quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Semeaduras e ceifas



Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção”.
 — Paulo (Gálatas: 6.8)

Plantaremos todos os dias.

É da Lei.

Até os inativos e os ociosos estão semeando escalracho da imprevidência.

[É] Necessário reconhecer, entretanto, que todos os dias colheremos.

Há sementes que produzem no curso de breves semanas, outras, todavia, que só oferecem o fruto no breve decorrer dos séculos.

Em todos os tempos a multidão semeou complicações de natureza material, agravando a teia das reencarnações dolorosas, demorando-se no plano da decadência.

Ainda hoje, há os que pretendem curar a honra com o sangue alheio e lavar a injustiça com as represálias do crime.

Daí o ódio de ontem gerando as guerras de hoje, a ambição pessoal formando a miséria que há de vir; os prazeres fáceis requisitando [as] retificações de amanhã.

Até o presente, [decorridos mais de dezenove séculos sobre o Cristianismo,] apenas alguns discípulos, de quando a quando, compreendem a necessidade da Semeadura Espiritual em si mesmos, diferentes de quantas se conhecem no mundo, e marcham no caminho do Mestre Supremo.

Se desejas [pois, meu amigo,] plantar na Lavoura Divina, foge ao velho sistema de semeadura na corrupção e ceifa na decadência.

Semeia para a Vida Eterna.

Repara as multidões encarceradas nesse antigo processo [de se levantarem para o erro e caírem para a corrigenda,] e segue para o Senhor, cuidando das próprias aquisições [de dons imortais].

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Sentinelas da luz
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19 de outubro

Se você se perdeu, a maneira mais rápida e fácil de achar novamente o caminho é ficar quieto, e na paz e na quietude procurar a sua direção. 

Você está disposto a reservar um tempinho para ficar quieto e se interiorizar ou você acha isso um desperdício de tempo e quer seguir em frente fazendo tudo que você tem para fazer?

 Toda alma precisa de uma direção, porque sem direção você pode ficar completamente perdido no labirinto da vida. 

Por isso, por que não passar todos os dias alguns momentos a sós coMigo para determinar para onde você está indo?

 À medida que você aprender a fazer isso, você descobrirá uma profunda necessidade interior por esta comunhão e ansiará por passar mais e mais tempo coMigo neste estado de consciência. 

Portanto, mantenha-se alerta e responda a esses anseios que vêm de dentro de você; nunca os descarte com impaciência, achando que não tem tempo. 

EU lhe afirmo que há tempo para tudo.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Ação da prece. Transmissão do pensamento (II)

Se em duas partes se dividirem os males da vida, uma constituída dos que o homem não pode evitar e a outra das tribulações de que ele se constituiu a causa primária, pela sua incúria ou por seus excessos (cap. V, nº 4), ver-se-á que a segunda, em quantidade, excede de muito à primeira. Faz-se, portanto, evidente que o homem é o autor da maior parte das suas aflições, às quais se pouparia, se sempre obrasse com sabedoria e prudência.

Não menos certo é que todas essas misérias resultam das nossas infrações às leis de Deus e que, se as observássemos pontualmente, seríamos inteiramente ditosos. Se não ultrapassássemos o limite do necessário, na satisfação das nossas necessidades, não apanharíamos as enfermidades que resultam dos excessos, nem experimentaríamos as vicissitudes que as doenças acarretam. Se puséssemos freio à nossa ambição, não teríamos de temer a ruína; se não quiséssemos subir mais alto do que podemos, não teríamos de recear a queda; se fôssemos humildes, não sofreríamos as decepções do orgulho abatido; se praticássemos a lei de caridade, não seríamos maldizentes, nem invejosos, nem ciosos, e evitaríamos as disputas e dissensões; se mal a ninguém fizéssemos, não houvéramos de temer as vinganças, etc.
Admitamos que o homem nada possa com relação aos outros males; que toda prece lhe seja inútil para livrar-se deles; já não seria muito o ter a possibilidade de ficar isento de todos os que decorrem da sua maneira de proceder?

 Ora, aqui, facilmente se concebe a ação da prece, visto ter por efeito atrair a salutar inspiração dos Espíritos bons, granjear deles força para resistir aos maus pensamentos, cuja realização nos pode ser funesta. Nesse caso, o que eles fazem não é afastar de nós o mal, porém, sim, desviar-nos a nós do mau pensamento que nos pode causar dano; eles em nada obstam ao cumprimento dos decretos de Deus, nem suspendem o curso das leis da Natureza; apenas evitam que as infrinjamos, dirigindo o nosso livre-arbítrio. Agem, contudo, à nossa revelia, de maneira imperceptível, para nos não subjugar a vontade. O homem se acha então na posição de um que solicita bons conselhos e os põe em prática, mas conservando a liberdade de segui-los, ou não. Quer Deus que seja assim, para que aquele tenha a responsabilidade dos seus atos e o mérito da escolha entre o bem e o mal. É isso o que o homem pode estar sempre certo de receber, se o pedir com fervor, sendo, pois, a isso que se podem sobretudo aplicar estas palavras: “Pedi e obtereis.”

Mesmo com sua eficácia reduzida a essas proporções, já não traria a prece resultados imensos? Ao Espiritismo fora reservado provar-nos a sua ação, com o nos revelar as relações existentes entre o mundo corpóreo e o mundo espiritual.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVII, item 12.)
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MESMO QUANDO


Mesmo quando tudo te pareça convite ao desalento, não deixes de fazer a tua parte na construção do Mundo Melhor.

