quinta-feira, 10 de maio de 2018

LONGE DOS VÍCIOS



Não procure fugir de seus problemas nas avenidas do vício. Se estiver passando por algum problema grave, você na verdade está, precisando de ajuda e não de algo que o empurre para um buraco mais fundo.

Lembre-se de que o prazer que o vício proporciona é muito passageiro; no entanto, seus prejuízos são duradouros, podendo até levá-lo à morte. Avalie sempre se vale a pena o prazer de alguns segundos por anos de sofrimento.

E não pense que morrer seja a solução, porquanto você perderá apenas o corpo físico. Sendo o espírito eterno, sobrevivendo ao desenlace da matéria, a morte o deixará de mãos atadas para resolver os problemas dos quais você quis se livrar e que o suicídio não fez desaparecer.

Você pode até ter forças para vencer o vício sozinho, porém não descarte a possibilidade de pedir ajuda se perceber que está com dificuldades. Vença o orgulho, não queira bancar o super-herói, não há nada de humilhante em pedir socorro. Quando foi levado para ser crucificado. Jesus aceitou que Simão carregasse a cruz até o Gólgota. Por que você também não permite que alguém o ajude a carregar sua cruz nesse momento?

Escolha bem suas companhias. Se você tem propensão para determinado vício, afaste-se imediatamente da convivência de pessoas com a mesma tendência. Considere que o viciado é um doente, e um doente pode deixar o outro mais doente ainda.

A maior dificuldade em sair do vício é a pessoa julgar que não é um dependente e acreditar que, no instante em que desejar, pode largar o vício sem qualquer dificuldade. Vale refletir no dito popular que diz que: O pior cego é aquele que não quer ver.

Além da ajuda especializada, de grande valia será a ajuda espiritual a ser prestada no templo de sua fé. Deus almeja ardentemente a nossa felicidade e nos receberá de braços abertos festejando o retorno do filho que estava perdido e agora deseja reencontrar a alegria de viver. Creia que com a ajuda divina, toda barreira poderá ser vencida desde que você queira mesmo deixar o vício para trás.

Sem a sua vontade firme e decidida, Deus nada poderá fazer em seu favor. Somente a peso de muito sofrimento você se sentirá inclinado um dia a deixar o vício. Não espere ir ao fundo do poço para mudar. Comece a largar a dependência agora mediante o poder da sua vontade.

Ajude-se que o céu o ajudará. A porta do céu se abre quando alguém bate pedindo ajuda. Então, bata forte, queira ardentemente remodelar sua vida e assim Deus lhe mostrará os caminhos de libertação.
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JOSÉ CARLOS DE LUCCA




MENSAGEM DO ESE:
Jesus em casa de Zaqueu


Tendo Jesus entrado em Jericó, passava pela cidade — e havia ali um homem chamado Zaqueu, chefe dos publicanos e muito rico, — o qual, desejoso de ver a Jesus, para conhecê-lo, não o conseguia devido à multidão, por ser ele de estatura muito baixa. — Por isso, correu à frente da turba e subiu a um sicômoro, para o ver, porquanto ele tinha de passar por ali. — Chegando a esse lugar, Jesus dirigiu para o alto o olhar e, vendo-o, disse-lhe: Zaqueu, dá-te pressa em descer, porquanto preciso que me hospedes hoje em tua casa. — Zaqueu desceu imediatamente e o recebeu jubiloso. Vendo isso, todos murmuravam, a dizer: Ele foi hospedar-se em casa de um homem de má vida.
Entretanto, Zaqueu, pondo-se diante do Senhor, lhe disse: Senhor, dou a metade dos meus bens aos pobres e, se causei dano a alguém, seja no que for, indenizo-o com quatro tantos. Ao que Jesus lhe disse: Esta casa recebeu hoje a salvação, porque também este é filho de Abraão; visto que o Filho do Homem veio para procurar e salvar o que estava perdido. (S. LUCAS, cap. XIX, vv. 1 a 10.)

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVI, item 4.)



quarta-feira, 9 de maio de 2018

A Reforma Íntima


Ninguém pode ter Deus como Pai se não tiver o outro como irmão.

Nosso caminho será de luz ou de treva, segundo a nossa capacidade de nos amar na hora de fazer a escolha entre o joio ou o trigo, do caminho de luta ou os braços enganadores da ilusão.

Quem se ama, cuida de si, oferecendo para si o melhor que puder, por meio do estudo e do serviço que presta aqueles que estão ao seu redor e passam pelo seu caminho.

Sem reforma íntima, sem lutas interiores, sem trabalho no bem, sem transformações de tendências interiores, sem serviço no Bem, sem tolerância, sem perseverança, sem solidariedade não poderemos
colher a felicidade que é a melhor parte do Bem e do Bom.

O segredo da vida é a caridade, não só a caridade material, mas, sobretudo, a caridade moral e espiritual de domar as nossas más inclinações e de demonstrarmos a nossa capacidade de perdoar, compreender, servir e passar anonimamente pelo mundo, sem deixar marcas, rastros ou sinais para que nos identifiquem.

É agir como na parábola do Cristo:  que a mão esquerda não saiba o que faz a direita, isto é, que o benfeitor nunca possa identificar o seu beneficiado e vice-versa, para que ninguém fica a dever ou se sinta humilhado.

Se assim fizermos, seremos realmente felizes. 
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(Nelson Pedro)




MENSAGEM DO ESE:
Mundos de expiações e provas

Que vos direi dos mundos de expiações que já não saibais, pois basta observeis o em que habitais? A superioridade da inteligência, em grande número dos seus habitantes, indica que a Terra não é um mundo primitivo, destinado à encarnação dos Espíritos que acabaram de sair das mãos do Criador. As qualidades inatas que eles trazem consigo constituem a prova de que já viveram e realizaram certo progresso. Mas, também, os numerosos vícios a que se mostram propensos constituem o índice de grande imperfeição moral. Por isso os colocou Deus num mundo ingrato, para expiarem aí suas faltas, mediante penoso trabalho e misérias da vida, até que hajam merecido ascender a um planeta mais ditoso.
Entretanto, nem todos os Espíritos que encarnam na Terra vão para aí em expiação. As raças a que chamais selvagens são formadas de Espíritos que apenas saíram da infância e que na Terra se acham, por assim dizer, em curso de educação, para se desenvolverem pelo contacto com Espíritos mais adiantados. Vêm depois as raças semicivilizadas, constituídas desses mesmos os Espíritos em via de progresso. São elas, de certo modo, raças indígenas da Terra, que aí se elevaram pouco a pouco em longos períodos seculares, algumas das quais hão podido chegar ao aperfeiçoamento intelectual dos povos mais esclarecidos.
Os Espíritos em expiação, se nos podemos exprimir dessa forma, são exóticos, na Terra; já tiveram noutros mundos, donde foram excluídos em conseqüência da sua obstinação no mal e por se haverem constituído, em tais mundos, causa de perturbação para os bons. Tiveram de ser degredados, por algum tempo, para o meio de Espíritos mais atrasados, com a missão de fazer que estes últimos avançassem, pois que levam consigo inteligências desenvolvidas e o gérmen dos conhecimentos que adquiriram. Daí vem que os Espíritos em punição se encontram no seio das raças mais inteligentes. Por isso mesmo, para essas raças é que de mais amargor se revestem os infortúnios da vida. É que há nelas mais sensibilidade, sendo, portanto, mais provadas pelas contrariedades e desgostos do que as raças primitivas, cujo senso moral se acha mais embotado.
A Terra, conseguintemente, oferece um dos tipos de mundos expiatórios, cuja variedade é infinita, mas revelando todos, como caráter comum, o servirem de lugar de exílio para Espíritos rebeldes à lei de Deus. Esses Espíritos tem aí de lutar, ao mesmo tempo, com a perversidade dos homens e com a inclemência da Natureza, duplo e árduo trabalho que simultaneamente desenvolve as qualidades do coração e as da inteligência. É assim que Deus, em sua bondade, faz que o próprio castigo redunde em proveito do progresso do Espírito. – Santo Agostinho. (Paris, 1862.)



