quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Escolha social e profissional



1. — Podemos avaliar as nossas existências passadas, somente através de lutas e provações?

Não te fala o pretérito exclusivamente através das provas que te aguilhoam a vida.


2. — A profissão nos concede oportunidades de reajuste?

Observa as oportunidades de reajuste e aperfeiçoamento, que o mundo te concede na esfera da profissão. A criatura renasce, gravitando para o campo de serviço em que se lhe afinam disposições e tendências.


3. — A que critério obedece a colocação da inteligência no campo profissional?

Cada inteligência é situada no lugar em que possa produzir mais e melhor.


4. — É a fatalidade que faz a pessoa escolher determinada profissão?

Certamente que a situação da personalidade em determinada carreira não obedece à fatalidade. Livre arbítrio no mundo interior comanda sentimentos e ideias, palavras e atos do Espírito, constantemente.


5. — Quando podemos renovar o destino?

Todo dia é tempo de renovar o destino.


6. — Podemos, sem dificuldade, renovar o destino, hoje mesmo?

Na esfera dos deveres comuns, o Espírito granjeia, através de abnegação e serviço espontâneo, valiosos recursos de ação, de modo a refundir, facilmente, os próprios caminhos.


7. — A Lei Divina apresenta meios especiais de proporcionar-nos corrigenda e libertação?

Somos defrontados nas atividades profissionais de hoje com antigos devedores da Lei, chamados a funcionar no trabalho ou nas obras em que eles próprios faliram ontem, com dilatadas possibilidades de obtenção do próprio resgate; quase sempre aqueles mesmos junto dos quais se verificaram nossos próprios delitos ou deserções em existências passadas. Em nosso benefício, a Lei nos faculta empreendimentos e obrigações junto deles, a fim de que possamos pagar débitos ou vencer antipatias e inibições, respirando-lhes o clima e renteando-lhes a presença.


8. — O que fazem frequentemente, hoje, os pensadores que ontem intoxicaram a mente popular?

Pensadores que antigamente corrompiam a mente popular com as depravações de espírito já em vias de autoburilamento, formam agora entre professores laboriosos, aprendendo a ministrar disciplinas, à custa do próprio exemplo.


9. — E os antigos conquistadores militares que praticaram excessos?

Tiranos que não vacilaram em forjar a miséria física e moral dos semelhantes, na exaltação dos princípios subalternos em que se envileciam, voltam, depois das medidas iniciais da própria corrigenda, na condição de administradores capacitados à distribuição de valores e tarefas edificantes.


10. — E os dominadores políticos que dilapidaram a confiança do povo?

Políticos que dilapidaram a confiança do povo, quando já situados nas linhas do reajuste, retornam, no comércio ou na agricultura, com valiosa oportunidade de transpirar no auxílio àquelas mesmas comunidades que deprimiram.


11. — E os guerreiros e soldados?

Guerreiros e soldados que se valiam das armas para assegurarem imunidades aos instintos destruidores, quando internados na regeneração começante, transfiguram-se em mecânicos e operários modeladores, dignificando o metal e a madeira que eles próprios perverteram em outras épocas.


12. — E os carrascos rurais?

Verdugos rurais, agiotas desnaturados, defraudadores da economia pública e mordomos do solo, convertidos em agentes do furto, modificados ao toque do bem, volvem na posição de servidores limitados da gleba, suando de sol a sol, no pagamento das dívidas, a que se empenharam, imprevidentes.


13. — E as mulheres que se ocuparam da maledicência e da intriga?

Mulheres distintas que se ocuparam da maledicência e da intriga, prejudicando a liberdade e o progresso, após reconhecerem os próprios erros, tornam, em regime de transitório cativeiro, ao recinto doméstico, aprisionadas em singelas obrigações, junto de caçarolas e tanques de lavar.


14. — O que significa, enfim, para nós, o trabalho que a Terra nos dá?

Reflete na profissão que desempenhas e encontrarás dentro dela os sinais do teu próprio passado e usando-a, não apenas emteu próprio favor, mas em favor de todos aqueles que se aproximarem de ti, reconhecerás, no trabalho que a Terra te deu, iluminada porta libertadora para o grande futuro.

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Emmanuel
Waldo Vieira
Obra: Leis de amor
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11 de agosto

Você está em harmonia com a vida Você se sente um com as almas à sua volta e em paz?

 Você é parte do caos e da confusão do mundo atual ou sua vida é parte da resposta aos problemas mundiais? 

Não se pode ficar em cima do muro num momento como este.

 Ou você trabalha pela luz ou não; a escolha está em suas mãos. 

Você tem que se decidir se é a Meu favor ou contra Mim. 

Sua fé e sua crença não podem ser mornas ou hesitantes; devem ser totais ou de nada adiantam.

 Eu preciso de você inflamado de amor por Mim, completamente dedicado a Mim e ao Meu trabalho, disposto a cumprir a Minha vontade sem se importar com o custo.

 Eu exijo tudo e somente quando a sua entrega for total você receberá tudo que Eu tenho para lhe dar. 

Nada lhe será recusado e você saberá que tudo que Eu tenho é seu.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE: 

Não julgueis, para não serdes julgados. Atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado

Não julgueis, a fim de não serdes julgados; — porquanto sereis  julgados conforme houverdes julgado os outros; empregar-se-á convosco a mesma medida de que voz tenhais servido para com os outros. (S. MATEUS, cap. VII, vv. 1 e 2.)

