quinta-feira, 3 de novembro de 2022

Espera mais


 Pensa na dor dos que não esperaram…

 Às vezes, ruge a tempestade da incompreensão no ambiente doméstico e experimentas o ímpeto de reagir colericamente.

Entretanto, nada digas.

Espera um tanto mais.

 Apareceram dissensões entre amigos que se desarvoraram em lastimáveis atitudes e queres assumir posição drástica sob as impressões do momento.

No entanto, não te perturbes.

Espera um tanto mais.

 Companheiros te trouxeram notícias alarmantes, com relação ao comportamento infeliz de irmãos determinados e, no íntimo, te dispões à censura apressada.

Não te afobes, porém.

Espera um tanto mais.

Recebeste injúrias que te doem no sentimento e te inclinas a promover a própria defesa, de imediato.

Entretanto, não desesperes.

Espera um tanto mais.

 Nunca respondas à violência com a violência.

Em qualquer situação, acalma-te para fazer o melhor.

Muitos delitos, calamidades, desequilíbrios e tragédias caem na sucata do sofrimento e da culpa, por longo tempo, simplesmente porque as vítimas da precipitação não quiseram esperar.

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Meimei
Chico Xavier
Obra: Palavras do Coração
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03 de novembro

Comece este dia com seu coração transbordando de amor, alegria e agradecimento, feliz por estar vivo, por estar, fazendo o que está fazendo, por estar onde está; e veja a perfeição deste dia emergir. 

Abençoados são aqueles que podem perceber a beleza, a alegria e a harmonia à sua volta e apreciá-las plenamente, e aqueles que Me reconhecem em tudo e em todos e agradecem por tudo. 

A alegria é como uma pedra atirada num pequeno lago: as ondinhas vão até a borda e voltam para o centro, trazendo alegria para tudo que tocam no percurso. 

O amor é como um bálsamo curador, curando todas as feridas, tudo o que dói, todas as mágoas; portanto, ame com Meu divino amor; ame os que merecem e os que parece que não merecem ser amados, ame os que não conhecem o significado do amor: ame os que você considera seus inimigos. 

Quando seu coração estiver cheio de amor, você não terá inimigos. 

O amor é a fundação desta vida espiritual.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE: 

II – Missão do Homem Inteligente na Terra

13 – Não vos orgulheis por aquilo que sabeis, porque esse saber tem limites bem estreitos, no mundo que habitais. Mesmo supondo que sejais um das sumidades desse globo, não tendes nenhuma razão para vos envaidecer. Se Deus, nos seus desígnios, vos fez nascer num meio onde pudestes desenvolver a vossa inteligência, foi por querer que a usásseis em benefício de todos. Porque é uma missão que Ele vos dá, pondo em vossas mãos o instrumento com o qual podeis desenvolver, ao vosso redor, as inteligências retardatárias e conduzi-las a Deus. A natureza do instrumento não indica o uso que dele se deve fazer? A enxada que o jardineiro põe nas mãos do seu ajudante não indica que ele deve cavar? E o que diríeis se o trabalhador, em vez de trabalhar, erguesse a enxada para ferir o seu senhor? Diríeis que isso é horroroso, e que ele deve ser expulso. Pois bem, não se passa o mesmo com aquele que se serve da sua inteligência para destruir, entre os seus irmãos, a ideia da Providência? Não ergue contra o seu Senhor a enxada que lhe foi dada para preparar o terreno? Terá ele direito ao salário prometido, ou merece, pelo contrário, ser expulso do jardim? Pois o será, não o duvideis, e arrastará existências miseráveis e cheias de humilhação, até que se curve diante daquele a quem tudo deve.

A inteligência é rica em méritos para o futuro, mas com a condição de ser bem empregada. Se todos os homens bem dotados se servissem dela segundo os desígnios de Deus, a tarefa dos Espíritos seria fácil, ao fazerem progredir a humanidade. Muitos, infelizmente, a transformaram em instrumento de orgulho e de perdição para si mesmos. O homem abusa de sua inteligência, como de todas as suas faculdades, mas não lhe faltam lições, advertindo-o de que uma poderosa mão pode retirar-lhe o que ela mesma lhe deu.

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O Evangelho Segundo o Espiritismo
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Nós momentos graves 


Diante de alguma desilusão que te impulsione a perder o incentivo para o trabalho...

Diante da incerteza que te visite, apontando-te as tentações e riscos que te ameacem...

Diante de mudanças imprevistas que te obriguem a pensar e a deliberar sem a escora de afetos com os quais já não contas...

Diante da crítica destrutiva que te induza a desistir de cooperar na oficina do bem...

Diante de seres queridos que te deixem a sós, sem comiseração por tua sede e necessidade de companhia...

Diante de palavras impensadas, partidas de pessoas estimáveis que te façam mergulhar no poço da amargura...

Diante do corpo doente e abatido que te lance o pensamento no deserto da tristeza e da insegurança...

Quando a morte reduzir ao silencio a voz daqueles que se te fazem queridos...

Quando qualquer sofrimento te abale os recessos da própria alma, entrega-te à fé, refugia-te em Deus, pensa em Deus, confia em Deus e espera por Deus, porque, acima de todas as tempestades e quedas, tribulações e desenganos Deus te sustentará.
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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Confia e segue
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Liberdade de escolha


Não dês trégua à desdita, à ociosidade, aos queixumes.

