segunda-feira, 6 de março de 2023

Fé e natureza


 Conquanto o espinheiral em que se desenvolve, a roseira confia e produz braçadas de flores.

 Não obstante ser esquecido, por milênios, no subsolo, o carvão confia e se transfigura no brilhante raro.

 Apesar de conduzida ao calor intensivo do forno, a argila confia e se transforma no vaso de eleição.

 Embora a tosquia que, periodicamente, a desnuda, a ovelha confia e prossegue fornecendo a lã em que se agasalha o homem contra o frio.

 Assim também ocorre nas crises do mundo. Se sofres e choras, confia no Poder Misericordioso que nos dirige, encoraja-te e caminha.

 Tudo, por agora, será problema ou desgosto, provação e sofrimento em teus passos, no entanto, se continuas trabalhando e amando, compreendendo e servindo, confia em Deus e encontrarás pela frente o melhor do melhor.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Juntos venceremos
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06 de março

Só se pode pensar um pensamento por vez.

Por isso, certifique-se que ele seja construtivo, positivo e amoroso e você então se surpreenderá só dizendo coisas construtivas e agindo de maneira amorosa.

Na verdade, toda a sua aparência será positiva e sua vida será repleta de amor, alegria, felicidade, saúde, sucesso e harmonia.

Quando você está sensível e tem pensamentos negativos e destrutivos, eles solapam todo o seu ser.

Sua aparência fica apagada e você se sente deprimido e até fisicamente doente. Tente entender que é você mesmo que causa esse estado por pensar de maneira errada.

Mude seus pensamentos e tudo mudará.

Você pode imaginar que está cercado de dificuldades e que essa situação é responsável pelo seu estado de espírito, mas será que é isso mesmo?

Seus pensamentos não lhe pertencem?

Você não está livre para elevar sua consciência e ver pensamentos amorosos, positivos e construtivos que irão criar bem estar?

A escolha está sempre em suas mãos.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Esquecimento do passado

Em vão se objeta que o esquecimento constitui obstáculo a que se possa aproveitar da experiência de vidas anteriores. Havendo Deus entendido de lançar um véu sobre o passado, é que há nisso vantagem. Com efeito, a lembrança traria gravíssimos inconvenientes. Poderia, em certos casos, humilhar-nos singularmente, ou, então, exaltar-nos o orgulho e, assim, entravar o nosso livre-arbítrio. Em todas as circunstâncias, acarretaria inevitável perturbação nas relações sociais.

Freqüentemente, o Espírito renasce no mesmo meio em que já viveu, estabelecendo de novo relações com as mesmas pessoas, a fim de reparar o mal que lhes haja feito. Se reconhecesse nelas as a quem odiara, quiçá o ódio se lhe despertaria outra vez no íntimo. De todo modo, ele se sentiria humilhado em presença daquelas a quem houvesse ofendido.

Para nos melhorarmos, outorgou-nos Deus, precisamente, o de que necessitamos e nos basta: a voz da consciência e as tendências instintivas. Priva-nos do que nos seria prejudicial.

Ao nascer, traz o homem consigo o que adquiriu, nasce qual se fez; em cada existência, tem um novo ponto de partida. Pouco lhe importa saber o que foi antes: se se vê punido, é que praticou o mal. Suas atuais tendências más indicam o que lhe resta a corrigir em si próprio e é nisso que deve concentrar-se toda a sua atenção, porquanto, daquilo de que se haja corrigido completamente, nenhum traço mais conservará. As boas resoluções que tomou são a voz da consciência, advertindo-o do que é bem e do que é mal e dando-lhe forças para resistir às tentações.

Aliás, o esquecimento ocorre apenas durante a vida corpórea. Volvendo à vida espiritual, readquire o Espírito a lembrança do passado; nada mais há, portanto, do que uma interrupção temporária, semelhante à que se dá na vida terrestre durante o sono, a qual não obsta a que, no dia seguinte, nos recordemos do que tenhamos feito na véspera e nos dias precedentes.

E não é somente após a morte que o Espírito recobra a lembrança dó passado. Pode dizer-se que jamais a perde, pois que, como a experiência o demonstra, mesmo encarnado, adormecido o corpo, ocasião em que goza de certa liberdade, o Espírito tem consciência de seus atos anteriores; sabe por que sofre e que sofre com justiça. A lembrança unicamente se apaga no curso da vida exterior, da vida de relação. Mas, na falta de uma recordação exata, que lhe poderia ser penosa e prejudicá-lo nas suas relações sociais, forças novas haure ele nesses instantes de emancipação da alma, se os sabe aproveitar.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 11.)
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Fardos


Quando a ilusão o fizer sentir o peso do próprio sofrimento, como sendo opressivo e injusto, recorde que você não segue sozinho no grande roteiro.
Cada qual tolera a carga que lhe pertence.

Existem fardos de todos os tamanhos e feitios.

