quarta-feira, 26 de julho de 2023

O tratamento das doenças e o Espiritismo


1 — O Espiritismo pode contribuir para o tratamento das doenças?

A Doutrina Espírita, expressando o Cristianismo Redivivo, não apenas descortina os panoramas radiantes da imortalidade, ante o grande futuro, mas é igualmente luz para o homem, a clarear-lhe o caminho; desse modo, desempenha função específica no tratamento das doenças que fustigam a Humanidade, por ensinar a medicina da alma, em bases no amor construtivo e reedificante.

Nas trilhas da experiência terrestre, realmente, a cada trecho, surpreendemos desequilíbrios, a se exprimirem por enfermidades individuais e coletivas.

2 — Existe uma patologia da alma?

Mágoas, ressentimentos, desesperos, atritos e irritações entretecem crises do pensamento, estabelecendo lesões mentais que culminam em processos patológicos, no corpo e na alma, quando não se convertem, de pronto, em pábulo da loucura ou em sombra da morte.

3 — Por que acontece assim?

Isso acontece porque milhões de criaturas, repostas no lar, recapitulam amargosas e graves experiências, junto daqueles que atormentaram outrora ou que outrora lhes foram implacáveis verdugos; metamorfoseados em companheiros que, às vezes, trazem o nome de pais e figuram-se adversários intransigentes; respondem por filhos e mais se assemelham a duros algozes dos corações afetuosos que lhes deram o tesouro do berço; carregam a certidão de esposos e parecem forçados, em algema dupla na pedreira do sofrimento; fazem-se conhecidos por titulares da parentela e exibem-se, à feição de carrascos tranquilos.

4 — Como classificar o reduto doméstico, onde se reúnem sob os mesmos interesses e sob o mesmo sangue os inimigos de existências passadas?

Do ponto de vista mental, os adversários do pretérito, reencarnados no presente, expandem entre si tamanha carga vibratória de crueldade e rebeldia, que transfiguram o ninho familiar em furna minada por miríades de raios destrutivos de azedume e aversão.

5 — Qual o papel dos princípios espíritas diante dos conflitos familiares?

Diante desses conflitos, surgem os princípios espíritas por medicação providencial.

6 — Qual o ponto fundamental do socorro espírita nos males de origem doméstica?

Evidenciando a reencarnação, destacam o impositivo da tolerância mútua, por terapêutica espiritual imediata, a fim de que os pontos nevrálgicos do indivíduo ou do grupo sejam definitivamente sanados.

7 — Como classifica a Doutrina Espírita as pessoas difíceis da convivência ou da consanguinidade?

Proclamando o entendimento fraterno por medida inalienável, perante os ajustes precisos, catalogam os irmãos transviados na ficha dos enfermos carecentes de compaixão e socorro.

8 — Como funcionam os ensinamentos espíritas na cura dos males que infelicitam as criaturas humanas?

Despertando a mente para a necessidade do trabalho e do estudo espontâneo, preparam a criatura, em qualquer situação, para a obra do aperfeiçoamento próprio e desvelando a continuidade da vida, para lá da morte, patenteiam ao raciocínio de cada um que a individualidade não encontrará, além-túmulo, qualquer prerrogativa e sim a felicidade ou o infortúnio que construiu para si mesma, através daquilo que fez aos semelhantes.

9 — A caridade pode auxiliar nas curas dos males humanos?

Fácil verificar, assim, que a Doutrina Espírita encerra a filosofia do pensamento reto, por agente preservativo da saúde moral, e consubstancia a religião natural do bem, cujas manifestações definem a caridade por terapêutica de alívio e correção de todos os males que afligem a existência.

10 — Em que fórmulas essenciais se baseia a terapêutica espírita?

Com os ensinamentos espíritas aprendemos que os atos de bondade, ainda os mais apagados e pequeninos, são plantações de alegrias eternas e que o perdão incondicional das ofensas é a fórmula santificante para supressão da dor e renovação do destino.

11 — Quais são os medicamentos do Espírito?

Nas atividades espíritas, colherás do magnetismo sublimado benefícios imediatos, seja no clima do passe, sob o influxo da oração, ou no culto sistemático do Evangelho no lar, por intermédio dos quais, benfeitores e amigos desencarnados te reequilibram as forças, através da inspiração elevada, apaziguando-nos os pensamentos, ou se valem de recursos mediúnicos esparsos no ambiente, a fim de nos propiciarem socorro à alma aflita ou às energias exaustas.

Se abraçaste, pois, a Doutrina Espírita, perlustra-lhes os ensinos e compreenderás que a humildade e a benevolência, o serviço e a abnegação, a paciência e a esperança, a solidariedade e o otimismo são medicamentos do Espírito, transformando lutas em lições e dificuldades em bênçãos, porque no mundo de cada esclarecimento e de cada mensagem consoladora, que efluem da inspiração, ouvirás a palavra do Cristo: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.” ( † )

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Leis de amor
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26 de julho

EU ESTOU em você.

EU ESTOU igualmente em todas as almas; é só uma questão de conscientização.

Algumas almas são mais conscientes do que outras da sua divindade interior, e conseguem se alimentar desta fonte e viver por ela; assim, parecem estar vivendo e demonstrando algo de sobrenatural.

Mas não há nada de sobrenatural; elas estão somente vivendo de acordo com as Minhas leis e usando corretamente seus poderes interiores.

O ar existe para ser respirado, mas é você que decide aspirá-lo.

