terça-feira, 26 de setembro de 2023

Adeus necessário



Aquela família levava uma vida normal até o dia em que o filho, de dois anos, começou a ter pesadelos.

James acordava os pais, Bruce e Andrea, quase todas as noites, aos gritos, enquanto se debatia na cama.

Determinados a descobrir o que acontecia com seu pequeno, passaram a observar mais atentamente o seu sono.

As frases que gritava falavam de um avião em chamas e de um piloto que não conseguia sair do avião.

Na sequência dos dias, de forma espontânea, o pequeno começou a dar informações detalhadas, demonstrando um conhecimento sobre aviões que jamais lhe havia sido ensinado.

Revelou nomes, dados geográficos e até a designação de um porta-aviões norte-americano da Segunda Guerra Mundial.

Tudo isso intrigava os pais e, depois de muitas pesquisas, Bruce descobriu que o que dizia seu filho era absolutamente verdade.

Chegou a contatar pessoas que ele mencionava. Pessoas que haviam conhecido o menino, em uma vida anterior, quando ele se chamava James Huston Junior.

Os pais conviveram, entre a angústia, a incerteza e muitos sobressaltos, com todas as informações que o novo James ia fornecendo.

Sua história foi conhecida, ele foi entrevistado, embora dissesse não querer falar a respeito.

Então, uma produtora japonesa desejou gravar algo muito especial. Propôs levar James ao local onde caíra o avião do piloto.

O que ele sentiria? Afinal, o corpo do piloto, morto em 3 de março de 1945, jamais fora encontrado. Seu avião caíra no Oceano Pacífico.

No dia 4 de setembro de 2006, realizou-se uma cerimônia em memória dele. A família embarcou em um pequeno barco.

Andrea segurava um buquê de flores, que comprara em Tóquio. O menino, de oito anos, não sabia o que havia sido planejado. Haviam lhe dito somente que marcariam o lugar em que o avião de James Huston tinha sido derrubado.

Quando o barco chegou ao local, o capitão desligou o motor. Todos olharam para James. Ele não olhou nem para o pai, nem para a câmera.

A mãe puxou o filho para perto de si e disse suavemente: Está na hora de dizer adeus.

James começou a chorar. Era um soluço profundo, como se estivesse colocando para fora tudo que estivera dentro de si, durante seis anos.

Os passageiros estavam em silêncio. Finalmente, James apanhou o buquê e jogou as flores ao mar.

O rosto estava banhado em lágrimas e com voz entrecortada se despediu:

Adeus, James Huston. Nunca me esquecerei de você.

Em seguida, ficou em posição de sentido e bateu continência. Depois, apoiou a cabeça no colo da mãe e chorou um pouco mais.

O pai chegou à conclusão de que o círculo se completara. O pequeno James poderia agora, verdadeiramente, reiniciar sua nova experiência na Terra.

A narrativa da história do piloto americano, morto em combate, estava concluída.

Bruce ficou convencido de que essa narrativa é uma dádiva para aqueles que precisam de uma prova tangível de que existe algo além da morte.

De que, enfim, a vida não se encerra em uma única etapa. E de que seu filho podia tomar as rédeas da nova vida, em totalidade.

Um fato inconteste, recheado de provas, acumuladas ao longo de exaustivas pesquisas. Um caso de reencarnação.

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Redação do Momento Espírita, com base no Epílogo do livro
A volta, de Bruce e Andrea Leininger, com Ken Gross,
ed. BestSeller.
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26 de setembro

Relaxe e sinta que há tempo para tudo.

Todos tem a mesma quantidade de tempo disponível, mas o que interessa é como você usa esse tempo.

Você aproveita plenamente e desfruta cada momento dele, ou você desperdiça seu tempo, sem saber discernir as prioridades?

Pare de ser escravo do tempo.

Por que não fazer o tempo seu escravo?

Assim, não será ele a impor as regras, mas sim você.

Aceite o fato que você só pode fazer uma coisa de cada vez faça-a perfeitamente e só então comece a fazer outra coisa.

Nunca tente olhar longe demais.

Você só pode viver um momento de cada vez.

Se você tentar planejar muito à frente, você pode se decepcionar quando as coisas não acontecerem como você havia planejado.

