segunda-feira, 21 de junho de 2021

O que é HUMILDADE?


Humildade pode ser definida como um estado ou condição de um ser humano, parte integrante de seu caráter e de suas virtudes, que é o contrário do orgulho, da vaidade, da soberba e da prepotência. A palavra humildade vem do latim húmus, que significa “terra” ou “filhos da terra”.

Nesse sentido, o humilde seria aquele que admite a realidade de suas limitações e, por esse motivo, vive mais tranquilo e satisfeito com o que é, sem ficar desejando demonstrar algo que não é ou possuir algo que não possui. O que faz a terra? Coloca-se sempre abaixo de todos, em sua base de sustentação, e por isso mesmo, é a coisa mais grandiosa do mundo.

A humildade verdadeira nada tem a ver com submissão. Humildade também não é um mero aspecto de nossa personalidade, não é um traço psíquico. É, antes de tudo, uma forma de encarar a vida. Jesus se referiu aos humildes como mendicantes do espírito, ou seja, aqueles que se submetem a harmonia universal e as leis naturais a fim de receber as graças do infinito e do plano divino. Pessoas humildes valorizam mais o ser e não o ter.

Uma pessoa humilde não se coloca acima dos outros. Ele procura sempre aceitar suas imperfeições e limites. Sabe que seu conhecimento não pode tudo abarcar e vive num estado de simplicidade diante da vida. Humildade pressupõe uma liberdade espiritual, pois o humilde não precisa gastar energia para sustentar suas máscaras e seu ego inflado. Aqui vale a máxima “A pessoa mais livre é a que possui menos necessidades”. O humilde admite apenas as necessidades reais e não fica criando falsas necessidades. Sendo assim, naturalmente é uma pessoa menos carente do que aquela que fica criando muitas expectativas sobre a vida.

O humilde possui menos necessidade de demonstrar algo para os outros e provar algo para si mesmo. Não veremos uma pessoa humilde contando vantagem do que possui ou do que é. A humildade sempre tem por base o respeito a outras pessoas pelo que elas são, e não pelo nós acreditamos que deve ser. O humilde não se percebe superior a ninguém, pois reconhece que a vida humana ainda é muito limitada e entreve os grandes desafios que o progresso reserva aos seres humanos.

Pessoas arrogantes sempre enxergam o Universo como muito pequeno, sempre cabendo dentro do seu nível de conhecimento e vivência. O humilde considera que seu conhecimento ainda é muito pequeno, tímido, rudimentar e aspira ao desenvolvimento pessoal e espiritual. Os indivíduos soberbos não são apenas aqueles que se colocam acima dos outros; para que mantenham sua condição de superioridade, eles precisam, isso sim, rebaixar outras pessoas, para que elas jamais estejam acima do soberbo. Julgar-se superior não é suficiente para o prepotente, é necessário também depreciá-las, humilhá-las, degradá-las, para que jamais elas possam interferir na crença de sua superioridade. Caso o orgulhoso não procurasse rebaixar os outros, logo sua suposta superioridade seria posta em cheque, e isso seria um desastre na vida do arrogante. O humilde já não possui a necessidade de exaltar ou de rebaixar quem quer que seja, pois está mais ou menos liberto do jogo das afirmações do ego dentro das relações sociais.

Jesus disse: “Bem aventurados os humildes, pois deles é o reino dos céus”. Não por acaso Jesus proferiu essas palavras. Como sábio que era, Jesus tinha plena consciência que os humildes estão muito mais próximos de Deus do que os arrogantes e egoístas. A humildade é uma precondição para a liberdade espiritual. O ego sempre foi considerado, desde épocas arcaicas o oriente místico, como a fonte de todos os males do mundo. O ego deve ser transcendido, para que a simplicidade, a tranquilidade e a naturalidade possam despertar e se tornarem o caminho para a libertação espiritual.

Uma vida simples é uma vida feliz. Uma vida sofisticada sempre vem regrada de compromissos, necessidades, peso, complexidade, confusão e, sem dúvida, frustração e sofrimento. A felicidade tem como matéria-prima a humildade. Se uma pessoa aspira a felicidade, não pode jamais aceitar o orgulho e o egoísmo em seu coração.

Como disse Confúcio: “A humildade é a única base sólida de todas as virtudes”.
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Autor: Hugo Lapa
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MENSAGEM DO ESE:

Limites da encarnação

Quais os limites da encarnação?
A bem dizer, a encarnação carece de limites precisamente traçados, se tivermos em vista apenas o envoltório que constitui o corpo do Espírito, dado que a materialidade desse envoltório diminui à proporção que o Espírito se purifica. Em certos mundos mais adiantados do que a Terra, já ele é menos compacto, menos pesado e menos grosseiro e, por conseguinte, menos sujeito a vicissitudes. Em grau mais elevado, é diáfano e quase fluídico. Vai desmaterializando-se de grau em grau e acaba por se confundir com o perispírito. Conforme o mundo em que é levado a viver, o Espírito reveste o invólucro apropriado à natureza desse mundo.

O próprio perispírito passa por transformações sucessivas. Torna-se cada vez mais etéreo, até à depuração completa, que é a condição dos puros Espíritos. Se mundos especiais são destinados a Espíritos de grande adiantamento, estes últimos não lhes ficam presos, como nos mundos inferiores. O estado de desprendimento em que se encontram lhes permite ir a toda parte onde os chamem as missões que lhes estejam confiadas.

Se se considerar do ponto de vista material a encarnação, tal como se verifica na Terra, poder-se-á dizer que ela se limita aos mundos inferiores. Depende, portanto, de o Espírito libertar-se dela mais ou menos rapidamente, trabalhando pela sua purificação.

Deve também considerar-se que no estado de desencarnado, isto é, no intervalo das existências corporais, a situação do Espírito guarda relação com a natureza do mundo a que o liga o grau do seu adiantamento. Assim, na erraticidade, é ele mais ou menos ditoso, livre e esclarecido, conforme está mais ou menos desmaterializado.

– São Luís. (Paris, 1859.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. IV, item 24.)

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Alterações Afetivas


Pergunta:

- Nenhuma influência exercem os Espíritos dos pais sobre o filho depois do nascimento deste?