A eletricidade existe para ser usada, mas tem que ser dominada para que se possa ligar o botão e usá-la. Se a eletricidade não for ligada, não poderá demonstrar o poder que está esperando para ser liberado.

O mesmo acontece com o poder espiritual contido em você: ele existe para que você possa usá-lo, mas depende de você apertar o botão para liberá-lo.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Desigualdade das riquezas

A desigualdade das riquezas é um dos problemas que inutilmente se procurará resolver, desde que se considere apenas a vida atual. A primeira questão que se apresenta é esta: Por que não são igualmente ricos todos os homens? Não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar. É, alias, ponto matematicamente demonstrado que a riqueza, repartida com igualdade, a cada um daria uma parcela mínima e insuficiente; que, supondo efetuada essa repartição, o equilíbrio em pouco tempo estaria desfeito, pela diversidade dos caracteres e das aptidões; que, supondo-a possível e durável, tendo cada um somente com que viver, o resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e para o bem-estar da Humanidade; que, admitido desse ela a cada um o necessário, já não haveria o aguilhão que impele os homens às grandes descobertas e aos empreendimentos úteis. Se Deus a concentra em certos pontos, é para que daí se expanda em quantidade suficiente, de acordo com as necessidades.

Admitido isso, pergunta-se por que Deus a concede a pessoas incapazes de fazê-la frutificar para o bem de todos. Ainda aí está uma prova da sabedoria e da bondade de Deus. Dando-lhe o livre-arbítrio, quis ele que o homem chegasse, por experiência própria, a distinguir o bem do mal e que a prática do primeiro resultasse de seus esforços e da sua vontade. Não deve o homem ser conduzido fatalmente ao bem, nem ao mal, sem o que não mais fora senão instrumento passivo e irresponsável como os animais. A riqueza é um meio de o experimentar moralmente. Mas, como, ao mesmo tempo, é poderoso meio de ação para o progresso, não quer Deus que ela permaneça longo tempo improdutiva, pelo que incessantemente a desloca. Cada um tem de possuí-la, para se exercitar em utilizá-la e demonstrar que uso sabe fazer dela. Sendo, no entanto, materialmente impossível que todos a possuam ao mesmo tempo, e acontecendo, além disso, que, se todos a possuíssem, ninguém trabalharia, com o que o melhoramento do planeta ficaria comprometido, cada um a possui por sua vez. Assim, um que não na tem hoje, já a teve ou terá noutra existência; outro, que agora a tem, talvez não na tenha amanhã. Há ricos e pobres, porque sendo Deus justo, como é, a cada um prescreve trabalhar a seu turno. A pobreza é, para os que a sofrem, a prova da paciência e da resignação; a riqueza é, para os outros, a prova da caridade e da abnegação.

Deploram-se, com razão, o péssimo uso que alguns fazem das suas riquezas, as ignóbeis paixões que a cobiça provoca, e pergunta-se: Deus será justo, dando-as a tais criaturas? E exato que, se o homem só tivesse uma única existência, nada justificaria semelhante repartição dos bens da Terra; se, entretanto, não tivermos em vista apenas a vida atual e, ao contrário, considerarmos o conjunto das existências, veremos que tudo se equilibra com justiça. Carece, pois, o pobre de motivo assim para acusar a Providência, como para invejar os ricos e estes para se glorificarem do que possuem. Se abusam, não será com decretos ou leis suntuárias que se remediará o mal. As leis podem, de momento, mudar o exterior, mas não logram mudar o coração; daí vem serem elas de duração efêmera e quase sempre seguidas de uma reação mais desenfreada. A origem do mal reside no egoísmo e no orgulho: os abusos de toda espécie cessarão quando os homens se regerem pela lei da caridade.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVI, item 8.)
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Necessidade essencial


“Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça.” – Jesus. (Lucas, 22:32.)

Justo destacar que Jesus, ciente de que Simão permanecia num mundo em que imperam as vantagens de caráter material, não intercedesse, junto ao Pai, a fim de que lhe não faltassem recursos físicos, tais como a satisfação do corpo, a remuneração substanciosa ou a consideração social.

Declara o Mestre haver pedido ao Supremo Senhor para que em Pedro não se enfraqueça o dom da fé.

Salientou, assim, o Cristo, a necessidade essencial da criatura humana, no que se refere à confiança em Deus, num círculo de lutas onde todos os benefícios visíveis estão sujeitos à transformação e à morte.

Testemunhava que, de todas as realizações sublimes do homem atual, a fé viva e ativa é das mais difíceis de serem consolidadas. Reconhecia que a segurança espiritual dos companheiros terrestres não é obra de alguns dias, porque pequeninos acontecimentos podem interrompê-la, feri-la, adiá-la. A ingratidão de um amigo, um gesto impensado, a incompreensão de alguém, uma insignificante dificuldade, podem prejudicar-lhe o desenvolvimento.

Em plena oficina humana, portanto, é imprescindível reconheças a transitoriedade de todos os bens transferíveis que te cercam. Mobiliza-os sempre, atendendo aos superiores desígnios da fraternidade que nos ensinam a amar-nos uns aos outros com fidelidade e devotamento.

Convence-te, porém, de que a fé viva na vitória final do espírito eterno é o óleo divino que nos sustenta a luz interior para a divina ascensão.

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EMMANUEL
(do livro “Vinha de Luz” – psic. Chico Xavier)
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Toque de Fé


Ergue-te e caminha.

Enxuga as lágrimas e fita os Céus.

Deus que te sustentou até ontem, sustentará hoje e sempre.

A sombra vale para destacar a luz. Surge a dor para aumentar a alegria.

