quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

Expiação



O problema da expiação não é privativo dos irmãos encarcerados nas enxovias do mundo.

A justiça humana, em verdade, apenas corrige o companheiro infeliz que caiu, desprevenido, nas malhas do delito espetacular.

Entretanto, nas reentrâncias de cada instituto doméstico, a crueldade oculta ergue trincheiras de ódio e separação, tanto quanto desabotoa tormentas de sangue e lágrimas, gerando as garras da enfermidade, tantas vezes mensageiras da morte.

Aqui é a ingratidão para com os entes mais caros; ali, é a calúnia retalhando a esperança alheia.

Além, é a deserção do dever, fazendo com que os ombros do próximo sangrem, feridos, ao peso de cargas acumuladas; mais além, é a atitude agressiva, sustentada com dureza e paixão, exterminando a sementeira de paz naqueles que às vezes nos pedem unicamente um sorriso de bondade ou um gesto de perdão para que se renovem perante Deus.

 É aí, nesses redutos silenciosos da batalha de cada dia, que, muitas vezes enganamos e traímos, indiferentes à dor que implantamos naqueles que nos partilham a marcha, amealhando fel e inquietação, de mistura com as bênçãos de amor e trabalho que procuramos entesourar.

No entanto, a justiça Divina sabe joeirar nossos atos. E, nós mesmos, embora o carinho dos benfeitores abnegados que nos acolhem, no Mais Além, sem recursos para desculpar-nos, na intimidade da consciência, suplicamos o recomeço, renascendo na Terra, junto daqueles que se nos fazem credores nas trilhas da vida.

 Sejam quais forem as nossas dificuldades no campo íntimo, saibamos aceitá-las de ânimo firme, incinerando no crematório da renúncia os nossos próprios desejos para que a felicidade dos outros nos assegure a própria felicidade, porquanto, conduzidos pela morte, ao império da Grande Luz, reconhecemo-nos, tais quais somos, aplicando a nós mesmos a lei do equilíbrio que determina a quem deve o reajuste preciso na base reta do ceitil por ceitil.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Nascer e renascer
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12 de dezembro

Observe quantas horas por dia um bom pianista tem que treinar antes de ser capaz de realizar um concerto excelente, e entenda porque você tem que se dedicar constantemente para conseguir viver esta vida espiritual corretamente.

Você não precisa se esforçar além dos limites, mas precisa estar sempre alerta e consciente, especialmente no começo.

Como o pianista que treina vezes e vezes seguidas o mesmo trecho para alcançar a perfeição, você terá que repetir muitas vezes o mesmo caminho, as mesmas lições, até que elas façam parte de você e não possam mais ser separadas de você, porque estão incorporadas.

Mas lembre-se: ninguém pode viver esta vida por você; ninguém pode praticar por você.

Só você mesmo pode fazê-lo.

Por que não começar agora?

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Haverá casos em que convenha se desvende o mal de outrem?

É muito delicada esta questão e, para resolvê-la, necessário se torna apelar para a caridade bem compreendida. Se as imperfeições de uma pessoa só a ela prejudicam, nenhuma utilidade haverá nunca em divulgá-la. Se, porém, podem acarretar prejuízo a terceiros, deve-se atender de preferência ao interesse do maior número. Segundo as circunstâncias, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode constituir um dever, pois mais vale caia um homem, do que virem muitos a ser suas vítimas. Em tal caso, deve-se pesar a soma das vantagens e dos inconvenientes.

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— São Luís. (Paris, 1860.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, item 21.)
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Ouvir Deus


São muitos os que recorremos a Deus nas horas difíceis.

As dores que nos chegam, os desafios que a vida propõe, dificuldades que parecem intransponíveis.

Nenhum de nós se pode dizer imune a dias tempestuosos, isento de tribulações intensas, dessas capazes de tirar o chão que pisamos.

Para uns, é o amor que partiu de retorno ao mundo espiritual, deixando imensa e pungente ausência.

Para outros, a doença que se instala irreversível, minando a saúde, desmoronando planos futuros, obrigando a repensar as páginas próximas da vida.

E tantos que se desesperam pelas dificuldades financeiras, pelo emprego que não surge, pelas necessidades materiais que se avolumam.

Nessas horas, com o coração transbordando de desespero, as esperanças minguando e a mente atribulada, recordamos de buscar a Deus.

Alguns, através das orações repetidas incessantemente, quase como um mantra, convidando e provocando a concentração.

Outros nos despimos das fórmulas prontas, para fazer da oração a conversa com o Pai. Diálogo informal, livre, como um desabafo.

Outros ainda, mal conseguindo formular ou organizar o pensamento, apenas suplicamos ao Pai orientação, discernimento, roteiro ou rumo.

E assim mesmo devemos fazer. Nas dificuldades maiores, não há melhor refúgio do que a oração.

Não existe melhor conselheira do que a prece, não há melhor possibilidade do que a busca de inspiração junto ao Pai.