Ainda que te sintas sozinho, não cesses de levar adiante o empreendimento das boas obras.

Embora sob o peso desigual da luta, não admitas derrota e nem penses em retirada.

Se necessário, procura adaptar a tarefa às tuas possibilidades de concretizá-la, mas não penses em extingui-la de todo.

Não olvides que, se te faltam incentivo e colaboração por parte dos companheiros encarnados, os amigos desencarnados não te deixarão sem apoio.

Aprende, pois, a contar com as mãos invisíveis que, pousando sobre as tuas no manejo da charrua do Bem, contigo lavrarão e semearão a terra, onde, pela graça de Deus, nenhuma das sementes que plantares se perderá.

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Irmão José (psic. Carlos Baccelli - do livro "Ajuda-te e o Céu te Ajudará")
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Entendamos


O objetivo da sua vida na Terra não constitui a autoridade, a beleza ou o conforto efêmero.

- É o aperfeiçoamento espiritual.

A finalidade da educação não se resume no respeito cego a tradicionalismo e preconceito.

- É disciplina aos impulsos próprios.

A evangelização da infância não consiste em seu acondicionamento às nossas ideias.

- É processo da emancipação infantil para compreensão da justiça e do bem.

O exercício profissional não consubstancia concorrência desonesta em louvor da ambição.

- É ensejo de auxílio a todos.

A caridade não exprime virtude conforme a nossa inclinação afetiva.

- É solução a qualquer problema.
A fé não significa só ideal para o futuro.

- É força construtiva para hoje.

O seu estudo não é padronização à vida alheia.

- É arma viva para a reforma de você mesmo.

A melhoria moral transparece de título honroso alcançado entre os homens.

- É luz manifesta em seu bom exemplo.

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André Luiz
Chico Xavier
Obra: Ideal espírita
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terça-feira, 18 de outubro de 2022

Diálogo imprevisto


 O devoto, ao ver Jesus em sonho, exclamou perplexo:

— Senhor! Senhor!… Há tanto tempo, aguardo este encontro e somente hoje…

 O Eterno Benfeitor valeu-se da reticência e indagou:

— Como assim, se ainda hoje fugiste de mim, quatro vezes, em tua própria casa?

E ante o devoto espantado, comentou brandamente:

— Quando te encolerizaste contra o avô que te exigia mais apreço, quando negaste apoio ao irmão perdulário que voltava a buscar-te em penúria, quando não perdoaste ao filho que te desacatou os pontos de vista e quando condenaste a filha que te menosprezou o nome e os conselhos, foi a mim que o fizeste.

 Diante do Mestre, observou o crente comovido:

— Senhor, que desejas dizer? Em que lição de tua bondade posso entender os ensinamentos a que me buscas o raciocínio?

 — Lembro-me de haver dito — falou Jesus que qualquer bênção doada pelos homens aos pequeninos seria sempre a mim que o fariam… 

— Mestre — anotou o devoto — eu não tenho pequeninos em casa…

 Jesus, porém, afagou as mãos do amigo que perguntava e explicou:

— Sim, teu avô, à frente do mundo é um homem de grandes posses dispondo de enorme influência, mas, por dentro do coração, é um menino faminto de atenções, a carregar dinheiro por permissão de Deus;  teu irmão é um companheiro dono de nobres conhecimentos, no domínio das palavras brilhantes, entretanto, nos recessos dele mesmo, é um petiz desajustado em matéria de impulsos afetivos;  teu filho é hoje um amigo de cérebro laureado pelas ciências da Terra, contudo, no imo de si próprio, é um pequenino sedento de fé e segurança, perante as Leis de Deus;  e tua filha, embora professora e mulher feita, perante as criaturas humanas, ainda é, no íntimo, verdadeira criança necessitada de proteção…

 — Senhor! Senhor!… gritou o crente, buscando alcançar Jesus, cuja figura se lhe fazia distante. Foi então que o devoto acordou na manhã repleta de sol e começou a pensar.

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Meimei
Chico Xavier
Obra: Amizade
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18 de outubro

Eu sou seu refúgio e sua força, uma ajuda presente em momentos de tristezas e preocupações. 

Aprenda a chamar por Mim, a se apoiar em Mim, a se abastecer em Mim, a colocar toda sua fé e confiança em Mim, para que suas dificuldades e problemas se dissolvam no nada. 

Há uma resposta perfeita para cada problema. 

Procure por ela e você a encontrará.

 Não perca tempo chafurdando em seus próprios problemas e sentindo autopiedade. 

Eleve-se acima de tudo isso. 

Agradeça pela resposta que está ao seu alcance a partir do momento em que você expande sua consciência e se aquieta para recebê-la e colocá-la em ação. 

Transforme-se através da renovação da sua mente. 

Você pode resolver qualquer problema simplesmente por saber que a resposta está ao seu alcance quando você se aquieta e procura por ela. 

Pare de correr em círculos, sem chegar a lugar nenhum. 

Chame por Mim.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Carregar sua cruz. Quem quiser salvar a vida, perdê-la-á

Bem ditosos sereis, quando os homens vos odiarem e separarem, quando vos tratarem injuriosamente, quando repelirem como mau o vosso nome, por causa do Filho do Homem. — Rejubilai nesse dia e ficai em transportes de alegria, porque grande recompensa vos está reservada no céu, visto que era assim que os pais deles tratavam os profetas. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 22 e 23.)

