sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Todos nós


Da beneficência somos todos necessitados.
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Os mais fortes requisitam apoio, a fim de que se lhes acentue a resistência.
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Os mais fracos esperam auxílio para que não desfaleçam.
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Os mais cultos precisam de esclarecimento, de modo que a vaidade não lhes ensombre a cabeça.
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Os ignorantes solicitam o amparo de quem lhes ministre a instrução.
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Os doentes aguardam a enfermagem de quem os medique.
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Os sãos reclamam o concurso de quem lhes recorde o cuidado preciso para que não adoeçam.
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A solidariedade é lei da vida.
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Por isso mesmo, a nosso ver, a caridade não é somente uma virtude simples, mas também uma instituição universal.
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Emmanuel 
Chico Xavier
Obra: Luz e vida 


quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Eurípedes e Jesus



No livro “A Vida Escreve”, escrito através da psicografia de Chico Xavier, o espírito Hilário Silva dá-nos a conhecer o episódio mais sublime da sua vida:

Uma noite, após adormecer, Eurípedes desdobrou-se espontaneamente e sentiu-se a subir, a subir, a subir, notando uma atmosfera cada vez mais límpida e tênue. 
Viu-se então numa paisagem linda e, olhando à sua volta, reparou que, ao longe, havia alguém sentado que parecia meditar.
 Aproximou-se, viu que era Jesus, e que estava a chorar.
 Perguntou-Lhe então porque o fazia, e o Senhor disse-lhe que era por causa daqueles que conheciam o Evangelho, mas que não o praticavam. 
Desde essa noite e até ao fim da sua vida, nunca mais deixou de trabalhar com Jesus. 
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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Amor e perdão


Verdadeiramente amar é nunca ter que perdoar, pois quem ama não se sente agredido por qualquer atitude do outro. O amor, dessa forma, perdoa sempre, compreendendo o nível de evolução do outro.

As agressões que porventura recebamos daqueles a quem mais dedicamos amor e que nos ferem a alma, são oportunidades de testar o nosso sentimento, conhecendo-lhe a natureza. Perdoar não é esquecer por esquecer. É compreender e colocar-se no lugar do outro. 
O amor para existir, diante da agressão a nós por parte de alguém que amamos, deve, antes de tudo, compreender, isto é, colocar-se também como alguém que poderia, nas mesmas circunstâncias, cometer o mesmo equívoco. 

Ser perdoado, diante de nossas faltas para com o próximo, sem que ele nada exija, é oportunidade de aprender com o outro, como amar e viver em paz consigo mesmo.
 A indignação é sentimento que, às vezes, se torna necessário diante da atitude descabida de alguém. Tal indignação não deve assumir, porém, o caráter da agressão nem do revide, devendo portanto ser manifestada para que o outro perceba as consequências de seus atos.

Às vezes, por gostar de alguém de forma exagerada, perdoamos suas atitudes inadequadas para conosco e com outros, confundindo os sentimentos e desculpando quando cabia a repreensão necessária.
 Perdão não significa conivência com o mal. Atitudes como essas, isto é, perdoar e desculpar sem limites, incita o outro à prática do mesmo ato reprovável. Isto não é amor, mas, submissão.

O exercício do perdão leva-nos à compreensão da qualidade do sentimento que temos para com alguém.

Quem perdoa está a um passo do amor ao outro. 
Sua constância levará o indivíduo ao caminho da compreensão dos atos humanos e das relações interpessoais.

Nos processos obsessivos, onde os sentimentos se encontram desestabilizados, o perdão é instrumento fundamental àqueles que ainda não sentiram o amor em seus corações.
 O perdão da vítima ao algoz, coloca-os em condições de compartilharem os sentimentos nobres do amor fraternal.

Se alguém se interpõe em nosso caminho exigindonos atitudes contra nossa vontade, o melhor a fazer é seguir adiante, sem sintonizar com imposições descabidas.

O amor nos coloca entre aqueles aos quais cabe perdoar. 
O componente da família que conosco se relaciona e com o qual não temos afinidade ou mesmo que sentimos certa aversão, é sempre alguém a quem temos que perdoar e amar em nosso próprio benefício. 
Sua presença em nossa vida é oportunidade de aprendizagem do amor e do perdão.

