sábado, 16 de julho de 2016

Ver


A visão não é exclusivamente dos olhos.

Refletir é ver com a consciência.

Imaginar é ver com o sentimento.

Calcular é ver com o raciocínio.

Recordar é ver com a memória.

Por isso mesmo, a visão é propriedade vasta e complexa do espírito que se amplia e se enriquece, constantemente, à medida que poderes e emoções se nos desenvolvem e aperfeiçoam.
* * *
Quem deseje realizar aquisições psíquicas de clarividência, com proveito, nos celeiros da vida, ilumine o próprio coração, a fim de que o entendimento em se exteriorizando, através de nossos sentidos, nos regenere o mundo interior, reajustando-nos o idealismo e equilibrando-nos os desejos, na direção do Bem Infinito.

Quem procura o "lado melhor" dos acontecimentos, a "parte mais nobre das pessoas" e a "expressão mais útil das coisas" está conquistando preciosos acréscimos da visão espiritual.
 
Enquanto nos confiamos às paixões perturbadoras, tateando nas trevas do egoísmo ou do ódio, varando o gelo da indiferença, atravessando o incêndio da incompreensão e do desvario ou vencendo os pântanos do desregramento e da intemperança, não poderemos senão ver superficialmente os problemas inquietantes e dolorosos que à Terra se ajustam.
* * *
Façamos luz no espírito e conseguiremos descobrir os horizontes da própria imortalidade.

Todos enxergam alguma coisa na vida comum, entretanto, raros sabem ver.

Ajustemo-nos aos princípios do Vidente Divino, que soube contemplar as necessidades humanas, com amor e perdão, do alto da Cruz, e, por certo, começaremos, desde agora, a penetrar na claridade sublime de nossa própria ressurreição.
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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Indulgência 



sexta-feira, 15 de julho de 2016

Irresponsabilidade


Somos nós mesmos que fazemos os nossos caminhos e depois os denominamos de fatalidade.

Não é coerente que cada um de nós trabalhe para alcançar a própria felicidade? Não é lógico que devemos nos responsabilizar apenas por nossos atos? Não nos afirma a sabedoria do Evangelho que seríamos conhecidos, exclusivamente, pelas nossas obras?

Fazer os outros seguros e felizes é missão impossível de realizar, se acreditarmos que depende unicamente de nós a plenitude de sua concretização. Se assim admitimos, passamos, a partir então, a esperar e a cobrar retribuição; em outras palavras, a reciprocidade. Não seria mais fácil que cada um de nós conquistasse sua felicidade para que depois pudesse desfrutá-la, convivendo com alguém que também conquistou por si mesmo? Qual a razão de a ofertarmos aos outros e, por sua vez, os outros a concederem a nós? Por certo, só podemos ensinar ou partilhar o que aprendemos.

Assim disse Pedro, o apóstolo: “Não tenho ouro nem prata; mas o que tenho, isso te dou.”

Dessa maneira, vivemos constantemente colocando nossas necessidades em segundo plano e, ao mesmo tempo, nos esquecendo de que a maior de todas as responsabilidades é aquela que temos para com nós mesmos.

Os acontecimentos exteriores de nossa vida são os resultados direta de nossas atitudes internas. A princípio, podemos relutar para assimilar e entender esse conceito, porque é melhor continuarmos a acreditar que somos vítimas indefesas de forças que não estão sob o nosso controle. Efetivamente, somos nós mesmos que fazemos os nossos caminhos e depois os denominamos de fatalidade.

“Haverá fatalidade nos acontecimentos da vida, conforme ao sentido que se dá a este vocábulo? (…) são predeterminados? E, neste caso, que vem a ser do livre-arbítrio?”, pergunta Kardec aos Semeadores da Nova Revelação. E eles respondem: “A fatalidade existe unicamente pela escolha que o Espírito fez, ao encarnar (…) Escolhendo-a, instituiu para si uma espécie de destino…”

É inevitável para todos nós o fato de que vivemos, invariavelmente, escolhendo. A condição primordial do livre-arbítrio é a escolha e, para que possamos viver, torna-se indispensável escolher sempre. Nossa existência se faz através de um processo interminável de escolhas sucessivas.

Eis aqui um fato incontestável da vida: o amadurecimento do ser humano inicia-se quando cessam suas acusações ao mundo.

