quinta-feira, 2 de março de 2023

No domínio das provas



“Ai do mundo por causa dos escândalos, porque é necessário que venham escândalos, mas ai daquele por quem o escândalo vier!”
 — JESUS — Mateus, 18.7. 

“É preciso que haja escândalo no mundo, disse Jesus, porque imperfeitos como são na Terra, os homens se mostram propensos a praticar o mal, e porque, árvores más, só maus frutos dão. Deve-se, pois, entender por essas palavras que o mal é uma consequência da imperfeição dos homens e não que haja, para estes, a obrigação de praticá-lo.” — Cap. VIII, 13.

Imaginemos um pai que, a pretexto de amor, decidisse furtar um filho querido de toda relação com os revezes do mundo.

Semelhante rebento de tal devoção afetiva seria mantido em sistema de exceção.

 Para evitar acidentes climáticos inevitáveis, descansaria exclusivamente na estufa, durante a fase de berço e, posto a cavaleiro de perigos e vicissitudes, mal terminada a infância, encerrar-se-ia numa cidadela inexpugnável, onde somente prevalecesse a ternura paterna, a empolgá-lo de mimos.

 Não frequentaria qualquer educandário, a fim de não aturar professores austeros ou sofrer a influência de colegas que não lhe respirassem o mesmo nível; alfabetizado, assim, no reduto doméstico, apreciaria unicamente os assuntos e heróis de ficção que o genitor lhe escolhesse.

Isolar-se-ia de todo o contato humano para não arrostar problemas e desconheceria todo o noticiário ambiente para não recolher informações que lhe desfigurassem a suavidade interior.

Candura inviolável e ignorância completa.

 Santa inocência e inaptidão absoluta.

 Chega, porém, o dia em que o genitor, naturalmente vinculado a interesses outros, se ausenta compulsoriamente do lar e, tangido pela necessidade, o moço é obrigado a entrar na corrente da vida comum.

 Homem feito, sofre o conflito da readaptação, que lhe rasga a carne e a alma, para que se lhe recupere o tempo perdido e o filho acaba enxergando insânia e crueldade onde o pai supunha cultivar preservação e carinho.

A imagem ilustra claramente a necessidade da encarnação e da reencarnação do espírito nos mundos inumeráveis da imensidade cósmica, de maneira a que se lhe apurem as qualidades e se lhe institua a responsabilidade na consciência.

 Dificuldades e lutas semelham materiais didáticos na escola ou andaimes na construção; amealhada a cultura ou levantado o edifício, desaparecem uns e outros.

Abençoemos, pois, as disciplinas e as provas com que a Infinita Sabedoria nos acrisolam as forças, enrijando-nos o caráter.

 Ingenuidade é predicado encantador na personalidade, mas se o trabalho não a transfigura em tesouro de experiência, laboriosamente adquirido, não passará de flor preciosa a confundir-se no pó da terra, ao primeiro golpe de vento.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Livro da Esperança
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02 de março

Muitas almas falam sobre a fé mas não conseguem viver por ela.

Falam sobre Me amar, mas nada sabem sobre o amor.

É uma perda de tempo falar sobre amar alguém que você nunca viu, quando não se consegue nem amar os que estão à sua volta e necessitam do seu amor, sabedoria e compreensão.

Aprenda primeiro a amar aquelas almas que Eu coloquei ao seu redor; só então você saberá o que significa Me amar verdadeiramente.

Por que tatear seu caminho através da vida se tudo que você tem a fazer é caminhar decididamente com fé e confiança, sabendo que EU ESTOU com você?

EU ESTOU aqui, oferecendo a você todos os Meus maravilhosos dons mas, se você não os aceitar, não poderá se beneficiar deles.

Eu os dou de coração, e, de coração, você deve aceitá-los e usá-los sabiamente para o benefício do todo.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Os inimigos desencarnados

Ainda outros motivos tem o espírita para ser indulgente com os seus inimigos. Sabe ele, primeiramente, que a maldade não é um estado permanente dos homens; que ela decorre de uma imperfeição temporária e que, assim como a criança se corrige dos seus defeitos, o homem mau reconhecerá um dia os seus erros e se tornará bom.

Sabe também que a morte apenas o livra da presença material do seu inimigo, pois que este o pode perseguir com o seu ódio, mesmo depois de haver deixado a Terra; que, assim, a vingança, que tome, falha ao seu objetivo, visto que, ao contrário, tem por efeito produzir maior irritação, capaz de passar de uma existência a outra. Cabia ao Espiritismo demonstrar, por meio da experiência e da lei que rege as relações entre o mundo visível e o mundo invisível, que a expressão: extinguir o ódio com o sangue é radicalmente falsa, que a verdade é que o sangue alimenta o ódio, mesmo no além-túmulo. Cabia-lhe, portanto, apresentar uma razão de ser positiva e uma utilidade prática ao perdão e ao preceito do Cristo: Amai os vossos inimigos. Não há coração tão perverso que, mesmo a seu mau grado, não se mostre sensível ao bom proceder.

Mediante o bom procedimento, tira-se, pelo menos, todo pretexto às represálias, podendo-se até fazer de um inimigo um amigo, antes e depois de sua morte. Com um mau proceder, o homem irrita o seu inimigo, que então se constitui instrumento de que a justiça de Deus se serve para punir aquele que não perdoou.

Pode-se, portanto, contar inimigos assim entre os encarnados, como entre os desencarnados. Os inimigos do mundo invisível manifestam sua malevolência pelas obsessões e subjugações com que tanta gente se vê a braços e que representam um gênero de provações, as quais, como as outras, concorrem para o adiantamento do ser, que, por isso; as deve receber com resignação e como conseqüência da natureza inferior do globo terrestre. Se não houvesse homens maus na Terra, não haveria Espíritos maus ao seu derredor. Se, conseguintemente, se deve usar de benevolência com os inimigos encarnados, do mesmo modo se deve proceder com relação aos que se acham desencarnados.

