domingo, 10 de dezembro de 2023

Uma leitura para o coração


“Sou o grande médico das almas e venho trazer-­vos o remédio que vos há de curar. Os fracos, os sofredores e os enfermos são os meus filhos prediletos.” O Espírito de Verdade (Bordéus, 1861) O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – capítulo VI – item 7.

Afastemos um pouco das reflexões mais densas e façamos uma pausa para meditação. Dilata tua sensibilidade e lê com o sentimento as anotações a seguir. Depois escuta os recados do teu coração.

* * *

A Doutrina Espírita é a medicação recuperativa das nossas vidas. Sua “substância ativa” é o Evangelho. Sua “bula” é estritamente individual. Para cada um
haverá uma dosagem e forma de aplicação. O movimento espírita é a nossa enfermaria abençoada onde encontramo‐nos internados na busca de nossa alta médica. Tarefa e estudo, provas e oportunidades são terapêuticas necessárias na solução de nossas enfermidades. Perante esse quadro de experiências da nossa trajetória de aprendizado, listemos algumas prescrições indispensáveis para a cura: 

· Onde se reúnem doentes, torna‐se dispensável realçar imperfeições e deslizes. Todos sabemos de nossa condição. Falemos de saúde e aproveitamento.

 · Esqueçamos as vivências dolorosas e examinemos as conquistas. Indaguemos: em que melhorei? O que aprendi? 

· Somos doentes graves, mas temos o melhor médico, Jesus.

 · Perdoemos incondicionalmente o companheiro de enfermaria. Ele também é
alguém em busca de si mesmo. 

· Trazemos na intimidade todos os antídotos para nossas imperfeições. Resta‐ nos descobri‐los. 

· De fato, alguns doentes esquecem suas necessidades. O melhor a fazer para auxiliá‐los é a oração. 

. Alguns enfermos carecem de tratamentos específicos. Por não entendermos tais medidas, evitemos julgá‐los. 

· Uma única certeza: todos nós teremos alta médica e alcançaremos a saúde. 

· As raras criaturas sadias foram chamadas a Postos Maiores. Cuidam de nós. 

· Uma pergunta diária: que farei pela minha recuperação?

 · Uma atitude diária: doses elevadas de preces e trabalho. 

· O caminho seguro para fortalecimento e alegria: a amizade sincera, leal e fraterna. 

· O que nunca devemos esquecer: antes repudiávamos a ideia de internação. Hoje desejamos tratar.

 · Esqueçamos a noção de tempo e sejamos gratos pela oportunidade de uma vaga nessa benfazeja enfermaria.

 · Nos momentos de crise, evitemos projetar decepções e revolta nos outros ou reclamar do ambiente que nos acolheu para refazimento e orientação. Crises são indícios oportunos para exames e diagnósticos mais apurados sobre nossas dores.

 · Saber que estamos enfermos não basta. É preciso sentir. Nossa cura virá do coração.

Recordemos a frase confortadora do Espírito Verdade: Os fracos, os sofredores e os enfermos são os meus filhos prediletos. 

Agora vá e escuta os recados do teu coração e Deus te abençoe com paz íntima.

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Ermance Dufaux
Wanderley S. de Oliveira
Obra: ESCUTANDO SENTIMENTOS
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10 de dezembro

Não perca tempo e energia se debatendo como um peixe fora d'água, culpando outras pessoas pelo que acontece a você.

Saiba simplesmente que tudo está em suas mãos.

Portanto, você pode corrigir as circunstâncias sem ajuda de ninguém se você separar alguns momentos para encontrar, na quietude, sua paz interior, e aguardar que Eu Me manifeste.

Nada do que você procura lhe será escondido se você depositar tudo à Minha frente e se colocar à Minha disposição para fazer a Minha vontade, e somente a Minha vontade.

E você só descobrirá qual é a Minha vontade quando você aprender a ficar quieto.

Não se esforce muito; solte-se, relaxe e encontre a paz de coração e de mente que abre todas as portas e revela a luz da verdade. Você descobrirá que você consegue realizar muito mais quando você relaxa e coloca tudo em Minhas mãos.

E então, bem quieto, sirva-Me e permita que tudo flua livre e naturalmente, sem qualquer esforço de sua parte, e assim se desenvolva na verdadeira perfeição.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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Mensagem do ESE:


Motivos de Resignação

12 – Pelas palavras: Bem-aventurados os aflitos, porque eles serão consolados, Jesus indica, ao mesmo tempo, a compensação que espera os que sofrem e a resignação que nos faz bendizer o sofrimento, como o prelúdio da cura.

Essas palavras podem, também, ser traduzidas assim: deveis considerar-vos felizes por sofrer, porque as vossas dores neste mundo são as dívidas de vossas faltas passadas, e essas dores, suportadas pacientemente na Terra, vos poupam séculos de sofrimento na vida futura. Deveis, portanto, estar felizes por Deus ter reduzido vossa dívida, permitindo-vos quitá-las no presente, o que vos assegura a tranqüilidade para o futuro.

