segunda-feira, 1 de agosto de 2022

FILHOS REBELDES


É claro que os pais devem fazer tudo ao seu alcance, no sentido de orientar os espíritos que são chamados a tutelar na condição de filhos. Neste sentido, nenhuma omissão lhes será escusável.

Quase sempre, os que reencarnam no seio da mesma família são espíritos compromissados entre si, carecendo de melhor relacionamento afetivo.

Todavia, existem, sim, espíritos mais rebeldes que os outros, que necessitam amargar mais duras experiências a fim de que aprendam.

Conheci e conheço pais que, praticamente, apanham dos filhos dentro de casa...

Fizeram e fazem por eles no limite de suas possibilidades.

Deram-lhes, quanto possível, atenção e carinho.

Quando doentes, os levavam aos melhores pediatras.

Matricularam-nos em boas escolas.

Nunca os agrediram, quer verbal ou fisicamente.

Entretanto, da adolescência em diante, esses meninos se transformam, em contato com os outros que incentivam o que lhes remanesce de negativo na personalidade.

Quando não se entregam às drogas, que, infelizmente, espreitam a juventude em cada esquina, sob o olhar complacente das autoridades.

Começam, então, a chantagear os genitores por mais dinheiro, revelando-se tais quais eram, antes que nova oportunidade lhes fosse dada na carne.

O que fazer nestas circunstâncias? – perguntam muitos.

Tratamento espiritual e médico, psiquiátrico ou psicológico, em regime de urgência.

E se, porventura, resistirem, como resistem? – indagam outros.

Se a violência deles exacerba, a intervenção policial não deve ser descartada, visando, inclusive, preservar-lhes a integridade, pois, quando excessivamente agressivos, costumam encontrar a morte fora de casa. Não se temem, neste caso, as páginas dos jornais, ou os levianos comentários dos vizinhos.

E se ameaçarem, por exemplo, suicidar-se? – questionam outros mais.

Digam-lhes, com firmeza, que o problema será exclusivamente deles!

Educar não é ceder a exigências descabidas.

Educar é um ato de amor que, quando necessário, não dispensa a pedagogia do chinelo.

A rigor, o filho é um espírito encarnado com a própria experiência a ser vivenciada, e os pais sempre erram quando, a qualquer preço, procuram subtraí-lo a elas.

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Espírito Spartaco Ghilardi
Carlos A. Baccelli
Obra: Ser espírita
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AGOSTO

Eu vi um campo de milho pronto para a colheita.

Eu ouvi as palavras:

Há uma hora certa e uma estação certa para tudo. Não deixe para amanhã o que você sabe que deve fazer agora, mas flua com o ritmo da vida e sinta-se em perfeita paz.

01 de agosto

Sintonize-se coMigo em meio à paz e à quietude. 

Você não pode querer ouvir a Minha pequena voz se você está em turbilhão interiormente e ocupado demais para se aquietar e Me escutar. 

Somente quando você aprender a ficar quieto é que você vai conseguir Me escutar, não importa o que você esteja fazendo ou onde você esteja. 

Você será capaz de se envolver numa capa de paz e quietude e encontrar aquele centro interior inabalável de paz. 

E você Me encontrará no seu próprio interior. 

Você encontrará a realização de sua unidade coMigo, a fonte de toda criação. 

Neste estado de paz e unidade você terá total comando das situações e saberá exatamente o que fazer e como fazer.

 Todo indivíduo tem capacidade para agir assim, não é privilégio de uns poucos. 

Por que não se aquietar agora e sentir a perfeita paz?

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

O ódio

Amai-vos uns aos outros e sereis felizes. Tomai sobretudo a peito amar os que vos inspiram indiferença, ódio, ou desprezo. O Cristo, que deveis considerar modelo, deu-vos o exemplo desse devotamento. Missionário do amor, ele amou até dar o sangue e a vida por amor. Penoso vos é o sacrifício de amardes os que vos ultrajam e perseguem; mas, precisamente, esse sacrifício é que vos torna superiores a eles. Se os odiásseis, como vos odeiam, não valeríeis mais do que eles. Amá-los é a hóstia imácula que ofereceis a Deus na ara dos vossos corações, hóstia de agradável aroma e cujo perfume lhe sobe até o seio. Se bem a lei de amor mande que cada um ame indistintamente a todos os seus irmãos, ela não couraça o coração contra os maus procederes; esta é, ao contrário, a prova mais angustiosa, e eu o sei bem, porquanto, durante a minha última existência terrena, experimentei essa tortura. Mas Deus lá está e pune nesta vida e na outra os que violam a lei de amor. Não esqueçais, meus queridos filhos, que o amor aproxima de Deus a criatura e o ódio a distancia dele. 

— Fénelon, (Bordéus, 1861.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XII, item 10.)
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Conversa de gente moça


Paz e amor na reunião,
Coração calmo e contente…
Isto me faz escrever
À mocidade presente.
*
Irmãos, a vocês aí,
Que formam na juventude,
Desejo possam fazer
Tudo aquilo que não pude.
*
Não acreditem na morte
Em que o pijama se estraga,
A vida — bênção de Deus —
É luz que nunca se apaga.
*
Conservem saúde e força
Na paz do trabalho são…
Todo destino começa
Por dentro do coração.
*
Futuro? Pensem agora
Na ideia melhor que há…
Aquilo que a gente planta
É aquilo que surgirá.
*
Assunto de casamento,
Anotem como se cria,
O lar não pode nascer
Em jogo de loteria.
*
Tóxico é tempo perdido,
Guardem juízo apurado;
Dinheiro gasto em bolinha
É furto ao necessitado.
*
O esquenta não auxilia
Mesmo nas horas de festa;
Há muita pinga enfeitada
Mas para a vida não presta.
*
Quanto ao mais, busquem Jesus
E esqueçam exemplos meus!…
Mocidade para o bem
É a senda que leva a Deus.