Se provações te feriram, esquece.

Se desenganos te amargaram a existência, não esmoreças.

Escuta a esperança, no silêncio da própria alma, a falar-te de futuro e de amor, de beleza e eternidade e transforma a bênção das horas em riqueza de trabalho.

Olvida toda sombra, à procura de mais luz e perceberás que Deus está contigo, em teu próprio coração, a estender-te os braços abertos.

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Meimei
Chico Xavier
Obra: Amizade
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terça-feira, 25 de julho de 2023

Pelas obras


“E que os tenhais em grande estima e amor por causa da sua obra.” — Paulo. (1 TESSALONICENSES, 5.13)

 Esta passagem de Paulo, na Primeira Epístola aos Tessalonicenses, é singularmente expressiva para a nossa luta cotidiana.

 Todos experimentamos a tendência de consagrar a maior estima apenas àqueles que leiam a vida pela cartilha dos nossos pontos de vista.  Nosso devotamento é sempre caloroso para quantos nos esposem os modos de ver, os hábitos enraizados e os princípios sociais; todavia, nem sempre nossas interpretações são as melhores, nossos costumes os mais nobres e nossas diretrizes as mais elogiáveis.

Daí procede o impositivo de desintegração da concha do nosso egoísmo para dedicarmos nossa amizade e respeito aos companheiros, não pela servidão afetiva com que se liguem ao nosso roteiro pessoal, mas pela fidelidade com que se norteiam em favor do bem comum.

 Se amamos alguém tão só pela beleza física, é provável encontremos amanhã o objeto de nossa afeição a caminho do monturo.

Se estimamos em algum amigo apenas a oratória brilhante, é possível esteja ele em aflitiva mudez, dentro em breve.

Se nos consagramos a determinada criatura só porque nos obedeça cegamente, é provável estejamos provocando a queda de outros nos mesmos erros em que temos incidido tantas vezes.

 É imprescindível aperfeiçoar nosso modo de ver e de sentir, a fim de avançarmos no rumo da vida superior.

 Busquemos as criaturas, acima de tudo, pelas obras com que beneficiam o tempo e o espaço em que nos movimentamos, porque, um dia, compreenderemos que o melhor raramente é aquele que concorda conosco, mas é sempre aquele que concorda com o Senhor, colaborando com ele, na melhoria da vida, dentro e fora de nós.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Fonte viva
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25 de julho

Agora é tempo de construir e criar, de unidade e harmonia, de paz e amor, de plenitude e união.

Mantenha estes pensamentos positivos, construtivos, criativos, sempre em sua mente; não os deixe escapar.

Veja-os adquirirem vida e se integrarem a você e veja a visão do novo céu e da nova terra adquirirem forma e substância.

Deixe que tudo se desdobre à sua frente.

À medida que você se harmoniza com a ideia da Nova Era e seu real significado, essa ideia irá se desdobrar à sua frente e você perceberá que fez parte dela como ela faz parte de você.

E um processo incrível, como um gigante adormecido que ninguém poderá deter quando acordar e começar a se mover.

Mas a Nova Era não é algo contra a qual se deva lutar; não é mais necessário resistir.

Simplesmente aprenda a esperar por Mim e deixe Meu perfeito plano se desdobrar.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

A realeza de Jesus

Que não é deste mundo o reino de Jesus todos compreendem, mas, também na Terra não terá ele uma realeza? Nem sempre o título de rei implica o exercício do poder temporal.

Dá-se esse título, por unânime consenso, a todo aquele que, pelo seu gênio, ascende à primeira plana numa ordem de idéias quaisquer, a todo aquele que domina o seu século e influi sobre o progresso da Humanidade.

É nesse sentido que se costuma dizer: o rei ou príncipe dos filósofos, dos artistas, dos poetas, dos escritores, etc.

Essa realeza, oriunda do mérito pessoal, consagrada pela posteridade, não revela, muitas vezes, preponderância bem maior do que a que cinge a coroa real?

Imperecível é a primeira, enquanto esta outra é joguete das vicissitudes; as gerações que se sucedem à primeira sempre a bendizem, ao passo que, por vezes, amaldiçoam a outra.

Esta, a terrestre, acaba com a vida; a realeza moral se prolonga e mantém o seu poder, governa, sobretudo, após a morte. Sob esse aspecto não é Jesus mais poderoso rei do que os potentados da Terra? Razão, pois, lhe assistia para dizer a Pilatos, conforme disse:

“Sou rei, mas o meu reino não é deste mundo.”

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. II, item 4.)
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POR CARÁTER


Excelso companheiro, não nos permita a leviandade de caráter...

Livra-nos de máscaras e disfarces que afivelemos à face.

Que sejamos o que somos, com a obrigação de sermos sempre mais.

Não nos deixes continuar na condição de "sepulcros caiados"...

Que busquemos a integridade moral!

Todavia, que não tornemos moralistas para com os irmãos ainda frágeis...

Que não nos esqueçamos de que caminhamos tangenciando o abismo de nossas imperfeições.

Que a ninguém acusemos ou atiremos pedras...

Somos frágeis, Senhor, e, sem o Teu amparo, a qualquer instante, poderemos cair.

Despoja-nos das exterioridades do eu e sê conosco, em nossos propósitos de melhorar.

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Preces e Orações
Irmão José
Carlos Baccelli
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No Retoque da Palavra


Seja onde for, não afirme:
– Detesto esse lugar!
Cada criatura vive na terra dos seus credores.