Porém, em nosso desespero, esperamos a resposta imediata.

À prece, muitas vezes se segue a ansiedade, na expectativa de que as respostas cheguem, explícitas, claras, palpáveis.

No transbordar de nossas necessidades, quando não desespero, ansiamos pela resposta rápida da Divindade.

Esquecemos de que Deus precisa do nosso silêncio a fim de Se fazer ouvir em nossos corações.

Dessa forma, após a rogativa ao Pai, guardemo-nos em silêncio interior.

Refugiemo-nos da balbúrdia externa. Busquemos diminuir o tumulto interno que carregamos.

Somente assim, no silêncio da alma, conseguiremos escutar a resposta de Deus.

Somente quando mergulharmos em nosso mundo íntimo, teremos a possibilidade de encontrar esse alimento básico, sustentador da vida, que provém de Deus.

Após as nossas preces, busquemos nos guardar em nosso mundo íntimo.

Refugiemo-nos na fé, na certeza de que o Pai nos oferecerá o melhor, no momento certo, na medida adequada.

E ali, em nossa intimidade, Deus nos trará as respostas e a tranquilidade para nossos anseios.

Mesmo Jesus, na Sua pureza incomparável, buscava o silêncio interior, após a jornada estafante junto à turba, a fim de reencontrar-Se com Deus.

Façamos o mesmo. Busquemos o silêncio íntimo a fim de que possamos ouvir Deus, e possamos entender a Sua resposta aos nossos pedidos e necessidades.

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Por Redação do Momento Espírita, com base na mensagem Silêncio para ouvir Deus, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica de 9 de fevereiro de 2015, no Centro Espírita Caminho da Redenção.
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quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Caminho de luz



 Para qualquer estação de melhoria e progresso, aperfeiçoamento e elevação, o trabalho no bem será sempre o caminho de luz.

Se te dizes inexperiente, acharás no trabalho a precisa maturação.

Se te declaras em condições de fraqueza, é a escola que te fará forte, ante as exigências edificantes da vida.

Se te afirmas sem méritos, o trabalho é a via de acesso a eles.

Se inibições ou angústias te cerceiam as manifestações, é o processo mais rápido de extingui-las.

 Se te asseveras nas sombras da ignorância, é a lâmpada acesa que te clareará a existência sob a forma de estudo.

Se companheiros te abandonam, é o meio de obter outros muitos ao nível de teus encargos.

Se adversários te incomodam, é a norma de ação para que te respeitem.

Se a necessidade te bate à porta, é a providência com que a liquidas.

 Se mágoas te aniquilam as horas, é o dissolvente que as destrói.

Se calúnias te apedrejam, é o lugar em que as desmentes.

Se a perseguição te fustiga, é a posição em que a justiça te assegura defesa.

 Se a tentação te assedia, é o método de frustrá-la.

Se caíste em erro, é o apoio em que te reergues.

Se alguém te humilha, é a força que te levanta.

Se sofreste prejuízos, é o campo em que te refazes.

 Se a solidão te ensombra os dias, é o clima que te enriquecerá de afeições.

 Trabalha sempre, notadamente construindo a felicidade alheia e estarás edificando a própria felicidade.

 O amor é Deus na criatura, gerando bênçãos.

 O trabalho é a criatura em Deus, realizando prodígios.

🌿🌻🌿
Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Nascer e renascer
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11 de dezembro

A melhor maneira de introduzir amor e prosperidade em sua vida é abençoando e agradecendo cada dádiva que Eu lhe dou.

Abençoando e agradecendo por tudo, você está pondo em prática uma das leis mais importantes de prosperidade e fartura, porque com amor e bênçãos vem a abundância.

Você já deve ter observado uma criança expandir e crescer em beleza e sabedoria quando amor e bênçãos são derramados sobre ela.

Você já viu plantas e animais reagindo a amor e bênçãos.

E você já se sentiu reagindo a amor e bênçãos que lhe foram dados.

Agora vá e faça o mesmo com todos com quem você tiver contato.

Quanto mais você agir assim, mais fácil irá se tornar e seu coração se abrirá com maior facilidade, até que amor e bênçãos fluirão de você constantemente e a alegria de viver transbordará de você para o mundo.

🌿🌻🌿
Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
🌿🌻🌿





🌿🌻🌿

MENSAGEM DO ESE:

Mundos regeneradores

Entre as estrelas que cintilam na abóbada azul do firmamento, quantos mundos não haverá como o vosso, destinados pelo Senhor à expiação e à provação! Mas, também os há mais miseráveis e melhores, como os há de transição, que se podem denominar de regeneradores. Cada turbilhão planetário, a deslocar-se no espaço em torno de um centro comum, arrasta consigo seus mundos primitivos, de exílio, de provas, de regeneração e de felicidade. Já se vos há falado de mundos onde a alma recém-nascida é colocada, quando ainda ignorante do bem e do mal, mas com a possibilidade de caminhar para Deus, senhora de si mesma, na posse do livre-arbítrio.

