1. Concentre-se no que está sob seu controle
Uma das ideias fundamentais do estoicismo é distinguir aquilo que depende de nós daquilo que não depende.
Sob nosso controle: nossos pensamentos, escolhas, atitudes, interpretações e respostas.
Fora do nosso controle: o comportamento das outras pessoas, o passado, acontecimentos externos e a opinião que alguém tem a nosso respeito.
Grande parte do nosso sofrimento nasce quando tentamos controlar aquilo que não está em nossas mãos.
Alguém pode nos tratar com desrespeito. Não podemos controlar a atitude dessa pessoa, mas podemos escolher se iremos responder com equilíbrio ou permitir que aquela atitude permaneça ocupando nossa mente durante horas.
Pergunte a si mesmo:
“Isso depende de mim?"
Se a resposta for não, talvez seja hora de soltar. Se depender de você, então aja com serenidade e responsabilidade.
2. Não alimente a raiva
A raiva pode surgir rapidamente, mas isso não significa que precisamos obedecer a ela.
Entre aquilo que acontece e a nossa reação existe um pequeno espaço. É nesse espaço que está a possibilidade de escolher.
Quando alguém provoca você, uma resposta imediata pode aumentar o conflito. Uma pausa, porém, permite que você pense antes de falar.
Sentir raiva não significa fracassar. O problema está em permitir que ela governe nossas decisões.
Em vez de perguntar:
“Como vou responder a essa pessoa?”
experimente perguntar:
“Se eu agir agora, vou resolver o problema ou torná-lo maior?”
Muitas vezes, alguns segundos de silêncio evitam horas de arrependimento.
3. Observe seus julgamentos
Nem sempre sofremos apenas pelo que aconteceu. Muitas vezes sofremos pela história que nossa mente construiu sobre o acontecimento.
Uma pessoa não respondeu à sua mensagem. Você pode interpretar isso como desprezo. Mas talvez ela esteja ocupada.
Alguém falou de maneira mais seca. Você pode concluir que foi uma provocação. Mas talvez aquela pessoa esteja cansada ou enfrentando algum problema.
Isso não significa ignorar comportamentos inadequados. Significa não transformar uma possibilidade em certeza sem antes conhecer os fatos.
Antes de se deixar dominar pelo incômodo, pergunte:
“O que estou supondo que talvez não seja verdade?”
Essa simples pergunta pode impedir muitos sofrimentos desnecessários.
4. Procure compreender antes de julgar
Pessoas difíceis também carregam histórias que desconhecemos.
Isso não significa justificar atitudes erradas, aceitar desrespeito ou permitir que alguém ultrapasse nossos limites. Significa compreender que o comportamento de uma pessoa muitas vezes revela mais sobre o mundo interior dela do que sobre nós.
Alguém pode agir movido pelo medo, pela insegurança, pela ignorância ou por conflitos que ainda não conseguiu resolver.
Quando compreendemos isso, deixamos de interpretar cada atitude como um ataque pessoal.
Podemos estabelecer limites e nos afastar de determinadas situações sem carregar ódio ou ressentimento.
Compreender não significa concordar. Significa não permitir que a atitude do outro destrua nossa paz.
5. Use o silêncio com sabedoria
Nem toda provocação merece resposta.
Vivemos em uma época em que muitas pessoas sentem necessidade de responder imediatamente, justificar-se, provar que estão certas e ter a última palavra.
Mas o silêncio consciente pode ser uma demonstração de força interior.
Silenciar não significa ser fraco ou aceitar tudo. Às vezes, significa simplesmente reconhecer que determinada discussão não merece nossa energia.
Antes de responder, pergunte:
“Preciso realmente dizer alguma coisa?”
O silêncio pode oferecer aquilo que a reação impulsiva nunca oferece: tempo para pensar.
E quando chega o momento de falar, você pode escolher palavras mais conscientes e menos carregadas de emoção.
6. Liberte-se da necessidade de aprovação
Uma das maiores prisões emocionais é viver preocupado com aquilo que os outros pensam.
Quando dependemos constantemente da aprovação alheia, começamos a modificar nossas escolhas para agradar, justificar cada atitude e provar nosso valor.
Mas existe algo importante a compreender: não é possível agradar a todos.
Sempre haverá alguém que não compreenderá suas escolhas, que fará julgamentos ou que terá uma opinião diferente sobre você.
Isso não significa que devemos ignorar críticas construtivas. É importante saber ouvir quem realmente deseja nosso bem.
A sabedoria está em separar aquilo que pode nos ensinar daquilo que é apenas julgamento.
Pergunte:
“Essa opinião merece realmente ocupar espaço na minha mente?”
Quanto menos dependemos da aprovação externa, mais livres nos tornamos para viver de acordo com nossos valores.
7. Transforme as dificuldades em aprendizado
O estoicismo não promete uma vida sem obstáculos. Pelo contrário, ensina a enxergar as dificuldades como oportunidades de desenvolver virtudes.
Uma situação difícil pode ensinar paciência.
Uma decepção pode ensinar desapego.