🌱🌹🌱
Jair Presente
Chico Xavier
Obra: Loja de alegria
🌱🌹🌱 

MISERICÓRDIA


Como se o teu filho nunca fosse errar, não perdoas ao filho de ninguém.

Como se o teu neto estivesse imune a toda mazela, não demonstras indulgência para com as imperfeições do neto de outros avós.

Como se o teu irmão consanguíneo jamais fosse carecer de uma nova oportunidade, sonegas oportunidade ao irmão de quem te suplica por ele.

Se não tens o hábito de estender as mãos para o desconhecido que cai, como hás de rogar mãos estendidas em proteção a quem amas, quando esteja descendo ladeira abaixo?

Todos, um dia, haveremos de necessitar da misericórdia de alguém em favor dos que, por maior seja o nosso empenho, não conseguimos auxiliar.

Não cerres, pois, a porta, sobre a qual a Vida te levará a bater.

🌱🌹🌱
Irmão José (psic. Carlos Baccelli - do livro "Pai, Perdoa-lhes!")
🌱🌹🌱

domingo, 31 de julho de 2022

Com os dias


 Com os dias, 
a criança caminha na direção da juventude e a mocidade adquire o tesouro da madureza…

 Com os dias,
a sementeira se desenvolve, convertendo-se em flores e frutos na graça do celeiro…

Com os dias,
 ilusão se transforma em desencanto, mas também, com os dias, o desapontamento produz a compreensão.

Não te desesperes, diante da dor a represar-se em teu cálice.

 O tempo que converte a alegria em experiência, é o mesmo que extrai a felicidade do sofrimento.

Trabalha e conta com as horas. 

Com os dias, contemplarás a ti mesmo e receberás de Jesus a bênção renovadora que tudo restaura, melhora e santifica, em louvor do Infinito Bem.

🌱🌼🌱
Agar
Chico Xavier
Obra: Relicário de luz
🌱🌼🌱

31 de julho

Seus pensamentos positivos, criativos e amorosos têm um imenso poder, muito maior do que você imagina, porque pensamentos são poder.

 Por isso, elimine os pensamentos negativos. 

Olhe sempre o lado luminoso da vida porque, quanto mais alegria e amor você irradiar, mais alegria e amor você atrairá para si próprio. 

Ame todas as almas que o rodeiam, porque todas reagem ao amor no final.

 Crianças e animais reagem imediatamente porque não têm barreiras a derrubar. 

Eles sentem que o amor flui instintivamente porque não têm suspeitas de maus motivos ou intenções, mas simplesmente aceitam e respondem ao amor e o devolvem alegremente; no entanto os adultos são desconfiados e sempre imaginam que deve haver um motivo escuso por trás de tudo. 

Não permita que suspeitas infundadas fechem seu coração em relação a alguém. 

Quando os motivos forem puros e genuínos permita que o amor flua com toda força até que as barreiras tenham sido derrubadas. 

O amor é a chave para a vida. 

Guarde essa chave dentro de você.

🌱🌼🌱
Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
🌱🌼🌱



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MENSAGEM DO ESE:

Fora da caridade não há salvação

Meus filhos, na máxima: Fora da caridade não há salvação, estão encerrados os destinos dos homens, na Terra e no céu; na Terra, porque à sombra desse estandarte eles viverão em paz; no céu, porque os que a houverem praticado acharão graças diante do Senhor. Essa divisa é o facho celeste, a luminosa coluna que guia o homem no deserto da vida, encaminhando-o para a Terra da Promissão.

Ela brilha no céu, como auréola santa, na fronte dos eleitos, e, na Terra, se acha gravada no coração daqueles a quem Jesus dirá:
Passai à direita, benditos de meu Pai.

Reconhecê-los-eis pelo perfume de caridade que espalham em torno de si. Nada exprime com mais exatidão o pensamento de Jesus, nada resume tão bem os deveres do homem, como essa máxima de ordem divina.

Não poderia o Espiritismo provar melhor a sua origem, do que apresentando-a como regra, por isso que é um reflexo do mais puro Cristianismo.

Levando-a por guia, nunca o homem se transviará. Dedicai-vos, assim, meus amigos, a perscrutar-lhe o sentido profundo e as conseqüências, a descobrir-lhe, por vós mesmos, todas as aplicações. Submetei todas as vossas ações ao governo da caridade e a consciência vos responderá. Não só ela evitará que pratiqueis o mal, como também fará que pratiqueis o bem, porquanto uma virtude negativa não basta: é necessária uma virtude ativa. Para fazer-se o bem, mister sempre se torna a ação da vontade; para se não praticar o mal, basta as mais das vezes a inércia e a despreocupação.

