quinta-feira, 19 de maio de 2022

Situações extremadas



Sob os maiores reveses, mantém a tua confiança inabalável.

A prova, quando se agiganta, está prestes a findar. O zênite da dor é o seu próprio nadir. O agravo da dificuldade requisita imediata solução.

O desespero no auge é prenúncio de paz. Tudo que ultrapassa o limite tende, naturalmente, ao ponto de equilíbrio.

Situações extremadas não se sustentam.

Por mais profundo, o abismo é o berço da planície. Quando a noite mais se adensa, o dia começa a brilhar.

A tristeza antecede a alegria.

A queda dá ensejo a uma nova caminhada.

A luta do espírito não termina sem vitória.

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Irmão José
Carlos Baccelli
Obra: Dias Melhores
🌼🌿🌼

19 de maio

Deixe o ontem para trás e não perca mais tempo se lamentando dos erros e falhas que possam ter atrapalhado o seu dia; eles já são o passado. 

Agradeça por este novo dia, um dia ainda sem nenhuma marca.

 Ele ainda está puro e glorioso e só depende de você mantê-lo assim. 

Depende de você ir em frente com absoluta fé e confiança que este vai ser um ótimo dia, um dia perfeito: tudo vai correr bem e suavemente.

 Você só encontrará pessoas alegres e agradáveis e nenhuma ideia negativa ou desagradável chegará até sua consciência. 

Neste começo de dia, tudo vai indo muito bem. 

Tudo é perfeito e você vai mantê-lo assim com a Minha ajuda e orientação, conservando-se constantemente consciente de Mim e da Minha divina presença e esperando por Mim na quietude e confiança.
🌼🌿🌼
Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
🌼🌿🌼




🌼🌿🌼

MENSAGEM DO ESE:

A verdadeira propriedade

O homem só possui em plena propriedade aquilo que lhe é dado levar deste mundo. Do que encontra ao chegar e deixa ao partir goza ele enquanto aqui permanece. Forçado, porém, que é a abandonar tudo isso, não tem das suas riquezas a posse real, mas, simplesmente, o usufruto. Que é então o que ele possui? Nada do que é de uso do corpo; tudo o que é de uso da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais. Isso o que ele traz e leva consigo, o que ninguém lhe pode arrebatar, o que lhe será de muito mais utilidade no outro mundo do que neste. Depende dele ser mais rico ao partir do que ao chegar, visto como, do que tiver adquirido em bem, resultará a sua posição futura. Quando alguém vai a um país distante, constitui a sua bagagem de objetos utilizáveis nesse país; não se preocupa com os que ali lhe seriam inúteis. Procedei do mesmo modo com relação à vida futura; aprovisionai-vos de tudo o de que lá vos possais servir.

Ao viajante que chega a um albergue, bom alojamento é dado, se o pode pagar. A outro, de parcos recursos, toca um menos agradável. Quanto ao que nada tenha de seu, vai dormir numa enxerga. O mesmo sucede ao homem, a sua chegada no mundo dos Espíritos: depende dos seus haveres o lugar para onde vá. Não será, todavia, com o seu ouro que ele o pagará. Ninguém lhe perguntará: 

Quanto tinhas na Terra? Que posição ocupavas? Eras príncipe ou operário? Perguntar-lhe-ão: Que trazes contigo? Não se lhe avaliarão os bens, nem os títulos, mas a soma das virtudes que possua. Ora, sob esse aspecto, pode o operário ser mais rico do que o príncipe. Em vão alegará que antes de partir da Terra pagou a peso de ouro a sua entrada no outro mundo.

 Responder-lhe-ão: Os lugares aqui não se compram: conquistam-se por meio da prática do bem. Com a moeda terrestre, hás podido comprar campos, casas, palácios; aqui, tudo se paga com as qualidades da alma. És rico dessas qualidades? Sê bem-vindo e vai para um dos lugares da primeira categoria, onde te esperam todas as venturas. És pobre delas? Vai para um dos da última, onde serás tratado de acordo com os teus haveres. 

— Pascal. (Genebra, 1860.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVI, item 9.)

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Aguarda o Tempo


Aconteceu, talvez, o que não esperavas.

O lado contra te ironiza.

O sentimento ferido te aborrece.

Entretanto, reflete nas bênçãos que a Divina Providência já te concedeu e procura sorrir.

Não te indisponhas com ninguém.

Continua trabalhando e servindo em paz.

Aguarda o tempo, na certeza de que pelas circunstâncias da vida, nas páginas do tempo, é que se manifesta, mais claramente, a voz de Deus.

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Emmanuel
Chico Xavier 
Obra: Livro de respostas
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NA SUBIDA CRISTÃ


Filipe, o velho pescador fiel ao profeta Nazareno, meditando bastas vezes na grandeza do Evangelho, punha-se a monologar para dentro da própria alma.