Outrora, sacrificavam-se vítimas sangrentas para aplacar os deuses infernais, que não eram senão os maus Espíritos. Aos deuses infernais sucederam os demônios, que são a mesma coisa. O Espiritismo demonstra que esses demônios mais não são do que as almas dos homens perversos, que ainda se não despojaram dos instintos materiais; que ninguém logra aplacá-los, senão mediante o sacrifício do ódio existente, isto é, pela caridade; que esta não tem por efeito, unicamente, impedi-los de praticar o mal e, sim, também o de os reconduzir ao caminho do bem e de contribuir para a salvação deles. É assim que o mandamento: Amai os vossos inimigos não se circunscreve ao âmbito acanhado da Terra e da vida presente; antes, faz parte da grande lei da solidariedade e da fraternidade universais.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XII, itens 5 e 6.)
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Alegria


Alegria é o cântico das horas com que Deus te afaga a passagem no mundo.

Em toda parte, desabrocham flores por sorrisos da natureza e o vento penteia a cabeleira do campo com música de ninar.

A água da fonte é carinho liquefeito no coração da terra e o próprio grão de areia, inundado de sol, é mensagem de alegria a falar-te do chão.

Não permitas, assim, que a tua dificuldade se faça tristeza entorpecente nos outros.

Ainda mesmo que tudo pareça conspirar contra a felicidade que esperas, ergue os olhos para a face risonha da vida que te rodeia e alimenta a alegria por onde passes.

Abençoa e auxilia sempre, mesmo por entre lágrimas.

A rosa oferece perfume sobre a garra do espinho e a alvorada aguarda, generosa, que a noite cesse para renovar-se diariamente, em festa de amor e luz.

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Meimei
Chico Xavier
Obra: Ideal Espírita
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Êxitos e fracassos


O apóstolo Paulo sabia que, no futuro, poderiam-se extrair coisas úteis de coisas aparentemente inúteis.

O fracasso ajuda a gerar o êxito. Aceitemos nossas perdas e jamais desanimemos ante o serviço do bem.

É imperioso valorizarmos tanto a escassez como a abundância, tanto o erro como o acerto, pois sempre é possível aprender alguma coisa em qualquer situação. Quando doamos nossa boa vontade e nossa melhor intenção e fracassamos, imediatamente devemos nos perguntar: o que a Divina Providência está me ensinando?

O verdadeiro insucesso reside em não tirarmos o devido proveito dos fatos para nosso desenvolvimento espiritual.

Êxito e derrota são duas bandejas que retêm matérias-primas diferentes, mas que nos conduzem ao mesmo legado sublime – o aprendizado. A humanidade precipitada, entretanto, identifica na primeira manjar mavioso da vitória e na segunda experimenta o alimento insalubre da derrota. Erros têm muito a nos ensinar. Eles nos propiciam ocasiões marcantes para o crescimento interior.

Todos aqueles que se encontram ajustados ao entendimento das leis divinas passarão a dar igual importância aos acertos e desacertos e usá-los em prol dos empreendimentos idealizados.

O sábio aprendeu que o êxito do hoje muitas vezes foi a ruína do ontem, e onde vacilamos agora, amanhã deslancharemos.

Portanto, a mensagem é: na presença de tempestades e aflições, de ventanias e fracassos, trabalhemos servindo sempre, porque em todo tempo ou em qualquer situação a atitude certa é a positividade.

A destreza de extrair o bem do aparente mal vai gerar uma excelsa substância, à feição de tesouro valioso, que energizará os trabalhadores do Evangelho, conduzindo-os ao dever bem cumprido e às excelências da edificação do reino dos céus na Terra.

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Batuíra
Fonte: extraído do livro “Conviver e Melhorar”, de Francisco do Espírito Santo Neto, ditado por Lourdes Catherine e Batuíra. Editora Boa Nova
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quarta-feira, 1 de março de 2023

O significado da vida



Na grande mole humana, cada pessoa dá, à vida, um significado especial.

Esta objetiva a aquisição da cultura; essa busca o destaque social; aquela anela pela fortuna; estoutra demanda o patamar da glória...

Uma quer a projeção pessoal; outra anseia pela construção de uma família ditosa, cada qual empenhando-se mais afanosamente para atingir o que estabelece como condição de meta essencial.

Tal planificação, que varia de indivíduo, termina por estimular à luta, à competição insana, ao desespero.

Conseguido, porém, o que significou como ideal, ou reprograma o destino ou tomba em frustração, descobrindo-se irrealizado ou vítima de saturação do que haja conseguido sem plenificar-se interiormente.

*
A vida, entretanto, possui um significado especial, que reside no autodescobrimento do homem, que passa a valorizar o que é ou não importante no seu peregrinar evolutivo.

Este desafio se torna individual, unindo, sem embargo, no futuro, os seres numa única família, que entrelaça os ideais em sintonia perfeita com a energia que emana de Deus e é o élan vitalizador da vida.

*
Os meios da tua sobrevivência orgânica emulam-te para avançar ao encontro da finalidade da existência.

O azeite sustenta a chama, porém a finalidade desta não é crepitar, mas derramar luz e aquecer.

Enquanto não te empenhes, realmente, na busca da tua realidade espiritual, seguirás inseguro, instável, sem plena satisfação.

*
Todas as aquisições que exaltam o ego, terminam por entediar.

A maneira mais eficiente para o cometimento do real significado da vida, é a experiência do amor.

Amor que doa e liberta.

Amor que renuncia e faz feliz.

Amor que edifica, espalhando esperança e bênçãos.

Amor que sustenta vidas e favorece ideais de enobrecimento.

Amor que apazigua quem o sente e dulcifica aquele a quem se doa.