As atitudes de alguém, que nos merece o perdão, quando não nos sentimos inclinados a dá-lo, se reinterpretadas, nos ensinarão sobre nossas responsabilidades em suas causas.

Amar é atitude que nos ensina a perdoar a nós próprios. Não nos culpemos em demasia. 
Assumamos as responsabilidades sobre nossos atos, sem receio dos processos educativos que enfrentaremos. Antes do efeito que sucede à causa, há a misericórdia divina em favor de todos nós. 
Ela é o amor de Deus intercedendo em nosso favor.

A compreensão dos atos humanos requer percepção de nós mesmos. Nada nem ninguém age fora dos limites de Deus. Ele é amor para sempre. Perdoar setenta vezes sete vezes cada tipo de falta cometida é exercício para a instalação do amor em definitivo em nós.

Necessitar do perdão divino para nossas faltas é assumir antecipadamente a culpa. O perdão esperado é alcançado com o trabalho redentor em favor de si mesmo e da vida, amando sempre e construindo um  mundo melhor.

O Cristo ensinou-nos o perdão ao compreender a atitude de quem O traiu, amparando-O e auxiliando para Seu soerguimento na Vida Maior.
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Adenáuer Novaes






terça-feira, 22 de novembro de 2016

EXISTÊNCIA DE DEUS


Conta-se que um velho árabe analfabeto orava com tanto fervor e com tanto carinho, cada noite, que, certa vez, o rico chefe de grande caravana chamou-o à sua presença e lhe perguntou:

- Por que oras com tanta fé? Como sabes que Deus existe, quando nem ao menos sabes ler?

O crente fiel respondeu:

- Grande senhor, conheço a existência de Nosso Pai Celeste pelos sinais dele.

- Como assim? - indagou o chefe, admirado.

O servo humilde explicou-se:

- Quando o senhor recebe uma carta de pessoa ausente, como reconhece quem a escreveu?

- Pela letra.

- Quando o senhor recebe uma joia, como é que se informa quanto ao autor dela?

- Pela marca do ourives.

  O empregado sorriu e acrescentou:

- Quando ouve passos de animais, ao redor da tenda, como sabe, depois, se foi um carneiro, um cavalo ou um boi?

- Pelos rastos - respondeu o chefe, surpreendido.

Então, o velho crente convidou-o para fora da barraca e, mostrando-lhe o céu, onde a Lua brilhava, cercada por multidões de estrelas, exclamou, respeitoso:

- Senhor, aqueles sinais, lá em cima, não podem ser dos homens!

Nesse momento, o orgulhoso caravaneiro, de olhos lacrimosos, ajoelhou-se na areia e começou a orar também.

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Meimei
  Francisco Cândido Xavier
Obra: Pai nosso 



segunda-feira, 21 de novembro de 2016

DÍVIDA

"Digo-te que não sairás dali, enquanto não pagares o último centavo."
- Lucas, cap.12 - v. 59


Raros são os homens que, realmente, se sentem em dívida de gratidão com a Vida.

Quase todos pensam em dela extrair o máximo e não em algo acrescentar ao seu divino patrimônio.

Vejamos o que, por exemplo, vem ocorrendo com a Terra, que o homem esgota em todos os seus recursos.

Por ambição e descaso, a continuar assim, dentro em pouco, o palacete terrestre estará transformado em ruínas...

Espécies animais se encontram em extinção, córregos e riachos desaparecem,  florestas inteiras foram dizimadas, glebas outrora férteis padecem erosão...

A responsabilidade do homem não é somente para com o próximo, mas também para com a casa planetária que habita. Perante a Lei Divina, ele igualmente há de responder pela agressão que vem fazendo à Natureza. E a consciência há de lhe pedir contas por uma única árvore que decepar sem necessidade...

O homem da atualidade vem comprometendo as futuras gerações, esquecido de que ele mesmo, na condição de filho de seu filho, haverá de voltar ao mundo para amargar as consequências de sua incúria.

