segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Experiências



 Por vezes, apresentas-te como sendo um feixe de aflições e cansaços e, por isso, declaras-te incapaz de apoiar os irmãos que sofrem;  dizes-te carregando fardos pesados de imperfeições e, por esse motivo, não te encorajas a edificar o espírito alheio nas lições da fé;  acreditas-te em erro e, nessa suposição, afirmas-te sem recursos para tratar dos assuntos da alma; caíste em acessos de intemperança mental, desvairando-te na irritação e, à face disso, não te crês na altura de orientar os passos alheios…

 Muitos companheiros se estribam em semelhantes enunciados para desertarem do serviço a fazer.

 Todavia, reflitamos, de algum modo, nessas enganosas alegações.

Se não conhecesses inquietude e fadiga, provavelmente não conseguirias ajudar aos que jazem de ombros escalavrados, sob o lenho da exaustão;

se não assinalasses os próprios defeitos, muito dificilmente registrarias o dever de amparar aos que se debatem nas sombras;

se vives absolutamente acima de quaisquer tentações, talvez não possas compreender o suplício de quantos se mergulham na dor do arrependimento;

se ainda não padeceste os constrangimentos de alguma falta cometida, é possível não saibas agir com segurança no socorro espiritual aos que carregam feridas na consciência…

 Decerto que as Leis Divinas não estabelecem o erro como sendo condição para o acerto, entretanto, são tão raros, — mas efetivamente tão raros, — os Espíritos que já sabem, na Terra, conservar a virtude sem orgulho, que o Senhor nos permite a liberdade de palmilhar caminhos de sombra e luz, a fim de que através das experiências felizes e menos felizes, venhamos a adquirir mais alto nível de compreensão, de uns para com os outros.

 E isso acontece, jamais para que nos afastemos da seara do bem e sim para que nos empenhemos a servir, a benefício do próximo, mais e mais, abrindo incessantemente novas fontes de misericórdia e novos refúgios de entendimento no coração.

🍄🌱🍄
Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Paz e renovação
🍄🌱🍄

24 de outubro

O que foi bom e apropriado ontem, não o é necessariamente hoje.

 É por isso que se deve viver um dia por vez, e viver plenamente o glorioso agora. 

Conseguindo isso, sem reservas ou preconceitos, você será capaz de aceitar as mudanças sem resistência e a vida fluirá suavemente. Isto é mais fácil falar do que fazer, especialmente se você já estava bem enraizado e seguro na maneira como as coisas estavam fluindo. 

Coloque sua segurança em Mim e nunca numa situação, num plano ou numa pessoa, pois o que está aqui hoje pode não estar mais amanhã. 

Mas EU ESTOU sempre aqui, por toda a eternidade. 

Portanto, procure por Mim e Me encontre, e nada tema. 

Permita que as mudanças ocorram e saiba simplesmente que cada mudança será para melhor e necessária para o crescimento e a expansão do todo.

🍄🌱🍄
Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
🍄🌱🍄



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MENSAGEM DO ESE:

Necessidade da encarnação

É um castigo a encarnação e somente os Espíritos culpados estão sujeitos a sofrê-la?

A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que eles possam cumprir, por meio de uma ação material, os desígnios cuja execução Deus lhes confia. É-lhes necessária, a bem deles, visto que a atividade que são obrigados a exercer lhes auxilia o desenvolvimento da inteligência. Sendo soberanamente justo, Deus tem de distribuir tudo igualmente por todos os seus filhos; assim é que estabeleceu para todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mesmas obrigações a cumprir e a mesma liberdade de proceder. Qualquer privilégio seria uma preferência, uma injustiça. Mas, a encarnação para todos os Espíritos, é apenas um estado transitório. É uma tarefa que Deus lhes impõe, quando iniciam a vida, como primeira experiência do uso que farão do livre-arbítrio. Os que desempenham com zelo essa tarefa transpõem rapidamente e menos penosamente os primeiros graus da iniciação e mais cedo gozam do fruto de seus labores. Os que, ao contrário, usam mal da liberdade que Deus lhes concede retardam a sua marcha e, tal seja a obstinação que demonstrem, podem prolongar indefinidamente a necessidade da reencarnação e é quando se torna um castigo.

 — São Luís. (Paris, 1859.)

NOTA. — Uma comparação vulgar fará se compreenda melhor essa diferença. O escolar não chega aos estudos superiores da Ciência, senão depois de haver percorrido a série das classes que até lá o conduzirão. Essas classes, qualquer que seja o trabalho que exijam, são um meio de o estudante alcançar o fim e não um castigo que se lhe inflige. Se ele é esforçado, abrevia o caminho, no qual, então, menos espinhos encontra. Outro tanto não sucede àquele a quem a negligência e a preguiça obrigam a passar duplamente por certas classes. Não é o trabalho da classe que constitui a punição; esta se acha na obrigação de recomeçar o mesmo trabalho.

Assim acontece com o homem na Terra. Para o Espírito do selvagem, que está apenas no início da vida espiritual, a encarnação é um meio de ele desenvolver a sua inteligência; contudo, para o homem esclarecido, em quem o senso moral se acha largamente desenvolvido e que é obrigado a percorrer de novo as etapas de uma vida corpórea cheia de angústias, quando já poderia ter chegado ao fim, é um castigo, pela necessidade em que se vê de prolongar sua permanência em mundos inferiores e desgraçados. 

Aquele que, ao contrário, trabalha ativamente pelo seu progresso moral, além de abreviar o tempo da encarnação material, pode também transpor de uma só vez os degraus intermédios que o separam dos mundos superiores.

Não poderiam os Espíritos encarnar uma única vez em determinado globo e preencher em esferas diferentes suas diferentes existências? Semelhante modo de ver só seria admissível se, na Terra, todos os homens estivessem exatamente no mesmo nível intelectual e moral. As diferenças que há entre eles, desde o selvagem ao homem civilizado, mostram quais os degraus que têm de subir. A encarnação, aliás, precisa ter um fim útil. Ora, qual seria o das encarnações efêmeras das crianças que morrem em tenra idade? Teriam sofrido sem proveito para si, nem para outrem. Deus, cujas leis todas são soberanamente sábias, nada faz de inútil. Pela reencarnação no mesmo globo, quis ele que os mesmos Espíritos, pondo-se novamente em contacto, tivessem ensejo de reparar seus danos recíprocos. Por meio das suas relações anteriores, quis, além disso, estabelecer sobre base espiritual os laços de família e apoiar numa lei natural os princípios da solidariedade, da fraternidade e da igualdade. 