*
O amor é conquista muito pessoal que necessita do combustível da disciplina mental e da ternura do sentimento para expandir-se.

*
O significado essencial da vida repousa, pois, no esforço que cada criatura deve encetar para anular as paixões dissolventes, colocando nos seus espaços emocionais o divino hálito, o amor que se origina em Deus.

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Do cap. 11 do livro Momentos de Meditação, de Joanna de Ângelis, obra psicografada pelo médium Divaldo P. Franco.
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MARÇO

Eu vi um moinho.
Ventava forte e suas pás giravam rapidamente. Quando o vento amainou, as pás pararam de girar, porque seu movimento dependia totalmente do vento.

Eu ouvi as palavras:
Coloque sua segurança não nas coisas desta vida, mas sim em Mim, que sou a fonte de todo poder e força que existem dentro de você.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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01 de março

Aguarde um milagre.

Aguarde que milagre após milagre aconteça e não os limite de modo algum.

Quanto mais aberto você estiver, melhor, porque então não haverá nada bloqueando o fluir das Minhas leis, porque milagres são simplesmente Minhas leis em ação.

Flua com essas leis e qualquer coisa pode acontecer! Veja a perfeição de Meu plano se desdobrando.

Não há pressa.

Quando algo se desdobra, pode ser depressa, mas com um enorme sentimento de paz e serenidade, sincronicidade e precisão perfeitas.

Não tenha medo de nada, porque não há nada a temer quando sua fé e confiança estão em Mim.

EU ESTOU em você, portanto, veja a perfeição de Meu plano acontecendo dentro e fora de você.

Tudo começa no interior e abre caminho para o exterior; não deixe que nada atrase o processo. Deixe que tudo aconteça e aposse-se do novo céu e da nova terra.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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Mensagem do ESE:

A paciência

7. A dor é uma bênção que Deus envia a seus eleitos; não vos aflijais, pois, quando sofrerdes; antes, bendizei de Deus onipotente que, pela dor, neste mundo, vos marcou para a glória no céu.

Sede pacientes. A paciência também é uma caridade e deveis praticar a lei de caridade ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste na esmola dada aos pobres é a mais fácil de todas. Outra há, porém, muito mais penosa e, conseguintemente, muito mais meritória: a de perdoarmos aos que Deus colocou em nosso caminho para serem instrumentos do nosso sofrer e para nos porem à prova a paciência.

A vida é difícil, bem o sei. Compõe-se de mil nadas, que são outras tantas picadas de alfinetes, mas que acabam por ferir. Se, porém, atentarmos nos deveres que nos são impostos, nas consolações e compensações que, por outro lado, recebemos, havemos de reconhecer que são as bênçãos muito mais numerosas do que as dores. O fardo parece menos pesado, quando se olha para o alto, do que quando se curva para a terra a fronte.

Coragem, amigos! Tendes no Cristo o vosso modelo. Mais sofreu ele do que qualquer de vós e nada tinha de que se penitenciar, ao passo que vós tendes de expiar o vosso passado e de vos fortalecer para o futuro. Sede, pois, pacientes, sede cristãos. Essa palavra resume tudo.

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– Um Espírito amigo. (Havre, 1862.)
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
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CONSERVA O MODELO


Conserva o modelo das sãs palavras.” – Paulo. (2ª Epístola a Timóteo, 1:13.)

Distribui os recursos que a Providência te encaminhou às mãos operosas, todavia, não te esqueças de que a palavra confortadora ao aflito representa serviço direto de teu coração na sementeira do bem.

O pão do corpo é uma esmola pela qual sempre receberás a justa recompensa, mas o sorriso amigo é uma bênção para a eternidade.

Envia mensageiros ao socorro fraternal, contudo, não deixes, pelo menos uma vez por outra, de visitar o irmão doente e ouvi-lo em pessoa.

A expedição de auxílio é uma gentileza que te angariará simpatia, no entanto, a intervenção direta no amparo ao necessitado conferir-te-á preparação espiritual à frente das próprias lutas.

Sobe à tribuna e ensina o caminho redentor aos semelhantes; todavia, interrompe as preleções, de vez em quando, a fim de assinalar o lamento de um companheiro na experiência humana, ainda mesmo quando se trata de um filho do desespero ou da ignorância, para que não percas o senso das proporções em tua marcha.

Cultiva as flores do jardim particular de tuas afeições mais queridas, porque, sem o canteiro de experimentação, é muito difícil atender à lavoura nobre e intensiva, mas não fujas sistematicamente à floresta humana, com receio dos vermes e monstros que a povoam, porquanto é imprescindível te prepares a avançar, mais tarde, dentro dela.

Nos círculos da vida, não olvides a necessidade do ensinamento gravado em ti mesmo.

Assim como não podes tomar alimento individual, através de um substituto, e nem podes aprender a lição, guardando-lhe os caracteres na memória alheia, não conseguirás comparecer, ante as Forças Supremas da Sabedoria e do Amor, com realizações e vitórias que não tenham sido vividas e conquistadas por ti mesmo.

“Conserva”, pois, contigo, “o modelo das sãs palavras”.

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EMMANUEL
Chico Xavier
Obra: Pão Nosso
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FRUSTRAÇÃO


Perdoem-me, se insisto: angustiar-se pelo bem que não se consegue concretizar é uma prova para o espírito, uma prova diferente que o faz sofrer quanto mais consciente ele se revela.

O homem tem criado um mundo de empecilhos ao seu progresso espiritual; são as necessidades supérfluas de que nos fala O Evangelho Segundo o Espiritismo [de Allan Kardec]...

Já de manhã, se coloca de pé, com inúmeros problemas imediatos a serem resolvidos – problemas que, na maioria das vezes, não concorrem para o desenvolvimento de suas qualidades intrínsecas.