És senhor do teu destino, e ele tem para ti, como ponto de encontro, o infinito.

Quem se desvaloriza e se desmerece e se invalida, fica na retaguarda.

É necessário que te envolvas com o programa divino.

Todo aquele que se não envolve positivamente, nunca se desenvolve.

Se preferires sofrer, terás liberdade para a experiência até o momento em que te transfiras para a opção do bem-estar.

Desse modo, não transformes incidentes de pequena monta, coisas e ocorrências corriqueiras, em tragédias.

Ninguém tem o destino do sofrimento. Ele é resultado da ação negativa, jamais a causa.

Faze uma avaliação honesta da tua existência, sem consciência de culpa, sem pieguismo desculpista, sem coerção de qualquer natureza, e logo depois desperta para o que deves produzir de bom, de útil, de construtivo empenhando-te na realização da tua liberdade de ser feliz.

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Joanna de Ângelis
Divaldo Franco
Obra: Momentos de saúde
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terça-feira, 1 de novembro de 2022

No campo das provas


 A vida na Terra pode ser comparada a campo imenso de provas em que cada Espírito ingressa, procurando o triunfo em si próprio, na pauta dos valores de que não prescinde na Imortalidade Vitoriosa.

É assim que não há berços iguais para os que abordam a enorme arena de nossas antigas lutas.

Cada coração recolhe a valiosa oportunidade da experiência no lugar e no clima que digam respeito às suas justas necessidades.

 Sabendo agora que carreamos para o Além as paixões desvairadas e as indesejáveis inclinações a que nos afeiçoamos, durante o estágio no corpo físico, é preciso lembrar que renascemos sempre na paisagem e na situação em que possamos alcançar a bênção de nosso resgate ou de nossa cura.

 Desse modo o alcoólatra reaparecerá junto de pais dipsômanos, para sofrer de novo a vizinhança do vício, alijando-o de si mesmo.

 O criminoso ressurge no ambiente em que delinquiu para dominar os pensamentos culposos que lhe vergastam o Espírito.

 O suicida retornará ao veículo denso com os mesmos problemas em que se emaranhou nas trevas da alma, recapitulando, de novo, a lição do sofrimento para entesourar fortaleza e superação.

O malfeitor renascerá nos sítios em que as sombras se refugiam para compreender a grandeza da luz, consagrando-se a ela.

Quase sempre pela porta de entrada na esfera das criaturas humanas, é possível identificar a natureza de nossos débitos e reconhecer a nossa posição diante da Lei, exceção feita aos grandes missionários cujo patrimônio de virtude e de amor, de compreensão e sabedoria transcende o quadro de todas as influências terrestres.

 Repara em que espécie de provação e em que linha social te situas, buscando exercer a humildade e o bem, a coragem e o serviço onde estiveres, porque, hoje ou amanhã, a vida ensinar-te-á que ninguém recebe um corpo de carne para falir, mas sim para trabalhar e aprender dignamente, alçando-se com o tempo a mais altos níveis da Vida Eterna.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Semeador em tempos novos
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NOVEMBRO

Eu vi a Terra como um tabuleiro de xadrez, pintada com quadrados brancos e pretos. Choveu, o preto escorreu para o branco e tudo se tingiu de um cinza sujo e triste. Choveu mais e tudo se transformou.no mais puro branco. Eu ouvi as palavras:

Tenha fé. Fique firme e saiba que a Terra e tudo que nela existe está passando por um tremendo processo de limpeza. Tudo está caminhando muito bem, porque está de acordo com o Meu plano. Sinta-se em perfeita paz.

Dia 01 de Novembro 

Não existe pressão ou pressa na natureza.

 Uma semente deve seguir seu ciclo completo; ele não precisa se esforçar, as etapas se sucedem naturalmente. 

Tudo que você tem a fazer é deixar as coisas acontecerem naturalmente.

 Por que não se transformar numa linda borboleta?

 Livre-se da sua crisálida, desse espaço limitado, das restrições de suas idéias e de sua mente mortal. 

Para trocar de pele uma cobra vagarosamente se desenrola da pele velha e a abandona, para que ela seque e se desintegre.

 Um caranguejo ao crescer e se expandir larga a casca que ficou pequena demais e produz outra maior e mais bonita.

 Um passarinho quebra a casca do ovo e sai completamente transformado.

 Está livre, livre, livre! 

É isto que vai acontecer com você.

 Uma nova liberdade, uma nova alegria, todo um mundo novo está aguardando para se abrir quando você se decidir a abandonar os velhos costumes, pensamentos e idéias e se transformar.

🌼🌿🌼
Eileen Caddy
Abrindo Portas Interiores
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MENSAGEM DO ESE:

Obediência e resignação

A doutrina de Jesus ensina, em todos os seus pontos, a obediência e a resignação, duas virtudes companheiras da doçura e muito ativas, se bem os homens erradamente as confundam com a negação do sentimento e da vontade. A obediência é o consentimento da razão; a resignação é o consentimento do coração, forças ativas ambas, porquanto carregam o fardo das provações que a revolta insensata deixa cair. O pusilânime não pode ser resignado, do mesmo modo que o orgulhoso e o egoísta não podem ser obedientes. Jesus foi a encarnação dessas virtudes que a antigüidade material desprezava. Ele veio no momento em que a sociedade romana perecia nos desfalecimentos da corrupção. Veio fazer que, no seio da Humanidade deprimida, brilhassem os triunfos do sacrifico e da renúncia carnal.

