segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

Irmã Clara


Nossa vida pode ser comparada a grande curso educativo, em cujas classes inumeráveis damos e recebemos, ajudamos e somos ajudados. A serenidade, em todas as circunstâncias, será sempre a nossa melhor conselheira, mas, em alguns aspectos de nossa luta, a indignação é necessária para marcar a nossa repulsa contra os atos deliberados de rebelião ante as Leis do Senhor.

Essa elevada tensão de espírito, porém, nunca deve arrojar-se à violência e jamais deve perder a dignidade de que fomos investidos, recebendo da Divina Confiança a graça do conhecimento superior. Basta, dentro dela, a nossa abstenção dos atos que intimamente reprovamos, porque a nossa atitude é uma corrente de indução magnética. Em torno de nós, quem simpatiza conosco geralmente faz aquilo que nos vê fazer.

Nosso exemplo, em razão disso, é um fulcro de atração. Precisamos, assim, de muita cautela com a palavra, nos momentos de tensão alta do nosso mundo emotivo, a fim de que a nossa voz não se desmande em gritos selvagens ou em considerações cruéis que não passam de choques mortíferos que infligimos aos outros, semeando espinheiros de antipatia e revolta que nos prejudicarão a própria tarefa.

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Trecho do capítulo Irmã Clara, por Clara.
pelo Espírito André Luiz
Do livro: Entre a Terra e o Céu. Médium: Francisco Cândido Xavier.
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19 de fevereiro

Existem lições muito importantes que deveriam ser aprendidas por cada indivíduo nesta vida.

Por exemplo, aprender a fazer o que deve ser feito discretamente, sem perturbar os outros e sem estardalhaço.

Não afaste essas lições, achando que você já sabe tudo e que não precisa aprender coisas tão elementares.

Recolha-se ao seu interior e não deixe o orgulho o cegar para suas falhas, pois você não poderá ser plenamente usado por Mim se o orgulho espiritual obstruir o caminho.

Frequentemente esse orgulho o impede de aprender novas e vitalmente importantes lições que estão aguardando para serem assimiladas, e bloqueia seu crescimento espiritual.

Há sempre algo de novo para ser aprendido e absorvido e você só conseguirá fazê-lo se estiver preparado para se abrir e reconhecer suas necessidades.

Procure suprir essas necessidades com humildade e profunda gratidão. Você jamais cessará de aprender nesta vida.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

A caridade material e a caridade moral (II)

Meus amigos, a muitos dentre vós tenho ouvido dizer: Como hei de fazer caridade, se amiúde nem mesmo do necessário disponho?
Amigos, de mil maneiras se faz a caridade. Podeis fazê-la por pensamentos, por palavras e por ações.

Por pensamentos, orando pelos pobres abandonados, que morreram sem se acharem sequer em condições de ver a luz. Uma prece feita de coração os alivia. Por palavras, dando aos vossos companheiros de todos os dias alguns bons conselhos, dizendo aos que o desespero, as privações azedaram o ânimo e levaram a blasfemar do nome do Altíssimo: “Eu era como sois; sofria, sentia-me desgraçado, mas acreditei no Espiritismo e, vede, agora, sou feliz.” Aos velhos que vos disserem: “É inútil; estou no fim da minha jornada; morrerei como vivi”, dizei: “Deus usa de justiça igual para com todos nós; lembrai-vos dos obreiros da última hora.” Às crianças já viciadas pelas companhias de que se cercaram e que vão pelo mundo, prestes a sucumbir às más tentações, dizei: “Deus vos vê, meus caros pequenos”, e não vos canseis de lhes repetir essas brandas palavras. Elas acabarão por lhes germinar nas inteligências infantis e, em vez de vagabundos, fareis deles homens. Também isso é caridade.

Dizem, outros dentre vós: “Ora! somos tão numerosos na Terra, que Deus não nos pode ver a todos.” Escutai bem isto, meus amigos: Quando estais no cume da montanha, não abrangeis com o olhar os bilhões de grãos de areia que a cobrem? Pois bem: do mesmo modo vos vê Deus. Ele vos deixa usar do vosso livre-arbítrio, como vós deixais que esses grãos de areia se movam ao sabor do vento que os dispersa.

Apenas, Deus, em sua misericórdia infinita, vos pôs no fundo do coração uma sentinela vigilante, que se chama consciência. Escutai-a, que somente bons conselhos ela vos dará. Às vezes, conseguis entorpecê-la, opondo-lhe o espírito do mal. Ela, então, se cala. Mas, ficai certos de que a pobre escorraçada se fará ouvir, logo que lhe deixardes aperceber-se da sombra do remorso.

Ouvi-a, interrogai-a e com freqüência vos achareis consolados com o conselho que dela houverdes recebido.

Meus amigos, a cada regimento novo o general entrega um estandarte. Eu vos dou por divisa esta máxima do Cristo:

“Amai-vos uns aos outros.” Observai esse preceito, reuni-vos todos em torno dessa bandeira e tereis ventura e consolação.

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Um Espírito protetor. (Lião, 1860.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 10.)
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O Homem Honesto Segundo Deus ou Segundo os Homens


Nota: as respostas deste texto foram dadas pelo Espírito JOSEPH BRÊ, falecido em 1840, ao ser evocado em Bordéus, por sua neta, em 1862. O texto foi extraído do livro "O Céu e o Inferno" de Allan Kardec.

1. - Caro avô, podeis dizer-me como vos encontrais no mundo dos Espíritos, dando-me quaisquer pormenores úteis ao nosso progresso?