O homem que sofre é semelhante a um devedor de grande soma, a quem o credor dissesse: “Se me pagares hoje mesmo a centésima parte, darei quitação do resto e ficarás livre; se não, vou perseguir-te até que pagues o último centavo”. O devedor não ficaria feliz de submeter-se a todas as privações, para se livrar da dívida, pagando somente a centésima parte da mesma? Em vez de queixar-se do credor, não lhe agradeceria?

É esse o sentido das palavras: “Bem-aventurados os aflitos, porque eles serão consolados”. Eles são felizes porque pagam suas dívidas, e porque, após a quitação, estarão livres. Mas se, ao procurar quitá-las de um lado, de outro se endividarem, nunca se tornarão livres. Ora, cada nova falta aumenta a dívida, pois não existe uma única falta, qualquer que seja, que não traga consigo a própria punição, necessária e inevitável. Se não for hoje, será amanhã; se não for nesta vida, será na outra. Entre essas faltas, devemos colocar em primeiro lugar a falta de submissão à vontade de Deus, de maneira que, se reclamamos das aflições, se não as aceitamos com resignação, como alguma coisa que merecemos, se acusamos a Deus de injusto, contraímos uma nova dívida, que nos faz perder os benefícios do sofrimento. Eis por que precisamos recomeçar, exatamente como se, a um credor que nos atormenta, enquanto pagamos as contas, vamos pedindo novos empréstimos.

Ao entrar no Mundo dos Espíritos, o homem é semelhante ao trabalhador que comparece no dia de pagamento. A uns, dirá o patrão: “Eis a paga do teu dia de trabalho”. A outros, aos felizes da Terra, aos que viveram na ociosidade, que puseram a sua felicidade na satisfação do amor próprio e dos prazeres mundanos, dirá: “Nada tendes a receber, porque já recebestes o vosso salário na Terra. Ide, e recomeçai a vossa tarefa”.

13 – O homem pode abrandar ou aumentar o amargor das suas provas, pela maneira de encarar a vida terrena. Maior é o seu sofrimento, quando o considera mais longo. Ora, aquele que se coloca no ponto de vista da vida espiritual, abrange na sua visão a vida corpórea, como um ponto no infinito, compreendendo a sua brevidade, sabendo que esse momento penoso passa bem depressa. A certeza de um futuro próximo e mais feliz o sustenta e encoraja, e em vez de lamentar-se, ele agradece ao céu as dores que o fazem avançar. Para aquele que, ao contrário, só vê a vida corpórea, esta parece interminável, e a dor pesa sobre ele com todo o seu peso. O resultado da maneira espiritual de encarar a vida é a diminuição de importância das coisas mundanas, a moderação dos desejos humanos, fazendo o homem contentar-se com a sua posição, sem invejar a dos outros, e sentir menos os seus revezes e decepções. Ele adquire, assim, uma calma e uma resignação tão úteis à saúde do corpo como à da alma, enquanto com a inveja, o ciúme e a ambição, entregam-se voluntariamente à tortura, aumentando as misérias e as angústias de sua curta existência.

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O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
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DONATIVOS MENOSPREZADOS


Cumprir os próprios deveres sem esperar que os amigos teçam láureas de gratidão.

Calar toda queixa.

Abster-se do gracejo nas conversas de fundo edificante para não desencorajar a responsabilidade nascente.

Grafar páginas consoladoras e construtivas sem a pretensão de sermos compreendidos ou elogiados.

Prestar favores oportunos ao próximo sem a ideia de que o próximo venha, por isso, a dever-nos qualquer coisa, ainda mesmo o agradecimento mais simples.

Reconhecer que as faltas dos outros podiam ser nossas a fim de que saibamos desculpa-los sem condições.

Não supor que o ouvinte ou os ouvintes seja obrigado a pensar pela nossa cabeça.

Executar os erros de quem se exprime numa assembleia, sem sorrisos de mofa, para.que o iniciante no cultivo do verbo superior não se sinta frustrado em seus intentos de bem fazer.

Não atribuir a outrem essa ou aquela falha havida em serviço.

Auxiliar aos irmãos menos felizes sem exprobrar-lhes a conduta passada.

Não acusar e nem criticar pessoas sob o pretexto de estarem ausentes.

Silenciar diante dos grandes ou pequenos escândalos, sem considerações deprimentes,
orando em favor daqueles que os provocaram.

Não reclamar homenagens afetivas nessa ou naquela circunstância.

Ouvir com respeito à palavra ou a dissertação supostamente fastidiosa, sem ofender a quem fala.

Evitar a maledicência em derredor de gestos, atitudes e frases sob nossa observação.