Entretanto, há indivíduos que se julgam perseguidos por um destino cruel e censuram tudo e todos, menos eles mesmos. Recusam, sistematicamente, a responsabilidade por suas desventuras, atribuindo a culpa às circunstâncias e às pessoas, bem como não reconhecem a conexão existente entre os fatos exteriores e seu comportamento mental. No íntimo, essas pessoas não definiram limites em seu mundo interior e vivem num verdadeiro emaranhado de energias desconexas. Os limites nascem das nossas decisões profundas sobre o que acreditamos ser nossos direitos pessoais.

Nossas demarcações estabelecem nosso próprio território, cercam nossas forças vitais e determinam as linhas divisórias de nosso ser individual. Há um espaço delimitado onde nós terminamos e os outros começam.

Algumas criaturas aprenderam, desde a infância, o senso dos limites com pais amadurecidos. Isso os mantém firmes e saudáveis dentro de si mesmas. Outras, porém, não. Quando atingiram a fase adulta, não sabiam como distinguir quais são e quais não são suas responsabilidades. Muitas construíram muros de isolamento que as separaram do crescimento e da realização interior, ou ainda paredes com enormes cavidades que as tornaram suscetíveis a uma confusão de suas emoções com as de outras pessoas.

Limites são o portal dos bons relacionamentos. Têm como objetivo nos tornar firmes e conscientes de nós mesmos, a fim de sermos capazes de nos aproximar dos outros sem sufocá-los ou desrespeitá-los. Visam também evitar que sejamos constrangidos a não confiar em nós mesmos.

Ser responsável implica ter a determinação para responder pelas consequências das atitudes adotadas.

Ser responsável é assumir as experiências pessoais, para atingir uma real compreensão dos acertos e dos desenganos.

Ser responsável é decidir por si mesmo para onde ir e descobrir a razão do próprio querer.

Não existem “vítimas da fatalidade”; nós é que somos os promotores do nosso destino. Somos a causa dos efeitos que ocorrem em nossa existência.

Aceitar o princípio da responsabilidade individual e estabelecer limites descomplica nossa vida, tornando-os cada vez mais conscientes de tudo o que acontece ao nosso derredor.

Escolhendo com responsabilidade e sabedoria, poderemos transmutar, sem exceção, as amarguras em que vivemos na atualidade. A auto responsabilidade nos proporcionará a dádiva de reconhecer que qualquer mudança de rota no itinerário de nossa “viagem cósmica” dependerá, invariavelmente, de nós.
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Espírito: HAMMED
Médium: Francisco do Espírito Santo Neto 


quinta-feira, 14 de julho de 2016

O FARDO



“Cada qual levará a sua própria carga”. Paulo. (Gálatas, 6:5).


Quando a ilusão o fizer sentir o peso do próprio sofrimento, como sendo opressivo e injusto, recorde que você não segue sozinho no grande roteiro.

Cada qual tolera a carga que lhe pertence.

Fardos existem de todos os tamanhos e feitios.

A responsabilidade do legislador.

A tortura do sacerdote.

A expectativa do coração materno.

A criança sem ninguém sofre seu pavor.

A indigência do enfermo desamparado.

O pavor da criança sem ninguém.

As chagas do corpo abatido.

Aprenda a entender o serviço e a luta dos semelhantes para que não te suponhas vítima ou herói num campo onde todos somos irmãos uns dos outros, mutuamente identificados pelas mesmas dificuldades, pelas mesmas dores e pelos mesmos sonhos.

Suporte com valor o fardo de tuas obrigações valorosamente e caminha.

Do acervo de pedra bruta nasce o ouro puro.

Do cascalho pesado emerge o diamante.

Do fardo que transportamos de boa vontade procedem as lições de que necessitamos para a vida maior.

Dirás, talvez impulsivamente: 
-“E o ímpio vitorioso, o mau coroado de respeito, e o gozador indiferente?
Carregarão por ventura, alguma carga nos ombros?”.

Responderemos, no entanto, que provavelmente, viveram sob encargos mais pesados que os nossos, de vez que a impunidade não existe.

Se o suor alaga sua fronte e se a lágrima lhe visita o coração, é que a tua carga já se faz menos densa,
convertendo-se, gradativamente, em luz para a sua ascensão.