Para ele, a solução seria valer-se das ocupações materiais, que o absorvem quase integralmente, para expandir-se intelectual e moralmente.

Como, por exemplo, aproveitaria o tempo na fila do caixa de um banco, num engarrafamento de trânsito ou providenciando conserto para as coisas que se danificam dentro de casa?

O dia costuma ser curto para as exigências e requisições da existência humana na Terra.

Poucos são os que, com disciplina, conseguem estabelecer horário para a leitura de um bom livro, pois, quando não se veem enredados nas tramas da luta pela sobrevivência, estacionam horas e horas diante de um aparelho de televisão, condicionando o pensamento e a emoção pela pauta dos programas que pouco ou nada lhes acrescentam.

A matéria em função do espírito e não o espírito em função da matéria – eis o sentido que devemos fazer que prevaleça em nossa movimentação cotidiana.

Entre a alimentação, os cuidados físicos, por vezes, indispensáveis no combate ao excesso de peso, a higiene e os momentos de refazimento através do sono, quanto tempo quase que consagrado, com exclusividade, ao corpo!

Relega-se o espírito a plano secundário, não lhe priorizando as necessidades, e, em consequência, deste Outro Lado da Vida, ele se sente frustrado diante da Verdade, que voluntariamente ignorou.

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Espírito Spartaco Ghilardi
Carlos Baccelli
Obra: Ao Tarefeiro Espírita
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Festas


Todos os motivos para festas dignas são respeitáveis, entretanto, a caridade é a mais elevada de todas as razões para qualquer festa digna.
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Ninguém há que não possa pagar pequena parcela para a realização dessa ou daquela empresa festiva, destinada à sustentação das boas obras.
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Sempre que possível, além da sua quota de participação num ato festivo, com fins assistenciais, é importante que você coopere na venda de, pelos menos, cinco ingressos, no campo de seus amigos, a benefício do empreendimento.
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Mesmo que não possa comparecer numa festa de caridade, não deixe de prestar a sua contribuição.
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Festejar dignamente, em torno da fraternidade humana, para ajudar o próximo, é uma das mais belas formas de auxílio.
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Se você não dança, não é aconselhável o seu comparecimento num baile.
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Nos encontros esportivos, é melhor ficar à distância se você ainda não sabe perder.
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Se você possui dons artísticos quanto puder, colabore, gratuitamente, no trabalho que se efetue, em auxílio ao próximo.
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Nas comemorações de aniversário, nunca pergunte quantos anos tem o aniversariante, nem vasculhe a significação das velas postas no bolo tradicional.
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Conduza o empreendimento festivo, sob a sua responsabilidade, para o melhor proveito, em matéria de educação e solidariedade que sempre se pode extrair do convívio social.
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Aprendamos a não criticar a alegria dos outros.

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André Luiz
Chico Xavier
Obra: Sinal Verde
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28 de fevereiro

Solte-se e permita-se habitar o reino que já veio, mas que ainda precisa ser reconhecido e reclamado por mais e mais almas.

Você reza para que Meu reino venha, para que Minha vontade seja feita: agora deixe de pedir por eles e aposse-se deles.

Você deve aprender a rezar acreditando de todo coração, mente e alma, a fim de que suas preces sejam muito reais e concretas e você saiba, sem sombra de dúvidas, que elas estão sendo respondidas.

Não limite nada.

Não há limitações no Meu reino, e Meu reino já está aqui, e nele tudo é possível.

Aprenda a viver além de suas limitações humanas.

Viva nos reinos do Espírito, onde você faz tudo em Mim.

Eu o fortaleço e Eu o sustento, portanto saiba que EU ESTOU sempre com você.

E não poderia ser de outra maneira, porque EU ESTOU em você.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Preces pelos doentes

As doenças fazem parte das provas e das vicissitudes da vida terrena; são inerentes à grosseria da nossa natureza material e à inferioridade do mundo que habitamos. As paixões e os excessos de toda ordem semeiam em nós germens malsãos, às vezes hereditários.

Nos mundos mais adiantados, física ou moralmente, o organismo humano, mais depurado e menos material, não está sujeito às mesmas enfermidades e o corpo não é minado surdamente pelo corrosivo das paixões. (Cap. III, n° 9.)

Temos, assim, de nos resignar às conseqüências do meio onde nos coloca a nossa inferioridade, até que mereçamos passar a outro. Isso, no entanto, não é de molde a impedir que, esperando tal se dê, façamos o que de nós depende para melhorar as nossas condições atuais. Se, porém, mau grado aos nossos esforços, não o conseguirmos, o Espiritismo nos ensina a suportar com resignação os nossos passageiros males.

Se Deus não houvesse querido que os sofrimentos corporais se dissipassem ou abrandassem em certos casos, não houvera posto ao nosso alcance meios de cura. A esse respeito, a sua solicitude, em conformidade com o instinto de conservação, indica que é dever nosso procurar esses meios e aplicá-los.

A par da medicação ordinária, elaborada pela Ciência, o magnetismo nos dá a conhecer o poder da ação fluídica e o Espiritismo nos revela outra força poderosa na mediunidade curadora e a influência da prece. (Ver, no Cap. XXVI, a notícia sobre a mediunidade curadora.)

Prece. (Para ser dita pelo doente.)
— Senhor, pois que és todo justiça, a enfermidade que te aprouve mandar-me necessariamente eu a merecia, visto que nunca impões sofrimento algum sem causa. Confio-me, para minha cura, à tua infinita misericórdia. Se for do teu agrado restituir-me a saúde, bendito seja o teu santo nome. Se, ao contrário, me cumpre sofrer mais, bendito seja ele do mesmo modo. Submeto-me, sem queixas, aos teus sábios desígnios, porquanto o que fazes só pode ter por fim o bem das tuas criaturas.
Dá, ó meu Deus, que esta enfermidade seja para mim um aviso salutar e me leve a refletir sobre a minha conduta. Aceito-a como uma expiação do
passado e como uma prova para a minha fé e a minha submissão à tua santa vontade.