Substituir espontaneamente e sem qualquer apontamento desfavorável, nas boas obras, o seareiro em falta nas atividades previstas.

Executar com sinceridade as obrigações que a vida nos preceitua sem a preocupação de invadir as tarefas alheias.

Não opor contraditas às opiniões do interlocutor e sim ajuda-lo, sem presunção, a entender a verdade em torno disso ou daquilo, no momento adequado.

Amar sem pedir que os entes amados se convertam em bibelôs dos nossos caprichos.

Não exigir das criaturas humanas a perfeição moral que todos estamos muito longe de possuir.

Deixar os companheiros tão livres para encontrarem a própria felicidade quanto aspiramos a ser livres por nossa vez.

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Militão Pacheco
Chico Xavier
Obra: Ideal espírita
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sábado, 9 de dezembro de 2023

Seja o que deseja ser



Seja o que você deseja ser.

Não dê importância ao que os outros dizem.

Você é filho de Deus, e como tal tem direito à sua liberdade.

Não desanime diante dos impedimentos e das dores.

Fique certo de que você, unicamente você, terá de dar contas de seus atos…

Portanto, busque dentro de si mesmo a luz divina, e seja exatamente o que você deseja ser: subindo sempre.

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Carlos Pastorino
Obra: Minutos de sabedoria
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09 de dezembro

Para determinar o ritmo do dia, você deve aprender a ter um momento de quietude e harmonização logo de manhã, quando você acorda, antes que sua mente se embarace com os acontecimentos do dia.

Sua vida é como uma tela em branco, sem nenhuma marca.

Deixe que as primeiras pinceladas ao despertar sejam firmes e definidas.

Deixe que elas sejam plenas de amor, inspiração e expectativa do que de melhor possa acontecer para você neste dia que se inicia.

Você se perceberá num estado muito tranquilo, receptivo e impressionável.

Neste estado você será capaz de direcionar suas atividades mentais pelo caminho mais alto e aconselhável.

Entre no novo dia preparado para que o melhor aconteça em tudo que você fizer.

Passo a passo veja o padrão perfeito se descortinar para o seu dia e para você.

Ontem já é passado, um novo e glorioso dia está à sua frente, e você está em harmonia com toda a vida.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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Mensagem do ESE:

Limites da encarnação

Quais os limites da encarnação?

A bem dizer, a encarnação carece de limites precisamente traçados, se tivermos em vista apenas o envoltório que constitui o corpo do Espírito, dado que a materialidade desse envoltório diminui à proporção que o Espírito se purifica. Em certos mundos mais adiantados do que a Terra, já ele é menos compacto, menos pesado e menos grosseiro e, por conseguinte, menos sujeito a vicissitudes. Em grau mais elevado, é diáfano e quase fluídico. Vai desmaterializando-se de grau em grau e acaba por se confundir com o perispírito. Conforme o mundo em que é levado a viver, o Espírito reveste o invólucro apropriado à natureza desse mundo.

O próprio perispírito passa por transformações sucessivas. Torna-se cada vez mais etéreo, até à depuração completa, que é a condição dos puros Espíritos. Se mundos especiais são destinados a Espíritos de grande adiantamento, estes últimos não lhes ficam presos, como nos mundos inferiores. O estado de desprendimento em que se encontram lhes permite ir a toda parte onde os chamem as missões que lhes estejam confiadas.
Se se considerar do ponto de vista material a encarnação, tal como se verifica na Terra, poder-se-á dizer que ela se limita aos mundos inferiores. Depende, portanto, de o Espírito libertar-se dela mais ou menos rapidamente, trabalhando pela sua purificação.

Deve também considerar-se que no estado de desencarnado, isto é, no intervalo das existências corporais, a situação do Espírito guarda relação com a natureza do mundo a que o liga o grau do seu adiantamento. Assim, na erraticidade, é ele mais ou menos ditoso, livre e esclarecido, conforme está mais ou menos desmaterializado.

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– São Luís. (Paris, 1859.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. IV, item 24.)
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Solicitação Fraterna


Ajude com a sua oração a todos os irmãos:

- que jamais encontram tempo ou recursos para serem úteis a alguém;

- que se declaram afrontados pela ingratidão, em toda a parte;

- que trajam os olhos de luto para enxergarem o mal, em todas as situações;

- que contemplam mil castelos nas nuvens, mas que não acendem nem uma vela no chão;

- que somente cooperam na torre de marfim do personalismo, sem lhe descerem os degraus para colaborar com os outros;

- que se acreditam emissários especiais e credores dos benefícios de exceção;

- que devoram precioso tempo dos ouvintes, falando exclusivamente de si;

- que desistem de continuar aprendendo na luta humana;

- que exibem o realejo da desculpa para todas as faltas;
- que sustentam a vocação de orquídeas no salão do mundo;

- que se julgam centros compulsórios das atenções gerais;

- que fazem o culto sistemático à enfermidade e ao obstáculo.