(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. III, itens 13 a 15.)



terça-feira, 8 de maio de 2018

LUZ E SILÊNCIO




O Mestre que nos recomendou situar a lâmpada sobre o velador, também nos exortou, de modo incisivo: –

– “Brilhe a vossa luz diante dos homens!”     
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Conhecimento evangélico é sol na alma.

Compreendendo a responsabilidade de que somos investidos, esposando a Boa Nova por
ninho de nossos sentimentos e pensamentos, busquemos exteriorizar a flama renovadora
que nos clareia por dentro, a fim de que a fé não seja uma palavra inoperante em nossas
manifestações.
*
Onde repontem espinheiros da incompreensão, sê a bênção do entendimento fraterno.
*
Onde esbraveje a ofensa, sê o perdão que asserena e edifica.
*
Onde a revolta incendeie corações, sê a humildade que restaura a serenidade e a alegria.
*
Onde a discórdia ensombre o caminho, sê a paz que se revela no auxílio eficiente e
oportuno.
*
Não olvidemos que a luz brilha dentro de nós.
*
Não lhe ocultemos os raios vivificantes sob o espesso velador do comodismo, nas teias
do interesse pessoal.


Entretanto, não nos esqueçamos igualmente de que o sol alimenta e equilibra o mundo
inteiro sem ruído, amparando o verme e a flor, o delinqüente e o santo, o idiota e o sábio
em sublime silêncio.
*
Não suponhas que a lâmpada do Evangelho possa fulgurar através de acusações ou
amarguras.
Enquanto a ventania compele o homem a ocultar-se, a claridade matinal, tépida e muda, o
encoraja ao trabalho renovador.
*
Inflamando o coração no luzeiro do Cristo, saibamos entender e servir com Ele, sem
azedume e sem crítica, sem reprovação e sem queixa, na certeza de que o amor é a
garantia invulnerável da vitória imperecível.
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Emmanuel 
Chico Xavier 



  

MENSAGEM DO ESE:
Ressurreição e reencarnação (III)


Ora, desde o tempo de João Batista até o presente, o reino dos céus é tomado pela violência e são os violentos que o arrebatam; — pois que assim o profetizaram todos os profetas até João, e também a lei. — Se quiserdes compreender o que vos digo, ele mesmo é o Elias que há de vir. — Ouça-o aquele que tiver ouvidos de ouvir. (S. MATEUS, cap. XI, vv. 12 a 15.)
Se o princípio da reencarnação, conforme se acha expresso em S. João, podia, a rigor, ser interpretado em sentido puramente místico, o mesmo já não acontece com esta passagem de S. Mateus, que não permite equívoco: ELE MESMO é o Elias que há de vir. Não há aí figura, nem alegoria: é uma afirmação positiva. — “Desde o tempo de João Batista até o presente o reino dos céus é tomado pela violência.” Que significam essas palavras, uma vez que João Batista ainda vivia naquele momento? Jesus as explica, dizendo: “Se quiserdes compreender o que digo, ele mesmo é o Elias que há de vir.” Ora, sendo João o próprio Elias, Jesus alude à época em que João vivia com o nome de Elias. “Até ao presente o reino dos céus é tomado pela violência”: outra alusão à violência da lei mosaica, que ordenava o extermínio dos infiéis, para que os demais ganhassem a Terra Prometida, Paraíso dos hebreus, ao passo que, segundo a nova lei, o céu se ganha pela caridade e pela brandura. 

E acrescentou: Ouça aquele que tiver ouvidos de ouvir. Essas palavras, que Jesus tanto repetiu, claramente dizem que nem todos estavam em condições de compreender certas verdades.
Aqueles do vosso povo a quem a morte foi dada viverão de novo; aqueles que estavam mortos em meio a mim ressuscitarão. Despertai do vosso sono e entoai louvores a Deus, vós que habitais no pó; porque o orvalho que cai sobre vós é um orvalho de luz e porque arruinareis a Terra e o reino dos gigantes. (ISAÍAS, cap. XXVI, v. 19.) 

É também muito explícita esta passagem de Isaías: “Aqueles do vosso povo a quem a morte foi dada viverão de novo. ” Se o profeta houvera querido falar da vida espiritual, se houvera pretendido dizer que aqueles que tinham sido executados não estavam mortos em Espírito, teria dito: ainda vivem, e não: viverão de novo. No sentido espiritual, essas palavras seriam um contra-senso, pois que implicariam uma interrupção na vida da alma. No sentido de regeneração moral, seriam a negação das penas eternas, pois que estabelecem, em princípio, que todos os que estão mortos reviverão.
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. IV, itens 10 a 13.)


segunda-feira, 7 de maio de 2018

QUEM É VOCÊ?

Dificilmente você será uma pessoa feliz sem que antes se conheça na palma da mão. Se ainda não sabe quem é, como você poderá saber para onde vai e o que quer de fato da vida? Se não aprendeu a lidar consigo mesmo, como pretende lidar com o próximo? Se ainda não consegue identificar seus pontos fortes e fracos, como almejar a vitória sobre qualquer coisa?

Muitas pessoas andam por caminhos equivocados exatamente por não se conhecerem; não sabem as reais necessidades do seu espírito. Para quem está perdido, qualquer caminho serve.

Cada espírito é uma individualidade própria, portanto diferente dos demais, nem melhor, nem pior, simplesmente diferente.

E você precisa descobrir quem de fato é. Não tenha medo dessa viagem interior, nenhum monstro o aguarda nas profundezas da sua alma. Há um tesouro escondido no universo do seu mundo íntimo, é a centelha divina que habita em você esperando ser descoberta, trabalhada e amada como toda criatura de Deus merece ser.

Seja tão curioso por si mesmo quanto tem sido em relação à vida alheia. De preferência, a cada dia gaste mais tempo investigando a si mesmo e deixando de lado aquilo que somente diz respeito ao outro.

Reserve espaços no seu dia para o autoconhecimento. Faça perguntas para si mesmo, dialogue consigo e responda para si mesmo: quem você é, do que você gosta, o que não aprecia, o que lhe faz bem e o que lhe desagrada. Jamais porém, faça esse mergulho interior para se condenar. Você jamais será amigo de si mesmo se não tiver humildade suficiente para aceitar-se como é.

Autoconhecimento deve ser algo prazeroso, não um jogo de tortura. Isso não quer dizer que você deixará de ver aspectos sombrios da sua personalidade. No entanto, jamais estará de pedras na mão para se agredir. Só o amor é capaz de iluminar a sombra interior e transformar nossos ponto escuros em pontos de luz.

Qualquer tentativa de reforma íntima que leve o indivíduo a cair em culpa e aniquilar a auto-estima não passa de um processo perverso, pois só o amor é capaz de gerar transformações verdadeiras em nosso modo de agir. O mal produz medo, insegurança, revolta, enfim, gera mal-estar.

Diante de algum fato significativo, reflita sobre os motivos pelos quais você agiu dessa ou daquela forma. Freqüentemente nos comportamos sob o impulso de melindres, raivas, medos, culpas e mágoas, cujos sentimentos estão arquivados nas camadas mais profundas do nosso ser. Sem que se conheça a fundo, você não se libertará desses espinhos da alma e jamais terá domínio sobre si mesmo, permanecendo refém da própria sombra.