Cada época é marcada, assim, com o cunho da virtude ou do vício que a tem de salvar ou perder. A virtude da vossa geração é a atividade intelectual; seu vicio é a indiferença moral. Digo, apenas, atividade, porque o gênio se eleva de repente e descobre, por si só, horizontes que a multidão somente mais tarde verá, enquanto que a atividade é a reunião dos esforços de todos para atingir um fim menos brilhante, mas que prova a elevação intelectual de uma época. Submetei-vos à impulsão que vimos dar aos vossos espíritos; obedecei à grande lei do progresso, que é a palavra da vossa geração. Ai do espírito preguiçoso, ai daquele que cerra o seu entendimento! Ai dele! porquanto nós, que somos os guias da Humanidade em marcha, lhe aplicaremos o látego e lhe submeteremos a vontade rebelde, por meio da dupla ação do freio e da espora. Toda resistência orgulhosa terá de, cedo ou tarde, ser vencida. Bem-aventurados, no entanto, os que são brandos, pois prestarão dócil ouvido aos ensinos.

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— Lázaro. (Paris, 1863.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. IX, item 8.)
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Oportunidades


As oportunidades são riquezas potenciais da alma no bojo do tempo.

Ei-las que nos procuram diariamente, chamando-nos através de situações e pessoas para que nos manifestemos na edificação do bem aos outros que resultará sempre em parcelas de felicidade em nosso favor.

Vigia-lhes a presença, a fim de aproveitá-las tanto quanto puderes.

O espírito da caridade nos pede semelhante atitude considerando-nos a tranquilidade própria.

Observa e verificaremos que os convites dessa natureza repontam incessantemente do caminho, embora nem sempre consigamos percebê-los.

É o irmão irritadiço que nos dirige determinada frase imprudente e infeliz, em momentos difíceis do trânsito, claramente aguardando a nossa doação de tolerância.

É o amigo em desvalimento, muitas vezes, abatido ou desesperado, esperando-nos a palavra tranquilizante ungida da simpatia e da solidariedade de que necessita, a fim de levantar-se, em espírito.

É o familiar atribulado por obstáculos diversos de quem nos cabe aproximar com o socorro que se nos faça possível.

É a página balsamizante, fácil de estender aos companheiros de experiência, vítimas de reveses ou daquele propósito de rebeldia ou vingança.

É a conversação amena e reconfortante, em casa ou na rua, com a qual inconscientemente afastamos alguém da queda no suicídio.

É o auxílio discreto ao amigo de sentimento anuviado por empecilhos vários a que a carência de recursos bastas vezes conhecidas por nós, no Plano Físico, sugere-nos a entregar-lhe com bondade o apoio que esse mesmo companheiro em penúria não nos pediu.

Há sempre alguém naufragando no ar das dificuldades humanas.

Alonga o próprio olhar e identificarás as oportunidades de servir que se destacam à mostra.

Não esperes que o próximo te solicite cooperação.

Colabora voluntariamente, na certeza de que estarás realizando valiosas sementeiras de trabalho e de amor, na construção do futuro melhor.

Oportunidades, aflições, lutas e provas!...

O tempo faz o desfile delas para que as reconheçamos.

Ergue-te, cada dia, faze o melhor ao teu alcance.

Trabalha e serve.

Hoje alguém nos deixa ver as tribulações que se lhe fazem precisas ao aprimoramento espiritual, de modo a que lhe possamos doar por nós mesmos algo de útil. Amanhã, porém, é possível seja para nós o dia da necessidade de receber.

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Emmanuel
Chico Xavier
Paciência
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Reprimindo o mal


Quem realmente se encontra interessado em auxiliar não critica de maneira contundente aquele que deseja viver de passo acertado nos caminhos do Bem: aproxima-se e esclarece com bondade e paciência, sem jamais, nas atitudes ou na voz, transparecer superioridade...

Quase sempre, quem torna pública a crítica que dirige a alguém, oculta propósitos menos edificantes.
É curioso observar-se que, na maioria das vezes, quem possui suficiente autoridade moral para censurar a conduta alheia adota o silêncio por norma de ação.

Jesus silenciou diante de infeliz irmã surpreendida em adultério...

A melhor crítica é aquela que ensina com as mãos como deve ser feito e não simplesmente a que teoriza, traçando roteiros comportamentais para os outros.

A justa repressão do Mal só acontecerá através da genuína prática do bem.

Desacreditar os outros, ridicularizando-os, é a técnica de quem acha mais fácil lançar os seus supostos adversários por terra, ao invés de elevar-se ele mesmo às expensas de seu próprio suor a um patamar que o nivele a exemplos nobilitantes.

Em muitas ocasiões, a crítica é o disfarce da maledicência, e a inveja, o verdadeiro móvel de suas intenções.
Quando este ou aquele companheiro esteja sendo dura e excessivamente criticado, atentemos para o que nele os seus opositores combatem, porquanto pode ser que simplesmente estejam se unindo por interesses que lhes são comuns, na defesa de pontos de vista conservadores ou, então, por reconhecerem a própria incapacidade de fazer o mesmo.

A crítica sincera não expõe as chagas morais de quem quer que seja, nunca misturando ideias com deslizes de ordem pessoal que, em última análise, apenas devem dizer respeito àqueles que, certamente, têm se empenhado em combatê-los.