Muitas mudanças impossíveis de serem previstas podem acontecer.

É melhor viver plenamente cada momento presente e deixe o futuro tomar conta de si mesmo.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

A ingratidão dos filhos e os laços de família (II)

Ó espíritas! compreendei agora o grande papel da Humanidade; compreendei que, quando produzis um corpo, a alma que nele encarna vem do espaço para progredir; inteirai-vos dos vossos deveres e ponde todo o vosso amor em aproximar de Deus essa alma; tal a missão que vos está confiada e cuja recompensa recebereis, se fielmente a cumprirdes. Os vossos cuidados e a educação que lhe dareis auxiliarão o seu aperfeiçoamento e o seu bem-estar futuro. Lembrai-vos de que a cada pai e a cada mãe perguntará Deus: Que fizestes do filho confiado à vossa guarda? Se por culpa vossa ele se conservou atrasado, tereis como castigo vê-lo entre os Espíritos sofredores, quando de vós dependia que fosse ditoso. Então, vós mesmos, assediados de remorsos, pedireis vos seja concedido reparar a vossa falta; solicitareis, para vós e para ele, outra encarnação em que o cerqueis de melhores cuidados e em que ele, cheio de reconhecimento, vos retribuirá com o seu amor.

Não escorraceis, pois, a criancinha que repele sua mãe, nem a que vos paga com a ingratidão; não foi o acaso que a fez assim e que vo-la deu. Imperfeita intuição do passado se revela, do qual podeis deduzir que um ou outro já odiou muito, ou foi muito ofendido; que um ou outro veio para perdoar ou para expiar. Mães! abraçai o filho que vos dá desgostos e dizei convosco mesmas: Um de nós dois é culpado. Fazei-vos merecedoras dos gozos divinos que Deus conjugou à maternidade, ensinando aos vossos filhos que eles estão na Terra para se aperfeiçoar, amar e bendizer. Mas oh! muitas dentre vós, em vez de eliminar por meio da educação os maus princípios inatos de existências anteriores, entretêm e desenvolvem esses princípios, por uma culposa fraqueza, ou por descuido, e, mais tarde, o vosso coração, ulcerado pela ingratidão dos vossos filhos, será para vós, já nesta vida, um começo de expiação.

A tarefa não é tão difícil quanto vos possa parecer. Não exige o saber do mundo. Podem desempenhá-la assim o ignorante como o sábio, e o Espiritismo lhe facilita o desempenho, dando a conhecer a causa das imperfeições da alma humana.

Desde pequenina, a criança manifesta os instintos bons ou maus que traz da sua existência anterior. A estudá-los devem os pais aplicar-se. Todos os males se originam do egoísmo e do orgulho. Espreitem, pois, os pais os menores indícios reveladores do gérmen de tais vícios e cuidem de combatê-los, sem esperar que lancem raízes profundas. Façam como o bom jardineiro, que corta os rebentos defeituosos à medida que os vê apontar na árvore. Se deixarem se desenvolvam o egoísmo e o orgulho, não se espantem de serem mais tarde pagos com a ingratidão. Quando os pais hão feito tudo o que devem pelo adiantamento moral de seus filhos, se não alcançam êxito, não têm de que se inculpar a si mesmos e podem conservar tranqüila a consciência. À amargura muito natural que então lhes advém da improdutividade de seus esforços, Deus reserva grande e imensa consolação, na certeza de que se trata apenas de um retardamento, que concedido lhes será concluir noutra existência a obra agora começada e que um dia o filho ingrato os recompensará com seu amor.
(Cap. XIII, nº 19.)

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIV, item 9.)
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De ânimo firme


Não temas as provas de hoje.

Supera o mal com o bem.

Todos temos um amanhã.

No entanto, porque o futuro nos pertença não menosprezes o momento de agora.

Se sofreste desgostos não lhe conserves os remanescentes no coração.
Esquece afronta e ofensas.

O perdão desata quaisquer algemas entre vítima e agressor.

O trabalho dissipa as sombras no espaço da alma.

Serve sempre.

Não cultives enfermidades imaginárias, nem te amofines por aflições que talvez não chegues a conhecer.