São doentes graves que necessitam do Amparo Silencioso.
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André Luiz
Chico Xavier 
Obra: Agenda Cristã 
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sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

Doadores de paz


“Não penseis que vim trazer paz à Terra; não vim trazer paz, mas espada.” — Jesus (Mateus, 10.34)

Os obreiros da paz são sempre esteios benditos, na formação da felicidade humana.

 Os que falam na concórdia…

 Os que escrevem, concitando a serenidade…

 Os que pregam a necessidade de entendimento…

 Os que exortam à harmonia…

Os que trabalham pelo equilíbrio…

Os verdadeiros pacificadores, no entanto, compreendem que a paz se levanta por dentro da luta e, por isso mesmo, não ignoram que ela é construída — laboriosamente construída — por aqueles que se dedicam à edificação do Reino do Amor, entre as criaturas, tais quais sejam:

os que carregam os fardos dos companheiros, diminuindo-lhes as preocupações;

 os que aguentam, sozinhos, pesados sacrifícios para que os entes queridos não se curvem, sob o peso da angústia;

os que procuram esquecer-se para que outros se façam favorecidos ou destacados;

os que abraçam responsabilidades e compromissos de que já se sentem dispensados, para que haja mais amplas facilidades no caminho dos semelhantes.

 Em certa ocasião, disse-nos Jesus: — “Eu não vim trazer paz à Terra e sim a divisão”, entretanto, em outro lance dos seus ensinamentos afirmou-nos, convincente: — “A minha paz vos dou, mas não vo-la dou como o mundo a dá.” 

O Divino Mestre deu-nos claramente a perceber que, para sermos construtores da paz, é preciso saber doar-lhe o bálsamo vivificante, em favor dos outros, conservando, bastas vezes, o fogo da luta pelo próprio burilamento, no fechado recinto do coração.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Mais perto
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08 de dezembro

Quantas vezes por dia você se conscientiza de Mim?

Quantas vezes por dia você reconhece a Minha mão no que está acontecendo e Me agradece?

Observe-se hoje e tente manter contato coMigo o tempo todo.

Não será fácil no começo, porque você vai se dispersar pelos atalhos e estradas da vida e então nenhum pensamento sobre Min entrará na sua consciência por longos.períodos de tempo.

Para começar, você terá que aprender a trazer sua consciência de volta para Mim e parar de andar a esmo.

Mas, à medida que você continua a fazer sempre isso, gradualmente você ficará mais e mais conscientemente alerta para a Minha presença.

Você aprenderá a viver e a se mover e manter seu ser em Mim, e você entenderá a significado da nossa unidade: você entenderá que não há separação, que EU ESTOU em você e você está em Mim, e que nós somos um.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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Mensagem do ESE:

Parábola do semeador

Naquele mesmo dia, tendo saído de casa, Jesus sentou-se à borda do mar; — em torno dele logo reuniu-se grande multidão de gente; pelo que entrou numa barca, onde sentou-se, permanecendo na margem todo o povo. — Disse então muitas coisas por parábolas, falando-lhes assim:
Aquele que semeia saiu a semear; — e, semeando, uma parte da semente caiu ao longo do caminho e os pássaros do céu vieram e a comeram. — Outra parte caiu em lugares pedregosos onde não havia muita terra; as sementes logo brotaram, porque carecia de profundidade a terra onde haviam caído. — Mas, levantando-se, o sol as queimou e, como não tinham raízes, secaram. — Outra parte caiu entre espinheiros e estes, crescendo, as abafaram. Outra, finalmente, caiu em terra boa e produziu frutos, dando algumas sementes cem por um, outras sessenta e outras trinta. — Ouça quem tem ouvidos de ouvir. (S. MATEUS, cap. XIII, vv. 1 a 9.)

Escutai, pois, vós outros a parábola do semeador. — Quem quer que escuta a palavra do reino e não lhe dá atenção, vem o espírito maligno e tira o que lhe fora semeado no coração. Esse é o que recebeu a semente ao longo do caminho. — Aquele que recebe a semente em meio das pedras é o que escuta a palavra e que a recebe com alegria no primeiro momento. — Mas, não tendo nele raízes, dura apenas algum tempo. Em sobrevindo reveses e perseguições por causa da palavra, tira ele daí motivo de escândalo e de queda. — Aquele que recebe a semente entre espinheiros é o que ouve a palavra; mas, em quem, logo, os cuidados deste século e a ilusão das riquezas abafam aquela palavra e a tornam infrutífera. — Aquele, porém, que recebe a semente em boa terra é o que escuta a palavra, que lhe presta atenção e em quem ela produz frutos, dando cem ou sessenta, ou trinta por um. (S. MATEUS, cap. XIII, vv. 18 a 23.)