A Boa-Nova dizia consigo mesmo era indiscutivelmente um monte divino, alto demais, porém, considerando-se as vulgaridades da existência comum. O Mestre era, sem duvida, o Embaixador do Céu. Entretanto, os princípios de que era portador mostravam-se transcendentes em demasia. Como enfrentar as dificuldades e resolvê-las? Ele, que acompanhava o Senhor, passo a passo, atravessava obstáculos imensos, de modo a segui-Lo com fidelidade e pureza. Momentos surgiam em que, de súbito, via esfaceladas as promessas de melhoria íntima que formulava a si próprio. É quase impraticável a ascensão evangélica. Os ideais, as esperanças e objetivos do Salvador permaneciam excessivamente longínquos ao seu olhar… Se os óbices da jornada espiritual lhe estorvavam sadios propósitos do coração, que não ocorreria aos homens inscientes da verdade e mais frágeis que ele mesmo?

Em razão disso, de quando em quando interpelava o Amigo Celeste, desfechando-lhe indagações.

Jesus, persuasivo e doce, esclarecia:

Filipe, não te deixes subjugar por semelhantes pensamentos. É indispensável instituir padrões superiores com a revelação dos cimos, inspirando os viajores da viela e estimulando-os, quanto for necessário… Se não descerrarmos a beleza do píncaro, como educar o espírito que rasteja no pântano?

Não menosprezes, impensadamente, a claridade que refulge, além…

Mas, Senhor obtemperava o companheiro sincero , não será mais justo graduar as visões? O amor que pleiteamos é universal e infinito. A maioria das criaturas, porém, sofre estreiteza e incompreensão. Muitos homens chegam a odiar e perseguir como se praticassem excelentes virtudes. Filósofos existem que consomem a vida e o tempo entronizando os que sabem tiranizar. É razoável, portanto, diminuir a luz da revelação, para que se não ofusque o entendimento do povo. No transcurso do tempo, nossos continuadores se encarregariam de mais amplas informações…

O Cristo sorria, benevolente, e acrescentava:

Se as idéias redentoras de nossos ensinamentos são focos brilhantes de cima, reconheçam que a mente do mundo está perfeitamente habilitada a compreendê-las e materializá-las. Não é a coroa da montanha que perturba a planície. E se obstáculos aparecem, impedindo-nos a subida, estas dificuldades pertencera a nós mesmos. Uma estrela beneficia sempre, convida ao raciocínio elevado; no entanto, jamais incomoda. Não maldigas, pois a luz, porque todo impedimento na edificação do Reino Celeste está situado em nós mesmos.

O velho irmão penetrava o terreno das longas perquirições interiores e concluía, afirmando:

Senhor, como eu desejava compreender claro tudo isto!

Silenciava Jesus na habitual meditação.

Certo dia, ambos se preparavam para alcançar os cimos do Hermon, em jornada comprida e laboriosa, quando o apóstolo, ainda em baixa altitude, se pôs a admirar, deslumbrado, os resplendores que fluíam da cordilheira.

Terminara o lençol verdoengo e florido.

Atacaram a marcha no carreiro íngreme.

Agora, era a paisagem ressequida e nua.

Pequeninos seixos pontiagudos recheavam o caminho.

Não obstante subirem devagar, Filipe, de momento a momento, rogava pausa e, suarento e inquieto, sentava-se à margem, a fim de alijar pedras minúsculas que, sorrateiras, lhe penetravam as sandálias. Gastava tempo e paciência para localizá-las entre os dedos feridos. Dezenas de vezes, pararam, de súbito, repetindo Filipe a operação e, ao conquistarem as eminências da serra, banhados de sol, na prodigiosa visão da natureza em torno, o Mestre, que sempre se valia das observações diretas para fixar as lições, explicou-lhe, brandamente:

Como reconheces, Filipe, não foi a claridade do alto que nos dificultou a marcha e, sim, a pedrinha modesta do chão. O dia radioso nunca fez mal entretanto, muitas vezes, as questões pequeninas do mundo interrompem a viagem dos homens para Deus, Nosso Pai. Quase sempre, a fim de prosseguirmos na direção do dever elevado e soberano, nossa alma requisita a cooperação dos outros, tanto quanto os pés necessitam da sandália protetora nestes caminhos escabrosos… Toda dificuldade na ascensão reside nos problemas insignificantes da senda… Assim também, na caminhada humana, as questões mais ínfimas, se conduzidas pela imprudência, podem golpear duramente o coração. Observa o minuto de palestra, a opinião errada, o gesto impensado… Podem converter-se em venenosas pedrinhas que cortam os pés, ameaçando-nos a estabilidade espiritual. Entendes, agora, a importância das bagatelas em nosso esforço diário?

O pescador galileu meneou a cabeça, significativamente, e respondeu, satisfeito:

Sim, Mestre, agora compreendi.

🌼🌿🌼
pelo Espírito Irmão X – Do livro: Luz Acima, Médium: Francisco Cândido Xavier
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quarta-feira, 18 de maio de 2022

Bagatelas



O século é fruto dos dias.

O rio nasce da fonte oculta.

A árvore procede do embrião.

A linha é uma sucessão de pontos minúsculos.

A jornada de cem léguas origina de um passo.

O discurso mais nobre principia numa palavra.

O livro inicia-se com uma letra.

A mais bela sinfonia começa numa nota.

A seda mais delicada é uma congregação de fios.

De bagatelas é constituída a hora do homem.

Todavia, sem que venhamos a executar os pequeninos deveres, quais se fossem grandes, jamais alcançaremos as grandes realizações com a simplicidade que nos deve assinalar o caminho.