Do reino mineral à espécie humana, quem desrespeita a Criação em um só dos seres e das coisas criadas por Deus não viverá em paz, enquanto não devolver à economia da Vida o derradeiro centavo que lhe deve.

Talvez seja pela sua falta de reverência à Natureza, a começar do jardim de sua casa, ou do pobre animal abandonado com cuja fome não se importa, ou, ainda, da poluição que, irresponsável, fomenta, é que muita gente não saiba o que é ter paz no coração.
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Inácio Ferreira
  Carlos A.Baccelli













domingo, 20 de novembro de 2016

A Serpente Invisível


No campo do serviço cristão, mesmo nos arraiais do Espiritismo Evangélico, tudo é alegria e esperança enquanto há céu azul.

Diante do sol reconfortante e amigo, é doce a expectativa, em torno do futuro, e sob o pálio estrelado da noite tranquila é mais belo sonhar com a vida noutros mundos.

Então, os aprendizes são firmes na confiança e seguros nas promessas.

A natureza se faz o trono de Deus, a expressar-se em prodígios de sabedoria e as criaturas são almas irmãs em demonstrações recíprocas de entendimento e de amor.

Entretanto, quando as nuvens se adensam no horizonte e a tormenta desaba, eis que as disposições do crente se modificam.

A preguiça – serpente invisível a se nos ocultar renitente, nas próprias almas exterioriza-se
de imediato, através de máscaras diversas.

Ante o fascínio da desculpa incondicional às ofensas alheias, paralisa-se-nos o coração, a sugerir em forma de dignidade ferida:

- Impossível esquecer.

À frente do trabalho árduo no socorro às necessidades humanas, nosso próprio espírito enverga a túnica de pretensa humildade confundido:

- Quem sou eu para auxiliar?! ...
Sou um poço de vermes, um vaso de imperfeições!

Perante os difíceis testemunhos de paciência, costumamos exibir suposta superioridade moral e afirmarmos peremptórios:

- Não alcancei a santidade! Agora não posso mais...

Renteando com a luta aflitiva, em favor dos companheiros infelizes, junto aos quais a vida nos pede recapitulação de atitudes e ensinamentos, adotamos imaginária fadiga e gritamos sem razão:

- Fiz o que pude! Que outros agora venham à liça para a cooperação fraternal.

Diante da prestação de serviço urgente ao próximo, habituamo-nos frequentemente a esposar preocupações falsas no tempo e alegamos petulantes:

- Amanhã! Amanhã cuidaremos disso.

 Se te interessas realmente pela própria renovação, à luz do Evangelho, anota o momento que voa e não menosprezes o ensejo sublime de ser mais útil.

  Recorda que a ociosidade mental é antiga serpente sedutora, asfixiando-nos a vida e somente em lhe olvidando o veneno suave e mortífero, trabalhando e servindo sempre, é que conseguiremos assimilar o ideal da perfeição com Jesus, nosso Mestre e Senhor.
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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Construção do amor 



sábado, 19 de novembro de 2016

Calma, segurança e seguir Deus


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Do aprendizado cristão


Recebe e aplica.
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Retém e distribui.
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Auxilia e passa.
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Serve e desapega-te.
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Estuda e trabalhar.
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Ensina e exemplifica.
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Medite e age.
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Ama e renuncia.
*
Raciocina e sente.
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Socorre e segue.
*
Vê e analisa.
*
Observa e seleciona.
*
Confia e esforça-te.
*
Empresta e olvida.
*
Perdoa e esquece.
*
Acolhe e educa.
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Auxilia e esclarece.
*
Estimula e orienta.
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Tranquiliza e eleva.
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Luta e persevera no bem.
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Ouve e guarda.
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Fala e edifica.
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Perdoe e aprende.
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Experimenta e melhora.
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Ora e espera.
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Vigia e ampara.
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Protege e constrói.
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Pensa e realiza.
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Instrui e ilumina.
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Agradece e aproveita.
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 André Luiz
Chico Xavier 
Obra: A vida responde 






quinta-feira, 17 de novembro de 2016

ACEITE COM RESIGNAÇÃO


Seja em qualquer situação de melindre, esforça-te para aceitá-la, pois tudo tem um propósito para o aprendizado evolutivo, mesmo que entenda e ache que tens razão.