Ainda que não possas marchar livremente com o teu fardo, avança com ele para a frente, mesmo que seja um milímetro por dia...

Lembra-te do madeiro afrontoso que dobrou os ombros doridos do Mestre. Sob os braços duros no lenho infamante, jaziam ocultas asas divinas da ressurreição para a divina imortalidade.
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Emmanuel 
Chico Xavier 
  Obra: Cartas do coração 


 

quarta-feira, 13 de julho de 2016

NECESSIDADE DA TOLERÂNCIA



Muitos fazem da tolerância um feito difícil.

Tolerância é respeito pela vida, conforme ela é.

Mais do que um favor em relação ao próximo em erro, é um dever mínimo, imediato, de que não podemos prescindir para viver em paz conosco.

É estado emocional que deve incorporar-se à conduta pessoal, para formar hábito sadio.

Todas as ocorrências no mundo resultam de fatores que nos cumpre compreender e aceitar.

Aceitação não equivale a concordância, mas a dever de respeito, ditado pela consciência, ante os que pensam e agem de forma diferente.

Tolerância tem muito a ver com a paz interior, que cada um deve cultivar com afinco.

Cônscio de suas responsabilidades, o homem, mais facilmente compreende os que transitam em outras faixas de aprendizagem:

- Não inveja os que se acham acima.

- Tolera os que, abaixo, se fazem agressivos.

A tolerância gera simpatia e fomenta a paz.

Não confundamos tolerância e covardia moral.

Uma dignifica, a outra envilece.

A tolerância exalta, a covardia deprime.
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 Marcelo Ribeiro  
 Divaldo Franco
 

terça-feira, 12 de julho de 2016

CRISTO E VIDA


Meu amigo. 
Compreendendo a importância do Evangelho na seara espírita, você pergunta:

- “Já que os amigos espirituais não acreditam na salvação pela fé e sim pelas obras, sem as quais a fé se revestiria de quase nenhum valor, diga-nos, Irmão X, sem muitas palavras, que significa a influência de Jesus no mundo?” 

Antes de tudo, queremos afirmar que o Cristo de Deus, sob qualquer ângulo em que seja visto, é e será sempre o Excelso Modelo da Humanidade. Mas, a pouco e pouco, o homem compreenderá que, se precisamos de Jesus sentido e crido, não podemos dispensar Jesus compreendido e aplicado. E já que você nos pede uma síntese, dar-lhe-ei uma série de vinte definições do Senhor na experiência terrestre, por nós recolhidas em aula rápida de um instrutor da Espiritualidade Maior.
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Cristo na Existência: Caridade.
Cristo no Lar: Harmonia.
Cristo no Templo: Discernimento.
Cristo na Escola: Educação.
Cristo na Palavra: Brandura.
Cristo na Justiça: Misericórdia.
Cristo na Inteligência: Proveito.
Cristo no Estudo: Orientação.
Cristo no Sexo: Responsabilidade.
Cristo no Trabalho: Eficiência.
Cristo na Profissão: Idoneidade.
Cristo na Alegria: Continência.
Cristo na Dor: Resignação.
Cristo nas Relações: Solidariedade.
Cristo na Obrigação: Diligência.
Cristo no Cansaço: Refazimento.
Cristo no Repouso: Disciplina.
Cristo no Compromisso: Lealdade.
Cristo no Tempo: Serviço.
Cristo na Morte: Vida Eterna.
Aqui estão resultados da presença de Jesus em apenas alguns aspectos de nossos movimentos na Terra.
***
Você, contudo, provavelmente voltará à carga, indagando se nós, os espíritas desencarnados e encarnados, já atingimos semelhantes equações, e antecipo a resposta, informando a você que Jesus em nossa fraqueza é luz de esperança e, por isso mesmo, confiantes nele – o Mestre e Senhor -, estamos certos de que, um dia, nós todos faremos do Evangelho o que devemos fazer.
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Irmão X
  Chico Xavier
Obra: Estante da vida 




segunda-feira, 11 de julho de 2016

Arquivo mental

 
Com que tipo de informações você alimenta o seu arquivo mental?

Se ainda não havia pensado nisso, vale a pena meditar sobre o assunto, pois é de sua bagagem mental que depende a sua paz íntima.