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André Luiz
Chico Xavier
Obra: Doutrina e aplicação
💐🌴💐

18 de maio

Faça aos outros o que gostaria que eles lhe fizessem. 

Pense bem nesta lei e aplique-a. Colocando-a em prática você verá todo egoísmo e egocentrismo desaparecerem e seu amor pelos seus semelhantes virá em primeiro lugar. 

Você encontrará a verdadeira liberdade e felicidade quando começar a pensar e a viver pelos outros. 

Neste elevado estado de consciência, nada lhe poderá acontecer de mal, porque a vida pode fluir livremente, sem obstruções. 

Recuse-se a considerar os obstáculos; veja somente as oportunidades. 

Quando errar, corrija-se e aprenda a lição. 

Existe uma resposta para cada problema: procure até encontrá-la. 

Nada será em vão, porque se você realmente se empenhar na busca, certamente achará a resposta, mas lembre-se: não espere que as coisas caiam do céu. 

Eu ajudo aquelas almas que se ajudam a si mesmas.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Mistérios ocultos aos doutos e aos prudentes

Disse, então, Jesus estas palavras: “Graças te rendo, meu Pai, Senhor do céu e da Terra, por haveres ocultado estas coisas aos doutos e aos prudentes e por as teres revelado aos simples e aos pequenos.” (S. MATEUS, cap. XI, v. 25.)

Pode parecer singular que Jesus renda graças a Deus, por haver revelado estas coisas aos simples e aos pequenos, que são os pobres de espírito, e por as ter ocultado aos doutos e aos prudentes, mais aptos, na aparência, a compreendê-las. É que cumpre se entenda que os primeiros são os humildes, são os que se humilham diante de Deus e não se consideram superiores a toda a gente. Os segundos são os orgulhosos, envaidecidos do seu saber mundano, os quais se julgam prudentes porque negam e tratam a Deus de igual para igual, quando não se recusam a admiti-lo, porquanto, na antigüidade, douto era sinônimo de sábio. Por isso é que Deus lhes deixa a pesquisa dos segredos da Terra e revela os do céu aos simples e aos humildes que diante dEle se prostram.

O mesmo se dá hoje com as grandes verdades que o Espiritismo revelou. Alguns incrédulos se admiram de que os Espíritos tão poucos esforços façam para os convencer. A razão está em que estes últimos cuidam preferentemente dos que procuram, de boa fé e com humildade, a luz, do que daqueles que se supõem na posse de toda a luz e imaginam, talvez, que Deus deveria dar-se por muito feliz em atraí-los a si, provando-lhes a sua existência.

O poder de Deus se manifesta nas mais pequeninas coisas, como nas maiores. Ele não põe a luz debaixo do alqueire, por isso que a derrama em ondas por toda a parte, de tal sorte que só cegos não a vêem. A esses não quer Deus abrir à força os olhos, dado que lhes apraz tê-los fechados. A vez deles chegará, mas é preciso que, antes, sintam as angústias das trevas e reconheçam que é a Divindade e não o acaso quem lhes fere o orgulho. Para vencer a incredulidade, Deus emprega os meios mais convenientes, conforme os indivíduos. Não é à incredulidade que compete prescrever-lhe o que deva fazer, nem lhe cabe dizer: “Se me queres convencer, tens de proceder dessa ou daquela maneira, em tal ocasião e não em tal outra, porque essa ocasião é a que mais me convém.”

Não se espantem, pois, os incrédulos de que nem Deus, nem os Espíritos, que são os executores da sua vontade, se lhes submetam às exigências. Inquiram de si mesmos o que diriam, se o último de seus servidores se lembrasse de lhes prescrever fosse o que fosse. Deus impõe condições e não aceita as que lhe queiram impor. Escuta, bondoso, os que a Ele se dirigem humildemente e não os que se julgam mais do que Ele.
Perguntar-se-á: não poderia Deus tocá-los pessoalmente, por meio de manifestações retumbantes, diante das quais se inclinassem os mais obstinados incrédulos? É fora de toda dúvida que o poderia; mas, então, que mérito teriam eles e, ao demais, de que serviria? Não se vêem todos os dias criaturas que não cedem nem à evidência, chegando até a dizer: “Ainda que eu visse, não acreditaria, porque sei que é impossível?” Esses, se se negam assim a reconhecer a verdade, é que ainda não trazem maduro o espírito para compreendê-la, nem o coração para senti-la. O orgulho é a catarata que lhes tolda a visão. De que vale apresentar a luz a um cego? Necessário é que, antes, se lhe destrua a causa do mal. Daí vem que, médico hábil, Deus primeiramente corrige o orgulho. Ele não deixa ao abandono aqueles de seus filhos que se acham perdidos, porquanto sabe que cedo ou tarde os olhos se lhes abrirão.

 Quer, porém, que isso se dê de moto-próprio, quando, vencidos pelos tormentos da incredulidade, eles venham de si mesmos lançar-se-lhe nos braços e pedir-lhe perdão, quais filhos pródigos.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VII, itens 7 a 10.)

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Dentro de ti


Justo busques a felicidade como ideal de vida.

Entretanto, não a procure apenas fora de ti.

Olha para dentro e descobrirás inúmeros fatores que podem te conduzir à plenitude.

Tua inteligência pode construir;

tua generosidade pode reerguer;

tua bondade pode consolar;

tua tolerância pode apaziguar.

