quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Esquema



Observa.

Cada manhã é um novo dia.

Renasceste.

Saíste, mais uma vez, da nebulosa.

Deus te renovou o pensamento no cérebro aceso.

Retomaste a presença da luz.

O tempo te pertence.

Podes idear, criar, analisar.

 Despertaste junto dos outros.

Tens o dom de servir.

Aceita a bênção de entender e a felicidade de trabalhar.

Reinicia a tarefa, estampando um sorriso em tuas páginas de bondade.

Coloca otimismo e paz, esperança e alegria em tua lista de doações para hoje.

Age agora para o bem.

Se mágoas de ontem ainda te pesam na alma, procura esquecê-las.

Se ofendeste a alguém, dispõe-te a sanar a falta cometida.

Se alguém te feriu, perdoa sem condições.

Olha os quadros em torno.

A vida te busca.

A oficina da oportunidade te abre as portas.

Escolhe fazer o melhor que puderes.

Sai de ti mesmo.

E segue adiante para amar, auxiliar, construir e compreender, porque Deus espera por ti.

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Meimei
Chico Xavier
Obra: Tempo de luz
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08 de dezembro

Quantas vezes por dia você se conscientiza de Mim?

Quantas vezes por dia você reconhece a Minha mão no que está acontecendo e Me agradece?

Observe-se hoje e tente manter contato coMigo o tempo todo.

Não será fácil no começo, porque você vai se dispersar pelos atalhos e estradas da vida e então nenhum pensamento sobre Min entrará na sua consciência por longos.períodos de tempo.

Para começar, você terá que aprender a trazer sua consciência de volta para Mim e parar de andar a esmo.

Mas, à medida que você continua a fazer sempre isso, gradualmente você ficará mais e mais conscientemente alerta para a Minha presença.

Você aprenderá a viver e a se mover e manter seu ser em Mim, e você entenderá a significado da nossa unidade: você entenderá que não há separação, que EU ESTOU em você e você está em Mim, e que nós somos um.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Pelas suas obras é que se reconhece o cristão

“Nem todos os que me dizem: Senhor! Senhor! entrarão no reino dos céus, mas somente aqueles que fazem a vontade de meu Pai que está nos céus.”
Escutai essa palavra do Mestre, todos vós que repelis a Doutrina Espírita como obra do demônio. Abri os ouvidos, que é chegado o momento de ouvir.

Será bastante trazer a libré do Senhor, para ser-se fiel servidor seu? Bastará dizer: “Sou cristão”, para que alguém seja um seguidor do Cristo? Procurai os verdadeiros cristãos e os reconhecereis pelas suas obras. “Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má pode dar frutos bons.” — “Toda árvore que não dá bons frutos é cortada e lançada ao fogo.” São do Mestre essas palavras. Discípulos do Cristo, compreendei-as bem! Que frutos deve dar a árvore do Cristianismo, árvore possante, cujos ramos frondosos cobrem com sua sombra uma parte do mundo, mas que ainda não abrigam todos os que se hão de grupar em torno dela? Os da árvore da vida são frutos de vida, de esperança e de fé. O Cristianismo, qual o fizeram há muitos séculos, continua a pregar essas virtudes divinas; esforça-se por espalhar seus frutos, mas quão poucos os colhem! A árvore é boa sempre, porém maus são os jardineiros. Entenderam de moldá-la pelas suas idéias; de talhá-la de acordo com as suas necessidades; cortaram-na, diminuíram-na, mutilaram-na; tornados estéreis, seus ramos não dão maus frutos, porque nenhuns mais produzem. O viajor sedento, que se detém sob seus galhos à procura do fruto da esperança, capaz de lhe restabelecer a força e a coragem, somente vê uma ramaria árida, prenunciando tempestade. Em vão pede ele o fruto de vida à árvore da vida; caem-lhe secas as folhas; tanto as remexeu a mão do homem, que as crestou.

Abri, pois, os ouvidos e os corações, meus bem-amados! Cultivai essa árvore da vida, cujos frutos dão a vida eterna. Aquele que a plantou vos concita a tratá-la com amor, que ainda a vereis dar com abundância seus frutos divinos. Conservai-a tal como o Cristo vo-la entregou: não a mutileis; ela quer estender a sua sombra imensa sobre o Universo: não lhe corteis os galhos. Seus frutos benfazejos caem abundantes para alimentar o viajor faminto que deseja chegar ao termo da jornada; não amontoeis esses frutos, para os armazenar e deixar apodrecer, a fim de que a ninguém sirvam. “Muitos são os chamados e poucos os escolhidos.” É que há açambarcadores do pão da vida, como os há do pão material. Não sejais do número deles; a árvore que dá bons frutos tem que os dar para todos. Ide, pois, procurar os que estão famintos; levai-os para debaixo da fronde da árvore e partilhai com eles do abrigo que ela oferece. — “Não se colhem uvas nos espinheiros.” Meus irmãos, afastai-vos dos que vos chamam para vos apresentar as sarças do caminho, segui os que vos conduzem à sombra da árvore da vida.

O divino Salvador, o justo por excelência, disse, e suas palavras não passarão: “Nem todos os que dizem: Senhor! Senhor! entrarão no reino dos céus; entrarão somente os que fazem a vontade de meu Pai que está nos céus.”
Que o Senhor de bênçãos vos abençoe; que o Deus de luz vos ilumine; que a árvore da vida vos ofereça abundantemente seus frutos! Crede e orai. 

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— Simeão. (Bordéus, 1863.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVIII, item 16.)
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O mau hábito de se sentir ofendido com tudo


Todos nós conhecemos alguém que costuma se sentir ofendido com tudo. É muito difícil lidar com esse tipo de pessoa, já que a qualquer momento elas podem ficar aborrecidas com algo que nunca passou pela nossa cabeça que poderia incomodá-las.