Afirmou Jesus: "conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." (João, 8:32). Essa verdade também está no âmago do nosso ser, pois as Leis Divinas estão gravadas em nossa consciência. Consultar a consciência é ouvir a voz de Deus falando dentro de nós.
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José Carlos de Lucca



MENSAGEM DO ESE:
A cólera (II)

Segundo a idéia falsíssima de que lhe não é possível reformar a sua própria natureza, o homem se julga dispensado de empregar esforços para se corrigir dos defeitos em que de boa-vontade se compraz, ou que exigiriam muita perseverança para serem extirpados. É assim, por exemplo, que o indivíduo, propenso a encolerizar-se, quase sempre se desculpa com o seu temperamento. Em vez de se confessar culpado, lança a culpa ao seu organismo, acusando a Deus, dessa forma, de suas próprias faltas. É ainda uma conseqüência do orgulho que se encontra de permeio a todas as suas imperfeições.
Indubitavelmente, temperamentos há que se prestam mais que outros a atos violentos, como há músculos mais flexíveis que se prestam melhor aos atos de força. Não acrediteis, porém, que aí resida a causa primordial da cólera e persuadi-vos de que um Espírito pacífico, ainda que num corpo bilioso, será sempre pacífico, e que um Espírito violento, mesmo num corpo linfático, não será brando; somente, a violência tomará outro caráter. Não dispondo de um organismo próprio a lhe secundar a violência, a cólera tornar-se-á concentrada, enquanto no outro caso será expansiva.
O corpo não dá cólera àquele que não na tem, do mesmo modo que não dá os outros vícios. Todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao Espírito. A não ser assim, onde estariam o mérito e a responsabilidade? O homem deformado não pode tornar-se direito, porque o Espírito nisso não pode atuar; mas, pode modificar o que é do Espírito, quando o quer com vontade firme. Não vos mostra a experiência, a vós espíritas, até onde é capaz de ir o poder da vontade, pelas transformações verdadeiramente miraculosas que se operam sob as vossas vistas? Compenetrai-vos, pois, de que o homem não se conserva vicioso, senão porque quer permanecer vicioso; de que aquele que queira corrigir-se sempre o pode. De outro modo, não existiria para o homem a lei do progresso. Hahnemann. (Paris, 1863.)

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. IX, item 10.)



sábado, 5 de maio de 2018

SEMENTEIRA E COLHEITA


Certo homem, enredado no vício da embriaguez, era frequentemente visitado por generoso amigo espiritual que lhe amparava a existência.

- Arrepende-te e recorre à Bondade Divina! – rogava o benfeitor  quando o alcoólatra se desprendia parcialmente do campo físico, nas asas do sono. – Vale-te do tempo e não adies a própria renovação! Um corpo terrestre é ferramenta preciosa com que a alma deve servir na oficina do progresso. Não menosprezes as próprias forças!...

O infeliz acordava, impressionado. Rememorava as palavras ouvidas, tentava mentalizar a formosura do enviado sublime e, intimamente, formulava o propósito de regenerar-se.

Todavia, sobrevindo a noite, sucumbia de novo à tentação.

Embebedando-se, arrojava-se a longo período de inconsciência, tornando ao relaxamento e à preguiça.

Borracho, empenhava-se tão-somente em afogar as melhores oportunidades da vida em copinho sobre copinho.

Entretanto, logo surgia alguma faixa de consciência naquela cabeça conturbada, o mensageiro requisitava-o, solícito, recomendando:

- Atende! Não fujas à responsabilidade. A passagem pela Terra é valioso recurso para a ascensão de espírito... O tempo é um crédito de que daremos conta! Apela para a compaixão do senhor! Modifica-te! modifica-te!...

O mísero despertava na carne, lembrava a confortadora entrevista e dispunha-se ao reajustamento preciso: no entanto, depois de algumas horas, engodado pelos próprios desejos, caía novamente na zona escura.

Ébrio, demorava-se meses e meses na volúpia do auto-esquecimento.

Contudo, sempre aparecia um instante de lucidez em que o companheiro vigilante interferia.

Novo socorro do Céu, novas promessas de transformação e nova queda espetacular.

Anos e anos foram desfiados no milagroso novelo do tempo, quando o infortunado, de corpo gasto, se reconheceu enfermo e abatido.

A moléstia instalara-se, desapiedada, na fortaleza orgânica, inclinando-lhe os passo para o desfiladeiro da morte.

Incapaz de soerguer-se, o doente orou, modificado.

Queria viver no mundo e, para isso, faria tudo por recuperar-se.

Em breves segundos de afastamento do estragado veículo, encontrou o divino mensageiro e, ajoelhando-se, comunicou:

- Anjo abnegado, transformei-me! sou outro homem... Estou arrependido! Reconheço meus erros e tudo farei para redimir-me... Recorro à piedade de nosso Pai Todo-Compassivo, de vez que pretendo alcançar o futuro na feição do servidor desperto para as elevadas obrigações que a vida nos conferiu...

O protetor abraçou-o, comovidamente, e, enxugando-lhe as lágrimas, rejubilou-se, exclamando:

- Bem-aventurado sejas! Doravante, estarás liberto da perniciosa influência que até agora te obscureceu a visão. Abençoado porvir sorrirá ao teu destino. Rendamos graças a Deus!

O doente retomou o corpo, de coração aliviado, com a luz da esperança a clarear-lhe a alma.

Mas os padecimentos orgânicos recrudesciam.

A assistência médica, aliada aos melhores recursos de enfermagem, revelava insuficiência para subtrair-lhe o mal-estar.

Findos vários dias de angustiosa dor, entregou-se à prece com sentida compunção e, amparado pelo benfeitor invisível, achou-se fora da carne, em ligeiro momento de alívio.

- Anjo amigo – implorou -, acaso o Todo-Bondoso não se compadece de mim? estou renovado!... alterei meus rumos! porque tamanhas provas?

O guardião afagou-o, benevolente, e esclareceu:

- Acalma-te! o sincero reconhecimento de nossas faltas é força de limitação do mal em nós e fora de nós, qual medida que circunscreve o raio de um incêndio, para extinguí-lo pouco a pouco, mas não opera reviravoltas na Lei. O amor infinito de Deus nos descerra fulgurantes caminhos à própria elevação; todavia, a justiça d’Ele determina venhamos a receber, invariavelmente, segundo as nossas obras. Vale-te do perdão divino que, por resposta do Senhor às tuas rogativas, é agora em tua alma anseio de reajuste e com renovador, mas não olvides o dever de destruir os espinhos que ajuntaste. O arrependimento não cura as afecções do fígado, assim como o remorso edificante do homicida não remedeia a chaga aberta pelo golpe da lâmina insensata!... Aproveita a enfermidade que te purifica o sentimento e usa a tolerância do Céu como novo compromisso de trabalho em favor de ti mesmo!...

O doente desejou continuar ouvindo a palavra balsamizante do amigo celeste... A carne enfermiça, porém, exigiu-lhe a volta.

Contudo, recompondo-se mentalmente no corpo fatigado, embora gemesse sob a flagelação regeneradora, chorava e ria, feliz.
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pelo Espírito Irmão X - Do livro: Estante da Vida, Médium: Francisco Cândido Xavier.




MENSAGEM DO ESE:
Haverá casos em que convenha se desvende o mal de outrem?

É muito delicada esta questão e, para resolvê-la, necessário se torna apelar para a caridade bem compreendida. Se as imperfeições de uma pessoa só a ela prejudicam, nenhuma utilidade haverá nunca em divulgá-la. Se, porém, podem acarretar prejuízo a terceiros, deve-se atender de preferência ao interesse do maior número. Segundo as circunstâncias, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode constituir um dever, pois mais vale caia um homem, do que virem muitos a ser suas vítimas. Em tal caso, deve-se pesar a soma das vantagens e dos inconvenientes. — São Luís. (Paris, 1860.)
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, item 21.)


sexta-feira, 4 de maio de 2018

Deus Te Escutará Deus


Ora cotidianamente, haurindo energias no Sublime Reservatório da Natureza. 

Sempre que te sentires fraquejar, renova-te pela prece. 

Onde estiveres, através da palavra articulada ou não, suplica a Intercessão do Alto. 

Nenhuma oração sincera ecoa sem resposta. 

Um dos benefícios imediatos da prece é o de asserenar-te o espírito, para que saibas agir com acerto. 

Para quem ora com a alma nos lábios, coisa alguma é impossível. 

Todo aquele que pede com humildade o que deseja, no mínimo, sempre obtém a compreensão daquilo que não pode ter. 

Depois da caridade, a prece é a única força capaz de transcender o habitual e operar prodígios. 

Ora com persistência, devota-te aos teus semelhantes e espera pela Graça Divina, que te alcançará. 

Os Pressupostos do Senhor jamais te deixarão clamar em vão. 