Experimenta vitalizar estas virtudes e encontrarás a felicidade porque, quem já aprendeu a construir, reerguer, consolar e apaziguar, aproxima-se naturalmente de Deus.

E, quem segue com Deus, caminha com a felicidade imperecível.

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Scheilla
Clayton Levy
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COMPANHEIROS ALTERADOS


Quantas pessoas te cruzam o caminho, em plenitude de sanidade física, suportando enfermidades espirituais que desconheces? Se conduzidas a exame num laboratório, mostrarão índices perfeitos de equilíbrio orgânico, entretanto, nos recesso do próprio ser, são doentes da alma, em estado grave, reclamando assistência.

Daí nasce o impositivo da serenidade e da tolerância, em observando o comportamento estranho ou registrando determinados conceitos que não esperávamos da atitude ou dos lábios daqueles que convivem conosco.

Esse amigo que se revelava, até ontem, inteiramente ao nosso lado, caminha hoje em direção oposta, ferindo-nos a sensibilidade;

a esposa, dantes compreensiva e leal, distanciou-se psicologicamente de nós, ao toque de afinidades outras que haverá descoberto;

o esposo devotado e fiel terá cedido a convites outros, abandonando-nos a companhia e desamparando os próprios filhos na idade tenra;

esse ou aquele filho ou essa ou aquela filha, depois de crescidos, desprezaram os princípios que nos serviram de alicerces à vida, afastando-se-nos do caminho, conquanto o amor, que nos dediquem, lhes fique inalterável no coração.

Em semelhantes conflitos da alma, é indispensável saber ouvir e suportar, sem reclamações que lhes suscitariam perturbações de resultados imprevisíveis.

Ignoras quais as moléstias da alma de que estarão sendo portadores e, enquanto no corpo físico, não consegues avaliar as forças obsessivas que estarão agindo, por trás de alguém que a suposta normalidade parece favorecer.

Se encontras algum ente amado, em erro manifesto, suporta com paciência o desequilíbrio em andamento e se ouves opiniões contraditórias ou insensatas, não discutas, acirrando animosidade ou separação.

Acalma-te e fala, asserenando o ambiente em que te vês, porque uma só frase de incompreensão ou de azedume, pode ser o fator desencadeante de terrível brecha para a selvageria da delinqüência ou para as calamidades da obsessão.

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pelo Espírito Emmanuel
– Do livro: Inspiração, Médium: Francisco Cândido Xavier.
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terça-feira, 17 de maio de 2022

Palavras e exemplos


 A palavra esclarece.

O exemplo transforma.

Indubitavelmente, na vida pública e na vida particular, há quem espere pela bênção da paz e da alegria, suspirando pelas melhores realizações do espírito.

 Corações tresmalhados na sombra, almas combalidas aos choques da violência…

Muitos se perderam temporariamente nos resvaladouros da vaidade e do orgulho, outros enregelaram o próprio coração ao sopro frio da adversidade.

 Atravessam o mundo, à maneira de torturados duendes da aflição, crendo e descrendo, construindo e destruindo, desorientados e inconsequentes, entre o desequilíbrio e a inquietação a que se renderam.

Rogam caminho de recuperação que lhes assegure o retomo a si mesmos para a edificação da própria tranquilidade.

 Decerto, somos naturalmente induzidos a falar-lhes do que sabemos e do que somos e, nesse sentido, muitas vezes, despendemos precioso tempo, argumentando, esclarecendo, pesquisando, comparando, discutindo…

 Esquecemo-nos de que a escada terrestre se caracteriza por degraus diferentes e de que todo espírito é um mundo por si, com recursos, tendências e movimentos que lhe são próprios.

Daí, quase sempre, a dificuldade para que a nossa intervenção verbalística possa atingir os fins a que nos propomos.

 Lembremo-nos, porém, de que o doente exige remédio, antes do estudo acerca da moléstia que o vergasta e recordemos que o faminto precisa de pão que lhe sacie o estômago, antes do sermão primoroso que se lhe endereça.

 Em suma, não nos despreocupemos da prática, antes da lição palavrosa.

A ovelha transviada não reclama apenas a noção do rumo que lhe compete.

Antes, disso, necessita da devoção afetiva do pastor que a socorre e lhe ensina, pelos próprios passos, a estrada certa.

 Indiscutivelmente não podemos privar os nossos irmãos de Humanidade da herança do Cristo, em suas luminosas advertências, contudo, antes do verbo, ofereçamos aos que nos acompanham no mundo a bússola de nossas próprias experiências.

Falando, sem dúvida, divulgaremos preciosas notícias do Mestre.

Mas, vivendo-lhe os ensinos, através de nossos próprios testemunhos, conduziremos nossos companheiros da Terra, aos caminhos da luz.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Luz e vida
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17 de maio

Cada coisa é parte de um todo e você é parte desse todo. 

Quando você entender e aceitar esse fato, nunca mais você se sentirá separado. 

Você nunca mais poderá se afastar do todo porque é o viver, o colocar em prática, que dá ao todo força e realidade. 

Comece já a viver e colocar em prática tudo o que você tem aprendido e não permita que essas lições continuem apenas como palavras, sem consistência. 

Uma semente não cresce até que tenha sido plantada e cuidada. 