O poderoso arca com o peso da responsabilidade de decisões que influenciam grandemente o destino alheio.

O sacerdote sofre a tortura de um condutor de almas.

O coração materno angustia-se com a sorte de seus filhos.

O enfermo desamparado carrega as dores de sua indigência.

A criança sem ninguém sofre seu pavor.

Aprenda a entender o serviço e a luta dos semelhantes para não se supor indevidamente vítima ou herói.

No campo das provações, todos são irmãos uns dos outros, mutuamente identificados por semelhantes dificuldades, dores e sonhos.

Suporte com valor o peso de suas obrigações e caminhe.

Do acervo de pedra bruta nasce o ouro puro.

Do cascalho pesado emerge o diamante.

Do fardo que transportamos de boa vontade procedem as lições de que necessitamos para a vida maior.

Talvez você se pergunte qual a carga transportada pelos maus e levianos, que aparentemente passam pela vida isentos de provações.

Provavelmente eles, sob uma falsa aparência de vitória, vivem sob encargos singularmente mais pesados do que os seus.

Impunidade e injustiça são conceitos estranhos às Leis Divinas.

O céu não é um local físico predeterminado, mas um estado de consciência.

Ele somente é acessível, com seus tesouros de paz e luz, para quem está em harmonia com as Leis Divinas.

Nada há para invejar de quem ainda nem começou a se recompor com essas Leis, por leviandade ou preguiça.

Pior ainda é a situação de quem, pela desdita de praticar o mal, está adquirindo débitos perante a vida.

Se o suor alaga sua fronte e se a lágrima lhe visita o coração, isso é um sinal de que a sua carga já está sendo aliviada.

Quem desempenha corajosamente, sem murmurações, as tarefas que lhe competem está caminhando para a plenitude de sua consciência.

Provas bem suportadas, sem desânimo ou preguiça, convertem-se de forma gradativa em tesouros de entendimento, paz e luz para a ascensão da criatura.

Lembre-se do madeiro injusto que dobrou os ombros doloridos do Cristo.

Sob as vigas duras no lenho infamante jaziam ocultas as asas divinas da ressurreição para a Imortalidade.

Deus criou o mundo estruturado por Leis perfeitas, belas e justas. Nesse harmônico concerto, por certo você não foi esquecido.

Sua vida não é regida por acasos. As provações que o visitam visam a fortificá-lo, lapidá-lo, despi-lo de inferioridades que o infelicitam há longo tempo.

Não imagine, sequer por um momento, que o Pai Amoroso que Jesus nos revelou possa ser cruel.

As provas duram o tempo estritamente necessário para ajudá-lo a adquirir os valores e aprender as lições de que necessita.

Reduza sua quota de dores, dedicando-se ao bem com determinação e vigor.
Dê um basta nas reclamações e nos vícios, alegrando-se ao executar as tarefas que a vida lhe confiou.

Fardos e dificuldades não são desgraças, mas desafios a serem vencidos e superados, com otimismo e esperança.

Pense nisso.

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Redação do Momento Espírita, com base no capítulo O fardo, do livro Segue-me!..., pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. O clarim.
Em 02.08.2010.
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O Silêncio

Aprende com o silêncio a ouvir os sons interiores da sua alma, a calar-se nas discussões e assim evitar tragédias e desafetos.


Aprende com o silêncio a respeitar a opinião dos outros, por mais contrária que seja da sua.


Aprende com o silêncio que a solidão não é o pior castigo, existem companhias bem piores...


Aprende com o silêncio que a vida é boa, que nós só precisamos olhar para o lado certo, ouvir a música certa, ler o livro certo, que pode ser qualquer livro, desde que você o leia até o fim.


Aprende com o silêncio que tudo tem um ciclo, como as marés que insistem em ir e voltar, os pássaros que migram e voltam ao mesmo lugar ,como a Terra que faz a volta completa sobre o seu próprio eixo...


Aprende com o silêncio a respeitar a sua vida, valorizar o seu dia, enxergar em você as qualidades que possui, equilibrar os defeitos que você tem e sabe que precisa corrigir e enxergar aqueles que você ainda não descobriu.


Aprende com o silêncio a relaxar, mesmo no pior trânsito ,na maior das cobranças, na briga mais acalorada, na discussão entre familiares.


Aprende com o silêncio a respeitar o seu "eu", a valorizar o ser humano que você é, a respeitar o Templo que é o seu corpo e o santuário que é a sua vida.


Aprende hoje com o silêncio, que gritar não traz respeito, que ouvir ainda é melhor que muito falar.


E em respeito a você, eu me calo, me silencio, para que você possa ouvir o seu interior que quer lhe falar, desejar-lhe um dia vitorioso e confirmar que VOCÊ É ESPECIAL.

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Paulo Roberto Gaefke
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domingo, 5 de março de 2023

Longe da luz


 Como observar a atitude daqueles que desistem das atividades espíritas, depois de esposarem tarefas doutrinárias?

