erasto, discípulo de S. Paulo. (Paris, 1863.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. I, item 11.)
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Dentro da luta
Se uma dificuldade surge, impedindo-te a caminhada, não percas tempo. Detém o passo e contorna o obstáculo.
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Se algum problema inesperado ameaça o teu equilíbrio, não te aflijas. Silencia a revolta e busca solucioná-lo conforme as tuas possibilidades.
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Se alguém, a quem amas, mudou de conduta em relação a ti ou abandonou-te, mantém-te sereno. O rebelde e o desertor, com as suas atitudes intempestivas, já perderam a razão.
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Permanece em paz.
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O que agora percas, conseguirás mais tarde.
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Quanto te aconteça, sabendo te portares, será sempre para o teu bem futuro.
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Joanna de Ângelis
Divaldo Pereira Franco
Obra: Vida feliz
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