Resposta - Ao contrário: bem grande influência exercem. Conforme dissemos, os Espíritos têm que contribuir para o progresso uns dos outros. Pois bem, os Espíritos dos pais têm por missão desenvolver os de seus filhos pela educação. Constitui-lhes nisso uma tarefa. Tornar-se-ão culpados, se vierem a falir no seu desempenho. Item n° 208, de "O livro dos Espíritos".

Muito comum se alterem as condições afetivas, depois que o navio do casamento se afasta do cais do sonho para o mar largo da experiência.

Converte-se, então, a esperança em trabalho e desnudam-se problemas que a ilusão envolvia.

Em muitos casos, a altura da afeição permanece intacta; entretanto, na maioria das posições, arrefece o calor em que se aquecia o casal nos dias primeiros da comunhão esponsalícia.

Urge, porém, salvar a embarcação ameaçada de soçobro, seja pelo choque contra os rochedos ocultos das dificuldades morais ou pelo naufrágio nas águas mortas do desencanto. Parceiro e parceira, nos compromissos do lar, precisam reaprender na escola do amor, reconhecendo que, acima da conjunção corpórea, fácil de se concretizar, é imperioso que a dupla se case, em espírito - sempre mais em espírito-, dia por dia.

Não se inquiete o par, à frente das modificações ocorridas, de vez que toda afinidade correta, nas emoções do plano físico, evolui fatalmente para a ligação ideal, a exprimir-se na ternura confiante da amizade sem lindes.

Extinta a fogueira da paixão na retorta da organização doméstica, remanesce da combustão o ouro vivo do amor puro, que se valoriza, cada vez mais, de alma para alma, habilitando o casal para mais altos destinos na Vida Superior.

Isso acontece, porque os filhos que surgem são igualmente peças do matrimônio, compelindo o lar a recriar-se, de maneira incessante, em matéria de instituto endereçado ao trabalho de assistência recíproca.

O carinho repartido, em princípio, a dois, passa a ser dividido por maior número de partícipes do núcleo familiar, e esses mesmos condomínios do estabelecimento caseiro, em muitas circunstâncias, são os associados da doce hipnose do namoro e do noivado, que mantinham nos pais jovens, ainda solteiros, a chama da atração entusiástica até a consumação do enlaçamento afetivo.

Quase sempre, Espíritos vinculados ao casal, ora mais fortemente ao pai, ora mais especialmente ao campo materno, interessavam-se na Vida Maior pela constituição da família, à face das próprias necessidades de aprimoramento e resgate, progresso e autocorrigenda.

Em vista disso, cooperaram, em ação decisiva, na aproximação dos futuros pais, aportando em casa, pelos processos da gravidez e do berço, reclamando naturalmente a quota de carinho e atenção que lhes é devida.

Em toda comunhão mais profunda do homem e da mulher na formação do grupo doméstico, seguida de filhos a lhes compartilhar a existência, há que contar com a sublimação espontânea do impulso sexual, cabendo ao companheiro e à companheira que o colocaram em função aderir aos propósitos da vida, que tudo renova para engrandecer e aperfeiçoar.

Conquanto bastas vezes sejamos recalcitrantes na sustentação do amor egoístico, desvairado em exigências de toda espécie, a pouco e pouco acabamos por entender que apenas o amor que sabiamente se divide, em bênçãos de paz e alegria para com os outros, é capaz de multiplicar a verdadeira felicidade.
🌹🌱🌹
pelo Espírito Emmanuel
Do livro: Vida e Sexo. Médium: Francisco Cândido Xavier



domingo, 20 de junho de 2021

NÃO TEM LIMITE


Não frustres a expectativa de quem procura em ti o socorro de que necessita.

Não te digas impossibilitado de auxiliar.

Ainda que não possas atender integralmente às reivindicações que te são endereçadas, não permitas que ninguém se retire de mãos vazias de tua presença.

Improvisa algo em favor da penúria que, em ti, busca o amparo da Divina Providência.

Imagina-te na condição de último reduto para a esperança de muita gente.

Como te sentirias, após teres batido inutilmente à porta de quem contavas por derradeiro?

Que te custa uma palavra de ânimo aos desencorajados?

Que diferença farão em teu bolso algumas moedas a menos?

Advoga a causa dos sofredores, para que, diante das Leis que regem os princípios da Vida, encontres quem se disponha a advogar a tua.
Esforça-te para não dizer "não" a quem recorra aos teus préstimos.

Não te justifiques em tua omissão ou indiferença, ante a carência dos outros.

Se já auxiliaste, uma ou mais de uma vez, a quem se habituou a valer-se de tua generosidade, recorda que a
verdadeira caridade não tem limite.
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Obra: Dias Melhores 
Irmão José.
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MENSAGEM DO ESE:

Bem e mal sofrer

Quando o Cristo disse: “Bem-aventurados os aflitos, o reino dos céus lhes pertence”, não se referia de modo geral aos que sofrem, visto que sofrem todos os que se encontram na Terra, quer ocupem tronos, quer jazam sobre a palha. Mas, ah! poucos sofrem bem; poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem conduzi-los ao reino de Deus. O desânimo é uma falta.

Deus vos recusa consolações, desde que vos falte coragem. A prece é um apoio para a alma; contudo, não basta: é preciso tenha por base uma fé viva na bondade de Deus. Ele já muitas vezes vos disse que não coloca fardos pesados em ombros fracos. O fardo é proporcionado às forças, como a recompensa o será à resignação e à coragem. Mais opulenta será a recompensa, do que penosa a aflição. Cumpre, porém, merecê-la, e é para isso que a vida se apresenta cheia de tribulações.


O militar que não é mandado para as linhas de fogo fica descontente, porque o repouso no campo nenhuma ascensão de posto lhe faculta. Sede, pois, como o militar e não desejeis um repouso em que o vosso corpo se enervaria e se entorpeceria a vossa alma. Alegrai-vos, quando Deus vos enviar para a luta. Não consiste esta no fogo da batalha, mas nos amargores da vida, onde, às vezes, de mais coragem se há mister do que num combate sangrento, porquanto não é raro que aquele que se mantém firme em presença do inimigo fraqueje nas tenazes de uma pena moral. Nenhuma recompensa obtém o homem por essa espécie de coragem; mas, Deus lhe reserva palmas de vitória e uma situação gloriosa. Quando vos advenha uma causa de sofrimento ou de contrariedade, sobreponde-vos a ela, e, quando houverdes conseguido dominar os ímpetos da impaciência, da cólera, ou do desespero, dizei, de vós para convosco, cheio de justa satisfação: “Fui o mais forte.”