Quando você abre o jornal, logo cedo, o que você costuma buscar primeiro? As boas notícias, a página policial, os esportes?

Se chega a uma sala de espera e percebe sobre a mesa vários tipos de revistas, qual delas você escolhe?

Ao ligar a TV, que tipo de programação assiste?

Ao navegar pela Internet, quais os assuntos de sua preferência?

Dos acontecimentos diários, das cenas que presencia, das paisagens que vê, o que você costuma observar com mais atenção e guardar no seu arquivo mental?

Talvez isso lhe pareça sem importância, mas, na verdade, de tudo isso dependem as suas atitudes, as suas emoções, a sua vida.

Como você é o que pensa e sente, todas as suas reações dependem das informações que acumula no dia a dia.

Se costuma guardar sempre a parte boa, positiva, nobre, quando alguma situação lhe toma de assalto, irá agir com lucidez, tranquilidade e nobreza.

Mas se, ao contrário, procura alimentar sua mente com as desgraças, os fatos negativos, os desequilíbrios e as desarmonias humanas, terá uma reação correspondente ao seu ambiente mental.

Assim, se deseja manter, em qualquer situação, a harmonia íntima, é saudável buscar alimentação condizente com seus propósitos.

Quando abrir o jornal, busque alguma coisa que lhe ofereça leitura agradável, sadia.

Se pode escolher entre várias revistas, opte por aquela que lhe possibilite reflexões nobres, que lhe enriqueça os conhecimentos acerca da vida.

Se tem tempo para navegar pela Internet, não se detenha nas páginas de teor deprimente ou conteúdo duvidoso. Não faça dos seus arquivos mentais uma lixeira.

Busque deter-se nas melhores imagens que compõem a paisagem por onde passa.

Pense que os problemas existem, que as misérias humanas são uma realidade, que os fatos deprimentes poluem a Terra.

Mas considere também que, se você não pode mudar uma situação, não há motivo para carregá-la em seu arquivo mental.

Por essa razão, busque sempre a melhor parte.

Ao levantar-se pela manhã, olhe a sua volta o que tem de melhor.

Observe o amanhecer, as cores que a natureza traz, as paisagens que o dia lhe oferece.

Contemple a lua, mesmo sabendo que sob o luar existe a violência, a injustiça, a dor...

Admire o pôr do sol, ainda que tema os perigos que surgem com a escuridão.

Observe com atenção o inverno, mesmo que a paisagem não lhe pareça agradável, pois é a vida que dorme para ressurgir, ainda mais exuberante, com a primavera.

Detenha-se um pouco para observar o sorriso de uma criança, mesmo que o descaso com a infância seja uma realidade.

Agindo assim, ao final de cada dia você terá uma boa razão para agradecer pelas oportunidades vividas.

* * *
A sua vida íntima é alimentada, basicamente, por tudo aquilo que você mais valoriza.

Assim, se deseja nutrir a esperança, alimente a sua intimidade com os valores nobres. Se quer construir a paz, enalteça-a com alimento correspondente, escolhendo sempre a parte boa de tudo o que o rodeia.
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Redação do Momento Espírita inspirado em palestra proferida por Maurício Silva, na Sociedade Espírita Renovação, Curitiba/PR.
Em 10.03.2011.
 
 

sábado, 9 de julho de 2016

Censuras


O crítico de arte vinha habitualmente ao salão do escultor para examinar-lhe os trabalhos.
 Meses a fio ei-lo a inspecionar a obra de ceramista com rigorosa severidade.

Censor austero.

Observava linha por linha.

Profundo conhecedor de escolas e estilos.

Apontava deficiências.

Salientava inconveniências.

Protestava.

Reclamava.

Exigia.

Publicava suas opiniões, respeitadas e rígidas.

Certo dia, assentou a lupa para grande prato de pêssegos e passou e enumerar os defeitos das frutas, alegando que a Natureza jamais as produziria assim, com tantos senões. Sé depois de longos apontamentos técnicos ao escultor espantado, é que verificou que os pêssegos eram frutos autênticos, ali deixados por alguém para o lanche do artista...
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Cautela com as censuras que lhe saem da boca. Muitas vezes, as longas advertências que dirigimos aos outros não passam de enganos criados por nossa própria imaginação. 
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Valérium  
 Waldo Vieira  
Obra: Bem-aventurados os simples





sexta-feira, 8 de julho de 2016

ALTERNATIVAS





SUA BONDADE
conquistará a simpatia dos irmãos...