Meus amigos, agradecei a Deus o haver permitido que pudésseis gozar a luz do Espiritismo. Não é que somente os que a possuem hajam de ser salvos; é que, ajudando-vos a compreender os ensinos do Cristo, ela vos faz melhores cristãos. Esforçai-vos, pois, para que os vossos irmãos, observando-vos, sejam induzidos a reconhecer que verdadeiro espírita e verdadeiro cristão são uma só e a mesma coisa, dado que todos quantos praticam a caridade são discípulos de Jesus, sem embargo da seita a que pertençam.

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— Paulo, o apóstolo. (Paris, 1860.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XV, item 10.)
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É impossível juntar todas as penas espalhadas pelo vento


Vocês estão sempre prontos para dizer coisas más e não pensam duas vezes antes de pregar mentiras.
Estão sempre acusando os seus irmãos e espalhando calúnias a respeito deles.
Salmos 50.19 e 20

Conta-se que certo irmão sofreu tamanha calúnia que o prostrou mortalmente ferido. O caluniador havia feito um grande estrago em sua vida.

Constrangido por outros a ir ao homem de Deus que estava à beira da morte e pedir perdão pelos seus atos, o caluniador foi até lá com um tremendo peso na consciência.

Ao chegar à presença daquele homem, rogou-lhe desculpas e perdão e ouviu a seguinte resposta: “Eu o perdoo de todas as suas palavras contra mim mas, há duas coisas que desejo que você faça. Será que poderá realizá-las?”

Amargurado, o caluniador respondeu: “Farei o possível para cumprir seus últimos desejos”.

Então o moribundo homem fez um maior esforço e solicitou: “Pegue este travesseiro que está embaixo da minha cabeça, vá até aquele monte em frente ä minha casa e solte todas as plumas ao vento; espalhe bem e por toda a parte, depois, traga-me o saco vazio”

Mais que depressa o caluniador dispôs-se a cumprir o pedido. Não foi difícil soltar aquelas penas de travesseiro ao vento, pelo que, logo ele estava de volta.

Ao receber o saco de pano de volta, o moribundo fez então o segundo pedido: “Muito bem. Agora, pegue este saco vazio, volte lá onde você espalhou as plumas e apanhe uma por uma, pena por pena, encha este travesseiro de novo e me traga de volta!”

Com um terrível sentimento, o difamador replicou: “Mas isto é impossível! Eu não poderei juntar todas as penas. O ventou espalhou por muitos lugares...”

E então o irmão proferiu suas últimas palavras:

“Eu te perdoo de todas as suas palavras contra mim, mas você jamais poderá consertar o estrago que fez à minha vida e à minha imagem diante de todos”.

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Desconheço o autor
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NO SUSTENTO DA PAZ


"Tende para com eles amor especial, por causa do seu trabalho. Vivei em paz uns com os outros."
— Paulo I Tessalonicenses, 5:13

Costumamos referir-nos à guerra, qual se ela fosse um fenômeno de teratologia política, exclusivamente atribuível aos desmandos de ditadores cruéis, quando todos somos intimados pela vida ao sustento da paz.

Todos agimos uns sobre os outros e, ainda que a nossa influência pessoal se nos figure insignificante, ela não é menos viva na preservação da harmonia geral.

A floresta é um espetáculo imponente da natureza, mas não se agigantou sem o concurso de sementes pequeninas.

Nossa deficiência de análise, quanto à contribuição individual no equilíbrio comum, nasce, via de regra, da aflição doentia com que aguardamos ansiosamente os resultados de nossas ações, sequiosos de destaque pessoal no imediatismo da Terra; isso faz com que procedamos à maneira de alguém que se decidisse a levantar uma casa com total menosprezo pelas pedras, tijolos, parafusos e vigas, aparentemente sem importância, quando isoladamente considerados, mas indispensáveis à construção.

Habituamo-nos, frequentemente, a maldizer o irmão que se fez delinquente, com absoluta descaridade para com a debilitação de caráter a que chegou, depois de longo processo obsessivo que lhe corroeu a resistência moral, quase sempre após fugirmos da providência fraterna ou da simples conversação esclarecedora, capazes de induzi-lo à vitória sobre as tentações que o levaram à falta consumada.

Lideramos reclamações contra o estridor de buzinas na via pública e não nos pejamos das maneiras violentas que abalam os nervos de quem nos ouve.

Todos somos chamados à edificação da paz que, aliás, prescinde de qualquer impulso vinculado às atividades de guerra e que, paradoxalmente, depende de nossa luta por melhorar-nos e educar-nos, de vez que paz não é inércia e sim esforço, devotamento, trabalho e vigilância incessantes a serviço do bem.

Nenhum de nós está dispensado de auxiliar-lhe a defesa e a sustentação, porquanto, muitas vezes, a tranquilidade coletiva jaz suspensa de um minuto de tolerância, de um gesto, de uma frase, de um olhar…

Não te digas, pois, inabilitado a contribuir na paz do mundo. Se não admites o poder e o valor dos recursos chamados menores no engrandecimento da vida, faze um palácio diante de vigorosa central elétrica e procura dotá-lo de luz e força sem a tomada.

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Livro: O Evangelho por Emmanuel – Comentários às Cartas de Paulo
Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel,
coordenação de Saulo Cesar Ribeiro da Silva
FEB – Federação Espírita Brasileira
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sábado, 30 de julho de 2022

Perdoe e viva


 Perdoe e viva. Se você não perdoar hoje, amanhã, por certo, o seu dia será mais escuro, seus passos estarão menos firmes, seus problemas surgirão mais complexos, sua mágoa doerá muito mais…

 Se você não perdoar agora, que será do seu caminho, depois?