A prece é um íntimo colóquio da criatura com o Criador. 

Ora, e Deus te escutará. 
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Irmão José
Carlos Baccelli
Obra: Dias melhores 




MENSAGEM DO ESE:
Fora da Igreja não há salvação. Fora da verdade não há salvação


Enquanto a máxima — Fora da caridade não há salvação — assenta num princípio universal e abre a todos os filhos de Deus acesso à suprema felicidade, o dogma — Fora da Igreja, não há salvação — se estriba, não na fé fundamental em Deus e na imortalidade da alma, fé comum a todas as religiões, porém numa fé especial, em dogmas particulares; é exclusivo e absoluto. Longe de unir os filhos de Deus, separa-os; em vez de incitá-los ao amor de seus irmãos, alimenta e sanciona a irritação entre sectários dos diferentes cultos que reciprocamente se consideram malditos na eternidade, embora sejam parentes e amigos esses sectários. Desprezando a grande lei de igualdade perante o túmulo, ele os afasta uns dos outros, até no campo do repouso. A máxima — Fora da caridade não há salvação consagra o princípio da igualdade perante Deus e da liberdade de consciência. Tendo-a por norma, todos os homens são irmãos e, qualquer que seja a maneira por que adorem o Criador, eles se estendem as mãos e oram uns pelos outros. Com o dogma — Fora da Igreja não há salvação, anatematizam-se e se perseguem reciprocamente, vivem como inimigos; o pai não pede pelo filho, nem o filho pelo pai, nem o amigo pelo amigo, desde que mutuamente se consideram condenados sem remissão. É, pois, um dogma essencialmente contrário aos ensinamentos do Cristo e à lei evangélica.

Fora da verdade não há salvação equivaleria ao Fora da Igreja não há salvação e seria igualmente exclusivo, porquanto nenhuma seita existe que não pretenda ter o privilégio da verdade. Que homem se pode vangloriar de a possuir integral, quando o âmbito dos conhecimentos incessantemente se alarga e todos os dias se retificam as idéias? A verdade absoluta é patrimônio unicamente de Espíritos da categoria mais elevada e a Humanidade terrena não poderia pretender possuí-la, porque não lhe é dado saber tudo. Ela somente pode aspirara uma verdade relativa e proporcionada ao seu adiantamento. Se Deus houvera feito da posse da verdade absoluta condição expressa da felicidade futura, teria proferido uma sentença de proscrição geral, ao passo que a caridade, mesmo na sua mais ampla acepção, podem todos praticá-la. O Espiritismo, de acordo com o Evangelho, admitindo a salvação para todos, independente de qualquer crença, contanto que a lei de Deus seja observada, não diz: Fora do Espiritismo não há salvação; e, como não pretende ensinar ainda toda a verdade, também não diz: Fora da verdade não há salvação, pois que esta máxima separaria em lugar de unir e perpetuaria os antagonismos.
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XV, itens 8 e 9.)

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Um outro caminho

 

Não há outro caminho.

Quando teu sono for interrompido por preocupações e pesadelos e não conseguires retomar a tranquilidade, fica um pouco desperto e entrega o que estiveres sentindo ao ser tranquilo e iluminado que habita teu ser.

Encontra-o e deixa que ele possa dissipar teu mal estar, dando-te em troca a segurança e a amorosidade que lhe são próprios.

Quando tua mente insistir em pensamentos ou lembranças que te trazem desconforto, quando não conseguires aquietar teu ser e sentir que tudo apresenta-se confuso, deixa que o teu coração resgate para ti a necessidade profunda de estar bem.

E, nada mais será preciso.

Ficarás bem porque assim desejas e aquilo que desejas verdadeiramente, não te poderá ser negado.

Quando a fruta estiver verde, permite que a paciência trabalhe em ti e espera o fruto amadurecer.

Quando adoeceres, não te esqueças da saúde, do amor e vê que a doença simboliza apenas a tua decisão em não quereres a paz.

Conhece a ti mesmo, descobre tua luz, tua força.

Não há outro caminho para que te sintas completo, íntegro em tua realidade.

Permite que a tua cura seja realizada, permite que o amor esteja presente.

Não há segredos, não há mágicas.

A única coisa que existe é a tua vontade e esta é capaz de dar realidade ao que desejares.

Sê consciente em tuas escolhas, pois elas refletem o que habita em ti.
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Estação da Paz

MENSAGEM DO ESE:
Retribuir o mal com o bem


Aprendestes que foi dito: “Amareis o vosso próximo e odiareis os vossos inimigos.” Eu, porém, vos digo: “Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam, a fim de serdes filhos do vosso Pai que está nos céus e que faz se levante o Sol para os bons e para os maus e que chova sobre os justos e os injustos. — Porque, se só amardes os que vos amam, qual será a vossa recompensa? Não procedem assim também os publicanos? Se apenas os vossos irmãos saudardes, que é o que com isso fazeis mais do que os outros? Não fazem outro tanto os pagãos?” (S. MATEUS, cap. V, vv. 43 a 47.)


— “Digo-vos que, se a vossa justiça não for mais abundante que a dos escribas e dos fariseus, não entrareis no reino dos céus.”(S. MATEUS, cap. V, v. 20.)


“Se somente amardes os que vos amam, que mérito se vos reconhecerá, uma vez que as pessoas de má vida também amam os que os amam? — Se o bem somente o fizerdes aos que vo-lo fazem, que mérito se vos reconhecerá, dado que o mesmo faz a gente de má vida? — Se só emprestardes àqueles de quem possais esperar o mesmo favor, que mérito se vos reconhecerá, quando as pessoas de má vida se entreajudam dessa maneira, para auferir a mesma vantagem? Pelo que vos toca, amai os vossos inimigos, fazei bem a todos e auxiliai sem esperar coisa alguma. Então, muito grande será a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo, que é bom para os ingratos e até para os maus. — Sede, pois, cheios de misericórdia, como cheio de misericórdia é o vosso Deus.” (S. LUCAS, cap. VI, vv. 32 a 36.)


Se o amor do próximo constitui o princípio da caridade, amar os inimigos é a mais sublime aplicação desse princípio, porquanto a posse de tal virtude representa uma das maiores vitórias alcançadas contra o egoísmo e o orgulho.
Entretanto, há geralmente equívoco no tocante ao sentido da palavra amar, neste passo. Não pretendeu Jesus, assim falando, que cada um de nós tenha para com o seu inimigo a ternura que dispensa a um irmão ou amigo. A ternura pressupõe confiança; ora, ninguém pode depositar confiança numa pessoa, sabendo que esta lhe quer mal; ninguém pode ter para com ela expansões de amizade, sabendo-a capaz de abusar dessa atitude. Entre pessoas que desconfiam umas das outras, não pode haver essas manifestações de simpatia que existem entre as que comungam nas mesmas idéias. Enfim, ninguém pode sentir, em estar com um inimigo, prazer igual ao que sente na companhia de um amigo.


A diversidade na maneira de sentir, nessas duas circunstâncias diferentes, resulta mesmo de uma lei física: a da assimilação e da repulsão dos fluidos. O pensamento malévolo determina uma corrente fluídica que impressiona penosamente. O pensamento benévolo nos envolve num agradável eflúvio. Daí a diferença das sensações que se experimenta à aproximação de um amigo ou de um inimigo. Amar os inimigos não pode, pois, significar que não se deva estabelecer diferença alguma entre eles e os amigos. Se este preceito parece de difícil prática, impossível mesmo, é apenas por entender-se falsamente que ele manda se dê no coração, assim ao amigo, como ao inimigo, o mesmo lugar. Uma vez que a pobreza da linguagem humana obriga a que nos sirvamos do mesmo termo para exprimir matizes diversos de um sentimento, à razão cabe estabelecer as diferenças, conforme aos casos.