Uma alma não se expande e não encontra sua própria identidade se não se encontrar no ambiente certo, cercada de amor e compreensão. 

Nestas condições, tudo começa a acontecer e as mudanças surgem rapidamente. 

O velho é deixado para trás quando é confrontado com a luminosidade do novo e o crescimento e a expansão da consciência podem acontecer sem nenhuma restrição.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

O homem no mundo

Um sentimento de piedade deve sempre animar o coração dos que se reúnem sob as vistas do Senhor e imploram a assistência dos bons Espíritos. Purificai, pois, os vossos corações; não consintais que neles demore qualquer pensamento mundano ou fútil. Elevai o vosso espírito àqueles por quem chamais, a fim de que, encontrando em vós as necessárias disposições, possam lançar em profusão a semente que é preciso germine em vossas almas e dê frutos de caridade e justiça.

Não julgueis, todavia, que, exortando-vos incessantemente à prece e à evocação mental, pretendamos vivais uma vida mística, que vos conserve fora das leis da sociedade onde estais condenados a viver. Não; vivei com os homens da vossa época, como devem viver os homens. Sacrificai às necessidades, mesmo às frivolidades do dia, mas sacrificai com um sentimento de pureza que as possa santificar.

Sois chamados a estar em contacto com espíritos de naturezas diferentes, de caracteres opostos: não choqueis a nenhum daqueles com quem estiverdes. Sede joviais, sede ditosos, mas seja a vossa jovialidade a que provém de uma consciência limpa, seja a vossa ventura a do herdeiro do Céu que conta os dias que faltam para entrar na posse da sua herança.

Não consiste a virtude em assumirdes severo e lúgubre aspecto, em repelirdes os prazeres que as vossas condições humanas vos permitem. Basta reporteis todos os atos da vossa vida ao Criador que vo-la deu; basta que, quando começardes ou acabardes uma obra, eleveis o pensamento a esse Criador e lhe peçais, num arroubo dalma, ou a sua proteção para que obtenhais êxito, ou a sua bênção para ela, se a concluístes. Em tudo o que fizerdes, remontai à Fonte de todas as coisas, para que nenhuma de vossas ações deixe de ser purificada e santificada pela lembrança de Deus.

A perfeição está toda, como disse o Cristo, na prática da caridade absoluta; mas, os deveres da caridade alcançam todas as posições sociais, desde o menor até o maior. Nenhuma caridade teria a praticar o homem que vivesse insulado. Unicamente no contacto com os seus semelhantes, nas lutas mais árduas é que ele encontra ensejo de praticá-la. Aquele, pois, que se isola priva-se voluntariamente do mais poderoso meio de aperfeiçoar-se; não tendo de pensar senão em si, sua vida é a de um egoísta.

Não imagineis, portanto, que, para viverdes em comunicação constante conosco, para viverdes sob as vistas do Senhor, seja preciso vos cilicieis e cubrais de cinzas. Não, não, ainda uma vez vos dizemos. Ditosos sede, segundo as necessidades da Humanidade; mas, que jamais na vossa felicidade entre um pensamento ou um ato que o possa ofender, ou fazer se vele o semblante dos que vos amam e dirigem. Deus é amor, e aqueles que amam santamente ele os abençoa. 

- Um Espírito Protetor. (Bordéus, 1863.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 10.)

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Oração da felicidade


Senhor,

Permita-me ser feliz, mesmo diante de minha própria ignorância e superando as condições adversas em que renasci.

Deixa-me, enquanto busco sair de meus equívocos, sentir alegria e viver com determinação, confiante na Sua misericórdia.

Consinta-me, enquanto ajudo meu próximo, tão sofredor quanto eu, perceber a vitalidade nas coisas e a grandeza da Vida.

Encoraja-me para que, mesmo na dor ou no sofrimento, na luta diária pela minha subsistência, eu viva com coragem e consciência de minhas limitações, buscando superá-las com harmonia.

Deixa-me levar aos outros a felicidade de que sou portador e a certeza de que minha força vem de nossa íntima e perene ligação.

Conceda-me a ventura de, tanto quanto enxugar a lágrima, também entender o sentimento que a fez surgir, transformando-a no amor que traz a felicidade.

Incentiva-me a alcançar a felicidade possível, disseminando-a por onde passar, a serviço do Seu infinito amor.

Permita-me continuar dono de meu destino, com a capacidade de administrar minha liberdade, a serviço da construção de um mundo melhor.

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Adenáuer Novaes
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Manifestações Espirituais


“Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.” – Paulo. (1ª Epístola aos Coríntios, 12:7.)

Com a revivescência do Cristianismo puro, nos agrupamentos do Espiritismo com Jesus, verifica-se idêntica preocupação às que torturavam os aprendizes dos tempos apostólicos, no que se refere à mediunidade.

A maioria dos trabalhadores na evangelização inquieta-se pelo desenvolvimento imediato de faculdades incipientes.

Em determinados centros de serviço, exigem-se realizações superiores às possibilidades de que dispõem; em outros, sonha-se com fenômenos de grande alcance.

O problema, no entanto, não se resume a aquisições de exterior.

Enriqueça o homem a própria iluminação íntima, intensifique o poder espiritual, através do conhecimento e do amor, e entrará na posse de tesouros eternos, de modo natural.

