quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Altercação (discussão)


Surge, inesperada, com ou sem motivo que a justifique.

 Toma vulto e leva às mais cruéis consequências, se não é policiada a tempo.

 Tem início numa palavra destituída de maldade, num olhar de aparente reproche, numa negativa, ou simplesmente em nada... 

A altercação é virose que contamina com facilidade. Perturba o discernimento, desarmoniza a emoção e deixa rastros significativos no comportamento alterado.

Os altercadores sempre encontram motivo para as suas discussões infrutíferas.

 Desarmonizados em si mesmos, agradam-se quando ferem e encontram resposta para os duelos verbais que, não raro, levam a ações deploráveis. 

A altercação é portadora de alta carga prejudicial de cólera, que atinge quem lhe tomba nas redes perversas e aquele com quem se debate.

Provocado, e convidado diretamente à altercação, desvia o assunto ou desvia-te do agressor. 

Ele talvez “nada tenha a perder”, conforme alguns apregoam no auge da discussão.

 Tu tens a paz que deves preservar, o bem-estar que não podes tisnar com a perturbação e os sagrados compromissos com a vida.

 Não te detenhas, nunca, em altercação, porquanto, todos aqueles que se permitem induzir, deixam-na arranhados, quando não saem vítimas de sutis mutilações emocionais ou orgânicas, graças aos golpes que sofrem.

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Joanna de Ângelis
Divaldo Franco
Obra: Episódios diários
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20 de agosto

Cada alma tem que aprender a autodisciplina e, quanto mais cedo, mais fácil será.

No começo a autodisciplina pode exigir um grande esforço, porque o obriga a fazer certas coisas que o ego inferior não aceita.

Você tem que aprender a dizer não para si mesmo e, quanto mais firme você for, mais depressa a paz reinará em seu interior.

É bom se policiar e de vez em quando, avaliar até que ponto você está sendo fraco, indulgente consigo mesmo.

Para tanto você precisa ser muito honesto e não tentar se desculpar.

Escrever as suas falhas pode ajudar você a encarar os pontos onde mudanças são necessárias.

E ponha-se em ação.

Se você se acha incapaz de superar certas dificuldades, Eu não exijo que você faça isso sozinho, EU ESTOU sempre aqui para ajudá-lo.

Por que não Me chamar?

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

O mandamento maior. Fazermos aos outros o que queiramos que os outros nos façam. Parábola dos credores e dos devedores

Os fariseus, tendo sabido que ele tapara a boca dos saduceus, reuniram-se; e um deles, que era doutor da lei, para o tentar, propôs-lhe esta questão: — “Mestre, qual o mandamento maior da lei?” — Jesus respondeu: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito; este o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo, semelhante a esse: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. — Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos.” (S. MATEUS, cap. XXII, vv. 34 a 40.)
Fazei aos homens tudo o que queirais que eles vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas. (Idem, cap. VII, v. 12.)
Tratai todos os homens como quereríeis que eles vos tratassem. (S. LUCAS, cap. VI, v. 31.)

O reino dos céus é comparável a um rei que quis tomar contas aos seus servidores. — Tendo começado a fazê-lo, apresentaram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. — Mas, como não tinha meios de os pagar, mandou seu senhor que o vendessem a ele, sua mulher, seus filhos e tudo o que lhe pertencesse, para pagamento da dívida. — O servidor, lançando-se-lhe aos pés, o conjurava, dizendo: “Senhor, tem um pouco de paciência e eu te pagarei tudo.” — Então, o senhor, tocado de compaixão, deixou-o ir e lhe perdoou a dívida. — Esse servidor, porém, ao sair, encontrando um de seus companheiros, que lhe devia cem dinheiros, o segurou pela goela e, quase a estrangulá-lo, dizia: “Paga o que me deves.” — O companheiro, lançando-se aos pés, o conjurava, dizendo: “Tem um pouco de paciência e eu te pagarei tudo.” — Mas o outro não quis escutá-lo; foi-se e o mandou prender, par tê-lo preso até pagar o que lhe devia.

Os outros servidores, seus companheiros, vendo o que se passava, foram, extremamente aflitos, e informaram o senhor de tudo o que acontecera. — Então, o senhor, tendo mandado vir à sua presença aquele servidor, lhe disse: “Mau servo, eu te havia perdoado tudo o que me devias, porque mo pediste. — Não estavas desde então no dever de também ter piedade do teu companheiro, como eu tivera de ti?” E o senhor, tomado de cólera, o entregou aos verdugos, para que o tivessem, até que ele pagasse tudo o que devia.

É assim que meu Pai, que está no céu, vos tratará, se não perdoardes, do fundo do coração, as faltas que vossos irmãos houverem cometido contra cada um de vós. (S. MATEUS, cap. XVIII, vv. 23 a 35.)

“Amar o próximo como a si mesmo: fazer pelos outros o que quereríamos que os outros fizessem por nós”, é a expressão mais completa da caridade, porque resume todos os deveres do homem para com o próximo. Não podemos encontrar guia mais seguro, a tal respeito, que tomar para padrão, do que devemos fazer aos outros, aquilo que para nós desejamos. Com que direito exigiríamos dos nossos semelhantes melhor proceder, mais indulgência, mais benevolência e devotamento para conosco, do que os temos para com eles? A prática dessas máximas tende à destruição do egoísmo. Quando as adotarem para regra de conduta e para base de suas instituições, os homens compreenderão a verdadeira fraternidade e farão que entre eles reinem a paz e a justiça. Não mais haverá ódios, nem dissensões, mas, tão-somente, união, concórdia e benevolência mútua.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XI, itens 1 a 4.)
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Oração na oração


Uma oração existe dentro da própria oração, transportando consigo as respostas do Céu de modo indiscutível.

Sem palavras que a exprimam, é a súplica do gesto.

Se aspiramos no solo a fartura e a beleza, é a gota de suor que nos traz a abundância.

Se sonhamos no lar a paz e a simpatia, é a bênção da humildade com que nos consagramos à bondade incessante.

Se aguardamos trabalho que nos melhore os dias, é o culto de serviço amoroso e espontâneo, sem que a sombra da paga nos azinhavre o verbo.

Se intentamos guardar as riquezas do espírito, é o tempo precioso devotado à cultura.

Se a luz da caridade é o talento divino que buscamos no mundo, é sempre o impulso nobre com que nos abeiramos de quem chora e padece para estender o Bem e alentar a esperança.

Com semelhante prece em nossa prece viva, não teremos, assim, maior necessidade da frase articulada em nossas petições, porque pela oração de nosso esforço próprio, a Excelsa Lei de Deus nos envolve na luz do Eterno Suprimento, provendo-nos o ser dos recursos precisos para a nossa ascensão aos tesouros sem fim.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Intervalos
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