R. Tudo que quiseres, querida filha. Eu expio a minha descrença; porém, grande é a bondade de Deus, que atende às circunstâncias. Sofro, mas não como poderias imaginar: é o desgosto de não ter melhor aproveitado o tempo aí na Terra.

2. - Como? Pois não vivestes sempre honestamente?

R. Sim, no juízo dos homens; mas há um abismo entre a honestidade perante os homens e a honestidade perante Deus. E uma vez que desejas instruir-te, procurarei demonstrar-te a diferença. Aí, entre vós, é reputado honesto aquele que respeita as leis do seu País, respeito arbitrário para muitos. Honesto é aquele que não prejudica o próximo ostensivamente, embora lhe arranque muitas vezes a felicidade e a honra, visto o código penal e a opinião pública não atingirem o culpado hipócrita.

Em podendo fazer gravar na pedra do túmulo um epitáfio de virtude, julgam muitos terem pago sua dívida à Humanidade! Erro! Não basta, para ser honesto perante Deus, ter respeitado as leis dos homens; é preciso antes de tudo não haver transgredido as leis divinas. Honesto aos olhos de Deus será aquele que, possuído de abnegação e amor, consagre a existência ao bem, ao progresso dos seus semelhantes; aquele que, animado de um zelo sem limites, for ativo na vida; ativo no cumprimento dos deveres materiais, ensinando e exemplificando aos outros o amor ao trabalho; ativo nas boas ações, sem esquecer a condição de servo ao qual o Senhor pedirá contas, um dia, do emprego do seu tempo; ativo finalmente na prática do amor de Deus e do próximo.

Assim o homem honesto, perante Deus, deve evitar cuidadoso as palavras mordazes, veneno oculto sob flores, que destrói reputações e acabrunha o homem, muitas vezes cobrindo-o de ridículo. O homem honesto, segundo Deus, deve ter sempre cerrado o coração a quaisquer germens de orgulho, de inveja, de ambição; deve ser paciente e benévolo para com os que o agredirem; deve perdoar do fundo d'alma, sem esforços e sobretudo sem ostentação, a quem quer que o ofenda; deve, enfim, praticar o preceito conciso e grandioso que se resume no "amor de Deus sobre todas as coisas e do próximo como a si mesmo".

Eis aí, querida filha, aproximadamente o que deve ser o homem honesto perante Deus. Pois bem: tê-lo-ia eu sido? Não. Confesso sem corar que faltei a muitos desses deveres; que não tive a atividade necessária; que o esquecimento de Deus impeliu-me a outras faltas, as quais, por não serem passíveis às leis humanas, nem por isso deixam de ser atentatórias à lei de Deus. Compreendendo-o, muito sofri, e assim é que hoje espero mais consolado a misericórdia desse Deus de bondade, que perscruta o meu arrependimento. Transmite, cara filha, repete tudo o que aí fica a quantos tiverem a consciência onerada, para que reparem suas faltas à força de boas obras, a fim de que a misericórdia de Deus se estenda por sobre eles. Seus olhos paternais lhes calcularão as provações. Sua mão potente lhes apagará as faltas.

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KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno. FEB. Extraído do capítulo 3 - 2a. Parte -
Espíritos em condições medianas.
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domingo, 18 de fevereiro de 2024

Caminho áspero




De mensagem recebida em 13.11.1961

1 Tudo o que o homem comum estima por felicidade, não passa de fumo e cinza na própria Terra, que lhe guardará, por fim, os despojos.


De mensagem recebida em 10.09.1953

2 Ao longo de todas as sombras há, sempre, uma luz que nos acena de cima, incentivando-nos a escalar o monte de nossa redenção.


De mensagem recebida em 10.12.1966

3 Não permita que as tempestades humanas aniquilem as nossas flores divinas.

4 No círculo de todos os obstáculos não nos faltam as bênçãos do Senhor, que tudo vem fazendo em nosso benefício.

5 Todos os que procuram dificultar nossos passos, na senda evolutiva, são nossos instrutores. Com eles aprendemos a centralizar em Jesus os nossos pensamentos e expectativas. Nunca percamos semelhante realidade. Recordemos sempre que a Vontade Divina está imperando.

6 Dificuldades, lutas, problemas. Não pode deixar de ser assim. Somos Espíritos humanos vinculados à Terra e qualquer construção ou sementeira exigem trabalho, sacrifício, suor.


De mensagem recebida em 19.07.1973

7 Desentendimentos e obstáculos, sim, mas creiam que os mais aflitivos são aqueles que nascem de nós mesmos.

8 A jornada terrestre, em que se nos define o tempo da reencarnação, é semelhante à viagem através de caminho áspero. Caminho áspero das provas que nos cabe aceitar, em benefício de nós mesmos, a fim de nos melhorarmos ante a vida verdadeira, que é a Vida do Espírito.


De mensagem recebida em 14.11.1975

9 Reconhecemos que não é fácil transportar os planos mais elevados do coração para o solo das realidades humanas.

10 Pedras e espinhos das contradições com que somos defrontados no mundo estabelecem conflitos da vida interior, de árdua superação.

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Bezerra de Menezes
Chico Xavier
Obra: Queda e ascensão da casa dos benefícios

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18 de fevereiro

Quando você distribui incondicionalmente seu amor e sua compreensão, eles lhe serão devolvidos multiplicados.

Quando você distribui crítica e negatividade, elas também lhe serão devolvidas multiplicadas.

Aquilo que está no seu interior reflete no seu exterior.