Bem-aventurados os aflitos pode então traduzir-se assim: Bem-aventurados os que têm ocasião de provar sua fé, sua firmeza, sua perseverança e sua submissão à vontade de Deus, porque terão centuplicada a alegria que lhes falta na Terra, porque depois do labor virá o repouso.

— Lacordaire. (Havre, 1863.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 18.) 

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O burro de carga


No tempo em que não havia automóveis, na cocheira de famoso palácio real um burro de carga curtia imensa amargura, em vista das pilhérias e remoques dos companheiros de apartamento.

Reparando-lhe o pelo maltratado, as fundas cicatrizes do lombo e a cabeça tristonha e humilde, aproximou-se formoso cavalo árabe, que se fizera detentor de muitos prêmios, e disse, orgulhoso:

- Triste sina a que recebeste! Não Invejas minha posição nas corridas? Sou acariciado por mãos de princesas e elogiado pela palavra dos reis!

- Pudera! - exclamou um potro de fina origem inglesa - como conseguirá um burro entender o brilho das apostas e o gosto da caça?

O infortunado animal recebia os sarcasmos, resignadamente.

Outro soberbo cavalo, de procedência húngara, entrou no assunto e comentou:

- Há dez anos, quando me ausentei de pastagem vizinha, vi este miserável sofrendo rudemente nas mãos de bruto amansador. É tão covarde que não chegava a reagir, nem mesmo com um coice. Não nasceu senão para carga e pancadas. É vergonhoso suportar-lhe a companhia.

Nisto, admirável jumento espanhol acercou-se do grupo, e acentuou sem piedade:

- Lastimo reconhecer neste burro um parente próximo. É animal desonrado, fraco, inútil... Não sabe viver senão sob pesadas disciplinas. Ignora o aprumo da dignidade pessoal e desconhece o amor-próprio. Aceito os deveres que me competem até o justo limite; mas, se me constrangem a ultrapassar as obrigaçôes, recuso-me à obediência, pinoteio e sou capaz de matar.

As observações insultuosas não haviam terminado, quando o rei penetrou o recinto, em companhia do chefe das cavalariças.

- Preciso de um animal para serviço de grande responsabilidade - informou o monarca -, animal dócil e educado, que mereça absoluta confiança.

O empregado perguntou:

Não prefere o árabe, Majestade?

- Não, não - falou o soberano -, é muito altivo e só serve para corridas em festejos oficiais sem maior importância.

- Não quer o potro inglês?

- De modo algum. E’ muito irrequieto e não vai além das extravagâncias da caça.

- Não deseja o húngaro?

- Não, não. É bravio, sem qualquer educação. É apenas um pastor de rebanho.

- O jumento serviria? - insistiu o servidor atencioso.

- De maneira nenhum. É manhoso e não merece confiança.

Decorridos alguns instantes de silêncio, o soberano indagou:

- Onde está o meu burro de carga?

O chefe das cocheiras indicou-o, entre os demais.

O próprio rei puxou-o carinhosamente para fora, mandou ajaezá-lo com as armas resplandecentes de sua Casa e confiou-lhe o filho, ainda criança, para longa viagem.

Assim também acontece na vida. Em todas as ocasiões, temos sempre grande número de amigos, de conhecidos e companheiros, mas somente nos prestam serviços de utilidade real aqueles que já aprenderam a suportar, servir e sofrer, sem cogitar de si mesmos.
🌾🌼🌾
Pelo Espírito Neio Lúcio
XAVIER, Francisco Cândido. Idéias e Ilustrações. Espíritos Diversos. FEB.

sábado, 19 de junho de 2021

Características de uma pessoa espiritualizada e feliz



Geralmente relacionamos evolução pessoal e autoconhecimento com religião, isto é, as pessoas que nos parecem mais evoluídas se dedicam a alguma religião formalmente constituída. Nem sempre percebemos que a religião pessoal, aquela que naturalmente se exerce com o coração e a consciência voltados para fins nobres e superiores, é que identifica o nível evolutivo das pessoas.
Encontramos pessoas que, mesmo desligadas formalmente de religiões, são capazes de pensamentos e atos muito mais nobres do que outras que passam toda a existência vinculadas a uma fé religiosa ou dedicando-se a atividades institucionais caritativas. Há decerto uma distância grande entre saber e seguir ensinamentos religiosos e possuir uma ética interna superior. Refiro-me à ética que é capaz de nos levar ao encontro de nós mesmos, do próximo, da sociedade e de Deus.

Visando encontrar sinais que apontem para elementos identificadores de pessoas que já alcançaram um grau de espiritualização superior ou que, pelo menos, estejam em vias de alcançar a elevação moral que se aproxima daquela ética, relacionei alguns indicadores que podem nos ajudar a buscar esse patamar.

São, em sua maioria, características que identificam uma pessoa sadia e que se encontra num caminho adequado para que a possamos chamar de espiritualmente evoluída.

Não são características facilmente identificáveis, pois não tive a preocupação de trazer elementos rígidos e precisos.

Trata-se de características gerais e que devem ser observadas como traços constantes e frequentes na personalidade que estamos analisando. A quantidade de características não quer dizer que todas estejam numa mesma pessoa. De alguma forma algumas delas estão presentes nas pessoas espiritualmente mais evoluídas.

Não são pessoas necessariamente comprometidas com uma religião nem se tornaram gurus, mestres, iniciados ou semidivindades; tampouco estão na mídia ou são líderes de seitas. Não são também heróis ou detentores de fãs-clubes. São apenas pessoas. Não estão reclusas em conventos nem em mosteiros ou montanhas isoladas. São seres humanos e convivem normalmente conosco.

CARACTERÍSTICAS: 

1. Geralmente o trabalho que executa atrai pessoas trazendo prosperidade.

2. Sua prática de vida faz crescer outras pessoas que com ela convivem.

3. Suas experiências com os outros não geram dependências concorrendo para o livre pensar e o livre agir.

4. Satisfaz naturalmente suas necessidades básicas de segurança, de filiação e identificação, mantendo normalmente estreitas relações de amor e prestígio e, por último, de liberdade responsável.

