quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

Doenças-fantasmas


Somos defrontados com frequência por aflitivo problema cuja solução reside em nós.

A ele debitamos longas fileiras de irmãos nossos que não apenas infelicitam o lar onde são chamados à sustentação do equilíbrio, mas igualmente enxameiam nos consultórios médicos e nas casas de saúde, tomando o lugar de necessitados autênticos.

 Referimo-nos às criaturas menos vigilantes, sempre inclinadas ao exagero de quaisquer sintomas ou impressões e que se tornam doentes imaginários, vítimas que se fazem de si mesmas nos domínios das moléstias-fantasmas.

 Experimentam, às vezes, leve intoxicação, superável sem maiores esforços, e, dramatizando em demasia pequeninos desajustes orgânicos, encharcam-se de drogas, respeitáveis quando necessárias, mas que funcionam à maneira de cargas elétricas inoportunas, sempre que impropriamente aplicadas

Atingido esse ponto, semelhantes devotos da fantasia e do medo destrutivo caem fisicamente em processos de desgaste, cujas consequências ninguém pode prever, ou entram, de modo imperceptível para eles, nas calamidades sutis da obsessão oculta, pelas quais desencarnados menos felizes lhes dilapidam as forças.

 Depois disso, instalada a alteração do corpo ou da mente, é natural que o desequilíbrio real apareça e se consolide, trazendo até mesmo a desencarnação precoce, em agravo de responsabilidade daqueles que se entibiam diante da vida, sem coragem de trabalhar, sofrer e lutar.

 Precatemo-nos contra esse perigo absolutamente dispensável.

Se uma dor aparece, auscultemos nossa conduta, verificando se não demos causa à benéfica advertência da Natureza.

 Se surge a depressão nervosa, examinemos o teor das emoções a que estejamos entregando as energias do pensamento, de modo a saber se o cansaço não se resume a um aviso salutar da própria alma, para que venhamos a clarear a existência e o rumo.

 Antes de lançar qualquer pedido angustiado de socorro, aprendamos a socorrer-nos através da autoanálise, criteriosa e consciente.

 Ainda que não seja por nós, façamos isso pelos outros, aqueles outros que nos amam e que perdem, inconsequentemente, recurso e tempo valiosos, sofrendo em vão com a leviandade e a fraqueza de que fornecemos testemunho.

 Nós que nos esmeramos no trabalho desobsessivo, em Doutrina Espírita, consagremos a possível atenção a esse assunto, combatendo as doenças-fantasmas que são capazes de transformar-nos em focos de padecimentos injustificáveis a que nos conduzimos por fatores lamentáveis de auto-obsessão.

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André Luiz
Chico Xavier
Obra: Estude e viva
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03 de janeiro

Sempre que você amar, ame de todo coração e nunca tenha medo de mostrar o seu amor.

Deixe que seu amor seja como um livro aberto que pode ser lido por todas as almas.

É a coisa mais maravilhosa do mundo, por isso deixe esse amor divino interior fluir livremente.

O amor não é cego: ele vê o que há de melhor na pessoa amada e assim faz emergir o que há de melhor.

Não fique escolhendo a dedo aqueles a quem você vai amar.

Apenas deixe seu coração aberto e mantenha o amor fluindo igualmente para todas as almas.

Assim você estará amando com o Meu amor divino.

Ele é como o sol e brilha igualmente para todos.

O fluxo do amor nunca deve ser aberto e fechado como uma torneira.

O amor não deve ser exclusivo, nem possessivo.

Quanto mais você estiver desejoso de compartilhá-lo, maior ele se tornará.

Agarre-se a ele e você perderá.

Deixe-o livre e ele retornará a você multiplicado e se tornará urna alegria e uma bênção para todos que dele compartilharem.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Reconciliação com os adversários

Reconciliai-vos o mais depressa possível com o vosso adversário, enquanto estais com ele a caminho, para que ele não vos entregue ao juiz, o juiz não vos entregue ao ministro da justiça e não sejais metido em prisão.

— Digo-vos, em verdade, que daí não saireis, enquanto não houverdes pago o último ceitil. (S. MATEUS, cap. V, vv. 25 e 26.)