Já também se vos revelou de que amplas faculdades é dotada a alma para praticar o bem. Mas, ah! há as que sucumbem, e Deus, que não as quer aniquiladas, lhes permite irem para esses mundos onde, de encarnação em encarnação, elas se depuram, regeneram e voltam dignas da glória que lhes fora destinada.

Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes. A alma penitente encontra neles a calma e o repouso e acaba por depurar-se. Sem dúvida, em tais mundos o homem ainda se acha sujeito às leis que regem a matéria; a Humanidade experimenta as vossas sensações e desejos, mas liberta das paixões desordenadas de que sois escravos, isenta do orgulho que impõe silêncio ao coração, da inveja que a tortura, do ódio que a sufoca.

Em todas as frontes, vê-se escrita a palavra amor; perfeita equidade preside às relações sociais, todos reconhecem Deus e tentam caminhar para Ele, cumprindo-lhe as leis.

Nesses mundos, todavia, ainda não existe a felicidade perfeita, mas a aurora da felicidade. O homem lá é ainda de carne e, por isso, sujeito às vicissitudes de que libertos só se acham os seres completamente desmaterializados. Ainda tem de suportar provas, porém, sem as pungentes angústias da expiação.

Comparados à Terra, esses mundos são bastante ditosos e muitos dentre vós se alegrariam de habitá-los, pois que eles representam a calma após a tempestade, a convalescença após a moléstia cruel. Contudo, menos absorvido pelas coisas materiais, o homem divisa, melhor do que vós, o futuro; compreende a existência de outros gozos prometidos pelo Senhor aos que deles se mostrem dignos, quando a morte lhes houver de novo ceifado os corpos, a fim de lhes outorgar a verdadeira vida.

Então, liberta, a alma pairará acima de todos os horizontes. Não mais sentidos materiais e grosseiros; somente os sentidos de um perispírito puro e celeste, a aspirar as emanações do próprio Deus, nos aromas de amor e de caridade que do seu seio emanam.

Mas, ah! nesses mundos, ainda falível é o homem e o Espírito do mal não há perdido completamente o seu império. Não avançar é recuar, e, se o homem não se houver firmado bastante na senda do bem, pode recair nos mundos de expiação, onde, então, novas e mais terríveis provas o aguardam.

Contemplai, pois, à noite, à hora do repouso e da prece, a abóbada azulada e, das inúmeras esferas que brilham sobre as vossas cabeças, indagai de vós mesmos quais as que conduzem a Deus e pedi-lhe que um mundo regenerador vos abra seu seio, após a expiação na Terra.

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— Santo Agostinho. (Paris, 1862.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. III, itens 16 a 18.)
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Inimigos ocultos


Sofre de reumatismo,

Quem percorre os caminhos tortuosos;

Quem se destina aos escombros da tristeza;

Quem vive tropeçando no egoísmo.
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Sofre de artrite,

Quem jamais abre mão;

Quem sempre aponta os defeitos dos outros;

Quem nunca oferece uma rosa.
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Sofre de bursite,

Quem não oferta seu ombro amigo;

Quem retesa, permanentemente, os músculos.

Quem cuida, excessivamente, das questões alheias.
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Sofre da coluna,

Quem nunca se curva diante da vida;

Quem carrega o mundo nas costas;

Quem não anda com retidão.
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Sofre dos rins,

Quem tem medo de enfrentar problemas;

Quem não filtra seus ideais;

Quem não separa o joio do trigo.
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Sofre de gastrite,

Quem vive de paixões avassaladoras;

Quem costuma agir na emoção;

Quem reage somente com impulsos;

Quem sempre chora o leite derramado.
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Sofre de prisão de ventre,

Quem aprisiona seus sentidos;

Quem detém suas mágoas;

Quem endurece em demasia.
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Sofre dos pulmões,

Quem se intoxica de raiva e de ódio;

Quem sufoca, permanentemente, os outros;

Quem não respira aliviado pelo dever cumprido;

Quem não muda de ares;

Quem não expele os maus fluidos.
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Sofre do coração,

Quem guarda ressentimentos;

Quem vive do passado;

Quem não segue as batidas do tempo;

Quem não se ama e, portanto, não tem coração para amar alguém.
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Sofre da garganta;

Quem fala mal dos outros;

Quem vocifera;

Quem não solta o verbo

Quem repudia;

Quem omite;

Quem usa sua espada afiada para ferir outrem;

Quem subjuga;

Quem reclama o tempo todo;

Quem não fala com Deus.
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Sofre do ouvido,

Quem prejulga os atos dos outros;

Quem não se escuta;

Quem costuma escutar a conversa dos outros;

Quem ensurdece ao chamado divino.
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Sofre dos olhos,

Quem não se enxerga;

Quem distorce os fatos;

Quem não amplia sua visão;

Quem vê tudo em duplo sentido;

Quem não quer ver.
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Sofre de distúrbios da mente,

Quem mente para si mesmo;

Quem não tem o mínimo de lucidez;

Quem preza a inconsciência;

Quem menospreza a intuição;

Quem não vigia seus pensamentos;

Quem embota seu canal com a Criação;

Quem não se volta para o Universo;

Quem vive no mundo da lua;

Quem não pensa na vida;

Quem vive sonhando;

Quem se ilude;

Quem alimenta a ilusão dos outros;

Quem mascara a realidade;

Quem não areja a cabeça;

Quem tem cabeça de vento.
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Causa e efeito.