Então, os escribas e os fariseus lhe trouxeram uma mulher que fora surpreendida em adultério e, pondo-a de pé no meio do povo, — disseram a Jesus: “Mestre, esta mulher acaba de ser surpreendida em adultério; — ora, Moisés, pela lei, ordena que se lapidem as adúlteras. Qual sobre isso a tua opinião?” — Diziam isto para o tentarem e terem de que o acusar. Jesus, porém, abaixando-se, entrou a escrever na terra com o dedo. — Como continuassem a interrogá-lo, ele se levantou e disse: “Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra.” — Em seguida, abaixando-se de novo, continuou a escrever no chão. — Quanto aos que o interrogavam, esses, ouvindo-o falar daquele modo, se retiraram, um após outro, afastando-se primeiro os velhos. Ficou, pois, Jesus a sós com a mulher, colocada no meio da praça.

Então, levantando-se, perguntou-lhe Jesus: “Mulher, onde estão os que te acusaram? Ninguém te condenou?” — Ela respondeu: “Não, Senhor.” Disse-lhe Jesus: “Também eu não te condenarei. Vai-te e de futuro não tornes a pecar.” (S. JOÃO, cap. VIII, vv. 3 a 11.)
“Atire-lhe a primeira pedra aquele que estiver isento de pecado”, disse Jesus. Essa sentença faz da indulgência um dever para nós outros, porque ninguém há que não necessite, para si próprio, de indulgência. Ela nos ensina que não devemos julgar com mais severidade os outros, do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar em outrem aquilo de que nos absolvemos. Antes de profligarmos a alguém uma falta, vejamos se a mesma censura não nos pode ser feita.

O reproche lançado à conduta de outrem pode obedecer a dois móveis: reprimir o mal, ou desacreditar a pessoa cujos atos se criticam. Não tem escusa nunca este último propósito, porquanto, no caso, então, só há maledicência e maldade. O primeiro pode ser louvável e constitui mesmo, em certas ocasiões, um dever, porque um bem deverá daí resultar, e porque, a não ser assim, jamais, na sociedade, se reprimiria o mal. Não cumpre, aliás, ao homem auxiliar o progresso do seu semelhante? Importa, pois, não se tome em sentido absoluto este princípio: “Não julgueis se não quiserdes ser julgado”, porquanto a letra mata e o espírito vivifica.

Não é possível que Jesus haja proibido se profligue o mal, uma vez que ele próprio nos deu o exemplo, tendo-o feito, até, em termos enérgicos. O que quis significar é que a autoridade para censurar está na razão direta da autoridade moral daquele que censura. Tornar-se alguém culpado daquilo que condena noutrem é abdicar dessa autoridade, é privar-se do direito de repressão. A consciência íntima, ao demais, nega respeito e submissão voluntária àquele que, investido de um poder qualquer, viola as leis e os princípios de cuja aplicação lhe cabe o encargo. Aos olhos de Deus, uma única autoridade legítima existe: a que se apóia no exemplo que dá do bem. É o que, igualmente, ressalta das palavras de Jesus.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, itens 11 a 13.)
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A Serpente Invisível


No campo do serviço cristão, mesmo nos arraiais do Espiritismo Evangélico, tudo é alegria e esperança enquanto há céu azul.

Diante do sol reconfortante e amigo, é doce a expectativa, em torno do futuro, e sob o pálio estrelado da noite tranquila é mais belo sonhar com a vida noutros mundos.

Então, os aprendizes são firmes na confiança e seguros nas promessas.

A natureza se faz o trono de Deus, a expressar-se em prodígios de sabedoria e as criaturas são almas irmãs em demonstrações recíprocas de entendimento e de amor.

Entretanto, quando as nuvens se adensam no horizonte e a tormenta desaba, eis que as disposições do crente se modificam.

A preguiça – serpente invisível a se nos ocultar renitente, nas próprias almas exterioriza-se
de imediato, através de máscaras diversas.

Ante o fascínio da desculpa incondicional às ofensas alheias, paralisa-se-nos o coração, a sugerir em forma de dignidade ferida:

- Impossível esquecer.

À frente do trabalho árduo no socorro às necessidades humanas, nosso próprio espírito enverga a túnica de pretensa humildade confundido:

- Quem sou eu para auxiliar?! ...
Sou um poço de vermes, um vaso de imperfeições!

Perante os difíceis testemunhos de paciência, costumamos exibir suposta superioridade moral e afirmarmos peremptórios:

- Não alcancei a santidade! Agora não posso mais...

Renteando com a luta aflitiva, em favor dos companheiros infelizes, junto aos quais a vida nos pede recapitulação de atitudes e ensinamentos, adotamos imaginária fadiga e gritamos sem razão:

- Fiz o que pude! Que outros agora venham à liça para a cooperação fraternal.

Diante da prestação de serviço urgente ao próximo, habituamo-nos frequentemente a esposar preocupações falsas no tempo e alegamos petulantes:

- Amanhã! Amanhã cuidaremos disso.

Se te interessas realmente pela própria renovação, à luz do Evangelho, anota o momento que voa e não menosprezes o ensejo sublime de ser mais útil.

Recorda que a ociosidade mental é antiga serpente sedutora, asfixiando-nos a vida e somente em lhe olvidando o veneno suave e mortífero, trabalhando e servindo sempre, é que conseguiremos assimilar o ideal da perfeição com Jesus, nosso Mestre e Senhor.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Construção do amor
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Dívida


"Digo-te que não sairás dali, enquanto não pagares o último centavo."
- Lucas, cap.12 - v. 59

Raros são os homens que, realmente, se sentem em dívida de gratidão com a Vida.

Quase todos pensam em dela extrair o máximo e não em algo acrescentar ao seu divino patrimônio.

Vejamos o que, por exemplo, vem ocorrendo com a Terra, que o homem esgota em todos os seus recursos.

Por ambição e descaso, a continuar assim, dentro em pouco, o palacete terrestre estará transformado em ruínas...

Espécies animais se encontram em extinção, córregos e riachos desaparecem, florestas inteiras foram dizimadas, glebas outrora férteis padecem erosão...