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– Allan Kardec.
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. IV, itens 25 e 26.)
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Não tenhais Medo


Filhos, não tenhais medo da vida, nas provas e surpresas do caminho; não tenhais receio do amanhã, que somente a Deus pertence.

Vivei com alegria e destemor, submissos à Vontade Divina em qualquer circunstância.

Combatei os vossos erros, todavia compreendei a necessidade de aprender a lição nos reveses a que ninguém se furta.

Colhei, resignadamente, na gleba que plantastes, sem reclamar dos espinhos que vos dilaceram as mãos que não souberam separar as urzes do bom grão.

Que a revolta silenciosa não vos amargure a existência, determinando as vossas mais veladas atitudes.

Não vos canseis de ser generosos, tolerantes e compassivos.

Amai sem esperar serdes amados.

Cumpri com as vossas obrigações pelo pão de cada dia, recordando-vos de que o Senhor alimenta os pássaros e veste os lírios do campo...

Não leveis a vida de forma leviana e inconsequente, sem atinar que as sombras que rondam os passos alheios também espreitam os vossos.

A dor que nos tira a tranquilidade é a mesma que nos possibilita tomar consciência de nossas fragilidades.

Se, de quando em quando, o sofrimento não visitasse o homem, é possível que ele jamais se interessasse pela transcendência da Vida.

Não vos permitais, pois, concessões de qualquer natureza, na satisfação dos próprios desejos.

Se a ascensão do espírito é infinita, a queda a que voluntariamente se arroja não conhece limites... Sempre haverá como descer a mais fundo, escuro e indevassável abismo de dor.

Filhos, vivei somente com a intenção de fazer o Bem, e em tudo vereis a manifestação da Sábia Providência.

Não tenhais medo e não vos enclausureis na inércia como quem retrocede e se oculta, com o pensamento de que a Vida não o encontrará, mais cedo ou mais tarde, para arrancá-lo ao comodismo e trazê-lo de volta à realidade.

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Bezerra de Menezes
Carlos A. Bacelli
Obra: A coragem da fé
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Sinais de sabedoria


Aprende a viver sem excessos.

Desapega-te, quanto possível, dos bens materiais.

Não guardes ressentimentos.

Perdoa sem impor condições.

Acautela-te, para que não magoes ninguém.

Não crie qualquer espécie de vínculo com o mal.

Estuda sempre, sem te arraigares aos teus pontos de vista.

Conserva a mente aberta para a Verdade.

Alimenta-te de maneira frugal.

Não te exasperes.

Não percas tempo com futilidades.

Procura não fomentar discussões estéreis.

Preserva a saúde do corpo e a integridade do espírito.

Não sejas moralista.

Cultiva o hábito da alegria.

Seleciona os temas de tua conversação.

Apoia as iniciativas nobres.

Ora, age e sê paciente, convicto de que cada coisa acontece a seu tempo.

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Irmão José
Carlos Baccelli
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domingo, 23 de outubro de 2022

Aflições



 Os aflitos classificam-se em variadas expressões.

 Temos aqueles que choram por se sentirem inibidos para a extensão do mal…

Há quem se torture por não conseguir vingar-se.

Existem os que se declaram infelizes com a prosperidade do próximo e se enfurecem com a impossibilidade de lhes ultrapassar o progresso econômico ou espiritual.

 Aparecem aqueles que se afirmam desditosos por não poderem competir com o luxo de quem se confia à extravagância e à loucura.

Surgem muitos em lágrimas de inveja e despeito, à frente dos vizinhos, interessados na educação e na melhoria da vida.

Há quem se revolte contra as bênçãos do trabalho e vocifera em desfavor da ordem que lhe assegura as vantagens da disciplina.

 Muitos exibem chagas de inconformação, ante o sofrimento que eles próprios improvisaram.

Há infinitos gêneros de aflição no vasto caminho da vida. E, por isso, nem todos os aflitos podem ser aquinhoados com a glória da bem-aventurança.

 A palavra do Cristo se dirige àqueles que fizeram da dor um instrumento para a elevação de si mesmos, assim como o artista se vale da pedra, a fim de burilar a obra prima de estatuária.

 Acautela-te, se conservas alguma aflição particular. A angústia, muitas vezes, pode ser antecâmara do desequilíbrio.

 Converte o teu problema ou a tua mágoa em motivo de superação das próprias fraquezas, à maneira do lidador que aproveita o obstáculo para atingir os seus mais altos objetivos, e então terás convertido as inquietações do mundo em bem-aventuranças para a felicidade sem fim.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Instrumentos do tempo
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23 de outubro

Se você se deparar com uma situação difícil de aceitar e amar, você sempre poderá encontrar uma maneira de contorná-la; recolha-se à quietude e chame por Mim e Eu lançarei sobre você a luz da verdade. 

Eu lhe revelarei porque você está aqui, fazendo o que está fazendo. 

Tenha certeza que há uma boa razão para o que está acontecendo e lições importantes a serem aprendidas.

 Enquanto você não mudar sua atitude e aprender a amar o lugar onde você está, quem você é e o que você está fazendo, você terá que permanecer na mesma situação. 

Mas, assim que as lições forem aprendidas e você realmente amar o seu trabalho e cumprir suas tarefas por Mim e pelo Meu bem, você começará a se mover para algo novo. 

Observe o amor abrir todas as portas para você.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Os Bons Espíritas

4 – O Espiritismo bem compreendido, mas sobretudo bem sentido, conduz forçosamente aos resultados acima, que caracterizam o verdadeiro espírita, como o verdadeiro cristão, pois um e outro são a mesma coisa. O Espiritismo não cria uma nova moral, mas facilita aos homens a compreensão e a prática da moral do Cristo, ao dar uma fé sólida e esclarecida aos que duvidam ou vacilam.

Muitos, porém, dos que crêem na realidade das manifestações, não compreendem as suas conseqüências nem o seu alcance moral, ou, se os compreendem, não os aplicam a si mesmos. Por que acontece isso? Será por uma falta de precisão da doutrina? Não, porque ela não contém alegorias, nem figuras que possam dar lugar a falsas interpretações. A clareza é a sua própria essência, e é isso que lhe dá força, para que atinja, diretamente a inteligência. Nada tem de mistérios, e seus iniciados não possuem nenhum segredo que seja oculto ao povo.