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Irmão José (psic. Carlos Baccelli)
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segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Santo remédio



Amigo, você nos pede alguns apontamentos, a fim de exonerar-se da depressão.

Em resposta, oferecemos a você a história que nos foi transmitida por dedicado obreiro da luz que decerto a trouxe do Plano Físico, recolhendo-a de outros amigos que assim nos possibilitaram a versão deste momento.

Um rapaz doente descobriu, por via mediúnica, a presença do sábio Hermilon que o acompanhava paternalmente, desde outras existências.

E, certa feita, o moço abeirou-se do mentor e pediu-lhe respeitosamente para que o liberasse da angústia.

O interpelado sorriu e replicou:

- Você estará livre desse pesadelo, mas, antes, peço-lhe por obséquio, auxiliar na reconstrução do barraco de pobre viúva e quatro filhos pequenos, que ficaram desabrigados na noite passada.

De posse do endereço, o amigo voltou ao corpo físico e procurou a viúva indicada.

Encontrou-a com os pequerruchos, ao relento, ante os destroços do cubículo destruído por violenta tempestade.

O rapaz, em quarenta e dois dias de suor, empreendeu o levantamento da habilitação humilde e rematou-a com segurança.

Logo após, voltou à presença do mentor e repetiu-lhe a petição.

O orientador, porém, absteve-se de qualquer referência ao problema da angústia e rogou-lhe, fosse cooperar em favor de um amigo atacado de hepatite num albergue de indigentes.

O amigo retornou ao corpo físico e, durante seis meses, foi o enfermeiro atencioso do velhinho quase abandonado, num albergue da indigência.

Ao observá-lo relativamente restabelecido, tornou ao protetor espiritual e repetiu-lhe a mesma petição.

O mentor não entrou na questão e pediu-lhe serviço em auxílio a um menino infeliz, acidentado numa estrada deserta.

O protegido obedeceu prontamente e passou oito meses na posição de enfermeiro atento num pouso assinalado por extrema penúria, doando força ao adolescente desvalido, a fim de que não lhe faltasse paciência, ante as pernas engessadas.

Finda tarefa, voltou ao guia e suplicou-lhe a desejada medicação.

O orientador não formulou qualquer comentário e solicitou-lhe colaboração, a beneficio de uma criança pobre anêmica que lutava instintivamente para não cair na leucemia.

O rapaz não vacilou e por dez meses velou junto à criança, auxiliando-a a sorver recalcificantes e caldos.

Notando-a restaurada, retornou à presença de Hermilon, mas o sábio pediu-lhe apoio em auxilio de velho companheiro que precisava viver no mundo mais algum tempo, de modo a concluir tarefas determinadas.

O moço atendeu ao pedido, de imediato, e gastou dois anos de serviço junto ao doente esquecido e desamparado.

E tanto se desdobrou em esforço para alentar-lhe o retorno à saúde que terminou o valioso encargo, restituindo-o a vida normal, conquanto conservasse os remanescentes da luta orgânica a que se empenhara.

Logo após, regressou ao contato de Hermilon e, com surpresa para o mentor, nada lhe solicitou e, sim, lhe agradeceu a bênção das instruções recebidas, acentuando:

- Agora sei, amado amigo, que estou de posse do remédio esperado. O serviço ao próximo eliminou as minhas depressões e, de agora em diante, não desejo estacionar na disponibilidade vazia.

O sábio abraçou-o, sorriu e rematou:

- Seja feliz com sua preciosa descoberta. O bem que você ofertou ao próximo voltou ao seu coração em forma de alegria e essa alegria de servir passou a iluminar o seu coração para sempre.

Ai fica, meu amigo, o nosso conto-medicamento.

Segundo você pode notar, a receita é claramente acessível, mas, em qualquer caso, a aplicação depende de nós.

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Fonte Livro “Presença de Luz”
Augusto Cezar
Psicografia Chico Xavier
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31 de outubro

A fé exige mais do que ficar parado e deixar tudo por Minha conta. 

Você tem uma tarefa a cumprir, porque "de acordo com a sua fé, assim será".

 Colocando sua fé e confiança incondicionalmente em Mim, tudo é possível. 

Viva pela fé e demonstre as Minhas leis para que todos possam ver.

 Vamos trabalhar como um, viver como um, ser um; Eu em você e você em Mim. 

Quando você compreender que tudo é possível para Mim, você perceberá que tudo é possível para você também, porque EU ESTOU trabalhando em você e através de você. 

Nada acontecerá se você não tomar a iniciativa.

 EU ESTOU em você e você representa Minhas mãos e Meus pés.

 Dedique essas mãos e pés a Mim e ao Meu serviço e tudo fluirá suavemente. 

Trabalhe em perfeita harmonia e ritmo com as Minhas leis e veja os prodígios acontecerem um após o outro, e agradeça eternamente por tudo.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

PAGAR O MAL COM O BEM

1 – Tendes ouvido o que foi dito: Amarás ao teu próximo e aborrecerás ao teu inimigo. Mas eu vos digo: Amai os vossos inimigos, fazei bem ao que vos odeia, e orai pelos que vos perseguem e caluniam, para serdes filhos de vosso Pai, que está nos céus, o qual faz nascer o seu o seu sol sobre bons e maus, e vir chuva sobre justos e injustos. Porque, se não amardes senão aos que vos amam, que recompensa haveis de ter? Não fazem os publicanos também assim? E se saudardes somente aos vossos irmãos, que fazeis nisso de especial? Não fazem também assim os gentios? – Eu vos digo que, se a vossa justiça não for maior e mais perfeita que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos Céus. (Mateus, V: 20, 43-47).