5. Autodeterminada, centrada em seus objetivos de vida, construindo uma perspectiva geral para si.

6. Identificada com a natureza, tem intimidade com tudo que envolve o meio-ambiente.

7. Tem uma percepção superior e holística da realidade à sua volta.

8. Tem a facilidade de compreender e aceitar as diferentes individualidades na riqueza de sua diversidade.

9. É consciente da existência, em seu mundo interior, de processos inconscientes a serem vividos.

10. Possui uma personalidade agradável e espontânea no contato com as pessoas.

11. Possui autonomia de viver e independência na emissão de suas opiniões.

12. Tem um senso superior de julgamento com imparcialidade amorosa e originalidade nas ideias.

13. Desenvolve uma capacidade de percepção crítica da realidade, sabendo evitar distorções provocadas pelas necessidades pessoais.

14. Busca agir sempre com autenticidade.

15. Possui sensibilidade emocional desenvolvida e capacidade de empatia crescente.

16. Respeito crescente às preferências religiosas, pessoais e coletivas.

17. Crescente capacidade de compreensão da natureza humana e receptividade às suas várias atitudes.

18. Caráter pluralista e democrático com ênfase no respeito às diferenças políticas e étnicas.

19. Capacidade criativa desenvolvida a serviço da Vida.

20. Cultiva a amizade, a estima, a beleza, a devoção, o conhecimento, a seriedade em tudo o que faz; a alegria nas relações, a simplicidade em viver, o perdão e a amorosidade com as pessoas.

21. Vive bem socialmente com aptidão a desempenhar os papéis que a Vida oferece, sem se deixar dominar por eles.

22. Sente-se recompensada no que faz sem exigir aprovação externa ou prêmios sociais.

23. É responsável pelo que executa não se eximindo das consequências decorrentes.

24. Gosta de trabalhar em equipe, fazendo-o com eficiência e competência, preocupando-se em dar continuidade ao que executa, favorecendo o surgimento de novas lideranças.

25. Busca eficiência crescente em tudo o que faz.

26. Possui pensamento flexível sendo capaz de mudar de ideia quando outra, que não a sua, lhe parecer melhor.

27. Geralmente sabe renunciar à vitória, ao ganho pessoal, em favor de alguém ou de um grupo ou em benefício coletivo.

28. Possui uma personalidade disponível e não anda na defensiva perante os outros.

29. Busca ocupar seu tempo com atividades afins com seus propósitos de vida.

30. Ocupa-se dos outros quando as circunstâncias favorecem a que sua ação provoque o bem estar deles, não deixando de reservar um tempo para si.

31. Não deixa escapar a oportunidade de favorecer a paz de alguém.

32. Tem consciência real da própria morte, que não lhe gera angústia, preocupação, sentimento de perda ou derrota.

33. Possui a capacidade de adaptar-se com êxito ao ambiente que a cerca, aceitando as tensões, os papéis, os valores e padrões de conduta inerentes à cultura em que vive.

34. É uma pessoa que ama e sabe amar.
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Adenáuer Novaes 







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Mensagem do ESE:

Deixar aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos

Disse a outro: Segue-me; e o outro respondeu: Senhor, consente que, primeiro, eu vá enterrar meu pai. — Jesus lhe retrucou: Deixa aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos; quanto a ti, vai anunciar o reino de Deus. (S. LUCAS, cap. IX, vv. 59 e 60.)

Que podem significar estas palavras: “Deixa aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos”? As considerações precedentes mostram, em primeiro lugar, que, nas circunstâncias em que foram proferidas, não podiam conter censura àquele que considerava um dever de piedade filial ir sepultar seu pai. Tem, no entanto, um sentido profundo, que só o conhecimento mais completo da vida espiritual podia tornar perceptível.

A vida espiritual é, com efeito, a verdadeira vida, é a vida normal do Espírito, sendo-lhe transitória e passageira a existência terrestre, espécie de morte, se comparada ao esplendor e à atividade da outra. O corpo não passa de simples vestimenta grosseira que temporariamente cobre o Espírito, verdadeiro grilhão que o prende à gleba terrena, do qual se sente ele feliz em libertar-se. O respeito que aos mortos se consagra não é a matéria que o inspira; é, pela lembrança, o Espírito ausente quem o infunde. 

Ele é análogo àquele que se vota aos objetos que lhe pertenceram, que ele tocou e que as pessoas que lhe são afeiçoadas guardam como relíquias. Era isso o que aquele homem não podia por si mesmo compreender. Jesus lho ensina, dizendo: Não te preocupes com o corpo, pensa antes no Espírito; vai ensinar o reino de Deus; vai dizer aos homens que a pátria deles não é a Terra, mas o céu, porquanto somente lá transcorre a verdadeira vida.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXIII, itens 7 e 8.)

sexta-feira, 18 de junho de 2021

CUMPRE O DEVER


Cumpre com o teu dever de cada dia.

Não esmoreças na luta.

O trabalho rotineiro é uma bênção que, quase sempre, não consegues avaliar.

Liberta-te de todo e qualquer embaraço e serve.

Comparece à tarefa com alegria e otimismo.

A dor que te incomoda pode não passar de sugestão das trevas.

Muita indisposição física reflete estados negativos de espírito.

Mesmo que, à feição de pesado fardo, tenhas que arrastar o teu corpo, não deixes de comparecer à atividade espiritual sob tua responsabilidade.

Uma vassoura em tuas mãos varrendo o chão opera prodígios em teu íntimo.

Dize aos outros a palavra boa que carece soar aos teus ouvidos.

Quanto mais te acomodares, mais te chafurdarás no lamaçal da ociosidade.
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De Ânimo Firme
Irmão José
Carlos Baccelli
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MENSAGEM DO ESE:
O argueiro e a trave no olho

Como é que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, quando não vedes uma trave no vosso olho? — Ou, como é que dizeis ao vosso irmão: Deixa-me tirar um argueiro ao teu olho, vós que tendes no vosso uma trave? — Hipócritas, tirai primeiro a trave ao vosso olho e depois, então, vede como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão. (S. MATEUS, cap. VII, vv. 3 a 5.)