Amar os inimigos não é, portanto, ter-lhes uma afeição que não está na natureza, visto que o contacto de um inimigo nos faz bater o coração de modo muito diverso do seu bater, ao contacto de um amigo. Amar os inimigos é não lhes guardar ódio, nem rancor, nem desejos de vingança; é perdoar-lhes, sem pensamento oculto e sem condições, o mal que nos causem; é não opor nenhum obstáculo a reconciliação com eles; é desejar-lhes o bem e não o mal; é experimentar júbilo, em vez de pesar, com o bem que lhes advenha; é socorrê-los, em se apresentando ocasião; é abster-se, quer por palavras, quer por atos, de tudo o que os possa prejudicar; é, finalmente, retribuir-lhes sempre o mal com o bem, sem a intenção de os humilhar. Quem assim procede preenche as condições do mandamento: Amai os vossos inimigos.


Amar os inimigos é, para o incrédulo, um contra-senso. Aquele para quem a vida presente é tudo, vê no seu inimigo um ser nocivo, que lhe perturba o repouso e do qual unicamente a morte, pensa ele, o pode livrar. Daí, o desejo de vingar-se. Nenhum interesse tem em perdoar, senão para satisfazer o seu orgulho perante o mundo. Em certos casos, perdoar-lhe parece mesmo uma fraqueza indigna de si. Se não se vingar, nem por isso deixará de conservar rancor e secreto desejo de mal para o outro.


Para o crente e, sobretudo, para o espírita, muito diversa é a maneira de ver, porque suas vistas se lançam sobre o passado e sobre o futuro, entre os quais a vida atual não passa de um simples ponto. Sabe ele que, pela mesma destinação da Terra, deve esperar topar aí com homens maus e perversos; que as maldades com que se defronta fazem parte das provas que lhe cumpre suportar e o elevado ponto de vista em que se coloca lhe torna menos amargas as vicissitudes, quer advenham dos homens, quer das coisas. Se não se queixa das provas, tampouco deve queixar-se dos que lhe servem de instrumento.
Se, em vez de se queixar, agradece a Deus o experimentá-lo, deve também agradecer a mão que lhe dá ensejo de demonstrar a sua paciência e a sua resignação. Esta idéia o dispõe naturalmente ao perdão. Sente, além disso, que quanto mais generoso for, tanto mais se engrandece aos seus próprios olhos e se põe fora do alcance dos dardos do seu inimigo.
O homem que no mundo ocupa elevada posição não se julga ofendido com os insultos daquele a quem considera seu inferior. O mesmo se dá com o que, no mundo moral, se eleva acima da humanidade material. Este compreende que o ódio e o rancor o aviltariam e rebaixariam. Ora, para ser superior ao seu adversário, preciso é que tenha a alma maior, mais nobre, mais generosa do que a desse último.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XII, itens 1 a 4.)

quarta-feira, 2 de maio de 2018

NÃO CONGESTIONE SUA VIDA


Não fique tão estressado por causa do trânsito.

Sua irritação ao volante não fará com que melhore o fluxo de veículos, tampouco deixará os outros motoristas mais simpáticos a você.

Por conta de bagatelas, muitos expiam no cárcere ou num leito de dor a paciência que não souberam cultivar na direção de um simples veículo.

A tolerância ao volante pouparia muitas vidas.

Se você passa um bom pedaço do seu dia no interior de um veículo qualquer, o melhor a fazer é não estragar esses momentos com o seu azedume ou impaciência, pois do contrário as horas se farão mais demoradas e os caminhos mais longos.

Parado no trânsito caótico, leia uma rápida mensagem de otimismo, reflexione sobre uma história edificante, escute uma música agradável, repare na paisagem tentando descobrir algo de positivo no furacão das ocorrências.

Assim agindo, você chegará mais sereno aonde a vida o requisita, apto a realizar suas tarefas com o equilíbrio desejado e sem deixar nenhuma bomba para explodir no caminho dos outros.

Nem sempre os que morrem em acidentes de trânsito são vítimas do destino. É possível afirmar que muitos foram vítimas da própria imprudência.

Se você se irar por causa dos problemas no trânsito, não se esqueça de que seus pensamentos se unirão aos demais pensamentos irados que se acham ligados à situação, provocando um forte congestionamento de energias negativas em seu campo mental, a desencadear, por exemplo fortes dores de cabeça, alterações da pressão arterial, outros problemas mais sérios. Será que vale a pena estragar a saúde por causa de uma simples fechada?

Ao avistar caída alguma vítima de acidente, e nada lhe sendo possível fazer, feche os olhos da curiosidade dirija seu olhar a Deus pedindo que o melhor se faça naquele instante.

Não se esqueça de que toda descarga de raiva ou irritação afetará as avenidas do seu coração, provocando caos no trânsito da sua vida.
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JOSÉ CARLOS DE LUCCA



 










 
MENSAGEM DO ESE:
Da prece pelos mortos e pelos Espíritos sofredores

Os Espíritos sofredores reclamam preces e estas lhes são proveitosas, porque, verificando que há quem neles pense, menos abandonados se sentem, menos infelizes. Entretanto, a prece tem sobre eles ação mais direta: reanima-os, incute-lhes o desejo de se elevarem pelo arrependimento e pela reparação e, possivelmente, desvia-lhes do mal o pensamento. É nesse sentido que lhes pode não só aliviar, como abreviar os sofrimentos. (Veja-se: O Céu e o Inferno, 2ª Parte — “Exemplos”.)
Pessoas há que não admitem a prece pelos mortos, porque, segundo acreditam, a alma só tem duas alternativas: ser salva ou ser condenada às penas eternas, resultando, pois, em ambos os casos, inútil a prece. Sem discutir o valor dessa crença, admitamos, por instantes, a realidade das penas eternas e irremissíveis e que as nossas preces sejam impotentes para lhes pôr termo. Perguntamos se, nessa hipótese, será lógico, será caridoso, será cristão recusar a prece pelos réprobos? Tais preces, por mais impotentes que fossem para os liberar, não lhes seriam uma demonstração de piedade capaz de abrandar-lhes os sofrimentos? Na Terra, quando um homem é condenado a galés perpétuas, quando mesmo não haja a mínima esperança de obter-se para ele perdão, será defeso a uma pessoa caridosa ir carregar-lhe os grilhões, para aliviá-lo do peso destes? Em sendo alguém atacado de mal incurável, dever-se-á, por não haver para o doente esperança nenhuma de cura, abandoná-lo, sem lhe proporcionar qualquer alivio? Lembrai-vos de que, entre os réprobos, pode achar-se uma pessoa que vos foi cara, um amigo, talvez um pai, uma mãe, ou um filho, e dizei se, não havendo, segundo credes, possibilidade de ser perdoado esse ente, lhe recusaríeis um copo d’água para mitigar-lhe a sede? um bálsamo que lhe seque as chagas? Não faríeis por ele o que faríeis por um galé? Não lhe daríeis uma prova de amor, uma consolação? Não, isso cristão não seria. Uma crença que petrifica o coração é incompatível com a crença em um Deus que põe na primeira categoria dos deveres o amor ao próximo.
A não eternidade das penas não implica a negação de uma penalidade temporária, dado não ser possível que Deus, em sua justiça, confunda o bem e o mal. Ora, negar, neste caso, a eficácia da prece, fora negar a eficácia da consolação, dos encorajamentos, dos bons conselhos; fora negar a força que haurimos da assistência moral dos que nos querem bem.
Outros se fundam numa razão mais especiosa: a imutabilidade dos decretos divinos. Deus, dizem esses, não pode mudar as suas decisões a pedido das criaturas; a não ser assim, careceria de estabilidade o mundo. O homem, pois, nada tem de pedir a Deus, só lhe cabendo submeter-se e adorá-lo.



(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVII, itens 18 a 20.)



sábado, 28 de abril de 2018

Soma e bênçãos


Não raro, queixas-te dos contratempos que te cercam; entretanto, não te animarias a isso, caso te dispusesses a relacionar as vantagens que te rodeiam.

Alguns dias de moléstia grave terão surgido, compelindo-te a cuidados especiais; todavia, se somas os dias de saúde relativa que desfrutaste até agora, observarás para logo quão pequena é a faixa dos constrangimentos físicos que te visitam, muitas vezes, à maneira de avisos preciosos, a te preservarem contra males maiores.