2 – E se vós amais somente aos que vos amam, que merecimento é o que vós tereis? Pois os pecadores também amam os que os amam. E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que merecimento é o que vós tereis? Porque isto mesmo fazem também os pecadores. E se emprestardes somente àqueles de quem esperais receber, que merecimento é o que vós tereis? Porque também os pecadores emprestam uns aos outros, para que se lhes faça outro tanto. Amai, pois, os vossos inimigos, façam bem, e emprestai, sem nada esperar, e tereis muito avultada recompensa, e sereis filhos do Altíssimo, que faz bem aos mesmos que lhe são ingratos e maus. Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. (Lucas, VI: 32-36).

3 – Se o amor do próximo é o princípio da caridade, amar aos inimigos é a sua aplicação sublime, porque essa virtude constitui uma das maiores vitórias conquistadas sobre o egoísmo e o orgulho.

Não obstante, geralmente nos equivocamos quanto ao sentido da palavra amor, aplicada a esta circunstância. Jesus não pretendia, ao dizer essas palavras, que se deve ter pelo inimigo a mesma ternura que se tem por um irmão ou por um amigo. A ternura pressupõe confiança. Ora, não se pode ter confiança naquele que se sabe que nos quer mal. Não se pode ter para com ele as efusões da amizade, desde que se sabe que é capaz de abusar delas. Entre pessoas que desconfiam umas das outras, não pode haver os impulsos de simpatia existentes entre aquelas que comungam nos mesmos pensamentos. Não se pode, enfim, ter a mesma satisfação ao encontrar um inimigo, que se tem com um amigo.

Esse sentimento, por outro lado, resulta de uma lei física: a da assimilação e repulsão dos fluidos. O pensamento malévolo emite uma corrente fluídica que causa penosa impressão; o pensamento benévolo envolve-nos num eflúvio agradável. Daí a diferença de sensações que se experimenta, à aproximação de um inimigo ou de um amigo. Amar aos inimigos não pode, pois, significar que não se deve fazer nenhuma diferença entre eles e os amigos. Este preceito parece difícil, e até mesmo impossível de se praticar, porque falsamente supomos que ele prescreve darmos a uns e a outros o mesmo lugar no coração. Se a pobreza das línguas humanas nos obriga a usarmos a mesma palavra, para exprimir formas diversas de sentimentos, a razão deve fazer as diferenças necessárias, segundo os casos.

Amar aos inimigos, não é, pois, ter por eles uma afeição que não é natural, uma vez que o contato de um inimigo faz bater o coração de maneira inteiramente diversa que o de um amigo. Mas é não lhes ter ódio, nem rancor, ou desejo de vingança. É perdoá-los sem segunda intenção e incondicionalmente, pelo mal que nos fizeram. É não opor nenhum obstáculo à reconciliação. É desejar-lhes o bem em vez do mal. É alegrar-nos em lugar de aborrecer-nos com o bem que os atinge. É estender-lhes a mão prestativa em caso de necessidade. É abster-nos, por atos e palavras, de tudo o que possa prejudicá-los. É, enfim, pagar-lhes em tudo o mal com o bem, sem a intenção de humilhá-los. Todo aquele que assim fizer, cumpre as condições do mandamento: Amai aos vossos inimigos.

4 – Amar aos inimigos é um absurdo para os incrédulos. Aquele para quem a vida presente é tudo, só vê no seu inimigo uma criatura perniciosa, a perturbar-lhe o sossego, e do qual somente a morte o pode libertar. Daí o desejo de vingança. Não há nenhum interesse em perdoar, a menos que seja para satisfazer o seu orgulho aos olhos do mundo. Perdoar, até mesmo lhe parece, em certos casos, uma fraqueza indigna da sua personalidade. Se não se vinga, pois, nem por isso deixa de guardar rancor e um secreto desejo de fazer o mal.

Para o crente, e mais ainda para o espírita, a maneira de ver é inteiramente diversa, porque ele dirige o seu olhar para o passado e o futuro, entre os quais, a vida presente é um momento apenas. Sabe que, pela própria destinação da Terra, nela devem encontrar homens maus e perversos; que as maldades a que está exposto fazem parte das provas que deve sofrer. O ponto de vista em que se coloca torna-lhe as vicissitudes menos amargas, quer venham dos homens ou das coisas. Se não se queixa das provas, não deve queixar-se também dos que lhe servem de instrumentos. Se, em lugar de lamentar, agradece a Deus por experimentá-lo, deve também agradecer a mão que lhe oferece a ocasião de mostrar a sua paciência e a sua resignação. Esse pensamento o dispõe naturalmente ao perdão. Ele sente, aliás, que quanto mais generoso for, mais se engrandece aos próprios olhos e mais longe se encontra do alcance dos dardos do seu inimigo.

O homem que ocupa no mundo uma posição elevada não se considera ofendido pelos insultos daquele que olha como seu inferior. Assim acontece com aquele que se eleva, no mundo moral, acima da humanidade material. Compreende que o ódio e o rancor o envileceriam e rebaixariam, pois, para ser superior ao seu adversário, deve ter a alma mais nobre, maior e mais generosa.