O complicado é que muitas vezes se sentem incomodadas ou desconfortáveis com fatos ou situações que realmente não valem a pena. Seja por uma piada insignificante, um pequeno esquecimento ou pelo uso de uma palavra que elas acham intolerável. Às vezes, o que existe é um estado de extrema suscetibilidade, ou então simplesmente assumiram o hábito de se sentirem ofendidas por tudo.

“Quem não conhece o riso é suscetível a conhecer a dor, e isso é ainda mais complexo”.
– Javier Marías –

Tanto para aqueles que se sentem assim, quanto para as pessoas que os rodeiam, tudo se torna muito difícil. Essa atitude acaba bloqueando o relacionamento com os outros, além de gerar muito sofrimento, quase sempre de forma desnecessária. Por que há pessoas que se ofendem com tudo? O que fazer nesses casos?

As razões para se sentir ofendido com tudo

Essa sensação de ofensa ocorre quando percebemos que os outros nos tratam com depreciação e inferioridade, quando não nos reconhecem ou não reconhecem o que fazemos. Certamente isso ofende, mas sejamos sinceros, acontece todos os dias.

No entanto, para algumas pessoas, esse tipo de situação é intolerável. Elas são radicais e sofrem com isso. O fato de alguém se sentir ofendido com tudo pode ter várias causas. Estas são algumas delas:

Sentimento de inferioridade. Quando a autoestima não é sólida e há um ego forte, é possível que a pessoa se sinta ofendida com tudo. Acredita que os outros gostariam de lembrá-la constantemente de que ela é inferior. No entanto, é o seu complexo que a faz se sentir assim.
Pensamento rígido. São pessoas que acreditam que as coisas devem ser ditas ou feitas de uma única maneira. Quando algo não atende a esses parâmetros, sentem que a ordem foi quebrada e se ofendem. Além disso, geralmente são muito suscetíveis a críticas contra as suas crenças.
Egocentrismo. Dar muita importância ao “eu sou” nos deixa um pouco paranoicos. Acabamos assumindo que tudo gira ao nosso redor e que os outros estão sempre comentando, olhando ou apontando a nossa maneira de ser ou agir.

É aconselhável ter cuidado ao lidar com questões como religião, sexualidade, ideologias políticas ou nacionalismos. São temas que despertam todo tipo de suscetibilidade, mais ainda para alguém que se sente ofendido com tudo.

As ofensas e sua verdadeira importância

Muitas pessoas dizem: “Ninguém o ofende. É você quem se ofende com tudo”. E isso realmente é verdade. Todos têm o direito de pensar, opinar e dizer o que desejam. Mas, é claro que existe um limite. A violência psicológica é inadmissível. Entre a violência psicológica e uma opinião ou atitude que não gostamos, há um longo caminho a percorrer. Ninguém pode viver de forma saudável e se sentir ofendido com tudo a todo momento.

O que podemos fazer? Essas recomendações podem ajudar alguém que se ofende tudo:
Ninguém o ofendeu, o outro simplesmente tem ideias diferentes das suas. Talvez você acredite que ele deva pensar ou agir de uma determinada maneira. O que está errado são as suas expectativas, não o que os outros fazem ou dizem.

Permitir que as pessoas sejam do jeito que são. Ninguém tem o direito de moldar o comportamento da outra pessoa. Entenda que devemos aceitar os outros como eles são, bem como exigir que eles nos aceitem como somos.
Nenhum comentário casual vai mudar a sua vida. As pessoas podem falar bem ou mal de você, mas nem um e nem outro vai mudar a sua vida. O que importa é como você se vê e como se sente em relação a si mesmo.
Aprenda a rir de si mesmo. Não se leve tão a sério. A única coisa que você consegue com isso é ficar “chateado” e extremamente suscetível a qualquer coisa que afete o seu ego. Agir dessa forma só prejudica você mesmo e afasta os outros.

É importante que aprendamos a ser cuidadosos em relação ​​aos comentários ou atitudes dos outros. Sentir-se ofendido com tudo só nos leva a estar em permanente conflito com os outros, na maioria das vezes por questões sem importância alguma.

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Lembra-te Deles


Lembra-te deles, os chamados mortos que embora invisíveis, não se fizeram ausentes...
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Compadece-te daqueles que passaram no mundo sem realizar os sonhos de bondade que lhes vibraram no seio e volve o coração reconhecido para quantos te abençoaram a existência com alguma nota de amor.
-o-
Eles avançam para a vanguarda...
-o-
Muitas vezes, quando menos felizes, esmolam-te o reconforto de uma oração e, vezes outras, mergulham as dores que os afligem na taça de teu pranto, sequiosos de paz e libertação...
-o-
Outros muitos, porém, quais aves triunfantes nas rotas da Eternidade, buscam-te o coração por ninho de afeto que o tempo não destruiu, envolvendo-te o ser no calor de branda carícia para que o desânimo não te entorpeça a faculdade de caminhar...
-o-
Lembra-te deles e guarda-lhes a lição.
-o-
Ontem, apertavam-te nos braços, partilhando-te a experiência.
Hoje, transferidos de plano, colhem os frutos das espécies que semearam.
-o-
Aguça a audição mental e ouvirás o coro de vozes em que se pronunciam. Todos rogam-te esperança e coragem, alargando-te os horizontes. E todos se lembram igualmente de ti, desejando aproveites a riqueza das horas na construção do bem para a doce morada de tua porvindoura alegria, porque, amanhã, estaremos todos novamente reunidos no Lar da União Sublime, sem lágrimas e sem morte.

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Scheila
Chico Xavier
Obra: Irmãos unidos
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Queixas, não



A vida é uma escola. Por mais difícil o processo educativo a que nos vejamos submetidos, saibamos valorizar o tempo, agradecendo e trabalhando ao invés de reclamar ou ferir.

Todos somos chamados a estudar e aprender, prestigiando as oportunidades e as horas.