Não conseguiste ainda concretizar ideais determinados que te enfeitam as esperanças; mas se anotas os desejos que te pudeste realizar, entenderás sem delonga que a Divina Providência está pronta a te amparar na materialização dos teus sonhos de natureza superior, desde que te decidas ao estudo e ao trabalho nas oportunidades de serviço que se nos descerram a todos.

Sofreste reveses, quedas, prejuízos, desilusões...Antes e depois deles, porém, guardas contigo o tesouro das horas com o emprego criterioso do qual ser-nos-á possível a recuperação ou o refazimento em qualquer circunstância difícil.

Amigos abandonaram-te a área de ação; contudo, não disporás do mínimo ensejo para lastimar-lhes o transitório afastamento, se souberes valorizas os irmãos e cooperadores que Deus te envia ou mantém na co-participação de tuas tarefas e experiências.

Em quaisquer embaraços ou crises do caminho, somas as bênçãos que já possuis e reconhecerá que todo o motivo para desalento é nuvem pequenina a desfazer-se no céu imenso de tuas possibilidades.

Suceda o que suceder nas trilhas da vida, em matéria de amargura ou aflição, ergue a fronte e caminha adiante, trabalha e aprende, abençoa e serve, porquanto, diante de Deus e à frente dos companheiros que se nos conservam fiéis, apalavra desânimo é quase sempre o outro nome da ingratidão.
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  Emmanuel  
 Paz e Renovação 
Francisco Cândido Xavier 

MENSAGEM DO ESE:
Os inimigos desencarnados 

Ainda outros motivos tem o espírita para ser indulgente com os seus inimigos. Sabe ele, primeiramente, que a maldade não é um estado permanente dos homens; que ela decorre de uma imperfeição temporária e que, assim como a criança se corrige dos seus defeitos, o homem mau reconhecerá um dia os seus erros e se tornará bom.
Sabe também que a morte apenas o livra da presença material do seu inimigo, pois que este o pode perseguir com o seu ódio, mesmo depois de haver deixado a Terra; que, assim, a vingança, que tome, falha ao seu objetivo, visto que, ao contrário, tem por efeito produzir maior irritação, capaz de passar de uma existência a outra. Cabia ao Espiritismo demonstrar, por meio da experiência e da lei que rege as relações entre o mundo visível e o mundo invisível, que a expressão: extinguir o ódio com o sangue é radicalmente falsa, que a verdade é que o sangue alimenta o ódio, mesmo no além-túmulo. Cabia-lhe, portanto, apresentar uma razão de ser positiva e uma utilidade prática ao perdão e ao preceito do Cristo: Amai os vossos inimigos. Não há coração tão perverso que, mesmo a seu mau grado, não se mostre sensível ao bom proceder. Mediante o bom procedimento, tira-se, pelo menos, todo pretexto às represálias, podendo-se até fazer de um inimigo um amigo, antes e depois de sua morte. Com um mau proceder, o homem irrita o seu inimigo, que então se constitui instrumento de que a justiça de Deus se serve para punir aquele que não perdoou.
Pode-se, portanto, contar inimigos assim entre os encarnados, como entre os desencarnados. Os inimigos do mundo invisível manifestam sua malevolência pelas obsessões e subjugações com que tanta gente se vê a braços e que representam um gênero de provações, as quais, como as outras, concorrem para o adiantamento do ser, que, por isso; as deve receber com resignação e como conseqüência da natureza inferior do globo terrestre. Se não houvesse homens maus na Terra, não haveria Espíritos maus ao seu derredor. Se, conseguintemente, se deve usar de benevolência com os inimigos encarnados, do mesmo modo se deve proceder com relação aos que se acham desencarnados.
Outrora, sacrificavam-se vítimas sangrentas para aplacar os deuses infernais, que não eram senão os maus Espíritos. Aos deuses infernais sucederam os demônios, que são a mesma coisa. O Espiritismo demonstra que esses demônios mais não são do que as almas dos homens perversos, que ainda se não despojaram dos instintos materiais; que ninguém logra aplacá-los, senão mediante o sacrifício do ódio existente, isto é, pela caridade; que esta não tem por efeito, unicamente, impedi-los de praticar o mal e, sim, também o de os reconduzir ao caminho do bem e de contribuir para a salvação deles. É assim que o mandamento: Amai os vossos inimigos não se circunscreve ao âmbito acanhado da Terra e da vida presente; antes, faz parte da grande lei da solidariedade e da fraternidade universais.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XII, itens 5 e 6.)

sexta-feira, 27 de abril de 2018

QUESTÃO DE INTERPRETAÇÃO


Se erraste, reconsidera e tome a iniciativa da reparação.

Se caíste, convence-te de que não caíste para ficar no chão.

Se choras, não acredites que tenhas lágrimas a fim de chorares para sempre.

Se fracassaste, é sinal de que a luta está apenas começando.

Se te sentes ofendido, é que ainda não aprendeste a perdoar o suficiente.

Se sofreste algum prejuízo econômico, resume as tuas necessidades.

Se és vítima de injustiça, jamais olvides quanto isso deve doer nos outros.

Se caluniaste, lavraste sentença condenatória contra ti.

Se cedeste à tentação, atenta em quanto és frágil.

Se foste traído, por certo não amaste o bastante.

Se experimentas ingratidão, é porque não auxiliaste com o desprendimento devido.

Se apenas coisas ruins te acontecem, pode ser, de tua parte, uma questão de interpretação."
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 Irmão José 
Carlos Baccelli 
Obra: Dias melhores 


 


MENSAGEM DO ESE:
Advento do Espírito de Verdade (IV)


Deus consola os humildes e dá força aos aflitos que lha pedem. Seu poder cobre a Terra e, por toda a parte, junto de cada lágrima colocou ele um bálsamo que consola. A abnegação e o devotamento são uma prece continua e encerram um ensinamento profundo. A sabedoria humana reside nessas duas palavras. Possam todos os Espíritos sofredores compreender essa verdade, em vez de clamarem contra suas dores, contra os sofrimentos morais que neste mundo vos cabem em partilha. Tomai, pois, por divisa estas duas palavras: devotamento e abnegação, e sereis fortes, porque elas resumem todos os deveres que a caridade e a humildade vos impõe. O sentimento do dever cumprido vos dará repouso ao espírito e resignação. O coração bate então melhor, a alma se asserena e o corpo se forra aos desfalecimentos, por isso que o corpo tanto menos forte se sente, quanto mais profundamente golpeado é o espírito. — O Espírito de Verdade. (Havre, 1863.)
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VI, item 8.)



