domingo, 15 de novembro de 2015

NA EXPERIÊNCIA DIÁRIA




“Isto vos mando, que vos ameis uns aos outros”.– Jesus. (João, 15:17).


Sem compaixão o amor não entraria em parte alguma a fim de cumprir a divina missão que a sabedoria da vida lhe atribui.

É necessário, entretanto, que a compaixão se desloque do ambiente dos que sofrem para atingir também o círculo dos que fazem o sofrimento.

Compadecer-te-ás dos que se afligem sob o guante da penúria; 
todavia, pedirás igualmente a Deus ilumine quantos se apaixonaram pelo supérfluo esquecendo os que carecem do necessário.

Estenderá as socorredoras mãos aos que tombam sob os golpes da delinquência; 
no entanto, solicitarás a misericórdia dos Céus a benefício dos que promove o crime, desconhecendo quanto lhes custará em aflições e lágrimas à noite de reparação a que se largaram, desprevenidos.

Auxiliarás os espoliados que se viram desvalidos pela agressão moral de que foram vítimas; 
contudo, exorarás o amparo do Senhor para quantos lhes armaram as ciladas de angústia, ignorando que articularam armadilhas de expiação contra si próprios.

Enxugarás o pranto de todos os que choram, sob a provação de todas as procedências, mas não te esquecerás de orar em auxílio dos que estabelecem o desequilíbrio dos outros, porquanto eles todos acabarão reconhecendo que unicamente acumularam perturbação e conflito em desfavor deles mesmos.

Em qualquer circunstância difícil compadece-te e serve sempre, recordando que todos somos espíritos eternos que colheremos, inevitavelmente, os resultados de nossas próprias obras e de que apenas o bem dissolve o mal, tanto quanto a treva tão-só se extingue ante as bênçãos da luz.
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Emmanuel
Chico Xavier 





sábado, 14 de novembro de 2015

Perfume de Deus


      

Fatores limitantes:
 Cultivei com exagero o hábito de pedir conselhos a meus pais e a meus amigos na maior parte de minha vida, mas nunca me senti satisfeita com isso. Tenho uma situação financeira tranquila e uma família sadia que muito me ama. Moro em casa extremamente agradável e compartilho amizades queridas. Mesmo assim, sinto-me muito infeliz. Sou vacilante e me deixo conduzir com facilidade, pois receio que minhas opiniões e decisões sejam incorretas. Ouvi dizer que a felicidade não é deste mundo. Devo atribuir meu desencanto de viver a essa afirmativa? Tenho que conformar-me passivamente?


Expandindo nossos horizontes:

A maioria das pessoas que se proclamam religiosas costumam afirmar categoricamente que a felicidade encontra-se apenas em Deus. Esquecem-se, porém, de que o Todo-Poderoso habita em tudo, inclusive nelas mesmas. Então, por que não começar a procurá-la em sua própria intimidade?

Não importa se as pessoas acreditem ou não em Deus. O fato de não O amarem ou de terem conceitos diferentes a respeito dEle, em nada altera a Sagrada Realidade em nós.

O Pai Supremo responde a cada um de acordo com sua necessidade. Encontra-se a felicidade em forma de Toque Divino em toda parte. Na leitura de uma poesia, num buquê de miosótis, na visita amorosa a um lar de idosos, no aroma exótico dos jasmins, na colheita de conchinhas na praia, nos gestos de ternura. São muitos os momentos em que se pode ser venturoso.

Felicidade é sentimento íntimo. Os contextos exteriores nos quais você vive apenas o ajudam a entrar em contato com esse sentimento, já existente em sua intimidade; quer dizer, eles interpretam sua essencialidade divina.

Confie em sua sabedoria interior; só você pode decidir o que é certo para si mesmo.

O homem criou a linguagem para poder comunicar-se com os outros adequadamente. Descobriu que algumas expressões lhe permitiam pensar e agir com maior precisão e organizar melhor suas emoções. Planejou palavras que o ajudassem intelectualmente a cumprir certas funções e a administrar seu meio ambiente.

De início estereotipou na palavra felicidade o conjunto de satisfações dos sentidos, por acreditar apenas na existência do mundo das impressões exteriores em que se movimentava. Começou a agir como se todas as pessoas tivessem essa mesma visão estática e avaliassem a felicidade por esse mesmo estreito prisma.

É verdade que a maioria dos seres pensa de modo semelhante acerca da palavra felicidade. Usam-na constantemente para deno¬minar um estado de completo bem-estar, contentamento e satisfação. No entanto, apesar da designação comum, ela se apresenta sob os mais variados aspectos, maneiras, situações, fatos e pessoas.