Ação e reação.

Tudo está intrinsecamente ligado.

Tudo se conecta o tempo todo.

E assim ,sucessivamente, passam os anos sem que o ser humano conheça a si mesmo.

Somos, certamente, o maior amor das nossas vidas!

Assim como o nosso maior inimigo é aquele que está oculto e que habita, inexoravelmente, no interior de nós mesmos.

🌿🌻🌿
- Mauricio Santini -
São Paulo, abril de 2002.
🌿🌻🌿

terça-feira, 10 de dezembro de 2024

Na trilha da paz


A arte mais sublime da vida é o amor, capaz de plasmar em nossa consciência a paz imperturbável, desde que o estendamos à família, à parentes, amigos, à humanidade e, enfim, a Deus, nosso Pai.

A verdadeira trilha da paz, através dos nossos passos, está na importância do sentimento, do pensamento, da palavra, do gesto, da conduta, para que a paz atinja a maior extensão do reino da harmonia e de amor entre as criaturas.

 Para dissipar as intolerâncias, intemperanças, vaidades e outros sentimentos egoísticos, cada um de nós tem de colocar as armas fraternais na nossa atitude, tanto no lar como no trabalho, para que haja concórdia no ambiente pois, assim, outras virtudes aparecem por força do Amor. As intolerâncias pessoais somente levam à discórdia, à depreciação de sentimentos, ao desequilíbrio, o que leva a perder a essência do bom senso, da verdadeira alegria e da paz no coração.

Indispensável abrir o coração à bondade, o cérebro à compreensão, a existência ao trabalho, o passo ao bem, o verbo à fraternidade! Então, sejamos fraternos para com todos, no dia a dia, sem preconceitos, e os nossos sentimentos serão fecundados na bênção da paz!

 Fácil dizer que somos imperfeitos diante da evolução espiritual; no entanto, todos nós sofremos e temos a fonte viva do amor, lá no fundo, como seiva tão natural para o burilamento íntimo, que nos dá forças para superar as vicissitudes da vida e compreender e auxiliar, no que for possível, o nosso próximo. Então, deixemos fora da trilha da paz o orgulho que cega o raciocínio e desequilibra o sentimento, desalentando a nossa conduta.

 Com amor, cativamos a paz imperturbável na consciência, desde que atendamos com respeito os corações que nos cercam. 8 E não nos esqueçamos do sorriso nos lábios, porque abre o caminho para o entusiasmo de viver, plasmando, com fé e gratidão, a bondade de Deus!

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Trevo de idéias
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10 de dezembro

Não perca tempo e energia se debatendo como um peixe fora d'água, culpando outras pessoas pelo que acontece a você.

Saiba simplesmente que tudo está em suas mãos.

Portanto, você pode corrigir as circunstâncias sem ajuda de ninguém se você separar alguns momentos para encontrar, na quietude, sua paz interior, e aguardar que Eu Me manifeste.

Nada do que você procura lhe será escondido se você depositar tudo à Minha frente e se colocar à Minha disposição para fazer a Minha vontade, e somente a Minha vontade.

E você só descobrirá qual é a Minha vontade quando você aprender a ficar quieto.

Não se esforce muito; solte-se, relaxe e encontre a paz de coração e de mente que abre todas as portas e revela a luz da verdade. Você descobrirá que você consegue realizar muito mais quando você relaxa e coloca tudo em Minhas mãos.

E então, bem quieto, sirva-Me e permita que tudo flua livre e naturalmente, sem qualquer esforço de sua parte, e assim se desenvolva na verdadeira perfeição.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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Mensagem do ESE:

Motivos de Resignação

12 – Pelas palavras: Bem-aventurados os aflitos, porque eles serão consolados, Jesus indica, ao mesmo tempo, a compensação que espera os que sofrem e a resignação que nos faz bendizer o sofrimento, como o prelúdio da cura.

Essas palavras podem, também, ser traduzidas assim: deveis considerar-vos felizes por sofrer, porque as vossas dores neste mundo são as dívidas de vossas faltas passadas, e essas dores, suportadas pacientemente na Terra, vos poupam séculos de sofrimento na vida futura. Deveis, portanto, estar felizes por Deus ter reduzido vossa dívida, permitindo-vos quitá-las no presente, o que vos assegura a tranqüilidade para o futuro.