Ouvindo a frase infeliz, não grite:
– “É um desaforo!
Invigilância alheia pede a nossa vigilância maior

Atravessando a madureza, não se lamente:
– “Já estou cansado”.
Sintoma de exaustão, vontade enferma.

Sentindo a mocidade, não assevere:
– “Preciso gozar a vida!”
Romagem terrestre não é excursão turística.

À frente do amigo endividado, não ameace: – “Hoje ou nunca!”
Agora alguém se compromete, amanhã seremos nós.

Ao companheiro menos categorizado, não ordene:
– “Faça isso!”
Indelicadeza no trabalho, ditadura ridícula.

Perante o doente, não exclame:
– “Pobre coitado!”
Compaixão desatenta, crueldade indireta.

Ao vizinho faltoso, nunca diga:
– “Dispenso-lhe a amizade!”
Todos somos interdependentes.

Sob o clima da provação, não se queixe: – “Não suporto mais!”
O fardo do espírito gravita na órbita das suas forças.

No cumprimento do dever, não clame:
– “Estou sozinho”.
Ninguém vive desamparado.

Colhido pelo desapontamento, não reclame:
– “Que azar!”
A Lei Divina não chancela imprevistos.

À face do ideal, não se lastime:
– “Ninguém me ajuda”.
No Espiritismo temos responsabilidade pessoal com o Cristo.

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ANDRÉ LUIZ
WALDO VIEIRA
Obra: O Espírito da Verdade
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segunda-feira, 24 de julho de 2023

Setor pessoal


Para clarear a noção da responsabilidade pessoal, nunca é demais recorrer às lições vivas da natureza.

 No Plano físico, Deus é o fulcro gerador de toda energia, no entanto, o sol é a usina que assegura a vitalidade terrestre; 

 é o fundamento divino do mundo mas a rocha é o alicerce que sustenta o vale; 

é o proprietário absoluto do solo, todavia, a árvore é o gênio maternal que deita o fruto; 

é o senhor supremo das águas, entretanto, a fonte é o vaso que dessedenta os homens.

 Igualmente, no plano moral, Deus é a raiz da justiça, no entanto, o legislador é o tronco dos estatutos de governança;

  é a cabeça insondável da sabedoria, mas o professor é vértebra da escola; 

 é a inspiração do trabalho, todavia, o operário é o agente da tarefa; 

é a essência do campo, entretanto, o lavrador é o instrumento da sementeira.

Assim também ocorre na esfera de nossos deveres particulares. Tudo aquilo de que dispomos, incluindo afeições, condições, oportunidades, títulos e recursos pertencem, originariamente, a Deus, contudo, é forçoso zelarmos pelo setor das próprias obrigações, porquanto, queiramos ou não, responderemos a Deus, através das leis que orientam a vida, pelo serviço individual que nos cabe fazer.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Levantar e seguir
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24 de julho

Siga pela vida com, um enorme sentimento de paz e você ficará espantado com tudo que pode realizar.

Você pode fazer muito mais na quietude e na confiança do que com a mente num estado conturbado.

Se você se sente incapaz de se concentrar no que está fazendo é porque não está colocando todo o seu coração na tarefa e, portanto, não está usando sua habilidade da melhor maneira possível.

Você então percebe como é importante adotar uma atitude certa para poder aproveitar plenamente a vida?

Eu quero que você aproveite a vida e só receba dela o melhor possível.

Você perceberá que, quando você sabe em que direção está indo e o que você está fazendo, você não perde tempo com indecisões e pode seguir em frente e agir.

Recolha-se e pergunte diretamente a Mim o que é requerido de você.

Isso só pode ser feito na paz e na quietude, portanto, encontre um tempo só para você.

Esta é uma chave muito importante.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Parábola do mau rico

Havia um homem rico, que vestia púrpura e linho e se tratava magnificamente todos os dias. — Havia também um pobre, chamado Lázaro, deitado à sua porta, todo coberto de úlceras, — que muito estimaria poder mitigar a fome com as migalhas que caíam da mesa do rico; mas ,ninguém lhas dava e os cães lhe viam lamber as chagas.

Ora, aconteceu que esse pobre morreu e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão. O rico também morreu e teve por sepulcro o inferno. — Quando se achava nos tormentos, levantou os olhos e via de longe Abraão e Lázaro em seu seio — e, exclamando, disse estas palavras: Pai Abraão, tem piedade de mim e manda-me Lázaro, a fim de que molhe a ponta do dedo na água para me refrescar a língua, pois sofro horrível tormento nestas chamas.

Mas Abraão lhe respondeu: Meu filho, lembra-te de que recebeste em vida teus bens e de que Lázaro só teve males; por isso, ele agora esta na consolação e tu nos tormentos.
Ao demais, existe para sempre um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que queiram passar daqui para aí não o podem, como também ninguém pode passar do lugar onde estás para aqui.

Disse o rico: Eu então te suplico, pai Abraão, que o mandes à casa de meu pai, — onde tenho cinco irmãos, a dar-lhes testemunho destas coisas, a fim de que não venham também eles para este lugar de tormento. — Abraão lhe retrucou: Eles têm Moisés e os profetas; que os escutem. — Não, meu pai Abraão, disse o rico: se algum dos mortos for ter com eles, farão penitência. — Respondeu-lhe Abraão: Se eles não ouvem a Moisés, nem aos profetas, também não acreditarão, ainda mesmo que algum dos mortos ressuscite.

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(S. LUCAS, cap. XVI, vv. 19 a 31.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVI, item 5.)
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VENÇA O MEDO DE VENCER


Seja o que for que esteja te atormentando nesse dia, desperte para a realidade que apresenta tantas oportunidades, ainda que seja a porta de saída do lugar onde você mora.