A responsabilidade do homem não é somente para com o próximo, mas também para com a casa planetária que habita. Perante a Lei Divina, ele igualmente há de responder pela agressão que vem fazendo à Natureza. E a consciência há de lhe pedir contas por uma única árvore que decepar sem necessidade...

O homem da atualidade vem comprometendo as futuras gerações, esquecido de que ele mesmo, na condição de filho de seu filho, haverá de voltar ao mundo para amargar as consequências de sua incúria.

Do reino mineral à espécie humana, quem desrespeita a Criação em um só dos seres e das coisas criadas por Deus não viverá em paz, enquanto não devolver à economia da Vida o derradeiro centavo que lhe deve.

Talvez seja pela sua falta de reverência à Natureza, a começar do jardim de sua casa, ou do pobre animal abandonado com cuja fome não se importa, ou, ainda, da poluição que, irresponsável, fomenta, é que muita gente não saiba o que é ter paz no coração.

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Inácio Ferreira
Carlos A.Baccelli
Obra: Saúde Mental a Luz do Evangelho
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quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Caso de consciência



Declara-se você, meu amigo, extremamente fatigado na luta pela vitória do bem e acrescenta em sua carta: “Que fazer, irmão X? Não aguento mais injúrias, incompreensões, sarcasmos, críticas… Só penso em retiro, sossego, e, à noite, quando consigo dormir, se sonho, a única coisa de que não me recordo é de uma rede de embalo, que passou a viver em minha memória, incessantemente.

De fato, meu amigo, cansaço é sofrimento e dos maiores; no entanto, já que você nos pede opinião, rogo licença para narrar-lhe ocorrência ligeira no domínio das sombras.

 Denodado legionário de obra salvacionista contou-nos que em tenebroso recanto da Espiritualidade Inferior, quase que numa cópia perfeita de antiga parábola, atribuída a Lutero, reuniu-se graduado empreiteiro do mal com diversos cooperadores. Propunha-se a ouvi-los sobre alguma ideia nova, quanto a vampirizar os amigos encarnados na Terra. Encontro de quadrilheiros, como acontece, aliás, em muitos lugares do Plano Físico.

 Exposto o objetivo da assembleia pelo diretor da crueldade organizada, anotou um dos assessores:

— No mês passado, açulei um cão hidrófobo contra dois seareiros do bem, que estudavam o Evangelho, e consegui que a morte os pusesse fora de ação…

— Trabalho inútil — enunciou o sombrio dirigente —, ambos, a estas horas, estarão, em Espírito, apoiando obras de maior importância, na Terra mesmo. Terão saído da desencarnação com amparo dos Céus.

— Eu — confidenciou o segundo entreteci uma rede de intrigas contra uma senhora, dedicada a Jesus, e tão eficientemente me conduzi, que o marido já a abandonou, arrancando-lhe os filhos…

— Esforço improdutivo — zombou o chefe. — Você nada mais fez que endeusar determinada mulher… Ela acabará vencendo pela abnegação…

— No meu setor — proclamou estranho assalariado da delinquência —, provoquei o ódio gratuito de um louco sobre um seguidor fiel do Cristo, que foi morto, na semana passada, por espessa carga de balas.

— De nada valeu — comunicou o mentor. — A vítima foi guindada à condição de mártir e, fora do corpo terrestre, se dedicará mais intensamente em favor da Humanidade…

 — Quanto a mim — expressou-se outro cooperador —, logrei confundir todo um agrupamento de aprendizes da Boa Nova e, agora, cinco dos melhores elementos jazem afastados pela imposição da calúnia, urdida com segurança…

— Empreendimento frustrado — revidou o comandante —, os injuriados saberão aproveitar a oportunidade, a fim de trabalharem com Jesus, através do exemplo…

Silenciou a pequena junta, algo desencantada, quando um dos auxiliares acentuou com sorriso irônico:

— Chefe, parece mentira o que vou contar, mas, desde muito tempo, percebi que perseguição só serve para promover os perseguidos. Imaginei, assim, que o melhor meio de anular os colaboradores de Jesus é exagerar-lhes as pequeninas depressões e pô-los a dormir. Em seis meses, já coloquei oitenta servidores do Evangelho, fora de ação, em casas de repouso, leitos, redes e acolchoados… A receita não falha. A pessoa experimenta ligeiro abatimento e entro em cena com as nossas velhas hipnoses. O resultado é tiro e queda. Sono que não acaba mais. Desse modo, os melhores dessa gente do Cristo não mais trabalham, nem na Terra, nem nos Céus…

O maioral aplaudiu, freneticamente, o comunicado e dispensou a presença de todos os demais participantes do grupo, a fim de se entender mais profundamente com o sagaz companheiro.

 Como é fácil de anotar, meu amigo, depressão é um problema.

Para rematar, digo a você que, há tempos, eu mesmo, pobre cronista desencarnado há bons trinta e cinco anos, também me senti, certa feita, sob enorme abatimento. Procurei, para logo, um orientador amigo, solicitando conselho. Ele me ouviu carinhosamente, bateu de leve nos meus ombros, e observou, afinal:

— Meu caro, se você sofre algum desgaste nas próprias forças, procure melhorar-se; refazer-se. Guarde, porém, muito cuidado com semelhante assunto. A fadiga existe mesmo, entretanto, é sempre um caso de consciência, porquanto, ao que saibamos, ninguém, até hoje, conseguiu verificar realmente onde termina o cansaço e começa a preguiça.

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Irmão X
Chico Xavier
Obra: Relatos da vida
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10 de agosto

Você quer fazer algo para ajudar a situação do mundo? 

Então examine-se, pois tudo começa com o indivíduo. 

Mudando sua consciência para amor, paz, harmonia e unidade, a consciência do mundo todo também mudará. 

Nem sempre é agradável no começo.