O homem que sofre é semelhante a um devedor de grande soma, a quem o credor dissesse: “Se me pagares hoje mesmo a centésima parte, darei quitação do resto e ficarás livre; se não, vou perseguir-te até que pagues o último centavo”. O devedor não ficaria feliz de submeter-se a todas as privações, para se livrar da dívida, pagando somente a centésima parte da mesma? Em vez de queixar-se do credor, não lhe agradeceria?

É esse o sentido das palavras: “Bem-aventurados os aflitos, porque eles serão consolados”. Eles são felizes porque pagam suas dívidas, e porque, após a quitação, estarão livres. Mas se, ao procurar quitá-las de um lado, de outro se endividarem, nunca se tornarão livres. Ora, cada nova falta aumenta a dívida, pois não existe uma única falta, qualquer que seja, que não traga consigo a própria punição, necessária e inevitável. Se não for hoje, será amanhã; se não for nesta vida, será na outra. Entre essas faltas, devemos colocar em primeiro lugar a falta de submissão à vontade de Deus, de maneira que, se reclamamos das aflições, se não as aceitamos com resignação, como alguma coisa que merecemos, se acusamos a Deus de injusto, contraímos uma nova dívida, que nos faz perder os benefícios do sofrimento. Eis por que precisamos recomeçar, exatamente como se, a um credor que nos atormenta, enquanto pagamos as contas, vamos pedindo novos empréstimos.

Ao entrar no Mundo dos Espíritos, o homem é semelhante ao trabalhador que comparece no dia de pagamento. A uns, dirá o patrão: “Eis a paga do teu dia de trabalho”. A outros, aos felizes da Terra, aos que viveram na ociosidade, que puseram a sua felicidade na satisfação do amor próprio e dos prazeres mundanos, dirá: “Nada tendes a receber, porque já recebestes o vosso salário na Terra. Ide, e recomeçai a vossa tarefa”.

13 – O homem pode abrandar ou aumentar o amargor das suas provas, pela maneira de encarar a vida terrena. Maior é o seu sofrimento, quando o considera mais longo. Ora, aquele que se coloca no ponto de vista da vida espiritual, abrange na sua visão a vida corpórea, como um ponto no infinito, compreendendo a sua brevidade, sabendo que esse momento penoso passa bem depressa. A certeza de um futuro próximo e mais feliz o sustenta e encoraja, e em vez de lamentar-se, ele agradece ao céu as dores que o fazem avançar. Para aquele que, ao contrário, só vê a vida corpórea, esta parece interminável, e a dor pesa sobre ele com todo o seu peso. O resultado da maneira espiritual de encarar a vida é a diminuição de importância das coisas mundanas, a moderação dos desejos humanos, fazendo o homem contentar-se com a sua posição, sem invejar a dos outros, e sentir menos os seus revezes e decepções. Ele adquire, assim, uma calma e uma resignação tão úteis à saúde do corpo como à da alma, enquanto com a inveja, o ciúme e a ambição, entregam-se voluntariamente à tortura, aumentando as misérias e as angústias de sua curta existência.

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O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
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O que fazer para receber uma mensagem mediúnica de alguém que desencarnou?


Todas as pessoas têm um tempo possível a viver na Terra. Ao final dele o corpo físico, morada provisória do espírito, perece, mas o espírito imortal que ocupava aquele corpo para evoluir permanece vivo e retorna ao Mundo Espiritual.

Cabe aos que permanecem no Mundo Terreno enviar aos desencarnados vibrações de amor, paz e alegria. A fé no futuro e em Deus deve ser companheira da saudade, a fim de que o desencarnado possa sentir nosso afeto e beneficiar-se de nossas preces.

Não devemos, porém, evocar este ou aquele desencarnado para que se manifeste em sessões mediúnicas. Com a frase: “O telefone toca de lá para cá”, Chico Xavier nos esclarece que cabe à espiritualidade decidir qual o melhor momento para o intercâmbio mediúnico, pois, muitas vezes, após o desencarne há uma fase de perturbação do espírito, momento em que ele precisa de vibrações de amor e não de indagações. A espontaneidade da espiritualidade também pressupõe a veracidade da mensagem, tornando menos frequentes as mistificações.

Deus, Pai justo e bondoso, permite que encontremos as pessoas que amamos - encarnados ou desencarnados - durante o sono, com vibrações de alegria, paz e amor quando, então, o encontro é benéfico para ambos.

Além disso, não esqueçamos que durante nossa trajetória evolutiva rumo à perfeição, com certeza reencontraremos no plano espiritual os companheiros aos quais estamos ligados por laços de afinidade, solidariedade, respeito e amor.

Agir no bem, viver no bem, certamente nos proporcionará um desencarne (desenlace do espírito) mais tranquilo.

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Grupo Seara do Mestre
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segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Amor aos inimigos



Amar aos inimigos, na conceituação de Jesus, não será praticar servilismo ou bajulação.