Recue pela razão consciencial de que atraímos situações e pessoas, inconscientemente, vislumbrando o aprendizado de que necessitamos.

Portanto, não perca a oportunidade de aprender e harmonizar-se com tudo e todos.

Pense nisso!

O acaso não existe e, tão pouco Deus escolheu nossas provas.

Fomos nós que as escolhemos previamente antes de aqui chegarmos.

Ele permitiu-nos escolhê-las para não ensejarmos posteriormente, o direito de reclamarmos destas provas.

Recue das provas competitivas com quem quer que seja.

Paz e muita Luz
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Roberto Luiz Santos 





quarta-feira, 16 de novembro de 2016

AMAR É UMA DECISÃO


O sábio recebeu a visita de um homem que dizia já não amar a sua esposa, e que pensava em separar-se.
O sábio ouviu... 
Olhou-o nos olhos, disse apenas uma palavra, 
e calou-se: Ame-a !

Mas eu já disse: Não sinto nada por ela!! 
Ame-a, disse novamente o sábio. 
E percebendo o desconforto do homem, 
depois de um breve silêncio, o sábio explicou: 
Amar é uma decisão, não um sentimento; 
amar é dedicação e entrega. 

Amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor. 
O amor é um exercício de Jardinagem: 
arranque o que faz mal, prepare o terreno, 
semeie, seja paciente, regue e cuide. 

Esteja preparado porque haverá pragas, 
secas ou excesso de chuvas, mas nem por isso abandone o seu jardim. 
Ame o seu par, ou seja, aceite-o, valorize-o, respeite-o, dê-lhe afeto e ternura, admire-o e compreende-o. Isso é tudo. Ame!!! 

A inteligência sem amor, faz-te perverso. 
A injustiça sem amor, faz-te implacável. 
A diplomacia sem amor, faz-te hipócrita. 
O êxito sem amor, faz-te arrogante. 
A riqueza sem amor, faz-te avaro. 

A docilidade sem amor, faz-te servil. 
A pobreza sem amor, faz-te orgulhoso. 
A beleza sem amor, faz-te ridículo. 
A autoridade sem amor, faz-te tirano. 
O trabalho sem amor, faz-te escravo. 
A simplicidade sem amor, deprecia-te 

A oração sem amor, faz-te introvertido. 
A lei sem amor, escraviza-te 
A política sem amor, deixa-te egoísta. 
A fé sem amor, deixa te fanático. 
A cruz sem amor converte -se em tortura. 
A vida sem amor...não tem sentido.
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Padre Jonas Abib








segunda-feira, 14 de novembro de 2016

NOS SERVIÇOS DE CURA


Não basta rogar ajuda pra si.

É indispensável o auxilio aos outros.

Não vale a revelação de humildade na indefinida repetição dos pedidos de socorro. É preciso não reincidirmos nas faltas.

Não há grande mérito em solicitarmos perdão diariamente. É necessário desculparmos com sinceridade as ofensas alheias.

Não há segurança definitiva para nós se apenas fazemos luz na residência dos vizinhos. É imprescindível acendê-la no próprio coração.

Não sintamos garantidos pela certeza de ensinarmos o bem a outrem. É imperioso cultivá-lo por nossa vez.

Não é serviço completo a ministração da verdade construtiva ao próximo. Preparemos o coração para ouvi-la de outros lábios, com referência às nossas próprias necessidades, sem irritação e sem revolta.

Não é integral a medicação para as vísceras enfermas. É indispensável que não haja ódio e desespero no coração.

Não adianta o auxílio do Plano Superior, quando o homem não se preocupa retê-lo. Antes de tudo, é preciso purificar o vaso humano para que se não perca a essência divina.

Não basta suplicar a intercessão dos bons. Convençamo-nos de que a nossa renovação para o bem, com Jesus, é sagrado impositivo da vida.