Imagina quanta atividade ser-nos-á possível desenvolver em trinta minutos. Despendendo semelhante cota de tempo, conseguimos facilmente reconfortar corações aflitos, estender apoio aos que sofrem mais que nós mesmos, reerguer esperanças caídas e efetuar prestações de serviço, à feição de viveiros de paz e luz.

Por mais constrangedoras as circunstâncias que nos cerquem, nunca nos lamentemos. Ao contrário disso, apliquemo-nos, quanto se nos faça possível, à concretização do bem de todos. Nessa diretriz, entretanto, é indispensável se nos amplie a visão. Compreender mais, para servir melhor.

Os motivos para inquietação surgem frequentemente no cotidiano, mas, se lhes penetramos o objetivo, saberemos acolhê-los, de imediato, por ensinos da vida em nosso favor.

A desarmonia sugere a necessidade de entendimento.

O obstáculo leciona confiança.

A solidão fornece aulas de autoanálise.

O fracasso administra experiência.

Imperioso discernir, a fim de que nos reconheçamos na condição de alunos, em todos os lances e dificuldades do caminho que nos foi apontado ao trânsito comum.

Cada dia é uma fração de recursos que podemos empregar em aprendizado e melhoria por fora, para enriquecimento e sublimação por dentro de nós.

Ante aqueles que já despertaram nas responsabilidades próprias, não existe ocasião para queixas.

Todas as horas são instrumentos que favorecem a execução das tarefas que fomos induzidos ou claramente requisitados a realizar no campo do bem.

Empenhemo-nos em lutar pela própria elevação. Ninguém está excluído.

Quantos se afastam de semelhante imposição da existência caem facilmente na reclamação ou na rebeldia, encontrando em si mesmos o infortúnio dos que param de agir e servir. Inexperientes ainda, acomodam-se com a ociosidade e com a sombra, esquecendo-se, porém, de que unicamente aqueles que dormem sobre colchões de rosas são os que sabem dramatizar a agressão dos espinhos.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Instrumentos do tempo
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07 de dezembro

Quando você não está harmonizado com a ordem divina das coisas, você atrai desarmonia e desunião. 

Você se descobrirá nadando contra a corrente, não indo a lugar nenhum e simplesmente se exaurindo. 

Por que não ir com a corrente, fluindo livremente e em harmonia com o que está acontecendo? 

Quando você aprender a fazer isso, você se encontrará em harmonia com tudo e com todos à sua volta. 

Você não vai mais se sentir como um peixe fora d'água, mas se fundirá perfeitamente com o ambiente à sua volta.

 Você descobrirá que está em harmonia consigo mesmo e que a harmonia interior refletirá no exterior. 

A vida fluirá suavemente e tudo se encaixará perfeitamente. 

Você verá milagre após milagre acontecer o tempo todo.

 Esta maneira de viver se tornará a maneira normal para você porque você estará sintonizado coMigo e Eu poderei trabalhar em você e através de você para realizar Minhas dádivas e glórias.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:


A caridade material e a caridade moral

“Amemo-nos uns aos outros e façamos aos outros o que quereríamos nos fizessem eles.” Toda a religião, toda a moral se acham encerradas nestes dois preceitos. Se fossem observados nesse mundo, todos seríeis felizes: não mais aí ódios, nem ressentimentos. Direi ainda: não mais pobreza, porquanto, do supérfluo da mesa de cada rico, muitos pobres se alimentariam e não mais veríeis, nos quarteirões sombrios onde habitei durante a minha última encarnação, pobres mulheres arrastando consigo miseráveis crianças a quem tudo faltava.

Ricos! pensai nisto um pouco. Auxiliai os infelizes o melhor que puderdes. Dai, para que Deus, um dia, vos retribua o bem que houverdes feito, para que tenhais, ao sairdes do vosso invólucro terreno, um cortejo de Espíritos agradecidos, a receber-vos no limiar de um mundo mais ditoso.

Se pudésseis saber da alegria que experimentei ao encontrar no Além aqueles a quem, na minha última existência, me fora dado servir!...

Amai, portanto, o vosso próximo; amai-o como a vós mesmos, pois já sabeis, agora, que, repelindo um desgraçado, estareis, quiçá, afastando de vós um irmão, um pai, um amigo vosso de outrora. Se assim for, de que desespero não vos sentireis presa, ao reconhecê-lo no mundo dos Espíritos!

Desejo compreendais bem o que seja a caridade moral, que todos podem praticar, que nada custa, materialmente falando, porém, que é a mais difícil de exercer-se.

A caridade moral consiste em se suportarem umas às outras as criaturas e é o que menos fazeis nesse mundo inferior, onde vos achais, por agora, encarnados. Grande mérito há, crede-me, em um homem saber calar-se, deixando fale outro mais tolo do que ele. É um gênero de caridade isso. Saber ser surdo quando uma palavra zombeteira se escapa de uma boca habituada a escarnecer; não ver o sorriso de desdém com que vos recebem pessoas que, muitas vezes erradamente, se supõem acima de vós, quando na vida espírita, a única real, estão, não raro, muito abaixo, constitui merecimento, não do ponto de vista da humildade, mas do da caridade, porquanto não dar atenção ao mau proceder de ou trem é caridade moral.

Essa caridade, no entanto, não deve obstar à outra. Tende, porém, cuidado, principalmente em não tratar com desprezo o vosso semelhante. Lembrai-vos de tudo o que já vos tenho dito: Tende presente sempre que, repelindo um pobre, talvez repilais um Espírito que vos foi caro e que, no momento, se encontra em posição inferior à vossa. Encontrei aqui um dos pobres da Terra, a quem, por felicidade, eu pudera auxiliar algumas vezes, e ao qual, a meu turno, tenho agora de implorar auxilio.

Lembrai-vos de que Jesus disse que todos somos irmãos e pensai sempre nisso, antes de repelirdes o leproso ou o mendigo. Adeus: pensai nos que sofrem e orai.