Muitos acreditam que, satisfazendo suas carências afetivas, profissionais ou sexuais, se tornarão plenamente felizes. Alegria não é o resultado de tudo aquilo que possuímos ou desejamos.

Felicidade ou infelicidade não resultam das circunstâncias, mas dependem de sua força de vontade e determinação. Se você aceitar isso como verdade, assumindo a responsabilidade pela sua própria felicidade, se libertará da exigência dos requisitos da sociedade superficial e da falsa importância que o mundo externo lhe impõe. A partir daí, poderá encontrá-la com mais clareza e discernimento.

Quanto mais crer em sua “voz do coração”, tanto mais nitidamente ela falará com você.

Olhando para dentro de si mesmo e analisando sua essência divina, que nunca falha nem se altera, você encontrará realmente a verdadeira alegria de viver.

As criaturas de consciência desperta compartilham e repartem seu contentamento. Aprenderam a amar os outros, porque amam a si mesmas. Desfrutam o tempo de forma singular: seus gestos de benevolência se estendem tanto a seus semelhantes como a si próprias.

As violetas, desde os tempos mais antigos, foram celebrizadas nas poesias, fábulas e narrativas. Shakespeare sempre as citava com admiração. São muito estimadas por seu aroma delicado.

Fazendo alusão às violetas e à sua fragrância, poderíamos dizer, em sinonímia quase que perfeita, que a felicidade é o perfume de Deus.
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          Lourdes Catherine



sexta-feira, 13 de novembro de 2015

AUXILIEMOS SEMPRE



Por que te afirmas tantas vezes incapaz de auxiliar?

Em verdade, imenso é o mar das necessidades humanas.

Entretanto, muito maior é a fonte da Providência Divina, junto da qual todos podemos doar algo, em favor de alguém.

Esse dá o ouro, outro o pão, aquele o agasalho e aquele outro o ensinamento.

Se os teus obstáculos, por agora, são tantos que não dispões de minutos a fim de empregá-los em benefício de alguém, podes ainda distribuir simpatia e paz, coragem e esperança.

Para isso não aposentes o teu sorriso.

Assistência é a caridade em ação.

Não desprezes o ensejo de ir ao encontro do companheiro necessitado para auxiliá-lo quanto possas.

A visita não se te fará inútil.

Doarás ao irmão em penúria o que puderes e, em troca, dar-te-á ele essa ou aquela instrução sobre paciência e conformidade, humildade e alegria.

Ampara e receberás amparo.

De todo ato de solidariedade no apoio aos semelhantes, voltarás melhor ao mundo de ti mesmo, porque a caridade opera pelo câmbio de Deus.
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Emmanuel
Chico Xavier 





quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Este Dia



Este dia é o seu melhor tempo, o instante de agora.

Se você guarda inclinação para a tristeza, este é o ensejo de meditar na alegria da vida e de aceitar-lhe a mensagem de renovação de permanente.

Se a doença permanece em sua companhia, surgiu a ocasião de tratar-se com segurança.

Se você errou, está no passo de acesso ao reajuste.

Se esse ou aquele plano de trabalho está incubado no seu pensamento, agora é o momento de começar a realizá-lo.

Se deseja fazer alguma boa ação, apareceu o instante para promovê-la.

Se alguém aguarda as suas desculpas por faltas cometidas, terá soado a hora em que você pode esquecer qualquer ocorrência infeliz e sorrir novamente.

Se alguma visita ou manifestação afetiva esperam por você, chegou o tempo de atendê-las.

Se precisa estudar determinada lição, encontrou você a oportunidade de fazer isso.

Este dia é um presente de DEUS, em nosso auxílio; de nós depende aquilo que venhamos a fazer com ele.
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André Luiz
Chico Xavier
 



quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Na Subtração e na Soma


Subtraia do seu conforto algumas horas, aplique-as em benefício do próximo e terá somado ao seu mérito muito de proveitoso.

Subtraia do seu coração o orgulho, some a humildade e terá um total grandioso.

Subtraia o erro da sua vida e somará mais anos de paz à existência.

Subtraia o desespero das suas tarefas e encontrará a esperança que, somada à renúncia, oferecer-lhe-á dias de muita ventura.

Subtraia a inquietação das suas noites e receberá uma soma de repouso benéfico.

Subtraia o mal das suas horas, some aos seus minutos abençoados feitos, e encontrará os dias povoados de ensejos de auxílio.