 Evidentemente, a livre escolha nos comanda as decisões em todas as áreas do pensamento, entretanto, é forçoso anotar que o abandono dos compromissos, ante o Cristo de Deus, é sempre lamentável, porque, se no campo das bênçãos que nos felicitam, aparecem dificuldades a superar, esses mesmos obstáculos serão muito maiores noutros climas.

 Sofres injúria e sarcasmo, ao lado de amigos que te compartilham a fé e te alentam as forças, mas se foges deliberadamente ao convívio deles, padecerás semelhantes provações muito mais intensivamente, à distância desses companheiros e benfeitores de cuja proteção te demites.

 Arrostas tentações na seara do bem que te ampara contra os arrastamentos ao mal, no entanto, se desertas do encargo que te coube na obra de apoio aos semelhantes, exporás o coração em deplorável temeridade ao ataque das trevas, já que te retiras da cobertura espiritual que te garante a segurança possível.

Se nos aborrecemos com a disciplina humana, o que seremos nós, desde que nos reconhecemos todos ainda longe das qualidades angélicas?

Se abolimos a prece na vivência cotidiana, como harmonizar as energias da própria alma, a fim de compreender a vida, no tumulto das experiências menos felizes?

 Provavelmente estaremos atravessando crises e empeços nos caminhos da luz, mas se nos ausentamos voluntariamente da luz para acomodar-nos com a sombra, decerto que a nossa situação, em qualquer terreno, se fará pior.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Paz e renovação
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05 de março

Pense unidade, aja unidade e faça a unidade se manifestar em sua vida.

Para ser uma pessoa inteira, você precisa se conhecer, saber para onde vai e o que está fazendo, e só então seguir em frente confiante, vivendo uma vida gloriosa e plena.

Nunca tenha dúvidas sobre você mesmo ou sua habilidade de ser inteiro.

São as dúvidas e os temores que o impedem de estabelecer uma unidade; portanto, pare de se preocupar e acabe com todos os temores e dúvidas, sabendo que EU ESTOU sempre com você e que coMigo tudo é possível.

Mas lembre-se: que sua fé e sua confiança estejam sempre em Mim, o Senhor seu Deus, a divindade dentro de você.

Caminhe de mãos dadas coMigo, consulte-Me em todos os momentos e deixe que Eu o guie e direcione.

EU ESTOU em você, portanto nada que vem de fora pode interferir em nosso contato direto.

Quando sua segurança está em Mim tudo vai verdadeiramente muito bem.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

O orgulho e a humildade (V)

Homens, por que vos queixais das calamidades que vós mesmos amontoastes sobre as vossas cabeças? Desprezastes a santa e divina moral do Cristo; não vos espanteis, pois, de que a taça da iniquidade haja transbordado de todos os lados.

Generaliza-se o mal-estar. A quem inculpar, senão a vós que incessantemente procurais esmagar-vos uns aos outros? Não podeis ser felizes, sem mútua benevolência; mas, como pode a benevolência coexistir com o orgulho? O orgulho, eis a fonte de todos os vossos males. Aplicai-vos, portanto, em destruí-lo, se não lhe quiserdes perpetuar as funestas conseqüências. Um único meio se vos oferece para isso, mas infalível: tomardes para regra invariável do vosso proceder a lei do Cristo, lei que tendes repelido ou falseado em sua interpretação.

Por que haveis de ter em maior estima o que brilha e encanta os olhos, do que o que toca o coração? Por que fazeis do vício na opulência objeto das vossas adulações, ao passo que desdenhais do verdadeiro mérito na obscuridade? Apresente-se em qualquer parte um rico debochado, perdido de corpo e alma, e todas as portas se lhe abrem, todas as atenções são para ele, enquanto ao homem de bem, que vive do seu trabalho, mal se dignam todos de saudá-lo com ar de proteção. Quando a consideração dispensada aos outros se mede pelo ouro que possuem ou pelo nome de que usam, que interesse podem eles ter em se corrigirem de seus defeitos?

Dar-se-ia o inverso, se a opinião geral fustigasse o vicio dourado, tanto quanto o vicio em andrajos; mas, o orgulho se mostra indulgente para com tudo o que o lisonjeia. Século de cupidez e de dinheiro, dizeis. Sem dúvida; mas por que deixastes que as necessidades materiais sobrepujassem o bom senso e a razão? Por que há de cada um querer elevar-se acima de seu irmão? Desse fato sofre hoje a sociedade as conseqüências.

Não esqueçais que tal estado de coisas é sempre sinal certo de decadência moral. Quando o orgulho chega ao extremo, tem-se um indício de queda próxima, porquanto Deus nunca deixa de castigar os soberbos. Se por vezes consente que eles subam, é para lhes dar tempo a reflexão e a que se emendem, sob os golpes que de quando em quando lhes desfere no orgulho para os advertir. Mas, em lugar de se humilharem, eles se revoltam. Então, cheia a medida, Deus os abate completamente e tanto mais horrível lhes é a queda, quanto mais alto hajam subido.