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– Irmã Rosália. (Paris, 1860.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 9.)
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Nos caminhos da fé


Não te julgues melhor

Que os teus irmãos de estrada.

***

Cada qual tem a fé,

Segundo pode crer.

***

Esse vê Deus no Sol,

Outro, na pedra simples.

***

E o Criador nos ama

Sem qualquer distinção.

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A escada para os Céus

Tem degraus que não vemos.

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O Eterno Amor de Deus

É maior do que pensas.
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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Tocando o barco
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A ARTE DA CONVIVÊNCIA CONJUGAL


É comum se pensar que os casamentos mais sólidos são aqueles que sobrevivem a grandes traumas. Digamos, uma infidelidade conjugal ou uma falência.

Contudo, a verdade é que a duração do matrimônio está na razão direta da arte da convivência conjugal.

Conviver todos os dias, aguentando as pequenas coisas um do outro, por exemplo. Suportar que ele aperte o tubo de pasta de dentes bem no meio, enquanto ela insiste que deva ser bem no finzinho, por uma questão de estética e de economia.

Ou ainda, ele não auxiliar nas tarefas domésticas. Ela ser sensível demais.

Ele ser muito mole com as crianças, permitir tudo. Ela desejar manter a linha dura, investindo na disciplina e na educação dos filhos.

Conviver com as diferenças exige boa vontade diária. Um casal, que convive há catorze anos, confessou que tem diferenças enormes quanto a esporte.

Ela adora ver futebol em casa. Ele adora aventuras. Com uma filha de dez anos, aprenderam a conviver, apoiando um o prazer do outro.

Assim, quando o marido decidiu dar a volta ao mundo velejando, ela o acompanhou pela imaginação, sem sair de casa. Mas não criou obstáculos para ele, nem fez papel de vítima.

Saber aceitar comentários feitos em momentos de pequenas rusgas também contribui para a manutenção da estabilidade conjugal.

Certo marido presenteou a esposa com dez roseiras, que ela teve de plantar sozinha. Durante uma discussão, ela acabou por dizer a ele que odiava 
aquelas rosas que ele havia comprado. Afinal, elas só serviam para dar trabalho.

Ele não se perturbou. No Natal daquele mesmo ano ele lhe deu mais uma roseira. Ela achou graça, comentando com as amigas:

Quando a gente pensa que eles entenderam o que se falou, descobre-se que nem ouviram.

E continuam a viver juntos, colhendo rosas no seu jardim.

Mas, possivelmente, o mais importante seja recordar os bons momentos. Olhar 
para o passado, reavivar as chamas dos sentimentos positivos tem a capacidade de reacender o amor.

Um americano conta que ele e a esposa adoram recordar a forma como se conheceram. Ela foi a um restaurante onde ele estava cantando. Ela gostou muito da canção e aplaudiu entusiasmada.

Ele a notou e perguntou: Você é casada?

Não, respondeu. Você cantaria no meu casamento?

A resposta dele foi rápida e sorridente: Eu vou cantar no nosso casamento.

Sete meses depois estavam casados. Estão casados até hoje, passados anos. Continuam felizes.

Entre muitos casais, na Terra, o tédio aparece depois que arrefece a paixão e o cotidiano toma conta dos atos.

O tédio azeda a vida em comum. A rotina a destrói.

Tão logo surja na relação conjugal a indiferença, a secura ou o relaxamento, é hora de reagir, antes que o casamento acabe por tolices.

Casamento, ou seja, a união permanente de dois seres, pode ser entendida como uma ligação afetiva que lembra o cérebro e o coração. Para que a vida prossiga, é necessário que haja sintonia entre ambos.

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por Redação do Momento Espírita, com base no artigo Novas regras para um casamento feliz, de Seleções Reader’s Digest, de janeiro de 2000 e no cap. 13 do livro Vida e sexo, pelo Espírito Emmanuel, ed. FEB.
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terça-feira, 6 de dezembro de 2022

Diante do destino


Todos nós, quando encarnados na Terra, estamos inelutavelmente enlaçados a certas obrigações, entre o passado e o porvir.

 Por isso mesmo, o presente figurar-se-nos-á por estação proveitosa à execução daquele ou desse dever, condizentes com as necessidades que nos caracterizam na marcha evolutiva, quando não se refiram à nossa regeneração pura e simples.

Temos, assim não somente os prisioneiros do cárcere que cumprem no mundo determinadas sentenças exaradas pela justiça terrestre, mas também os prisioneiros das profissões e dos institutos domésticos, das teias da consanguinidade e das representações de caráter público, tanto quanto aqueles que se demoram nas grades do obstáculo e do infortúnio, da enfermidade e da frustração.

Todos, porém, nessas circunstâncias, desfrutamos o direito de decidir.

 Ainda mesmo sob os impedimentos e flagelações do remorso, o delinquente que expia a culpa pode usar a obediência e a humildade para desagravar a própria situação, qual ocorre ao paralítico, parafusado ao catre que o desfigura, que pode manejar a paciência e a conformação, adquirindo, nos outros, a bênção da simpatia.

 Não nos cabe olvidar que, se no campo do mundo todo tempo serve como ensejo de reajuste, todo dia pode ser o marco de início a preciosas realizações no reino da iniciativa.

 Cada hora na vida é recurso potencial para a criação de novos destinos.

Entendendo que apenas o dever cumprido resgata-nos os débitos, não nos esqueçamos de que pelo serviço espontâneo, além do quadro das nossas justas obrigações, todos conseguimos sublimar o próprio livre-arbítrio, atendendo ao melhor nos passos do caminho, e traçando, felizes, a áurea senda do amor, à luz do sacrifício que nos transportará das Trevas do passado para o Sol do futuro.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Linha duzentos
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06 de dezembro

Não permita que vaidade intelectual, ideias preconcebidas e preconceitos bloqueiem seu caminho; nem se feche à verdade que vem através de meios não convencionais ou ortodoxos. 