Seria necessária, então, para compreendê-la, uma inteligência fora do comum? Não, pois vêem-se homens de notória capacidade, que não a compreendem, enquanto inteligências vulgares, até mesmo de jovens que mal saíram da adolescência, apreendem com admirável justeza as suas mais delicadas nuanças. Isso acontece porque a parte, de qualquer maneira, material da ciência, não requer mais do que os olhos para ser observada, enquanto a parte essencial exige um certo grau de sensibilidade, que podemos chamar de maturidade do senso moral, maturidade essa independente da idade e o grau de instrução, porque é inerente ao desenvolvimento, num sentido especial, do espírito encarnado.

Em algumas pessoas, os laços materiais são ainda muito fortes, para que o espírito se desprenda das coisas terrenas. O nevoeiro que as envolve impede-lhes a visão do infinito. Eis por que não conseguem romper facilmente com os seus gostos e os seus hábitos, não compreendendo que possa haver nada melhor do que aquilo que possuem. A crença nos Espíritos é para elas um simples fato, que não modifica pouco ou nada as suas tendências instintivas. Numa palavra, não vêem mais do que um raio de luz, insuficiente para orientá-las e dar-lhes uma aspiração profunda, capaz de modificar-lhes as tendências. Apegam-se mais aos fenômenos do que à moral, que lhes parece banal e monótona. Pedem aos Espíritos que incessantemente as iniciem em novos mistérios, sem indagarem se tornaram dignas de penetrar os segredos do Criador. São, afinal, os espíritas imperfeitos, alguns dos quais estacionam no caminho ou se distanciam dos seus irmãos de crença, porque recuam ante a obrigação de se reformarem, ou porque preferem a companhia dos que participam das suas fraquezas ou das suas prevenções. Não obstante, a simples aceitação da doutrina em princípio é um primeiro passo, que lhes facilitará o segundo, numa outra existência.

Aquele que podemos,com razão, qualificar de verdadeiro e sincero espírita, encontra-se num grau superior de adiantamento moral. O Espírito já domina mais completamente a matéria e lhe dá uma percepção mais clara do futuro; os princípios da doutrina fazem vibrar-lhe as fibras, que nos outros permanecem mudas; numa palavra: foi tocado no coração, e por isso a sua fé é inabalável. Um é como o músico que se comove com os acordes; o outro, apenas ouve os sons. Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para dominar suas más inclinações. Enquanto um se compraz no seu horizonte limitado, o outro, que compreende a existência de alguma coisa melhor, esforça-se para se libertar, e sempre o consegue, quando dispõe de uma vontade firme.

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EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
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Uma hora virá


Uma hora virá em que a senda terrestre se te revelará sob nova expressão.

Hora em que te despedirás de todos os patrimônios que desfrutaste no mundo...

Em que compreenderás na Terra a escola que te serviu generosamente...

Em que verás no corpo a armadura bendita a garantir-te o aprendizado...

Em que reconhecerás no ouro e na posse valiosos empréstimos do Divino Poder que detiveste a título precário...

Hora em que desejarias ter sido a melhor das criaturas para que a simpatia dos outros te acalente a alma inquieta...

Em que todos os nobres ideais não cumpridos surgirão a teus olhos, perguntando: -"por que nos esqueceste?..."

Em que a luz da memória te fará lembrar dia por dia, devolvendo-te a plantação do caminho percorrido em forma de colheita...

Hora em que o pensamento, por mais célere, não recuperará os minutos perdidos, em que as mãos, por mais diligentes, não conseguirão retroceder para realizar a tarefa menosprezada e em que a língua, por mais culta, não conseguirá recuar para refazer as palavras irrefletidas...

O aprendiz chega ao dia da aferição de aproveitamento, o operário atinge a ocasião em que será julgado pela obra feita...

Alcançarás, igualmente, a hora inevitável em que cessará tua presença visível entre os homens para que a Terra te julgue.

Vive, assim, de acordo com a simplicidade do amor e com os ditames da verdade, plasmando o bem por onde transites, sem olvidar os tesouros do tempo, de vez que o mal em nosso espírito, ainda mesmo quando estejamos libertos da algema física pela graça da morte, será sempre o inferno que não nos permitirá viver o Céu nos Céus.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Semeador em tempos novos
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ESPÍRITA DE FATO


"Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para dominar suas más inclinações." - "O Evangelho Segundo o Espiritismo" - Cap. XVII, item 4.

O espírita consciente de sua responsabilidade é aquele que, mesmo ainda não sendo o que precisa, esforça-se para ser, a cada dia, melhor do que na véspera...

É aquele que estuda a Doutrina, empenhando-se na sua divulgação, a partir do próprio exemplo na vivência dos seus postulados libertadores...

É aquele que, compreensivelmente, embora vacile em seus propósitos de renovação, não desiste de servir, combatendo sem tréguas as suas inclinações de ordem inferior...

É aquele que não se coloca apenas na condição de beneficiário dos princípios que abraça, mas esmera-se, dentro de suas limitações, no sentido de ser útil aos semelhantes...

Espírita de fato é aquele que, assimilando o espírito da Doutrina, jamais se afasta da simplicidade com que ela pretende reviver o Evangelho para o mundo...

É aquele que foge ao personalismo, à crítica sistemática, ao preconceito de qualquer espécie, ao melindre e a polêmicas infindáveis...

É aquele que compreende a finalidade da existência terrestre e não menospreza o valor dos minutos, adiando os seus anseios de redenção...

É aquele que coopera nas tarefas da casa espírita, sem nenhum desejo de promoção pessoal, pugnando pela união e pela fraternidade entre os companheiros de Ideal...

É aquele que confia na intervenção da Espiritualidade Superior, mas não se omite no suor que carece verter na edificação do Mundo Melhor...

Espírita verdadeiro é, enfim, aquele que dá início ao seu processo de renovação íntima, sem desanimar de si mesmo e sem exigir dos outros a conduta irrepreensível que ele ainda não possui!..."

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Irmão José
Carlos Baccelli 
Obra: Pedi e Obtereis 
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sábado, 22 de outubro de 2022

Examinando a oração


 Muitas vezes, clamarás, desconsoladamente:

 “ — Orei, suplicando para que a morte não me invadisse o lar, e a morte destruiu-me a esperança e esfacelou-me o coração…”

— “Supliquei ao Céu para que determinados acontecimentos não me conturbassem a marcha, e os acontecimentos temidos desabaram sobre mim quais tempestades arrasadoras.”