É impossível esconder seu descontentamento, desagrado ou infelicidade, porque mais cedo ou mais tarde eles irão inchar como uma pústula que terá que ser lancetada.

Quanto antes o veneno se dispersar, melhor, e a melhor maneira de conseguir isso é mudando toda a sua atitude.

Substitua estes pensamentos venenosos, negativos, críticos, por pensamentos do mais puro amor, harmonia e compreensão.

E isto pode e deve ser feito o quanto antes. Você não precisa ficar chafurdando na sua própria infelicidade e depressão e nem deve perder tempo com autopiedade.

Quando você quiser fazer algo a respeito da sua condição, faça-o imediatamente. Mudanças podem acontecer num piscar de olhos.

🌿💐🌿
Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Os infortúnios ocultos

Nas grandes calamidades, a caridade se emociona e observam-se impulsos generosos, no sentido de reparar os desastres. Mas, a par desses desastres gerais, há milhares de desastres particulares, que passam despercebidos: os dos que jazem sobre um grabato sem se queixarem. Esses infortúnios discretos e ocultos são os que a verdadeira generosidade sabe descobrir, sem esperar que peçam assistência.

Quem é esta mulher de ar distinto, de traje tão simples, embora bem cuidado, e que traz em sua companhia uma mocinha tão modestamente vestida? Entra numa casa de sórdida aparência, onde sem dúvida é conhecida, pois que à entrada a saúdam respeitosamente. Aonde vai ela? Sobe até a mansarda, onde jaz uma mãe de família cercada de crianças. À sua chegada, refulge a alegria naqueles rostos emagrecidos. É que ela vai acalmar ali todas as dores. Traz o de que necessitam, condimentado de meigas e consoladoras palavras, que fazem que os seus protegidos, que não são profissionais da mendicância, aceitem o benefício, sem corar. O pai está no hospital e, enquanto lá permanece, a mãe não consegue com o seu trabalho prover às necessidades da família. Graças à boa senhora, aquelas pobres crianças não mais sentirão frio, nem fome; irão à escola agasalhadas e, para as menorzinhas, o leite não secará no seio que as amamenta. Se entre elas alguma adoece, não lhe repugnarão a ela, à boa dama, os cuidados materiais de que essa necessite. Dali vai ao hospital levar ao pai algum reconforto e tranqüilizá-lo sobre a sorte da família.

No canto da rua, uma carruagem a espera, verdadeiro armazém de tudo o que destina aos seus protegidos, que todos lhe recebem sucessivamente a visita. Não lhes pergunta qual a crença que professam, nem quais suas opiniões, pois considera como seus irmãos e filhos de Deus todos os homens. Terminado o seu giro, diz de si para consigo: Comecei bem o meu dia. Qual o seu nome? Onde mora? Ninguém o sabe. Para os infelizes, é um nome que nada indica; mas é o anjo da consolação. À noite, um concerto de bençãos se eleva em seu favor ao Pai celestial: católicos, judeus, protestantes, todos a bendizem.

Por que tão singelo traje? Para não insultar a miséria com o seu luxo. Por que se faz acompanhar da filha? Para que aprenda como se deve praticar a beneficência. A mocinha também quer fazer a caridade. A mãe, porém, lhe diz: “Que podes dar, minha filha, quando nada tens de teu? Se eu te passar às mãos alguma coisa para que dês a outrem, qual será teu mérito? Nesse caso, em realidade, serei eu quem faz a caridade; que merecimento terias nisso? Não é justo. Quando visitamos os doentes, tu me ajudas a tratá-los. Ora, dispensar cuidados é dar alguma coisa. Não te parece bastante isso? Nada mais simples. Aprende a fazer obras úteis e confeccionarás roupas para essas criancinhas. Desse modo, darás alguma coisa que vem de ti.” É assim que aquela mãe verdadeiramente cristã prepara a filha para a prática das virtudes que o Cristo ensinou. É espírita ela? Que importa!

Em casa, é a mulher do mundo, porque a sua posição o exige. Ignoram, porém, o que faz, porque ela não deseja outra aprovação, além da de Deus e da sua consciência. Certo dia, no entanto, imprevista circunstância leva-lhe a casa uma de suas protegidas, que andava a vender trabalhos executados por suas mãos. Esta última, ao vê-la, reconheceu nela a sua benfeitora. “Silêncio! ordena-lhe a senhora. Não o digas a ninguém.” Falava assim Jesus.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 4.)
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BUSCANDO A PAZ


Aquele que te agride pode ser um doente.
Não te queixes.
Espera, não dramatizes.
Ora.

O troco do silêncio é uma bênção de paz.
Recorda quantas vezes ferimos sem querer.

Se o golpe é dos mais graves, entrega o assunto a Deus.
Para sanar o mal, bastar-se-á viver.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: O essencial
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sábado, 17 de fevereiro de 2024

Na senda de ascenção


O animal caminha para a condição do homem, tanto quanto o homem evolui no encalço do anjo.

No reino animal, a consciência, à feição de crisálida, movimenta-se em todos os tons do instinto, no rumo da inteligência.

No reino hominal, a consciência nascida avança em todos os aspectos da inteligência, objetivando a conquista da razão sublimada pelo discernimento.

E, no reino angélico essa mesma consciência, em múltiplas expressões de sabedoria e de amor, segue, vitoriosa, para a perfeita santificação, comungando a Perfeita Felicidade do Pai Celestial.

No campo das formas efêmeras, cada ser, portanto, pode residir, à parte, na elaboração dos próprios valores que o erguerão aos níveis mais altos da vida,  entretanto, no mundo das essências, irmanar-se-á com o Todo da Criação, crescendo para a Unidade Cósmica — porto divino a esperar-nos sem distinção — de modo a investir-nos, um dia, na posse da celeste herança que nos é reservada.