Chamando para perto de si o povo e os discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir nas minhas pegadas, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me; — porquanto, aquele que se quiser salvar a si mesmo, perder-se-á; e aquele que se perder por amor de mim e do Evangelho se salvará. — Com efeito, de que serviria a um homem ganhar o mundo todo e perder-se a si mesmo? (S. MARCOS, cap. VIII, vv. 34 a 36; — S. LUCAS, cap. IX, vv. 23 a 25; — S. MATEUS, cap. X, vv. 38 e 39; — S. JOÃO, cap. XII, vv. 25 e 26.)

“Rejubilai-vos, diz Jesus, quando os homens vos odiarem e perseguirem por minha causa, visto que sereis recompensados no céu.” Podem traduzir-se assim essas verdades: “Considerai-vos ditosos, quando haja homens que, pela sua má-vontade para convosco, vos dêem ocasião de provar a sinceridade da vossa fé, porquanto o mal que vos façam redundará em proveito vosso. Lamentai-lhes a cegueira, porém, não os maldigais.”

Depois, acrescenta: “Tome a sua cruz aquele que me quiser seguir”, isto é, suporte corajosamente as tribulações que sua fé lhe acarretar, dado que aquele que quiser salvar a vida e seus bens, renunciando-me a mim, perderá as vantagens do reino dos céus, enquanto os que tudo houverem perdido neste mundo, mesmo a vida, para que a verdade triunfe, receberão, na vida futura, o prêmio da coragem, da perseverança e da abnegação de que deram prova. Mas, aos que sacrificam os bens celestes aos gozos terrestres, Deus dirá: “Já recebestes a vossa recompensa.”
 
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXIV, itens 17 a 19.)
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MEMÓRIAS


"Deve ser horrível - diz você - o escândalo em torno de nossa memória. O homem arrastado ao pelourinho do escárnio público e ao pasto da maledicência, deve ser uma fogueira de angústia para o coração acordado, além da morte".

Você tem razão.

A ave, em pleno céu, que se visse constrangida a voltar à casca do ovo, ou a árvore luxuriante que fosse obrigada a retornar para a cova de lodo, sofreriam menos que a alma desencarnada, sob a intimação de regresso às perigosas infantilidades da experiência humana.

Em tais circunstâncias, laços mais pesados nos religam o espírito, com mais intensidade, à gleba da carne, e a voz dos nossos julgadores, não raro, nos converte os ouvidos em receptores gigantescos para os quais convergem todos os apontamentos justos ou injustos de quantos nos apreciam a conduta e as decisões.

Você já pensou num homem, cujo corpo seja uma chaga viva, tangido violentamente por milhares de mãos descaridosas e rudes.

Esse é o símbolo pálido com que ousamos qualificar o suplício do infortunado que lega aos contemporâneos as recordações da própria viagem pela Terra, quando essas memórias se referem às situações que fazem o inferno dos seus semelhantes.

Fustigado por reclamações e acusações infindáveis, o morto vivo, com a infelicidade desse jaez, sofre golpes desapiedados, a torto e a direito, à maneira de um ferido na praça pública, visitado pelos sopapos e pelos impropérios de toda gente.

E você não calcula o que seja o martírio trazido pela impossibilidade de qualquer esclarecimento digno!

Falar ou escrever levianamente é expor-se a ouvir o pronunciamento da insensatez; e por mais que o delinquente do verbo falado ou da letra reprovável se proclame arrependido e diferente, mais a crueldade o toma de assalto, esbofeteando-lhe o rosto amarrotado e disforme, sem que lhe seja facultada a mínima frase de defesa.

Efetivamente, enquanto nos demoramos na carne, é impossível imaginar o que seja isso.

É o desespero impotente daquele que, em vão, deseja fazer-se compreendido, é a sede inestancável de entendimento, é o pranto amargurado de quem observa o incêndio no próprio lar, sem uma gota d'água para extinguir a chama destruidora.

A figura de Ugolino, o famoso chefe de Pisa, encarcerado na torre da fome, a devorar as vísceras mortas dos próprios filhos, e que foi encontrado por Dante nos recôncavos do Estige, é, de alguma sorte, a única imagem para o confronto analógico, nos casos a que nos reportamos, porque realmente ilhados na solidão de nós mesmos, entre o pesadelo e o remorso de não termos sido o que devíamos ser, somos obrigados a tragar os detritos de nossas próprias obras.

Creia você que, em verdade, tudo isso é terrível e doloroso, de vez que o arrependimento irremediável nos transforma em duendes infortunados, em aflitiva peregrinação.

Não admita, porém, que isso seja apenas lamentável privilégio de alguns.

Não é necessário fixarmos reminiscências da Terra, em bronze ou papel, para que a vida nos revele aos outros tais quais somos.

Trazemos conosco o arquivo que nos é próprio.

Sentimentos e ideias, palavras e ações são marcas em nossa alma.

Todos alcançaremos o plano em que nosso espírito é um livro aberto.

Intenções ocultas, interferência nos destinos alheios, assaltos disfarçados à felicidade do próximo, crimes consagrados pela admiração do mundo, misérias íntimas e desequilíbrios morais aparecem claramente, espantando a nós mesmos, que não suspeitávamos, de leve, da nossa própria degradação.