Uma das insensatezes da Humanidade consiste em vermos o mal de outrem, antes de vermos o mal que está em nós. Para julgar-se a si mesmo, fora preciso que o homem pudesse ver seu interior num espelho, pudesse, de certo modo, transportar-se para fora de si próprio, considerar-se como outra pessoa e perguntar: Que pensaria eu, se visse alguém fazer o que faço? Incontestavelmente, é o orgulho que induz o homem a dissimular, para si mesmo, os seus defeitos, tanto morais, quanto físicos. Semelhante insensatez é essencialmente contrária à caridade, porquanto a verdadeira caridade é modesta, simples e indulgente. Caridade orgulhosa é um contra-senso, visto que esses dois sentimentos se neutralizam um ao outro. Com efeito, como poderá um homem, bastante presunçoso para acreditar na importância da sua personalidade e na supremacia das suas qualidades, possuir ao mesmo tempo abnegação bastante para fazer ressaltar em outrem o bem que o eclipsaria, em vez do mal que o exalçaria? Por isso mesmo, porque é o pai de muitos vícios, o orgulho é também a negação de muitas virtudes. Ele se encontra na base e como móvel de quase todas as ações humanas. Essa a razão por que Jesus se empenhou tanto em combatê-lo, como principal obstáculo ao progresso.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, itens 9 e 10.)

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Abençoa


Atravessas rudes provas...
Acalma-te e abençoa.

Alguma ofensa à vista?
Esquece e abençoa.

Amigos desertaram...
Segue à frente e abençoa.

Sofres dificuldades?
Age, serve e abençoa. 

Alguém te menospreza...
Silencia e abençoa.
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XAVIER, Francisco Cândido. Assim Vencerás. Pelo Espírito Emmanuel. IDEAL.
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quinta-feira, 17 de junho de 2021

Autocura


O Mestre prudente explicou, e os discípulos compreenderam a extensão das suas palavras oportunas.

“As doenças se originam nas fontes dos desejos perturbadores. A ilusão, golpeando os centros de energia da vida, através dos seus raios devastadores, abre campo à instalação de males incontáveis. Seguindo-lhe as linhas tortuosas, irrompem o egoísmo, a violência, as fugas espetaculares aos deveres relevantes e se multiplicam a avareza, o orgulho, o ciúme, a glutoneria, a concupiscência..."

“Sois vossos médicos e vossos enfermeiros."

“Sois vossos causadores de enfermidades e vossos algozes."

“Vossas mentes – vossas vidas; causas e efeitos imediatos."

“Construís e derrubais os mecanismos de sustentação do vosso equilíbrio."

“Enquanto vos não voltardes para dentro, fomentando a saúde, a doença se vos instalará, dominadora, atormentando-vos.”

A breve dissertação penetrou nos corações como um punhal rasgando as carnes das responsabilidades gerais. E, ante a quietude da expectativa que os tomou, Ele prosseguiu com o poema da saúde.

“Curai vossas mazelas com a correção da conduta, abrindo-vos ao amor que vos inspira, que vos veste, de que sois constituídos."

“O dínamo do amor gera energia vital incessante, à qual vos cumpre recorrer."

“Acalmai as ansiedades; silenciai as altercações mentais; asserenai os desejos voluptuosos; meditai em torno da vida e sua finalidade, do equilíbrio e seu valor."

“Deixai-vos irrigar pela corrente do Eterno Amor, que é saúde, e dizei: eu quero, eu posso, eu sou."

“Não sois doentes; estais em desarmonia, e por isto se vos instalaram os problemas, se vos multiplicaram os inimigos orgânicos, debilitou-se-vos a estrutura molecular."

“Por isto, curai-vos a vós mesmos, conscientemente e com segurança de fé."

“O que quiserdes fazer, lograreis. Tentai e repeti a experiência até o êxito."

“Vós sois luz!”

Calando-se, afastou-se da multidão, enquanto sucessivas ondas de vento, carreando o suave-doce perfume de lavanda, embalsamavam o ar.
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Livro: Paz Íntima
Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Eros
LEAL – Livraria Espírita Alvorada Editora
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MENSAGEM DO ESE:

Ação da prece. Transmissão do pensamento

A prece é uma invocação, mediante a qual o homem entra, pelo pensamento, em comunicação com o ser a quem se dirige. Pode ter por objeto um pedido, um agradecimento, ou uma glorificação. Podemos orar por nós mesmos ou por outrem, pelos vivos ou pelos mortos. As preces feitas a Deus escutam-nas os Espíritos incumbidos da execução de suas vontades; as que se dirigem aos bons Espíritos são reportadas a Deus. Quando alguém ora a outros seres que não a Deus, fá-lo recorrendo a intermediários, a intercessores, porquanto nada sucede sem a vontade de Deus.

O Espiritismo torna compreensível a ação da prece, explicando o modo de transmissão do pensamento, quer no caso em que o ser a quem oramos acuda ao nosso apelo, quer no em que apenas lhe chegue o nosso pensamento. Para apreendermos o que ocorre em tal circunstância, precisamos conceber mergulhados no fluido universal, que ocupa o espaço, todos os seres, encarnados e desencarnados, tal qual nos achamos, neste mundo, dentro da atmosfera. Esse fluido recebe da vontade uma impulsão; ele é o veículo do pensamento, como o ar o é do som, com a diferença de que as vibrações do ar são circunscritas, ao passo que as do fluido universal se estendem ao infinito. Dirigido, pois, o pensamento para um ser qualquer, na Terra ou no espaço, de encarnado para desencarnado, ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece entre um e outro, transmitindo de um ao outro o pensamento, como o ar transmite o som.

A energia da corrente guarda proporção com a do pensamento e da vontade. É assim que os Espíritos ouvem a prece que lhes é dirigida, qualquer que seja o lugar onde se encontrem; é assim que os Espíritos se comunicam entre si, que nos transmitem suas inspirações, que relações se estabelecem a distância entre encarnados.

Essa explicação vai, sobretudo, com vistas aos que não compreendem a utilidade da prece puramente mística. Não tem por fim materializar a prece, mas tornar-lhe inteligíveis os efeitos, mostrando que pode exercer ação direta e efetiva. Nem por isso deixa essa ação de estar subordinada à vontade de Deus, juiz supremo em todas as coisas, único apto a torná-la eficaz.