É compreender, acima de tudo, que as faltas daqueles que não se afinam conosco poderiam ter sido nossas e imaginar quão felizes nos sentiríamos se tivéssemos, porventura, os nossos erros desculpados e esquecidos, por aqueles aos quais tenhamos ofendido.
*
Efetivamente, ser-nos-á possível amar aos nossos adversários, cultivando atitudes diversas, quais sejam:

orar pela felicidade deles, no silêncio do coração, a envolve-los em vibrações de paz e encorajamento;

destacar-lhes as qualidades nobres, quando em conversação com pessoas amigas, ao redor de ocorrências que lhes digam respeito;

desembargar, quanto se nos faça possível, de maneira oculta e indireta, os caminhos para as realizações que demandem;

auxiliar-lhes os entes queridos, quando estejam à frente de problemas que lhes surjam no cotidiano, de modo a aliviar-lhes as provações;

induzir companheiros a prestar-lhes apoio nas tarefas úteis a que se empenham;

mentalizá-los sempre tranquilos e felizes;

desencorajar quaisquer campanhas negativas, tendentes a suscitar-lhes desgostos e prejuízos; sobretudo, não nos referirmos, em tempo algum, a essa ou aquela dificuldade que nos hajam causado.
*
Não digas, portanto, que não podes amar aos inimigos, porque existem vários meios de endereçar-lhes compreensão e afeto, sem humilhá-los com a nossa possível benevolência.
*
Decerto Jesus, quando nos aconselhou amar aos ofensores, não desejava transformar-nos em carpideiras, junto daqueles que, acaso, não nos entendam ou nos firam e, sim, espera que os tratemos a todos na condição de irmãos autênticos e, tanto quanto nós, amados filhos de Deus.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Monte Acima
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09 de dezembro

Para determinar o ritmo do dia, você deve aprender a ter um momento de quietude e harmonização logo de manhã, quando você acorda, antes que sua mente se embarace com os acontecimentos do dia.

Sua vida é como uma tela em branco, sem nenhuma marca.

Deixe que as primeiras pinceladas ao despertar sejam firmes e definidas.

Deixe que elas sejam plenas de amor, inspiração e expectativa do que de melhor possa acontecer para você neste dia que se inicia.

Você se perceberá num estado muito tranquilo, receptivo e impressionável.

Neste estado você será capaz de direcionar suas atividades mentais pelo caminho mais alto e aconselhável.

Entre no novo dia preparado para que o melhor aconteça em tudo que você fizer.

Passo a passo veja o padrão perfeito se descortinar para o seu dia e para você.

Ontem já é passado, um novo e glorioso dia está à sua frente, e você está em harmonia com toda a vida.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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Mensagem do ESE:

Limites da encarnação

Quais os limites da encarnação?

A bem dizer, a encarnação carece de limites precisamente traçados, se tivermos em vista apenas o envoltório que constitui o corpo do Espírito, dado que a materialidade desse envoltório diminui à proporção que o Espírito se purifica. Em certos mundos mais adiantados do que a Terra, já ele é menos compacto, menos pesado e menos grosseiro e, por conseguinte, menos sujeito a vicissitudes. Em grau mais elevado, é diáfano e quase fluídico. Vai desmaterializando-se de grau em grau e acaba por se confundir com o perispírito. Conforme o mundo em que é levado a viver, o Espírito reveste o invólucro apropriado à natureza desse mundo.

O próprio perispírito passa por transformações sucessivas. Torna-se cada vez mais etéreo, até à depuração completa, que é a condição dos puros Espíritos. Se mundos especiais são destinados a Espíritos de grande adiantamento, estes últimos não lhes ficam presos, como nos mundos inferiores. O estado de desprendimento em que se encontram lhes permite ir a toda parte onde os chamem as missões que lhes estejam confiadas.
Se se considerar do ponto de vista material a encarnação, tal como se verifica na Terra, poder-se-á dizer que ela se limita aos mundos inferiores. Depende, portanto, de o Espírito libertar-se dela mais ou menos rapidamente, trabalhando pela sua purificação.

Deve também considerar-se que no estado de desencarnado, isto é, no intervalo das existências corporais, a situação do Espírito guarda relação com a natureza do mundo a que o liga o grau do seu adiantamento. Assim, na erraticidade, é ele mais ou menos ditoso, livre e esclarecido, conforme está mais ou menos desmaterializado.

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– São Luís. (Paris, 1859.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. IV, item 24.)
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Reclamações


Reclamas do horário matutino que precisas despertar para atender aos compromissos do trabalho. Porém, quantos são os que até aceitariam acordar ainda mais cedo para garantir o alimento na geladeira, a roupa nos armários e o teto sobre a cabeça.

Ainda sobre o trabalho, reclamas do quanto as funções te esgotam o corpo físico, porém, quantos são os que se esgotam até mais que tu, porém depois de um dia, talvez sem sucesso, à procura de uma colocação em ofício.

Reclamas dos cuidados que precisa ter na conservação do teu veículo, esquecendo-te, porém, que é ele quem te garante viagens confortáveis, enquanto irmãos teus enfrentam o sacrífício do transporte público.

