Nem todo cansaço vem do corpo.
Há um tipo de exaustão que o sono não cura, as férias não resolvem e o descanso físico não alivia completamente. É um cansaço silencioso, profundo, que parece nascer em um lugar que nem sempre sabemos explicar.
Talvez seja a alma tentando falar.
Vivemos em uma época que valoriza a pressa, a produtividade e a necessidade de estar sempre forte. Aprendemos a continuar mesmo quando estamos sobrecarregados, a sorrir quando estamos tristes e a ignorar os sinais que surgem dentro de nós.
Mas a alma tem sua própria linguagem.
E, muitas vezes, ela se manifesta através do cansaço.
Aquele desânimo repentino, a falta de entusiasmo pelas coisas que antes faziam sentido, a sensação de estar carregando um peso invisível… tudo isso pode ser um convite para olhar para dentro.
Na visão da Doutrina Espírita, o espírito está em constante evolução e necessita de equilíbrio entre as experiências materiais e as necessidades da alma. Quando nos afastamos de nós mesmos, ignorando nossos sentimentos e valores, o cansaço pode surgir como um chamado ao reajuste.
Talvez sua alma esteja pedindo:
Mais silêncio e menos ruído.
Mais autenticidade e menos necessidade de agradar.
Mais cuidado consigo mesmo e menos cobrança.
Talvez ela esteja cansada de carregar dores antigas, de sustentar relações que já não fazem bem ou de viver uma vida distante dos seus verdadeiros valores.
O estoicismo também nos oferece uma reflexão importante. Para os filósofos estoicos, a serenidade nasce quando vivemos em harmonia com aquilo que realmente importa, aceitando os limites da vida e concentrando nossas forças no que está ao nosso alcance.
Às vezes, o cansaço aparece porque estamos lutando guerras que não precisamos travar.
Queremos controlar tudo.
Queremos corresponder às expectativas de todos.
Queremos ser fortes o tempo inteiro.
E esquecemos que até a alma precisa descansar.
Há momentos em que o maior ato de coragem não é insistir, mas parar.
Parar para respirar.
Parar para ouvir o que está sentindo.
Parar para reconhecer que você não precisa carregar o mundo sozinho.
Porque a alma não fala apenas através da alegria ou da inspiração.
Ela também fala através do esgotamento.
Não para te punir.
Mas para te mostrar que algo precisa ser cuidado.
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Se você anda cansado sem saber exatamente por quê, talvez seja hora de fazer menos perguntas ao mundo e mais perguntas a si mesmo.
Há respostas que não chegam no barulho.
Elas nascem no silêncio.
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Mensagem inspirada nos ensinamentos espírita e estoico
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16 de junho
Certifique-se que você tem uma meta na vida.
Não se contente em navegar pela vida como um barco sem leme, sendo jogado nesta ou naquela direção ao sabor do vento; sem uma meta definida você não chegará a lugar nenhum.
Almas demais estão à deriva nesta vida, sem realizar nada de bom.
Encontre a paz interior e, sem esforço ou tensão, siga o seu caminho.
Faça o que é necessário e que lhe foi revelado em seu interior e não o que foi determinado por fatores externos.
Consulte sempre o seu interior para saber se o que você está fazendo está certo; siga em frente e afaste os obstáculos com segurança e convicção.
Entenda que EU SOU a sua bússola, EU SOU o seu guia e EU o conduzirei à sua meta, mesmo que o caminho pareça difícil.
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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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Mensagem do ESE:
Se alguém vos bater na face direita, apresentai-lhe também a outra
Aprendestes que foi dito: olho por olho e dente por dente. — Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal que vos queiram fazer; que se alguém vos bater na face direita, lhe apresenteis também a outra; — e que se alguém quiser pleitear contra vós, para vos tomar a túnica, também lhes entregueis o manto; — e que se alguém vos obrigar a caminhar mil passos com ele, caminheis mais dois mil. — Dai àquele que vos pedir e não repilais aquele que vos queira tomar emprestado. (S. MATEUS, cap. V, vv. 38 a 42.)
Os preconceitos do mundo sobre o que se convencionou chamar “ponto de honra” produzem essa suscetibilidade sombria, nascida do orgulho e da exaltação da personalidade, que leva o homem a retribuir uma injúria com outra injúria, uma ofensa com outra, o que é tido como justiça por aquele cujo senso moral não se acha acima do nível das paixões terrenas. Por isso é que a lei mosaica prescrevia: olho por olho, dente por dente, de harmonia com a época em que Moisés vivia. Veio o Cristo e disse: Retribui o mal com o bem. E disse ainda: “Não resistais ao mal que vos queiram fazer; se alguém vos bater numa face, apresentai-lhe a outra.” Ao orgulhoso este ensino parecerá uma covardia, porquanto ele não compreende que haja mais coragem em suportar um insulto do que em tomar uma vingança, e não compreende, porque sua visão não pode ultrapassar o presente.