Pobre raça humana, cujo egoísmo corrompeu todas as sendas, toma novamente coragem, apesar de tudo. Em sua misericórdia infinita, Deus te envia poderoso remédio para os teus males, um inesperado socorro à tua miséria. Abre os olhos à luz: aqui estão as almas dos que já não vivem na Terra e que te vêm chamar ao cumprimento dos deveres reais. Eles te dirão, com a autoridade da experiência, quanto as vaidades e as grandezas da vossa passageira existência são mesquinhas a par da eternidade. Dir-te-ão que, lá, o maior é aquele que haja sido o mais humilde entre os pequenos deste mundo; que aquele que mais amou os seus irmãos será também o mais amado no céu; que os poderosos da Terra, se abusaram da sua autoridade, ver-se-ão reduzidos a obedecer aos seus servos; que, finalmente, a humildade e a caridade, irmãs que andam sempre de mãos dadas, são os meios mais eficazes de se obter graça diante do Eterno.

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— Adolfo, bispo de Argel. (Marmande, 1862.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VII, item 12).
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Aplicação do tempo


Toda vez que sentimos cansaço, e que o dia parece ter furtado todas as nossas energias, poderíamos nos perguntar se o que fizemos foi realmente produtivo.

Se esses desgastes dos dias nos têm trazido maiores benefícios para a vida; se podemos, nos momentos de pausa para o descanso, refletir a respeito do que temos feito, e nos sentirmos felizes porque fizemos além daquilo que seja a simples obrigação do dia.

Será que no decorrer do dia, aproveitamos mesmo o tempo para produzir aquilo que seja o mais proveitoso para nós e para os outros?

Muitos de nós temos gasto o tempo em grandes esforços, tantas vezes improdutivos.

Trabalhamos em excesso, nos entregamos aos programas noturnos sem nos darmos conta das necessidades do repouso.

Ficamos presos a dificuldades, de tal maneira, que nem no momento do repouso conseguimos nos libertar do fantasma da preocupação excessiva.

Não queremos dizer que devemos nos entregar ao repouso que leva à ociosidade e à preguiça.
O que devemos pensar é se estamos aplicando bem a nossa cota de tempo.

Enquanto vivemos as experiências do mundo, nas lutas, no acerto dos equívocos, nas tentativas das construções felizes, poucas vezes, damos valor ao tempo que as bênçãos de Deus nos concede para a evolução de nós mesmos.

É necessário que façamos uma avaliação, a respeito das horas a escoarem por nossas mãos.
Se administrarmos melhor a nossa cota de tempo poderemos, sem maiores dificuldades, nos dedicarmos aos momentos de alegrias, às distrações, aos passeios, sem que deixemos de lado as obrigações profissionais, as do lar e da sociedade.

O tempo bem administrado nos facultará melhor aproveitamento de nossas energias físicas e psíquicas.

Passaremos ao equilíbrio: nem atividade demais, nem descanso excessivo.

Podemos também buscar, nas horas do cansaço, o repouso através de uma leitura edificante. Através de uma visita a um amigo, mantendo um diálogo que nos acrescente alguma coisa.

Pela atenção que prestamos aos nossos familiares nas atividades em conjunto no lar, que nos proporcionam um clima mental diferenciado daquele que costumamos ter no decorrer do dia.

Não joguemos fora os tempinhos tantas vezes desprezados. Aproveitemos para escrever um ligeiro bilhete de carinho a alguém enfermo ou enfrentando momentos graves.

Telefonemos a um familiar ou amigo, que não vemos há muito tempo, demonstrando atenção.
Preguemos um botão, arrumemos uma gaveta para encontrar utilidade para muita gente.

Desenvolvamos ideias felizes para fazer o bem a alguma pessoa que saiba necessitada.

Não é preciso ficar neurótico de tanto trabalhar, apenas evitar as horas vazias, preservando-se da inutilidade daqueles que, ocupados em não fazer nada, deixam de servir, desvalorizando os minutos.

Se aproveitarmos esses tempinhos, a curto prazo teremos encontrado motivos gloriosos de viver.

Teremos aprendido a amar a vida. Teremos iluminado nosso caminho, pois cada ação produtiva saída de nós, é motivo de alegrias a nos clarear a existência.
* * *
Se nos dedicarmos à leitura quinze minutos por dia, teremos condições de nos mantermos atualizados.

Depende de nós dispormos do tempo e, mais do que isso, selecionar o que ler, nesse precioso tempo de um quarto de hora por dia.

Podemos imaginar quantos livros poderemos ler em um ano?

Não esqueçamos: quinze minutos por dia.

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Redação do Momento Espírita
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Prece e obsessão


A Providência Divina, pelas providências humanas, sustenta o amparo indiscriminado a todas as criaturas, mas estatui a reciprocidade em todos os processos de ação pelos quais a bondade da vida se manifesta.