Não se aprisione nas mesmas ideias.

Não se feche nas mesmas desculpas.

Troque esses óculos da dor, por lentes coloridas, pela visão enriquecedora do amor.

Encha-se dessa certeza de que tudo passa, de que tudo se transforma, e tudo é possível quando deixamos a estagnação das reclamações inúteis, e nos movimentamos em direção aos nossos sonhos.

Pense grande!

Pense nas infinitas possibilidades que você tem hoje, seja fazendo um pão de linguiça, ou um projeto inovador de decoração.

Quem sabe uma nova vacina, ou um método diferente de lavar o arroz.

Se é para fazer, faça bem-feito.

Se é para vencer, faça o seu melhor.

Se é para durar, faça com paixão.

Se é para mudar, use o bom senso e a razão.

A vida só respeita quem se valoriza e tem determinação.

Diga não para o medo de crescer e vencer.

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Paulo Roberto Gaefke
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APONTAMENTOS DO AMOR


“O mandamento maior.
Fazermos aos outros o que queiramos que os outros nos façam. Parábola dos credores e dos devedores.” João, 13:35

O amor espera.

A pressa desespera.

O amor planeja com segurança.

A indisciplina improvisa.

O amor constrói.

O ódio destrói.

O amor eleva.

O egoísmo rebaixa.

O amor é paciente.

A ilusão é transitória.

O amor sublima.

A ignorância atrasa.

O amor une.

A presunção separa.

O amor engrandece.

O vício entorpece.

O amor é sereno.

A cólera é destruidora.

O amor perdoa.

O exclusivismo exige.

O amor é indulgente.

A má-fé é maledicente.

O amor embeleza.

O desamor enfeia.

O amor liberta.

O erro aprisiona.

O amor confraterniza.

O orgulho isola.

O amor aprende.

A insegurança imobiliza.

O amor age sempre no bem.

O rancor é o caminho do mal.

O amor acalma.

A cobrança irrita.

O amor cura.

O desequilíbrio adoece.

O amor levanta.

A revanche esmaga.

O amor é brando.

A vingança ensandece.

O amor ilumina.

O confronto obscurece.

O amor sustenta.

A raiva enlouquece.

A amor alegra.

O desacerto entristece.

O amor movimenta.

O escárnio paralisa.

O amor ensina.

A incoerência desvia.

O amor é caridoso.

A pequenez é mesquinha.

O amor é vida.

O egoísmo é morte.

Onde quer que estejamos, o amor será sempre o clima de construção espiritual do reino de Jesus em nossos corações.

Tudo o mais poderá ser interpretado como transitórias ilusões que, passo a passo, desaparecerão.

O Divino Mestre Jesus já nos asseverava, convincente:

— “Nisto se conhecerão todos que sois os meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros.” *

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Carmela Caruso Aluotto
17 de junho de 1991
Livro: Réstia de Luz
Geraldo Lemos Neto, por Espíritos Diversos
Vinha de Luz Serviço Editorial
(*) Nota da autora espiritual: João, 13:35.
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Chamamentos


Aguça os ouvidos e assinalarás os múltiplos chamados do Senhor ao testemunho de serviço, em teu próprio aperfeiçoamento, cada dia.

Os apelos do Céu ressoam por toda parte, sem palavras, sem abalo, sem ruído… Repara:

é a dureza de coração que te convida ao exercício da piedade;

é a dor que te pede reconforto balsamizante;

é a calúnia que te reclama o esforço heróico do perdão com absoluto esquecimento do mal;

é a sombra que espera por tua lâmpada acesa na inspiração do bem;

é o cipoal da discórdia que te aguarda a bênção de harmonia…

Não olvides que o Senhor apela para a tua bondade e para a tua compreensão, para a tua paciência e para a tua capacidade de servir, em todos os ângulos do caminho…

Aqui é uma esperança frustrada, ali é um desafio do sofrimento que, em nome d’Ele, te pedem confiança e conformação…

A voz do Mestre vibra no santuário doméstico, na oficina em que te confias à conquista do pão, no templo de tua fé religiosa, na via pública… Fala-te de mil modos diferentes nos amigos, nos parentes, nos companheiros e nos desconhecidos que cruzam com teus passos pela primeira vez!

Levanta-te cada manhã e prepara a acústica da própria alma, a fim de lhe registrares as sugestões e não te esqueças de que se souberes escutar o Divino Mentor nos diversos chamamentos de cada hora — chamamentos à ação digna, à sublimação dos sentimentos, ao dever bem cumprido e à atitude da reta consciência — em breve, te elegerás escolhido para o concerto dos servidores divinos na Glória Superior.

Em verdade, o Dono da Vinha convida os operários da sementeira e da seara, indistintamente para o trabalho comum; entretanto, o esforço e o devotamento, a boa vontade e o sacrifício do cooperador são as forças que o destacam para a eleição a que deve e pode erguer-se.

Muitos chamados e poucos escolhidos! — proclamou o Divino Mestre. É que todas as criaturas estão na Terra, chamadas à construção da luz, mas só aquelas que se consagram às próprias obrigações, na execução dos divinos desígnios, podem atingir a vitória dos que persistem no bem até o fim.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Instrumentos do tempo
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domingo, 23 de julho de 2023

Ante o livre arbítrio


“Não te admires de que eu te haja dito ser preciso que nasças de novo.” — JESUS — João, 3.7.