Desse modo, se pedes proteção e arrimo aos que te precederam na vanguarda do progresso e se aguardas a assistência dos benfeitores que, de Mais Alto, te observam as esperanças, compadece-te também das criaturas humildes que laboriosamente se agitam na retaguarda, peregrinando ao teu encontro.

Se é justo esperar pelo amor que verte sublime, do Céu, em teu benefício, é preciso derramar esse mesmo amor nas furnas da Terra, a que consciências fragmentárias se acolhem, contando contigo para que se eduquem e aperfeiçoem.

Para o homem, o anjo é o gênio que representa a Providência Divina e para o animal o homem é a força que representa a Divina Bondade.

Recorda os elos sagrados que nos ligam uns aos outros na estrada evolutiva e colabora na extinção da crueldade com que até hoje pautamos as relações com os nossos irmãos menores.

Lembra-te do mel que te angaria medicação, da lã que te oferece o agasalho, da tração que te garante a colheita farta e do estábulo que te assegura reconforto e sejamos mais humanos para com aqueles que aspiram a nossa posição, dentro da Humanidade.

Auxilia aos que te seguem os passos e mantém a certeza de que receberás em pagamento de paz e luz o concurso daqueles que te antecederam no acesso às culminâncias da Vida Maior.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Semeador em tempos novos
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17 de fevereiro

Quando você estiver pronto e desejoso de se entregar totalmente a Mim, só então suas menores necessidades serão maravilhosamente realizadas e sua vida fluirá na abundância, pois você abre as comportas quando entrega tudo a Mim.

Absorva esta lei em todas as partes de seu ser, até que ela seja inerente a você, até que você vibre com o ritmo de toda vida e entenda o significado do todo, de estar sintonizado com toda a criação e, portanto, sintonizado coMigo.

EU SOU o criador de toda a criação; EU SOU o todo de toda vida.

Eleve sua consciência e compreenda que EU ESTOU em você, que o todo está em você, e que nada pode separá-lo desta maravilha a não ser as limitações da sua própria consciência.

Por que não soltar as amarras e deixá-la se expandir?

Não permita que nada impeça essa expansão de consciência até que você possa aceitar que EU ESTOU em você, você está em Mim e nós somos UM.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Parábola do semeador

Naquele mesmo dia, tendo saído de casa, Jesus sentou-se à borda do mar; — em torno dele logo reuniu-se grande multidão de gente; pelo que entrou numa barca, onde sentou-se, permanecendo na margem todo o povo. — Disse então muitas coisas por parábolas, falando-lhes assim:

Aquele que semeia saiu a semear; — e, semeando, uma parte da semente caiu ao longo do caminho e os pássaros do céu vieram e a comeram. — Outra parte caiu em lugares pedregosos onde não havia muita terra; as sementes logo brotaram, porque carecia de profundidade a terra onde haviam caído. — Mas, levantando-se, o sol as queimou e, como não tinham raízes, secaram. — Outra parte caiu entre espinheiros e estes, crescendo, as abafaram. Outra, finalmente, caiu em terra boa e produziu frutos, dando algumas sementes cem por um, outras sessenta e outras trinta. — Ouça quem tem ouvidos de ouvir. (S. MATEUS, cap. XIII, vv. 1 a 9.)

Escutai, pois, vós outros a parábola do semeador. — Quem quer que escuta a palavra do reino e não lhe dá atenção, vem o espírito maligno e tira o que lhe fora semeado no coração. Esse é o que recebeu a semente ao longo do caminho. — Aquele que recebe a semente em meio das pedras é o que escuta a palavra e que a recebe com alegria no primeiro momento. — Mas, não tendo nele raízes, dura apenas algum tempo. Em sobrevindo reveses e perseguições por causa da palavra, tira ele daí motivo de escândalo e de queda. — Aquele que recebe a semente entre espinheiros é o que ouve a palavra; mas, em quem, logo, os cuidados deste século e a ilusão das riquezas abafam aquela palavra e a tornam infrutífera. — Aquele, porém, que recebe a semente em boa terra é o que escuta a palavra, que lhe presta atenção e em quem ela produz frutos, dando cem ou sessenta, ou trinta por um.
(S. MATEUS, cap. XIII, vv. 18 a 23.)

A parábola do semeador exprime perfeitamente os matizes existentes na maneira de serem utilizados os ensinos do Evangelho. Quantas pessoas há, com efeito, para as quais não passa ele de letra morta e que, como a semente caída sobre pedregulhos, nenhum fruto dá!

Não menos justa aplicação encontra ela nas diferentes categorias espíritas. Não se acham simbolizados nela os que apenas atentam nos fenômenos materiais e nenhuma conseqüência tiram deles, porque neles mais não vêem do que fatos curiosos? Os que apenas se preocupam com o lado brilhante das comunicações dos Espíritos, pelas quais só se interessam quando lhes satisfazem à imaginação, e que, depois de as terem ouvido, se conservam tão frios e indiferentes quanto eram? Os que reconhecem muito bons os conselhos e os admiram, mas para serem aplicados aos outros e não a si próprios? Aqueles, finalmente, para os quais essas instruções são como a semente que cai em terra boa e dá frutos?

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, itens 5 e 6.)
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Perdão das Ofensas: Uma Atitude Inteligente


Cientistas ligados à área do comportamento humano ressaltam a necessidade de se observar algumas regras essenciais, se o intuito for a saúde integral e o bom relacionamento com os semelhantes.