 Desculpe enquanto é tempo, para que, de futuro, não recaiam sobre sua cabeça os padecimentos e as queixas de muitos.

Esqueçamos o mal para que o mal não se lembre de nós.

 O incêndio da aflição devasta a consciência que não conseguiu bastante força para lavar-se nas águas vivas da grande compaixão.

 Quem não perdoa os erros dos semelhantes, condena a si mesmo.

 Quem não olvida as ofensas, transforma-se num fardo de crueldade.

 Descerremos a janela de nossa compreensão cristã para o ar livre do bem que tudo renova, tudo aproveita e tudo santifica e, auxiliando ao nosso irmão do caminho, quantas vezes se fizerem necessárias, nossa romagem para Jesus não sofrerá tropeços e crises, porque, usando o amor para com os outros, seremos, gradativamente, convertidos em felizes instrumentos do Amor de Nosso Pai Celestial.

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Meimei
Chico Xavier
Obra: Relicário de luz
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30 de julho

Agradeça constantemente por tudo.

 Você deve ser grato por muitas coisas: abra os olhos, olhe à sua volta e perceba como você é abençoado. 

Ao fazer isto você se sentirá preenchido por um enorme sentimento de amor e gratidão e sua vida terá um novo significado.

 As pessoas que o rodeiam significarão mais para você porque seu coração estará transbordante de amor para elas e você terá maior compreensão e tolerância em relação a elas. 

Você será grato por essas pessoas, por seu amor e companheirismo, e simplesmente por elas serem quem são. 

Seus olhos estarão abertos para admirar toda beleza e harmonia à sua volta, todas as maravilhas da natureza. 

E você enxergará com olhos que realmente veem; e ouvirá com ouvidos que realmente escutam; e falará com palavras de amor e e compreensão. 

A vida será boa para você, porque você apreciará tudo que receber e perceberá a Minha mão em tudo.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Dai a César o que é de César

Os fariseus, tendo-se retirado, entenderam-se entre si para enredá-lo com as suas próprias palavras. — Mandaram então seus discípulos, em companhia dos herodianos, dizer-lhe: Mestre, sabemos que és veraz e que ensinas o caminho de Deus pela verdade, sem levares em conta a quem quer que seja, porque, nos homens, não consideras as pessoas. Dize-nos, pois, qual a tua opinião sobre isto: É-nos permitido pagar ou deixar de pagar a César o tributo?

Jesus, porém, que lhes conhecia a malícia, respondeu:

Hipócritas, por que me tentais? Apresentai-me uma das moedas que se dão em pagamento do tributo. E, tendo-lhe eles apresentado um denário, perguntou Jesus: De quem são esta imagem e esta inscrição? — De César, responderam eles. Então, observou-lhes Jesus: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

Ouvindo-o falar dessa maneira, admiraram-se eles da sua resposta e, deixando-o, se retiraram. (S. MATEUS, cap. XXII, vv. 15 a 22. — S. MARCOS, cap. XII, vv. 13 a 17.)

A questão proposta a Jesus era motivada pela circunstância de que os judeus, abominando o tributo que os romanos lhes impunham, haviam feito do pagamento desse tributo uma questão religiosa. Numeroso partido se fundara contra o imposto. O pagamento deste constituía, pois, entre eles, uma irritante questão de atualidade, sem o que nenhum senso teria a pergunta feita a Jesus: “É-nos lícito pagar ou deixar de pagar a César o tributo?” Havia nessa pergunta uma armadilha. Contavam os que a formularam poder, conforme a resposta, excitar contra ele a autoridade romana, ou os judeus dissidentes. Mas “Jesus, que lhes conhecia a malícia”, contornou a dificuldade, dando-lhes uma lição de justiça, com o dizer que a cada um seja dado o que lhe é devido.

Esta sentença: “Dai a César o que é de César”, não deve, entretanto, ser entendida de modo restritivo e absoluto. Como em todos os ensinos de Jesus, há nela um princípio geral, resumido sob forma prática e usual e deduzido de uma circunstância particular. Esse princípio é conseqüente daquele segundo o qual devemos proceder para com os outros como queiramos que os outros procedam para conosco. Ele condena todo prejuízo material e moral que se possa causar a outrem, toda postergação de seus interesses. Prescreve o respeito aos direitos de cada um, como cada um deseja que se respeitem os seus. Estende-se mesmo aos deveres contraídos para com a família, a sociedade, a autoridade, tanto quanto para com os indivíduos em geral.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XI, itens 5 a 7.)
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Esmola e Caridade


Escusam-se muitos de não poderem ser caridosos, alegando precariedade de bens, como se a caridade se reduzisse a dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus e proporcionar um teto aos desabrigados.

Além dessa caridade, de ordem material, outra existe - a moral, que não implica o gasto de um centavo sequer e, não obstante, é a mais difícil de ser praticada.

Exemplos? Eis alguns:

Seríamos caridosos se, fazendo bom uso de nossas forças mentais, vibrássemos ou orássemos diariamente em favor de quantos saibamos acharem-se enfermos, tristes ou oprimidos, sem excluir aqueles que porventura se considerem nossos inimigos.