Você está caminhando em direção ao novo e precisa estar preparado para aceitar novos valores e conceitos. 

Uma criança que passa de ano na escola tem que aprender a se expandir e aceitar todas as novas matérias.

 O mesmo acontece para quem entra na Nova Era. 

Você tem que estar disposto a se diversificar, a tentar novas experiências, a se arriscar no desconhecido. 

Tem, também, que estar disposto inclusive a errar, sabendo que com os erros você vai crescer em sabedoria, conhecimento e compreensão. 

Mas não se preocupe; as mudanças exigidas de você não serão bruscas; elas lhe serão introduzidas passo a passo e você poderá se acostumar com elas gradualmente.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Mundos de expiações e provas

Que vos direi dos mundos de expiações que já não saibais, pois basta observeis o em que habitais? A superioridade da inteligência, em grande número dos seus habitantes, indica que a Terra não é um mundo primitivo, destinado à encarnação dos Espíritos que acabaram de sair das mãos do Criador. As qualidades inatas que eles trazem consigo constituem a prova de que já viveram e realizaram certo progresso. Mas, também, os numerosos vícios a que se mostram propensos constituem o índice de grande imperfeição moral. Por isso os colocou Deus num mundo ingrato, para expiarem aí suas faltas, mediante penoso trabalho e misérias da vida, até que hajam merecido ascender a um planeta mais ditoso.

Entretanto, nem todos os Espíritos que encarnam na Terra vão para aí em expiação. As raças a que chamais selvagens são formadas de Espíritos que apenas saíram da infância e que na Terra se acham, por assim dizer, em curso de educação, para se desenvolverem pelo contacto com Espíritos mais adiantados. Vêm depois as raças semicivilizadas, constituídas desses mesmos os Espíritos em via de progresso. São elas, de certo modo, raças indígenas da Terra, que aí se elevaram pouco a pouco em longos períodos seculares, algumas das quais hão podido chegar ao aperfeiçoamento intelectual dos povos mais esclarecidos.

Os Espíritos em expiação, se nos podemos exprimir dessa forma, são exóticos, na Terra; já tiveram noutros mundos, donde foram excluídos em conseqüência da sua obstinação no mal e por se haverem constituído, em tais mundos, causa de perturbação para os bons. Tiveram de ser degredados, por algum tempo, para o meio de Espíritos mais atrasados, com a missão de fazer que estes últimos avançassem, pois que levam consigo inteligências desenvolvidas e o gérmen dos conhecimentos que adquiriram. Daí vem que os Espíritos em punição se encontram no seio das raças mais inteligentes. Por isso mesmo, para essas raças é que de mais amargor se revestem os infortúnios da vida. É que há nelas mais sensibilidade, sendo, portanto, mais provadas pelas contrariedades e desgostos do que as raças primitivas, cujo senso moral se acha mais embotado.

A Terra, conseguintemente, oferece um dos tipos de mundos expiatórios, cuja variedade é infinita, mas revelando todos, como caráter comum, o servirem de lugar de exílio para Espíritos rebeldes à lei de Deus. Esses Espíritos tem aí de lutar, ao mesmo tempo, com a perversidade dos homens e com a inclemência da Natureza, duplo e árduo trabalho que simultaneamente desenvolve as qualidades do coração e as da inteligência. É assim que Deus, em sua bondade, faz que o próprio castigo redunde em proveito do progresso do Espírito.

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– Santo Agostinho. (Paris, 1862.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. III, itens 13 a 15.)
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Respostas do Alto


Reconhecida a verdade de que Nosso Pai Celestial responde aos bons corações, através dos corações que se fazem melhores, não olvidemos a nossa possibilidade de servir na condição de valiosos instrumentos da Divina Bondade.
***
Nós que sempre somos tão apressados e tão pródigos no "pedir", lembremo-nos de que podemos também dar.
***
Auxiliemos a Divina Providência no abençoado serviço do intercâmbio.
***
Ninguém pode contar com uma fortuna, em valores amoedados, para encontrar a felicidade perfeita, mas toda vez que derramarmos o coração, em favor dos nossos semelhantes, semearemos a verdadeira alegria.
***
Todos podemos, em nome do Senhor, responder às rogativas dos que lutam e sofrem mais que nós mesmos.
***
Uma visita ao doente é sagrado recurso da fraternidade ao que suplica a assistência do Céu, em desespero.
***
A desculpa sincera é uma benção de alívio para quem sofre sob o peso da culpa.
***
Um gesto de carinho é uma plantação de simpatia na terra escura da alma que se arrojou aos precipícios da revolta ou da incompreensão.
***
Um sorriso amigo é uma resposta do bom ânimo e da amizade, refundindo as forças daquele que está prestes a cair.
***
Recorda que o Senhor espera por tua boa vontade e por teus braços, para responder com a paz e com a esperança aos que te cercam.
***
Ainda que tudo seja secura e aspereza em torno de teus pés, ama sempre.
***
Através da corrente viva do amor em teu coração, interpretarás a cooperação do Céu aos que te acompanham e receberás, constantemente, as respostas do Alto às tuas aflições e
aos teus problemas.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Mãos marcadas
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Compreensão e vida


Pesquisemos os próprios sentimentos e verificaremos quão difícil se nos faz a renovação íntima.

Quantas vezes, no mundo, teremos sentido a inconveniência de certos hábitos com manifesta incapacidade para desvencilhar-nos deles?

Em quantas ocasiões, sabíamos previamente quanto nos doeriam as consequências de determinada ação infeliz e a ela nos atiramos para nosso próprio sofrimento?

Referimo-nos ao assunto para destacar o impositivo da tolerância.

Ante os irmãos que te pareçam afastados do caminho que a vida lhes marcou, não lhes condenes a trajetória.

Ao invés disso, auxilia-os, através da providência que lhes consiga aliviar a carga das obrigações assumidas e com a boa palavra que lhes desanuvie o espírito atribulado.