Comparemos a prece e a obsessão ao anseio de saber e ao tormento da ignorância.

O professor esclarece o discípulo mas não lhe dispensa a aplicação direta ao ensino. E se o aluno é surdo-mudo, mesmo assim, para instruir-se, é obrigado a concentrar muitas das possibilidades da visão e da audição nas sutilezas do tato, se quer assimilar o que aprende.

Recorramos, ainda, à lição viva que surge, entre a doença e o remédio.

Administrar-se-á medicamento ao enfermo, mas não se pode eximí-lo do concurso necessário. E se o paciente não consegue ou não deve acolher os recursos precisos, através da boca, é constrangido a recebê-los por intermédio dos poros, das veias ou de outros canais do corpo.

Todo socorro essencial ao veículo físico reclama a participação do veículo físico.

Ninguém extingue a própria fome pelo esôfago alheio.

Assim, também, nas necessidades do espírito. Na desobsessão, a prece indica a atividade libertadora, no entanto, não exonera o interessado da obrigação de renovar-se pelo serviço e pelo estudo, a fim de que se areje a casa íntima, de vez que todos aqueles que se acumpliciaram conosco, na prática do mal, em existências passadas, somente se transformam para o bem, quando nos identificam o esforço, por vezes difícil e doloroso, da nossa reeducação, na prática do bem.

Resumindo, imaginemos o irmão obsidiado, ainda lúcido, como sendo prisioneiro da própria mente, convertida então em cela escura e comparemos o socorro espiritual à lâmpada generosa.

Obsessão é o bolo pestífero transformado em caprichoso ferrolho na sombra. Oração é luz que acende.

A claridade traça a orientação do que se tem a fazer, mas o detento é chamado a tomar a iniciativa do trabalho para libertar a si mesmo, removendo corajosamente o tenebroso foco de atração.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Opinião Espírita
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sábado, 4 de março de 2023

De lá para cá


Ninguém julgue que a morte represente salvoconduto para a beatitude celeste.

 Muitas existências em que o programa do bem padece frustração pela nossa rebeldia ou indiferença somente recolhem, depois do túmulo, a aflitiva purgação de nossos erros deliberados.

O inferno mental estabelecido por nós, dentro de nossas próprias almas, exige-nos o retorno à matéria densa para que as chamas do remorso ou do arrependimento se apaguem ao contato de novas lutas…

 Aqui, é o usurário que deseja desvencilhar-se da obsessão do ouro usando a túnica da pobreza.

 Ali é o tirano que se propõe a aprender humildade nas linhas do anonimato e da angústia.

 Mais além, é o delinquente que suspira por reencontrar as vítimas de ontem a fim de resgatar os débitos contraídos.

 Na conquista, porém, do recomeço, é indispensável se esforcem com devotamento e renúncia, por alcançar a reencarnação que os investirá na posse da oportunidade pretendida.

 Para isso, empenham-se em rasgos de sacrifício, plantando entre os encarnados a bênção da simpatia, o indispensável passaporte para a estação do lar humano, em que se renovarão, à frente do progresso.

Eis porque, a experiência na Terra não representa mera aventura da alma e sim precioso tempo de aprendizado e serviço que não devemos menosprezar.

Pela instrumentalidade do Plano Físico, reaproximamo-nos de antigas dificuldades ou de passados desafetos para que a obra do amor se reajuste e se consolide, conosco e junto de nós.

Não menoscabes o ensejo de elevação que a atualidade te confere.

 A máquina fisiológica em que provisoriamente estagias pode ser uma escada para a Esfera superior ou declive sutil para regiões expiatórias, dependendo de ti fazê-la degrau para a luz ou novo salto ao despenhadeiro da sombra.

 Valoriza a existência terrestre e caminha para diante, convertendo a luta redentora em recurso de ascensão.

Recorda que o tempo é o mordomo fiel da vida e se a Bondade do Senhor te concedeu para hoje a riqueza do corpo físico, a justiça d’Ele mesmo, espera-te, amanhã, para a conta imprescindível.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Atenção
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04 de março

Quanto tempo e energia são desperdiçados porque você não tem a preocupação de se aquietar e Me aguardar!

É a solução secreta para todas as situações.

Por que não prova isto para você mesmo colocando já em prática para ver o que acontece?

Até que você tenha tentado e testado algo, é só teoria.

Esta vida é muito real, muito prática e plena de ação.

Não há nada teórico a seu respeito, mas depende de você provar que é assim.

A luz do dia está aqui, mas você permanecerá na escuridão até que tenha aberto as janelas.

A água está no cano e lá permanecerá estática até você abrir a torneira.

De nada adianta ter comida no prato se você não a levar à boca.

Portanto, ponha-se em ação e faça algo já.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Necessidade da encarnação

É um castigo a encarnação e somente os Espíritos culpados estão sujeitos a sofrê-la?