— “Roguei ao Alto para que a moléstia me abandonasse o corpo, e a enfermidade me corrói a existência…

 E, quase sempre, substituis a claridade da confiança pela sombra do desespero, qual se a Terra devesse obedecer aos nossos caprichos.

 Imagina, no entanto, o que seria da vida se todos nós alcançássemos satisfação imediata dos mínimos desejos, e reconhecerás que o desequilíbrio e o infortúnio campeariam em todas as direções.

Foi por isso que Jesus, antes de tudo, na oração dominical, ensinou-nos a louvar a Sabedoria e a Providência do Todo-Misericordioso, com a nossa integral rendição aos seus desígnios.

 Não abandones a prece, sob o pretexto de cansaço e desilusão. Ora sempre, mas aprende a pedir ombros fortes ao invés de rogar o afastamento da cruz que te conduzirá para a luz da sublimação.

Sobretudo, entendamos que, embora a palavra impossível não exista para a Bondade de Deus, a oração deve ser adotada por nós na condição de luz a clarear-nos por dentro, sem que venhamos a guardar com ela a presunção de alterar as circunstâncias exteriores.

 Lembremo-nos de que a prece pode sanar a cegueira e a paralisia, a surdez e a cadaverização de nossas almas, e qual acontece ao enfermo que vê modificar-se a vida e o mundo, ante a bênção da própria cura, o espírito transformado pela oração pode encontrar nas tribulações que inadvertidamente criou para si mesmo o abençoado caminho da ascensão aos Altos Céus.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Trevo de ideias
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22 de outubro

Pare por um momento em meio a sua azáfama e pense no que você está colocando em primeiro lugar. 

É o trabalho?

 É o viver? 

São as suas necessidades? 

Seus desejos? 

Procure primeiro o Meu reino.

 Encontre seu contato direto coMigo e tudo o mais lhe será acrescentado. 

Você não percebe que sua comunhão coMigo significa mais do que tudo, porque é deste contato que tudo ramifica? 

Faça sua parte e saiba distinguir as prioridades. 

Você não pode tirar água de um poço se você não tiver primeiro um balde, fizer o balde descer até a água e então puxar o balde para cima. 

Você tem algo a realizar: você tem que fazer o esforço e realizar a sua parte. 

Ficar ao lado do poço olhando a água não vai trazer a água até você. 

Assim é com a vida espiritual: ficar por perto vendo outras pessoas encontrarem sua unidade coMigo não vai fazer com que a mesma coisa aconteça com você. 

Cada alma tem que fazer seu próprio trabalho de procura e descoberta interior.

Azáfama: substantivo feminino: grande pressa e ardor na execução de um serviço.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Bem e mal sofrer

Quando o Cristo disse: “Bem-aventurados os aflitos, o reino dos céus lhes pertence”, não se referia de modo geral aos que sofrem, visto que sofrem todos os que se encontram na Terra, quer ocupem tronos, quer jazam sobre a palha. Mas, ah! poucos sofrem bem; poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem conduzi-los ao reino de Deus. O desânimo é uma falta.

Deus vos recusa consolações, desde que vos falte coragem. A prece é um apoio para a alma; contudo, não basta: é preciso tenha por base uma fé viva na bondade de Deus. Ele já muitas vezes vos disse que não coloca fardos pesados em ombros fracos. O fardo é proporcionado às forças, como a recompensa o será à resignação e à coragem. Mais opulenta será a recompensa, do que penosa a aflição. Cumpre, porém, merecê-la, e é para isso que a vida se apresenta cheia de tribulações.

O militar que não é mandado para as linhas de fogo fica descontente, porque o repouso no campo nenhuma ascensão de posto lhe faculta. Sede, pois, como o militar e não desejeis um repouso em que o vosso corpo se enervaria e se entorpeceria a vossa alma. Alegrai-vos, quando Deus vos enviar para a luta. Não consiste esta no fogo da batalha, mas nos amargores da vida, onde, às vezes, de mais coragem se há mister do que num combate sangrento, porquanto não é raro que aquele que se mantém firme em presença do inimigo fraqueje nas tenazes de uma pena moral. Nenhuma recompensa obtém o homem por essa espécie de coragem; mas, Deus lhe reserva palmas de vitória e uma situação gloriosa. Quando vos advenha uma causa de sofrimento ou de contrariedade, sobreponde-vos a ela, e, quando houverdes conseguido dominar os ímpetos da impaciência, da cólera, ou do desespero, dizei, de vós para convosco, cheio de justa satisfação: “Fui o mais forte.”

Bem-aventurados os aflitos pode então traduzir-se assim: Bem-aventurados os que têm ocasião de provar sua fé, sua firmeza, sua perseverança e sua submissão à vontade de Deus, porque terão centuplicada a alegria que lhes falta na Terra, porque depois do labor virá o repouso.

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— Lacordaire. (Havre, 1863.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 18.)
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Na saúde, na doença


Em toda circunstância, trate a própria saúde, prevenindo-se da doença com os recursos encontrados em você mesmo.

Cada dia é novo ensejo para adquirirmos enfermidade ou curar nossos males.

O melhor remédio, antes de qualquer outro, é a vontade sadia, porque a vontade débil enfraquece a imaginação e a imaginação doentia debilita o corpo.

Doença do corpo pode criar doença da alma e doença da alma pode acarretar doença do corpo.

Vida atribulada nem sempre significa vida bem vivida.

Conquanto a existência em torno possa mostrar-se febricitante e turbilhonaria, resguarde-se contra as intempéries emocionais no clima íntimo do próprio ser, ajudando e servindo com alegria aos menos felizes, na certeza de que o enfermeiro diligente conserva a integridade mental, muito embora convivendo, dia a dia, com dezenas de enfermos em grandes desequilíbrios.

Somos parte integrante da farmácia do nosso próximo.

Observe as reações que a sua presença provoca no semelhante e pacifique aqueles com quem convive, não só pela palavra, mas até mesmo pela aparência e pelas atitudes, pois com a simples aproximação funcionamos como tranquilizadores ou excitantes de quem nos cerca, aliviando ou agravando os seus padecimentos físicos e morais...

Muitas doenças nascem da suspeita injustificável.

Seja sincero com você e com os outros na apreciação de sintomas que se reportem a desajustamentos orgânicos, tratando de assuntos dessa natureza, sem alarde e sem exagero.

O maior restaurador de forças é a consciência reta que asserena as emoções.

Se o leito de dor é agasalho imposto ao seu corpo enfermo, lembre-se de que a meditação é santuário invisível para o abrigo do espírito em dificuldade e que a prece refunde e sublima as energias da alma.