Esse erra sob a pressão das necessidades de ordem material; aquele cedeu à tentações que se lhe figuravam irremovíveis; outro penetrou nos labirintos da culpa, acreditando-se sob graves constrangimentos no campo doméstico; e ainda outro conhecia a extensão do problema em que se emaranhava, entretanto, de momento, não encontrou forças, em si próprio, a fim de livrar-se dele.

Ampara-os, quanto possas.

Não será com aspereza que lhes resseguraremos a tranquilidade, tanto quanto não será espancando uma ferida que lhe conseguiremos a cura.

O remédio destinado à recuperação do corpo é o símbolo do amor com que nos será possível reajustar a harmonia da alma doente.

O medicamento age, dose a dose.

O amor opera, gesto a gesto.

Diante dos companheiros de experiência na Terra, estende-lhes a beneficência da compreensão que lhes reerga o entendimento na estrada que lhes cabe trilhar.

Se não conseguimos, de imediato, fazer de nós aquilo que mais desejamos e se, muitas vezes, no Plano Físico, escapamos das piores situações, a preço de lágrimas, não será justo exigir dos outros uma condição diferente da nossa.

À frente do irmão, considerado em desvalimento, em vista desse ou daquele erro por ele cometido, compadece-te e auxilia-o para que se retome no equilíbrio próprio, por quanto, habitualmente, onde o próximo terá surpreendido a pedra de alguma dificuldade poderá, talvez, transformar-se no grande obstáculo que nos fará cair amanhã.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Atenção
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segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Livro espírita e vida



 O pão elimina a fome.
O livro espírita suprime a penúria rural.

O traje compõe o exterior.
O livro espírita harmoniza o íntimo.

 O teto abriga da intempérie.
O livro espírita resguarda a criatura contra os perigos da obsessão.

 O remédio exclui a enfermidade.
O livro espírita reanima o doente.

 A cirurgia reajusta os tecidos celulares.
O livro espírita reequilibra os processos da consciência.

 A devoção prepara e consola.
O livro espírita reconforta e explica.

A arte distrai e enternece.
O livro espírita purifica a emoção e impele ao raciocínio.

 A conversação amiga e edificante exige ambiente e ocasião para socorrer os necessitados da alma.
O livro espírita faz isso em qualquer lugar e em qualquer tempo.

 A força corrige.
O livro espírita renova.

O alfabeto instrui.
O livro espírita ilumina o pensamento.

Certamente é dever nosso criar e desenvolver todos os recursos humanos que nos sustentem, e dignifiquem a vida na Terra de hoje;  todavia, quanto nos seja possível, auxiliemos a manutenção e a difusão do livro espírita que nos sustenta e dignifica a vida imperecível, libertando-nos da sombra para a luz, no Plano Físico e na Esfera Espiritual, aqui e agora, depois e sempre.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Caminho espírita
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05 de dezembro

Por que andar em círculos, com os olhos vendados e a mente fechada, sem conseguir ver a herança que é sua por direito? 

Perceba que não é no seu exterior que você tem que procurar por sabedoria, conhecimento e compreensão; tudo isso está dentro de você, esperando para ser trazido à tona. 

Quando você perceber isto, nunca mais vai achar que é menos inteligente que outros. 

As almas que percebem que tudo está contido dentro delas são capazes de entender tudo; todo um mundo novo é desvendado para elas.

 Você é um mundo, um mundo que contém luz, sabedoria, verdade e compreensão, tudo isto esperando para poder se manifestar.

 Portanto, pare de procurar fora de você. 

Aquiete-se e procure dentro de si mesmo. 

Aprenda a se entender e, consequentemente, você entenderá os outros, entenderá a vida e Me entenderá.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Os Inimigos Desencarnados

5 – O espírita tem ainda outros motivos de indulgência para com os inimigos. Porque sabe, antes de qualquer coisa, que a maldade não é o estado permanente do homem, mas que decorre de uma imperfeição momentânea, e que da mesma maneira que a criança se corrige dos seus defeitos, o homem mal reconhecerá um dia os seus erros e se tornará bom.

Sabe ainda que a morte só pode livrá-lo da presença material do seu inimigo, e que este pode persegui-lo com o seu ódio, mesmo depois de haver deixado a Terra. Assim, a vingança assassina não atinge o seu objetivo, mas, pelo contrário, tem por efeito produzir maior irritação, que pode prosseguir de uma existência para outra. Cabia ao Espiritismo provar, pela experiência e pela lei que rege as relações do mundo visível com o mundo invisível, que a expressão: extinguir o ódio com o sangue é radicalmente falsa, pois a verdade é que o sangue conserva o ódio no além-túmulo. Ele dá, por conseguinte, uma razão de ser efetiva e uma utilidade prática ao perdão, bem como à máxima de Cristo: Amai os vossos inimigos. Não há coração tão perverso que não se deixe tocar pelas boas ações, mesmo a contragosto. O bom procedimento não dá, pelo menos, nenhum pretexto a represálias, e, com ele se pode fazer, de um inimigo, um amigo antes e depois da morte. Com o mau procedimento ele se irrita, e é então que serve de instrumento à justiça de Deus, para punir aquele que não perdoou.

6 – Pode-se, pois, ter inimigos entre os encarnados e os desencarnados. Os inimigos do mundo invisível manifestam sua malevolência pelas obsessões e subjugações, a que tantas pessoas estão expostas, e que representam uma variedade das provas da vida. Essas provas, como as demais, contribuem para o desenvolvimento e devem ser aceitas com resignação, como uma conseqüência da natureza inferior do globo terrestre: se não existissem homens maus na Terra, não haveria Espíritos maus ao redor da Terra. Se devemos, portanto, ter indulgência e benevolência para os inimigos encarnados, igualmente as devemos ter para os que estão desencarnados.