 Você encontrará manchas escuras que precisarão ser esclarecidas em seu interior. 

Você descobrirá que seus motivos nem sempre são os mais elevados e que seus afetos e desafetos são mais pronunciados do que você imaginava.

 Você descobrirá também que você é inclinado a discriminar onde não deveria haver discriminação, porque todos são um para Mim. 

O amor que você sente pelos seus semelhantes não é o que deveria ser.

 Ponha as cartas na mesa e decida-se a começar já a fazer algo a respeito. 

Não existe momento melhor.

 EU ESTOU aqui para ajudá-lo. 

Chame por Mim e deixe que Eu guie cada um de seus passos.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

A parentela corporal e a parentela espiritual

Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo. Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho; ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir.

Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Mas, também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros esses Espíritos, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo, que aí lhes serve de provação. Não são os da consangüinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de idéias, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações. Segue-se que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue. Podem então atrair-se, buscar-se, sentir prazer quando juntos, ao passo que dois irmãos consangüíneos podem repelir-se, conforme se observa todos os dias: problema moral que só o Espiritismo podia resolver pela pluralidade das existências. (Cap. IV, nº 13.)

Há, pois, duas espécies de famílias: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das várias migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e muitas vezes se dissolvem moralmente, já na existência atual. Foi o que Jesus quis tornar compreensível, dizendo de seus discípulos: Aqui estão minha mãe e meus irmãos, isto é, minha família pelos laços do Espírito, pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

A hostilidade que lhe moviam seus irmãos se acha claramente expressa em a narração de São Marcos, que diz terem eles o propósito de se apoderarem do Mestre, sob o pretexto de que este perdera o espírito. Informado da chegada deles, conhecendo os sentimentos que nutriam a seu respeito, era natural que Jesus dissesse, referindo-se a seus discípulos, do ponto de vista espiritual: “Eis aqui meus verdadeiros irmãos.” Embora na companhia daqueles estivesse sua mãe, ele generaliza o ensino que de maneira alguma implica haja pretendido declarar que sua mãe segundo o corpo nada lhe era como Espírito, que só indiferença lhe merecia. Provou suficientemente o contrário em várias outras circunstâncias.
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIV, item 8.)
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POLÍTICA DIVINA


“Eu, porém, entre vós, sou como aquele que serve.” – Jesus. (Lucas, 22:27.)

O discípulo sincero do Evangelho não necessita respirar o clima da política administrativa do mundo para cumprir o ministério que lhe é cometido.

O Governador da Terra, entre nós, para atender aos objetivos da política do amor, representou, antes de tudo, os interesses de Deus junto do coração humano, sem necessidade de portarias e decretos, respeitáveis embora.

Administrou servindo, elevou os demais, humilhando a si mesmo.

Não vestiu o traje do sacerdote, nem a toga do magistrado.

Amou profundamente os semelhantes e, nessa tarefa sublime, testemunhou a sua grandeza celestial.

Que seria das organizações cristãs, se o apostolado que lhes diz respeito estivesse subordinado a reis e ministros, câmaras e parlamentos transitórios?

Se desejas penetrar, efetivamente, o templo da verdade e da fé viva, da paz e do amor, com Jesus, não olvides as plataformas do Evangelho Redentor.

Ama a Deus sobre todas as coisas, com todo o teu coração e entendimento.

Ama o próximo como a ti mesmo.

Cessa o egoísmo da animalidade primitiva.

Faze o bem aos que te fazem mal.

Abençoa os que te perseguem e caluniam.

Ora pela paz dos que te ferem.

Bendize os que te contrariam o coração inclinado ao passado inferior.

Reparte as alegrias de teu espírito e os dons de tua vida com os menos afortunados e mais pobres do caminho.

Dissipa as trevas, fazendo brilhar a tua luz.

Revela o amor que acalma as tempestades do ódio.

Mantém viva a chama da esperança, onde sopra o frio do desalento.

Levanta os caídos.

Sê a muleta benfeitora
dos que se arrastam sob aleijões morais.

Combate a ignorância, acendendo lâmpadas de auxílio fraterno, sem golpes de crítica e sem gritos de condenação.

Ama, compreende e perdoa sempre.

Dependerás, acaso, de decretos humanos para meter mãos à obra?

Lembra-te, meu amigo, de que os administradores do mundo são, na maioria das vezes, veneráveis prepostos da Sabedoria Imortal, amparando os potenciais econômicos, passageiros e perecíveis do mundo; todavia, não te esqueças das recomendações traçadas no Código da Vida Eterna, na execução das quais devemos edificar o Reino Divino, dentro de nós mesmos.

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EMMANUEL
(do livro “Vinha de Luz” – psic. Chico Xavier)
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terça-feira, 9 de agosto de 2022

A quem auxiliar?


Meu caro irmão, Jesus nos fortaleça.

Ainda e sempre, meu amigo, aprendamos a servir aos outros para auxiliar a nós mesmos.

Não te detenhas sobre o exame da chaga, do espinheiro, da cicatriz ou do pântano.

A verdade somente resplandece quando erguida pelas mãos da caridade à maneira de luz divina sobre o pedestal do amor verdadeiro.

Compreendamos e ajudemos.

O rico exige a nossa cooperação por achar-se ameaçado de sombras.

O pobre reclama o nosso concurso fraterno, por encontrar-se à beira da desesperação.

 O velho necessita reconforto e carinho.

 O jovem carece de conselho e bondade.

O mau espera por nosso entendimento e contribuição para fazer-se melhor.

 O bom naturalmente conta com a nossa colaboração de modo e não perder-se sob os charcos da lisonja e da vaidade.

A alegria espera por nossa ajuda, a fim de moderar-se.

 A tristeza clama por nosso auxílio, de modo a transformar-se em conformação.