“Não há, pois, duvidar de que sob o nome de ressurreição o princípio da reencarnação era ponto de uma das crenças fundamentais dos judeus, ponto que Jesus e os profetas confirmaram de modo formal; donde se segue que negar a reencarnação é negar ar palavras do Cristo.” — Cap. IV, 16.

Surgem, aqui e ali, aqueles que negam o livre arbítrio, alegando que a pessoa no mundo é tão independente, quanto o pássaro no alçapão.

E, justificando a assertiva, mencionam a junção compulsória do Espírito ao veículo carnal, os constrangimentos da parentela, as convenções sociais, as preocupações incessantes na preservação da energia corpórea, as imposições do trabalho e a obediência natural aos regulamentos constituídos para a garantia da ordem terrestre, esquecendo-se de que não há escola sem disciplina.

 Certamente, todos os patrimônios da civilização foram erigidos pelas criaturas que usaram a própria liberdade na exaltação do bem, no entanto, para fixar as realidades do livre arbítrio examinemos o reverso do quadro.

Reflitamos, ainda que superficialmente, em nossos irmãos menos felizes, para recolher-lhes a dolorosa lição.

 Pensemos no desencanto daqueles que amontoaram moedas, por longo tempo, acumulando o suor dos semelhantes, em louvor da própria avareza, e sentem a aproximação da morte, sem migalha de luz que lhes mitigue as aflições nas trevas…

 Imaginemos o suplício dos que trocaram veneráveis encargos por fantasiosos enganos, a despertarem no crepúsculo da existência, qual se fossem arremessados, sem perceber à secura asfixiante de escabroso deserto…

Ponderemos a tortura dos que abusaram da inteligência, reconhecendo, à margem da sepultura, os deprimentes resultados do desprezo com que espezinharam a dignidade humana…

Consideremos o martírio dos que desvirtuaram a fé religiosa, anulando-se no isolamento improdutivo, ao repararem, no término da estância terrestre, que apenas disputaram a esterilidade do coração.

Meditemos no remorso dos que se renderam à delinquência, hipnotizados pela falsa adoração a si mesmos, acordando abatidos e segregados no fundo das penitenciárias de sofrimento…

 Ninguém pode negar que todos eles, imanizados ao cativeiro da angústia, eram livres… Conquanto os empeços do aprendizado na experiência física, eram livres para construir e educar, entender e servir.

Eis porque a Doutrina Espírita fulge, na atualidade, diante da mente humana, auxiliando-nos a descobrir os Estatutos Divinos, funcionando em nós próprios, no foro da consciência, a fim de aprendermos que a liberdade de fazer o que se quer está condicionada à liberdade de fazer o que se deve.

 Estudemos os princípios da reencarnação, na lei de causa e efeito, à luz da justiça e da misericórdia de Deus e perceberemos que mesmo encarcerados agora em constringentes obrigações, estamos intimamente livres para aceitar com respeito e humildade as determinações da vida, edificando o espírito de trabalho e compreensão naqueles que nos observam e nos rodeiam, marchando, gradativamente, para a nossa emancipação integral, desde hoje.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Livro da Esperança
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23 de julho

Acorde e viva! Viva a vida plena e gloriosa que lhe pertence por direito de herança.

Nada tema.

Você tem dentro de si toda a sabedoria, todo o poder, toda a força e toda a compreensão.

Elimine as ervas daninhas da dúvida, do medo e da incerteza, para que elas não sufoquem o lindo jardim que existe em seu interior e seja permitido somente ao que existe de melhor crescer em total liberdade e perfeição.

Libere o que existe em seu interior para que se reflita no exterior; você não pode esconder o que traz dentro de si, por mais que se esforce.

Se existe caos e confusão dentro de você, é isso que será refletido para o mundo através da sua aparência, da maneira como se comporta, das suas ações e das coisas com as quais você se rodeia.

Quando seus pensamentos são elevados, beleza e perfeição são refletidos para fora de você.

Você é como um espelho polido: nada permanece oculto.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Pelas suas obras é que se reconhece o cristão

“Nem todos os que me dizem: Senhor! Senhor! entrarão no reino dos céus, mas somente aqueles que fazem a vontade de meu Pai que está nos céus.”

Escutai essa palavra do Mestre, todos vós que repelis a Doutrina Espírita como obra do demônio. Abri os ouvidos, que é chegado o momento de ouvir.

Será bastante trazer a libré do Senhor, para ser-se fiel servidor seu? Bastará dizer: “Sou cristão”, para que alguém seja um seguidor do Cristo? Procurai os verdadeiros cristãos e os reconhecereis pelas suas obras. “Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má pode dar frutos bons.” — “Toda árvore que não dá bons frutos é cortada e lançada ao fogo.” São do Mestre essas palavras. Discípulos do Cristo, compreendei-as bem! Que frutos deve dar a árvore do Cristianismo, árvore possante, cujos ramos frondosos cobrem com sua sombra uma parte do mundo, mas que ainda não abrigam todos os que se hão de grupar em torno dela? Os da árvore da vida são frutos de vida, de esperança e de fé. O Cristianismo, qual o fizeram há muitos séculos, continua a pregar essas virtudes divinas; esforça-se por espalhar seus frutos, mas quão poucos os colhem! A árvore é boa sempre, porém maus são os jardineiros. Entenderam de moldá-la pelas suas idéias; de talhá-la de acordo com as suas necessidades; cortaram-na, diminuíram-na, mutilaram-na; tornados estéreis, seus ramos não dão maus frutos, porque nenhuns mais produzem. O viajor sedento, que se detém sob seus galhos à procura do fruto da esperança, capaz de lhe restabelecer a força e a coragem, somente vê uma ramaria árida, prenunciando tempestade. Em vão pede ele o fruto de vida à árvore da vida; caem-lhe secas as folhas; tanto as remexeu a mão do homem, que as crestou.