Subtraia ou some os padrões de trabalho que o mundo lhe concede na harmonia das coisas e estará apto para o grande voo, sem o peso das dívidas.
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Marco Pisco
  Divaldo P. Franco


terça-feira, 10 de novembro de 2015

Procurando as respostas no caminho



Em nossa caminhada pelos dias que se sucedem na estrada de nossas vidas, muitos são os percalços, pedras, espinhos e outros tantos obstáculos.

Queremos, sim, vencer os obstáculos e viver tanto quanto possível tranquilos e felizes.

Muitas são as fórmulas buscadas. Muitos os roteiros pretendidos.

André Luiz, pela psicografia de Francisco C. Xavier, oferece algumas “dicas” no texto que titulou: 
Respostas no Caminho.(1)

Assim diz ele: 
“Trazendo a sua consciência tranquila, nos deveres que a vida lhe deu a cumprir, você pode e deve viver a sua vida tranquila, sem qualquer necessidade de ser infeliz.

Auxilie aos outros sem afligir-se demasiado com os problemas que apresentem, porque eles mesmos desejam solucioná-los por si próprios.

Não se fixe tão fortemente nos aspectos exteriores dos acontecimentos e, sim, coloque a sua visão interna nos fatos em curso, a fim de que a compreensão lhe clareie os raciocínios.

Dedique-se ao seu trabalho com todos os recursos disponíveis, reconhecendo que, se houver alguma necessidade de modificação em suas atividades, a sua própria tarefa lhe fará sentir isso sem palavras.

Se você experimentou algum fracasso na execução dos seus ideais, não culpe disso senão a você mesmo, refletindo na melhor maneira de efetuar o reajuste.

Se você realizar corretamente o seu trabalho, os seus clientes ou beneficiários virão de longe procurar o valor de sua experiência e de seu concurso.

Em qualquer indecisão, valorize os pareceres dos amigos que lhe falem do assunto, mas conserve a convicção de que a decisão será sempre de você mesmo.

Uma atitude de simpatia para com o próximo é sempre uma porta aberta em seu auxílio agora e no futuro.

Mesmo nas horas mais aflitivas procure agir com serenidade e discernimento, porque de tudo quanto fizermos colheremos sempre.

A desculpa ante as faltas de que você tenha sido vítima, invariavelmente, é ação em seu próprio favor.

Quando provações e dificuldades lhe pareçam aumentadas, guarde paciência e otimismo, trabalhando e servindo, na certeza de que Deus faz sempre o melhor”.

É interessante notar que, em cada frase, ele coloca um tipo de problema, uma forma de pedra ou espinho do caminho, porém apresenta os meios para superá-los.

Recomenda: não ser infeliz, ajudar sem se afligir, não olhar apenas o lado exterior dos fatos, dedicar-se ao trabalho com bom senso, se fracassou procure o reajuste, fazer corretamente o trabalho; em caso de indecisão: valorize o parecer dos outros, mas a decisão é sua; a simpatia é porta aberta ao auxílio agora ou no futuro; nas horas aflitivas, sempre agir com serenidade e discernimento; a desculpa é ação em seu próprio favor.

As frases e, principalmente, os seus núcleos são comando importante para desenvolver a serenidade e a tranquilidade, com ações adequadas, em todos os momentos de nossas vidas.

Inquestionavelmente, André Luiz apresenta-nos uma bússola segura para indicar os bons rumos ou as boas respostas no caminho de nossas vidas.

Todos queremos ser felizes, no entanto, é preciso ler, estudar, meditar e agir na construção dessa felicidade.
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AYLTON GUIDO COIMBRA PAIVA

 André Luiz/ Chico Xavier




domingo, 8 de novembro de 2015

ESPERANÇA E CORAGEM


Deixa que a tua palavra de fé venha a cair na terra dos corações, por semente
do futuro.
*
Caridade é também doar esperança e coragem aos companheiros que estão
prestes a desfalecer, na luta pela vitória do Bem.
*
Dirás talvez que já repetiu o teu apelo à solidariedade e à concórdia, vezes e
vezes, sem que ninguém te desse atenção.
*
Entretanto, guarda a certeza de que alguém terá escutado a tua mensagem e
saberá transmiti-la em ambientes que desconheces.
*
Sempre que possível, atira uma pétala de otimismo e de amor, entre aqueles
que te cercam, descortinando-lhes a Vida Espiritual.