A ignorância pede compaixão ativa, de maneira a desobscurecer-se e a ciência exige a nossa cooperação para não desmandar-se.

 E nós mesmos, meu irmão, a cada passo, precisamos de tolerância e estímulo, ternura e generosidade.

Por muitos venhamos a avançar na senda do progresso, nunca prescindiremos da gota d’água que nos dessedente, do pão que nos sacie, do lar que nos agasalhe, do amigo que nos compreenda e perdoe.

Que o Cristo seja realmente o Mestre da nossa vida em nosso próprio coração e que na posição de aprendizes d’Ele possamos caminhar para a frente, cada vez mais identificados com o silêncio de Deus e distraídos do barulho dos homens, a fim de que a nossa jornada, em nome do Evangelho, constitua, efetivamente, a sublime sementeira da Luz.

🌼🌱🌼
Arnold Souza
Chico Xavier
Obra: Cartas do Coração
🌼🌱🌼

09 de Agosto

Seja sempre otimista em relação a tudo e a todos, elimine a tristeza e a negatividade. 

Você está rodeado de pessoas maravilhosas e boas coisas, e experiências acontecem em sua vida. 

Concentre-se nelas e agradeça por elas, livrando-se de tudo que é desagradável, triste e difícil. 

É a de agosto sua atitude e seu enfoque das coisas que atraem o melhor ou o pior para você. 

Portanto, se você está culpando as circunstâncias, a vida ou outras pessoas pelas suas desgraças, recolha-se e perceba como você pode mudar sua atitude. 

Mudando, você pouco a pouco sentirá mudanças à sua volta também e perceberá como você é abençoado e como a vida é maravilhosa. 

Que alegria e privilégio é estar vivo, estar onde você está, fazendo o que você está fazendo, rodeado de tantas coisas e pessoas maravilhosas! 

Comece já a procurar por elas. 

Elas estão bem próximas de você, não será preciso ir longe para encontrá-las.
🌼🌱🌼
Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
🌼🌱🌼




 


🌼🌱🌼 

MENSAGEM DO ESE:

Os falsos profetas da erraticidade

Os falsos profetas não se encontram unicamente entre os encarnados. Há-os também, e em muito maior número, entre os Espíritos orgulhosos que, aparentando amor e caridade, semeiam a desunião e retardam a obra de emancipação da Humanidade, lançando-lhe de través seus sistemas absurdos, depois de terem feito que seus médiuns os aceitem. E, para melhor fascinarem aqueles a quem desejam iludir, para darem mais peso às suas teorias, se apropriam sem escrúpulo de nomes que só com muito respeito os homens pronunciam.

São eles que espalham o fermento dos antagonismos entre os grupos, que os impelem a isolarem-se uns dos outros e a olharem-se com prevenção. Isso por si só bastaria para os desmascarar, pois, procedendo assim, são os primeiros a dar o mais formal desmentido às suas pretensões. Cegos, portanto, são os homens que se deixam cair em tão grosseiro embuste.

Mas, há muitos outros meios de serem reconhecidos. Espíritos da categoria em que eles dizem achar-se têm de ser não só muito bons, como também eminentemente racionais. Pois bem: passai-lhes os sistemas pelo crivo da razão e do bom senso e vede o que restará. Convinde, pois, comigo, em que, todas as vezes que um Espírito indica, como remédio aos males da Humanidade ou como meio de conseguir-se a sua transformação, coisas utópicas e impraticáveis, medidas pueris e ridículas; quando formula um sistema que as mais rudimentares noções da Ciência contradizem, não pode ser senão um Espírito ignorante e mentiroso.
Por outro lado, crede que, se nem sempre os indivíduos apreciam a verdade, esta é apreciada sempre pelo bom senso das massas, constituindo isso mais um critério. Se dois princípios se contradizem, achareis a medida do valor intrínseco de ambos, verificando qual dos dois encontra mais ecos e simpatias. Fora, com efeito, ilógico admitir-se que uma doutrina cujo número de adeptos diminua progressivamente seja mais verdadeira do que outra que veja o dos seus em continuo aumento. Querendo que a verdade chegue a todos, Deus não a confina num círculo acanhado: fá-la surgir em diferentes pontos, a fim de que por toda a parte a luz esteja ao lado das trevas.

Repeli sem condescendência todos esses Espíritos que se apresentam como conselheiros exclusivos, pregando a separação e o insulamento. São quase sempre Espíritos vaidosos e medíocres, que procuram impor-se a homens fracos e crédulos, prodigalizando-lhes exagerados louvores, a fim de os fascinar e de tê-los dominados. São, geralmente, Espíritos sequiosos de poder e que, déspotas públicos ou nos lares, quando vivos, ainda querem vitimas para tiranizar depois de terem morrido. Em geral, desconfiai das comunicações que trazem um caráter de misticismo e de singularidade, ou que prescrevem cerimônias e atos extravagantes. Há sempre, nesses casos, motivo legítimo de suspeição.

Estai certos, igualmente, de que quando uma verdade tem de ser revelada aos homens, é, por assim dizer, comunicada instantaneamente a todos os grupos sérios, que dispõem de médiuns também sérios, e não a tais ou quais, com exclusão dos outros. Nenhum médium é perfeito, se está obsidiado; e há manifesta obsessão quando um médium só é apto a receber comunicações de determinado Espírito, por mais alto que este procure colocar-se. Conseguintemente, todo médium e todo grupo que considerem privilégio seu receber as comunicações que obtêm e que, por outro lado, se submetem a práticas que tendem para a superstição, indubitavelmente se acham presas de uma obsessão bem caracterizada, sobretudo quando o Espírito dominador se pavoneia com um nome que todos, encarnados e desencarnados, devem honrar e respeitar e não permitir seja declinado a todo propósito.