A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que eles possam cumprir, por meio de uma ação material, os desígnios cuja execução Deus lhes confia. É-lhes necessária, a bem deles, visto que a atividade que são obrigados a exercer lhes auxilia o desenvolvimento da inteligência. Sendo soberanamente justo, Deus tem de distribuir tudo igualmente por todos os seus filhos; assim é que estabeleceu para todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mesmas obrigações a cumprir e a mesma liberdade de proceder. Qualquer privilégio seria uma preferência, uma injustiça. Mas, a encarnação para todos os Espíritos, é apenas um estado transitório. É uma tarefa que Deus lhes impõe, quando iniciam a vida, como primeira experiência do uso que farão do livre-arbítrio. Os que desempenham com zelo essa tarefa transpõem rapidamente e menos penosamente os primeiros graus da iniciação e mais cedo gozam do fruto de seus labores. Os que, ao contrário, usam mal da liberdade que Deus lhes concede retardam a sua marcha e, tal seja a obstinação que demonstrem, podem prolongar indefinidamente a necessidade da reencarnação e é quando se torna um castigo.

— São Luís. (Paris, 1859.)

NOTA. — Uma comparação vulgar fará se compreenda melhor essa diferença. O escolar não chega aos estudos superiores da Ciência, senão depois de haver percorrido a série das classes que até lá o conduzirão. Essas classes, qualquer que seja o trabalho que exijam, são um meio de o estudante alcançar o fim e não um castigo que se lhe inflige. Se ele é esforçado, abrevia o caminho, no qual, então, menos espinhos encontra. Outro tanto não sucede àquele a quem a negligência e a preguiça obrigam a passar duplamente por certas classes. Não é o trabalho da classe que constitui a punição; esta se acha na obrigação de recomeçar o mesmo trabalho.

Assim acontece com o homem na Terra. Para o Espírito do selvagem, que está apenas no início da vida espiritual, a encarnação é um meio de ele desenvolver a sua inteligência; contudo, para o homem esclarecido, em quem o senso moral se acha largamente desenvolvido e que é obrigado a percorrer de novo as etapas de uma vida corpórea cheia de angústias, quando já poderia ter chegado ao fim, é um castigo, pela necessidade em que se vê de prolongar sua permanência em mundos inferiores e desgraçados.

 Aquele que, ao contrário, trabalha ativamente pelo seu progresso moral, além de abreviar o tempo da encarnação material, pode também transpor de uma só vez os degraus intermédios que o separam dos mundos superiores.

Não poderiam os Espíritos encarnar uma única vez em determinado globo e preencher em esferas diferentes suas diferentes existências? Semelhante modo de ver só seria admissível se, na Terra, todos os homens estivessem exatamente no mesmo nível intelectual e moral. As diferenças que há entre eles, desde o selvagem ao homem civilizado, mostram quais os degraus que têm de subir. A encarnação, aliás, precisa ter um fim útil. Ora, qual seria o das encarnações efêmeras das crianças que morrem em tenra idade? Teriam sofrido sem proveito para si, nem para outrem. Deus, cujas leis todas são soberanamente sábias, nada faz de inútil. Pela reencarnação no mesmo globo, quis ele que os mesmos Espíritos, pondo-se novamente em contacto, tivessem ensejo de reparar seus danos recíprocos. Por meio das suas relações anteriores, quis, além disso, estabelecer sobre base espiritual os laços de família e apoiar numa lei natural os princípios da solidariedade, da fraternidade e da igualdade. – Allan Kardec.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. IV, itens 25 e 26.)
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TEMPO DE CRISE


Tempo de crise - impositivo de serenidade. Sobretudo, na época de crises afetivas quando, freqüentemente, nos opomos uns aos outros.

*
Renovação espiritual, na essência, não é plano de trabalho que se execute de uma existência para outra.

De berço em berço terrestre, somos entregues à construção do amor que nos identificará, um dia, uns aos outros para sempre.

Raramente, porém, adquirimos notas distintas nas tarefas realizadas.

A conquista da sublimação exige variadas matérias de domínio pessoal.

Em determinada existência, por vezes, o espírito ganha em trabalho, mas perde em desprendimento; premia-se em abnegação, no entanto, se complica em assuntos da afeição possessiva.

O progresso se faz vagarosamente, até que se atinja as épocas de exame que nos comprovem as aquisições do espírito.

*
Reflete nos chamados tempos novos em que te encontras, ante o surpreendente espetáculo das desvinculações violentas.

Se te propões a vencer, nas lições que a vida te apresenta, deixa que a compreensão te apóie os raciocínios e ama sempre.

Hábitos se alteram, sentimentos se transformam.

Se entes amados aderiram às idéias novas, em quaisquer modificações de caráter negativo, compadece-te deles e auxilia-os quanto puderes.