Antigamente, ofereciam-se sacrifícios sangrentos para apaziguar os deuses infernais, que nada mais eram do que os Espíritos maus. Aos deuses infernais sucederam os demônios, que são a mesma coisa. O Espiritismo vem provar que esses demônios não são mais do que as almas de homens perversos, que ainda não se despojaram dos seus instintos materiais; que não se pode apaziguá-los senão pelo sacrifício dos maus sentimentos, ou seja, pela caridade; e que a caridade não tem apenas o efeito de impedi-los de fazer o mal, mas também de induzi-los ao caminho do bem e contribuir para a sua salvação. É assim que a máxima: Amai aos vossos inimigos, não fica circunscrita ao círculo estreito da Terra e da vida presente, mas integra-se na grande lei da solidariedade e da fraternidade universais.

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O Evangelho Segundo o Espiritismo
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Livre-arbítrio


"Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me."
- Marcos, cap. 8 v. 34

Nesta passagem, Jesus enfatiza a importância do livre-arbítrio com que somos todos aquinhoados.
A faculdade de escolha entre o bem e o mal nos pertence, como igualmente nos pertence a inteira
responsabilidade da opção efetuada.

O Mestre, hora alguma, nos engana com falsas promessas. Em mais de uma oportunidade, enfatiza
que tomar a iniciativa de acompanhá-lo não é fácil.

O crente que, de livre e espontânea vontade, desejar segui-lo, está avisado dos procedimentos
básicos para tal: negar a si mesmo e tomar a sua cruz!

Negar a si mesmo significa renunciar ao personalismo; tomar a sua cruz subentende arcar com as
inevitáveis consequências da ousadia...

Ele não nos traça nenhuma outra condição, nem efetua qualquer espécie de exigência.

O problema de seguir o Cristo diz respeito unicamente a nós, nos embaraços que possamos ocasionar
a nós mesmos, com o nosso exagerado apego às facilidades que nos habituamos a usufruir.

Quem se propõe ir com Ele não tem, pois, o direito de se queixar do caminho acidentado que
decide percorrer...

E mais: nenhum homem ignora para onde se dirige o Cristo, na escalada do monte dos mais ásperos
testemunhos !

- "Se alguém quer" - advertiu-nos -, o caminho é por aqui...
- "... e siga-me." Quer dizer: não faça perguntas e nem espere explicações !

Portanto, não se compreende o cristão que, por exemplo, se mostra desapontado ou, inclusive,
tendente a perder a fé, porque, na decisão que tomou de seguir o Cristo, em vez de aplausos,
esteja recebendo pedradas.

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(Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho - Carlos A.Baccelli/Inácio Ferreira)
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É dando que se recebe


A visão filosófica de Francisco de Assis é profundamente importante, permitindo-nos a compreensão maior do modo como ele viveu pelos caminhos do mundo.

O missionário incomparável lançou mão de instrumentos de vida muito especiais, como as coisas simples de seu tempo.

A percepção íntima de que, em última análise, ninguém é possuidor de coisa alguma no mundo das formas físicas, levou-o a continuadas renúncias e a uma viagem fundamental para dentro de si.

No íntimo de seu ser, encontrava a orientação segura de Jesus a propor que procurasse conquistar a si mesmo, pois aí estaria a riqueza verdadeira, a que não pode ser usurpada por nenhum gatuno, que nenhuma traça pode corroer e que não é consumida pela oxidação.

Entendia isso e percebia como são fugazes os haveres materiais. Como são perecíveis. Como são temporais. Tudo é extremamente vulnerável à ação indomável do tempo.

O pobrezinho de Assis nos clareia os caminhos, mostrando que devemos buscar sempre, em primeiro lugar, valores que pulsem no meio dessa atemporalidade.

O que pertence à alma é aquilo que essa alma pode conduzir consigo, onde quer que vá, onde quer que esteja.

Os únicos valores passíveis de impregnar a alma, tornando-se sua parte constitutiva, como brilho, cor, realidade, decorrem da frequência intensa, desenvolvida através do comportamento individual.

Na conclusão filosófica do jovem de Assis, é dando que se recebe, não registramos nenhuma referência a qualquer coisa material, mas às doações da alma.

É assim que, pelas leis da sintonia, da reciprocidade, ou de causa e efeito, concluiu que o que parte de nós é, de fato, o que a nós retorna.

A sementeira é sempre livre, mas a colheita é obrigatória.

Na figura apresentada por Jesus, o que se oferece ao solo, o solo devolve, ampliado, renovado, sejam aromas de flores, sejam espinhos.
* * *
Semeemos simpatia, e a teremos de volta. Espalhemos farpas e as veremos de retorno.

Distribuamos esperança e nós veremos esperançados. Semeemos agonia, e poderemos contar com a ação do desespero, logo mais.

Ofertemos nosso tempo precioso para atender ao próximo, e veremos que as preocupações do nosso próprio coração também estarão sendo atendidas.

Doemos nosso sorriso ao mundo e o mundo, dentro de nós, sorrirá satisfeito.

Perdoemos aquele familiar que falhou conosco mais uma vez, e perceberemos que, quando nós errarmos, encontraremos mais facilmente o auto perdão.

Semeemos a paz, o otimismo, em meio ao negativismo viciante dos dias atuais, e colheremos tranquilidade em meio ao caos, silêncio em meio à balbúrdia ensurdecedora.

É dando que se recebe. É dando-nos, doando-nos que receberemos a recompensa da consciência pacificada, cumpridora de todos os deveres para com Deus, o próximo e a nós mesmos.

Amemos e nós estaremos amando. Perdoemos e estaremos nos perdoando. Doemos e já estaremos recebendo.
Experimentemos a doce exortação de Francisco de Assis e nos sintamos em paz, desde agora.