Pela prece, obtém o homem o concurso dos bons Espíritos que acorrem a sustentá-lo em suas boas resoluções e a inspirar-lhe idéias sãs. 
Ele adquire, desse modo, a força moral necessária a vencer as dificuldades e a volver ao caminho reto, se deste se afastou. Por esse meio, pode também desviar de si os males que atrairia pelas suas próprias faltas. Um homem, por exemplo, vê arruinada a sua saúde, em conseqüência de excessos a que se entregou, e arrasta, até o termo de seus dias, uma vida de sofrimento: terá ele o direito de queixar-se, se não obtiver a cura que deseja? Não, pois que houvera podido encontrar na prece a força de resistir às tentações.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVII, itens 9 a 11.)

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NUNCA PERCAS A ESPERANÇA...


Nunca percas a esperança.

Haja o que houver, permanece confiando.

Se tudo estiver contra, e o insucesso
te ameaçar com o desespero,
ainda aí espera a divina ajuda.

Somente nos acontece o que será de melhor para nós.

A lei de Deus é de amor.

E o amor tudo pode, tudo faz.

Quando pensares que o socorro
não te chegará em tempo, se continuares esperando, descobrirás, alegre, que ele te alcançou minutos antes do desastre.

Quem se desespera
já perdeu parte da luta que irá travar,
avançando prejudicado.
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*Fonte do texto: do livro "Vida Feliz" de Divaldo P Franco (Joanna de Ângelis)

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Como quer o Senhor


Esqueçamos nossos desejos, muitas vezes perniciosos e perturbadores, a fim de que a luta edificante se processe, como quer o Senhor, à distância de nossa inoportuna interferência.

Surge a noite tenebrosa, mas para que novo dia apareça no firmamento.

Ruge a tempestade, mas para que a atmosfera se purifique.

Caem marteladas sobre a pedra, mas para que a pedra se transforme em utilidade e beleza.

Formam-se nuvens no céu, mas para que a chuva nos alimente e beneficie.

As águas do aluvião se represam, além do rio, dando lugar a pântanos infelizes, mas para que a terra seja adubada e enriquecida.

Manifesta-se a doença no corpo, mas para curar as extravagâncias de nossa alma imprevidente.

Busquemos a vontade do Senhor, aprendendo a não perturbá-la.

A ignorância e a miséria, a maldade e a incompreensão nos visitam a porta, a fim de que pratiquemos o bem, segundo os ditames da Providência Divina.

Não menosprezes a tua oportunidade de ajudar e cooperar.

Atender às obrigações da reta consciência é nosso dever mais simples.

Servir sempre é a nossa gloriosa destinação.

Apaguem-se, pois, os pruridos de nossa personalidade incompleta e deseducada, a fim de que o mundo caminhe e a fim de que a nossa estrada se desdobre como quer o Senhor.
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Do livro Cartas do Coração
  Francisco Cândido Xavier
Espírito: Agar
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MENSAGEM DO ESE:

Emprego da riqueza

Não podeis servir a Deus e a Mamon. Guardai bem isso em lembrança, vós, a quem o amor do ouro domina; vós, que venderíeis a alma para possuir tesouros, porque eles permitem vos eleveis acima dos outros homens e vos proporcionam os gozos das paixões que vos escravizam. Não; não podeis servir a Deus e a Mamon! Se, pois, sentis vossa alma dominada pelas cobiças da carne, dai-vos pressa em alijar o jugo que vos oprime, porquanto Deus, justo e severo, vos dirá: Que fizeste, ecônomo infiel, dos bens que te confiei? Esse poderoso móvel de boas obras exclusivamente o empregaste na tua satisfação pessoal.

Qual, então, o melhor emprego que se pode dar à riqueza? Procurai — nestas palavras: “Amai-vos uns aos outros”, a solução do problema. Elas guardam o segredo do bom emprego das riquezas. Aquele que se acha animado do amor do próximo tem aí toda traçada a sua linha de proceder. Na caridade está, para as riquezas, o emprego que mais apraz a Deus. Não nos referimos, é claro, a essa caridade fria e egoísta, que consiste em a criatura espalhar ao seu derredor o supérfluo de uma existência dourada. Referimo-nos à caridade plena de amor, que procura a desgraça e a ergue, sem a humilhar. Rico!... dá do que te sobra; faze mais: dá um pouco do que te é necessário, porquanto o de que necessitas ainda é supérfluo. Mas, dá com sabedoria. Não
repilas o que se queixa, com receio de que te engane; vai às origens do mal. Alivia, primeiro; em seguida, informa-te, e vê se o trabalho, os conselhos, mesmo a afeição não serão mais eficazes do que a tua esmola. Difunde em torno de ti, como os socorros materiais, o amor de Deus, o amor do trabalho, o amor do próximo. Coloca tuas riquezas sobre uma base que nunca lhes faltará e que te trará grandes lucros: a das boas obras. A riqueza da inteligência deves utilizá-la como a do ouro. Derrama em tomo de ti os tesouros da instrução; derrama sobre teus irmãos os tesouros do teu amor e eles frutificarão.

— Cheverus. (Bordéus, 1861.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVI, item 11.)

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Os amargos


Acautela-te dos amigos frios, de coração enregelado.

Há homens que mataram as emoções e deixam-se vegetar em relação ao bem, exalando miasmas que contaminam, portadores do pessimismo malfazejo que termina por infelicitar quem deles se acerca.

Dilata o círculo das tuas afeições, no entanto, cuida-te quanto às influências de tal natureza, que terminam por perturbar, levando ao desencanto.

Esses indivíduos amargos perambulam sem norte, e, tudo quanto veem, sombreiam com a sua óptica escura.

Deixa que brilhe o sol em ti.
🌼🌾🌼
Joanna de Ângelis
Divaldo Franco
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terça-feira, 15 de junho de 2021

Se soubéssemos


“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” – Jesus. (Lucas, 23:34.)

Se o homicida conhecesse, de antemão, o tributo de dor que a vida lhe cobrará, no reajuste do seu destino, preferiria não ter braços para desferir qualquer golpe.

Se o caluniador pudesse eliminar a crosta de sombra que lhe enlouquece a visão, observando o sofrimento que o espera no acerto de contas com a verdade, paralisaria as cordas vocais ou imobilizaria a pena, a fim de não se confiar à acusação descabida.

Se o desertor do bem conseguisse enxergar as perigosas ciladas com que as trevas lhe furtarão o contentamento de viver, deter-se-ia feliz, sob as algemas santificantes dos mais pesados deveres.

Se o ingrato percebesse o fel de amargura que lhe invadirá, mais tarde, o coração, não perpetraria o delito da indiferença.