Na prática do perdão, como, em geral, na do bem, não há somente um efeito moral: há também um efeito material.

A morte, como sabemos, não nos livra dos nossos inimigos; os Espíritos vingativos perseguem, muitas vezes, com seu ódio, no além-túmulo, aqueles contra os quais guardam rancor; donde decorre a falsidade do provérbio que diz: “Morto o animal, morto o veneno”, quando aplicado ao homem. O Espírito mau espera que o outro, a quem ele quer mal, esteja preso ao seu corpo e, assim, menos livre, para mais facilmente o atormentar, ferir nos seus interesses, ou nas suas mais caras afeições. Nesse fato reside a causa da maioria dos casos de obsessão, sobretudo dos que apresentam certa gravidade, quais os de subjugação e possessão.

O obsidiado e o possesso são, pois, quase sempre vítimas de uma vingança, cujo motivo se encontra em existência anterior, e à qual o que a sofre deu lugar pelo seu proceder. Deus o permite, para os punir do mal que a seu turno praticaram, ou, se tal não ocorreu, por haverem faltado com a indulgência e a caridade, não perdoando. Importa, conseguintemente, do ponto de vista da tranqüilidade futura, que cada um repare, quanto antes, os agravos que haja causado ao seu próximo, que perdoe aos seus inimigos, a fim de que, antes que a morte lhe chegue, esteja apagado qualquer motivo de dissensão, toda causa fundada de ulterior animosidade.

Por essa forma, de um inimigo encarniçado neste mundo se pode fazer um amigo no outro; pelo menos, o que assim procede põe de seu lado o bom direito e Deus não consente que aquele que perdoou sofra qualquer vingança.

Quando Jesus recomenda que nos reconciliemos o mais cedo possível com o nosso adversário, não é somente objetivando apaziguar as discórdias no curso da nossa atual existência; é, principalmente, para que elas se não perpetuem nas existências futuras. Não saireis de lá, da prisão, enquanto não houverdes pago até o último centavo, isto é, enquanto não houverdes satisfeito completamente a justiça de Deus.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, itens 5 e 6.)
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TROPEÇOS E DESGOSTOS


Beneficência raramente observada: poupar aos outros a participação nos tropeços ou desgostos que nos afetem a vida.
*
Pensa na inquietação que experimentas quando familiares e amigos te comunicam um problema pessoal, que não consegues resolver, e, tanto quanto possas, procura dissipar, por ti mesmo, as nuvens de aflição que, porventura, te ensombrem o campo íntimo.

Para isso, entrega-te às tarefas novas, cuja execução se te faça compatível com as próprias forças e nas quais te reconheças útil aos demais.

Se não poder efetuar, de imediato, semelhante esforço, desloca-te, pouco a pouco, do mundo mental menos ajustado ao encontro de atividades diferentes das obrigações rotineiras, suscetíveis de propiciar-te refazimento ou renovação. *
A leitura de um livro edificante . . .

Uma visita construtiva . . .

O passo na direção daqueles que atravessam dificuldades maiores, no objetivo de auxiliá-lo...

O aprendizado de técnicas que enriqueçam a personalidade . . .

Tudo o que deves esquecer, tanto aquilo que te compete lembrar, é de suma importância, não somente em socorro da restauração própria, como também no apoio à essa beneficência genuína, em que o teu silêncio é valioso fator de imunização da paz, naqueles que te rodeiam, principalmente naqueles a quem mais amas.
*
Se a criatura a quem confias no capítulo da perturbação ou da enfermidade não dispõe de recursos suficientes para melhorar-te a situação, a queixa em que extravasas é tão-somente um processo de amargurar os entes amados ou um meio de expulsá-los de teu convívio.
*
Guarda o teu sofrimento e mostra-o unicamente àqueles amigos que te possam medicar com segurança, para não destruíres o apoio e a colaboração daqueles sobre os quais te sustentas.

Basta que o desejes e a vida te revelará múltiplos caminhos de reajuste e libertação.