O que mais se valoriza no presente momento, quando se trata de avaliar a potencialidade psicossocial do ser, é determinar a capacidade individual de interagir com os circunstantes de uma forma equilibrada e amistosa. O chamado Quoeficiente de Inteligência, segundo às pesquisas modernas, não é mais considerado condição essencial, se o portador de elevado Q.I. demonstrar dificuldade em se ajustar ao trabalho de equipe e em conviver harmoniosamente com os demais.

Estamos na era da valorização da Inteligência Espiritual, pois de acordo com os postulados espiritistas, a inteligência é o atributo da alma responsável pelos fenômenos psíquicos que se estruturam na zona consciencial do campo físico. E se do espírito partem as energias diretoras da vida é lógico que se entenda a inteligência como fator disciplinador do comportamento diante das reações emocionais.

A propósito, faz-se oportuno um certo esclarecimento. A atual valorização do comportamento inteligente, na verdade, não passa de assunto milenar já discutido pelo Sublime Terapeuta, quando de sua visita ao nosso Planeta, como veremos mais adiante.

A psiconeuroimunologia, moderna expressão do conhecimento científico, tem investigado, em campo experimental, as relações de causa e efeito entre a mente e o metabolismo hormonal. Chegou-se, desse modo, à conclusão de que posturas mentais de mágoa e ódio, se muito prolongados, afetam o sistema imunológico, reduzindo as defesas e precipitando enfermidades graves.

Um dos exemplos mais flagrantes relaciona-se com o sentimento de mágoa cultivado por um tempo mais extenso, senão vejamos.

Eventos corriqueiros do tipo: discussão acalorada, injustiça sentida, rotura sentimental ou perda significativa podem impregnar intensamente o perispírito de algumas pessoas com cargas energéticas desarmônicas absorvidas em consequência da manutenção do ressentimento.

Tais estados de espírito influenciam o campo físico, chegando mesmo a impedir a liberação de fatores antitumorais, e o consequente bloqueio da própria capacidade reativa, predispondo o organismo ao desenvolvimento de neoplasias malignas. Quantos casos de câncer decorrem destes mecanismos sutis, sem que o paciente se aperceba do processo de auto-aniquilação a que se encontra submetido.

Daí a sugestão de não se alimentar por longos períodos, situações emocionais desarmônicas, sob pena da criatura ser acometida por enfermidades de difícil solução.

É preciso entender que indignação temporária seguida do esquecimento sincero é uma coisa, todavia, mágoa interminável é outra bem diferente.

Hoje, entendemos a sugestão incisiva de Jesus, ao sugerir o perdão em todas as circunstâncias, tantas vezes quantas forem necessárias e de uma forma incondicional. O querido Médico de nossas almas sabia das terríveis consequências das mágoas prolongadas e não trabalhadas pela capacidade de perdão (inteligência espiritual).

A vivência plena do perdão é uma atitude evangélica perfeitamente compatível com os conhecimentos da ciência atual, e o Evangelho do Cristo em seu aspecto renovador do comportamento humano é ciência pura despida de pieguismo ou conotações místicas.
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Vitor Ronaldo Costa
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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

Fadiga e jugo


Observemos a criatura que, em se julgando vaidosamente livre, se rendeu às sugestões arrasadoras da cólera…

Mobilizando a independência de que se crê detentora, para simplesmente abusar, espalha, em torno da própria senda, raios sinistros de perturbação e de morte, criando para si mesma causas obscuras de frustração e aniquilamento.

Se houver ferido o companheiro da estrada, sem dúvida complicará o próprio roteiro, disseminando aflição e amargura que se voltarão, fatalmente, sobre o ponto de origem, infligindo-lhe angústia e insegurança, a se expressarem nos mais estranhos processos de enfermidade.

Se tiver lacerado seres queridos, decerto terá formado no próprio templo doméstico braseiros de incompreensão e discórdia a lhe incendiarem a alma, por longo tempo.

E, se houver chegado, impensadamente, às raias do crime, condenar-se-á naturalmente à enxovia, com que a justiça do mundo lhe ferreteará o coração, segregando-o à distância da liberdade.

No símbolo, reconhecemos nossas velhas fadigas de Espíritos milenários, enquistados na treva de nossas próprias fraquezas…

Supondo-nos exonerados do dever de auxiliar e compreender, amparar e servir, admitimos que o mundo deverá surgir como ribalta de nossos próprios caprichos, acabando humilhados e ensandecidos, sob as algemas cármicas do resgate que a vida nos impõe ainda hoje, em dolorosos processos de sofrimento.

Entretanto, se nos atemos ao jugo leve do Cristo, eis que todo o painel se reajusta e renova, porque então, voluntariamente submissos ao cumprimento de nossas obrigações, entenderemos por fim que, seguindo Jesus, perder é ganhar e escravizar-se alguém à felicidade dos outros é adquirir a própria libertação para a Vida Imperecível.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Semeador em tempos novos
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16 de fevereiro

O que é que você está fazendo a respeito do que realmente importa nesta vida?

Os seus valores estão corretos?

Por que não aquietar-se e, em silêncio, estudar seus motivos e concluir se são os mais elevados possível?

Só você e mais ninguém, pode decidir isso. Pode até acontecer que você tenha que esperar por Mim, sem receber uma resposta imediata.

Talvez você tenha lições importantes para aprender através do silêncio e da espera por Mim, especialmente se você for uma pessoa impaciente e exigente.

Por que inventar desculpas para si mesmo?