É incontestável que, submetendo ao crivo da razão e da lógica todos os dados e todas as comunicações dos Espíritos, fácil se torna rejeitar a absurdidade e o erro. Pode um médium ser fascinado, e iludido um grupo; mas, a verificação severa a que procedam os outros grupos, a ciência adquirida, a alta autoridade moral dos diretores de grupos, as comunicações que os principais médiuns recebam, com um cunho de lógica e de autenticidade dos melhores Espíritos, justiçarão rapidamente esses ditados mentirosos e astuciosos, emanados de uma turba de Espíritos mistificadores ou maus.

🌼🌱🌼
— Erasto, discípulo de São Paulo. (Paris, 1862.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXI, item 10.)
🌼🌱🌼

NÃO QUEIRAS SABER


Crendo-te injustiçado pela Vida, não queiras saber o que fizeste no passado.

Não te arrisques a remexer feridas que ainda não cicatrizaram.

Há grande possibilidade de teres sido em vidas anteriores o que, sob o aspecto negativo, não imaginas que foste.

As tuas mãos, com certeza, mais apedrejaram que abençoaram...

Provavelmente, semeaste mais espinhos do que flores...

Se essa, talvez, ao longo dos milênios, esteja sendo a tua mais proveitosa experiência no corpo, podes deduzir como devem ter sido as demais.

🌼🌱🌼
Irmão José (psic. Carlos Baccelli - do livro "Pai, Perdoa-lhes!")
🌼🌱🌼

DO APRENDIZADO CRISTÃO


Recebe e aplica.
*
Retém e distribui.
*
Auxilia e passa.
*
Serve e desapega-te.
*
Estuda e trabalhar.
*
Ensina e exemplifica.
*
Medite e age.
*
Ama e renuncia.
*
Raciocina e sente.
*
Socorre e segue.
*
Vê e analisa.
*
Observa e seleciona.
*
Confia e esforça-te.
*
Empresta e olvida.
*
Perdoa e esquece.
*
Acolhe e educa.
*
Auxilia e esclarece.
*
Estimula e orienta.
*
Tranquiliza e eleva.
*
Luta e persevera no bem.
*
Ouve e guarda.
*
Fala e edifica.
*
Perdoe e aprende.
*
Experimenta e melhora.
*
Ora e espera.
*
Vigia e ampara.
*
Protege e constrói.
*
Pensa e realiza.
*
Instrui e ilumina.
*
Agradece e aproveita. 

🌼🌱🌼
André Luiz
Chico Xavier
Obra: A verdade responde
🌼🌱🌼

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Mais vale


Mais vale sofrer que gerar o sofrimento, de vez que todos quantos padecem, arremessados à vala da provação pela crueldade dos outros encontram em si mesmos os necessários recursos de reconforto e de reajuste, ao mesmo tempo que os empreiteiros do mal suportarão as lesões mentais que impõem a si mesmos, nos conflitos da consciência.

Mais vale arrastar os constrangimentos do escárnio que se nos atire em rosto que zurzir contra o próximo os látegos da ironia, porque as vítimas da injúria facilmente se apoiam na fé com que renovam as próprias forças, ao passo que os promotores do sarcasmo transportarão consigo o fel e o vinagre com que acidulam os sentimentos alheios.

 Mais vale ser enganado que enganar, no trato da vida, porquanto as pessoas enganadas denotam alma simples e sincera, compreendendo-se que os enganadores andarão embrulhados na sombra a que se empenham toda vez que procurem enevoar a estrada dos semelhantes.

 Mais vale ser criticado em serviço que criticar, de vez que os perseguidos por zombaria ou maledicência no trabalho respeitável a que se afeiçoam estão produzindo o bem que são capazes de realizar, entendendo-se que os censores ficam naturalmente na obrigação de fazer mais e melhor do que aqueles aos quais intentam levianamente reprovar.

Em matéria de decepções e desilusões, sempre que te vejas à frente daqueles que te ludibriam a confiança, lembra-te de Jesus e ora por eles, porque, enquanto os que choram lavam os olhos espirituais para a descoberta de novas trilhas de progresso e renovação, no campo da vida, os que fazem as lágrimas carregarão as correntes invisíveis da culpa, não se sabe até quando.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Paz e renovação
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08 de agosto

Aprendendo a fazer a Minha vontade e a andar nos Meus caminhos, você começará a entender o significado de paz e harmonia interiores. 

Seu coração transbordará de amor, sua compreensão se expandirá e você se tornará mais tolerante e aberto, e você verá claramente que existem muitos caminhos que levam a Mim. 

Você aprenderá a viver e deixar viver, e não sentirá que o seu caminho é o único. 

Você não será mais dogmático, mas continuará a fazer o que sente que é bom para si mesmo com muita calma e segurança. 

Você não mais tentará modificar as outras almas, mas viverá de uma maneira tal que elas vão querer saber o que é que você tem que elas não têm.

 Nunca se esqueça, o exemplo é um professor muito eficaz. 

Se você vive silenciosamente cumprindo a Minha vontade, seu exemplo terá muito mais efeito na humanidade do que se você sair por aí gritando lindas palavras mas não vivendo da maneira que você prega.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

A reencarnação fortalece os laços de família (I)

Os laços de família não sofrem destruição alguma com a reencarnação, como o pensam certas pessoas. Ao contrário, tornam-se mais fortalecidos e apertados. O princípio oposto, sim, os destrói.