Seríamos caridosos se, em determinadas situações, nos fizéssemos intencionalmente cegos para não vermos o sorriso desdenhoso ou o gesto desprezivo de quem se julgue superior a nós.

Seríamos caridosos se, com sacrifício de nosso valioso tempo, fôssemos capazes de ouvir, sem enfado, o infeliz que nos deseja confiar seus problemas íntimos, embora sabendo de antemão nada podermos fazer por ele, senão dirigir-lhe algumas palavras de carinho e solidariedade.

Seríamos caridosos se, ao revés, soubéssemos fazer-nos momentaneamente surdos quando alguém, habituado a escarnecer de tudo e de todos, nos atingisse com expressões irônicas ou zombeteiras.

Seríamos caridosos se, disciplinando nossa língua, só nos referíssemos ao que existe de bom nos seres e nas coisas, jamais passando adiante notícias que, mesmo sendo verdadeiras, só sirvam para conspurcar a honra ou abalar a reputação alheia.

Seríamos caridosos se, embora as circunstâncias a tal nos induzissem, não suspeitássemos mal de nossos semelhantes, abstendo-nos de expender qualquer juízo apressado e temerário contra eles, mesmo entre os familiares.

Seríamos caridosos se, percebendo em nosso irmão um intento maligno, o aconselhássemos a tempo, mostrando-lhe o erro e despersuadindo o de o levar a efeito.

Seríamos caridosos se, privando-nos, de vez em quando, do prazer de um programa radiofônico ou de T.V. de nosso agrado, visitássemos pessoalmente aqueles que, em leitos hospitalares ou de sua residência, curtem prolongada doença e anseiam por um pouco de atenção e afeto.

Seríamos caridosos se, embora essa atitude pudesse prejudicar nosso interesse pessoal, tomássemos, sempre, a defesa do fraco e do pobre, contra a prepotência do forte e a usura do rico.

Seríamos caridosos se, mantendo permanentemente uma norma de proceder sereno e otimista, procurássemos criar em torno de nós uma atmosfera de paz, tranquilidade e bom humor.

Seríamos caridosos se, vez por outra, endereçássemos uma palavra de aplauso e de estimulo às boas causas e não procurássemos, ao contrário, matar a fé e o entusiasmo daqueles que nelas se acham empenhados.

Seríamos caridosos se deixássemos de postular qualquer benefício ou vantagem, desde que verificássemos haver outros direitos mais legítimos a serem atendidos em primeiro lugar.

Seríamos caridosos se, vendo triunfar aqueles cujos méritos sejam inferiores aos nossos, não os invejássemos e nem lhes desejássemos mal.

Seríamos caridosos se não desdenhássemos nem evitássemos os de má vida, se não temêssemos os salpicos de lama que os cobrem e lhes estendêssemos a nossa mão amiga, ajudando-os a levantar-se e limpar-se.

Seríamos caridosos se, possuindo alguma parcela de poder, não nos deixássemos tomar pela soberba, tratando, os pequeninos de condição, sempre com doçura e urbanidade, ou, em situação inversa, soubéssemos tolerar, sem ódio, as impertinências daqueles que ocupam melhores postos na paisagem social.

Seríamos caridosos se, por sermos mais inteligentes, não nos irritássemos com a inépcia daqueles que nos cercam ou nos servem.

Seríamos caridosos se não guardássemos ressentimento daqueles que nos ofenderam ou prejudicaram, que feriram o nosso orgulho ou roubaram a nossa felicidade, perdoando-lhes de coração.

Seríamos caridosos se reservássemos nosso rigor apenas para nós mesmos, sendo pacientes e tolerantes com as fraquezas e imperfeições daqueles com os quais convivemos, no lar, na oficina de trabalho ou na sociedade.

E assim, dezenas ou centenas de outras circunstâncias poderiam ainda ser lembradas, em que, uma amizade sincera, um gesto fraterno ou uma simples demonstração de simpatia, seriam expressões inequívocas da maior de todas as virtudes.

Nós, porém, quase não nos apercebemos dessas oportunidades que se nos apresentam, a todo instante, para fazermos a caridade.

Por quê?

É porque esse tipo de caridade não transpõe as fronteiras de nosso mundo interior, não transparece, não chama a atenção, nem provoca glorificações.

Nós traímos, empregamos a violência, tratamos ou outros com leviandade, desconfiamos, fazemos comentários de má fé, compartilhamos do erro e da fraude, mostramo-nos intolerantes, alimentamos ódios, praticamos vinganças, fomentamos intrigas, espalhamos inquietações, desencorajamos iniciativas nobres, regozijamo-nos com a impostura, prejudicamos interesses alheios, exploramos os nossos semelhantes, tiranizamos subalternos e familiares, desperdiçamos fortunas no vício e no luxo, transgredimos, enfim, todos os preceitos da Caridade, e, quando cedemos algumas migalhas do que nos sobra ou prestamos algum serviço, raras vezes agimos sob a inspiração do amor ao próximo, via de regra fazemo-lo por mera ostentação, ou por amor a nós mesmos, isto é, tendo em mira o recebimento de recompensas celestiais.

Quão longe estamos de possuir a verdadeira caridade!

Somos, ainda, demasiadamente egoístas e miseravelmente desprovidas de espírito de renúncia para praticá-la.