Você sabe todas as respostas em teoria; agora é a hora de colocá-las em prática e verificar como funcionam.

Você jamais aprenderá essas importantes lições até testá-las pessoalmente. Por que não fazer isto agora e parar de perder tempo?

Aprenda a corrigir os seus valores e organizar as suas prioridades.

Permita que Eu trabalhe em você e através de você.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Mundos inferiores e mundos superiores (I)

A qualificação de mundos inferiores e mundos superiores nada tem de absoluta; é, antes, muito relativa. Tal inundo é inferior ou superior com referência aos que lhe estão acima ou abaixo, na escala progressiva.

Tomada a Terra por termo de comparação, pode-se fazer idéia do estado de um mundo inferior, supondo os seus habitantes na condição das raças selvagens ou das nações bárbaras que ainda entre nós se encontram, restos do estado primitivo do nosso orbe. Nos mais atrasados, são de certo modo rudimentares os seres que os habitam. Revestem a forma humana, mas sem nenhuma beleza. Seus instintos não têm a abrandá-los qualquer sentimento de delicadeza ou de benevolência, nem as noções do justo e do injusto. A força bruta é, entre eles, a única lei. Carentes de indústrias e de invenções, passam a vida na conquista de alimentos. Deus, entretanto, a nenhuma de suas criaturas abandona; no fundo das trevas da inteligência jaz, latente, a vaga intuição, mais ou menos desenvolvida, de um Ente supremo. Esse instinto basta para torná-los superiores uns aos outros e para lhes preparar a ascensão a uma vida mais completa, porquanto eles não são seres degradados, mas crianças que estão a crescer.

Entre os degraus inferiores e os mais elevados, inúmeros outros há, e difícil é reconhecer-se nos Espíritos puros, desmaterializados e resplandecentes de glória, os que foram esses seres primitivos, do mesmo modo que no homem adulto se custa a reconhecer o embrião.

Nos mundos que chegaram a um grau superior, as condições da vida moral e material são muitíssimo diversas das da vida na Terra. Como por toda parte, a forma corpórea aí é sempre a humana, mas embelezada, aperfeiçoada e, sobretudo, purificada. O corpo nada tem da materialidade terrestre e não está, conseguintemente, sujeito às necessidades, nem às doenças ou deteriorações que a predominância da matéria provoca. Mais apurados, os sentidos são aptos a percepções a que neste mundo a grosseria da matéria obsta. A leveza específica do corpo permite locomoção rápida e fácil: em vez de se arrastar penosamente pelo solo, desliza, a bem dizer, pela superfície, ou plana na atmosfera, sem qualquer outro esforço além do da vontade, conforme se representam os anjos, ou como os antigos imaginavam os manes nos Campos Elíseos. Os homens conservam, a seu grado, os traços de suas passadas migrações e se mostram a seus amigos tais quais estes os conheceram, porém, irradiando uma luz divina, transfigurados pelas impressões interiores, então sempre elevadas. Em lugar de semblantes descorados, abatidos pelos sofrimentos e paixões, a inteligência e a vida cintilam com o fulgor que os pintores hão figurado no nimbo ou auréola dos santos.

A pouca resistência que a matéria oferece a Espíritos já muito adiantados torna rápido o desenvolvimento dos corpos e curta ou quase nula a infância. Isenta de cuidados e angústias, a vida é proporcionalmente muito mais longa do que na Terra. Em princípio, a longevidade guarda proporção com o grau de adiantamento dos mundos. A morte de modo algum acarreta os horrores da decomposição; longe de causar pavor, é considerada uma transformação feliz, por isso que lá não existe a dúvida sobre o porvir. Durante a vida, a alma, já não tendo a constringi-la a matéria compacta, expande-se e goza de uma lucidez que a coloca em estado quase permanente de emancipação e lhe consente a livre transmissão do pensamento.

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(Resumo do ensino de todos os Espíritos superiores.) (Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. III, itens 8 e 9.)
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Relacionamento Familiar


O maior problema no relacionamento familiar é que cada um acredita que a razão lhe pertence. A esposa reclama porque o marido acredita que é doutor em tudo. Está sempre certo. Não admite que ninguém lhe diga que está errado.

O marido, por sua vez, fala que a mulher é muito impertinente. Gosta de confusão. Faz tempestade em copo d'água. O filho reclama que os pais estão totalmente por fora do mundo e querem governar a sua vida.

Talvez falte um pouco de amor para iluminar o relacionamento afetivo e inspirar maneiras de conviver com menos egoísmo.

Conta o escritor Tom Anderson que certa vez ouviu alguém afirmar que o amor deve ser exercitado como um ato da vontade. Uma pessoa pode demonstrar amor através de gestos simples.
Impressionou-se com o que ouviu. Reconheceu-se egoísta e que havia se tornado insensível ao amor familiar.

Ficou imaginando que poderia melhorar o relacionamento afetivo se deixasse de criticar tanto a esposa e os filhos.

Se não ligasse a televisão somente no canal de seu interesse. Se deixasse de se concentrar na leitura do jornal e desse um pouco de atenção aos familiares.

Durante as férias de duas semanas, em que estavam juntos na praia, decidiu ser um marido e pai carinhoso.

No primeiro dia, beijou a esposa e falou como ela estava bem, vestindo aquele suéter amarelo.
Você reparou! - falou admirada.

Logo que chegaram à praia, Tom pensou em descansar. Mas a esposa o convidou para dar um passeio, junto ao mar. Ia recusar, mas lembrou da promessa que fizera a si mesmo, por isso foi com ela. No outro dia, a esposa o convidou para visitar um museu de conchas. Ele detestava museus, mas foi.