Sai de ti mesmo, carregando a tua dor, ao encontro de dores maiores que nos cercam, em todas as direções, a fim de minorá-las e regressarás, cada dia, a ti mesmo, trazendo uma partícula nova a mais de compreensão, - da bendita compreensão de que todos somos irmãos, sob a paternidade de Deus, - com dever claro e simples de auxiliar-nos uns aos outros, a fórmula mais alta de assegurar-nos o equilíbrio constante ou o reequilíbrio integral.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Mãos unidas
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terça-feira, 2 de janeiro de 2024

União


Beneficência pouco lembrada e atitude das mais importantes: a caridade de unir.

Onde encontres qualquer fagulha de discórdia, auxilia a extingui-la nas fontes da paciência e da tolerância.

Quantas horas perdidas na esterilidade das discussões sem proveito!
Quanta separação desastrosa por bagatela!…

Deixa a cada um as suas próprias crenças e pontos de vista.
Muitos não tiveram as tuas oportunidades de observar e de aprender.

 Nem todos aqueles que se te fazem companheiros dos mais queridos conseguem pensar pela onda mental em que raciocinas.
Ama-os, porém, e aceita-os tais quais são.

 Anota a sabedoria da Natureza: no mundo das plantas, todas pertencem ao mesmo reino, entretanto, cada uma se caracteriza por utilidades determinadas.

Não entres em divergências e hostilidades que já fizeram, entre os homens, guerras e conflitos, inumeráveis, com perseguição e sofrimento para milhões de pessoas, sem que isso impedisse o Sol de brilhar sobre os campos da morte, replantando as vidas taladas pela foice da violência.

 Abstém-te da desarmonia para que não te percas na insegurança.
Quando qualquer ideia de dissensão e revolta contra alguém te assome à cabeça, contempla o Céu que envolve toda a Terra e reflete no Amor Infinito de Deus que reúne o perfume das flores com a irradiação das estrelas e deixa que o teu ânimo se enterneça ao reconhecer que todos somos irmãos.

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Meimei
Chico Xavier
Obra: Palavras do Coração
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02 de janeiro

Não se preocupe se o seu começo neste mundo espiritual é pequeno.

Todas as coisas boas começam pequenas.

O imponente carvalho começa de uma pequena bolota.

É de uma sementinha que brotam as plantas e flores mais maravilhosas.

A partir de uma sementinha de amor muitas vidas podem ser modificadas.

De um pequeno pensamento de fé e crença pode acontecer milagre após milagre.

Pequenas coisas crescem e se tornam grandes coisas.

Seja grato por todas as pequenas coisas da vida; e, à medida que elas forem crescendo, você deverá ser grato por cada uma em especial e você deverá expressar sua gratidão em palavras e obras.

Permita que o que existe no interior se expresse no exterior.

Lembre-se sempre que um coração agradecido é um coração aberto, e é muito mais fácil para Mim trabalhar dentro e através de um coração aberto.

Agradeça e continue agradecendo sempre por tudo para que Eu possa trabalhar em você e através de você a todo momento e possa operar Meus milagres e glórias para que sejam visíveis por todos.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Convidar os pobres e os estropiados. Dar sem esperar retribuição

Disse também àquele que o convidara: Quando derdes um jantar ou uma ceia, não convideis nem os vossos amigos, nem os vossos irmãos, nem os vossos parentes, nem os vossos vizinhos que forem ricos, para que em seguida não vos convidem a seu turno e assim retribuam o que de vós receberam. — Quando derdes um festim, convidai para ele os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos. — E sereis ditosos por não terem eles meios de vo-lo retribuir, pois isso será retribuído na ressurreição dos justos.
Um dos que se achavam à mesa, ouvindo essas palavras, disse-lhe: Feliz do que comer do pão no reino de Deus! (S. LUCAS, cap. XIV, vv. 12 a 15.)
“Quando derdes um festim, disse Jesus, não convideis para ele os vossos amigos, mas os pobres e os estropiados.” Estas palavras, absurdas, se tomadas ao pé da letra, são sublimes, se lhes buscarmos o espírito. Não é possível que Jesus haja pretendido que, em vez de seus amigos, alguém reúna à sua mesa os mendigos da rua. Sua linguagem era quase sempre figurada e, para os homens incapazes de apanhar os delicados matizes do pensamento, precisava servir-se de imagens fortes, que produzissem o efeito de um colorido vivo. O âmago do seu pensamento se revela nesta proposição: “E sereis ditosos por não terem eles meios de vo-lo retribuir.” Quer dizer que não se deve fazer o bem tendo em vista uma retribuição, mas tão-só pelo prazer de o praticar. Usando de uma comparação vibrante, disse: Convidai para os vossos festins os pobres, pois sabeis que eles nada vos podem retribuir. Por festins deveis entender, não os repastos propriamente ditos, mas a participação na abundância de que desfrutais.