quarta-feira, 25 de abril de 2018

Sintonia e Vibração



Imaginemos alguém que, com um perfume muito forte, permanece determinado tempo em ambiente fechado. A fragrância do seu perfume irá se espalhar pelo ambiente, que ficará impregnado, durante algum tempo, com o odor característico. Da mesma forma, o resultado do que pensamos e sentimos, fica indelevelmente plasmado naqueles ambientes que mais costumamos frequentar.
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Assim, os nossos lares, os ambientes de trabalho, os locais onde se realizam cultos religiosos e de outros tipos, ficam com suas atmosferas marcadas pelas formas-sentimento e formas-pensamento que comumente ali são expressadas. Quem penetrar em um desses ambientes, inconscientemente ou não, se sentirá inclinado a sintonizar-se psiquicamente com as vibrações ali caracterizadas, sejam agradáveis ou desagradáveis.
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Por outro lado, se alguém com um perfume muito forte nos abraça, inevitavelmente herdaremos o odor que dessa pessoa é emanado, seja ele prazeiroso ou não. Da mesma forma que o perfume alheio nos invade a atmosfera pessoal, as vibrações espirituais de quem nos abraça também nos invadem a organização íntima, nem que essa troca energética se processe - e também se conclua - em poucos segundos, tempo necessário para que as defesas energéticas da aura administrem a invasão energética.
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Em resumo, estamos sempre marcando, com a "nossa fragrância espiritual", as pessoas e os ambientes com os quais convivemos e, ao mesmo tempo, recebendo a suas influências. Quando e se, as nossas defesas espirituais estiverem em boa forma, assimilaremos apenas o que nos for positivo e rechaçaremos o que não for.
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Esse processo é inconsciente, como também o é o da defesa orgânica que os anticorpos promovem em nosso corpo, sempre que necessário. É tudo tão rápido que o cérebro físico-transitório não dá conta, apesar de ser ele que administra todo o processo, como também o faz, a nossa mente espiritual, quando o caso se relaciona com as vibrações de terceiros que nos invadem o espírito.
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É importante perceber que, uma simples troca de olhares, um aperto de mão, um abraço, uma relação sexual, por exemplo, são situações em que a troca energética acontece, independentemente de querermos ou não. Quando a nossa resultante de defesa vibratória é positiva - normalmente assim o é nas pessoas que tem bom ânimo, não se deixam entristecer pelos fatos, são disciplinados no campo da oração e/ou meditação etc. - pouco nos invade a energia alheia, se isto for nos servir de transtorno ao nosso equilíbrio energético.
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Ao contrário, se estivermos em baixa condição de defesa energética, tal qual um prato de alimento estragado que inapelavelmente irá causar "estragos" no nosso organismo, a energia deletéria alheia nos desarmonizará durante pouco ou muito tempo, conforme for a nossa capacidade psiquica-espiritual em restabelecer o equilíbrio que nos caracteriza, seja ele de que nível for.
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As crianças pequenas que sequer andam, normalmente tem energia passiva, e sofrem um bocado quando ficam "passando de braço em braço", recebendo verdadeiras descargas energéticas que normalmente lhes causam desequilíbrios de toda ordem. Se os pais terrenos disso soubessem, outras seriam as suas posturas em relação a permitirem que seus filhos andem de "braço em braço".
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Portanto, estamos a todo momento, trocando energia com as pessoas e com os ambientes que nos rodeiam. O equilíbrio - leia-se, saúde espiritual - de cada um, é o único antídoto a impedir que as vibrações negativas, alheias à nossa organização espiritual, penetrem no nosso íntimo.
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Saber conviver sem sintonizar com a energia de terceiros é postura que somente os mestres de si mesmos conseguem plasmar na difícil coexistência com os demais. Ao contrário, se a toda hora temos a sensibilidade pessoal invadida por problemas e influências de outras pessoas e/ou situações, ficamos sempre à mercê dos "outros nos deixarem" ficar em paz.
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Assim, a nossa paz íntima dependerá dos outros, jamais de nós próprios; o nosso controle será sempre refém do descontrole alheio; a nossa fragrância espiritual estará sempre mesclada com a dos outros; enfim, dificilmente conseguiremos ser donos de nossa própria vida.
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Se pretendemos ser os arquitetos e atores da nossa própria caminhada evolutiva é mister que cuidemos do nosso equilíbrio espiritual, escolhendo quando e como sintonizar com as vibrações alheias, seja em uma conversa, em um convívio mais íntimo, numa palestra, enfim, numa simples leitura, como é o caso que ora ocorre, pois, até o que lemos pode nos ser motivo de enriquecimento ou de desarmonia interior, já que é vibração que nos penetra a alma.
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Lembremo-nos de que: a soberania espiritual passa necessariamente pelo controle das emoções; a saúde do nosso corpo dependerá da qualidade do que nos alimentamos; o equilíbrio do nosso espírito depende e, em muito, do que nos permitimos sintonizar, através dos sentidos.
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Afinal, se a massa e energia são aspectos de um mesmo padrão existencial, sintonia e vibração formam o elo entre toda a massa e energia que existe, independente das formas transitórias que venham a assumir.
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Melhoremos a nossa vibração pessoal e eduquemos os nossos padrões de sintonia. Isto feito, estaremos despertando no nosso íntimo, a grande herança que recebemos do Pai Celestial.
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Jan Val Ellam
Livro: "Queda e Ascensão Espiritual"






MENSAGEM DO ESE:
A melancolia


Sabeis por que, às vezes, uma vaga tristeza se apodera dos vossos corações e vos leva a considerar amarga a vida? É que vosso Espírito, aspirando à felicidade e à liberdade, se esgota, jungido ao corpo que lhe serve de prisão, em vãos esforços para sair dele. Reconhecendo inúteis esses esforços, cai no desânimo e, como o corpo lhe sofre a influência, toma-vos a lassidão, o abatimento, uma espécie de apatia, e vos julgais infelizes.
Crede-me, resisti com energia a essas impressões que vos enfraquecem a vontade. São inatas no espírito de todos os homens as aspirações por uma vida melhor; mas, não as busqueis neste mundo e, agora, quando Deus vos envia os Espíritos que lhe pertencem, para vos instruírem acerca da felicidade que Ele vos reserva, aguardai pacientemente o anjo da libertação, para vos ajudar a romper os liames que vos mantêm cativo o Espírito. Lembrai-vos de que, durante o vosso degredo na Terra, tendes de desempenhar uma missão de que não suspeitais, quer dedicando-vos à vossa família, quer cumprindo as diversas obrigações que Deus vos confiou.
Se, no curso desse degredo-provação, exonerando-vos dos vossos encargos, sobre vós desabarem os cuidados, as inquietações e tribulações, sede fortes e corajosos para os suportar. Afrontai-os resolutos. Duram pouco e vos conduzirão à companhia dos amigos por quem chorais e que, jubilosos por ver-vos de novo entre eles, vos estenderão os braços, a fim de guiar-vos a uma região inacessível às aflições da Terra. — François de Genève. (Bordéus.)



(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 25.)

terça-feira, 24 de abril de 2018

Educação e vivências




Há pessoas que defendem a ideia de nivelar as condições de higiene de todos os seres em todos os quadrantes da Terra.

Todavia, vale considerar que, nem todos estão em condições de limpar e conservar limpa a sua casa, seja ela física ou a mental.

O que queremos dizer é que nenhuma modificação de vulto poderemos esperar nos cenários da vida física, antes que surjam profundas alterações no mundo moral dos homens, e isso é uma questão de educação.

Se colocarmos alguém deseducado para viver num palácio, logo este será convertido num pardieiro.
Levemos alguém sem educação para conviver num jardim e este será, em breve tempo, transformado num campo arruinado.

Entreguemos a alguém deseducado a guarda de crianças inexperientes e é possível que, dentro em pouco, deparemos com delinquentes diversos, pelos exemplos degradantes com os quais convivem.
Coloquemos detritos nas mãos de uma pessoa deseducada e veremos como serão espalhados, provocando enfermidades e outras moléstias.

Por outro lado, se algum indivíduo assinalado por feliz educação for constrangido a habitar um casebre, com certeza o transformará em ambiente limpo e agradável, ainda que pobre.

Perceberemos, desde logo, que naquela choupana humilde habita alguém higiênico. Veremos as latas velhas convertidas em vasos de flores, a roupa limpa estendida no varal singelo, a claridade do sol a inundar os cômodos pequenos e bem arejados.

A pessoa educada que possua um pequeno terreno árido e sem vida, em pouco tempo o converterá em pomar excelente.

E se colocarmos dejetos em mãos bem educadas, estes logo serão transformados em adubo útil a fomentar colheitas abundantes.

Por fim concluiremos que se o indivíduo é educado, haverá harmonia ao seu redor e a recíproca é verdadeira.

De nada vale buscarmos higienizar nosso Planeta sem antes higienizar as mentes dos seus habitantes com a verdadeira educação, que é o conjunto dos hábitos adquiridos.

Desse modo, não nos esqueçamos jamais de que a melhoria da casa guarda relação direta com a melhoria moral do seu habitante.

Pense nisso!

Para que conheçamos a intimidade das criaturas, basta que observemos seus reflexos exteriores.
Se a pessoa está em paz, espalha uma aura de paz ao se redor.
Se está com a mente atribulada, reflete nos gestos as inquietações da intimidade.
Se ainda não conquistou os verdadeiros valores morais, anda a braços com a indignidade, apesar dos esforços empreendidos para que seja uma pessoa de bem.
Assim, "cada criatura traz na fronte, mas principalmente nos atos, o cunho da sua grandeza ou da sua inferioridade."