A parábola do semeador exprime perfeitamente os matizes existentes na maneira de serem utilizados os ensinos do Evangelho. Quantas pessoas há, com efeito, para as quais não passa ele de letra morta e que, como a semente caída sobre pedregulhos, nenhum fruto dá!

Não menos justa aplicação encontra ela nas diferentes categorias espíritas. Não se acham simbolizados nela os que apenas atentam nos fenômenos materiais e nenhuma conseqüência tiram deles, porque neles mais não vêem do que fatos curiosos? Os que apenas se preocupam com o lado brilhante das comunicações dos Espíritos, pelas quais só se interessam quando lhes satisfazem à imaginação, e que, depois de as terem ouvido, se conservam tão frios e indiferentes quanto eram? Os que reconhecem muito bons os conselhos e os admiram, mas para serem aplicados aos outros e não a si próprios? Aqueles, finalmente, para os quais essas instruções são como a semente que cai em terra boa e dá frutos?

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, itens 5 e 6.)
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HIGIENE ESPIRITUAL


Ante os detritos da maledicência, usemos a vassoura das boas palavras.

Ante o lixo do sarcasmo, cavemos a fossa do silêncio.

Ante os vermes da crueldade, mobilizemos os antisséticos do socorro cristão.

Ante o vírus da cólera ou da irritação que nos defrontar nas frases ou nas atitudes alheias,

Ante os tóxicos do pessimismo negrejante, acendamos claridade do bom ânimo.

Ante o veneno da ociosidade, mobilizemos os nossos recursos de serviço.

Ante as serpes da incompreensão, realizemos mais vasto plantio de caridade.

Ante os micróbios da desconfiança, incentivemos a nossa sementeira de boa vontade e fé.

Ante a erva sufocante dos conflitos de opinião, refugiemo-nos na boa vontade para com todos, que procura garantir o bem, acima de tudo.

Ante as perigosas moléstias do amor próprio ferido, expressar-se no corpo e na alma, através de mil modos, pratiquemos o perdão incondicional e incessante.

Jesus não é somente o nosso Divino Orientador.

É também o Divino Médico de nossa vida.

Procuremos, pois, no Evangelho, as justas instruções para nossa higiene espiritual e alcançaremos a harmonia para sempre.

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André Luiz
Chico Xavier
Obra: Relicário de Luz
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quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

Aprendendo com o tédio



Muitos passam uma vida inteira entediados, esgotando uma existência que poderia ser benéfica para a construção da sociedade. Como diz a música popular “O que me consome é o tédio”.

Será o tédio simplesmente algo execrável? O tédio pode ser positivo ou negativo, dependendo da postura tomada em relação a ele.

Normalmente, quando os objetivos humanos buscados com ênfase e determinação são conquistados, encerram em si o sentido e o significado da vida. Na carreira quando se atinge os patamares desejados profissionalmente, pode haver desinteresse ou desânimo; na maternidade, o excessivo apego à prole produz aflições quando os filhos partem para o rumo de suas próprias existências (síndrome do ninho vazio); o contato diário com a violência e as injustiças pode gerar indiferença e conformismo; a busca de fama, fortuna e poder como objetivos de vida traduz-se, quando atingidos, em vazios existenciais; todas essas situações, entre outras, podem produzir tédio.

Na condição das conquistas terrenas, pode-se associar o tédio à perda de motivação e aborrecimento frente à vida, provocando desconforto moral, físico e espiritual.

Joanna de Ângelis assinala em sua obra um alerta:

“Quando te percebas a um passo do tédio, por uma ou outra razão qualquer, assume nova postura e busca uma atividade que te preencha o tempo físico e o mental com estímulos para o prosseguimento da tua existência útil.

Nunca te considere impossibilitado de trabalhar, de agir no bem, de produzir.

Por mais complexos que sejam os impedimentos que te apresentem, se insistires na ação, descobrirás recursos valiosos para o prosseguimento jubiloso da existência corporal.”

O tédio e a falta de vontade dificilmente ocorrem quando objetivos superiores estiverem aliados às conquistas no campo terreno. A automotivação decorre do contato com as pessoas, suas necessidades e com os serviços que devem ser realizados. Aspirar a ideais nobres, nos objetivos reencarnatórios, resulta em uma vida profícua em trabalho, realizações e felicidade.

O tédio, portanto, deve servir de alerta para os reais fins que objetivam a vida. Se padecermos deste flagelo, é imperioso despertar enquanto é tempo, deixando de supervalorizar o que é transitório e perecível para elevar o que é imortal e eterno.

Positivamente, o tédio também age no seio da espiritualidade ainda incrustada na inferioridade, que adere ao mal espontaneamente. Na obra Libertação, André Luiz analisa a situação de Gregório, espírito comandante das legiões voltadas para o mal, que apenas se abre para novos conceitos, para a Luz trazida pelos benfeitores após se entediar na prática das iniqüidades, cansando do sofrimento que provocava e padecia.

