segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Em Cristo




"Se alguém está em Cristo, é nova criatura. Passaram-se as coisas antigas; eis que se fez uma realidade nova."  (Paulo II Corintios, Cap 5 - v.17)


Quando o homem, finalmente, aceita o Cristo no coração, a vida se lhe renova em todas as dimensões.

Vive no mundo, mas não mais pertence ao mundo.

Sofre, mas não mais amaldiçoa a dor.

Chora, mas não mais se revolta ou desespera.

Luta, mas não mais deserta do campo de batalha.

Tropeça, mas não mais se acomoda na queda.

Serve, mas não mais espera ser servido.

Perdoa, mas não mais ofende a ninguém.

Semeia, mas não mais se aflige pela colheita.

Como que renascendo dentro da própria vida, tudo ganha aos seus olhos um significado profundo.

A luz do discernimento lhe clareia os passos e ele agora sabe para onde caminha.

As suas mãos se transfiguram em estrelas do Céu brilhando no chão terrestre.

Os seus lábios apenas se movimentam sob a inspiração divina e os seus ouvidos se mostram sintonizados com a eterna canção do amor universal.

Valendo-se das experiências do passado, o homem renovado em Cristo Jesus, faz-se o precursor de uma Nova Era de paz para toda a Humanidade.
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Irmão José
 




 

domingo, 5 de outubro de 2014

MEMORANDO



- A balança do bem não tem cópias.

- A vontade adoece, mas nunca morre.

- Quem compensa mal com mal, atinge males maiores.

- O amor real transpira imparcialidade.

- O sofrimento acorda o dever.

- O remédio excessivo faz-se veneno.

- Somos todos familiares de Jesus.

- Nenhum enfeite disfarça a culpa.

- A vida não cansa o coração humilde.

- Toda convicção merece respeito.

- Só a consciência tranqüila dá sono calmo.

- Emoções e idéias não existem a sós.

- O tempo não desfigura a beleza espiritual.

- Mediunidade, na essência, é cooperação mútua.

- Para o cristão não existem dores alheias, porque as dores da coletividade pertencem a ele próprio.

- Do erro nasce a correção.

- Lábios vigilantes não alardeiam vantagens.

- A caridade é o pensamento vivo do Evangelho.
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André Luiz 
Chico Xavier 








sábado, 4 de outubro de 2014

Nem tão bons, nem tão ruins




Não somos tão ruins quanto pensam que somos, porém nem tão bons quanto nos imaginamos ser.

Não somos menos nem mais: somos o que simplesmente somos!

Iguais a tantas pessoas que lutam para serem melhores do que são.

Não nos deprimamos com a crítica e nem nos envaideçamos com o elogio.

Não nos avaliemos pelo que os outros são ou deixam de ser.

Tomemos unicamente a Jesus por exemplo do que precisamos vir a ser, um dia.

Em quase todos, certas virtudes compensam os vícios que ainda possuem.

Lutemos para que a nossa parte positiva supere a negativa, que ainda predomina.

No exercício constante do Bem é que nos fortalecemos.

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Irmão José 
Carlos Baccelli 





sexta-feira, 3 de outubro de 2014

PRIVILÉGIOS CRISTÃOS





Manter suprema fidelidade a Deus.

Olvidar os próprios desejos, atendendo aos Superiores Desígnios.

Humilhar-se para que a mão do Senhor seja exaltada.

Conquistar a si mesmo.

Renunciar com alegria, em beneficio dos outros.

Retirar lucros eternos de perdas temporárias.

Trabalhar na construção do Reino Divino.

Esperar quando outros desesperam.

Penetrar o templo do silêncio, em meio do vozerio.

Guardar a fé, acima da tormenta de dúvidas.

Calar a tempo, de modo a não ferir.

Falar com proveito.

Ouvir o Divino Amigo em plena solidão.

Servir sem recompensa.

Suportar com valor a própria cruz.

Sofrer, aprendendo e aproveitando.

Amar sem exigências.

Ajudar em segredo.

Semear com o Cristo, desapegando-nos dos resultados.

Encontrar irmãos em toda parte.

Cultivar o prazer de ser útil.

Discernir o justo valor das causas e das coisas.

Santificar o mal.

Amparar com sinceridade os que erram.

Perdoar quantas vezes for necessário.

Superar os obstáculos.

Conservar a jovialidade e a doçura.

Sustentar o bom ânimo.

Desprender-se dos enganos do mundo, antes que o mundo nos desengane.

Perseverar no Bem até ao fim. 
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André Luiz 
Chico Xavier





quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Segue Adiante


Nos encargos a que te prendes, em muitas ocasiões, sentes a amplitude dos problemas a resolver e o coração se te transborda de lágrimas...

A solidão aparente no íntimo como que exagera a extensão dos obstáculos a transpor.

E meditas no preço alto da dedicação em família, mentalizando as horas gastas em construir e reconstruir afeições que fogem no carro do tempo, largando-te aos ideais que te acalentam os dias; refletes nas dificuldades que se renovam, no trabalho tantas vezes encharcado de pranto a que te entregas, atendendo aos deveres assumidos e nos planos alterados, em que sonhaste o melhor para alcançar tão-somente fracasso e recomeço...