Prece. (Pelo doente.) — Meu Deus, são impenetráveis os teus desígnios e na tua sabedoria entendeste de afligir a N... pela enfermidade. Lança, eu te suplico, um olhar de compaixão sobre os seus sofrimentos e digna-te de pôr-lhes termo.
Bons Espíritos, ministros do Onipotente, secundai, eu vos peço, o meu desejo de aliviá-lo; encaminhai o meu pensamento, a fim de que vá derramar um bálsamo salutar em seu corpo e a consolação em sua alma.
Inspirai-lhe a paciência e a submissão à vontade de Deus; dai-lhe a força de suportar suas dores com resignação cristã, a fim de que não perca o fruto desta prova.

Prece. (Para ser dita pelo médium curador.) — Meu Deus, se te dignas servir-te de mim, indigno como sou, poderei curar esta enfermidade, se assim o quiseres, porque em ti deposito fé. Mas, sem ti, nada posso. Permite que os bons Espíritos me cumulem de seus fluidos benéficos, a fim de que eu os transmita a esse doente, e livra-me de toda idéia de orgulho e de egoísmo que lhes pudesse alterar a pureza.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVIII, itens 77 a 80.)
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Mais feliz


Quem mais ama do que espera ser amado...

Quem mais serve do que procura ser servido...

Quem mais perdoa aos outros do que os outros a si...

Quem mais sofre e, no entanto, a ninguém faz sofrer...

Quem mais age no bem, perante a ingratidão...

Dos felizes da Terra, é sempre o mais feliz.

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Irmão José
Carlos Baccelli
Obra: "A Face do Amor"
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Semeadores de esperança


Possivelmente não terás pensado ainda no verbo formoso e grave a que todos somos chamados: criar para o progresso.

O Criador, ao dotar-nos de razão, a nós, criaturas, conferiu-nos o poder de imaginar, promover, originar, produzir.

Referimo-nos, frequentemente, à lei de causa e efeito. Sabemos que ela funciona em termos de exatidão. Utilizamo-la, quase sempre, tão-só para justificar sofrimentos, esquecendo-lhe a possibilidade de estabelecer alegrias.

Causamos isso ou aquilo, geramos acontecimentos determinados. Experimentemos essa força que nos é peculiar, na formação de circunstâncias favoráveis aos homens.

Antes do comboio a vapor, a eletricidade já existia. Os transportes arrastavam-se pela tração, mas foi preciso que alguém desejasse criar na Terra a locomotiva, que se converteu a pouco e pouco no trem elétrico, a fim de que a Civilização aprimorasse os sistemas de condução que prosseguem para mais altas expressões evolutivas.

O firmamento era vasculhado pelos olhos humanos há milênios, mas foi necessário que um astrônomo levantasse lentes, para que os povos recolhessem as preciosas informações do Universo, que já havia antes deles.

O princípio é idêntico para a vida moral.

Precisamos hoje e em toda parte dos criadores de harmonia doméstica e social, dos desenhistas de pensamentos certos, dos escultores de boas obras.

O tempo nos ensinará a entender a necessidade básica de se criarem condições para o entendimento mútuo, como já se estabeleceram normas para o trânsito fácil do automóvel.

Inventa em tua existência soluções de conforto, suscita motivos de paz, traça diretrizes de melhoria, faze o que ainda não foi aproveitado na realização da riqueza íntima de todos.

Provavelmente, estamos na atualidade em estágio obscuro de lições, sob a situação imperiosa de ações passadas. Mas não nos será correto esquecer que somos Inteligências com raciocínio claro e que, se antigamente nos foi possível colocar em ação as causas que neste momento e neste local nos infelicitam, retemos conosco a sublime faculdade de idear, planejar e construir.

Ajamos na construtividade de Jesus, sejamos semeadores de esperança.

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André Luiz
Waldo Vieira
Obra: Estude e viva
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Mudança e proveito


“… Assim também andemos nós em novidade de vida.” — PAULO (Romanos, 6.4)

Criaturas existem que se confessam dedicadas ao espírito de mudança que a vida exige de cada um, e tão somente por se referirem a isso alteram obrigações assumidas, logo ao se sentirem incomodadas por singelos motivos de feição pessoal.

Mal começam ação determinada, ou em meio da empresa edificante a que se consagraram, se experimentam o impacto de pequeninos contratempos, asseveram que é preciso mudar para progredir, relegando a outrem problemas e encargos que lhes competem.

Semelhante atitude, porém, resulta simplesmente de insatisfação e imaturidade.

Renovação não é alterar o caminho, porque estejamos sob as consequências de ajustes e decisões abraçados por nós mesmos, com vistas à nossa melhoria espiritual; muito mais que isso, é aceitar varonilmente as ocorrências adversas, os golpes da estrada, os desafios da prova e as crises da existência, incluindo as mudanças a que penúria, abandono, enfermidade ou desencarnação nos constranjam, procurando servir mais e melhor no plano de evolução e trabalho em que a Providência Divina nos colocou.

Transformação permanente por dentro, metamorfose da alma que encerra consigo bastante poder para transfigurar dificuldade em lição e sombra em luz.

Paulo de Tarso, que tanta vez nos impele à renovação, converteu cada dia em trilha mais alta de acesso à confiança no Senhor e ao serviço em favor do próximo, sem renunciar aos sacrifícios pessoais que a obra esposada lhe impunha.

Reformemos sentimento, ideia, observação, expressão e discernimento, descerrando portas e janelas sempre novas em nosso mundo íntimo, para que a vida nos acrescente os recursos de conhecimento, receptividade, visão e interpretação — mas sejamos fiéis aos nossos compromissos até ao fim.