Numa das noites, não reclamou quando ela demorou demais para se arrumar e eles chegaram atrasados a um jantar. E assim se passaram doze dias. As férias estavam por terminar. Entretanto, Tom fizera a promessa de continuar com aquela disposição de expressar amor.

Foi então que ele surpreendeu a esposa muito triste. Perguntou-lhe o motivo, ela lhe indagou: você sabe de alguma coisa que eu não sei?
Por que pergunta? Disse o marido.
Bem, é que eu fiz aqueles exames rotineiros há algumas semanas. Segundo me disse o médico, estava tudo bem. Mas, por acaso ele disse alguma coisa diferente para você?
Não, afirmou Tom. Claro que não. Por que deveria?
É que você está sendo tão bom para mim que imaginei estar com uma doença grave, que iria morrer.
Não, querida, tornou a falar Tom, sorrindo, você não está morrendo. Eu é que estou começando a viver.

Ao admitir que não somos infalíveis, nos habilitamos a iniciativas maravilhosas que põem fim aos desentendimentos.

Existem expressões mágicas em favor da harmonia doméstica, como, por exemplo, dizer:

Cometi um erro.
Você tem razão.
Peço perdão.
Fui indelicado.
Prometo mudar.
Que tal começar hoje mesmo a tentar utilizar uma destas expressões a favor da paz no lar?

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Momento Espírita
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Detox para a alma



Alice foi a um especialista em nutrição. Realizou vários exames para averiguar como estavam os seus níveis de minerais, proteínas, hormônios, açúcares e outras substâncias no sangue.

Preocupava-se com a saúde e queria cuidar do corpo.

A nutróloga receitou, inicialmente, uma dieta detox, para eliminar toxinas.

A seguir, indicou outra dieta que consistia numa reeducação alimentar, priorizando a ingestão de alimentos naturais e orgânicos, retirando do cardápio o que seria prejudicial à saúde, como frituras, refrigerantes, doces, salgadinhos, alimentos processados, entre outros.

Ela começou a dieta desintoxicante empolgada. Sentiu o corpo reagir com mais disposição.

Depois, iniciou a reeducação alimentar, mas foi perdendo o ânimo ao longo das semanas, sentindo-se privada das coisas de que gostava de comer.

Foi ficando mal-humorada, irritadiça. Por fim, abandonou tudo, culpando o médico por não ter conseguido alcançar sua meta.

Em pouco tempo, estava novamente ingerindo os alimentos que não lhe faziam bem à saúde.

* * *

Da mesma forma que o nosso corpo, para estar bem, necessita de alimentos saudáveis, devemos agir de igual forma com a alimentação da alma.

Nossos pensamentos são nutridos pelo que vemos, ouvimos e sentimos.

Se apreciamos discussões e fofocas, alimentamos nossa alma com emoções e sentimentos tóxicos.

Se damos atenção a filmes violentos, notícias escandalosas, músicas cujas letras veiculam a vulgaridade, o preconceito, leituras que reforçam materialismo e desesperança, contaminamos nossos pensamentos.

Da mesma forma que é preciso fazer uma dieta detox seguida de uma reeducação alimentar para equilibrar o corpo, é necessário também um detox para a alma.

Como fazer isso?

Reduzindo cada vez mais a sintonia e a interação com o que é negativo, como discursos que estimulam revoltas, ódio, brigas, fofocas...

Olhando para dentro de nós, eliminando mágoas e ressentimentos arraigados.

Percebendo o quanto somos orgulhosos e egoístas no convívio com familiares, amigos, colegas de trabalho.

Da mesma forma que o corpo precisa de nutrição sadia para que suas funções sejam equilibradas, nossa alma precisa de pensamentos, emoções e sentimentos positivos para se manter em harmonia.

Diferentemente de Alice, que se deixou arrastar pelos hábitos antigos, precisamos perseverar para não voltar a agir, sentir e pensar como antes de iniciar a dieta.

Bebemos água fresca para limpar o organismo. Para limpar a alma é preciso beber na fonte mais poderosa do Universo: o amor.

Se nas dietas do corpo fazemos trocas para melhorar a saúde, façamos trocas também nessa reeducação do sentir.

Em vez de sentir raiva, olhemos o outro com compaixão, sem as toxinas do orgulho e do egoísmo. Nosso orgulho ferido nos faz ver as coisas de maneira distorcida.

Da mesma forma que lutamos para não ingerir guloseimas e gorduras, lutemos contra desejos de vingança, de rebater as ofensas e evitemos armazenar esses desejos em nós.

Não nos alimentando do que faz mal ao corpo e ao Espírito, teremos uma vida mais longa, saudável, equilibrada e feliz!

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Redação do Momento Espírita.
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15 de fevereiro

O segredo para fazer as coisas funcionarem é querer que elas funcionem, e ser tão positivo a respeito que não reste possibilidade de que isto não aconteça.

Lidar de má vontade com um trabalho difícil não traz sucesso, mas quando esse trabalho é feito de coração, com um real desejo de vê-lo bem terminado, então só o melhor pode advir.

Faça tudo que você se propõe a fazer de coração, desde a tarefa mais corriqueira até o mais complicado e difícil trabalho.

Disponha-se a aceitar desafios reais em sua vida, sem se amedrontar.

Quando esses desafios são encarados de maneira certa e com a sabedoria interior de que sou Eu que estou trabalhando em você e através de você, ajudando-o a completar a tarefa, tudo pode acontecer.