Você que conhece tão bem o assunto, cuide dos seus passos e vele pelo futuro de sua alma eterna, porque a existência, meu caro, seja onde for, é sempre um livro que o nosso coração anda escrevendo.

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Irmão X
Chico Xavier
Obra: Sentinelas da luz
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O GRANDE SERVIDOR


“Eu estou entre vós como quem serve.” — JESUS (Lucas, 22.27)

Sim, o Cristo não passou entre os homens como quem impõe.

Nem como quem determina.
Nem como quem governa.
Nem como quem manda.

Caminhou na Terra à feição do servidor.

Legou-nos o Evangelho da vida, escrevendo-lhe a epopeia no coração das criaturas.

Mestre, tomou o próprio coração para sua cátedra.

Enviado Celestial, não se detém num trono terrestre e aproxima-se da multidão para auxiliá-la.

Fundador da Boa Nova, não se limita a tecer-lhe a coroa com palavras estudadas, mas estende-a e consolida-lhe os valores com as próprias mãos.

A prática é o seu modo de convencer.

O próprio sacrifício é o seu método de transformar.

Aprendamos com o Divino Mestre a ciência da renovação pelo bem. E modificar a nós mesmos, para a vitória do bem, elevando pessoas e melhorando situações, é servir sempre, como quem sabe que fazer é o melhor processo de aconselhar.

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Emmanuel
Chico Xavier
Segue-me, cap. 41
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segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Aproveita


O Divino Mestre, através de instrutores numerosos, fornece lições teóricas nos templos das variadas confissões religiosas, mas possibilita ensinamentos práticos, cada dia, para o engrandecimento da alma, na esfera da luta comum.

 Cada circunstância da vida é recurso para o crescimento espiritual e cada criatura é página aberta ao exercício cotidiano.

 O Espírito mais elevado é oportunidade valiosa ao nosso curso de aprimoramento e sublimação.

 Entretanto, reconhecendo-se que a passagem do sábio ou do santo é sempre rara ao nosso lado, aproveitemos o trabalho e a convivência do caminho vulgar para as tarefas da educação recíproca.

 O doente é a nossa oportunidade de valorizar a saúde.

 O companheiro exageradamente agressivo é o ensejo de revelarmos a bondade de que somos discípulos ainda incipientes.

 O sofredor é um apelo ao progresso de nossas qualidades potenciais.

A aflição é porta aberta à nossa capacidade de auxílio.

 A ignorância é o meio favorável à extensão da luz que já nos cerca.

 A dificuldade alheia é uma sugestão de fraternidade e carinho.

 Quando formos surpreendidos pela violência, é chegada a hora de exteriorizarmos serenidade e equilíbrio.

 Se estamos defrontados pela malícia, atingimos o instante justo da benevolência e da compreensão.

 Incomodados pelos espinhos ou pelas pedras da estrada, não nos esqueçamos de que sobre os obstáculos dessa natureza devemos cultivar as flores do amor e da consolação.

 Cada dia é ocasião de aprender e cada criatura que se aproxima de nós é a feliz oportunidade do progresso íntimo para a imortalidade. Aproveita o ensejo e adianta-te na senda.

Ensinamento mal recebido é ensinamento repetido.

 O tempo é também o grande caminho da alma.

 Jesus é o Mestre.

 E cada minuto pode ser o luminoso instante de aproveitar a luta para a construção da nossa felicidade eterna.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Instrumentos do tempo
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17 de outubro

Tudo é parte de um todo perfeito; e tudo o que você faz, diz, pensa e sente também faz parte do todo. 

Portanto, não se imponha limites, mas sinta-se expandir cada vez mais, assimilando tudo. 

Você nunca atingirá os limites porque não existem limites.

 A vida é infinita e você é parte desse infinito.

 Continue a esticar sua consciência.

 Onde está seu espírito de aventura, que lhe permite penetrar no desconhecido sem temor, cheio de expectativa e esperança? 

Você não pode esperar crescer espiritualmente se continuar a fazer sempre as mesmas coisas, entra dia, sai dia. 

Você precisa querer seguir em frente e você receberá todo tipo de ajuda quando tomar essa decisão.

 O primeiro passo é sempre seu. 

Não perca tempo e vá em frente, e veja milagre após milagre acontecendo em sua vida.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Reuniões espíritas

Onde quer que se encontrem duas ou três pessoas reunidas em meu nome, eu com elas estarei. (S. MATEUS, cap. XVIII, v. 20.)

Estarem reunidas, em nome de Jesus, duas, três ou mais pessoas, não quer dizer que basta se achem materialmente juntas. É preciso que o estejam espiritualmente, em comunhão de intentos e de idéias, para o bem. Jesus, então, ou os Espíritos puros, que o representam, se encontrarão na assembléia. O Espiritismo nos faz compreender como podem os Espíritos achar-se entre nós. Comparecem com seu corpo fluídico ou espiritual e sob a aparência que nos levaria a reconhecê-los, se se tornassem visíveis. Quanto mais elevados são na hierarquia espiritual, tanto maior é neles o poder de irradiação. É assim que possuem o dom da ubiqüidade e que podem estar simultaneamente em muitos lugares, bastando para isso que enviem a cada um desses lugares um raio de suas mentes.

