A vida daquela mãe foi interrompida de maneira brutal e inesperada. Seu filho foi morto durante uma discussão banal.
Noites de insônia. Lágrimas de dor se seguiram ao dia fatal.
Para ela, o mundo parara de girar. As estrelas deixaram de brilhar e não importava se o dia era de sol, chuva ou frio intenso.
Notícias lhe informaram que o agressor fora preso. A justiça dos homens seguira seu curso, condenando-o à prisão. Ela nem se importou em saber por quanto tempo.
Afinal, dentro dela, tudo permanecia em ruínas. A dor era paralisante. O pensamento retornava, incessante, ao momento da perda. O ódio parecia inevitável, justificável.
Mary não dormia. Não se alimentava direito. Adoecia por dentro. Um dia, um pensamento a alertou. Deu-se conta de algo assustador: além de ter perdido o filho, estava perdendo a própria vida. O sofrimento tornara-se sua prisão interior.
Então, fez uma escolha inesperada. Decidiu visitar o homem que havia matado seu filho. Não para acusá-lo. Não para exigir explicações.
Queria somente lhe dizer algo que surpreendeu a si mesma:
Eu te perdoo.
O encontro foi marcado por lágrimas. O jovem chorou, reconheceu sua culpa.
Naqueles instantes, Mary compreendeu algo essencial: o ódio não traria seu filho de volta e ainda poderia destruir mais uma vida: a sua.
O seu perdão interrompeu o ciclo do mal. Não anulou a responsabilidade. Não apagou a dor. Entretanto, impediu que a violência continuasse a produzir vítimas.
Ela optou por não carregar o peso que não lhe cabia. Escolheu seguir viva por dentro.
O perdão que nasce do amor não muda o passado, mas transforma profundamente o futuro. Liberta quem perdoa antes mesmo de alcançar quem é perdoado.
* * *
Para muitos de nós, o perdão não começa em grandes tragédias. Ele acontece em pequenas dores do cotidiano: para as palavras duras ditas sem pensar, para os silêncios que machucam, para as mágoas acumuladas no lar, no trabalho, entre amigos e familiares.
Perdoar, nessas circunstâncias, não é concordar com o erro. É entender que guardar ressentimento consome forças que podem ser usadas para amar, reconstruir e seguir em frente.
Jesus nos ensinou tudo isso no auge de seu sofrimento, na cruz, rogando ao Pai perdão por todos os que estávamos ali, colaborando para aquele ato injusto e cruel.
Pensemos no perdão como um exercício diário, quase silencioso. Escolhas simples, feitas todos os dias, que vão educando o coração.
Comecemos com pequenas coisas, que, como espinhos da roseira, nos ferem. Perdoemos um atraso, um esquecimento, uma atitude impensada.
Pouco a pouco, ampliemos nossa capacidade de compreender, acolher e libertar. Porque o perdão é um aprendizado espiritual. Não acontece de uma vez. Constrói-se passo a passo, gesto a gesto, até que percebemos que quem mais se beneficia somos nós mesmos.
Perdão não é fraqueza. É força espiritual em ação. É a coragem de não permitir que o mal dite os rumos da própria vida.
Quando escolhemos perdoar, não estamos esquecendo o que aconteceu. Estamos escolhendo viver.
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Redação do Momento Espírita, com base em fato da vida de Mary Johnson.
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13 de outubro
Agradeça eternamente por todos os bons e perfeitos presentes que Eu lhe dou.
Perceba que você sempre tem tudo o que precisa quando surge a necessidade.
Você é o depositário de tudo que Eu lhe ofereço; portanto, seja um bom administrador, nunca tente possuir nada, mas use tudo o que você tem com sabedoria e compreensão.
Você veio a este mundo sem nada, e você irá embora sem nada.
Tudo o que você tem, Eu lhe dei para usar plenamente enquanto você estiver neste plano terrestre.
Por que não aproveitar e agradecer tudo isso, mas tentando não se apegar?
Tudo lhe foi dado livremente; livremente doe às almas à sua volta.
Compartilhe tudo que você tem, e, assim, faça espaço para que mais coisas possam ser atraídas por você.
Saiba que todos os seus desejos são maravilhosamente realizados se você vive pelas Minhas leis.
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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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Mensagem do ESE:
I – A Afabilidade e a Doçura
LÁZARO
Paris, 1861
6 – A benevolência para com os semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que são a sua manifestação. Entretanto, nem sempre se deve fiar nas aparências, pois a educação e o traquejo do mundo podem dar o verniz dessas qualidades. Quantos há, cuja fingida bonomia é apenas uma máscara para uso externo, uma roupagem cujo corte bem calculado disfarça as deformidades ocultas! O mundo está cheio de pessoas que trazem o sorriso nos lábios e o veneno no coração; que são doces, contanto que ninguém as moleste, mas que mordem à menor contrariedade; cuja língua, doirada quando falam face a face, se transforma em dardo venenoso, quando falam por trás.
A essa classe pertencem ainda esses homens que são benignos fora de casa, mas tiranos domésticos, que fazem a família e os subordinados suportarem o peso do seu orgulho e do seu despotismo, como para compensar o constrangimento a que se submetem lá fora. Não ousando impor sua autoridade aos estranhos, que os colocariam no seu lugar, querem pelo menos ser temidos pelos que não podem resistir-lhes. Sua vaidade se satisfaz com o poderem dizer: “Aqui eu mando e sou obedecido”, sem pensar que poderiam acrescentar, com mais razão: “E sou detestado”.
Não basta que os lábios destilem leite e mel, pois se o coração nada tem com isso, trata-se de hipocrisia. Aquele cuja afabilidade e doçura não são fingidas, jamais se desmente. É o mesmo para o mundo ou na intimidade, e sabe que se podem enganar os homens pelas aparências, não podem enganar a Deus.
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(O Evangelho Segundo o Espiritismo)
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Acesse e leia, no link abaixo, uma mensagem do ESE que não esteja disponível neste Blog, visto que, conforme observado, as mensagens tendem a se repetir:
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Encosto, quebrante, mau olhado, feitiçaria, praga, pode “pegar”?
Leia:
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