SUA MALDADE
provocará a ira e a vingança de seus semelhantes...

SUA CALMA
o conduzirá à tranquilidade que você espalhou ao seu redor...

SUA IRRITAÇÃO
lhe trará a ansiedade que você mesmo semeou em seu caminho...

SUA DEDICAÇÃO
lhe proporcionará o amparo dos amigos dedicados...

SUA INDIFERENÇA
motivará a desatenção dos que o rodeiam...

SUA VIRTUDE
o envolverá em paz de espírito...

SEUS DESREGRAMENTOS
o levarão à estrada do desequilíbrio...

SEU ENTUSIASMO
estimulará o otimismo dos companheiros de jornada...

SEU PESSIMISMO
 o arrastará aos abismos do desânimo...

SUA CARIDADE
chamará em seu auxílio as bênçãos do Plano de Cima...

SUA DUREZA
atrairá para sua vida as sombras inferiores do egoísmo e do desprezo...

SEU AMOR CRISTÃO
semeará o amor divino...

SEU ÓDIO
o ligará à luta das trevas escabrosas...

Tudo o que você fizer, encontrará em seu caminho, porque, no Campo Fecundo da Vida, cada qual somente colhe da semente que plantou.
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Lauro Michielin (Jacques Garnier),
 pelo Espírito Luigi Santi Campo
Obra: Meditações


segunda-feira, 4 de julho de 2016

Se eu não puder…


 Se eu não puder ser o que eu desejo,que eu seja o que desejas de mim.

Se eu não puder ser a árvore que dá frutos,
que eu seja o arbusto que dá sombra.

Se eu não puder ser o rio que inunda a terra,
que eu seja a fonte que dá de beber.

Se eu não puder ser uma estrela no céu,
que eu seja uma luz que anima as esperanças.

Seu eu não puder ser o teto que abriga a todos,
que eu seja a porta que se abre a quem bate.

Seu eu não puder ser o mar que liga os continentes,
que eu seja o porto que recebe a nave.

Se eu não puder ser o bosque que floresce,
que eu seja o pássaro que nele canta.

Seu eu não puder ser a roseira carregada,
que eu seja o perfume de uma flor.

Se eu não puder ser a melodia que enleva,
que eu seja a inspiração de cada verso.

Seu eu não puder ser o vento que arrebata,
que eu seja a brisa que acaricia.

Se eu não puder ser o livro que ensina,
que eu seja a palavra que comove.

Se eu não puder ser a messe que promete,
que eu seja o trigo que vai ser o pão.

Se eu não puder ser o fogo que incendeia,
que eu seja o óleo que mantém a chama.

Se eu não puder ser o rico que tudo pode,
que eu seja o pobre que não nega nada.

Se eu não puder ser a chuva que irriga o solo,
que eu seja o orvalho que umedece a flor.

Se eu não puder ser o tapete no palácio dos reis,
que eu seja o agasalho na casa dos pobres.

Se eu não puder ser o sorriso que encanta,
que eu seja a impressão que ele deixa.

Se eu não puder ser a felicidade que todos buscam,
que eu seja feliz em tudo para todos.

Se eu não puder ser toda a bondade do mundo,
que eu seja bom como todo o mundo espera.

Se eu não puder ser a eternidade,
que eu seja o tempo em que nos fala.

Se eu não puder ser o amor que tudo começa,
que eu seja o amor que faz chegar ao fim!
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Pe. Orlando Gambi

 


domingo, 3 de julho de 2016

Opiniões Convencionais


“A multidão respondeu: Tens demônio; quem procura matar-te?” 
— (JOÃO, capítulo 7, versículo 20.).

Não te prendas excessivamente aos juízos da multidão. O convencionalismo e o hábito possuem sobre ela forças vigorosas.

Se toleras ofensas com amor, chamam-te covarde.

Se perdoas com desinteresse, consideram-te tolo.

Se sofres com paciência, negam-te valor.

Se espalhas o Bem com abnegação, acusam-te de louco.