Pensemos nisso!
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Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro "Educação e Vivências" 



MENSAGEM DO ESE:
Proveito dos sofrimentos para outrem


– Os que aceitam resignados os sofrimentos, por submissão à vontade de Deus e tendo em vista a felicidade futura, não trabalham somente em seu próprio benefício? Poderão tornar seus sofrimentos proveitosos a outrem? 

Podem esses sofrimentos ser de proveito para outrem, material e moralmente: materialmente se, pelo trabalho, pelas privações e pelos sacrifícios que tais criaturas se imponham, contribuem para o bem-estar material de seus semelhantes; moralmente, pelo exemplo que elas oferecem de sua submissão à vontade de Deus. Esse exemplo do poder da fé espírita pode induzir os desgraçados à resignação e salvá-los do desespero e de suas conseqüências funestas para o futuro. — São Luís. (Paris, 1860.)
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 31.)


segunda-feira, 23 de abril de 2018

DÊ ESPAÇO PARA O NOVO


Desenvolva a habilidade de não se identificar com os acontecimentos infelizes que lhe ocorrem.

É provável que sua vida não caminhe para a frente porque você se encontra preso às lembranças amargas do passado.

Você não é um doente, apenas está momentaneamente enfermo. Você não é um desempregado, apenas ainda não encontrou o trabalho que logo chegará.

Você não é um tolo, apenas ainda não desenvolveu toda a sua inteligência. Solte toda a negatividade para sua vida se iluminar de todo o bem que você for capaz de sustentar.

Se você está cheio de coisas velhas, jamais haverá espaço para as novas. Desprenda-se do passado para que você possa viver a plenitude do dia de hoje, em que se encontram as melhores oportunidades para ser feliz. Se o passado não passa, sua vida tem grandes chances de se tornar um mausoléu de mágoas, culpas, ódios e de doenças também.

Velhice é o nome que muitas vezes se dá à nossa incapacidade de regeneração diante dos episódios menos felizes. A regeneração celular também depende da regeneração dos pensamentos carcomidos pelo tempo. Juventude, antes de tudo, é um estado de espírito. A mente presa a episódios infelizes dificulta a cura de muitas doenças.

Saúde é um estado de harmonia íntima que dificilmente se mantém quando nos convertemos em um depósito de lixo emocional.

Se você não teve o sucesso profissional esperado, não vista a túnica do fracassado, pois do contrário jamais conseguirá novas oportunidades de trabalho. Você não é um derrotado, apenas ainda não encontrou o melhor caminho para desenvolver as habilidades profissionais.

E não se esqueça de que diversos empresários prósperos de hoje estiveram falidos não há muito tempo. Eles simplesmente não se sentiram pessoalmente falidos.

Se você se encontra enfermo, procure não se identificar com a doença. Sua condição natural é a saúde, a doença é uma situação excepcional, não veio para ficar, a não ser que você queira permanecer acamado pelo restante da vida.

Se você sofreu uma desilusão amorosa, não se identifique com a situação para não se sentir rejeitado. Só porque alguém não desejou ficar ao seu lado você vai se enclausurar no porão da solidão? Quando alguém não quer a nossa companhia amorosa não quer dizer que não somos pessoas interessantes, mas apenas que desejam caminhar ao lado de pessoas diferentes, tanto quanto outros, futuramente, escolherão a nossa companhia em detrimento das pessoas com quem conviviam, desde que nós tenhamos largado a roupa do mal-amados.

Na vida, tudo depende de como olhamos os fatos.

Pare de olhar a vida com tanto sofrimento, tudo é apenas experiência. Aprenda logo o que precisa aprender com o que lhe sucedeu, e não olhe mais para trás para que sua vida caminhe para a frente.
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JOSÉ CARLOS DE LUCCA



MENSAGEM DO ESE:
A nova era (III)


Santo Agostinho é um dos maiores vulgarizadores do Espiritismo. Manifesta-se quase por toda parte. A razão disso, encontramo-la na vida desse grande filósofo cristão. Pertence ele à vigorosa falange do Pais da Igreja, aos quais deve a cristandade seus mais sólidos esteios. Como vários outros, foi arrancado ao paganismo, ou melhor, à impiedade mais profunda, pelo fulgor da verdade. Quando, entregue aos maiores excessos, sentiu em sua alma aquela singular vibração que o fez voltar a si e compreender que a felicidade estava alhures, que não nos prazeres enervantes e fugitivos; quando, afinal, no seu caminho de Damasco, também lhe foi dado ouvir a santa voz a clamar-lhe: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” exclamou: “Meu Deus! Meu Deus! perdoai-me, creio, sou cristão!” E desde então tornou-se um dos mais fortes sustentáculos do Evangelho. Podem ler-se, nas notáveis confissões que esse eminente espírito deixou, as características e, ao mesmo tempo, proféticas palavras que proferiu, depois da morte de Santa Mônica: Estou convencido de que minha mãe me virá visitar e dar conselhos, revelando-me o que nos espera na vida futura. Que ensinamento nessas palavras e que retumbante previsão da doutrina porvindoura! Essa a razão por que hoje, vendo chegada a hora de divulgar-se a verdade que ele outrora pressentira, se constituiu seu ardoroso disseminador e, por assim dizer, se multiplica para responder a todos os que o chamam.
— Erasto, discípulo de S. Paulo. (Paris, 1863.)
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. I, item 11.)



domingo, 22 de abril de 2018

A DÁDIVA DIFÍCIL

Não avançarás ao longo do caminho, sem doar algo de ti mesmo. 

Aqui, é o companheiro que te roga assistência fraterna. 

Além, é o desconhecido que te pede arrimo e esperança. 

Agora, é o amparo aos desvalidos. 

Depois, é o socorro aos enfermos. 

À maneira da embarcação que distribui os valores de que se enriquece, espalharás, seja onde fores, os bens que o Senhor te confia. 

O pão, a moeda e o agasalho são recursos da Terra em tuas mãos. 

Fácil será sempre mobilizá-los e estendê-los. 

Atenta, contudo, para a dádiva difícil que sai do coração. 

O próprio sacrifício, em favor dos outros, é plantação de felicidade no ambiente em que respiramos. 

Aprende a calar para que teu irmão fale mais alto.

Esquece as ofensas alheias, compreendendo que poderiam ter sido perpetradas por ti próprio. 

Apaga-te para que a luz do próximo seja vista. 

Dá em ti mesmo em humildade, paciência, brandura, abnegação e amor...  

Jesus, transmitindo as bênçãos do Céu de que se fazia portador, era o Médico Providencial dos
sofredores na região em que se mantinha, mas aceitando o supremo sacrifício de si mesmo, na cruz,
converteu-se em Divino Benfeitor da Humanidade inteira. 

Não olvides que a renunciação aos próprios caprichos, na exaltação do bem de todos, será sempre
no mundo a tua dádiva maior.  
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Emmanuel
Livro: Mais Perto
 Psicografia:
  Francisco Cândido Xavier 
 

 MENSAGEM DO ESE:
Sacrifício da própria vida


– Aquele que se acha desgostoso da vida mas que não quer extingui-la por suas próprias mãos, será culpado se procurar a morte num campo de batalha, com o propósito de tornar útil sua morte?

Que o homem se mate ele próprio, ou faça que outrem o mate, seu propósito é sempre cortar o fio da existência: há, por conseguinte, suicídio intencional, se não de fato. É ilusória a idEia de que sua morte servirá para alguma coisa; isso não passa de pretexto para colorir o ato e escusá-lo aos seus próprios olhos. Se ele desejasse seriamente servir ao seu país, cuidaria de viver para defendê-lo; não procuraria morrer, pois que, morto, de nada mais lhe serviria. O verdadeiro devotamento consiste em não temer a morte, quando se trate de ser útil, em afrontar o perigo, em fazer, de antemão e sem pesar, o sacrifício da vida, se for necessário. Mas, buscar a morte com premeditada intenção, expondo-se a um perigo, ainda que para prestar serviço, anula o mérito da ação. 
— São Luís. (Paris, 1860)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 29.)