Todavia, aquela advertência também pode ser aplicada em sentido mais literal. Quantos não convidam para suas mesas apenas os que podem, como eles dizem, fazer-lhes honra, ou, a seu turno, convidá-los! Outros, ao contrário, encontram satisfação em receber os parentes e amigos menos felizes. Ora, quem não os conta entre os seus? Dessa forma, grande serviço, às vezes, se lhes presta, sem que o pareça. Aqueles, sem irem recrutar os cegos e os estropiados, praticam a máxima de Jesus, se o fazem por benevolência, sem ostentação, e sabem dissimular o benefício, por meio de uma sincera cordialidade.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, itens 7 e 8.)
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Paz Íntima


Guarda sempre:

A confiança em Deus em ti mesmo.
A consciência tranquila.
O tempo ocupado no melhor a fazer.
A palavra construtiva.
A oração com trabalho.
A esperança em serviço.
A paciência operosa.
A opinião desapaixonada.
A bênção da compreensão.
A participação no progresso de todos.
A atitude compassiva.
A verdade iluminada de amor.
O esquecimento do mal.
A fidelidade aos compromissos assumidos.
O perdão incondicional das ofensas.
O devotamento ao estudo.
O gesto de simpatia.
O sorriso de encorajamento.
O auxílio espontâneo ao próximo.
A simplicidade nos hábitos.
O espírito de renovação.
O culto da tolerância.
A coragem de olvidar-se para servir.
A perseverança no bem.

Conservemos semelhantes traços pessoais, na experiência do dia-a-dia, e adquiriremos a ciência da
paz íntima com o privilégio de encontrar a felicidade pelo trabalho, no clima do amor.

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André Luiz
Chico Xavier
Obra: Astronautas do Além
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segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

Ano Novo!


CARTA DE ANO BOM


Entre um ano que se vai
E outro que se inicia,
Há sempre nova esperança,
Promessas de Novo Dia...

Considera, meu amigo,
Nesse pequeno intervalo,
Todo o tempo que perdeste
Sem saber aproveitá-lo.

Se o ano que se passou
Foi de amargura sombria,
Nosso Pai nunca está pobre
Do pão de luz da alegria.

Pensa que o céu não esquece
A mais ínfima criatura,
E espera resignado
O teu quinhão de ventura.

Considera, sobretudo
Que precisas, doravante,
Encher de luz todo o tempo
Da bênção de cada instante.

Sê na oficina do mundo
O mais perfeito aprendiz,
Pois somente no trabalho
Teu ano será feliz.

Não esperes recompensas
Dos bens da vida terrestre,
Mas, volve toda a esperança
A paz do Divino Mestre.

Nas lutas, nunca te esqueça
Deste conceito profundo:
O reino da luz de Cristo
Não reside neste mundo.

Não olhes faltas alheias,
Não julgues o teu irmão,
Vive apenas no trabalho
De tua renovação.

Quem se esforça de verdade
Sabe a prática do bem,
Conhece os próprios deveres
Sem censurar a ninguém.

Ano Novo!... Pede ao Céu
Que te proteja o trabalho,
Que te conceda na fé
O mais sublime agasalho.

Ano Bom!... Deus te abençoe
No esforço que te conduz
Das sombras tristes da Terra
Para as bênçãos de Jesus.

🌿🌸🌿
Casimiro Cunha
Chico Xavier
Obra: Cartas do Evangelho
🌿🌸🌿
 
JANEIRO

Eu vi uma tigela de comida na neve, rodeada de pegadas de muitos pássaros e animais que sabiam que ali encontrariam alimento.