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EMMANUEL
CHICO XAVIER
Obra: Palavras da coragem
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Imperativo da Paciência


Provável que raros amigos pensem nisto: paciência por imunização contra o suicídio.
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Nas áreas da atividade humana, bastas vezes, surgem para a criatura determinados topos de provação para cuja travessia, nem sempre bastará o conhecimento superior. É necessário que a alma se apoie no bastão invisível da paciência, a fim de não resvalar em sofrimentos maiores.
Eis porque nos permitimos endereçar reiterados apelos aos irmãos domiciliados no Plano Físico a fim de que se dediquem ao cultivo da compreensão.
*
Se te encontras sob o impacto de conflitos domésticos, ante aqueles que se façam campo de vibrações negativas, usa a tolerância, quanto possível, em auxílio à segurança da equipe familiar a que te vinculas.
*
Nas decepções, sejam quais forem, reflete no valor da ponderação em teu próprio benefício.
*
Diante de golpes que te sejam desfechados, esquece injúrias e agravos e pensa nas oportunidades do trabalho que se te farão apoio defensivo contra o desespero.
*
Sob acusações que reconhece imerecidas, olvida o mal e não alimentes o fogo da discórdia.
*
Quando te falte atividade profissional, continua agindo, tanto quanto puderes, nas tarefas de auxílio espontâneo aos outros, aprendendo que atividade nobre atrai atividades nobres e, com isso, para breve, te reconhecerás em novos posicionamentos de serviço, segundo as tuas necessidades.
*
Se o desânimo te ameaça por esse ou aquele motivo, recorda a importância de teu concurso fraterno, em apoio de alguém, e não te dês ao luxo de paradas improdutivas.
*
Em qualquer obstáculo a transpor no caminho, conserva a paciência por escora e guia e, de pensamento confiante na Divina Providência, seguirás adiante, afastando para longe a tentação da fuga e reconhecendo, em tempo estreito, que há sempre um futuro melhor para cada um de nós e que, em todas as tribulações da existência, vale a pena esperar pelo socorro de Deus.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Atenção
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Mensagens sobre a PACIÊNCIA:


PACIÊNCIA



Ter Paciência



Paciência de Jó



SE TIVERES PACIÊNCIA



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Sinais de luz


Aceitar a existência,
Melhorando a nós mesmos;

Cumprir a obrigação
Que o momento nos mostra;

Trabalhar e servir
Sem reclamar louvores;

Receber agressões
Desculpando-as sem queixas;

Nunca desanimar
Na prática do bem;

Eis alguns sinais
Da Presença de Deus.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Trevo de ideias
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segunda-feira, 25 de setembro de 2023

Como chuva generosa


Quando o sol parece castigar a terra com a intensidade dos seus raios, habitualmente, amados e desejados;

quando os dias se sucedem, muito quentes, parecendo que a atmosfera se torna quase insuportável;

quando a terra vai se abrindo em frinchas, parecendo gemer em sentimento de dor;

quando as plantas se deitam sobre o solo, por não conseguirem manter a altivez, pela desidratação sofrida;

quando parece que tudo queimará, secará, findará...

Pensamos nos campos semeados e nos perguntamos se os grãos conseguirão tomar forma, crescer e amadurecer, para abastecer as nossas mesas.

Olhamos para as árvores e nos indagamos se haverá floração para que se transforme em abençoados frutos.

Contemplamos os tímidos filetes d'água, aqui e ali, onde antes se agitavam caudalosos rios, povoados por peixes de variadas espécies.

Adiante, o leito seco deixa entrever as pedras nuas, brilhando ao sol. Adiante, um tronco de árvore deitado, como quem se tivesse agachado para sorver uma última gota d'água do solo seco.

O abastecimento nas residências, fábricas e hospitais sofre interrupções, com danos para a indústria, a saúde, a higiene.

Então, quando o céu escurece e nuvens pesadas se apresentam, todos os olhos se fixam nelas.

Aguardamos. Aguardamos a chuva que, por vezes, desaba forte, tempestuosa.

Seu primeiro objetivo é lavar a atmosfera para que se torne respirável, leve.