Pelas mãos de Divaldo Franco, Joanna orienta:

“Substituindo, embora sem cancelar, as aspirações em torno das conquistas materiais por aqueloutras de ordem moral e espiritual, o sentido existencial permanece e o ser humano avança sem detença na construção da plenitude, auto-iluminando-se, auxiliando o seu próximo e auto-realizando-se. (…)

Conforme assevera com propriedade um velho refrão, que o trabalho é ainda a melhor maneira de fazer o tempo passar, labora sem descanso e acompanharás o suceder das horas em clima de alegria.”

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Grupo Espírita Seara do Mestre - GESM
Luis Roberto Scholl
¹FRANCO, Divaldo. Diretrizes para o êxito. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. 2 ed. Salvador, Ba: LEAL, 2004. p.83

²XAVIER, Francisco. Libertação. Pelo Espírito André Luiz.26. ed. Rio[de Janeiro]. FEB, 2003.

³FRANCO, Divaldo. Idem. p. 84

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07 de dezembro

Quando você não está harmonizado com a ordem divina das coisas, você atrai desarmonia e desunião.

Você se descobrirá nadando contra a corrente, não indo a lugar nenhum e simplesmente se exaurindo.

Por que não ir com a corrente, fluindo livremente e em harmonia com o que está acontecendo?

Quando você aprender a fazer isso, você se encontrará em harmonia com tudo e com todos à sua volta.

Você não vai mais se sentir como um peixe fora d'água, mas se fundirá perfeitamente com o ambiente à sua volta.

Você descobrirá que está em harmonia consigo mesmo e que a harmonia interior refletirá no exterior.

A vida fluirá suavemente e tudo se encaixará perfeitamente.

Você verá milagre após milagre acontecer o tempo todo.

Esta maneira de viver se tornará a maneira normal para você porque você estará sintonizado coMigo e Eu poderei trabalhar em você e através de você para realizar Minhas dádivas e glórias.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

A caridade material e a caridade moral

“Amemo-nos uns aos outros e façamos aos outros o que quereríamos nos fizessem eles.” Toda a religião, toda a moral se acham encerradas nestes dois preceitos. Se fossem observados nesse mundo, todos seríeis felizes: não mais aí ódios, nem ressentimentos. Direi ainda: não mais pobreza, porquanto, do supérfluo da mesa de cada rico, muitos pobres se alimentariam e não mais veríeis, nos quarteirões sombrios onde habitei durante a minha última encarnação, pobres mulheres arrastando consigo miseráveis crianças a quem tudo faltava.

Ricos! pensai nisto um pouco. Auxiliai os infelizes o melhor que puderdes. Dai, para que Deus, um dia, vos retribua o bem que houverdes feito, para que tenhais, ao sairdes do vosso invólucro terreno, um cortejo de Espíritos agradecidos, a receber-vos no limiar de um mundo mais ditoso.

Se pudésseis saber da alegria que experimentei ao encontrar no Além aqueles a quem, na minha última existência, me fora dado servir!...

Amai, portanto, o vosso próximo; amai-o como a vós mesmos, pois já sabeis, agora, que, repelindo um desgraçado, estareis, quiçá, afastando de vós um irmão, um pai, um amigo vosso de outrora. Se assim for, de que desespero não vos sentireis presa, ao reconhecê-lo no mundo dos Espíritos!

Desejo compreendais bem o que seja a caridade moral, que todos podem praticar, que nada custa, materialmente falando, porém, que é a mais difícil de exercer-se.

A caridade moral consiste em se suportarem umas às outras as criaturas e é o que menos fazeis nesse mundo inferior, onde vos achais, por agora, encarnados. Grande mérito há, crede-me, em um homem saber calar-se, deixando fale outro mais tolo do que ele. É um gênero de caridade isso. Saber ser surdo quando uma palavra zombeteira se escapa de uma boca habituada a escarnecer; não ver o sorriso de desdém com que vos recebem pessoas que, muitas vezes erradamente, se supõem acima de vós, quando na vida espírita, a única real, estão, não raro, muito abaixo, constitui merecimento, não do ponto de vista da humildade, mas do da caridade, porquanto não dar atenção ao mau proceder de ou trem é caridade moral.

Essa caridade, no entanto, não deve obstar à outra. Tende, porém, cuidado,
principalmente em não tratar com desprezo o vosso semelhante. Lembrai-vos de tudo o que já vos tenho dito: Tende presente sempre que, repelindo um pobre, talvez repilais um Espírito que vos foi caro e que, no momento, se encontra em posição inferior à vossa. Encontrei aqui um dos pobres da Terra, a quem, por felicidade, eu pudera auxiliar algumas vezes, e ao qual, a meu turno, tenho agora de implorar auxilio.

Lembrai-vos de que Jesus disse que todos somos irmãos e pensai sempre nisso, antes de repelirdes o leproso ou o mendigo. Adeus: pensai nos que sofrem e orai.