Eu ouvi as palavras:

Você não pode viver só de pão. Venha a Mim para obter seu alimento e subsistência espiritual e Eu o saciarei e você poderá prosseguir refrescado, renovado e plenamente satisfeito.

🌿🌸🌿
Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
🌿🌸🌿

01 de janeiro

Eleve seu coração e entre neste novo ano com a certeza que um ano maravilhoso está à sua frente.

Observe o que há de melhor surgir de todos os acontecimentos.

Eu posso lhe contar que ano glorioso este vai ser.

Mas, a não ser que você aceite o que Eu digo com o coração cheio de gratidão e espere somente o melhor porque sua fé e sua confiança estão na Minha palavra, nada irá acontecer.

Você tem que se agarrar às Minhas maravilhosas promessas e tem que acreditar.

Não é uma questão de acreditar com a sua mente. Você tem que acreditar com a intuição, com o saber interior que emana do mais alto, de Mim.

Você deve Me visualizar caminhando à sua frente, preparando o caminho e tornando possível o que parece impossível.

Somente o melhor, o perfeito é destinado àquelas almas que realmente Me amam e Me colocam sempre em primeiro lugar.

🌿🌸🌿
Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
🌿🌸🌿



 














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MENSAGEM DO ESE:

O Homem de Bem

3 – O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e caridade, na sua maior pureza. Se interroga a sua consciência sobre os próprios atos, pergunta se não violou essa lei, se não cometeu o mal, se fez todo o bem que podia, se não deixou escapar voluntariamente uma ocasião de ser útil, se ninguém tem do que se queixar dele, enfim, se fez aos outros aquilo que queria que os outros fizessem por ele.

Tem fé em Deus, na sua bondade, na sua justiça e na sua sabedoria; sabe que nada acontece sem a sua permissão, e submete-se em todas as coisas à sua vontade.

Tem fé no futuro, e por isso coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.

Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções, são provas ou expiações, e as aceita sem murmurar.

O homem possuído pelo sentimento de caridade e de amor ao próximo faz o bem pelo bem, sem esperar recompensa, paga o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte e sacrifica sempre o seu interesse à justiça.

Encontra usa satisfação nos benefícios que distribui, nos serviços que presta, nas venturas que promove, nas lágrimas que faz secar, nas consolações que leva aos aflitos. Seu primeiro impulso é o de pensar nos outros., antes que em si mesmo, de tratar dos interesses dos outros, antes que dos seus. O egoísta, ao contrário, calcula os proveitos e as perdas de cada ação generosa.

É bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças nem de crenças, porque vê todos os homens como irmãos.

Respeita nos outros todas as convicções sinceras, e não lança o anátema aos que não pensam como ele.

Em todas as circunstâncias, a caridade é o seu guia. Considera que aquele que prejudica os outros com palavras maldosas, que fere a suscetibilidade alheia com o seu orgulho e o seu desdém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever do amor ao próximo e não merece a clemência do Senhor.

Não tem ódio nem rancor, nem desejos de vingança. A exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas, e não se lembra senão dos benefícios. Porque sabe que será perdoado, conforme houver perdoado.

É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que ele mesmo tem necessidade de indulgência, e se lembra destas palavras do Cristo: “Aquele que está sem pecado atire a primeira pedra”.

Não se compraz em procurar os defeitos dos outros, nem a pô-los em evidência. Se a necessidade o obriga a isso, procura sempre o bem que pode atenuar o mal.

Estuda as suas próprias imperfeições, e trabalha sem cessar em combatê-las. Todos os seus esforços tendem a permitir-lhe dizer, amanhã, que traz em si alguma coisa melhor do que na véspera.

Não tenta fazer valer o seu espírito, nem os seus talentos, às expensas dos outros. Pelo contrário, aproveita todas as ocasiões para fazer ressaltar a vantagens dos outros.

Não se envaidece em nada com a sua sorte, nem com os seus predicados pessoais, porque sabe que tudo quanto lhe foi dado pode ser retirado.

Usa mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe tratar-se de um depósito, do qual deverá prestar contas, e que o emprego mais prejudicial para si mesmo, que poderá lhes dar, é pô-los ao serviço da satisfação de suas paixões.