O vento das horas transportará o que disseste para o Bem dos outros e de tuas
afirmativas surgirão frutos de paz e bênção que, de retorno a ti, envolver-te-ão em
vibrações de confiança e alegria.
*
Lembramo-nos das palavras de Jesus, dentre as muitas que atravessaram a
barreira dos séculos:
“Tenho compaixão da multidão”.
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Emmanuel
Chico Xavier




sábado, 7 de novembro de 2015

10 Maneiras de Ajudar com Segurança



Não discuta.

Se você é aprendiz do Evangelho, não ignora que o Divino Mestre permanece atento, na redenção do mundo, e que devemos estar vigilantes na execução do serviço que nos compete.
*
Não critique.

Observemos o setor de nossas obrigações e realizemos o melhor na obra geral, usando as possibilidades ao nosso alcance.
*
Não reclame.

Contentarmo-nos com o ato de servir é simples dever e quem centraliza a mente na tarefa que lhe é própria não dispõe de tempo para formular queixas inoportunas.
*
Não condene.

Reparemos a parte aproveitável nas situações difíceis e esqueçamos todo mal.
*
Não exija.

Coopere sem rogar a colaboração alheia, de vez que a responsabilidade pertence a todos e cada um de nós será examinado de acordo com as próprias obras.
*
Não fuja.

Jamais olvide que o problema é a lição da vida. O aluno que teme o ensinamento, descerá naturalmente à retaguarda.
*
Não se precipite.

Usemos a serenidade. O trabalhador que sabe aproveitar os minutos e respeitá-los, nunca sofre os castigos do tempo.
*
Não tema.

Quando fixamos o cérebro e o coração em Cristo somos simples agentes d’Ele e quem cumpre a Vontade do Mestre, não deve nem pode recear coisa alguma.
*
Não se engane.

Ninguém precisa aplicar os raios candentes na verdade, a propósito dos mínimos acontecimentos da vida, desfigurando a alegria que deve imperar nos domínios da sementeira e da esperança, mas não perca de vista o que é essencial ao seu progresso, à sua felicidade e à sua redenção para o grande caminho.
*
Não se entristeça.

Lembre-se de que o Nosso Mestre é o Salvador pela Ressurreição. Sofrimento, amargura e morte são sombras. A cruz do Amigo Divino era degrau para a Glória Celeste. Seja esse pensamento uma luz permanente em nossa alma que jamais deve abrir-se ao desânimo. A certeza de que somos os seguidores felizes do Cristo Imortal é para nós motivo de soberana resistência e de eterno júbilo.
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André Luiz
  Francisco Cândido Xavier





sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Paz em nós



"Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência…” Paulo (II Coríntios, 1:12)
 
Abraçando a renovação espiritual para a conquista da luz, quase sempre somos
contraditados pelas forças da sombra, qual se tivéssemos o coração
exposto a todas as críticas destrutivas.

Cultivas bondade e afirmam-te idiota.

Mostras paciência e imaginam-te poltrão.

Esqueces os golpes sofridos e chamam-te covarde.

Praticas a humildade e apontam-te por tolo.

Falas a verdade e supõe-te obsesso.

Exerces brandura e julgam-te preguiçoso.

Auxilias fraternalmente e envenenam-te o gesto.

Confias e dizem-te fanático.

Cumpres obrigações e há quem zombe de ti.

Entretanto, a despeito de todas as dúvidas e impugnações que te cerquem os passos,
segue para diante, atendendo aos deveres que a vida te preceitua, conforme o testemunho
da consciência, na convicção de que felicidade verdadeira significa, em tudo, paz em nós.
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Emmanuel
Chico Xavier 




quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Cânticos de Louvor


Quando a vida começava no mundo, os pássaros sofriam bastante.

Pousavam nas árvores e sabiam voar, mas como haviam de criar os filhotinhos? Isso era muito difícil.

Obrigados a deixar os ovos no chão, viam-se, quase sempre, perseguidos e humilhados.

A chuva resfriava-os e os grandes animais, pisando neles, quebravam-nos sem compaixão.

E as cobras? Essas rastejavam no solo, procurando-os para devorá-los, na presença dos próprios pais, aterrados e trêmulos.

Conta-se que, por isso, as aves se reuniram e rogaram ao Pai Celestial lhes desse o socorro necessário.

Deus ouviu-as e enviou-lhes um anjo que passou a orientá-las na construção do ninho.

Os pássaros não dispunham de mãos; entretanto, o mensageiro inspirou-os a usar os biquinhos e, mostrando-lhes os braços amigos das árvores, ensinou-os a transportar pequeninas migalhas da floresta, ajudando-os a tecer os ninhos no alto.