Se adquires característicos do amor sublime e santificante, julgam-te doente.
 Se desestimas os gozos vulgares, classificam-te de anormal.

Se te mostras piedoso, asseveram que te envelheceste e cansaste antes do tempo.

Se adotas a simplicidade por norma, ironizam-te às ocultas.

Se respeitas a ordem e a hierarquia, qualificam-te de bajulador.

Se reverencias a Lei, apontam-te como medroso.

Se és prudente e digno, chamam-te fanático e perturbado.

No entanto, essa mesma multidão, pela voz de seus maiorais, ensina o amor aos semelhantes, o culto da legalidade e a religião do dever. Em seus círculos, porém, o excesso de palavras não permite, por enquanto, o reinado da compreensão.

É indispensável suportar-lhe a inconsciência para atendermos com proveito às nossas obrigações perante Deus.

Não te irrites, nem desanimes.

O próprio Jesus foi alvo, sem razão de ser, dos sarcasmos da opinião pública.
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Emmanuel
Chico Xavier 
Obra: Caminho, verdade e vida 



sábado, 2 de julho de 2016

Continuar firme



Surgem determinadas situações das quais, por mais te debatas, não conseguirás desvencilhar-te de pronto.
*
Todavia, se te conservares sereno, poderás evitar que elas se compliquem atirando-te a prejuízos mais graves.
*
Refletindo assim, concluirás que, diante de qualquer luta que te surpreenda no cotidiano, a tua reação inicial é fator decisivo no desenrolar dos acontecimentos.
*
É possível que não sejas diretamente responsável pelo aparecimento desse ou daquele problema, que a invigilância de alguém haja criado, mas exclusivamente de tua capacidade de perdoar e de esquecer, de aceitar e de continuar firme na fé em Deus, dependerá a solução desejada,
facultando-te retornar a paz e a alegria.
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Irmão José
Carlos Baccelli
Obra: Crer e agir 








sexta-feira, 1 de julho de 2016

Em Busca da Felicidade



Meus pensamentos estão intimamente relacionados com meus sentimentos.
 É importante força de vontade e determinação para policiá-los.
 De uma hora para outra podemos nos sentir infelizes, irritadiço, estressados, ciumentos. 
A razão disso é que o pensamento sempre volta para nós, sob forma de sentimentos.

A escolha, portanto, será sempre nossa. 
Com nossa mente criamos verdadeiros monstros que nos perseguem e podem nos devorar.
 Com ela também criamos fantasias, sonhos, felicidades. 
Jamais nos tornaremos irritadiços sem ter tido pensamentos irritantes; jamais faremos cenas de ciúmes sem antes termos tido pensamentos ciumentos.

Quando nos sentirmos aborrecidos, melancólicos ou deprimidos, verifiquemos nossos pensamentos, pois o "mal pensar" poderá estar provocando esse maus sentimentos.

Toda atenção é pouca para controlar nossa mente. 

Nosso pensamento negativo é que transforma nossa vida para pior.
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(Sergito S. Cavalcanti)



quinta-feira, 30 de junho de 2016

MORTE PREMATURA: ELES CONTINUAM



Carlinhos veio para coroar uma união amorosa, nasceu e cresceu em ambiente repleto de afeto, criança inteligente e generosa, desde os primeiros anos demonstrava essas qualidades.

O garoto era a razão da vida dos pais, motivo de orgulho dos avós, verdadeiro xodó da família.

A vida transcorria tranquila para todos, mas eis que um dia repentinamente a enfermidade bate a porta da família e leva consigo seu mais ilustre representante, Carlinhos, então com 7 anos, tem seus olhos fechados para a vida física.

A inconformação toma conta de todos, sobretudo do pai.

Revoltado, volta-se contra a Divina Providência.

Resolve ignorar completamente o Pai Celeste, negando sua existência.

Ainda hoje, após 4 anos do fato, quando alguém cita o nome de Deus podemos ver seu semblante de contrariedade.

Costuma questionar :

- Se Deus realmente existe, porque deixou meu filho, uma criança que tinha toda uma vida pela frente, morrer?

Certamente é uma dolorosa provação a morte de um filho em tenra idade, entretanto, temos que considerar que antes de termos filiação terrena, temos uma filiação divina – somos filhos de Deus, e o Pai de infinito amor não comete injustiças.