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Redação do Momento Espírita, com base no cap.20 do livro A carta magna da paz, pelo Espírito Camilo,
psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.-
Pesquisa e formatação : MILTER- 01-12-2019
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domingo, 4 de dezembro de 2022

Ricamente


 

“A palavra do Cristo habite em vós, ricamente...”
Paulo (Colossenses, 3:16)

Dizes confiar no poder do Cristo, mas, se o dia aparece em cores contrárias à tua expectativa, demonstras deplorável indigência de fé na inconformação.

Afirmas cultivar o amor que o Mestre nos legou, entretanto, se o companheiro exterioriza pontos de vista diferentes dos teus, mostras enorme pobreza de compreensão, confiando­-te ao desagrado e à censura.

Declaras aceitar o Evangelho em sua simplicidade e pureza, contudo, se o Senhor te pede algum sacrifício perfeitamente compatível com as tuas possibilidades, exibes incontestável carência de cooperação, lançando reptos e solicitando reparações.

Asseveras procurar a Vontade do Celeste Benfeitor, no entanto, se os teus caprichos não se encontram satisfeitos, mostras lastimável miséria de paciência e esperança, arrojando teus melhores pensamentos ao lamaçal do desencanto.

Acenderemos, porém, a luz, permanecendo nas trevas?

Daremos testemunho de obediência, exaltando a revolta?

Ensinaremos a serenidade, inclinando-­nos à desesperação?

Proclamaremos a glória do amor, cultivando o ódio?

A palavra do Cristo não nos convida a marchar na fraqueza ou na lamentação, como se fôssemos tutelados da ignorância.

Segundo a conceituação iluminada de Paulo, Boa Nova deve irradiar-­se de nossa vida, habitando a nossa alma, ricamente.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Fonte viva
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04 de dezembro

Aprenda a apreciar e a cuidar de tudo que lhe é dado. Você só fará isso quando perceber que tudo o que você tem vem de Mim.

 Quando você realmente ama a quem o presenteou, você valorizará o presente. 

Quando você deixa de cuidar dos Meus presentes, isso reflete sua atitude em relação a Mim, o doador de todos esses presentes.

 O amor é a chave.

 Quando você sabe o significado do amor, você nunca deixará de amar e cuidar daquilo que é posto sob seus cuidados. 

Você não dá para uma criança brincar uma parte valiosa de um equipamento, porque sabe que a criança não vai ter cuidado e, provavelmente, vai destruir a peça. 

Eu não posso dar para você tudo que está esperando para lhe ser dado até que você aprenda a cuidar e usar os presentes da maneira certa, com amor e com cuidado. 

Por isso, Eu preciso esperar pacientemente até que você esteja pronto e Eu possa lhe dar mais e mais dos Meus presentes.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Causas atuais das aflições (I)

De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou, se o preferirem, promanam de duas fontes bem diferentes, que importa distinguir. Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida.

Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são conseqüência natural do caráter e do proceder dos que os suportam.

Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição! Quantos se arruinam por falta de ordem, de perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos! Quantas uniões desgraçadas, porque resultaram de um cálculo de interesse ou de vaidade e nas quais o coração não tomou parte alguma! Quantas dissensões e funestas disputas se teriam evitado com um pouco de moderação e menos suscetibilidade! Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero! Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os germens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de deferência com que são tratados e da ingratidão deles.

Interroguem friamente suas consciências todos os que são feridos no coração pelas vicissitudes e decepções da vida; remontem passo a passo à origem dos males que os torturam e verifiquem se, as mais das vezes, não poderão dizer: Se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa, não estaria em semelhante condição.

A quem, então, há de o homem responsabilizar por todas essas aflições, senão a si mesmo? O homem, pois, em grande número de casos, é o causador de seus próprios infortúnios; mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade acusar a sorte, a Providência, a má fortuna, a má estrela, ao passo que a má estrela é apenas a sua incúria.

Os males dessa natureza fornecem, indubitavelmente, um notável contingente ao cômputo das vicissitudes da vida. O homem as evitará quando trabalhar por se melhorar moralmente, tanto quanto intelectualmente.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 4.)
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Quem Ama Não Adoece 


Seu corpo é o templo e a morada atual de seu espírito. Trate-o pois com zelo e carinho. Saúde é harmonia aliada às leis da natureza. Doença é desarmonia.

As moléstias correm por conta do abuso que o organismo faz das leis da natureza.

Abuso é moléstia, uso é saúde. Seja, sóbrio na sua alimentação.

Coma o necessário. Evite sobrecarregar seu organismo com excessos alimentares.
A sobriedade e a temperança são grandes virtudes pois, é quase impossível uma alma nobre morar num corpo viciado pela gula.

Faça exercícios regulares, diariamente.

Não fume e não use drogas. Se beber o faça com moderação.

Faça exercícios respiratórios evite ao máximo o uso de remédios.

Mas, lembre-se de que se a saúde do corpo é muito importante, não o é menor a da alma.

Toda enfermidade começa no espírito e termina também no espírito.

As moléstias portanto, refletem a enfermidade da alma.

A doenças no estado de evolução que nos encontramos são numerosas, porque numerosas são nossas faltas e dificuldades.

Além das desarmonias atuais, trazemos inúmeras dificuldades do nosso sombrio passado. tanto a enfermidade quanto a saúde têm sua origem na mente, nas emoções, nos sentimentos e em todas as sensações da criatura, como um ser vivo formado de corpo e alma.

Em síntese, o mal viver, o mal sentir, e o mal pensar, podem nos levar a quadros mórbidos dolorosos.

Quando nosso espírito está perfeitamente equilibrado, não há enfermidade que nos ataquem.

Cuidemos de nossa mente para que nossa saúde se reflita em nosso corpo.

Somos o que pensamos, se insistirmos em pensar no mal, na dor, na doença, atrairemos todos esses males para nós.

Pensemos pois na saúde, na alegria e na prosperidade e nossas vidas tomarão novos rumos.

O amor é o grande antídoto contra todos os nossos males, pois se há uma verdade é a de que: “quem ama, não adoece.

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Sergito de Souza Cavalcanti
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