Abri, pois, os ouvidos e os corações, meus bem-amados! Cultivai essa árvore da vida, cujos frutos dão a vida eterna. Aquele que a plantou vos concita a tratá-la com amor, que ainda a vereis dar com abundância seus frutos divinos. Conservai-a tal como o Cristo vo-la entregou: não a mutileis; ela quer estender a sua sombra imensa sobre o Universo: não lhe corteis os galhos. Seus frutos benfazejos caem abundantes para alimentar o viajor faminto que deseja chegar ao termo da jornada; não amontoeis esses frutos, para os armazenar e deixar apodrecer, a fim de que a ninguém sirvam. “Muitos são os chamados e poucos os escolhidos.” É que há açambarcadores do pão da vida, como os há do pão material. Não sejais do número deles; a árvore que dá bons frutos tem que os dar para todos. Ide, pois, procurar os que estão famintos; levai-os para debaixo da fronde da árvore e partilhai com eles do abrigo que ela oferece. — “Não se colhem uvas nos espinheiros.” Meus irmãos, afastai-vos dos que vos chamam para vos apresentar as sarças do caminho, segui os que vos conduzem à sombra da árvore da vida.

O divino Salvador, o justo por excelência, disse, e suas palavras não passarão: “Nem todos os que dizem: Senhor! Senhor! entrarão no reino dos céus; entrarão somente os que fazem a vontade de meu Pai que está nos céus.”

Que o Senhor de bênçãos vos abençoe; que o Deus de luz vos ilumine; que a árvore da vida vos ofereça abundantemente seus frutos! Crede e orai.

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— Simeão. (Bordéus, 1863.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVIII, item 16.)
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Brilhe a Vossa Luz


O supremo objetivo do homem, na Terra, é o da sua própria renovação.

Aprender, refletir e melhorar-se, pelo trabalho que dignifica - eis a nossa finalidade, o sentido divino de nossa presença no mundo.

Descendo o Cristo das esferas de luz da Espiritualidade Superior à Terra, teve por escopo orientar a Humanidade na direção do aperfeiçoamento.

“Brilhe a vossa luz” - eis a palavra de ordem, enérgica e suave, de Jesus, a quantos lhe herdaram o patrimônio evangélico, trazido ao mundo ao preço do seu próprio sacrifício.

A infinita ternura de sua angelical alma sugere-nos, incisiva e amorosamente, o esforço benéfico.

“Brilhe a vossa luz”.

O interesse do Senhor é o de que os seus discípulos, de ontem, de hoje e de qualquer tempo, sejam enobrecidos por meio de uma existência moralizada, esclarecida, fraterna.

O Evangelho aí está, como presente dos céus, para que o ser humano se replete com as suas bênçãos, se inunde de suas luzes, se revigore com as suas energias, se enriqueça com os seus ensinos eternos.

O Espiritismo, em particular, como revivescência do Cristianismo, também aí está, ofertando-nos os oceânicos tesouros da Codificação.

Pode-se perguntar: de que mais precisa o homem, para engrandecer-se pela cultura e pelo sentimento, se lhe não faltam os elementos de renovação, plena, integral, positiva?!...

Que falta ao homem moderno, usufrutuário de tantas bênçãos, para que “brilhe a sua luz”?!...

A renovação do homem, sob o ponto de vista moral, intelectual e espiritual, é difícil, sem dúvida.

Mas é francamente realizável.

E indispensável, tão-somente, disponha-se ele ao esforço transformativo, com a consequente utilização desses recursos, desses meios, desses elementos que o Evangelho e o Espiritismo lhe fornecem exuberantemente, farta e abundantemente, sem a exigência de qualquer outro preço a não ser o preço de uma coisa bem simples: a boa vontade.

A disposição de auto melhoria.

O homem, para renovar-se, tem que estabelecer um programa tríplice, como ponto de partida para a sua realização íntima, para que “brilhe a sua luz”, baseado no Estudo, na Meditação e no Trabalho.

ESTUDO: O estudo se obtém através da leitura do Evangelho, dos livros da Doutrina Espírita e de quaisquer obras educativas, religiosas ou filosóficas, que o levem a projetar a mente na direção dos ideais superiores.

O estudo deve ser meditado, assimilado e posto em prática, a fim de que se transforme em frutos de renovação efetiva, positiva e consciente. “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos fará livres”.

MEDITAÇÃO: A meditação é o ato pelo qual se volve o homem para dentro de si mesmo, onde encontrará a Deus, no esplendor de sua Glória, na plenitude do seu Poder, na ilimitada expansão do seu Amor. “O Reino de Deus está dentro de vós”.

Através da prece, na meditação, obterá o homem a fé de que necessita para a superação de suas fraquezas e a esperança que lhe estimulará o bom ânimo, na arrancada penosa, bem como o conforto e o bem-estar que lhe assegurarão, nos momentos difíceis, o equilíbrio interior.

Na meditação e na prece haurirá o homem a sua própria tonificação, o seu próprio fortalecimento moral e a inspiração para o bem.

TRABALHO: O trabalho, em tese, para o ser em processo de evolução, configura-se sob três aspectos principais: material, espiritual, moral.