Dizendo as palavras acima transcritas, quis Jesus revelar o efeito da união e da fraternidade. O que o atrai não é o maior ou menor número de pessoas que se reúnam, pois, em vez de duas ou três, houvera ele podido dizer dez ou vinte, mas o sentimento de caridade que reciprocamente as anime. Ora, para isso, basta que elas sejam duas. Contudo, se essas duas pessoas oram cada uma por seu lado, embora dirigindo-se ambas a Jesus, não há entre elas comunhão de pensamentos, sobretudo se ali não estão sob o influxo de um sentimento de mútua benevolência. Se se olham com prevenção, com ódio, inveja ou ciúme, as correntes fluídicas de seus pensamentos, longe de se conjugarem por um comum impulso de simpatia, repelem-se. Nesse caso, não estarão reunidas em nome de Jesus, que, então, não passa de pretexto para a reunião, não o tendo esta por verdadeiro motivo. (Cap. XXVII, nº 9.)

Isso não significa que ele se mostre surdo ao que lhe diga uma única pessoa; e se ele não disse: “Atenderei a todo aquele que me chamar”, é que, antes de tudo, exige o amor do próximo; e desse amor mais provas podem dar-se quando são muitos os que exoram, com exclusão de todo sentimento pessoal, e não um apenas. Segue-se que, se, numa assembléia numerosa, somente duas ou três pessoas se unem de coração, pelo sentimento de verdadeira caridade, enquanto as outras se isolam e se concentram em pensamentos egoísticos ou mundanos, ele estará com as primeiras e não com as outras. Não é, pois, a simultaneidade das palavras, dos cânticos ou dos atos exteriores que constitui a reunião em nome de Jesus, mas a comunhão de pensamentos, em concordância com o espírito de caridade que ele personifica. (Capítulo X, nº 7 e nº 8; cap. XXVII, nº 2 a nº 4.)

Tal o caráter de que devem revestir-se as reuniões espíritas sérias, aquelas em que sinceramente se deseja o concurso dos bons Espíritos.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVIII, itens 4 e 5.)
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SEPARAÇÃO DE CASAIS


8 – Qual a influência da separação de casais no processo de educação da criança?

A triste influencia é a de poder gerar personalidades inseguras, infantilizadas ou fortemente introspectivas ou, ainda, fortemente agressivas, incapazes para uma vida estável de relações sociais. Felizmente, encontram-se especiais exceções.

54 – O que leva o indivíduo ao adultério e quais as consequências desse ato nas vidas das criaturas?

Para o problema do adultério se poderia apontar diversificadas causas, quase sempre embasadas no egoísmo masculino ou feminino que, sob justificativas bastante falsas de que a carne é fraca ou de que as paixões são irresistíveis, incontornáveis, apõem o selo de infidelidade entre os casais. Aprendemos com a Doutrina Espírita que não existe adultério onde reina a sincera afeição recíproca.

Relembram-nos os Benfeitores Espirituais que a infidelidade, que faz atormentada a vida conjugal, assenta bases no regime de infidelidade das criaturas para consigo mesmas. Quem não se respeita, quem não é fiel aos bons princípios aprendidos um dia, raramente entenderá o que seja respeito ao cônjuge.
A cata do prazer, quando estimulado pelo egoísmo, transforma-se em desastre no campo da moral cristã, estabelecendo o regime de liberalidade sob o qual tudo é válido, desde que dê prazer, desde que a pessoa esteja “feliz”.

O estatuto das leis divinas, impresso no íntimo do ser, costuma pesar sobre a consciência dos conscientes, impondo remordimentos correspondentes aos níveis de conhecimentos e de compreensão dos indivíduos envolvidos, indicando a necessidade do resgate, através das ações enobrecedoras, dignificantes, que facultem paz à consciência.

56 – Em que circunstâncias se poderia aprovar a separação de casais?

Nos tempos atuais, quando o Espiritismo demonstra as razoes das uniões conjugais, quando fala dos formosos fins da divindade para os casamentos terrenos, aproveitando a formação do lar para incrementar o desenvolvimento dos espíritos, por meio da reencarnação, melhorando as condições intelectuais e morais dos seres humanos, tudo deveremos investir, em termos argumentativos, em termos fraternais, nos reforços do acompanhamento e da oração, a fim de evitarmos o desmantelamento doméstico.

Entretanto, a cultura do exacerbado materialismo desses dias tem 
ensinado aos indivíduos a fechar ouvidos e corações para o exercício da paciência, da tolerância, do perdão, da perseverança, da cooperação recíproca, no vero cumprimento dos deveres conjugais, e, ao invés disto, há estabelecido o culto ao “meu” prazer, ao “meu” bem-estar, a “minha” satisfação, a “minha” razão e ao “meu” direito, num aterrador domínio egoístico, promotor de inenarráveis tormentos para o porvir.

Natural é pensar que, por causa da dureza dos corações, muitos não suportariam dar nova oportunidade ao outro, ou do outro receber novo ensejo de tentar acertar. Quando a relação conjugal se deteriora ao nível do desrespeito, chegando às agressões de grave espectro, melhor adiar do que piorar.

58 – As pessoas que se separam devem procurar refazer suas vidas?