Esse acreditou no poder econômico, de tal modo, e se cercou de tamanhas expressões de reconforto que te parece agredir; outro admitiu a suposta legitimidade da independência sem dever a cumprir e se enveredou em experiências que lhe resultarão em aprendizados amargos; aquele outro vestiu o cérebro de ilusões e distanciou-se da fé, recusando-te as referências a Deus; e aquele outro ainda aceitou as sugestões da fuga, através dos tóxicos, nascidos nos ingredientes da anestesia que a Bondade Divina confiou à ciência humana, no socorro aos enfermos, e estirou-se em penúria física e espiritual.

*
Arma-te de paciência e desculpa aos companheiros de trabalho terrestre, quantas vezes se fizerem necessárias.

Chamem-se eles, na armadura física, pais ou filhos, esposos ou esposas, irmãos e amigos, parentes e companheiros, recorda que estamos todos à frente da vida imperecível.

Quem já possua equilíbrio, ajude ao desorientado.

Quem raciocine com segurança, ampare o que se afastou do bom-senso.

Quem disponha de luz, clareie o caminho para os que jazem nas trevas.

E quem esteja de pé, socorra aos caídos, porque tempo de crise é tempo de teste e somente se honra com a distinção desejada, quem procura esquecer-se para compreender e auxiliar, de vez que somos todos espíritos eternos e tanto as leis do amor, quanto as leis da dor, nunca se modificam perante Deus.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Companheiro
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VOZ NO CORAÇÃO


Alma irmã!…
Não me condenes.

Venho ofertar-te
Renovação e experiência
E mostrar-te nos outros
Os irmãos do caminho
Que amam, sofrem e aprendem
Qual te acontece,
A fim de que te movas
Ao sol da compaixão.

Venho mostrar-te ainda
O peso que há na culpa
E o valor do perdão.

Sobretudo, sou eu
Quem te revela
A grandeza do amor
Na luz da compreensão.

Peço: não me censures.

Venho em nome de Deus,
Sou tua dor.

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Meimei
Chico Xavier
Obra: Amizade
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sexta-feira, 3 de março de 2023

Confronto



Nos temas do Plano Físico:
projeto que não se constrói;
terra desempregada;
livro que ninguém lê;
receita escondida;
carro sem uso…

São valores potenciais, cuja significação desconhecemos.

 Igualmente, nos assuntos do Espírito:
amor sem demonstração;
fé sem obras;
instrução sem proveito;
ideal sem trabalho;
entusiasmo inerte…

 Assemelham-se a aparelhos e máquinas de cultura e progresso, cuja importância ninguém sabe.

 Estas imagens nos fazem reconhecer que sem a necessária aplicação nos acertos e desacertos, ilusões e desilusões, conquistas e fracassos do dia a dia, o conhecimento espírita não passa de sonho distante — mas muito distante — do campo inevitável da experiência.

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Albino Teixeira
Chico Xavier
Obra: Coragem
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03 de março

Você deve estar preparado para as maravilhosas mudanças que vão acontecer na Nova Era.

Se você conseguir aceitá-las e simplesmente absorvê-las como um papel mataborrão essas mudanças acontecerão dentro e fora de você com grande paz e harmonia.

Você descobrirá que mudará com as mudanças sem ser afetado estranhamente por elas e viverá e respirará nelas tão naturalmente quanto um peixe na água.

Você será capaz de aceitar seu novo meio ambiente e se ajustará a ele sem esforço.

Uma criança passa de um grau para o outro no colégio sem dificuldades, porque tudo acontece gradualmente e só é necessário dar um passo após o outro, aceitando e se ajustando a cada nova fase; ela se sentiria perdida se fosse jogada do maternal diretamente para o colegial.

Não se preocupe: Eu não farei você avançar depressa demais. Tudo no Meu plano acontece na hora certa.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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Mensagem do ESE:

Mundos de expiações e de provas.

13. Que vos direi dos mundos de expiações que já não saibais, pois basta observeis o em que habitais? A superioridade da inteligência, em grande número dos seus habitantes, indica que a Terra não é um mundo primitivo, destinado à encarnação dos Espíritos que acabaram de sair das mãos do Criador. As qualidades inatas que eles trazem consigo constituem a prova de que já viveram e realizaram certo progresso. Mas, também, os numerosos vícios a que se mostram propensos constituem o índice de grande imperfeição moral. Por isso os colocou Deus num mundo ingrato, para expiarem aí suas faltas, mediante penoso trabalho e misérias da vida, até que hajam merecido ascender a um planeta mais ditoso.

14. Entretanto, nem todos os Espíritos que encarnam na Terra vão para aí em expiação. As raças a que chamais selvagens são formadas de Espíritos que apenas saíram da infância e que na Terra se acham, por assim dizer, em curso de educação, para se desenvolverem pelo contato com Espíritos mais adiantados. Vêm depois as raças semicivilizadas, constituídas desses mesmos Espíritos em via de progresso. São elas, de certo modo, raças indígenas da Terra, que aí se elevaram pouco a pouco em longos períodos seculares, algumas das quais hão podido chegar ao aperfeiçoamento intelectual dos povos mais esclarecidos.