🌿🌹🌿
Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Bênção de paz — Emmanuel
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

Vida Social



A familia universal reúne todos os seres em um só grupo, que se inicia no clã doméstico. Nele se desenvolve a vida social, facultando o crescimento intelectual e moral, que leva à conquista da sabedoria.

Ninguém se deve afastar do convívio com o seu próximo. Ele é a oportunidade para se testar a tolerância e o amor; a gentileza e a fraternidade.

O homem nasceu para conviver com a Natureza e todos os seres que nela vivem.

Impregnado pelo psiquismo divino, tende a participar de todos os movimentos sociais, optando pela edificação de um grupo saudável e harmônico, no qual desenvolve os valiosos recursos que lhe jazem latentes.

Envolto por seres espirituais de que nem sempre te dás conta, eleva-te na tarefa da fraternidade, ascendendo às Esferas Superiores.

Para que alcances as cumeadas do progresso, dependes do teu irmão na marcha evolutiva.

Ajuda-o, se ele está em situação penosa. Pede-lhe auxilio, se te encontras em carência.

Nunca te esqueças que todos somos irmãos, e Deus é o Pai Único.

Assim, respeita e participa da vida social edificante, nunca te isolando...

Entre as conquistas preciosas do processo de evolução do ser, que abandona o primarismo e alcança os patamares da razão, destacam-se a vida social, o relacionamento com as demais criaturas, que o capacitam ao desenvolvimento das aptidões que lhe estão adormecidas.

Enquanto o indivíduo se insula ou evita o convívio com as demais pessoas, permanece sob o açodar das paixões primevas, nas quais predomina o egoísmo, responsável por inúmeros distúrbios do comportamento psicológico.

No relacionamento social, mesmo nas faixas da agressividade, o imperativo de crescimento espiritual faz-se inevitável, por propiciar o esforço de libertação pessoal junto à necessidade de desenvolver a tolerância, a compreensão e a bondade, colocadas à prova no intercâmbio das idéias e na convivência interpessoal.

A solidão propicia a visão desfocada da realidade, ao tempo que embrutece, alienando o homem, que perde o contato com os valores sociais nos quais se expressam as leis do progresso moral.

A convivência social trabalha os sentimentos humanos, estimulando as aptidões para a arte, a cultura. ação tecnológica, a ciência e a religião.

À medida que o ser se autodescobre, mais percebe a necessidade dos relacionamentos sociais, seja para buscar e intercambiar experiências, seja para contribuir em favor do desenvolvimento do grupo no qual se encontra.

Mesmo entre os animais, o instinto gregário funciona levando-os ao grupo. Graças a essa união, os mais fortes defendem, protegem os mais fracos, perpetuando as espécies.

A união no conjunto social se converte em campo especial de educação, em razão da força que o mesmo exerce sobre o indivíduo, passando a criar-lhe hábitos, comportamentos e atitudes.

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Quando mais elevado, o ser se utiliza do meio social para nele imprimir as conquistas que o caracterizam, impulsionando os seus membros ao progresso e à plenificação.

Nessa fase, pode afastar-se da sociedade tradicional, para amparar e atender necessidades, aflições e desequilíbrios naqueles nos quais a dor se aloja, sendo rejeitados ou isolados por medidas providenciais que objetivam defender os sadios. Entre esses incluem-se os doentes das enfermidades degenerativas, físicas e mentais, os presidiários, os que se demoram nos patamares do primitiVismo cultural e moral.

Verdadeiros missionários do amor e da caridade, transferem-se da sociedade acomodada, da civilização, para serem educadores, companheiros da sua solidão, médicos, enfermeiros e benfeitores que se constituem instrumentos do bem, contribuindo para a felicidade de quantos tombaram na desdita ou se encontram nas experiências iniciais do progresso humano. Ali organizam a sua vida social, tornando-se plenos, edificadores da verdadeira fraternidade, que é o primeiro passo para a vivência em uma sociedade justa, portanto, feliz.

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Jesus, na Sua condição de Espírito Excelso, jamais se insulou evitando a vida social.

Conforme a circunstância e a ocasião, manteve o relacionamento social com aqueles que se Lhe acercaram ou a quem buscava, desvelando a grandiosa missão do ser inteligente na Terra, emulando ao estado de pureza, de elevação e demonstrando a brevidade do corpo físico, a transitoriedade do mundo orgânico diante da vida espiritual, perene, de onde se vem e paa a qual se retorna.

A vida social, portanto, está ínsita no processo de evolução das criaturas, encarnadas ou não, já que ninguém consegue a realizaçáo espiritual seguindo a sós.

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FRANCO, Divaldo Pereira. Desperte e Seja Feliz. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL.
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27 de fevereiro

Você deve reconhecer sua liberdade para que você possa se elevar a grandes alturas espirituais.

Senão você seria como um pássaro engaiolado, que, mesmo com a porta aberta e a possibilidade de voar para onde quiser, continua batendo as asas contra sua gaiola, sem perceber que pode reconquistar sua liberdade.

Você pode atravessar sua vida como esse pássaro, completamente cego e preso, a não ser que você reconheça que é livre, aceite essa liberdade e use-a como deve ser usada, nos reinos do Espírito onde não há limitações, fronteiras ou barreiras que o segurem.

Todo ser humano é livre se reconhecer e aceitar sua liberdade.

Esta liberdade está lhe sendo oferecida, mas você tem que aceitá-la antes de usá-la.

Por que não aceitá-la agora, percebendo que você não está amarrado a nada nem a ninguém, e que você é capaz de fazer qualquer coisa que você deseje?

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Sacrifício da própria vida

– Aquele que se acha desgostoso da vida mas que não quer extingui-la por suas próprias mãos, será culpado se procurar a morte num campo de batalha, com o propósito de tornar útil sua morte?