Mister se faz, porém, que a exercitemos, que aprendamos a dar ou sacrificar algo de nós mesmos em benefício de nossos semelhantes, porque "a caridade é o cumprimento da Lei."

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RODOLFO, Calligaris,. As Leis Morais. FEB.
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MAIS COM JESUS



Desarrazoado exigir de qualquer de nós transformações intempestivas.
*
Por mais formosas e edificantes as lições de aperfeiçoamento moral, é forçoso acomodar-nos com o espírito de sequência, na marcha do tempo, a fim de que nos afaçamos a elas, adaptando-nos gradativamente aos princípios que nos preceituem.

Ser-nos-á, porém, claramente possível melhorar-nos com mais urgência e segurança se adotarmos a prática de permanecer um tanto mais com Jesus, cada dia.
*
Problemas intrincados surgiram, concitando-nos a soluções inadiáveis.

Se estivermos de sentimento interligado um pouco mais com o Cristo, aprenderemos a ceder de nós, sem qualquer empeço, apagando as questões que nos induzam à perturbação e à discórdia.

Apareceram desacatos, impulsionando-nos ao revide.

Se os recebemos um tanto mais com Jesus, em nossas atitudes e respostas, todas as expressões de desapreço serão dissolvidas nas fontes da compreensão e da tolerância.

Surpreendemos companheiros que se fazem difíceis.

Se lhes acolhemos os obstáculos, conservando as nossas diretrizes e providências, um tanto mais com Jesus, para breve se nos transfiguram em colaboradores valiosos, convertendo-se, por fim, em estandartes vivos de nossas ideias.

Encontramos desencantos nas trilhas da experiência.

Aceitando-os, no entanto, um tanto mais com Jesus em nosso comportamento, para logo se transformam em lições e bênçãos que passamos a agradecer à Sabedoria da Vida.
*
Em casa, no grupo de trabalho, na vida social, na profissão, no ideal ou na via pública, experimentemos sentir, pensar, falar e agir, um tanto mais com o Cristo, e observemos os resultados.
*
Pouco a pouco perceberemos que o Senhor não nos pede prodígios de transformação imediata ou espetáculos de grandeza e sim que nos apliquemos ao bem, de modo a caminhar com Ele, passo a passo, na edificação de nossa própria luz.
*
Não te atemorizem programas de reajuste, corrigenda, sublimação ou burilamento.

Ante as normas que nos indiquem elevação para a Vida Superior, recebamo-las respeitosamente, afeiçoando-nos a elas, e, seguindo adiante, na base do dever retamente executado e da consciência tranquila, pratiquemos a regra da ascensão espiritual segura e verdadeira: sempre um tanto menos com os nossos pontos de vista pessoais e, a cada dia que surja, sempre um tanto mais com Jesus.

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Livro: Rumo Certo
Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel
FEB – Federação Espírita Brasileira
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sexta-feira, 29 de julho de 2022

Vida íntima



Quando pensas na dor, invocas a presença do infortúnio.

 Quando meditas no mal, intensifica-se-lhe o crescimento.

 Quando refletes na tristeza, agiganta-se a amargura.

Quando te aconselhas com a desconfiança, golpeias a própria fé.

Quando te deténs na chaga do próximo, o mundo se converte em hospital aos teus olhos.

 Quando desejas a posse de prazeres inferiores, contratas a força tenebrosa que te servirá em lastimáveis realizações.

Quando te confias à revolta, a Terra ser-te-á penitenciaria infeliz.

 Quando pensas, porém, na alegria do trabalho, o trabalho acrescentar-te-á a alegria.

 Quando meditas no bem, o bem virá em teu auxílio.

 Quando refletes na Bondade Divina, a luta parecer-te-á uma bênção.

 Quando te entendes com a fé, o otimismo e a segurança escudar-te-ão o espírito em combate.

Quando procuras o mérito dos semelhantes, a fraternidade iluminar-te-á os olhos para a vida.

 Quando te empenhas no aperfeiçoamento próprio, o Céu se manifestará em teu favor.

 Quando cultivas a humildade, a Lei do Senhor determina o teu engrandecimento.

Não abandones o campo íntimo.

Teu desejo — tua meta.

Tua consciência — teu condutor.

De nosso próprio coração, nasce a corrente que nos arrojará aos cimos resplendentes da vida, ou aos escuros despenhadeiros da morte.

🌱💐🌱
Ismael Souto
Chico Xavier
Obra: Relicário de luz
🌱💐🌱

29 de julho

Quando Eu lhe digo que Meu glorioso plano vai se desenrolar passo a passo, pode ser que você o visualize acontecendo vagarosamente.

 Meu bem amado, nada mais vai acontecer devagar. 

Tudo está se acelerando. 

No entanto, será um desenrolar, porque tudo acontecerá na hora certa. 

Deixe que os acontecimentos se sucedam sem tentar brecá-los, com medo de sua rapidez. 

O meu ritmo é perfeito.

 Por que não aceitá-lo? 

Não resista e encontre perfeita liberdade e harmonia à medida que o plano for se desenrolando. 

É verdadeiramente um plano maravilhoso e você é parte dele. 

Você tem seu papel específico nele e é por isso que é importante que você descubra qual é o seu papel e o cumpra já. 

Não deixe passar nem mais um dia sem descobrir qual é a sua tarefa. 