Muitos aprendizes desejariam ser grandes videntes ou admiráveis reveladores, embalados na perspectiva de superioridade, mas não se abalançam nem mesmo a meditar no suor da conquista sublime.

Inclinam-se aos proventos, mas não cogitam do esforço. Nesse sentido, é interessante recordar que Simão Pedro, cujo espírito se sentia tão bem com o Mestre glorioso no Tabor, não suportou as angústias do Amigo flagelado no Calvário.

É justo que os discípulos pretendam o engrandecimento espiritual, todavia, quem possua faculdade humilde não a despreze porque o irmão mais próximo seja detentor de qualidades mais expressivas. Trabalhe cada um com o material que lhe foi confiado, convicto de que o Supremo Senhor não atende, no problema de manifestações espirituais, conforme o capricho humano, mas, sim, de acordo com a utilidade geral.

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EMMANUEL
(do livro “Pão Nosso” – psic. Chico Xavier)
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segunda-feira, 16 de maio de 2022

Antevidência Divina



 Observe as lições silenciosas que o seu próprio corpo lhe administra, revelando a Antevidência Divina.

 Não siga desacautelado.

Seus pés não se apoiam à terra à feição de simples esteios com vontade própria…


Respeite as faculdades genéticas.

Não é por acaso que os órgãos sexuais apenas funcionam sob a sanção do pensamento…


 Coma moderadamente.

Seu estômago não é um só devido à falta de espaço no ventre…


 Eduque as manifestações emotivas.

Não é à-toa que o motor de seu coração vive durante a existência inteira vibrando oculto na caixa do peito…


 Trabalhe sempre.

Suas mãos não se encontram desfrutando ampla liberdade de ação, na ponta dos braços, por meros enfeites…


Fale com parcimônia.

Sua língua não vive enclausurada no cárcere da boca por ser feia…


 Escute atenciosamente.

Seus ouvidos não existem quais janelas incapazes de vedamento por descuido do Construtor Celeste…


 Veja mais além.

Seus olhos não estão elevados sobre a face somente por olharem para baixo…


 Discirna tudo.

Sua mente não trabalha como torre de comando de todo o corpo tão só para coroar-lhe a estética…


Atenda à consciência.

Se ela não surge visível em seu organismo é para não ter a voz selável…


 Lembre-se, o seu corpo assinala a Excelsa Sabedoria e o Amor Ilimitado d’Aquele que é a Inteligência Suprema e a Causa Incriada de Tudo.

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André Luiz
(Psicografia de Waldo Vieira)
Obra: Ideal espírita
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16 de maio

Que as palavras que saem de sua boca e as meditações que saem do seu coração sejam sempre aceitáveis para Mim. 

É melhor ficar quieto e não dizer nada do que permitir que palavras impensadas sejam ditas, palavras das quais você possa se arrepender depois. 

Falar demais pode causar dor e sofrimento, aprenda a controlar sua língua e conte até dez antes de falar. 

Palavras impensadas podem ferir num segundo, mas leva muito tempo para uma mágoa cicatrizar. 

Quando você aprender a fazer tudo por Mim e pela Minha honra e glória, você não cometerá erros.

 Se você observar pacientemente, encontrará em cada alma a faísca divina; você a abanará até que ela vire uma chama, nunca tentando apagá-la com sua crítica, intolerância ou falta de compreensão. 

Você entenderá que para Mim todas as almas são iguais.
🍃🌷🍃
Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
🍃🌷🍃



🍃🌷🍃 

MENSAGEM DO ESE:

Parábola do semeador

Naquele mesmo dia, tendo saído de casa, Jesus sentou-se à borda do mar; — em torno dele logo reuniu-se grande multidão de gente; pelo que entrou numa barca, onde sentou-se, permanecendo na margem todo o povo. — Disse então muitas coisas por parábolas, falando-lhes assim:

Aquele que semeia saiu a semear; — e, semeando, uma parte da semente caiu ao longo do caminho e os pássaros do céu vieram e a comeram. — Outra parte caiu em lugares pedregosos onde não havia muita terra; as sementes logo brotaram, porque carecia de profundidade a terra onde haviam caído. — Mas, levantando-se, o sol as queimou e, como não tinham raízes, secaram. — Outra parte caiu entre espinheiros e estes, crescendo, as abafaram. Outra, finalmente, caiu em terra boa e produziu frutos, dando algumas sementes cem por um, outras sessenta e outras trinta. — Ouça quem tem ouvidos de ouvir. (S. MATEUS, cap. XIII, vv. 1 a 9.)

Escutai, pois, vós outros a parábola do semeador. — Quem quer que escuta a palavra do reino e não lhe dá atenção, vem o espírito maligno e tira o que lhe fora semeado no coração. Esse é o que recebeu a semente ao longo do caminho. — Aquele que recebe a semente em meio das pedras é o que escuta a palavra e que a recebe com alegria no primeiro momento. — Mas, não tendo nele raízes, dura apenas algum tempo. Em sobrevindo reveses e perseguições por causa da palavra, tira ele daí motivo de escândalo e de queda. — Aquele que recebe a semente entre espinheiros é o que ouve a palavra; mas, em quem, logo, os cuidados deste século e a ilusão das riquezas abafam aquela palavra e a tornam infrutífera. — Aquele, porém, que recebe a semente em boa terra é o que escuta a palavra, que lhe presta atenção e em quem ela produz frutos, dando cem ou sessenta, ou trinta por um. (S. MATEUS, cap. XIII, vv. 18 a 23.)