Os filhotinhos começaram a nascer sem aborrecimentos, e, quando as tempestades apareceram, houve segurança geral.

Reconhecendo que o Pai Celeste havia respondido às suas orações, as aves combinaram entre si cantar todos os dias, em louvor do Santo Nome de Deus.

Por essa razão, há passarinhos que se fazem ouvir pela manhã, outros durante o dia e outros, ainda, no transcurso da noite.

Quando encontrarmos uma ave cantando, lembremo-nos, pois, de que do seu coraçãozinho, coberto de penas, está saindo o eterno agradecimento que Deus está ouvindo nos céus.

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  Meimei
  Chico Xavier




terça-feira, 3 de novembro de 2015

A GRANDE INCOERÊNCIA


Quando o Mestre veio ao mundo, deixou-nos a mensagem e o exemplo de paz, amor e trabalho.

E os homens... passando ao largo, guerrearam, semearam a discórdia e a incompreensão.

Ao invés do amor, fizeram uso do ódio, acumulando rancores, semeando a desordem mental, o desequilíbrio.

Ao invés do trabalho que reergue, edifica e constrói, fizeram os irmãos de escravos ou se fizeram escravos do prazer e da luxúria.

E as bestas foram soltas; as feras atacaram os desprevenidos e os pseudopreocupados. O circo pegou fogo.

Os atropelos continuaram e estamos no mesmo barco.

Barco de náufragos, onde poucos sobrevivem ou sobreviverão.

E a mensagem transmitida há dois mil anos serviu para poucos.

Poucos a assimilaram, poucos a compreenderam e poucos a executaram.

O Senhor chegou e encontrou os servos despreparados...
E dois mil anos se passaram...
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Acervo Espiritual do CEFAK, em 20/06/1980





domingo, 1 de novembro de 2015

O ANJO SILENCIOSO



No cimo da cruz, reconhecia o Senhor que, em verdade, no mundo, não havia
lugar para Ele...

Sem asilo para nascer, fora constrangido a valer-se do ninho dos animais e, sem
pouso para morrer, içavam-no ao lenho dos malfeitores.
 
Agora, porém, que se isolara mentalmente na gritaria em torno, espraiava-se-lhe
a visão...

Fitava, em espírito, os grandes palácios da Terra, ocupados pelos poderosos que
se vestiam de púrpura e ouro, cercados de mulheres escravas e servos infelizes, e notou
que dominavam os quatro cantos do globo, prestigiando os verdugos do sangue humano
e os falsos profetas que lhes entorpeciam as consciências...

Mas, entre os altos muros que os apartavam, viu também o Senhor os que 
viviam desajustados quanto Ele mesmo...

Assinalou os mártires da justiça, encarcerados nas prisões; as vítimas da
calúnia, açoitadas em praça publica; os heróis da fraternidade, em postes de martírio; os
lidadores do bem, cedidos em pasto às feras; os amigos da educação popular, sob o
cutelo de carrascos inconscientes; os perseguidos, condenados a ferros em regiões
inóspitas; as mães desamparadas, cujo pranto caía como orvalho de fel sobre a terra
seca; os velhos sem esperança; os caravaneiros da nudez e da fome; os doentes sem
leito e as crianças sem lar...

Entre os homens igualmente não havia lugar para eles.

Como outrora, à frente de Lázaro morto, Jesus chorou...

Chorou e suplicou a Deus a vinda de alguém que o representasse ao pé dos
aflitos... Alguém que lenisse chagas sem recompensa, que enxugasse lágrimas sem
queixa e servisse sem perguntar...

E o Pai Misericordioso enviou-lhe toda uma coorte de anjos que o louvavam,
felizes, transformando o madeiro numa apoteose de luz, com exceção de um deles que,
ao invés de adorá-lo, procurou-lhe respeitoso, os lábios trementes, como quem lhe
buscava as derradeiras ordenações.

Não percebeu a multidão desvairada o que se passou entre o Cristo agonizante
e o mensageiro sublime; no entanto, de imediato, o nume celeste, sereno e compassivo,
desceu do monte para os vales humanos, nos quais, desde então, até hoje, converte o
ódio em amor, a expiação em ensinamento, a dor em alegria, o desespero em consolo e o
gemido em oração...

Esse anjo silencioso é o Anjo da Caridade.


Por isso, toda vez que lhe ouvis a inspiração divina, abraçando os sofredores ou
amparando os necessitados, ainda mesmo através da mais leve migalha de pão ou de
entendimento, é a Jesus que o fazeis.

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Euripedes Barsanulfo
Chico  Xavier