Não basta restaurar simplesmente o corpo físico. É inadiável o dever de buscarmos a cura espiritual para a vida eterna.
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Bezerra de Menezes 
Chico Xavier  
Obra: Paz e libertação 

  

domingo, 13 de novembro de 2016

CONCURSO AMIGO



Observa a cooperação em todos os planos da natureza.

A rocha garante o solo, o solo alimenta o campo e o campo equilibra a cidade.

A terra sustenta a fonte, a fonte protege a árvore, a árvore ampara o homem.

Da vastidão cósmica, resplendente e infinita, vela o sol pelo derradeiro verme a ocultar-se na furna, e,
não obstante a grandeza que lhe é própria, preocupa-se o mar em fazer a nuvem que se derramará em bênçãos de chuva na floresta distante.

Não nos criaria o Senhor para a inutilidade e para a solidão, quando a vida nos pede trabalho e
devotamento.

Anota, em torno de ti mesmo, a grande família humana reclamando-te pão e luz, esperança e consolo.

A aflição maior que a tua e os obstáculos maiores do que os teus esperam por tuas mãos.

Se possuíres a riqueza dos braços livres, lembra-te dos que jazem imobilizados no leito do infortúnio; se dispuseres de visão clara e vigilante, não te esqueças daqueles que tateiam na noite dos olhos apagados e, se te sentes dono de um cérebro que pode pensar e dirigir-se, recorda os companheiros que sofrem o insulto das sombras na mente atormentada.

Não esperes que a dor te retalhe o próprio ser, acordando-te o entendimento.

Retira-te da torre do “eu”, em que te colas ao exclusivismo e abre o coração às dores dos semelhantes. 

Reflete nas vidas que morrem diariamente para que a tua existência se nutra; pensa no tributo que a tua presença na Terra constitui para a natureza que te acolhe; e não fujas do irmão mais fraco e menos feliz que te partilha o caminho.

Sustenta na própria alma a luz do concurso amigo e a cooperação em auxílio aos outros te fará descobrir os tesouros do amor e a alegria que te mostrarão, ainda entre as sombras do mundo, as elevadas revelações da Imortalidade. 
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Emmanuel 
Chico Xavier 
Obra: Canais da vida





sexta-feira, 11 de novembro de 2016

EM CASA



O templo doméstico é uma bênção do Céu na Terra, porque dentro dele é possível realizar o verdadeiro trabalho da santificação.

Aí temos o valioso passadiço da alma, em trânsito para as Esferas Superiores.

Nesse divino corredor para a Vida Celestial, a criatura encontra todos os processos de regeneração, de modo a aperfeiçoar-se devidamente.

É na consanguinidade, quase sempre, que o homem recebe as mais puras afeições, mas é igualmente nela que reencontra as suas aversões mais profundas.

Nossa alma é arrojada à organização familiar, no mundo, assim como o metal inferior é precipitado ao cadinho fervente.

Precisamos suportar a tensão elevada do clima em que estagiamos, a fim de apurar nossas qualidades mais nobres.

Não vale fugir ou rebelar-se.

Retroceder seria retornar às sombras do passado e indisciplinar-se equivaleria relegar ao amanhã abençoadas realizações que o Senhor espera de nossa boa vontade ainda hoje.

Saibamos, assim, usar a prece e a serenidade, a compreensão e a tolerância, se desejamos reduzir o tempo do nosso curso educativo na recuperação espiritual.
Com alguns, aprendemos a servir valorosamente a muitos.

Redimindo-nos perante o adversário de ontem, nosso coração vitorioso circulará no grande entendimento da Humanidade.

Se encontraste, em casa, o campo de batalha, em que te sentes compelido a graves indenizações do pretérito, não te detenhas na hesitação ou na dúvida.

Suporta os conflitos indispensáveis à própria redenção, com o valor moral do soldado que carrega o fardo da própria responsabilidade, enquanto se desenvolve a guerra a que foi trazido.

Não te esqueças de que o Lar é o espelho, onde o mundo contempla o teu perfil e, por isso mesmo, intrépidos e tranquilos nos compromissos esposados, saibamos enobrecê-lo e santificá-lo.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Fé, paz e amor