No espaço, os Espíritos formam grupos ou famílias entrelaçados pela afeição, pela simpatia e pela semelhança das inclinações. Ditosos por se encontrarem juntos, esses Espíritos se buscam uns aos outros. A encarnação apenas momentaneamente os separa, porquanto, ao regressarem à erraticidade, novamente se reúnem como amigos que voltam de uma viagem. Muitas vezes, até, uns seguem a outros na encarnação, vindo aqui reunir-se numa mesma família, ou num mesmo círculo, a fim de trabalharem juntos pelo seu mútuo adiantamento. Se uns encarnam e outros não, nem por isso deixam de estar unidos pelo pensamento. Os que se conservam livres velam pelos que se acham em cativeiro. Os mais adiantados se esforçam por fazer que os retardatários progridam. Após cada existência, todos têm avançado um passo na senda do aperfeiçoamento. Cada vez menos presos à matéria, mais viva se lhes torna a afeição recíproca, pela razão mesma de que, mais depurada, não tem a perturbá-la o egoísmo, nem as sombras das paixões. Podem, portanto, percorrer, assim, ilimitado número de existências corpóreas, sem que nenhum golpe receba a mútua estima que os liga.

Está bem visto que aqui se trata de afeição real, de alma a alma, única que sobrevive à destruição do corpo, porquanto os seres que neste mundo se unem apenas pelos sentidos nenhum motivo têm para se procurarem no mundo dos Espíritos. Duráveis somente o são as afeições espirituais; as de natureza carnal se extinguem com a causa que lhes deu origem. Ora, semelhante causa não subsiste no mundo dos Espíritos, enquanto a alma existe sempre. No que concerne às pessoas que se unem exclusivamente por motivo de interesse, essas nada realmente são umas para as outras: a morte as separa na Terra e no céu.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. IV, item 18.)
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EFETUANDO AS CONTAS


De quando a quando, põe-te na condição do ofensor.

Com a experiência que possuis, oriunda de outras vidas, não será difícil imaginar-te na delicada situação de quem fere e magoa.

É que, até o seu presente momento evolutivo sobre a Terra, quase todos muito mais ofenderam do que foram ofendidos.

Concluirás, então, que, efetuando as contas, tens muito mais a pagar do que receber.

De que reclamas, pois, se, por mais ofensas recebas, nunca serás ofendido quanto já ofendeste?

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Irmão José (psic. Carlos Baccelli - do livro "Pai, Perdoa-lhes!")
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ACEITE COM RESIGNAÇÃO


Seja em qualquer situação de melindre, esforça-te para aceitá-la, pois tudo tem um propósito para o aprendizado evolutivo, mesmo que entenda e ache que tens razão.

Recue pela razão consciencial de que atraímos situações e pessoas, inconscientemente, vislumbrando o aprendizado de que necessitamos.

Portanto, não perca a oportunidade de aprender e harmonizar-se com tudo e todos.

Pense nisso!

O acaso não existe e, tão pouco Deus escolheu nossas provas.

Fomos nós que as escolhemos previamente antes de aqui chegarmos.

Ele permitiu-nos escolhê-las para não ensejarmos posteriormente, o direito de reclamarmos destas provas.

Recue das provas competitivas com quem quer que seja.

Paz e muita Luz! 

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Roberto Luiz Santos
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domingo, 7 de agosto de 2022

Nem todos os aflitos


A provação é um desafio que poucos suportam, lição que raros aprendem [e tesouro que não se recebe facilmente].

Depois de regulares períodos de paz e ordem, a alma é visitada pela provação que, em nome da Sabedoria Divina, lhe afere os valores e conquistas.

Raros, porém, são aqueles que a recebem dignamente.

O impulsivo, quase sempre, converte-a em [crime ou] falta grave.

O impaciente faz dela a escura paisagem do desespero, onde perde as melhores oportunidades de servir.

O triste desvaloriza-lhe as sugestões e dorme sobre as probabilidades de autossuperação, em longas e pesadas horas de choro e desalento.

O ingrato transforma-a em calhau com que apedreja o nome e o serviço de companheiros e vizinhos.

O indiferente foge-lhe aos avisos como quem escapa impensadamente da orientadora que lhe renovaria os destinos.

O leviano esquece-lhe os ensinamentos e perde o ensejo de elevar-se, por sua influência, a planos mais altos.

O espírito prudente, entretanto, recebe a provação qual o oleiro que encontra no fogo o único recurso para imprimir solidez e beleza ao vaso que o gênio idealiza.

Se a tempestade purifica a atmosfera e se o fel, por vezes, é o exclusivo medicamento da cura, a provação é a porta de acesso ao engrandecimento espiritual.

Só aqueles que a recebem por esmeril renovador conseguem extrair-lhe as preciosidades [divinas].

É por isso que nem todos os aflitos podem ser bem-aventurados,  de vez que, somente aproveitando a dor para a materialização consistente de nossos ideais e de nossos sonhos, é que se nos fará possível encontrar a alegria triunfante do aprimoramento em nós mesmos, a que somos todos chamados pela vida comum, nas lutas de cada dia.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Reconforto
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07 de agosto

Caminhe na luz e não tenha medo de deixar a luz da verdade brilhar sobre você. 

Quando você nada tem a esconder, nada tem de que se envergonhar, você é livre como uma criança para expressar a sua alegria sem inibições.

 Sua alegria é borbulhante e contagiante e se irradia para todos que entram em contato com você. 

A alegria não pode ser ocultada ou contida; ela se revela de mil e uma maneiras: através de um olhar, uma palavra, uma expressão. 

A alegria atrai pessoas, pois todos reagem positivamente a almas alegres e felizes e têm prazer em sua companhia.

 A alegria atrai almas como um ímã, enquanto que tristeza e negatividade as repelem.

 Quando você sabe que está fazendo a coisa certa no lugar certo, você irradia alegria e liberdade.

 Tudo flui suavemente para você e tudo se encaixa bem em sua vida. 