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– Irmã Rosália. (Paris, 1860.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 9.)
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Motivos para Desculpar


“Eu vos digo, porém, amai os vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, faze bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem.” Jesus – Mateus, 5:44

Em muitas ocasiões, quem imaginas te haja ferido, não tem disso a mínima ideia, de vez que terá agido sob a ação compulsiva de obsessão ou enfermidade.

Se recebeste comprovadamente uma ofensa de alguém, esse alguém terá dilapidado a tranquilidade própria, passando a carregar arrependimento e remorso, em posição de sofrimento que desconheces.

Perante os ofensores, dispõe da oportunidade de revelar compreensão e proveito, em matéria de aperfeiçoamento espiritual.

Aquele, a quem desculpas hoje uma falta cometida contra ti, será talvez, amanhã, o teu melhor defensor, se caíres em falta contra os outros.

Diante da desilusão recolhida do comportamento de alguém, coloca-te no lugar desse alguém, observando se conseguirias agir de outra forma, nas mesmas circunstâncias.

Capacitemo-nos de que condenar o companheiro que erra é agravar a infelicidade de quem já se vê suficientemente infeliz.

Revide de qualquer procedência, mesmo quando se enquiste unicamente na mágoa, não resolve problema algum.

Quem fere o próximo efetivamente não sabe o que faz, porquanto ignora as responsabilidades que assume na lei de causa e efeito.

Ressentimento não adianta de vez que todos somos espíritos eternos destinados a confraternizar-nos todos, algum dia, à frente da Bondade de Deus.

Desculpar ofensas e esquecê-las é livrar-se de perturbação e doença, permanecendo acima de qualquer sombra que se nos enderece na vida, razão por que, em nosso próprio benefício, advertiu-nos Jesus de que se deve perdoar qualquer falta não apenas sete vezes, mas setenta vezes sete vezes.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Mais perto
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quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

Estamos no lugar certo



Tenhamos todos a certeza de que estamos no lugar certo, de que somos muito importantes no meio em que vivemos.

As nossas vidas representam as nossas necessidades de transformação, de superação e crescimento.

As pessoas que nos cercam nos possibilitam reparar erros passados, permitem-nos exercitar a paciência e o perdão, dão-nos a oportunidade de amar e de sermos amados.

Estamos no lugar certo, quando nos chegam irmãos menores que nos cabe auxiliar: irmãos famintos de pão, de um gesto de carinho ou simplesmente de um ouvido para os ouvir.

A vida fere nosso orgulho para que possamos compreender a humildade; esbarra no nosso egoísmo para que aprendamos a dividir; destrói a vaidade dos nossos corpos para que aprendamos a dar valor aos nossos espíritos.

Nosso Pai nos dá essas oportunidades, esperando que, com nosso esforço, possamos crescer e ser verdadeiramente felizes.

Sabe que os avanços são pequenos, mas constantes. Precisamos desenvolver nossos melhores valores, buscar no nosso coração os bons sentimentos desenvolvidos.

Estamos no lugar certo para sermos melhores, para sermos felizes, para aprendermos a viver em paz.

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Sérgio Guimarães
pelo espírito Aulus
Obra: É hora de abrirmos as portas do nosso coração
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06 de dezembro

Não permita que vaidade intelectual, ideias preconcebidas e preconceitos bloqueiem seu caminho; nem se feche à verdade que vem através de meios não convencionais ou ortodoxos.

Você está caminhando em direção ao novo e precisa estar preparado para aceitar novos valores e conceitos.

Uma criança que passa de ano na escola tem que aprender a se expandir e aceitar todas as novas matérias.

O mesmo acontece para quem entra na Nova Era.

Você tem que estar disposto a se diversificar, a tentar novas experiências, a se arriscar no desconhecido.

Tem, também, que estar disposto inclusive a errar, sabendo que com os erros você vai crescer em sabedoria, conhecimento e compreensão.

Mas não se preocupe; as mudanças exigidas de você não serão bruscas; elas lhe serão introduzidas passo a passo e você poderá se acostumar com elas gradualmente.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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Mensagem do ESE:

Pelas suas obras é que se reconhece o cristão

“Nem todos os que me dizem: Senhor! Senhor! entrarão no reino dos céus, mas somente aqueles que fazem a vontade de meu Pai que está nos céus.”
Escutai essa palavra do Mestre, todos vós que repelis a Doutrina Espírita como obra do demônio. Abri os ouvidos, que é chegado o momento de ouvir.