Uma injustiça pode exigir equilíbrio.
Um fracasso pode revelar uma capacidade que ainda precisava ser desenvolvida.
Isso não significa gostar do sofrimento nem romantizar as dificuldades. Significa perguntar:
“Já que isso aconteceu, o que posso aprender com essa experiência?”
Não escolhemos todos os acontecimentos da vida, mas podemos escolher o que faremos com eles.
Às vezes, aquilo que parecia ser apenas um obstáculo acaba se tornando uma importante parte do nosso caminho.
8. Faça de cada dia um exercício de autodomínio
A filosofia estoica não foi criada apenas para ser lida. Ela deve ser praticada.
Não adianta saber que devemos manter a calma se, diante da primeira provocação, entregamos nossa paz ao impulso.
Cada conversa difícil pode ser um exercício.
Cada crítica pode ser um exercício.
Cada frustração pode ser um exercício.
Cada situação que foge do nosso controle pode ser uma oportunidade para praticar serenidade.
E é importante lembrar: evoluir não significa nunca mais perder a calma.
Haverá dias em que reagiremos de maneira que depois lamentaremos. O importante é perceber, aprender e tentar novamente.
O autodomínio é construído pouco a pouco.
A verdadeira força está na resposta que você escolhe.
O estoicismo não ensina a ser indiferente. Ensina a não entregar o controle da nossa vida às circunstâncias externas.
Você não pode impedir que alguém fale mal de você.
Não pode controlar todas as atitudes das pessoas.
Não pode mudar o passado.
Não pode determinar o que os outros pensarão.
Mas pode escolher como responder, onde colocar sua atenção e quanto espaço dará a determinadas situações dentro de si.
A paz não significa viver em um mundo onde ninguém nos incomoda.
Significa aprender a não permitir que tudo tenha acesso à nossa paz.
Talvez essa seja uma das maiores conquistas do autoconhecimento: perceber que nem toda provocação precisa de resposta, nem toda opinião merece consideração e nem todo problema precisa ser carregado para dentro do coração.
“Você não controla o que acontece ao seu redor, mas pode escolher o que permitirá acontecer dentro de você.”
Eu não reajo. Eu decido.
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Estoicismo na prática
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30 de agosto
Você às vezes fica imaginando por que está aqui, fazendo o que está fazendo?
Você tem duvidas em sua mente?
Procure bem dentro do seu coração e responda honestamente a estas perguntas.
Mas, se você ainda tiver duvidas, aquiete-se e procure iluminação interior, para descobrir qual é o seu lugar no Meu vasto esquema.
Eu posso lhe assegurar que você não está aqui por acaso.
A vida pode ter sido difícil para você, cheia de altos e baixos, testes e julgamentos; você pode até ter chegado a experimentar o fogo do inferno.
Mas pode ter certeza que existe uma razão para tudo isso: foi para que as impurezas fossem incineradas e só sobrasse o ouro puro, a divindade interior que existe em você.
Assim Eu posso trabalhar em você e através de você, e com a Minha presença posso realizar Meus prodígios e glórias.
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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:
II – O Ódio
FÉNELON
Bordeaux, 1861
10 – Amai-vos uns aos outros, e sereis felizes. Tratai sobretudo de amar aos que vos provocam indiferença, ódio e desprezo. O Cristo, que deveis tornar o vosso modelo, deu-vos o exemplo dessa abnegação: missionário do amor, amou até dar o sangue e a própria vida. O sacrifício de amar os que vos ultrajam e perseguem é penoso, mas é isso, precisamente, o que vos torna superiores a eles. Se vós os odiásseis como eles vos odeiam, não valereis mais do que eles. É essa a hóstia imaculada que ofereceis a Deus, no altar de vossos corações, hóstia de agradável fragrância, cujos perfumes sobem até Ele.
Mas embora lei do amor nos mande amar indistintamente todos os nossos irmãos, não endurece o coração para os maus procedimentos. É essa, pelo contrário, a prova mais penosa. Eu o sei, pois durante minha última existência terrena experimentei essa tortura. Mas Deus existe, e pune, nesta e na outra vida, os que não cumprem a lei do amor. Não vos esqueçais, meus queridos filhos, de que o amor nos aproxima de Deus,e o ódio nos afasta dele.
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O Evangelho segundo o Espiritismo
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Acesse e leia, no link abaixo, uma mensagem do ESE que não esteja disponível neste Blog, visto que, conforme observado, as mensagens tendem a se repetir:
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A escora infalível
Quando estiveres sob o eclipse total da esperança, não te deixes vencer pela sombra.
Segue adiante, fazendo o bem que possas.
É possível que pedras e espinhos te firam na estrada, quando estejas tateando na escuridão.
Conserva, porém, a serenidade e a coragem, porque os agentes contrários à tua marcha são elementos que analisam as conquistas de humildade e paciência.
Sofre, mas serve e segue.
Se te falharam todos os recursos de proteção do mundo, não te esqueças de que tens contigo a escora infalível de Deus.
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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Recados do além
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