Mude a sua maneira de encarar os fatos e você poderá abrir a porta para energias muito positivas e criativas que o inundarão.

Compreenda que você pode mudar, e mudar rapidamente, mas isto está em suas mãos.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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Mensagem do ESE:

Fazer o bem sem ostentação

1. Tende cuidado em não praticar as boas obras diante dos homens, para serem vistas, pois, do contrário, não recebereis recompensa de vosso Pai que está nos céus. – Assim, quando derdes esmola, não trombeteeis, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa. – Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a vossa mão direita; – a fim de que a esmola fique em segredo, e vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará. (S. MATEUS, 6:1 a 4.)

2. Tendo Jesus descido do monte, grande multidão o seguiu. – Ao mesmo tempo, um leproso veio ao seu encontro e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, poderás curar-me. – Jesus, estendendo a mão, o tocou e disse: Quero-o, fica curado; no mesmo instante desapareceu a lepra. – Disse-lhe então Jesus: abstém-te de falar disto a quem quer que seja; mas, vai mostrar-te aos sacerdotes e oferece o dom prescrito por Moisés, a fim de que lhes sirva de prova. (S. MATEUS,8:1 a 4.)

3. Em fazer o bem sem ostentação há grande mérito; ainda mais meritório é ocultar a mão que dá; constitui marca incontestável de grande superioridade moral, porquanto, para encarar as coisas de mais alto do que o faz o vulgo, mister se torna abstrair da vida presente e identificar-se com a vida futura; numa palavra, colocar-se acima da Humanidade, para renunciar à satisfação que advém do testemunho dos homens e esperar a aprovação de Deus. Aquele que prefere ao de Deus o sufrágio dos homens prova que mais fé deposita nestes do que na Divindade e que mais valor dá à vida presente do que à futura. Se diz o contrário, procede como se não cresse no que diz.
Quantos há que só dão na esperança de que o que recebe irá bradar por toda a parte o benefício recebido! Quantos os que, de público, dão grandes somas e que, entretanto, às ocultas, não dariam uma só moeda! Foi por isso que Jesus declarou: “Os que fazem o bem ostentosamente já receberam sua recompensa.” Com efeito, aquele que procura a sua própria glorificação na Terra, pelo bem que pratica, já se pagou a si mesmo; Deus nada mais lhe deve; só lhe resta receber a punição do seu orgulho.

Não saber a mão esquerda o que dá a mão direita é uma imagem que caracteriza admiravelmente a beneficência modesta. Mas, se há a modéstia real, também há a falsa modéstia, o simulacro da modéstia. Há pessoas que ocultam a mão que dá, tendo, porém, o cuidado de deixar aparecer um pedacinho, olhando em volta para verificar se alguém não o terá visto ocultá-la. Indigna paródia das máximas do Cristo! Se os benfeitores orgulhosos são depreciados entre os homens, que não será perante Deus? Também esses já receberam na Terra sua recompensa. Foram vistos; estão satisfeitos por terem sido vistos. É tudo o que terão.

E qual poderá ser a recompensa do que faz pesar os seus benefícios sobre aquele que os recebe, que lhe impõe, de certo modo, testemunhos de reconhecimento, que lhe faz sentir a sua posição, exaltando o preço dos sacrifícios a que se vota para beneficiá-lo? Oh! para esse, nem mesmo a recompensa terrestre existe, porquanto ele se vê privado da grata satisfação de ouvir bendizer-lhe do nome e é esse o primeiro castigo do seu orgulho. As lágrimas que seca por vaidade, em vez de subirem ao Céu, recaíram sobre o coração do aflito e o ulceraram. Do bem que praticou nenhum proveito lhe resulta, pois que ele o deplora, e todo benefício deplorado é moeda falsa e sem valor.

A beneficência praticada sem ostentação tem duplo mérito. Além de ser caridade material, é caridade moral, visto que resguarda a suscetibilidade do beneficiado, faz-lhe aceitar o benefício, sem que seu amor-próprio se ressinta e salvaguardando-lhe a dignidade de homem, porquanto aceitar um serviço é coisa bem diversa de receber uma esmola. Ora, converter em esmola o serviço, pela maneira de prestá-lo, é humilhar o que o recebe, e, em humilhar a outrem, há sempre orgulho e maldade. A verdadeira caridade, ao contrário, é delicada e engenhosa no dissimular o benefício, no evitar até as simples aparências capazes de melindrar, dado que todo atrito moral aumenta o sofrimento que se origina da necessidade. Ela sabe encontrar palavras brandas e afáveis que colocam o beneficiado à vontade em presença do benfeitor, ao passo que a caridade orgulhosa o esmaga. A verdadeira generosidade adquire toda a sublimidade, quando o benfeitor, invertendo os papéis, acha meios de figurar como beneficiado diante daquele a quem presta serviço. Eis o que significam estas palavras: “Não saiba a mão esquerda o que dá a direita.”

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Capítulo XIII
QUE VOSSA MÃO ESQUERDA NÃO SAIBA O QUE DÊ VOSSA MÃO DIREITA.
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
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Leitura


Cuide bem do seu corpo, dando-lhe alimentação sadia e frugal.

Não abuse de carnes nem de bebidas alcoólicas.

Mas não esqueça também que a alma precisa de alimentação!

Procure ler bons livros.

Faça da leitura um hábito diário.

Não é só de pão que vive o homem: é também da Sabedoria.

E esta você a encontrará nos bons livros, companheiros deliciosos e cheios de ensinamentos úteis.

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Pastorino
Obra: Minutos de sabedoria
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