Se o egoísta contemplasse a solidão infernal que o aguarda, nunca se apartaria da prática infatigável da fraternidade e da cooperação.

Se o glutão enxergasse os desequilíbrios para os quais encaminha o próprio corpo, apressando a marcha para a morte, renderia culto invariável à frugalidade e à harmonia.

Se soubéssemos quão terrível é o resultado de nosso desrespeito às Leis Divinas, jamais nos afastaríamos do caminho reto.

Perdoa, pois, a quem te fere e calunia…
Em verdade, quantos se rendem às sugestões perturbadoras do mal não sabem o que fazem.
🌷🕊️🌷
Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Fonte Viva
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MENSAGEM DO ESE:

Da prece pelos mortos e pelos Espíritos sofredores (II)

Há nesse modo de raciocinar – de que Deus não pode mudar suas decisões a pedido das criaturas – uma aplicação falsa do princípio da imutabilidade da lei divina, ou melhor, ignorância da lei, no que concerne à penalidade futura. Essa lei revelam-na hoje os Espíritos do Senhor, quando o homem se tornou suficientemente maduro para compreender o que, na fé, é conforme ou contrário aos atributos divinos. 

Segundo o dogma da eternidade absoluta das penas, não se levam em conta ao culpado os remorsos, nem o arrependimento. É-lhe inútil todo desejo de melhorar-se: está condenado a conservar-se perpetuamente no mal. Se a sua condenação foi por determinado tempo, a pena cessará, uma vez expirado esse tempo. Mas, quem poderá afirmar que ele então possua melhores sentimentos? Quem poderá dizer que, a exemplo de muitos condenados da Terra, ao sair da prisão, ele não seja tão mau quanto antes? No primeiro caso, seria manter na dor do castigo um homem que volveu ao bem; no segundo, seria agraciar a um que continua culpado. A lei de Deus é mais previdente. Sempre justa, eqüitativa e misericordiosa, não estabelece para a pena, qualquer que esta seja, duração alguma. Ela se resume assim:

“O homem sofre sempre a conseqüência de suas faltas; não há uma só infração à lei de Deus que fique sem a correspondente punição.

“A severidade do castigo é proporcionada à gravidade da falta.

“Indeterminada é a duração do castigo, para qualquer falta; fica subordinada ao arrependimento do culpado e ao seu retorno a senda do bem; a pena dura tanto quanto a obstinação no mal; seria perpétua, se perpétua fosse a obstinação; dura pouco, se pronto é o arrependimento.

“Desde que o culpado clame por misericórdia, Deus o ouve e lhe concede a esperança. Mas, não basta o simples pesar do mal causado; é necessária a reparação, pelo que o culpado se vê submetido a novas provas em que pode, sempre por sua livre vontade, praticar o bem, reparando o mal que haja feito.

“O homem é, assim, constantemente, o árbitro de sua própria sorte; pertence-lhe abreviar ou prolongar indefinidamente o seu suplício; a sua felicidade ou a sua desgraça dependem da vontade que tenha de praticar o bem.”

Tal a lei, lei imutável e em conformidade com a bondade e a justiça de Deus.
Assim, o Espírito culpado e infeliz pode sempre salvar-se a si mesmo: a lei de Deus estabelece a condição em que se lhe torna possível fazê-lo. O que as mais das vezes lhe falta é a vontade, a força, a coragem. Se, por nossas preces, lhe inspiramos essa vontade, se o amparamos e animamos; se, pelos nossos conselhos, lhe damos as luzes de que carece, em lugar de pedirmos a Deus que derrogue a sua lei, tornamo-nos instrumentos da execução de outra lei, também sua, a de amor e de caridade, execução em que, desse modo, ele nos permite participar, dando nós mesmos, com isso, uma prova de caridade.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVII, itens 20 e 21.)

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A dádiva de viver


Por vezes, você caminha pela vida com o olhar voltado para o chão, pensamento em desalinho, como quem perdeu o contato com sua origem Divina.

Olha, mas não vê... Escuta, mas não ouve. Toca, mas não sente...

Perdido na névoa densa, que envolve os próprios passos, não percebe que o dia o saúda e convida a seguir com alegria, com disposição, com olhar voltado para o horizonte infinito, que lhe acena com o perfume da esperança.

Considere que seu caminhar não é solitário e suas dores e angústias não passam despercebidas diante dos olhos atentos do Criador, que lhe concede a dádiva de viver.
Sua vida na Terra tem um propósito único, um plano de felicidade elaborado especialmente para você.

Por isso, não deixe que as nuvens das ilusões e de revoltas infundadas contra as leis da vida tornem seu caminhar denso e lhe toldem a visão do que é belo e nobre.
Siga adiante refletindo na oportunidade milagrosa que é o seu viver.

Inspire profundamente e medite na alegria de estar vivo, coração pulsante, sangue correndo pelas veias e você, vivo, atuante, compartilhando deste momento do mundo, único, exclusivo. E você faz parte dele.
Sinta quão delicioso é o aroma do amanhecer, o cheiro da grama, da terra após a chuva, do calor do sol sobre a sua cabeça ou da chuva a rolar sobre sua face.
Sinta o imenso prazer de estar vivo, de respirar. Respire forte e intensamente, oxigenando as idéias, o corpo, a alma.
Sinta o gosto pela vida. Detenha-se a apreciar as pequeninas coisas que dão sentido à vida.

Aquela flor miúda que, em meio à urze sobrevive linda, perfumosa, a brilhar como se fosse grande.

Sinta-se vivo ao apreciar o voo da borboleta ou do pássaro à sua frente.

Escute os barulhos da natureza, a água a escorrer no riacho ou simplesmente aprecie o céu, com suas nuvens a formar desenhos engraçados, fazendo e desfazendo-se sob seus olhos.

Quão maravilhosa é a vida!
Mas, se o céu estiver escuro e você não puder olhá-lo, detenha-se no micro- universo, olhe o chão.
Quanta vida há no chão...
Minúsculos seres caminhando na terra, na grama...
A formiga na sua luta diária pela sobrevivência...

A aranha, a tecer sua teia caprichosamente e tantas coisas para ver, ouvir, sentir, cheirar, para fazer você sentir-se vivo.
Observar a natureza é pequeno exercício diário que fará você relaxar, esquecer por instantes as provas, ora rudes, ora amenas, que a vida nos impõe.