Doença é contingência natural, inevitável às criaturas em processo de evolução; por isso, esforce-se por abolir inquietações quanto a problemas de saúde física, atendendo ao equilíbrio orgânico e confiando na Vontade Superior.

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André Luiz
Chico Xavier
Obra: O Espírito da Verdade
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O som


“Porque, se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha?” – Paulo. (I Coríntios, 14:8.)

Ninguém julgue sejam necessários grandes cataclismos para que se efetue a modificação de planos da criatura.

O homem pode mudar-se de esfera, sem alarido cósmico, e as zonas superiores e inferiores representam graus de vida, na escala do Infinito.

Elevação e queda, diante da própria consciência, constituem impulso para cima ou para baixo, no campo ilimitado de manifestações do espírito imperecível.

Toda modificação para melhor reclama luta, tanto quanto qualquer ascensão exige esforço.

É imprescindível a preparação de cada um para a subida espiritual.

É natural, portanto, que os vanguardeiros sejam porta-vozes a todos aqueles que acompanham o trabalho de melhoria, aglomerados em multidão.

Eis por que, personificando no discípulo do Evangelho a trombeta viva do Cristo, dele devemos esperar avisos seguros.

Em quase todos os lugares observamos os instrumentos de sons incertos que dão notícia do serviço a fazer, mas não revelam caminhos justos.

Na maioria dos núcleos do Cristianismo renascente, deparam-se-nos trabalhadores altamente dotados de luz espiritual, que duvidam de si mesmos, companheiros valiosos cuja fé somente vibra em descontínuas fulgurações.

É necessário compreender, porém, que o som incerto não atende ao roteiro exato. Serve para despertar, mas não fornece orientação.

Os aprendizes da Boa Nova constituem a instrumentalidade do Senhor. Sabemos que, coletivamente, permanecem todos empenhados em servi-lo, entretanto, ninguém olvide a necessidade de afinar a trombeta dos sentimentos e pensamentos pelo diapasão do Divino Mestre, para que a interferência individual não se faça nota dissonante no sublime concerto do serviço redentor.

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EMMANUEL
 Chico Xavier
Obra: Vinha de luz 
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sexta-feira, 21 de outubro de 2022

A riqueza


 
 Amélia Kauper, anciã, estava em sua tapera, nos arredores de Chesapeake Bay, no interior de Maryland, quando Craig Peter, um de seus muitos sobrinhos, foi observar-lhe a situação.

 — Seu tio James, — dizia ela ao parente, referindo-se ao marido desencarnado, — desde que se fez médium, num templo espírita, deu aos necessitados tudo quanto pôde. Não deixou dívidas, mas, depois do funeral, vim a saber que a nossa própria casa se achava hipotecada e fui constrangida, por isso, a entregar todos os nossos recursos aos credores…

 — A senhora está arruinada, tia? — Perguntou o moço.

— Estou com a roupa do corpo… — Esclareceu a velhinha.

 E designando antigo móvel:

— Mas, graças a Deus, tenho o meu tesouro no cofre.

 O rapaz que conhecera os tios nos bons tempos, quando possuíam eles preciosas reservas petrolíferas no Texas, pensou um minuto e deliberou, de súbito, que a tia o acompanhasse.

 No dia imediato, a viúva Kauper, depois de entregar enorme mala ao sobrinho, entrou no jipe, carregando pequeno baú, carinhosamente.

 Então, começou para ela uma vida nova.

Craig, que detinha sítio próspero na Virgínia, chamou Edward, seu irmão mais velho, cujas terras se confinavam com as dele, trocaram ideias confidencialmente e concluíram que a estreita caixa de lata de que a tia jamais se distanciava deveria conter joias riquíssimas… E combinaram entre si guardar a anciã, cuidadosamente.

Vieram familiares de longe, disputando a convivência da senhora Kauper, mas Craig e Edward alegavam que “tia Amélia” estava fatigada, que os médicos não lhe permitiam maior esforço…

Habitualmente à noite, um ou o outro espiavam a velhinha, pelo buraco da fechadura, e viam-na, segurando a vela acesa, a debruçar-se sobre o baú aberto, decerto fitando, através dos óculos, aquilo a que ela chamava “minha riqueza” ou “meu tesouro”.

Assim viveu, ainda por mais nove anos, requestada por toda a família e tratada com respeitosa atenção por ambos os sobrinhos que a mantinham, interessados…

 Quando a morte quebrou semelhante situação, conduzindo a viúva Kauper na direção de vida melhor, Craig e Edward trancaram-se no quarto que ela deixara, apossando-se do cobiçado baú; no entanto, ao abri-lo apenas encontraram dentro dele um antigo exemplar do Evangelho e, sobre o ensebado volume, o seguinte bilhete que lhes era dirigido pela tia desencarnada:

— Meus filhos, Deus os recompense pela caridade para comigo, mas tomem cuidado com a vida na Terra…

E com a sua longa experiência do mundo, a velhinha terminava com o versículo número dez do capítulo seis da Primeira Epístola do Apóstolo Paulo a Timóteo:

“…Porque a paixão pelo dinheiro é a raiz de todos os males e, nessa cobiça, alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.”

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Hilário Silva
Chico Xavier 
Obra: Entre irmãos de outras terras
(Nova Iorque, N.I., EUA, 10, julho, 1965.)
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21 de outubro

Expanda sua consciência e saiba que EU SOU tudo o que há.

 Continue expandindo e veja como EU SOU inclui tudo. 

Sinta-se crescendo, quebrando todas as amarras que o seguravam e impediam seu crescimento e expansão.

 Assim como uma sementinha plantada no solo rompe sua pele exterior e começa a se expandir e se transformar naquilo que verdadeiramente é, deixe seu verdadeiro eu interior crescer e se expandir até você se tornar aquilo que você realmente é, e observe a maravilha do processo todo. 

Saiba que agindo assim, você é um com toda a vida, agora e sempre, que nunca mais irá se separar dela, e que EU SOU em você e você é em Mim.

 Você será capaz de fazer qualquer coisa e nada será impossível, porque será o EU SOU quem estará trabalhando em você e através de você. 