Reclamas dos gastos com a manutenção física do teu lar, ao passo que tantos são os que gostariam de ter um casebre que fosse para proteger a si e aos seus contra as intempéries do clima.

Reclamas da escola, com as suas lições, provas, trabalhos e rigores de disciplina, ignorando que muitos são, no presente, obrigados a estudar tardiamente, já sem contar com a facilidade de raciocínio e nem com o vigor da juventude, em horários pós serviço, ainda que cansados da labuta.

Reclamas da mãe e do pai que julgas chatos por te cobrarem e ensinarem o que muitos não cobram e nem ensinam, transformando o jovem de hoje no delinquente irresponsável de amanhã.

Reclamas da comida à mesa que não está a seu gosto, esquecendo-te que muitos alimentam-se da areia histérica que condena povos inteiros a inanição.

Reclamas disso. Reclamas daquilo.

Expeles verbos mal ditos em nome, muitas das vezes, dos caprichos não atendidos, do sentimento desajustado de injustiça ou em atendimento ao comodismo, sem perceber que a sua volta são tantos que tanto desejam ter a metade das oportunidades que recebes.

Existem aqueles que, num ensaio de bom senso, clamam por melhorias cuja busca não é proibida, desde que não se dê por meio do abuso ao próximo e nem pela escravidão em prol da matéria, mas, não é através de queixumes que as melhorias são obtidas.

O que temos em nossas vidas são bênçãos.

Devemos, sim, agradecer pelo que nos é oferecido, mesmo que desejemos algo melhor, pois quantos que nem o pior possuem.

O desagrado está dentro de casa? A conversa franca e respeitosa sempre foi o caminho recomendado pelo Alto para se resolver diferenças domésticas. Se dentro da sua própria casa, junto aos seus próximos mais próximos, não és capaz de dialogar, com quem mais serás? Imporás o que achas a todos que te cercam ou engolirás a seco tudo que te impõem, enchendo-te de raiva e mágoa aprisionadas em teu corpo que, por sua vez, cobrará por essa insana estadia.

Que Jesus continue nos abençoando.

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André Luiz Gadelha
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domingo, 8 de dezembro de 2024

O tempo que nos resta


Será que o tempo passa rápido ou é lento, como quem, em idade avançada, tem dificuldades para caminhar?

Se perguntarmos a um menino de cinco anos, talvez nos diga que ele é lento demais.

Os natais são distantes, as férias mais ainda, o aniversário, então, não chega nunca.

Parece que somente na percepção infantil o tempo é moroso, chegando devagar, quase parando.

Talvez porque a vida se encontre em seu início e a perspectiva é de muito futuro e pouco passado.

O tempo tem dessas estripulias.

Quando olhamos para ele no futuro, parece que demora muito a chegar.

Porém, quando ele vira passado, voa célere, desaparecendo rápido, fazendo que nos percamos em dias e anos.

Às vezes, quando nos perguntam a idade, nos admiramos ao informar os anos já vividos.

O tempo é recurso valioso, que devemos utilizar com sabedoria.

Escoa através de nós aos segundos, que rapidamente viram minutos, horas e se tornam anos.

Dessa maneira, é necessário refletir sobre quanto desse recurso ainda nos resta.

De quanto tempo dispomos para realizar os planos que estão somente em linhas escritas ou projetos desenhados.

Há que pensarmos quanto tempo nos resta para nos vincularmos ao trabalho voluntário que idealizamos e não concretizamos.

De quanto tempo dispomos para ver nossos filhos crescerem antes que eles ganhem as estradas da vida?

Quanto tempo temos para retomarmos sonhos que abandonamos em algum momento da jornada, desencantados e tristes: uma nova profissão, um novo curso, uma nova habilidade?

O tempo da vida é demais valioso para que o desperdicemos em dias que nada acrescentam.

Pensemos em quanto tempo gastamos com implicâncias, brigas e embates, que somente nos conduzem a desgaste emocional.

Quanto do nosso tempo utilizamos para cultivar mágoas, alimentar malquerenças ou o desgosto por alguém?

O tempo que nos resta é por demais precioso para que seja utilizado de maneira vazia ou inútil.

Sábias são as orientações do Mestre de Nazaré nos aconselhando a tratar de nos reconciliarmos com nossos adversários, enquanto estamos a caminho com eles.

Ou de buscarmos de imediato aquele que tenha qualquer queixa para conosco, resolvendo a problemática.

O amanhã é incerto e somente o Pai Celeste sabe a hora de partirmos.

Se deixarmos para mais tarde, podemos correr o risco de não conseguirmos solucionar discórdias, diluir mágoas, consertar rusgas tolas.

Isso porque podemos partir logo mais.

Ou o outro pode realizar a sua viagem, de forma inesperada, antes de nós.

Por tudo isso, sirvamo-nos muito bem do tempo do agora, do tempo que ainda dispomos e não sabemos quanto seja.

Tenhamos medo de não utilizá-lo da melhor maneira, de não aproveitar nossos dias em aprendizado, reconciliação e amorosidade.