Se a razão e o sentimento estão acenando com a possibilidade de ser feliz, reestruturando o lar, rearmonizando o coração, é importante que a pessoa tente de novo, agora com maior amadurecimento e perspicácia, evitando encantamentos exteriores ou ambições comprometedoras. A criatura deverá buscar, ao invés de valores passageiros e enganadores como os do corpo bem feito ou da beleza plástica, dos recursos econômico-financeiros ou prestígio e posições sociais destacadas, os valores que impliquem em maturidade geral, verificando os vícios e outros costumes incompatíveis com o novo rumo que deseja dar a sua existência.
Se o real interesse é o refazimento da vida afetiva, quanto menos complicação, quanto mais simplicidade, melhor para os dois e para as respectivas famílias.

84 – Na educação dos filhos, a figura do pai é importante?
E quando ocorre a sua falta, por variados motivos, inclusive pelo divórcio e pela desencarnação?

A figura do pai é sempre importante na educação dos filhos, como em sua vida generalizadamente. Há, porém, situações expiatórias em que indivíduos que menosprezaram seu lar e seus genitores no pretérito, em níveis graves, nascem sabendo que terão que facear a orfandade, às vezes de pai, às vezes de mãe, outras vezes de pai e mãe. Em casos que tais, a Divindade dispõe dos recursos para fazer com que a orfandade se torne em lição de vida, em amadurecimento, em crescimento, pelos sacrifícios e frustrações sofridas pelo órfão.

No caso de orfandade “com pais vivos”, em razão de abandonos ou de divórcios, a situação é nitidamente outra, porque não constava na lei divina tal ocorrência concreta, embora estivessem previstas as dificuldades de caráter, de temperamento dos cônjuges, a serem devidamente trabalhadas e superadas pelo casal. Em razão disto, toda a agrura material, social ou moral que venham os filhos mais frágeis a sofrer, pesará na conta moral daquele ou daqueles que se inscreveram no rol dos que cometeram o crime de lesa-confiança, pelo que darão conta no longo do tempo.

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Espírito : Camilo Psicografia : J. Raul Teixeira Livro : Desafios da Educação – págs. 27, 96, 98, 99 e 138
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O problema da liberdade


Em verdade, o direito vem libertando os cidadãos da escura nódoa do cativeiro, no vasto círculo dos povos...

*
Decretos e proclamações glorificam a liberdade...

Entretanto, o Homem, privilegiado herdeiro da inteligência, no mundo, ainda continua escravo adentro de si mesmo...

*
Pesados grilhões acorrentam-no à inferioridade e à sombra, convertendo-o em fantasma de dor e treva, quando poderia erguer-se à condição de semeador de alegria e de luz...

*
Mais que o rebenque dilacerante dos antigos capatazes de fazenda, a ira enrijece-lhe o coração, a avareza enregela-lhe o íntimo, a crueldade aguilhoa-lhe o sentimento, a incompreensão vergasta-lhe a alma e a ignorância espanca-o infatigável, ferindo-lhe a mente e a carne com os azorragues de seu nefasto domínio...

*
Não valem ordenações terrestres de liberdade para os instintos desabridos e será sempre perigoso ditar direitos humanos para seres racionais que se bestializam...

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Só a educação pode produzir o milagre da regeneração comum, porque, sem o Homem Renovado para o Infinito Bem, o mal se aproveitará de nossa desorientada independência para ampliar a infinita penúria...

*
Não hesitaremos.

A única propriedade inalienável da criatura é a sua própria alma à frente do Criador e Pai.

*
Somos aquilo que criamos em nós próprios.

*
Temos o que detemos, assim como recolhemos o que semeamos.

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Liberemos nossas forças para a estruturação de novos destinos sob a Inspiração de Jesus.

*
Enquanto o amor e a humildade não estabelecerem o seu império sobre nós, seremos invariavelmente vítimas potenciais do ódio e do orgulho, ameaçando a nossa própria felicidade pela auto-escravização no sofrimento.

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Não nos esqueçamos de que os grandes missionários emancipam as nações, mas somente nós mesmos poderemos redimir nossa alma cativa na Terra para o voo sublime à gloriosa e definitiva libertação.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: A verdade responde
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domingo, 16 de outubro de 2022

O teste


Lutando, disseste: “não posso mais”.
E ajudaste os que te roubam a fortaleza.

Batido, clamaste: “reagirei”.
E amparaste os que te induzem à violência.

 Esquecido, gemeste: “estou sozinho”.
E ajudaste os que te bloqueiam a confiança.

 Caluniado, gritaste: “vingar-me-ei”.
E amparaste os que te guiam à crueldade.

Ferido, bradaste: “quero justiça”.
E ajudaste os que te furtam a tolerância.

Por isso mesmo, asseveras frequentemente:

— Morro de angústia.
— Enjoei de viver.
— A fadiga me vence.
— Tudo perdido.
— Nada mais a fazer.

Tentando justificar-te, recorres à filosofia de ocasião e repetes rifões e chavões antigos:

— A dança obedece à música.
— Faço como me ensinam.
— Seja virtuoso quem puder ser.
— Amanhã virá quem bom me fará.
— Tarde demais.
— Fiz tudo.
— Depois eu faço.
— Lavei as mãos.

Recorda, porém, que toda dificuldade é teste renovador.
 Todos somos tentados na imperfeição que trazemos.
Queixa é fuga.
Impaciência é perigo.
Censura é auxílio ao perseguidor.
Revolta é força que apressa o crime.
Ataque é óleo no fogo.
 Desforço é golpe que apaga a luz.
Desespero é chave ao ladrão.
Maltratado, busca o bem.
Injuriado, fala o bem.
Contrariado, procura o bem.
Traído, renova o bem.
Assaltado, conserva o bem.