Os Espíritos em expiação, se nos podemos exprimir dessa forma, são exóticos na Terra; já viveram noutros mundos, donde foram excluídos em consequência da sua obstinação no mal e por se haverem constituído, em tais mundos, causa de perturbação para os bons. Tiveram de ser degredados, por algum tempo, para o meio de Espíritos mais atrasados, com a missão de fazer que estes últimos avançassem, pois que levam consigo inteligências desenvolvidas e o gérmen dos conhecimentos que adquiriram. Daí vem que os Espíritos em punição se encontram no seio das raças mais inteligentes. Por isso mesmo, para essas raças é que de mais amargor se revestem os infortúnios da vida. É que há nelas mais sensibilidade, sendo, portanto, mais provadas pelas contrariedades e desgostos do que as raças primitivas, cujo senso moral se acha mais embotado.

15. A Terra, conseguintemente, oferece um dos tipos de mundos expiatórios, cuja variedade é infinita, mas revelando todos, como caráter comum, o servirem de lugar de exílio para Espíritos rebeldes à lei de Deus. Esses Espíritos têm aí de lutar, ao mesmo tempo, com a perversidade dos homens e com a inclemência da natureza, duplo e árduo trabalho que simultaneamente desenvolve as qualidades do coração e as da inteligência. É assim que Deus, em sua bondade, faz que o próprio castigo redunde em proveito do progresso do Espírito.

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— Santo Agostinho. (Paris, 1862.)
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
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Benfeitores desencarnados


Perceberás, sem dificuldade, a presença deles.

Onde as vozes habituadas a escarnecer se mostram a ponto de condenar, eles falam a palavra da compaixão e do entendimento.

Onde as cruzes se destacam, massacrando ombros doridos, eles surgem, de inesperado, por cireneus silenciosos, amparando os que caíram em desagrado e abandono.

Onde os problemas repontam, graves, prenunciando falência, eles semeiam a fé, cunhando valores novos de trabalho e esperança.

Onde as chagas se aprofundam, dilacerando corpo e alma, eles se convertem no remédio que sustenta a força e restaura a vida.

Onde o enxurro da ignorância cria a erosão do sofrimento, no solo do espírito, eles plantam a semente renovadora da elevação, regenerando o destino.

Onde os homens desistem de auxiliar, eles encontram vias diferentes de ação para a vitória do Amor Infinito.

Anseias pela convivência dos benfeitores desencarnados, com residência nos Planos Superiores, e tê-los-ás contigo, se quiseres.

Guarda, porém, a convicção de que todos eles são agentes do Bem para todos e com todos, buscando agir através de todos em favor de todos.

Disse Jesus: “Quem me segue não anda em trevas.” (Jo) Se acompanhas os Bons Espíritos que, em tudo e por tudo, se revelam companheiros fiéis do Cristo, deixarás para sempre as sombras da retaguarda e avançarás para Deus, sob a glória da luz.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Seara dos médiuns
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Transformação e Objetivo


Sem dúvida, a existência é transformação incessante.

Indispensável nos vejamos, muitas vezes, à luz da autoanálise, observando se estamos realmente seguindo os processos da evolução.

Não nos esquecermos de verificar se nos achamos gravitando em torno dos erros de muito tempo ou se vivemos com os problemas que nos foram habituais no passado, sem procurar solução justa;

examinar o campo íntimo e deduzir com clareza se estamos apaixonados por nós próprios, repetindo lances autobiográficos ou lamentações estéreis em derredor de provações que tenhamos vivido, sem alterar o mecanismo de nossas emoções, disposições, atitudes e palavras.

Dia a dia é imperioso indagar de nós se prosseguimos empenhados no trabalho de autoburilamento, acompanhando o progresso que nos rodeia e tomando contato com as novas criações da inteligência, da cultura, da arte e dos assuntos humanos que nos envolvem a estrada.

Todos necessitamos de intercâmbio, mantendo-nos interessados em buscar o melhor que a vida nos ofereça e interessar igualmente à vida, oferecendo a ela, na pessoa do próximo, aquilo de melhor que sejamos capazes de sugerir ou fazer.

Ampliar os interesses da personalidade, esquecer ideias impróprias, enriquecer o cadastro das relações e estabelecer conhecimentos novos é dever nosso em toda parte.

Entretanto, no rol de ideais, atividades, empreendimentos e ações que nos digam respeito é preciso saber que modificações estamos realizando.

Estudemos, desse modo, o imperativo da transformação permanente no imo da própria alma e aprendamos com as leis do espírito que a renovação pede serviço constante, na construção do Bem comum, para criar a felicidade e integrar-se harmoniosamente em nossas aquisições para a vida eterna.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Benção de paz
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