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O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
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Terapêuticas evangélicas


"... A fim de que o que semeia e o que ceifa, juntamente se regozijem". (João – 4:36)

Examine a problemática de quem sofre antes de emitir opinião.

Não fale apenas por falar. Por trás de cada problema, há sutilezas que escapam ao observador superficial.

Ausculte a dificuldade do amigo, antes de exteriorizar o que você pensa.

Não arrole palavras sem conhecer a situação.

Qualquer conceito, assim precipitado, funciona mal.

Inspire confiança antes de qualquer cometimento verbal.

Não se agite.

Palavras e somente palavras não infundem a necessária paz.

Considere a questão do sofredor sob o ponto de vista dele.

Não aconselhe pelo simples fato de haver-se proposto a essa tarefa.

O conselho que você doa possui validade se encontrar receptividade no ouvinte. Penetre-se de fraternal interesse ante os fatores aflitivos que lhe apresenta o consulente.

Não lhe diga de imediato o que pensa.

Sugira o que ele deve fazer, como se fora ele próprio quem se está induzindo à ação.

Saiba ouvir primeiro, porquanto a criatura, encarnada ou não, dificilmente consegue dizer o que pretende, com a necessária exatidão.

Não exponha ideias, sucessivas, sem as indispensáveis reflexões que ajudem o ouvinte a fixá-las.

A arte de ouvir é muito importante para quem pretende ajudar.

As terapêuticas evangélicas são sempre trabalhadas no sentimento de quem as aplica.

As técnicas ajudam. A legitimidade da unção de quem coopera lobriga êxito.

A metodologia guia. A atividade honesta junto ao necessitado atinge a finalidade de conduzi-lo corretamente.

Os recursos de que você pode dispor quando pretende ajudar, aplicando a terapia do Evangelho, dependem, sobretudo, da sua exteriorização íntima, em forma de amor, interesse e caridade, legitimamente lavrados em seu esforço pessoal pelo próprio burilamento.

Não se transforme, portanto, no homem que só ensina pela palavra. Seja o cristão que prodigaliza lições pelo exemplo.

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Marcos Prisco
Divaldo Franco
Obra: Momentos de decisão
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Violência


Pede-nos você algumas observações sobre violência.

Aqui vai uma. É um pedaço do cotidiano na vida terrestre.

Ele, o esposo, chamava-se Pedro Manoel.

Ela, a companheira, Maria da Conceição.

Ele, o filhinho de quatro janeiros, Lúcio Ismael.

Chegou à noite em que Pedro, com fome de riqueza fácil gritou, furioso, para a mulher.

- Pois, hoje mesmo, vou-me embora. De hoje em diante. Estou cansado de migalhas. Vou e voltarei rico. Tenho o meu revólver para agir. Você terá as jóias que nunca viu e nosso filho ganhará o conforto que merece...Não sei quando, mas voltarei ao nosso barraco...

Notando que o esposo se preparava para sair, a companheira falou, humilde:

- O que é isto, Pedro? Você vai onde?

Ele trovejou:

- Vou para o mundo, vou roubar.

E nada o deteve. O homem se retirou, à guisa de porta.

Maria da Conceição, no escuro da noite, enlaçou-se ao pequenino e começou a rezar...

Quase quatro meses passados sobre a partida brusca de Pedro e vamos reencontrá-lo nas primeiras horas da madrugada, espionando os fundos de uma casa grande, cercada de extenso e belo jardim.

Escondendo-se na folhagem com a esperteza de um gato e pisando muito de leve, conseguiu abrir a porta que o oferecia acesso ao quintal estreito e, de revólver na mão, ensaiando os primeiros passos nas sombras que o luar prateava.

Penetrando no ambiente que pressupunha enriquecido de valores imensos, eis que a senhora encarregada de zelar pela casa, percebeu-lhe a presença e, agarrando-se ao filhinho, passou a pedir socorro, em voz alta.

O assaltante, irritado, varou a porta semi-cerrada do aposento e desfechou dois tiros sobre a mulher que lhe frustrara os planos, fugindo em seguida.

Somente pelos jornais da manhã seguinte, Pedro Manoel veio, a saber, que exterminara a vida da esposa e do filhinho, para os quais, diariamente, se lhe voltava o coração.

Correu à procura de parentes, tentando obter noticias, cientificando-se, por fim, de que Maria da Conceição, pressionada por grandes necessidades, resolvera empregar-se nas funções doméstica, na casa digna em
que trabalhara quando solteira.

Desesperado o infeliz desequilibrou-se e, com a arma da véspera, entregou-se ao suicídio.

Aqui está, meu amigo, o que lhe posso contar.

Violência é isso ai.

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Espírito Augusto Cezar
Chico Xavier
Obra: Presença de luz
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domingo, 30 de outubro de 2022

O negócio da doação



 O professor Chaves, pioneiro da Doutrina Espírita, em Uberaba, Minas, foi procurado por prestigioso amigo do campo social, que lhe falou sem rebuços:

— Chaves, agora desejo doar duzentos contos para obras espíritas; entretanto, como você não desconhece, tenho aspirações políticas desde muito tempo.

 O distinto educador, sumamente conhecido por sua virtuosa austeridade, guardava silêncio.

E o outro prosseguia:

— Já auxiliei construções espíritas numerosas, mas tudo sem resultado. Tenho apenas recebido ingratidões e mais ingratidões. É uma lástima. Em toda parte, mentiras e mentiras. Queria, desse modo…

 Como a reticência se prolongasse, Chaves perguntou:

— Queria o quê, meu amigo?