Quando EU SOU reconhecido e aceito, nada é impossível.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO DIA:

Se alguém vos bater na face direita, apresentai-lhe também a outra

Aprendestes que foi dito: olho por olho e dente por dente. — Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal que vos queiram fazer; que se alguém vos bater na face direita, lhe apresenteis também a outra; — e que se alguém quiser pleitear contra vós, para vos tomar a túnica, também lhes entregueis o manto; — e que se alguém vos obrigar a caminhar mil passos com ele, caminheis mais dois mil. — Dai àquele que vos pedir e não repilais aquele que vos queira tomar emprestado. (S. MATEUS, cap. V, vv. 38 a 42.)

Os preconceitos do mundo sobre o que se convencionou chamar “ponto de honra” produzem essa suscetibilidade sombria, nascida do orgulho e da exaltação da personalidade, que leva o homem a retribuir uma injúria com outra injúria, uma ofensa com outra, o que é tido como justiça por aquele cujo senso moral não se acha acima do nível das paixões terrenas. Por isso é que a lei mosaica prescrevia: olho por olho, dente por dente, de harmonia com a época em que Moisés vivia. Veio o Cristo e disse: Retribui o mal com o bem. E disse ainda: “Não resistais ao mal que vos queiram fazer; se alguém vos bater numa face, apresentai-lhe a outra.” Ao orgulhoso este ensino parecerá uma covardia, porquanto ele não compreende que haja mais coragem em suportar um insulto do que em tomar uma vingança, e não compreende, porque sua visão não pode ultrapassar o presente.

Dever-se-á, entretanto, tomar ao pé da letra aquele preceito? Tampouco quanto o outro que manda se arranque o olho, quando for causa de escândalo. Levado o ensino às suas últimas conseqüências, importaria ele em condenar toda repressão, mesmo legal, e deixar livre o campo aos maus, isentando-os de todo e qualquer motivo de temor. Se se lhes não pusesse um freio as agressões, bem depressa todos os bons seriam suas vítimas. O próprio instinto de conservação, que é uma lei da Natureza, obsta a que alguém estenda o pescoço ao assassino. Enunciando, pois, aquela máxima, não pretendeu Jesus interdizer toda defesa, mas condenar a vingança. Dizendo que apresentemos a outra face àquele que nos haja batido numa, disse, sob outra forma, que não se deve pagar o mal com o mal; que o homem deve aceitar com humildade tudo o que seja de molde a lhe abater o orgulho; que maior glória lhe advém de ser ofendido do que de ofender, de suportar pacientemente uma injustiça do que de praticar alguma; que mais vale ser enganado do que enganador, arruinado do que arruinar os outros. É, ao mesmo tempo, a condenação do duelo, que não passa de uma manifestação de orgulho. Somente a fé na vida futura e na justiça de Deus, que jamais deixa impune o mal, pode dar ao homem forças para suportar com paciência os golpes que lhe sejam desferidos nos interesses e no amor-próprio. Daí vem o repetirmos incessantemente: Lançai para diante o olhar; quanto mais vos elevardes pelo pensamento, acima da vida material, tanto menos vos magoarão as coisas da Terra.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XII, itens 7 e 8.)
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Respeito ao Próximo



Deus não nos fez desligados da Humanidade.

Somos elos da grande corrente universal e as energias divinas que vão alcançar os outros devem passar por nós, beneficiando-nos e ao nosso próximo.

Carecemos dos outros, qual eles de nós na imensa vinha do nosso Pai Celestial.
Portanto, o nosso segundo dever é amar o próximo, como nos aconselha
o Mestre por intermédio do Seu Evangelho de Luz. E amar é acatar os direitos daqueles que andam conosco no mesmo caminho. Nada fazemos sem a participação dos nossos irmãos. Cada um nos ajuda em algo de que carecemos. Somos devedores da humanidade, como também emprestamos a ela o nosso concurso, e a fraternidade é o caminho mais desejado na área do Bem, ao tratarmos com os nossos companheiros.

As exigências devem ser feitas a nós para com nós mesmos; o apreço, esse deve ser dirigido aos nossos semelhantes.

A imposição é o modo de nos educarmos; a consideração, o ambiente que deve ser feito aos companheiros de labor.

O mando deve ser a disposição na disciplina dos nossos instintos. A cortesia haverá de ser o meio de comunicar mais agradável com os nossos irmãos.

A imposição é o caminho interno quando nos indica o bem, a fraternidade nos faz atrair companheiros para o mesmo convívio.

A crítica encontra campo frutífero quando exercida no nosso mundo interno.

E a ponderação cresce e faz crescer a nossa amizade em todos os rumos. O mal merecedor de comentário é aquele que fazemos; em referência aos outros, o resguardo nos traz confiança de que todos se esforçam para o melhor.

Se tens alguma educação, aplica-a diante dos outros, e se isso te falta, lembra-te de ti mesmo. O nosso mundo interno é uma lavoura grandiosa que poderá dar muitos frutos e flores compatíveis com o nosso comportamento. Trabalhemos nele.

Quando deixamos o nosso sítio íntimo para analisar e falar mal do que não nos pertence, cresce em nós a erva daninha capaz de sufocar o trigo do Bem, que já havíamos plantado. A energia que nos foi dada deve ser usada na auto-educação, estabelecendo assim, no nosso reino, a verdadeira harmonia espiritual, que se refletirá em todos os outros corpos. Mas, com respeito aos outros, a maior cota que poderemos fornecer para os seus corações é o exemplo dignificante, é a vivência no Amor nos caminhos da Caridade.

Se deres a devida importância ao teu próximo, nunca perderás. Receberás, pelos meios que por vezes ignoras, a atenção que te agradará e te fará feliz.

Respeita os direitos dos outros, que eles, certamente, e por lei, respeitarão os teus; e ainda, a harmonia do Universo compartilhará contigo no Bem que estimas fazer, por necessidade de amar, utilizando o comportamento elevado para ajudar a construir o reino de Deus nos corações, como também o Céu em qualquer lugar em que estiveres.

Confiemos nas forças superiores e também nas nossas, que elas crescerão de acordo com as nossas disposições de melhorar, sem nunca nos esquecermos da deferência para com aqueles que nos seguem, instruindo-nos e aqueles que nos instruem, seguindo-nos.

O respeito é luz, porque ajuda a transformar as trevas em claridades imortais.

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Lancellin
João Nunes Maia
Obra: Cirurgia moral
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Música 


"Assisti a uma conferência sobre as artes, especialmente, a música, e entendi a influência que pode causar no espírito das pessoas.

A música é meio de comunicação e bem poderoso meio.

Ela penetra o íntimo com suas vibrações encadeadas, dando o sentido exato do impulso que originou a seqüência das notas e proporcionando o recebimento da mensagem de forma mais objetiva do que se lêssemos uma comunicação escrita.