A vida é plena de oportunidades.

Não as deixemos simplesmente passar por nós.

Empreguemos o recurso do tempo com coisas que nos encham o coração e a mente de valores para a construção de nossa felicidade.

Abracemos, amemos, agora.

Não deixemos para depois.

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Redação do Momento Espírita
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08 de dezembro

Quantas vezes por dia você se conscientiza de Mim?

Quantas vezes por dia você reconhece a Minha mão no que está acontecendo e Me agradece?

Observe-se hoje e tente manter contato coMigo o tempo todo.

Não será fácil no começo, porque você vai se dispersar pelos atalhos e estradas da vida e então nenhum pensamento sobre Min entrará na sua consciência por longos.períodos de tempo.

Para começar, você terá que aprender a trazer sua consciência de volta para Mim e parar de andar a esmo.

Mas, à medida que você continua a fazer sempre isso, gradualmente você ficará mais e mais conscientemente alerta para a Minha presença.

Você aprenderá a viver e a se mover e manter seu ser em Mim, e você entenderá a significado da nossa unidade: você entenderá que não há separação, que EU ESTOU em você e você está em Mim, e que nós somos um.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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Mensagem do ESE:

Parábola do semeador

Naquele mesmo dia, tendo saído de casa, Jesus sentou-se à borda do mar; — em torno dele logo reuniu-se grande multidão de gente; pelo que entrou numa barca, onde sentou-se, permanecendo na margem todo o povo. — Disse então muitas coisas por parábolas, falando-lhes assim:
Aquele que semeia saiu a semear; — e, semeando, uma parte da semente caiu ao longo do caminho e os pássaros do céu vieram e a comeram. — Outra parte caiu em lugares pedregosos onde não havia muita terra; as sementes logo brotaram, porque carecia de profundidade a terra onde haviam caído. — Mas, levantando-se, o sol as queimou e, como não tinham raízes, secaram. — Outra parte caiu entre espinheiros e estes, crescendo, as abafaram. Outra, finalmente, caiu em terra boa e produziu frutos, dando algumas sementes cem por um, outras sessenta e outras trinta. — Ouça quem tem ouvidos de ouvir. (S. MATEUS, cap. XIII, vv. 1 a 9.)

Escutai, pois, vós outros a parábola do semeador. — Quem quer que escuta a palavra do reino e não lhe dá atenção, vem o espírito maligno e tira o que lhe fora semeado no coração. Esse é o que recebeu a semente ao longo do caminho. — Aquele que recebe a semente em meio das pedras é o que escuta a palavra e que a recebe com alegria no primeiro momento. — Mas, não tendo nele raízes, dura apenas algum tempo. Em sobrevindo reveses e perseguições por causa da palavra, tira ele daí motivo de escândalo e de queda. — Aquele que recebe a semente entre espinheiros é o que ouve a palavra; mas, em quem, logo, os cuidados deste século e a ilusão das riquezas abafam aquela palavra e a tornam infrutífera. — Aquele, porém, que recebe a semente em boa terra é o que escuta a palavra, que lhe presta atenção e em quem ela produz frutos, dando cem ou sessenta, ou trinta por um. (S. MATEUS, cap. XIII, vv. 18 a 23.)

A parábola do semeador exprime perfeitamente os matizes existentes na maneira de serem utilizados os ensinos do Evangelho. Quantas pessoas há, com efeito, para as quais não passa ele de letra morta e que, como a semente caída sobre pedregulhos, nenhum fruto dá!

Não menos justa aplicação encontra ela nas diferentes categorias espíritas. Não se acham simbolizados nela os que apenas atentam nos fenômenos materiais e nenhuma conseqüência tiram deles, porque neles mais não vêem do que fatos curiosos? Os que apenas se preocupam com o lado brilhante das comunicações dos Espíritos, pelas quais só se interessam quando lhes satisfazem à imaginação, e que, depois de as terem ouvido, se conservam tão frios e indiferentes quanto eram? Os que reconhecem muito bons os conselhos e os admiram, mas para serem aplicados aos outros e não a si próprios? Aqueles, finalmente, para os quais essas instruções são como a semente que cai em terra boa e dá frutos?

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, itens 5 e 6.)
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Ora sempre


Quando estiveres a ponto de desistir de uma ação edificante, ora e continua até o fim.

Quando te encontrares no momento de cometer um erro, ora e desiste com tranquilidade.

Quando perceberes que as forças não te auxiliarão no trabalho do bem, ora e reanima-te, chegando ao termo planejado.

Quando fores aliciado para uma situação vexatória, ora e retoma o teu equilíbrio.

Quando te sentires abandonado pela pessoa em quem confias ou a quem amas, ora e tem paciência, permanecendo no teu posto.

Quando, desarvorado, desejes tombar, sem mais estímulo, ora e te serão concedidas as resistências para o triunfo.

Não deixes nunca de orar.

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Joanna de Ângelis
Divaldo Franco
Obra: Vida feliz
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