Será bastante trazer a libré do Senhor, para ser-se fiel servidor seu? Bastará dizer: “Sou cristão”, para que alguém seja um seguidor do Cristo? Procurai os verdadeiros cristãos e os reconhecereis pelas suas obras. “Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má pode dar frutos bons.” — “Toda árvore que não dá bons frutos é cortada e lançada ao fogo.” São do Mestre essas palavras. Discípulos do Cristo, compreendei-as bem! Que frutos deve dar a árvore do Cristianismo, árvore possante, cujos ramos frondosos cobrem com sua sombra uma parte do mundo, mas que ainda não abrigam todos os que se hão de grupar em torno dela? Os da árvore da vida são frutos de vida, de esperança e de fé. O Cristianismo, qual o fizeram há muitos séculos, continua a pregar essas virtudes divinas; esforça-se por espalhar seus frutos, mas quão poucos os colhem! A árvore é boa sempre, porém maus são os jardineiros. Entenderam de moldá-la pelas suas idéias; de talhá-la de acordo com as suas necessidades; cortaram-na, diminuíram-na, mutilaram-na; tornados estéreis, seus ramos não dão maus frutos, porque nenhuns mais produzem. O viajor sedento, que se detém sob seus galhos à procura do fruto da esperança, capaz de lhe restabelecer a força e a coragem, somente vê uma ramaria árida, prenunciando tempestade. Em vão pede ele o fruto de vida à árvore da vida; caem-lhe secas as folhas; tanto as remexeu a mão do homem, que as crestou.

Abri, pois, os ouvidos e os corações, meus bem-amados! Cultivai essa árvore da vida, cujos frutos dão a vida eterna. Aquele que a plantou vos concita a tratá-la com amor, que ainda a vereis dar com abundância seus frutos divinos. Conservai-a tal como o Cristo vo-la entregou: não a mutileis; ela quer estender a sua sombra imensa sobre o Universo: não lhe corteis os galhos. 

Seus frutos benfazejos caem abundantes para alimentar o viajor faminto que deseja chegar ao termo da jornada; não amontoeis esses frutos, para os armazenar e deixar apodrecer, a fim de que a ninguém sirvam. “Muitos são os chamados e poucos os escolhidos.” É que há açambarcadores do pão da vida, como os há do pão material. Não sejais do número deles; a árvore que dá bons frutos tem que os dar para todos. Ide, pois, procurar os que estão famintos; levai-os para debaixo da fronde da árvore e partilhai com eles do abrigo que ela oferece. — “Não se colhem uvas nos espinheiros.” Meus irmãos, afastai-vos dos que vos chamam para vos apresentar as sarças do caminho, segui os que vos conduzem à sombra da árvore da vida.

O divino Salvador, o justo por excelência, disse, e suas palavras não passarão: “Nem todos os que dizem: Senhor! Senhor! entrarão no reino dos céus; entrarão somente os que fazem a vontade de meu Pai que está nos céus.”
Que o Senhor de bênçãos vos abençoe; que o Deus de luz vos ilumine; que a árvore da vida vos ofereça abundantemente seus frutos! Crede e orai. — Simeão. (Bordéus, 1863.)

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVIII, item 16.)
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MANEIRA DE DIZER AS COISAS


Uma sábia e conhecida anedota árabe diz que, certa feita, um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes.

Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho.

- Que desgraça, senhor! Exclamou o adivinho.

- Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.

- Mas que insolente – gritou o sultão, enfurecido. Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui!

Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem açoites.

Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho.

Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe:

- Excelso senhor! Grande felicidade vos está reservada. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.

A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho.

E quando este saía do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado:

- Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem açoites e a você com cem moedas de ouro.

- Lembra-te meu amigo – respondeu o adivinho – que tudo depende da maneira de dizer.

Um dos grandes desafios da humanidade é aprender a arte de comunicar-se.

Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra.

Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta dúvida. Mas a forma com que ela é comunicada é que tem provocado, em alguns casos, grandes problemas.

A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta.

Mas se a envolvemos em delicada embalagem e a oferecemos com ternura, certamente será aceita com facilidade.

A embalagem, nesse caso, é a indulgência, o carinho, a compreensão e, acima de tudo, a vontade sincera de ajudar a pessoa a quem nos dirigimos.

Ademais, será sábio de nossa parte se antes de dizer aos outros o que julgamos ser uma verdade, dizê-la a nós mesmos diante do espelho.

E, conforme seja a nossa reação, podemos seguir em frente ou deixar de lado o nosso intento.

Importante mesmo, é ter sempre em mente que o que fará diferença é a maneira de dizer as coisas...
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A sublime arte da comunicação foi sabiamente ensinada por Jesus.

Ele falava com sabedoria tanto aos doutores da lei quanto às pessoas simples e iletradas.

Há pessoas que se dizem bons comunicadores mas que não conseguem fazer com que suas palavras cheguem aos corações e às mentes.

Jesus, o comunicador por excelência, falava e suas palavras calavam fundo nas almas, porque aliava às palavras, os seus atos, ou seja, falava e exemplificava com a própria vivência.

O grande segredo para uma boa comunicação, portanto, é o exemplo de quem fala.

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Redação do Momento Espírita
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