Se nas relações sociais, alguns homens se encontram na sua dependência, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus. Usa sua autoridade para erguer-lhes a moral, e não para os esmagar com o seu orgulho, e evita tudo quanto poderia tornar mais penosa a sua posição subalterna.

O subordinado, por sua vez, compreende os deveres da sua posição, e tem o escrúpulo de procurar cumpri-los conscientemente. (Ver cap.XVII, nº 9)

O homem de bem, enfim, respeita nos seus semelhantes todos os direitos que lhes são assegurados pelas leis da natureza, como desejaria que os seus fossem respeitados.

Esta não é a relação completa das qualidades que distinguem o homem de bem, mas quem quer que se esforce para possuí-las, estará no caminho que conduz às demais.

🌿🌸🌿
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
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Carta de Ano Novo


Ano Novo é também renovação de nossa oportunidade de aprender, trabalhar e servir.

O tempo, como paternal amigo, como que se reencarna no corpo do calendário, descerrando-nos horizontes mais claros para a necessária ascensão.

Lembra-te de que o ano em retorno é novo dia a convocar-te para execução de velhas promessas, que ainda não tiveste a coragem de cumprir.

Se tens inimigo, faze das horas renascer-te o caminho da reconciliação.

Se foste ofendido, perdoa, a fim de que o amor te clareie a estrada para frente.

Se descansaste em demasia, volve ao arado de tuas obrigações e planta o bem com destemor para a colheita do porvir.

Se a tristeza te requisita, esquece-a e procura a alegria serena da consciência feliz no dever bem cumprido.

Novo Ano! Novo Dia!

Sorri para os que te feriram e busca harmonia com aqueles que te não entenderam até agora.

Recorda que há mais ignorância que maldade, em torno de teu destino.

Não maldigas, nem condenes.

Auxilia a acender alguma luz para quem passa ao teu lado, na inquietude da escuridão.

Não te desanimes, nem te desconsoles.

Cultiva o bom ânimo com os que te visitam, dominados pelo frio do desencanto ou da indiferença.

Não te esqueças de que Jesus jamais se desespera conosco e, como que oculto ao nosso lado, paciente e bondoso, repete-nos de hora a hora: - Ama e auxilia sempre. Ajuda aos outros, amparando a ti mesmo, porque se o dia volta amanhã, eu estou contigo, esperando pela doce alegria da porta aberta de teu coração.

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Livro: Vida e Caminho
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
🌿🌸🌿 

A Velha Vai, a Nova Vem!


"Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo"
(2 Coríntios 5:17).


Quando uma lagarta é transformada em uma borboleta, se torna uma criatura totalmente nova.
Uma metamorfose acontece.
Assim, se alguém está em Cristo, é uma nova criatura. A velha se foi, a nova veio!
*
Daqui há alguns dias o novo ano estará chegando. O velho se despede e o novo se apresenta. Mas, mais importante do que o ano que é mudado, é a nossa velha vida que precisa ir embora e dar lugar a uma nova vida em Cristo, transformada, renovada, edificada, abençoada.
*
Quando dizemos que estamos no Senhor e nada mostramos que testifique nossas palavras, estamos enganando aos nossos amigos e principalmente a nós mesmos. Jamais enganamos a Deus, que tudo sabe, tudo vê, tudo conhece. Ele é o Senhor e precisamos ser verdadeiros em nosso relacionamento com Ele.
*
Um objeto que está estragado em nossas casas, pode ser consertado. Voltará a funcionar, mas, nunca será um objeto novo. Será sempre um velho objeto, mesmo que volte a funcionar.
*
A vida cristã tem que ser nova. Não pode trazer as ranhuras do passado, as beiradas quebradas do passado, os cantos sujos ou sem brilho do passado, a cor desbotada do passado, a aparência débil do passado.
*
Nossas vidas precisam ser completamente novas. Devem ter brilho e pureza, devem ter uma aparência que agrade ao nosso Senhor. Devem agir de maneira diferente da forma antiga.
*
Aproveitemos esse final de ano para mandar embora nossa velha natureza e convidar uma nova, bonita, santa, agradável, para fazer parte de nossos dias com Deus.

Deixe Jesus entrar em seu coração e a transformação será imediata!