Que o homem se mate ele próprio, ou faça que outrem o mate, seu propósito é sempre cortar o fio da existência: há, por conseguinte, suicídio intencional, se não de fato. É ilusória a idéia de que sua morte servirá para alguma coisa; isso não passa de pretexto para colorir o ato e escusá-lo aos seus próprios olhos. Se ele desejasse seriamente servir ao seu país, cuidaria de viver para defendê-lo; não procuraria morrer, pois que, morto, de nada mais lhe serviria. O verdadeiro devotamento consiste em não temer a morte, quando se trate de ser útil, em afrontar o perigo, em fazer, de antemão e sem pesar, o sacrifício da vida, se for necessário. Mas, buscar a morte com premeditada intenção, expondo-se a um perigo, ainda que para prestar serviço, anula o mérito da ação.

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— São Luís. (Paris, 1860)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 29.)
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Murmurações


“Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas.” – Paulo. (Filipenses, 2:14.)

Nunca se viu contenda que não fosse precedida de murmurações inferiores. É hábito antigo da leviandade procurar a ingratidão, a miséria moral, o orgulho, a vaidade e todos os flagelos que arruínam almas neste mundo para organizar as palestras da sombra, onde o bem, o amor e a verdade são focalizados com malícia.

Quando alguém comece a encontrar motivos fáceis para muitas queixas, é justo proceder a rigoroso auto-exame, de modo a verificar se não está padecendo da terrível enfermidade das murmurações.

Os que cumprem seus deveres, na pauta das atividades justas, certamente não poderão cultivar ensejo a reclamações.

É indispensável conservar-se o discípulo em guarda contra esses acumuladores de energias destrutivas, porque, de maneira geral, sua influência perniciosa invade quase todos os lugares de luta do Planeta.

É fácil identificá-los. Para eles, tudo está errado, nada serve, não se deve esperar algo de melhor em coisa alguma. Seu verbo é irritação permanente, suas observações são injustas e desanimam.

Lutemos, quanto estiver em nossas forças, contra essas humilhantes atitudes mentais.

Confiados em Deus, dilatemos todas as nossas esperanças, certos de que, conforme asseveram os velhos Provérbios, o coração otimista é medicamento de paz e de alegria.

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EMMANUEL
Chico Xavier
Obra: “Pão Nosso”
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Sentir-nos ofendidos


Existem pessoas que se sentem ofendidas, magoadas por qualquer coisa: à mais leve contrariedade, se sentem humilhadas…

Ora, nós não viemos a este mundo para nos banhar em água de rosas…

Somos Espíritos altamente endividados — dentro de nós, o passado ainda fala mais alto…

Por que, então, haveríamos de nos sentir ofendidos quando as pessoas não fazem com que as coisas sejam da maneira que queremos?!

Não podemos ser tão suscetíveis assim…

Por qualquer aborrecimento, gente há que passa a vida inteira sem falar com um irmão, com um amigo…

Queremos viver na Terra sem que sejamos afetados pela sua condição, vamos dizer assim, de ainda lamentável atraso espiritual…

Isto aqui não é uma estação de veraneio!

Quando o Espírito reencarna; ele já vem consciente das lutas que terá de enfrentar — a menos que seja um Espírito completamente alheio ao seu próprio destino.

Todos, quando retomamos o corpo, sabemos que, de certa forma, estaremos à mercê de uma série de circunstâncias próprias de um Planeta em evolução…

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Chico Xavier
Obra: O Evangelho de Chico Xavier
— O próprio (Encarnado)
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domingo, 26 de fevereiro de 2023

A surpresa


Aquela preocupação por fortuna fácil já era mania no irmão Teodoro Pancrácio.

Experimentava a loteria, topava grandes apostas, frequentava leilões de antiguidades e, entre amigos, confessava-se apaixonado por moeda grande.

 Por isso mesmo, fitou com avidez a maleta encastoada de prata que, naquela manhã, alguém esquecera num dos bancos da Praça da República, em São Paulo.

 Um pequeno esforço e sentou-se junto do achado. Queria que os transeuntes tivessem a impressão de que ele era dono do objeto que lhe conquistara o irresistível interesse.

Transcorridos alguns minutos, empalmou a maleta com naturalidade e tomou o ônibus, no qual iniciaria a viagem de retorno à própria residência.

Acomodou sobre as próprias pernas aquela caixa esculpida em madeira, com a chave dependurada num dos bordos e passou a fantasiar altas perguntas…

 Que conteria aquele estojo de que se apropriara? Respondia a si mesmo, excitado e otimista… Possivelmente, estaria conduzindo um tesouro de joias ou, quem sabe, ali estariam encerrados milhares de cruzeiros?

Trocando várias conduções, chegou à periferia onde morava.

Dirigiu-se a um terreno baldio, quase rente à própria casa, já que se sabia aguardado pela família.

 Ansioso, manobrou a chave, no entanto, apavorado notou que, de dentro da mala pequena, saltou uma grande cascavel que, de imediato, se armou contra ele, agitando o chocalho. Pancrácio clamou por socorro e chegou muita gente.

 Os vizinhos auxiliaram-no a recolocar a serpente enorme no recinto da caixa que foi novamente fechada.

E, depois de muitas providências, apareceu no dia seguinte a informação exata em torno da curiosa surpresa.

 O ofídio pertencia a um fazendeiro de Minas que se aproveitara da visita a São Paulo, a fim de oferecê-lo para estudos no Instituto Butantã.

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Hilário Silva
Chico Xavier
Obra: Juntos venceremos
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26 de fevereiro

Algumas vezes o novo se desdobra tão devagar que não é possível perceber as mudanças que estão acontecendo, até que, de repente, elas já aconteceram desapercebidamente.