Entretanto, ergue-te do chão da tristeza, age no bem que possas fazer e caminha adiante.

Deus em nós é a força da vida e a luz inextinguível.

Corações difíceis a conduzir, calvários domésticos, searas de esperança, oficinas de beneficência e apostolados no bem são tarefas que, a Sabedoria Divina poderia executar claramente sem ti, no entanto, quis Deus a tua cooperação nas obras da sublimação e do progresso, a fim de que venhas a desenvolver nesse esforço as tuas qualidades divinas.

Por mais constrangedoras as circunstâncias, serve e segue adiante.

Onde te encontres e como te encontres, recorda que Deus conta contigo, tanto quanto contas com Deus.
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Meimei
Chico Xavier







quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Ingratos



Tem piedade dos ingratos. 
 
Eles asfixiaram os sentimentos nobres nos vapores da soberba.

A gratidão é o sentimento digno que deve viger no homem que recebe benefícios da vida.

Todos a devemos a alguém ou a muitas pessoas que nos socorreram nos momentos graves da existência.

A ajuda na hora certa é responsável por tudo de bom que te venha a acontecer, impelindo-te ao reconhecimento perene.

Sê grato em todas as situações.
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Joanna de Ângelis
 




 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A Evolução





Que nenhuma agressão exterior te perturbe, levando-te à irritação, ao desequilíbrio.

Mantém-te sereno em todas as realizações. 

A tua paz é moeda arduamente conquistada, que não deves atirar fora por motivos irrelevantes.

Os tesouros reais, de alto valor, são aqueles de ordem íntima, que ninguém toma, jamais se
perdem e sempre seguem com a pessoa.

Tua serenidade, tua gema preciosa.

Diante de quem te enganou, traindo a tua confiança o teu ideal, ou envolvendo-te em malquerença mantém-te sereno.

 O enganador é quem deve estar inquieto e não a sua vítima.

Nunca te permitas demonstrar que foste atingido pelo petardo da maldade alheia. 

No teu círculo familiar ou social sempre defrontarás com pessoas perturbadas, confusas e agressivas.

Não te desgastes com elas, competindo nas faixas de desequilíbrio em que se fixam. 

Constituem teste à tua paciência e serenidade.

Assim, exercita-te com essas situações para, mais seguro, enfrentares os grandes testemunhos e provações do processo evolutivo. 

Sempre, porém, com serenidade.
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Joanna de Ângelis






domingo, 28 de setembro de 2014

A Sentença Cristã



Um juiz cristão, rigoroso nas aplicações da lei humana, mas fiel no devotamento ao Evangelho, encontrando-se em meio duma sociedade corrompida e perversa, orou, implorando a presença de Jesus.

Tantas sentenças condenatórias devia proferir diariamente, que se lhe endurecera o coração.

Atormentado, porém, entre a confiança que consagrava ao Divino Mestre e as acusações que se acreditava compelido a formular, rogou, certa noite, ao Senhor, lhe esclarecesse o espírito angustiado.

Efetivamente, sonhou que Jesus vinha desfazer-lhe as dúvidas aflitivas. Ajoelhou-se aos pés do Amoroso Amigo e perguntou: - Mestre, que normas adotar perante um homicida? Não estará logicamente incurso nas penas legais?

O Cristo sorriu, de leve, e respondeu:

- Sim, o criminoso está condenado a receber remédio corretivo, por doente da alma.

O juiz considerou estranha a resposta; contudo, prosseguiu indagando:

- Como agir, ante o delinquente rude, Senhor?

- Está condenado a valer-se de nosso auxílio, através da educação pelo amor paciente e construtivo - explicou Jesus, bondoso e calmo.

- Mestre, e que corrigenda aplicar ao preguiçoso?

- Está condenado a manejar a enxada ou a picareta, conquistando o pão com o suor do rosto.

- Que farei da mulher pervertida? - interrogou o jurista, surpreso.

- Está condenada a beneficiar-se de nosso amparo fraterno, a fim de que se reerga para a elevação do trabalho e para a dignidade humana.

- Senhor, como julgar o ignorante?

- Está condenado aos bons livros.

- E o fanático?

- Está condenado a ser ouvido e interpretado com tolerância e caridade, até que aprenda a libertar a própria alma.

- Mestre, e que diretrizes adotar, ante um ladrão?

- Está condenado à oficina e à escola, sob vigilância benéfica.

- E se o ladrão é um assassino?

- Está condenado ao hospício, onde se lhe cure a mente envenenada.

O magistrado passou a meditar gravemente e lembrou-se de que deveria modificar todas as peças do tribunal, substituindo a discriminação de castigos diversos por remédio, serviço, fraternidade e educação.

Todavia, não se sentindo bem com a própria consciência, endereçou ao Senhor suplicante olhar, e perguntou, depois de longos instantes:

- Mestre, e de mim mesmo, que farei?

Jesus sorriu, ainda uma vez, e disse, sereno: 

- O cristão está condenado a compreender e ajudar, amar e perdoar, educar e construir, distribuir tarefas edificantes e bênçãos de luz renovadora, onde estiver.

Nesse momento, o juiz acordou em lágrimas e, de posse da sublime lição que recebera, reconheceu que, dali em diante, seria outro homem.
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Néio Lúcio
 Francisco Cândido Xavier