Recolha-se e, na quietude e no silêncio, ela lhe será revelada.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

A felicidade não é deste mundo

Não sou feliz! A felicidade não foi feita para mim! exclama geralmente o homem em todas as posições sociais. Isso, meus caros filhos, prova, melhor do que todos os raciocínios possíveis, a verdade desta máxima do Eclesiastes: “A felicidade não é deste mundo.” Com efeito, nem a riqueza, nem o poder, nem mesmo a florida juventude são condições essenciais à felicidade. Digo mais: nem mesmo reunidas essas três condições tão desejadas, porquanto incessantemente se ouvem, no seio das classes mais privilegiadas, pessoas de todas as idades se queixarem amargamente da situação em que se encontram.

Diante de tal fato, é incontestável que as classes laboriosas e militantes invejem com tanta ânsia a posição das que parecem favorecidas da fortuna. Neste mundo, por mais que faça, cada um tem a sua parte de labor e de miséria, sua cota de sofrimentos e de decepções, donde facilmente se chega à conclusão de que a Terra é lugar de provas e de expiações.

Assim, pois, os que pregam que ela é a única morada do homem e que somente nela e numa só existência é que lhe cumpre alcançar o mais alto grau das felicidades que a sua natureza comporta, iludem-se e enganam os que os escutam, visto que demonstrado está, por experiência arqui-secular, que só excepcionalmente este globo apresenta as condições necessárias à completa felicidade do indivíduo.

Em tese geral pode afirmar-se que a felicidade é uma utopia a cuja conquista as gerações se lançam sucessivamente, sem jamais lograrem alcançá-la. Se o homem ajuizado é uma raridade neste mundo, o homem absolutamente feliz jamais foi encontrado.

O em que consiste a felicidade na Terra é coisa tão efêmera para aquele que não tem a guiá-lo a ponderação, que, por um ano, um mês, uma semana de satisfação completa, todo o resto da existência é uma série de amarguras e decepções. E notai, meus caros filhos, que falo dos venturosos da Terra, dos que são invejados pela multidão.

Conseguintemente, se à morada terrena são peculiares as provas e a expiação, forçoso é se admita que, algures, moradas há mais favorecidas, onde o Espírito, conquanto aprisionado ainda numa carne material, possui em toda a plenitude os gozos inerentes à vida humana. Tal a razão por que Deus semeou, no vosso turbilhão, esses belos planetas superiores para os quais os vossos esforços e as vossas tendências vos farão gravitar um dia, quando vos achardes suficientemente purificados e aperfeiçoados.

Todavia, não deduzais das minhas palavras que a Terra esteja destinada para sempre a ser uma penitenciária. Não, certamente! Dos progressos já realizados, podeis facilmente deduzir os progressos futuros e, dos melhoramentos sociais conseguidos, novos e mais fecundos melhoramentos. Essa a tarefa imensa cuja execução cabe à nova doutrina que os Espíritos vos revelaram.

Assim, pois, meus queridos filhos, que uma santa emulação vos anime e que cada um de vós se despoje do homem velho. Deveis todos consagrar-vos à propagação desse Espiritismo que já deu começo à vossa própria regeneração.

Corre-vos o dever de fazer que os vossos irmãos participem dos raios da sagrada luz. Mãos, portanto, à obra, meus muito queridos filhos! Que nesta reunião solene todos os vossos corações aspirem a esse grandioso objetivo de preparar para as gerações porvindouras um mundo onde já não seja vã a palavra felicidade.

- François-Nicolas-Madeleine, cardeal Morlot. (Paris, 1863.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 20.)
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Se a porta não está abrindo, esse não é o caminho


Se a porta não abre, simplesmente não é a porta certa, muito menos o caminho. Em algumas ocasiões, no entanto, investimos muito tempo e esforço buscando chaves para abrir uma porta que não poderá nunca ser aberta. Às vezes nem há porta. Porque há destinos impossíveis, pessoas que não se encaixam em nossas fechaduras e caminhos pelos quais é melhor não transitar.

É certo, no entanto, que nenhum de nós acerta nosso destino pessoal logo no primeiro momento. Cabe dizer também que não é errado perder-se de vez em quando. Abrir portas que logo fechamos de novo é bom para adquirir experiência, para saber quem está e quem não está entre o que vale a pena o investimento. Nesses casos ganhamos experiência e devemos ir sem medo, mas com equilíbrio e uma atitude correta.

Quando uma porta que um dia nos deu felicidade se fecha, geralmente outra se abrirá. Mas nem sempre podemos vê-la de imediato, porque acabamos passando grande parte do tempo lamentando pela porta que não pode mais ser aberta, sendo que para essa não temos mais a chave, então de nada adianta…

Os psicólogos e sociólogos se perguntaram durante muito tempo o que faz com que nós escolhamos um determinado caminho e não outro. Costuma-se dizer que nossas escolhas nos definem muito bem, mas na realidade muitos dos mecanismos que nos fazem ir em uma determinada direção e não em outra seguem não sendo conscientes. Convidamos você a pensar sobre isso.

Voltar e recomeçar quando muitas portas se fecham para nós

Talvez, em algum momento de nosso ciclo vital, não tenhamos tomado as melhores decisões. Ou pode ser, inclusive, que isso aconteça durante um período de tempo longo. Tempo suficiente para nos fazer acreditar que é isso que temos para nós para sempre. Mas não se pode esquecer que por trás das portas fechadas fica conosco o vazio e a tristeza constantemente remoída. Talvez estejamos falando de uma relação, de um trabalho ou de uma amizade que não terminou muito bem.