Outras vezes é possível ver as mudanças se desenrolando passo a passo bem à frente dos olhos.

Há vezes, ainda, quando acontecem coisas de um dia para o outro – como no inverno, quando você vai dormir à noite e na manhã seguinte está tudo coberto de neve.

Você não teve nada a ver com o que aconteceu; tudo se passou de uma maneira miraculosa.

O novo será revelado de muitas maneiras diferentes.

Tudo que você tem que fazer é caminhar com ele, sem resistência.

Mudanças não são necessariamente dolorosas.

São inevitáveis porque nada pode permanecer imutável; e se você consultar seu coração, você mesmo não irá querer que ele permaneça o mesmo.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Moisés

Não penseis que eu tenha vindo destruir a lei ou os profetas: não os vim destruir, mas cumpri-los: — porquanto, em verdade vos digo que o céu e a Terra não passarão, sem que tudo o que se acha na lei esteja perfeitamente cumprido, enquanto reste um único iota e um único ponto. (S. MATEUS, cap. V, vv. 17 e 18.)

Na lei mosaica, há duas partes distintas: a lei de Deus, promulgada no monte Sinai, e a lei civil ou disciplinar, decretada por Moisés. Uma é invariável; a outra, apropriada aos costumes e ao caráter do povo, se modifica com o tempo.

A lei de Deus está formulada nos dez mandamentos seguintes:

I. Eu sou o Senhor, vosso Deus, que vos tirei do Egito, da casa da servidão. Não tereis, diante de mim, outros deuses estrangeiros. — Não fareis imagem esculpida, nem figura alguma do que está em cima do céu, nem embaixo na Terra, nem do que quer que esteja nas águas sob a terra. Não os adorareis e não lhes prestareis culto soberano.
II. Não pronunciareis em vão o nome do Senhor, vosso Deus.
III. Lembrai-vos de santificar o dia do sábado.
IV. Honrai a vosso pai e a vossa mãe, a fim de viverdes longo tempo na terra que o Senhor vosso Deus vos dará.
V. Não mateis.
VI. Não cometais adultério.
VII. Não roubeis.
VIII. Não presteis testemunho falso contra o vosso próximo.
IX. Não desejeis a mulher do vosso próximo.
X. Não cobiceis a casa do vosso próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu asno, nem qualquer das coisas que lhe pertençam.

É de todos os tempos e de todos os países essa lei e tem, por isso mesmo, caráter divino. Todas as outras são leis que Moisés decretou, obrigado que se via a conter, pelo temor, um povo de seu natural turbulento e indisciplinado, no qual tinha ele de combater arraigados abusos e preconceitos, adquiridos durante a escravidão do Egito. Para imprimir autoridade às suas leis, houve de lhes atribuir origem divina, conforme o fizeram todos os legisladores dos povos primitivos. A autoridade do homem precisava apoiar-se na autoridade de Deus; mas, só a idéia de um Deus terrível podia impressionar criaturas ignorantes, em as quais ainda pouco desenvolvidos se encontravam o senso moral e o sentimento de uma justiça reta. É evidente que aquele que incluíra, entre os seus mandamentos, este: “Não matareis; não causareis dano ao vosso próximo”, não poderia contradizer-se, fazendo da exterminação um dever. As leis mosaicas, propriamente ditas, revestiam, pois, um caráter essencialmente transitório.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. I, itens 1 e 2.)
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CORREÇÕES


“Se suportais a correção, Deus vos trata como a filhos; pois que filho há a quem o pai não corrija?” – Paulo. (Hebreus, 12:7.)

Bem-aventurado o espírito que compreende a correção do Senhor e aceita-a sem relutar.

Raras, todavia, são as criaturas que conseguem entendê-la e suportá-la.

Por vezes, a repreensão generosa do Alto – símbolo de desvelado amor – atinge o campo do homem, traduzindo advertência sagrada e silenciosa, mas, na maioria das ocasiões, a mente encarnada repele o aguilhão salvador, mergulha dentro da noite da rebeldia, elimina possibilidades preciosas e qualifica de infortúnio insuportável a influência renovadora, destinada a clarear-lhe o escuro e triste caminho.

Muita gente, em face do fenômeno regenerativo, apela para a fuga espetacular da situação difícil e entrega-se, inerme, ao suicídio lento, abandonando-se à indiferença integral pelo próprio destino.

Quem assim procede não pode ser tratado por filho, porquanto isolou a si mesmo, afastou-se da Providência Divina e ergueu compactas paredes de sombra entre o próprio coração e as Bênçãos Paternas.

Aqueles que compreendem as correções do Todo-Misericordioso reajustam-se em círculo de vida nova e promissora.

Vencida a tempestade íntima, revalorizam as oportunidades de aprender, servir e construir e, fundamentados nas amargas experiências de ontem, aplicam as graças da vida superior, com vistas ao amanhã.

Não te esqueças de que o mal não pode oferecer retificações a ninguém. Quando a correção do Senhor alcançar-te o caminho, aceita-a, humildemente, convicto de que constitui verdadeira mensagem do Céu.

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EMMANUEL
(do livro “Pão Nosso” –
psic. Chico Xavier)
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Perdão das ofensas


"Há muitas maneiras de pedir perdão. Quem se aproxima de ti, sem coragem de nada dizer, está procurando reconciliação. Não exijas dos outros um pedido formal de desculpas.

Não tripudies sobre a discreta atitude de humildade de quem reconheça o erro.

Para ser esquecida, a ofensa pede que não seja relembrada.

Não fiques rememorando as experiências amargas de quem faliu.

O perdão genuíno jamais espezinha.

Imagina-te escutando referências constantes sobre as tuas quedas. Muda de assunto com um sorriso e perdoa com espontaneidade.

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Irmão José
Carlos A. Baccelli
Obra: Vigiai e Orai
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