A parábola do semeador exprime perfeitamente os matizes existentes na maneira de serem utilizados os ensinos do Evangelho. Quantas pessoas há, com efeito, para as quais não passa ele de letra morta e que, como a semente caída sobre pedregulhos, nenhum fruto dá!

Não menos justa aplicação encontra ela nas diferentes categorias espíritas. Não se acham simbolizados nela os que apenas atentam nos fenômenos materiais e nenhuma conseqüência tiram deles, porque neles mais não vêem do que fatos curiosos? Os que apenas se preocupam com o lado brilhante das comunicações dos Espíritos, pelas quais só se interessam quando lhes satisfazem à imaginação, e que, depois de as terem ouvido, se conservam tão frios e indiferentes quanto eram? Os que reconhecem muito bons os conselhos e os admiram, mas para serem aplicados aos outros e não a si próprios? Aqueles, finalmente, para os quais essas instruções são como a semente que cai em terra boa e dá frutos?

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, itens 5 e 6.)

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Aguarda o Tempo


Aconteceu talvez o que não esperavas.

O lado contra te ironiza.

O sentimento ferido te aborrece.

Entretanto, reflete nas bênçãos que a Divina Providência já te concedeu e procura sorrir.

Não te indisponha com ninguém.

Continua trabalhando e servindo em paz.

Aguarda o tempo, na certeza de que pelas circunstâncias da vida, nas páginas do tempo, é que se manifesta, mais claramente a voz de Deus.
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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Livro de respostas
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Entender os outros


O autoconhecimento dá à criatura sabedoria suficiente para que saiba julgar a si própria - pré-requisito para poder entender os outros. Por isso, Kardec, o sistematizador dos ensinos espíritas, assevera: "Há infelizmente muita gente que toma a sua própria opinião por medida exclusiva do bem e do mal, do verdadeiro e do falso. Tudo o que contradiz a sua maneira de ver, as suas ideias, o sistema que inventaram ou adotaram é mau aos seus olhos."

Existem pessoas que fecham por completo a mente à realidade. Outras, bloqueiam parte dela, reduzindo-a ao tamanho que julgam poder controlar.

O autoconhecimento é gradativo e deve ser exercitado ao longo de toda a nossa existência. Muitas vezes, se torna um processo doloroso. Outras, é uma estrada repleta de paz e alegria. Mas, de qualquer forma, ele é indispensável para que se efetive a evolução espiritual.

(...)

Não podemos esconder nem desconsiderar nosso mundo íntimo, tentando fugir da realidade. Antes de tudo, devemos aprender a julgar a nós mesmos, avaliando e percebendo com lucidez a vida fora e dentro de nós. Em verdade, o autoconhecimento e o autojulgamento andam de mãos dadas. Um está conectado com o outro. Não podemos tocar numa unidade interior sem afetarmos o conjunto psicológico. Quando valorizamos em demasia o mundo exterior, não ouvimos nosso mundo interior.

(...)

Se desejamos julgar com exatidão e justeza, emancipemos a alma dos grilhões escuros do "ego", começando assim a adquirir a ciência do autoconhecimento, a fim de apreciar o mérito, determinar o valor e estimar a importância de tudo aquilo que nos chega às mãos.

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Livro: A Imensidão dos Sentidos
Francisco do Espírito Santo Neto, pelo Espírito Hammed
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domingo, 15 de maio de 2022

Basta lembrar


Se estás na fé cristã e esperas tão-somente:

 caminhos sem problemas,

 paz sem obrigações, 

dias de céu sempre azul,

vantagens sem trabalho, 

conquistas sem suor, 

direitos sem deveres, 

apoio sem serviço e vida sem provações, 

lembra-te de Jesus.

🌱🥀🌱
 EMMANUEL
Chico Xavier
Obra: “Material de Construção” 
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15 de maio 

Tenha fé em si mesmo e na sua capacidade de fazer as coisas com a Minha ajuda. 

Então tudo que você se propuser a fazer será feito com perfeição e alegria. 

A vida é para ser aproveitada e não deve ser carregada como um fardo pesado que faz você se encurvar e arrastar os pés. 

Você pode ter grandes responsabilidades, mas não é preciso se curvar sob seu peso. 

Quando sua atitude em relação a elas é positiva, você as cumpre com alegria e com a certeza que pode levá-las a cabo sozinho. 

Porque EU ESTOU aqui e você pode compartilhar tudo coMigo. 

Você nunca está só.

 Quanto mais cedo você entender e aceitar isso, mais cedo sua atitude mudará em relação às suas obrigações e mais cedo você será capaz de se ajustar a cada situação e se divertir com ela.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Da prece pelos mortos e pelos Espíritos sofredores (II)

Há nesse modo de raciocinar – de que Deus não pode mudar suas decisões a pedido das criaturas – uma aplicação falsa do princípio da imutabilidade da lei divina, ou melhor, ignorância da lei, no que concerne à penalidade futura. Essa lei revelam-na hoje os Espíritos do Senhor, quando o homem se tornou suficientemente maduro para compreender o que, na fé, é conforme ou contrário aos atributos divinos.