— Desejava a sua palavra empenhada, o apoio de seu prestígio diante dos espíritas, para que me garantissem o voto.

— Nada posso fazer, — disse o professor, peremptório.

 — Que é isso? — Falou o amigo, com ar de censura. — Você prometeu receber-me e atender ao meu problema.

— Pensei que o senhor estivesse tratando de caridade, mas o que francamente procura é a realização de um negócio, — disse Chaves, imperturbável.

— Que ideia! — Falou o visitante, desencantado. — Entrego duzentos contos, duzentos contos de réis… Que é caridade, então?

 Humilde e simples, o professor explicou:

— Caridade é o amor de Deus no coração humano. E esse amor, meu amigo, conforme nos ensina o Espiritismo, não tem preço. Onde é que o senhor já viu alguém pagar a luz do Sol, a bênção do ar, o tesouro do verdadeiro amor ou o espetáculo do céu estrelado?…

— Mas Chaves, — disse o outro, — isso é muita filosofia… O que eu desejo é fazer uma dádiva… Para vocês, espíritas, o que vem a ser uma dádiva?

E o educador respondeu, sereno:

— Dádiva é o bem que a gente faz sem esperar recompensa de coisa alguma.

 O político, nervoso, despediu-se e procurou distração num bilhar. E inquirido por alguns correligionários quanto aos resultados da entrevista, deu primorosa tacada e falou que o professor João Augusto Chaves não passava de um louco.

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Hilário Silva
Chico Xavier
Obra: A vida escreve 
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30 de outubro

Aprenda a doar livremente tudo que você possui.

Aprenda a receber graciosamente tudo que lhe dão e aplique isso sabiamente para a expansão e melhoria do todo.

Quando você doar, faça-o sem contar os custos.

Aquilo que é doado de boa vontade, com todo amor, trará bênçãos e alegrias para muitas pessoas e se multiplicará.

Mas lembre-se: não se apegue ao que você doar: doe e não pense mais nisso.

Quando fizer uma tarefa, faça-a com amor e seja grato por ter a habilidade necessária.

Faça-a com perfeição e nunca pense no que pode ganhar com isso.

Quando você aprender a fazer tudo pela Minha honra e glória, você terá aprendido a arte de doar verdadeiramente.

Você sentirá alegria em tudo que doar e toda a sua atitude e visão das coisas serão corretas.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Escândalos. Se a vossa mão é motivo de escândalo, cortai-a

Se algum escandalizar a um destes pequenos que creem em mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço uma dessas mós que um asno faz girar e que o lançassem no fundo do mar.

Ai do mundo por causa dos escândalos; pois é necessário que venham escândalos; mas, ai do homem por quem o escândalo venha.

Tende muito cuidado em não desprezar um destes pequenos. Declaro-vos que seus anjos no céu vêem incessantemente a face de meu Pai que está nos céus, porquanto o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido.

Se a vossa mão ou o vosso pé vos é objeto de escândalo, cortai-os e lançai-os longe de vós; melhor será para vós que entreis na vida tendo um só pé ou uma só mão, do que terdes dois e serdes lançados no fogo eterno. — Se o vosso olho vos é objeto de escândalo, arrancai-o e lançai-o longe de vós; melhor para vós será que entreis na vida tendo um só olho, do que terdes dois e serdes precipitados no fogo do inferno.
(S. MATEUS, cap. XVIII, vv. 6 a 11; V, vv. 29 e 30.)

No sentido vulgar, escândalo se diz de toda ação que de modo ostensivo vá de encontro à moral ou ao decoro. O escândalo não está na ação em si mesma, mas na repercussão que possa ter. A palavra escândalo implica sempre a idéia de um certo arruído. Muitas pessoas se contentam com evitar o escândalo, porque este lhes faria sofrer o orgulho, lhes acarretaria perda de consideração da parte dos homens. Desde que as suas torpezas fiquem ignoradas, é quanto basta para que se lhes conserve em repouso a consciência. São, no dizer de Jesus: “sepulcros branqueados por fora, mas cheios, por dentro, de podridões; vasos limpos no exterior e sujos no interior”.

No sentido evangélico, a acepção da palavra escândalo, tão amiúde empregada, é muito mais geral, pelo que, em certos casos, não se lhe apreende o significado. Já não é somente o que afeta a consciência de outrem, é tudo o que resulta dos vícios e das imperfeições humanas, toda reação má de um indivíduo para outro, com ou sem repercussão. O escândalo, neste caso, é o resultado efetivo do mal moral.

É preciso que haja escândalo no mundo, disse Jesus, porque, imperfeitos como são na Terra, os homens se mostram propensos a praticar o mal, e porque, árvores más, só maus frutos dão. Deve-se, pois, entender por essas palavras que o mal é uma conseqüência da imperfeição dos homens e não que haja, para estes, a obrigação de praticá-lo.

É necessário que o escândalo venha, porque, estando em expiação na Terra, os homens se punem a si mesmos pelo contacto de seus vícios, cujas primeiras vitimas são eles próprios e cujos inconvenientes acabam por compreender. Quando estiverem cansados de sofrer devido ao mal, procurarão remédio no bem. A reação desses vícios serve, pois, ao mesmo tempo, de castigo para uns e de provas para outros. E assim que do mal tira Deus o bem e que os próprios homens utilizam as coisas más ou as escórias.
Sendo assim, dirão, o mal é necessário e durará sempre, porquanto, se desaparecesse, Deus se veria privado de um poderoso meio de corrigir os culpados. Logo, é inútil cuidar de melhorar os homens.