Através do trabalho material, propriamente dito, dignifica-se o homem no cumprimento dos deveres para consigo mesmo, para com a família que Deus lhe confiou, para com a sociedade de que participa.

Pelo trabalho espiritual, exerce a fraternidade com o próximo e aperfeiçoa-se no conhecimento transcendente da alma imortal.

No campo da atividade moral, lutará, simultaneamente, por sublimar aquelas com que já se sente aquinhoado.

Em resumo: aquisição, cultivo e ampliação de qualidades superiores que o distanciem, em definitivo da animalidade em que jaz há milênios de milênios. “É na vossa perseverança que possuireis as vossas almas”.

A palavra do Senhor – “BRILHE A VOSSA LUZ” - impele-nos na atualidade, à realização deste sublime programa:

Renovação moral, cultural, espiritual.

A estrada é difícil, o caminho é longo, repleto de espinhos e pedras, de obstáculos e limitações, porém, a meta é perfeitamente alcançável.

Uma coisa, apenas, é indispensável: um pouco de boa vontade.

Boa vontade construtiva, eficiente, positiva.

O resto virá, no curso da longa viagem...

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Do Livro: “Estudando o Evangelho” - Autor: Martins Peralva
Retirado do site Grupo Espírita Renascer
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A paz do Cristo


O Evangelista Mateus anotou palavras de Jesus que, até hoje, causam um certo espanto ao estudioso dos Evangelhos, ao menos no primeiro momento.

Dentre elas, a afirmativa: Não cuideis que vim trazer a paz à Terra. Não vim trazer a paz, mas a espada.
Acontece que o conceito de paz, entre os homens, desde muitos séculos está viciado.

Na expressão comum, ter paz significa ter atingido garantias do mundo, dentro das quais possa o homem viver, sem maiores cuidados.

Paz, para muitos, significa ter a garantia de grandes somas de dinheiro, não importando o que tenha que fazer para as conseguir.

Isso porque muito dinheiro significa poder se rodear de servidores, de pessoas que realizem as tarefas que, normalmente, a criatura deveria executar.

Também tem a ver com viagens maravilhosas para todos os lugares possíveis, ida a restaurantes caros, roupas finas, perfumes exóticos.

Desfrutar de tudo o que é considerado bom no mundo.

Naturalmente, Jesus não poderia endossar esse tipo de tranquilidade, onde o ser vegeta e não vive realmente.

Assim, em contrapartida ao falso princípio estabelecido no mundo, Jesus trouxe consigo a luta regeneradora, a espada simbólica do conhecimento interior pela revelação divina, para que o homem inicie a batalha do aperfeiçoamento em si mesmo.

Jesus veio instalar o combate da redenção. É um combate sem sangue, uma frente de batalha sem feridos.
A guerra que o Senhor Jesus propõe é contra o mal. Ele mesmo foi o primeiro a inaugurar o testemunho pelos sacrifícios supremos.

Convidado a se sentar no Sinédrio, junto aos poderosos do templo de Jerusalém, optou, sem desprezar ninguém, por se dedicar à gente simples, para quem ensinou bondade, compaixão, piedade.
Exatamente numa época em que a lei do mais forte imperava. O dominador romano mandava e o povo escravo deveria obedecer.

Uma época em que os portadores de hanseníase, que conheciam como lepra, eram colocados para fora das cidades, longe do convívio dos seus amores, sem cuidado algum.

Uma época em que as crianças enjeitadas eram abandonadas nas ruas, entregues a ninguém.

Há mais de vinte séculos a Terra vive sob esses impulsos renovadores da mensagem de Jesus.

Buscar a mentirosa paz do conforto exclusivo, pensando somente em si próprio, é infelicitar-se.

Todos aqueles que pretendem seguir Jesus encontram, pela frente, a batalha pela conquista das virtudes.

Mas, igualmente, a serenidade inalterável, na divina fonte de repouso dos corações que se unem ao amor de Jesus.

Ele é o sustentáculo da paz sublime para todos os homens bons e sinceros.
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A conquista da paz do Cristo, em essência, é fácil. Basta seguir pequenas regras: não ter ambição em demasia e saber valorizar o que se tem.
Amar e perdoar, sem acumular mágoas, que somente pesam na economia da alma, infelicitando-a.
Cumprir fielmente os seus deveres, na certeza de que a paz de consciência se alcança com o dever retamente cumprido.
Finalmente, entregar-se confiante aos desígnios de Deus. O bom Deus que cuida das aves do céu e dos lírios do campo, vela incessantemente por todos nós.

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Redação do Momento Espírita com base no cap. 104, do livro Caminho, verdade e vida, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB e no verbete Paz, do livro Repositório de sabedoria, v.2, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.
FORMATAÇÃO E PESQUISA: MILTER – 21-07-2019
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FILHO PREDILETO


Certa vez perguntaram a uma mãe qual era seu filho preferido, aquele que ela mais amava. E ela, deixando entrever um sorriso, respondeu:

Nada é mais volúvel que um coração de mãe. E, como mãe, lhe respondo:

O filho predileto é aquele a quem me dedico de corpo e alma…

É o meu filho doente, até que sare.

O que partiu, até que volte.

O que está cansado, até que descanse.

O que está com fome, até que se alimente.

O que está com sede, até que beba.

O que estuda, até que aprenda.

O que está com frio, até que se agasalhe.

O que não trabalha, até que se empregue.

O que é pai, até que crie os filhos

O que deve, até que pague.

O que chora, até que cale.

E já com o semblante bem distante daquele sorriso, completou:

O que já me deixou… até que o reencontre…

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Erma Bombeck
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