Somos caminhantes da estrada da reencarnação somando, a cada dia, virtudes às nossas vidas ainda medíocres mas que se tornarão luminosas e brilhantes.

Aprenda a dar valor à dádiva da vida. Isso fará o seu dia se tornar mais leve e, em silêncio, sem palavras, sem pensamentos de revolta, você terá tido um momento de louvor a Deus.

Aprenda a silenciar o íntimo agitado e a beneficiar-se das belezas do mundo que Deus lhe oferece.

A sabedoria hindu aprecia, na natureza, o que Deus desejou para ela: que fosse aliada do homem no seu progresso, oferecendo o alimento, dando-lhe os meios de defender-se das intempéries.

E, sobretudo, sendo o seu colírio diário suavizando as aflições da vida.
Pense nisso, e aprenda a dar graças pela dádiva de viver.
🌷🕊️🌷
Redação do Momento Espírita, com base em mensagem
do Espírito Stephano, psicografia de Marie-Chantal Dufour Eisenbach,
na Sociedade Espírita Renovação, em junho de 2005.
FORMATAÇÃO E PESQUISA: MILTER – 14/06/2020

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Alerta



(...)

— Ninguém fica neutro em suas escolhas na vida, é o que eu quero dizer; não existem espaços desocupados – onde o bem não está, o mal comparece; onde não há claridade, impera a escuridão... 

É meu dever alertá-los de que, talvez, mais tarde, vocês venham a se arrepender. 

Os problemas dos quais fugimos simplesmente se transfiguram e nos esperam mais adiante. 

Às vezes, não somos capazes de reconhecer que Deus nos envia o remédio antes da enfermidade e, então, quando a doença surge, ele se instala com toda a malignidade.
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Livro: Obsessão e Cura
Carlos A. Baccelli, 
pelo Espírito Inácio Ferreira
Casa Editora Espírita Pierre-Paul Didier.
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MENSAGEM DO ESE:

A piedade

A piedade é a virtude que mais vos aproxima dos anjos; é a irmã da caridade, que vos conduz a Deus. 

Ah! deixai que o vosso coração se enterneça ante o espetáculo das misérias e dos sofrimentos dos vossos semelhantes. 

Vossas lágrimas são um bálsamo que lhes derramais nas feridas e, quando, por bondosa simpatia, chegais a lhes proporcionar a esperança e a resignação, que encanto não experimentais! 

Tem um certo amargor, é certo, esse encanto, porque nasce ao lado da desgraça; mas, não tendo o sabor acre dos gozos mundanos, também não traz as pungentes decepções do vazio que estes últimos deixam após si. 

Envolve-o penetrante suavidade que enche de jubilo a alma. 

A piedade, a piedade bem sentida é amor; amor é devotamento; devotamento é o olvido de si mesmo e esse olvido, essa abnegação em favor dos desgraçados, é a virtude por excelência, a que em toda a sua vida praticou o divino Messias e ensinou na sua doutrina tão santa e tão sublime.

Quando esta doutrina for restabelecida na sua pureza primitiva, quando todos os povos se lhe submeterem, ela tornará feliz a Terra, fazendo que reinem aí a concórdia, a paz e o amor.

O sentimento mais apropriado a fazer que progridais, domando em vós o egoísmo e o orgulho, aquele que dispõe vossa alma à humildade, à beneficência e ao amor do próximo, é a piedade! piedade que vos comove até às entranhas à vista dos sofrimentos de vossos irmãos, que vos impele a lhes estender a mão para socorrê-los e vos arranca lágrimas de simpatia.

 Nunca, portanto, abafeis nos vossos corações essas emoções celestes; não procedais como esses egoístas endurecidos que se afastam dos aflitos, porque o espetáculo de suas misérias lhes perturbaria por instantes a existência álacre. Temei conservar-vos indiferentes, quando puderdes ser úteis. 

A tranqüilidade comprada à custa de uma indiferença culposa é a tranqüilidade do mar Morto, no fundo de cujas águas se escondem a vasa fétida e a corrupção.

Quão longe, no entanto, se acha a piedade de causar o distúrbio e o aborrecimento de que se arreceia o egoísta! 

Sem dúvida, ao contacto da desgraça de outrem, a alma, voltando-se para si mesma, experimenta um confrangimento natural e profundo, que põe em vibração todo o ser e o abala penosamente. 

Grande, porém, é a compensação, quando chegais a dar coragem e esperança a um irmão infeliz que se enternece ao aperto de uma mão amiga e cujo olhar, úmido, por vezes, de emoção e de reconhecimento, para vós se dirige docemente, antes de se fixar no Céu em agradecimento por lhe ter enviado um consolador, um amparo. 

A piedade é o melancólico, nas celeste precursor da caridade, primeira das virtudes que a tem por irmã e cujos benefícios ela prepara e enobrece.

— Miguel. (Bordéus, 1862)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 17.)

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Bombeiros de Deus


Temos diversas formas de auxiliar:

suprimir a penúria;


estender a beneficência;


criar a generosidade;


consolar o sofrimento.


Existe, porém, uma delas ao alcance de todos e que pode ser largamente exercida em qualquer lugar: o donativo da calma nos momentos atribulados da vida.

Recorda os bens espirituais que consegues distribuir e não marginalizes semelhante recurso.

Diante de reclamações e críticas, usa a tolerância que estabeleça a harmonia possível entre acusados e acusadores; recebendo injúrias e ofensas, silencia e esquece os desequilíbrios de que por ventura te fizeste vítima, sustando calamidades da delinqüência; perante a agressividade exagerada de alguém, guarda a serenidade que balsamize corações e pacifique ambientes; encontrando veículos de discórdia, emprega o entendimento que afaste choques e conflitos capazes de suscitar azedume e perturbação.

Em qualquer lance difícil da existência, dispões da possibilidade de atuar beneficamente com os recursos da bondade e da compreensão que entretecem a garantia da paz.

Lembra a faísca lançada impensadamente quando se transforma em fogo descontrolado e devorador.

Qualquer criatura, quando se mostre agindo sem noção de responsabilidade, pode gerar incêndios lamentáveis, destruindo os mais altos valores da vida.

Por isso mesmo, onde estivermos, sejamos nós os bombeiros de Deus.

🌷🌼🌷
Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Caminhos de Volta