Você atrai somente o melhor para si mesmo sem esforço, porque o bem atrai o bem.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Preces pagas

Disse em seguida a seus discípulos, diante de todo o povo que o escutava: — Precatai-vos dos escribas que se exibem a passear com longas túnicas, que gostam de ser saudados nas praças públicas e de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos festins — que, a pretexto de extensas preces, devoram as casas das viúvas. Essas pessoas receberão condenação mais rigorosa. (S. LUCAS, cap. XX, vv. 45 a 47; S. MARCOS, cap. XII, vv. 38 a 40; S. MATEUS, cap. XXIII, v. 14.)

Disse também Jesus: não façais que vos paguem as vossas preces; não façais como os escribas que, “a pretexto de longas preces, devoram as casas das viuvas”, isto é, abocanham as fortunas. A prece é ato de caridade, é um arroubo do coração. Cobrar alguém que se dirija a Deus por outrem é transformar-se em intermediário assalariado. A prece, então, fica sendo uma fórmula, cujo comprimento se proporciona à soma que custe. Ora, uma de duas: Deus ou mede ou não mede as suas graças pelo número das palavras. Se estas forem necessárias em grande número, por que dizê-las poucas, ou quase nenhumas, por aquele que não pode pagar? É falta de caridade. Se uma só basta, é inútil dizê-las em excesso. Por que então cobrá-las? É prevaricação.

Deus não vende os benefícios que concede. Como, pois, um que não é, sequer, o distribuidor deles, que não pode garantir a sua obtenção, cobraria um pedido que talvez nenhum resultado produza? Não é possível que Deus subordine um ato de demência, de bondade ou de justiça, que da sua misericórdia se solicite, a uma soma em dinheiro. Do contrário, se a soma não fosse paga, ou fosse insuficiente, a justiça, a bondade e a demência de Deus ficariam em suspenso. A razão, o bom senso e a lógica dizem ser impossível que Deus, a perfeição absoluta, delegue a criaturas imperfeitas o direito de estabelecer preço para a sua justiça. A justiça de Deus é como o Sol: existe para todos, para o pobre como para o rico. Pois que se considera imoral traficar com as graças de um soberano da Terra, poder-se-á ter por lícito o comércio com as do soberano do Universo?

Ainda outro inconveniente apresentam as preces pagas: é que aquele que as compra se julga, as mais das vezes, dispensado de orar ele próprio, porquanto se considera quite, desde que deu o seu dinheiro. Sabe-se que os Espíritos se sentem tocados pelo fervor de quem por eles se interessa. Qual pode ser o fervor daquele que comete a terceiro o encargo de por ele orar, mediante paga? Qual o fervor desse terceiro, quando delega o seu mandato a outro, este a outro e assim por diante? Não será isso reduzir a eficácia da prece ao valor de uma moeda em curso?

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVI, itens 3 e 4.)
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Deus Sabe


Há momentos muito difíceis, que parecem insuperáveis, enriquecidos de problemas e dores que se prolongam, intermináveis, ignorados pelos mais próximos afetos, mas que Deus sabe.

Muitas vezes te sentirás à borda de precipícios profundos, em desespero, e por todos abandonado. No entanto, não te encontrarás a sós, porque, no teu suplício, Deus sabe o que te acontece.

Injustiçado, e sob o estigma de calúnias destruidoras, quando, experimentando incomum angústia, estás a ponto de desertar da luta, confia mais um pouco, e espera, porque Deus sabe a razão do que te ocorre.

Vitimado por cruel surpresa do destino, que te impossibilita levar adiante os planos bem formulados, não te rebeles, entregando-te à desesperação, porque Deus sabe que assim é melhor para ti.

Crucificado nas traves ocultas de enfermidade pertinaz, cuja causa ninguém detecta, a fim de minimizar-lhe as conseqüências, ora e aguarda ainda um pouco, porque Deus sabe que ela vem para tua felicidade.

Deus sabe tudo!

Basta que te deixes conduzir por Ele, e sintonizado com a Sua misericórdia e sabedoria, busca realizar o melhor, assinalando o teu caminho com as pegadas de luz, características de quem se entregou a Deus e em Deus progride.

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FRANCO, Divaldo Pereira. Filho de Deus. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL.
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Amar é uma decisão


O sábio recebeu a visita de um homem que dizia já não amar a sua esposa, e que pensava em separar-se.
O sábio ouviu...
Olhou-o nos olhos, disse apenas uma palavra,
e calou-se: Ame-a !

Mas eu já disse: Não sinto nada por ela!!
Ame-a, disse novamente o sábio.
E percebendo o desconforto do homem,
depois de um breve silêncio, o sábio explicou:
Amar é uma decisão, não um sentimento;
amar é dedicação e entrega.

Amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor.
O amor é um exercício de Jardinagem:
arranque o que faz mal, prepare o terreno,
semeie, seja paciente, regue e cuide.

Esteja preparado porque haverá pragas,
secas ou excesso de chuvas, mas nem por isso abandone o seu jardim.
Ame o seu par, ou seja, aceite-o, valorize-o, respeite-o, dê-lhe afeto e ternura, admire-o e compreende-o. Isso é tudo. Ame!!!

A inteligência sem amor, faz-te perverso.
A injustiça sem amor, faz-te implacável.
A diplomacia sem amor, faz-te hipócrita.
O êxito sem amor, faz-te arrogante.
A riqueza sem amor, faz-te avaro.

A docilidade sem amor, faz-te servil.
A pobreza sem amor, faz-te orgulhoso.
A beleza sem amor, faz-te ridículo.
A autoridade sem amor, faz-te tirano.
O trabalho sem amor, faz-te escravo.
A simplicidade sem amor, deprecia-te

A oração sem amor, faz-te introvertido.
A lei sem amor, escraviza-te
A política sem amor, deixa-te egoísta.
A fé sem amor, deixa te fanático.
A cruz sem amor converte -se em tortura.
A vida sem amor...não tem sentido.

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Padre Jonas Abib
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