Esta teria de ser entendida pela mente, ao passo que o som, sendo vibração, passa por toda parte do nosso corpo e vai direto aos centros que deve alcançar.

É o recado direto.

Daí o fato de nos precavermos, apreciando somente as composições que nos transmitem sentimentos condizentes com o nosso desejo de evolução."

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FONTE: O MUNDO QUE ENCONTREI, Luiz Sergio, p. 17
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quinta-feira, 20 de outubro de 2022

Vida e morte


A vida é luz, doação, alegria e movimento.

A morte é sombra, egoísmo, desalento e inércia.

Anota as forças vivas que te rodeiam e observarás a natureza a desfazer-se em cânticos de trabalho e de amor, assegurando-te bem-estar.

É a árvore a crescer na produção intensiva, o manancial em atividade constante para garantir-te a existência, a atmosfera a refazer sem cessar os elementos com que te preserva a saúde e o equilíbrio…

Mas não longe de ti podes ver igualmente a morte no poço estagnado em que as águas se corrompem, na enxada inútil que a ferrugem devora, no fruto desaproveitado que a corrupção desagrega…

Depende de ti acordar e viver, valorizando o tempo que o Senhor te confere, estendendo o dom de ajudar e aprender, amar e servir.

Muitos nascem e renascem no corpo físico, transitando da infância para a velhice e do túmulo para o berço, à maneira de almas entorpecidas no egoísmo e na rebelião, na ociosidade ou na delinquência, a que irrefletidamente se acolhem.

Absorvem os recursos da Terra sem retribuição, recebem sem dar, exigem concurso alheio sem qualquer impulso de cooperação em favor dos outros e vampirizam as forças que encontram, quais sorvedouros que tudo consomem sem qualquer proveito para o mundo que os agasalha.

Semelhantes companheiros são realmente os mortos dignos de socorro e de piedade, porquanto, à distância da luz que lhes cabe inflamar em si próprios, preferem o mergulho na inutilidade, acomodando-se com as trevas.

Lembra dos talentos com que Deus te enobrece o sentimento e o raciocínio, o cérebro e o coração e, fazendo verter a Brilho do Bem, através de teu verbo e de tuas mãos, desperta e vive, para que das experiências fragmentárias do aprendizado humano, possas, um dia, alçar voo firme em direção à Vida Imperecível.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Sentinelas da luz
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20 de outubro

Você faz ou não faz parte do todo?

 Então, por que se afastar, vivendo uma vida desordenada e caótica?

 Preenchendo sua mente com lindos pensamentos, pronunciando lindas palavras e realizando lindas coisas, assim você estará se tornando um com a linda unidade que é o Meu Universo, e onde tudo combina perfeitamente.

 À medida que cada indivíduo procura e encontra paz interior e harmonia, assim vai reinar no mundo a paz e a harmonia.

 Isso precisa começar de alguma maneira: por que não começar em você? 

Perceba que você, fazendo a sua parte, pode ajudar a trazer paz e harmonia ao mundo.

 Cada gotinha d'água contribui para fazer o enorme oceano, e cada grãozinho de areia para fazer a praia. 

Portanto, cada indivíduo em paz interiormente pode trazer a paz exterior ao mundo.

 Por que não fazer a sua parte agora? 

Eleve seu coração e agradeça eternamente por saber que você tem sua parte a realizar e vá em frente e realize-a.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Os Laços de Família são Fortalecidos pela Reencarnação e Rompidos pela Unicidade da Existência

18 – Os laços de família não são destruídos pela reencarnação, como pensam certas pessoas. Pelo contrário, são fortalecidos e reapertados. O princípio oposto é que os destrói.

Os Espíritos formam, no espaço, grupos ou famílias, unidos pela afeição, pela simpatia e a semelhança de inclinações. Esses Espíritos, felizes de estarem juntos, procuram-se. A encarnação só os separa momentaneamente, pois que, uma vez retornando a erraticidade, eles se reencontram, como amigos na volta de uma viagem. Muitas vezes eles seguem juntos na encarnação, reunindo-se numa mesma família ou num mesmo círculo, e trabalham juntos para o seu progresso comum. Se uns estão encarnados e outros não, continuarão unidos pelo pensamento. Os que estão livres velam pelos que estão cativos, os mais adiantados procurando fazer progredir os retardatários. Após cada existência terão dado mais um passo na senda da perfeição.

Cada vez menos apegados à matéria, seu afeto é mais vivo, por isso mesmo que mais purificado, não perturbado pelo egoísmo nem obscurecido pelas paixões. Assim, eles poderiam percorrer um número ilimitado de existências corporais, sem que nenhum acidente perturbe sua afeição comum.

Estenda-se bem que se trata aqui da verdadeira afeição espiritual, de alma para alma, a única que sobrevive à destruição do corpo, pois os seres que se unem na Terra apenas pelos sentidos, não têm nenhum motivo para se preocuparem no mundo dos Espíritos. Só são duráveis as afeições espirituais. As afeições carnais extinguem-se com a causa que as provocou; ora, essa causa deixa de existir no mundo dos Espíritos, enquanto a alma sempre existe. Quanto às pessoas que se unem somente por interesse, nada são realmente uma para outra: a morte as separa na Terra e no Céu.

19 – A união e a afeição entre parentes indicam a simpatia anterior que as aproximou. Por isso, diz-se de uma pessoa cujo caráter, cujos gostos e inclinações nada têm de comum com os dos parentes, que ela não pertence à família. Dizendo isso, enuncia-se uma verdade maior do que se pensa. Deus permite essas encarnações de Espíritos antipáticos ou estranhos nas famílias, com a dupla finalidade de servirem de provas para uns e de meio de progresso para outros. Os maus, se melhoram pouco a pouco, ao contacto dos bons e pelas atenções que deles recebem, seu caráter se abranda, seus costumes se depuram, as antipatias desaparecem. É assim que se produz a fusão das diversas categorias de Espíritos, como se faz na Terra entre a raças e os povos.

20 – O medo do aumento indefinido da parentela, em conseqüência da reencarnação, é um medo egoísta, provando que não se possui uma capacidade de amor suficientemente ampla, para abranger um grande número de pessoas. Um pai que tem numerosos filhos, por acaso os amaria menos do que se tivesse apenas um? Mas que os egoístas se tranqüilizem, pois esse medo não tem fundamento. Do fato de ter um homem dez encarnações, não se segue que tenha de encontrar no mundo dos Espíritos dez mães, dez esposas e um número proporcional de filhos e de novos parentes. Ele sempre encontrará os mesmos que foram objetos de sua afeição,que lhe estiveram ligados na Terra por diversas maneiras, e talvez pelas mesmas maneiras.