Deixando, porém, de haver culpados, também desnecessário se tornariam quaisquer castigos. Suponhamos que a Humanidade se transforme e passe a ser constituída de homens de bem: nenhum pensará em fazer mal ao seu próximo e todos serão ditosos por serem bons. Tal a condição dos mundos elevados, donde já o mal foi banido; tal virá a ser a da Terra, quando houver progredido bastante. Mas, ao mesmo tempo que alguns mundos se adiantam, outros se formam, povoados de Espíritos primitivos e que, além disso, servem de habitação, de exílio e de estância expiatória a Espíritos imperfeitos, rebeldes, obstinados no mal, expulsos de mundos que se tornaram felizes.

Mas, ai daquele por quem venha o escândalo. Quer dizer que o mal sendo sempre o mal, aquele que a seu mau grado servir de instrumento à justiça divina, aquele cujos maus instintos foram utilizados, nem por isso deixou de praticar o mal e de merecer punição. Assim é, por exemplo, que um filho ingrato é uma punição ou uma prova para o pai que sofre com isso, porque esse pai talvez tenha sido também um mau filho que fez sofresse seu pai. Passa ele pela pena de talião. Mas, essa circunstancia não pode servir de escusa ao filho que, a seu turno, terá de ser castigado em seus próprios filhos, ou de outra maneira.

Se vossa mão é causa de escândalo, cortai-a. Figura enérgica esta, que seria absurda se tomada ao pé da letra, e que apenas significa que cada um deve destruir em si toda causa de escândalo, isto é, de mal; arrancar do coração todo sentimento impuro e toda tendência viciosa. Quer dizer também que, para o homem, mais vale ter cortada uma das mãos, antes que servir essa mão de instrumento para uma ação má; ficar privado da vista, antes que lhe servirem os olhos para conceber maus pensamentos. Jesus nada disse de absurdo, para quem quer que apreenda o sentido alegórico e profundo de suas palavras. Muitas coisas, entretanto, não podem ser compreendidas sem a chave que para as decifrar o Espiritismo faculta.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VIII, itens 11 a 17.)
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Tudo é amor


Vida - É o Amor existencial.

Razão - É o Amor que pondera.

Estudo - É o Amor que analisa.

Ciência - É o Amor que investiga.

Filosofia - É o Amor que pensa.

Religião - É o Amor que busca Deus.

Verdade - É o Amor que se eterniza.

Ideal - É o Amor que se eleva.

Fé - É o Amor que se transcende.

Esperança - É o Amor que sonha.

Caridade - É o Amor que auxilia.

Fraternidade - É o Amor que se expande.

Sacrifício - É o Amor que se esforça.

Renúncia - É o Amor que se depura.

Simpatia - É o Amor que sorri.

Altruísmo - É o Amor que se engrandece.

Trabalho - É o Amor que constrói.

Indiferença - É o Amor que se esconde.

Desespero - É o Amor que se desgoverna.

Paixão - É o Amor que se desequilibra.

Ciúme - É o Amor que se desvaira.

Egoísmo - É o Amor que se animaliza.

Orgulho - É o Amor que enlouquece.

Sensualismo - É o Amor que se envenena.

Vaidade - É o Amor que se embriaga.

Finalmente, o ódio, que julgas ser a antítese do Amor,
não é senão o próprio Amor que adoeceu gravemente.

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André Luiz
Chico Xavier
Obra: Atitudes da vida
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Lembraremos


Às vezes, queixas-te da vida, ante os contratempos naturais do cotidiano.

Entretanto, se te lembrares da extensa fila dos companheiros algemados às grandes tribulações da retaguarda, decerto não inclinarias tanto à lamentação estéril e, sim, te engajarias na turma dos irmãos que se consagram à tarefa de aliviar os sofrimentos alheios.

Sai de ti mesmo e conseguiras vê-los com facilidade.

É o homem que perdeu ambas as pernas num acidente do trabalho e passa na rua com o favor de alguém que lhe dirige a cadeira de rodas;

É o jovem paralítico que sobreviveu à própria condição pelo devotamento da mulher que se lhe fez mãe, em nome de Deus;

É o cego que exemplifica serenidade e coragem, seguindo para o trabalho com o apoio da bengala branca que lhe evidencia a presença;

É a irmã em penúria, cercada de crianças andrajosas que vai ao encontro do pão da beneficência, a fim de regressar, logo após, à furna em que reside, sob antiga ponte abandonada;

É o hanseniano esquecido; é o amigo em desespero, prestes a cair nas malhas do suicídio; é o doente imobilizado e sem recursos, na periferia da cidade, à espera de alguém que lhe estenda um copo d’água; é o irmão portador de constrangimentos e inibições, incapaz de mais ampla comunicação com os semelhantes; é a mulher apunhalada de dor que tateia a lousa, tentando inutilmente ouvir algum sinal do filho, cuja voz foi abafada pelo frio da morte...

Pensa nos caminheiros do infortúnio que te partilham a marcha.

Se te lembrares deles, certamente silenciarás toda queixa, porquanto, à frente das vantagens que usufruis, saberás unicamente render graças a Deus.

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Espírito Augusto Cezar
Chico Xavier
Obra: Presença de luz
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