A única fórmula clara e segura de vencer, no teste contra as influências inferiores, será sempre, o que for, com quem for e seja onde for, esquecer o mal e fazer o bem.

🌱🌻🌱
Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Religião dos Espíritos
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16 de outubro

Deixe seu amor e compaixão se estenderem a todos, não apenas àqueles que o amam, mas até àqueles que o odeiam e o desprezam. 

Eleve sua consciência e mantenha-a num estado elevado, e você será capaz de perceber tudo com outra perspectiva e verá que não tem inimigos. 

Não endureça seu coração, não tente retaliar quando a vida aparentemente está contra você. 

Simplesmente saiba e aceite que EU ESTOU com você, Eu o estou guiando e dirigindo, e que tudo vai indo muito bem. 

Aí, então, solte-se e veja somente o melhor em cada situação. 

Quando você estiver disposto a fazer isso, você será capaz de ver Meus milagres e glórias acontecerem e você saberá, sem sombra de dúvidas, que por si só não seria capaz de operar tais milagres. 

Portanto, eleve seu coração e dê honra e glória a Mim.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

A ingratidão dos filhos e os laços de família

A ingratidão é um dos frutos mais diretos do egoísmo. Revolta sempre os corações honestos. Mas, a dos filhos para com os pais apresenta caráter ainda mais odioso. É, em particular, desse ponto de vista que a vamos considerar, para lhe analisar as causas e os efeitos. Também nesse caso, como em todos os outros, o Espiritismo projeta luz sobre um dos grandes problemas do coração humano.

Quando deixa a Terra, o Espírito leva consigo as paixões ou as virtudes inerentes à sua natureza e se aperfeiçoa no espaço, ou permanece estacionário, até que deseje receber a luz. Muitos, portanto, se vão cheios de ódios violentos e de insaciados desejos de vingança; a alguns dentre eles, porém, mais adiantados do que os outros, é dado entrevejam uma partícula da verdade; apreciam então as funestas conseqüências de suas paixões e são induzidos a tomar resoluções boas. Compreendem que, para chegarem a Deus, lima só é a senha: caridade. Ora, não há caridade sem esquecimento dos ultrajes e das injúrias; não há caridade sem perdão, nem com o coração tomado de ódio.

Então, mediante inaudito esforço, conseguem tais Espíritos observar os a quem eles odiaram na Terra. Ao vê-los, porém, a animosidade se lhes desperta no íntimo; revoltam-se à idéia de perdoar, e, ainda mais, à de abdicarem de si mesmos, sobretudo à de amarem os que lhes destruíram, quiçá, os haveres, a honra, a família. Entretanto, abalado fica o coração desses infelizes. 

Eles hesitam, vacilam, agitados por sentimentos contrários. Se predomina a boa resolução, oram a Deus, imploram aos bons Espíritos que lhes dêem forças, no momento mais decisivo da prova.

Por fim, após anos de meditações e preces, o Espírito se aproveita de um corpo em preparo na família daquele a quem detestou, e pede aos Espíritos incumbidos de transmitir as ordens superiores permissão para ir preencher na Terra os destinos daquele corpo que acaba de formar-se. Qual será o seu procedimento na família escolhida? Dependerá da sua maior ou menor persistência nas boas resoluções que tomou. O incessante contacto com seres a quem odiou constitui prova terrível, sob a qual não raro sucumbe, se não tem ainda bastante forte a vontade. 

Assim, conforme prevaleça ou não a resolução boa, ele será o amigo ou inimigo daqueles entre os quais foi chamado a viver. É como se explicam esses ódios, essas repulsões instintivas que se notam da parte de certas crianças e que parecem injustificáveis. Nada, com efeito, naquela existência há podido provocar semelhante antipatia; para se lhe apreender a causa, necessário se torna volver o olhar ao passado.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIV, item 9.)
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5 MANEIRAS de EVITAR a ENERGIA NEGATIVA dos OUTROS


Independente de religião ou doutrina, você é o autor de seu próprio estado energético. Sabemos que empatia é a capacidade de reconhecer e sentir as emoções de outras pessoas. Simpatia, sentir compaixão por outras pessoas. Muitas vezes para ser um “empata” significa que você estará absorvendo grande parte da dor e sofrimento em seu ambiente, o que pode sacrificar sua capacidade de se expandir a um nível mais elevado.

Se você convive frequentemente com uma pessoa negativa, você sabe o quão tóxica a sua energia pode ser. Aprender a não absorver as energias de outras pessoas é uma grande habilidade espiritual a se desenvolver. Aqui estão cinco maneiras de parar de absorver a energia negativa de outras pessoas.

1) Lembre-se, você não pode agradar a todos

Se alguém lhe assediar moralmente, reclamando sobre você, ou desrespeitar você, não faça de sua missão tentar convencer essa pessoa a gostar de você. Isso só vai sugar você ainda mais o seu campo de energia e vai fazer de você energeticamente dependente da opinião deles.

Nem todo mundo vai gostar de você. Todos estamos, aqui na terra, vivendo com um propósito diferente. Ao amar a si mesmo em primeiro lugar, você irá criar um campo de força em torno de outras pessoas que irá protegê-lo de ser tão esgotado por suas opiniões.