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Paulo Roberto Barbosa 
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domingo, 31 de dezembro de 2023

Buscando mais luz


Ergue-se o caminho da fé por subida incessante. Jornada de quem demanda os cimos, buscando mais luz e ampliando os horizontes da própria visão.

 Qual ocorre em qualquer viagem para o Alto, dificuldades e riscos surgem à mostra. Em semelhante escalada, a queda é conhecida por desilusão, a tempestade é o tempo de angústia, o frio se expressa como sendo negação ambiente e o cansaço traz, frequentemente, a chancela de tristeza ou monotonia.

 Os degraus da fé, porém, são nomeados por perseverança e serviço. Perseverança no trabalho e serviço aos semelhantes.  Apoia-te ao corrimão da esperança e eleva-te constantemente, auxiliando e construindo, compreendendo e amando sempre.

 De furnas distantes chegarão as vozes daqueles que pararam no início ou a meio do caminho, incitando-te a descanso indébito por se referirem à crueldade e abandono, discórdia e incompreensão. Não te detenhas. Todos os que se interromperam na estrada tornarão à marcha. Com a fé, procura a luz da verdade e todos se voltarão para a luz da verdade, agora, hoje, amanhã ou no grande futuro.

 Se ocorrências amargas te constituem a cruz da provação nos ombros frágeis, prossegue mesmo assim.

Se tropeças e cais, não desesperes. Levanta-te e continua.

 Triunfar não quer dizer avançar sem erros ou falhas, mas sim reconhecer que, apesar de nossas falhas e erros, é preciso seguir adiante, de coração inflamado na confiança, com a certeza de que a Divina Justiça a todos nos observa e nos retribuirá, a cada um, segundo as nossas próprias obras. Sejam quais sejam os obstáculos, prossegue à frente, estendendo o bem.

Na essência, a coragem da fé significa chama viva no próprio coração, clareando o caminho. E quem jornadeia com a bênção da luz não deve e nem necessita amedrontar-se à face das sombras. Recordemos, nesse sentido, que todas as trevas da noite, se forem condensadas e arremessadas de um só jato, não conseguirão apagar a simples irradiação de uma vela. 

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Emmanuel 
Chico Xavier
Ora: Cartas do Alto 
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31 de dezembro

Se você der um passo à frente com fé, não olhe para trás, nem se lamente pelo que deixou.

Simplesmente espere pelo futuro mais maravilhoso e observe-o se realizar.

Deixe o que é velho para trás; está acabado.

Seja grato pelas lições aprendidas e pelas experiências por que passou; elas o ajudaram a crescer e aumentaram sua compreensão, mas não se apegue a elas.

O que o aguarda é muito melhor do que aquilo que você deixou para trás.

Nada pode acontecer de errado se você colocar sua vida sob a Minha direção.

Mas se você dá um passo à frente e se pergunta se agiu certo, você permite que dúvidas e temores o invadam, e se curvará sob o peso de sua decisão.

Portanto, solte-se, liberte o passado e caminhe para a frente com o coração repleto de amor e gratidão.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

O mandamento maior. Fazermos aos outros o que queiramos que os outros nos façam. Parábola dos credores e dos devedores

Os fariseus, tendo sabido que ele tapara a boca dos saduceus, reuniram-se; e um deles, que era doutor da lei, para o tentar, propôs-lhe esta questão: — “Mestre, qual o mandamento maior da lei?” — Jesus respondeu: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito; este o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo, semelhante a esse: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. — Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos.” (S. MATEUS, cap. XXII, vv. 34 a 40.)

Fazei aos homens tudo o que queirais que eles vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas. (Idem, cap. VII, v. 12.)

Tratai todos os homens como quereríeis que eles vos tratassem. (S. LUCAS, cap. VI, v. 31.)