O destino não é algo que deveríamos ver, o destino devemos criar por nós mesmos, com determinação e valentia, abrindo as portas mais adequadas.

Agora que já sabemos que nem sempre as portas que escolhemos se abrem de forma imediata, vamos falar das portas de emergência com as quais podemos encontrar uma nova saída em direção à verdadeira felicidade. Vale a pena refletir sobre essas questões para entendermos que a vida, na realidade, é um labirinto de portas pelas quais podemos transitar, cruzar, aproveitar, aprender e sem dúvida… fechar.

Chaves para encontrar o caminho mais adequado

Nenhum caminho escolhido ao longo de sua viagem existencial foi em vão. Longe de nos arrependermos por ter cruzado uma porta, por ter, por exemplo, mantido um relacionamento, por ter iniciado um projeto e não concluí-lo, simplesmente por termos frustrações no lugar de alegrias, é necessário assumir tudo que foi vivido como oportunidades de aprendizado. Porque toda cicatriz ensina, e todo caminho errado supõe também um convite ao recomeço.

- Entenda que quando algo termina, a felicidade não se reinicia sozinha automaticamente. É necessário passar por um tempo no qual reconstruímos a nós mesmos, nos conectamos conosco de novo e fechamos adequadamente as portas, as etapas.

- Chegará um momento em que nos sentiremos preparados. Longe de olhar pra trás, sentiremos de novo o convite de olhar para a frente, de voltar a imaginar e a caminhar agora com mais segurança e mais sabedoria.

- Entenda que além de não existir um caminho ideal, nenhuma porta tem a chave da felicidade eterna ou da solução de todos os nossos problemas. É a própria viagem que nos dá as respostas, e as alegrias vêm e vão. A única coisa que precisamos é ser mais receptivos e, antes de tudo, corajosos para cruzar os caminhos desconhecidos maravilhosos que estão aí para serem descobertos por nós…

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Fonte: O Segredo
FORMATAÇÃO E PESQUISA: MILTER - 28-07-2019
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Almas enamoradas


Geralmente, é na juventude do corpo que temos despertado o interesse em buscar o sexo oposto para compartilhar dos nossos sonhos.

Quando encontramos a alma eleita, o coração parece bater na garganta e ficamos sem ação. Elaboramos frases perfeitas para causar o impacto desejado, a fim de não sermos rejeitados.

Então, tudo começa. O namoro é o doce encantamento.

Logo começamos a pensar em consolidar a união e nos preparamos para o casamento.

Temos a convicção de que seremos eternamente felizes. Nada nos impedirá de realizar os sonhos acalentados na intimidade.

Durante a fase do namoro é como se estivéssemos no cais observando o mar calmo que nos aguarda, e nos decidimos por adentrar na embarcação do casamento.

A embarcação se afasta lentamente do cais e os primeiros momentos são de extrema alegria. São os minutos mais agradáveis. Tudo é novidade.

Mas, como no casamento de hoje observa-se a presença do ontem, representada por almas que se amam ou se detestam, nem sempre o suave encantamento é duradouro.

Tão logo os cônjuges deixem cair as máscaras afiveladas com o intuito de conquistar a alma eleita, a convivência torna-se mais amarga.

Isso acontece por estarem juntos Espíritos que ainda não se amam verdadeiramente, que é o caso da grande maioria das uniões em nosso Planeta.

Assim sendo, tão logo a embarcação adentra o alto mar, e os cônjuges começam a enfrentar as tempestades, o primeiro impulso é de voltar ao cais. Mas ele já está muito distante...

O segundo impulso é o de pular da embarcação. E é o que muitos fazem.

E, como um dos esposos, ou os dois, têm seus sonhos desfeitos, logo começam a imaginar que a alma gêmea está se constituindo em algema e desejam ardentemente libertar-se.

E o que geralmente fazem é buscar outra pessoa que possa atender suas carências.

Esquecem-se dos primeiros momentos do namoro, em que tudo era felicidade, e buscam outras experiências.

Alguns se atiram aos primeiros braços que encontram à disposição, para, logo mais, sentirem novamente o sabor amargo da decepção.

Tentam outra e outra mais, e nunca acham alguém que consolide seus anseios de felicidade. Conseguem somente infelicitar e infelicitar-se, na busca de algo que não encontram.

* * *

Se a pessoa com quem nos casamos não é bem o que esperávamos, lembremo-nos de que, se a escolha foi feita pelo coração, sem outro interesse qualquer, é com essa pessoa que precisamos conviver para aparar arestas.

Lembremo-nos de que na Terra não há ninguém perfeito, e que nossa busca por esse alguém será em vão.

E, se houvesse alguém perfeito, esse alguém estaria buscando alguém também perfeito que, certamente, não seríamos nós.

* * *

Os casamentos são programados antes do berço.

Assim, temos o cônjuge que merecemos e o melhor que as Leis Divinas estabeleceram para nós.

Dessa forma, busquemos amar intensamente a pessoa com quem dividimos o lar, pois só assim conseguiremos alcançar a felicidade que tanto almejamos.

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Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 5. ed. Fep.
26.4.2013.
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