Dever-se-á, entretanto, tomar ao pé da letra aquele preceito? Tampouco quanto o outro que manda se arranque o olho, quando for causa de escândalo. Levado o ensino às suas últimas conseqüências, importaria ele em condenar toda repressão, mesmo legal, e deixar livre o campo aos maus, isentando-os de todo e qualquer motivo de temor. Se se lhes não pusesse um freio as agressões, bem depressa todos os bons seriam suas vítimas. O próprio instinto de conservação, que é uma lei da Natureza, obsta a que alguém estenda o pescoço ao assassino.
Enunciando, pois, aquela máxima, não pretendeu Jesus interdizer toda defesa, mas condenar a vingança. Dizendo que apresentemos a outra face àquele que nos haja batido numa, disse, sob outra forma, que não se deve pagar o mal com o mal; que o homem deve aceitar com humildade tudo o que seja de molde a lhe abater o orgulho; que maior glória lhe advém de ser ofendido do que de ofender, de suportar pacientemente uma injustiça do que de praticar alguma; que mais vale ser enganado do que enganador, arruinado do que arruinar os outros. É, ao mesmo tempo, a condenação do duelo, que não passa de uma manifestação de orgulho. Somente a fé na vida futura e na justiça de Deus, que jamais deixa impune o mal, pode dar ao homem forças para suportar com paciência os golpes que lhe sejam desferidos nos interesses e no amor-próprio. Daí vem o repetirmos incessantemente: Lançai para diante o olhar; quanto mais vos elevardes pelo pensamento, acima da vida material, tanto menos vos magoarão as coisas da Terra.
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XII, itens 7 e 8.)
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Sugestões de Amigo
Mesmo que você esteja com a razão, escute em silêncio a reprimenda injustificada.
Ouvir para examinar é oportunidade de aprendizado e experiência.
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Mesmo que a lição lhe amargure o Espírito, receba como dádiva preciosa.
Antes uma verdade que magoa, mas salva, do que uma ilusão que agrada e se desvanece.
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Mesmo que você seja chamado ao debate em nome da causa que ama, desculpe-se e prossiga na ação.
Muitas palavras exaltam poucas razões.
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Mesmo que a dor se constitua parceria única de seus labores evangélicos, prossiga resoluto.
O cinzel que fere a pedra, dela arranca a escultura valiosa.
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Mesmo que a espada invisível da calúnia abra feridas em seu coração, continue animado.
O Bem é luz inapagável.
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Mesmo que a urna sombria do “eu” apele para que você viva somente para você, arrebente a grilheta e ajude a comunidade naquele que segue a seu lado.
A ostra mais resistente, em solidão, despedaça-se de encontro aos recifes do mar imenso.
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Mesmo que a luta pareça inútil, confie no valor da perseverança que sabe agir.
Os pólens de uma única flor são suficientes para multiplicá-la indefinidamente, embelezando a Natureza.
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Mesmo que o fel da amargura verta em seus lábios, cada noite, o acre sabor do desespero, desperte, no dia seguinte, abençoando a aurora.
Quem contempla uma noite de vendaval acreditará na impossibilidade de um claro sol na manhã porvindoura. No entanto...
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Mesmo que o alarde da maledicência empane a claridade de sua Luz, não revide mal por mal.
A árvore ultralada responde à ofensa com produtividade.
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Mesmo que seus sonhos formosos de assistência fraternal e socorro cristão se transformem em pesadelos aflitivos nos dias de atividade, siga adiante, confiando intimorato.
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Considerado pelos familiares, em Nazaré, como embusteiro e endemoniado, o Mestre prosseguiu no ministério da Verdade, alargando as possibilidades da Boa Nova no vergel desfeito dos corações humanos, para, na cruz, atestar a suprem a vitória do amor como única via de "luz que dá vista aos cegos" e enseja libertação para o Espírito sedento de imortalidade.
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Marco Prisco
Divaldo Pereira Franco
Obra: Glossário Espírita-Cristão
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ResponderExcluirGratidão pelas mensagens do dia!
ResponderExcluirGratidão pelas palavras que nos confortam!
ResponderExcluirMensagem edificante e cheia de ternura. Obrigada!
ResponderExcluirBom dia!🙏🏻
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