A vida prossegue em seus infinitos planos, nossos pequenos que se foram continuam a existir, a viver...

A Doutrina Espírita trata com propriedade do assunto, e Kardec em “O Livro dos Espíritos” faz a seguinte indagação aos mentores que o assistem:

199 - Por que a vida é muitas vezes interrompida na infância?

R – A duração da vida de uma criança pode ser, para o Espírito que nela está encarnado, o complemento de uma existência anterior interrompida antes do tempo. Sua morte é, muitas vezes, também uma provação ou uma expiação para os pais.

Em tudo há uma razão, uma finalidade!

Nada se perde na obra divina, natural a tristeza pela separação, o que não é natural é o sentimento de revolta que endurece o coração e insensibiliza.

A revolta aguça a tristeza e o sentimento de perda!

Temos no conhecimento espírita abençoada alavanca que nos oferece duas preciosas ferramentas – Conhecimento e motivação para prosseguir.

Quem teve um filho levado para outro plano da vida, ao invés de se revoltar, pode resignar-se ante o inevitável e alegrar a existência engajando-se em um trabalho num orfanato, irá assim, ocupar o tempo com o melhor antídoto contra a tristeza – o amor!

Portanto, confrade e confreira, ofereça essa dádiva do conhecimento espírita aos famintos de ânimo, para que assim, possam recuperar a alegria de viver e enxergar na morte de seus pequenos provações necessárias e não castigos ou indiferença do Pai Celeste.
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Wellington Balbo


quarta-feira, 29 de junho de 2016

ERROS E IMPERFEIÇÕES


Comumente aqueles que abraçam a Doutrina Espírita, em lhe observando o parque de revelações e ensinamentos, - todos eles alicerçados no Evangelho de Cristo, - declaram-se mais ou menos incapazes de lhe praticarem as lições.

A pretexto de fraquezas e defeitos, muitos se afastam dos encargos em que se iniciam, ao passo que outros muitos nem se animam a começar.

Que dizer, porém, da criança que fosse retirada do ensino, sob a desculpa de que ainda está longe da madureza? Do operário afastado da máquina, suposto insipiente?

O menino é trazido à escola a fim de aprender, o obreiro é conduzido à oficina para familiarizar-se com ela.

Somos igualmente levados à Obra de Cristo para integrar-nos na edificação do Reino de Deus, a principiar de nós mesmos.

Qual acontece no levantamento de grande edifício, há serviço para todos os que se proponham a trabalhar.

Não alegues ignorância ou deficiência para fugir da obrigação que nos cabe.

Ninguém adquire qualquer gênero de experiência simplesmente num dia.

Tarefa, seja qual for, exige iniciação.

Não largues ao amanhã o Bem que possas fazer hoje.

Relaciona as tuas possibilidades e verifica em que setor conseguirás oferecer o melhor de ti. Em seguida, considera-te engajado na empresa do Senhor, a serviço de teus irmãos.

Trabalha e trabalha.

Se o passado te arroja sombra ao coração, esquece a sombra e trabalha por mais luz no próprio caminho.

Se alguém te ofendeu e conservas algum detrito de mágoa, olvida a mágoa e trabalha por entesourar mais amor.

Incorpora-te à sinfonia de serviço de que se constitui o Universo.

Dos sóis da imensidão às últimas gotas d’água no centro da Terra, tudo o que há de bom e belo nasce e vive do trabalho constante.
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Emmanuel
Chico Xavier  
Obra: Portal da luz 




terça-feira, 28 de junho de 2016

Destrua o fascínio pelo supérfluo


Muitas vezes, a sedução de frivolidades desvia a atenção do indivíduo dos assuntos essenciais que concernem a sua passagem no mundo físico.
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Não seja condescendente com as futilidades do ego, ainda sabendo que não poderá abolir de todo a presença das quinquilharias mentais e emocionais no seu mundo íntimo.
*
A vida física é curta demais e as oportunidades existenciais preciosas demais para que se passe o tempo tomado por trivialidades.
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Concentre-se no essencial.
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Tudo passa, menos as conquistas permanentes do espírito.
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Tudo passa, menos o amor que se semeia e a sabedoria que se adquire.
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Temístocles
Benjamin Teixeira 
Obra: Reflexões matinais