Segundo o dogma da eternidade
 absoluta das penas, não se levam em conta ao culpado os remorsos, nem o arrependimento. É-lhe inútil todo desejo de melhorar-se: está condenado a conservar-se perpetuamente no mal.

 Se a sua condenação foi por determinado tempo, a pena cessará, uma vez expirado esse tempo. Mas, quem poderá afirmar que ele então possua melhores sentimentos? Quem poderá dizer que, a exemplo de muitos condenados da Terra, ao sair da prisão, ele não seja tão mau quanto antes? No primeiro caso, seria manter na dor do castigo um homem que volveu ao bem; no segundo, seria agraciar a um que continua culpado. A lei de Deus é mais previdente. Sempre justa, eqüitativa e misericordiosa, não estabelece para a pena, qualquer que esta seja, duração alguma. Ela se resume assim:

“O homem sofre sempre a conseqüência de suas faltas; não há uma só infração à lei de Deus que fique sem a correspondente punição.

“A severidade do castigo é proporcionada à gravidade da falta.
“Indeterminada é a duração do castigo, para qualquer falta; fica subordinada ao arrependimento do culpado e ao seu retorno a senda do bem; a pena dura tanto quanto a obstinação no mal; seria perpétua, se perpétua fosse a obstinação; dura pouco, se pronto é o arrependimento.

“Desde que o culpado clame por misericórdia, Deus o ouve e lhe concede a esperança. Mas, não basta o simples pesar do mal causado; é necessária a reparação, pelo que o culpado se vê submetido a novas provas em que pode, sempre por sua livre vontade, praticar o bem, reparando o mal que haja feito.

“O homem é, assim, constantemente, o árbitro de sua própria sorte; pertence-lhe abreviar ou prolongar indefinidamente o seu suplício; a sua felicidade ou a sua desgraça dependem da vontade que tenha de praticar o bem.”

Tal a lei, lei imutável e em conformidade com a bondade e a justiça de Deus.

Assim, o Espírito culpado e infeliz pode sempre salvar-se a si mesmo: a lei de Deus estabelece a condição em que se lhe torna possível fazê-lo. O que as mais das vezes lhe falta é a vontade, a força, a coragem. Se, por nossas preces, lhe inspiramos essa vontade, se o amparamos e animamos; se, pelos nossos conselhos, lhe damos as luzes de que carece, em lugar de pedirmos a Deus que derrogue a sua lei, tornamo-nos instrumentos da execução de outra lei, também sua, a de amor e de caridade, execução em que, desse modo, ele nos permite participar, dando nós mesmos, com isso, uma prova de caridade.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVII, itens 20 e 21.)

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VOCÊ MESMO 


Lembre-se de que você mesmo é:

O melhor secretário de sua tarefa.

O mais eficiente propagandista de seus ideais.

A mais clara demonstração de seus princípios.

O mais alto padrão do ensino superior que seu espírito abraça e a mensagem viva das elevadas noções que você transmite aos outros.

Não se esqueça, igualmente, de que:

O maior inimigo de suas realizações mais nobres, a completa ou incompleta negação do idealismo sublime que você apregoa.

A nota discordante da sinfonia do bem que pretende executar.

O arquiteto de suas aflições e o destruidor de suas oportunidades de elevação - é você mesmo.
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André Luiz
Chico Xavier
Obra: Agenda cristã
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Céu com céu 


“Mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consomem, e onde os ladrões não penetram nem roubam.” – Jesus. (Mateus, 6:20.)

Em todas as fileiras cristãs se misturam ambiciosos de recompensa que presumem encontrar, nessa declaração de Jesus, positivo recurso de vingança contra todos aqueles que, pelo trabalho e pelo devotamento, receberam maiores possibilidades na Terra.

O que lhes parece confiança em Deus é ódio disfarçado aos semelhantes.

Por não poderem açambarcar os recursos financeiros à frente dos olhos, lançam pensamentos de critica e rebeldia, aguardando o paraíso para a desforra desejada.

Contudo, não será por entregar o corpo ao laboratório da natureza que a personalidade humana encontrará, automaticamente, os planos da Beleza Resplandecente.

Certo, brilham santuários imperecíveis nas esferas sublimadas, mas é imperioso considerar que, nas regiões imediatas à atividade humana, ainda encontramos imensa cópia de traças e ladrões, nas linhas evolutivas que se estendem além do sepulcro.

Quando o Mestre nos recomendou ajuntássemos tesouros no céu, aconselhava-nos a dilatar os valores do bem, na paz do coração. O homem que adquire fé e conhecimento, virtude e iluminação, nos recessos divinos da consciência, possui o roteiro celeste. 

Quem aplica os princípios redentores que abraça, acaba conquistando essa carta preciosa; e quem trabalha diariamente na prática do bem, vive amontoando riquezas nos Cimos da Vida.

Ninguém se engane, nesse sentido.

Além da Terra, fulgem bênçãos do Senhor nos Páramos Celestiais, entretanto, é necessário possuir luz para percebê-las.

É da Lei que o Divino se identifique com o que seja Divino, porque ninguém contemplará o céu se acolhe o inferno no coração.

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EMMANUEL
(do livro “Pão Nosso” – psic. Chico Xavier)
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