O reino dos céus é comparável a um rei que quis tomar contas aos seus servidores. — Tendo começado a fazê-lo, apresentaram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. — Mas, como não tinha meios de os pagar, mandou seu senhor que o vendessem a ele, sua mulher, seus filhos e tudo o que lhe pertencesse, para pagamento da dívida. — O servidor, lançando-se-lhe aos pés, o conjurava, dizendo: “Senhor, tem um pouco de paciência e eu te pagarei tudo.” — Então, o senhor, tocado de compaixão, deixou-o ir e lhe perdoou a dívida. — Esse servidor, porém, ao sair, encontrando um de seus companheiros, que lhe devia cem dinheiros, o segurou pela goela e, quase a estrangulá-lo, dizia: “Paga o que me deves.” — O companheiro, lançando-se aos pés, o conjurava, dizendo: “Tem um pouco de paciência e eu te pagarei tudo.” — Mas o outro não quis escutá-lo; foi-se e o mandou prender, par tê-lo preso até pagar o que lhe devia.

Os outros servidores, seus companheiros, vendo o que se passava, foram, extremamente aflitos, e informaram o senhor de tudo o que acontecera. — Então, o senhor, tendo mandado vir à sua presença aquele servidor, lhe disse: “Mau servo, eu te havia perdoado tudo o que me devias, porque mo pediste. — Não estavas desde então no dever de também ter piedade do teu companheiro, como eu tivera de ti?” E o senhor, tomado de cólera, o entregou aos verdugos, para que o tivessem, até que ele pagasse tudo o que devia.

É assim que meu Pai, que está no céu, vos tratará, se não perdoardes, do fundo do coração, as faltas que vossos irmãos houverem cometido contra cada um de vós. (S. MATEUS, cap. XVIII, vv. 23 a 35.)

“Amar o próximo como a si mesmo: fazer pelos outros o que quereríamos que os outros fizessem por nós”, é a expressão mais completa da caridade, porque resume todos os deveres do homem para com o próximo. Não podemos encontrar guia mais seguro, a tal respeito, que tomar para padrão, do que devemos fazer aos outros, aquilo que para nós desejamos. Com que direito exigiríamos dos nossos semelhantes melhor proceder, mais indulgência, mais benevolência e devotamento para conosco, do que os temos para com eles? A prática dessas máximas tende à destruição do egoísmo. Quando as adotarem para regra de conduta e para base de suas instituições, os homens compreenderão a verdadeira fraternidade e farão que entre eles reinem a paz e a justiça. Não mais haverá ódios, nem dissensões, mas, tão-somente, união, concórdia e benevolência mútua.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XI, itens 1 a 4.)
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LIVRO NOVO


Quando 2023 começou, ele era todo seu.

Foi colocado em suas mãos. 

Podia fazer dele o que quisesse.

Era como um livro em branco, e nele podia colocar:
um poema, um pesadelo, uma blasfêmia, uma oração.

Podia...

Hoje já não pode; não mais é seu. 

É um livro já escrito...

Concluído.

Como que um livro que tivesse sido escrito por si.

Um dia ser-lhe-á lido, com todos os pormenores, e não poderá corrigi-lo. 

Estará fora de seu alcance. 

Portanto, antes que 2023 termine, reflita, pegue no seu velho livro e folhei-o com cuidado.

Deixe passar cada uma das páginas pelas mãos e pela consciência. 

Leia-o para si mesmo. 

Leia tudo. Aprecie aquelas páginas da sua vida em que empregou o seu melhor estilo.

Leia também as páginas que gostaria de nunca ter escrito.

Não, não tente arrancá-las.

Seria inútil.

Já estão escritas.

Mas pode lê-las enquanto escreve o livro novo que lhe será entregue. 

Assim, poderá repetir as boas coisas que escreveu e evitar repetir as más. 

Para escrever o seu livro novo, contará novamente com o instrumento do livre arbítrio e, para o preencher, terá toda a imensa superfície do seu mundo.

Se tiver vontade de beijar o seu velho livro, beije-o. 

Se tiver vontade de chorar, chore sobre ele e, a seguir, coloque-o nas mãos do nosso Deus... 

Não importa como está.

Ainda que tenha páginas negras, entregue e diga apenas duas palavras: 
obrigado e perdão!

E, quando 2024 chegar, ser-lhe-á entregue outro livro, novo, limpo, branco, todo seu, no qual irá escrever tudo o que desejar...

FELIZ ANO NOVO! FELIZ LIVRO NOVO!

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(autor desconhecido)
Texto adaptado
Colaboração Junia Rios 2015/2016
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