,21 – Vejamos agora as conseqüências da doutrina anti-reencarnacionista. Essa doutrina exclui necessariamente a preexistência da alma, e as almas sendo criadas ao mesmo tempo em que os corpos, não existe entre elas nenhuma ligação anterior. São, pois, completamente estranhas umas às outras. O pai é estranho para o filho, e a união das famílias fica assim reduzida unicamente à filiação corporal, sem nenhuma ligação espiritual. Não haverá portanto nenhum motivo de vanglória por se ter entre os antepassados algumas personagens ilustres. Com a reencarnação, antepassados e descendentes podem ser conhecidos, ter vivido juntos, podem se ter amado, e mais tarde se reunirem de novo para estreitar os seus laços de simpatia.

22 – Isso no tocante ao passado. Quanto ao futuro, segundo os dogmas fundamentais que decorrem do princípio anti-reencarnacionista, a sorte das almas está irrevogavelmente fixada após uma única existência. Essa fixação definitiva da sorte implica a negação de todo o progresso, pois se há algum progresso, não pode haver fixação definitiva da sorte. Segundo tenham elas bem ou mal vivido,vão imediatamente para a morada dos bem-aventurados ou para o inferno eterno. Ficam assim imediatamente separadas para sempre, sem esperanças de jamais se reunirem, de tal maneira que pais, mães e filhos, maridos e esposas, irmãos e amigos, não têm nunca a certeza de se reverem: é a mais absoluta ruptura dos laços de família.

Com a reencarnação, e o progresso que lhe é conseqüente, todos os que se amam se encontram na terra e no espaço, e juntos gravitam para Deus. Se há os que fracassam no caminho, retardam o seu adiantamento e a sua felicidade. Mas nem por isso as esperanças estão perdidas. Ajudados, encorajados e amparados pelos que os amam, sairão um dia do atoleiro em que caíram. Com a reencarnação, enfim, há perpétua solidariedade entre os encarnados e os desencarnados, do que resulta o estreitamento dos laços de afeição.

23. Em resumo, quatro alternativas se apresentam ao homem, para o seu futuro de além-túmulo:
1º) o nada, segundo a doutrina materialista;
2º) a absorção no todo universal, segundo a doutrina panteísta;
3º) a conservação da individualidade, com fixação definitiva da sorte, segundo a doutrina da Igreja;
4º) a conservação da individualidade, com o progresso infinito, segundo a doutrina espírita.

De acordo com as duas primeiras, os laços de família são rompidos pela morte, e não há nenhuma esperança de se reencontrarem; com a terceira, há possibilidade de se reverem, contanto que esteja no mesmo meio, podendo esse meio ser o inferno ou o paraíso; com a pluralidade das existências, que é inseparável do progresso gradual, existe a certeza da continuidade das relações entre os que se amam, e é isso o que constitui a verdadeira família.

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O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
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Mandato Pessoal


Não precisa você perguntar pelos desígnios da vida a seu respeito. O que temos a fazer está perto, quando o dia retorna. Seu posto - seu compromisso.

O dever chega traçado pelas circunstâncias. Ninguém necessita espiar longe para descobrir o mandato de que se investe.

Observe em derredor a obrigação que lhe reclama devotamento. Às vezes, é um filho que espera por seu exemplo, de outras, o problema doméstico a exprimir-se multiface, requisitando atenção.

Urge perceber que o contrato de serviço assinado perante as leis do destino não se circunscreve ao âmbito do lar. Estende-se para além.

Seu encargo de auxiliar alcança o chefe que se fez incompreensivo, o companheiro que se cansou a meio do caminho, o subalterno em dificuldade, o irmão anônimo que pede apoio e compreensão.

Não se diga em atividade apagada. Toda tarefa proveitosa jaz impregnada de grandeza. Nenhuma insignificante, nenhuma inútil.

Os técnicos que idealizam e levantam os veículos modernos dependem dos seringueiros para calçá-los.

A onda radiofônica transmite a palavra de um continente a outro, subordinando-se à válvula para conferir-lhe expressão.

A escalada do progresso necessita de esforço conjunto. Conjunto é obra de todos.

Sua incumbência de hoje não é lugar fixo e sim degrau. Subida exige suor.

Rebento frágil, se atende às imposições da natureza, converte-se em árvore frutífera. Aprendiz que persevera no estudo será comandante do ensino. Concretize o trabalho que lhe foi confiado. É seu.

Jesus não solicitou a salvação do mundo a ninguém. Esta a maior petição que o Mestre nos endereçou: "amai-vos uns aos outros como eu vos amei", querendo significar que o coração de cada um deve sair ao encontro de outros corações, através do serviço.

Segundo é fácil de ver, a nossa construção mais urgente é fazer o que a vida nos pede fazer a benefício dos outros. Fora disso, o que empreendermos será fuga. Toda fuga é atraso.

Estejamos convencidos que o mal - o mal verdadeiro expressando cristalização de ignorância - nasce invariavelmente do bem que retardou.

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Kelvin Van Dine
Waldo Vieira
Obra: Entre irmãos de outras terras
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DENTRO DE CASA


É provável, sem dúvida, que contes com inúmeros problemas dentro de casa, sem que consigas solucioná-los.

Leva, porém, em consideração que, muitas vezes, o não-agravamento dessa ou daquela delicada situação familiar representa o auxílio efetivo com que esperas a intercessão do Mais Além.

Assim, sob a alegação de que faceias dificuldades domésticas em demasia, não te eximas ao cumprimento do dever a que a caridade te chama fora do lar.

O que providencias em favor dos mais carentes é o que, em essência, reivindicas para ti.

O Céu te socorre através do próprio socorro que fazes chegar aos semelhantes.

O que consegues em benefício dos filhos alheios, outros pais haverão de conseguir em benefício de teus filhos.

Ante os tribunais da Divina Justiça, a caridade é pedido que se protocola com prioridade de favorável resposta.

Não te agastes, nem te aborreças, em teus transitórios insucessos junto aos que mais amas.

Do que semeias nos campos da Vida, mais cedo ou mais tarde os celeiros de teu lar se faltarão.

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Irmão José
Carlos Baccelli
Obra: Lições da vida
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