Também lembre-se: você não pode mudar ninguém. Não faça de sua missão tentar corrigi-los nesse momento também. Às vezes, a melhor coisa que você pode fazer é não tentar mudá-los, pois, agindo assim, você não vai alimentar a energia que eles estão projetando em você.

2) Tenha cuidado com quem você convida para a sua vida

Seu corpo, sua mente e o seu ambiente são o seu templo. Quem você está convidando para eles? É um convite aberto? Será que as pessoas ainda limpam os pés antes de caminhar ao redor deles, ou arrastam-lhe a lama de sua alma?

No Brasil existe uma gíria chamada folgado. O significado direto é “solto” ou “preguiçoso”, mas que realmente significa “freeloader”. Não é exato no Inglês equivalente pois é mais uma mentalidade do que um estilo de vida.

Se você dá a uma pessoa um pedaço de pão, um dia, eles vão pedir pão todos os dias. Se você deixar alguém ficar em sua casa para um fim de semana, então eles vão tentar ficar a semana toda (ou duas!).

Uma vez eu pensei que minha esposa estava ficando fria e com um espírito mesquinho para com alguns dos nossos vizinhos. Depois que eu percebi que ela estava apenas respeitando a si mesma e a sua casa! Eu valorizava sua postura e adotei o estilo como meu, a partir daí.

É ótimo ser generoso, mas há uma linha tênue a trabalhar para que você você não seja pisoteado, assim, optando por ajudar aqueles que realmente precisam. Aprenda a dizer “não” é estar bem com isso.

3) Parar de prestar atenção

Um parasita precisa de um hospedeiro para sobreviver. Quando você presta atenção em alguém, você está dando-lhe energia. Ou seja, se você se concentrar em vampiros de energia, eles vão entrar em sua mente e vão roubar seus pensamentos, diminuindo drasticamente seus níveis de energia.

Algumas pessoas vão despejar sua energia em você e então dirigir para o próximo “pit stop“. Um ouvido amigo pode ser uma coisa maravilhosa, mas é, necessariamente, uma linha que precisa ser cuidado se se quiser manter a saúde de sua energia.

Talvez você encontrou-se como uma fonte de uma pessoa para retransmitir as suas frustrações no trabalho, um relacionamento ou mesmo realizações bem-sucedidas. Todas estas emoções podem drenar você de várias maneiras e fazer com que você comece a limitar a sua própria vida de maneiras não produtivas.

Ame-se o suficiente para ajustá-los, dizer-lhes para parar, ou dizer-lhes que você não pode lidar com isso agora. Não economize em rejeitar sua energia tóxica.

4) Inspire natureza

Vá para a natureza meditar, relaxar e respirar. Purifique a água dentro de você, exercite e flutue fácil.

Esteja como uma borboleta, flutue suavemente, mas mova-se rapidamente. A respiração aumenta a circulação do fluxo sanguíneo ao redor do corpo e ajudará a evitar que você absorva a energia daqueles que o rodeiam. Caminhe com confiança, mantenha a cabeça erguida e não permita que ninguém faça você se sentir inferior. A lagarta come tudo em torno dela e se torna gorda, imóvel.

Deve-se primeiro tornar-se luz, a fim de voar.

5) Tome 100% de responsabilidade por seus pensamentos e emoções

Como você se sente é 100% sua própria responsabilidade. O universo está enviando pessoas para a nossa vida para nos testar. A percepção que temos de nós mesmos é maior do que a percepção que os outros têm de nós.

Você não é uma vítima, ninguém tem poder sobre você.

Considere como seus pensamentos ou expectativas podem ter manifestado a situação que está incomodando você. E se a resposta estiver dentro de seu nível de paciência, irritabilidade ou compaixão? A menos que tomemos um tempo para nos observar, nós inconscientemente afirmamos nossa própria vitimização para o mundo que nos rodeia.

Uma vez que você se torna responsável pela maneira que você escolhe responder a algo, você se conecta com você mesmo a um nível mais profundo. Quando você está conectado a si mesmo a um nível mais profundo, você começa a não ser abatido nem projetado para fora de seu centro tão facilmente.

Coloque-se em situações que aumentam as suas próprias energias.

Esta pessoa faz com que você se senta bem? Você faz essa pessoa se sentir bem?

Você é merecedor de uma experiência brilhante e é hora de perceber isso! Aprenda a proteger-se contra as energias de outras pessoas e comece com o amor-próprio.

Lembre-se de que é importante para você estar feliz e em paz. Esteja pronto para dizer não.

Você é o autor de seu próprio estado energético.

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Fonte: Alegria Sempre
Mensagem Espírita.
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Sofrer Por Antecipação


Aprende a controlar as tuas reações.

Antes de falar uma só palavra, ouve o que tenham a dizer-te.

Não sofras por antecipação.

Não te angusties pelo problema que ainda não apareceu.

Não aceites a ofensa que te queiram fazer.

A provocação só encontra ressonância no espírito invigilante que lhe escancara as portas da alma.

Se não te sentires magoado, ninguém será capaz de magoar-te.

Não sejas tão suscetível!

Quando te irritas, perdes o controle das próprias emoções.

A dificuldade que temes, talvez nem venha a surgir.

Ficar na expectativa do pior é criar ambiente propício para ele.

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Irmão José
Carlos A. Baccelli
Obra: Vigiai e orai
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