E quando as águas atingem o solo, é uma sinfonia, um concerto inigualável de sons.

É o barulho da terra, sorvendo o líquido em largos goles, os rios desejando alargar as margens para a recepção mais ampla.

As cascatas voltam a cantar, as fontes brilham. As plantas bebem por todas as dimensões de si mesmas.

As aves observam dos seus ninhos, os animais de suas tocas, alguns se precipitando para fora para se deixarem banhar...

Sentimos a leveza do ar, depois da chuva torrencial, e agradecemos pelo reabastecimento que se fará gradual, na constância da sua presença.

Chuva, generosa chuva.

Violenta ou branda, caindo mansa, é um benefício.

Quanto dependemos dela.

* * *

Assim como a chuva podemos nos tornar benefício para nossos irmãos. Com o frescor das nossas ideias cristãs, podemos aliviar a sede de consolo e esperança, em almas ressequidas, que vivem a tensão de ambientes domésticos áridos.

Como a chuva que suaviza a atmosfera, podemos abrandar a atmosfera de muitas vidas. São amigos, colegas, companheiros que necessitam de um sutil aroma de ternura.

Aguardam ouvidos que se disponham a ouvir suas mágoas e lhes ofertar algumas gotas de aconchego.

Aliviemos o calor das dores de quem sofre há muito tempo e quase está a perder a esperança.

Como chuva mansa, sirvamo-nos da nossa voz para lhes balbuciar a canção do amanhã que surgirá, renovado.

Pensando no bem, derramemos consolo sobre algumas existências que gravitam ao nosso redor. Participemos delas e tenhamos a certeza de que, na medida certa, obediente às leis de Deus, estaremos promovendo vultosas ondas de amor e de alegrias.

Imitemos a natureza, convertendo-nos em vida para nosso semelhante, como chuva generosa...

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Redação do Momento Espírita, com base no cap. 18, do livro
Rosângela, do Espírito homônimo, psicografia de Raul Teixeira,
ed. FRÁTER.
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25 de setembro

À medida que você aprender a doar, você irá também receber.

Abra seu coração e dê todos os presentes que você recebeu.

Doe de seu amor, de sua sabedoria, de sua compreensão.

Doe do intangível assim como do tangível.

Na verdade, doe e continue doando sem pensar em si mesmo, sem pensar no custo ou no que você vai receber de volta.

A sua doação deve ser de todo coração e cheia de alegria; aí então você vai perceber que cada ato de doação trará com ele alegria e felicidade indizíveis.

Cada alma tem algo a doar, assim, descubra o que você tem para doar, e doe. Nunca se esqueça que existem vários níveis em que você pode doar.

Não doe somente o que é fácil doar, mas também o que é difícil, e assim fazendo cresça e se expanda, porque somente o melhor pode resultar de sua doação.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Parábola do festim de bodas

Falando ainda por parábolas, disse-lhes Jesus: O reino dos céus se assemelha a um rei que, querendo festejar as bodas de seu filho, — despachou seus servos a chamar para as bodas os que tinham sido convidados; estes, porém, recusaram ir. — O rei despachou outros servos com ordem de dizer da sua parte aos convidados: Preparei o meu jantar; mandei matar os meus bois e todos os meus cevados; tudo está pronto; vinde às bodas. Eles, porém, sem se incomodarem com isso, lá se foram, um para a sua casa de campo, outro para o seu negócio. — Os outros pegaram dos servos e os mataram, depois de lhes haverem feito muitos ultrajes. — Sabendo disso, o rei se tomou de cólera e, mandando contra eles seus exércitos, exterminou os assassinos e lhes queimou a cidade.

Então, disse a seus servos: O festim das bodas está inteiramente preparado; mas, os que para ele foram chamados não eram dignos dele. Ide, pois, às encruzilhadas e chamai para as bodas todos quantos encontrardes. — Os servos então saíram pelas ruas e trouxeram todos os que iam encontrando, bons e maus; a sala das bodas se encheu de pessoas que se puseram à mesa.

Entrou, em seguida, o rei para ver os que estavam à mesa, e, dando com um homem que não vestia a túnica nupcial, — disse-lhe: Meu amigo, como entraste aqui sem a túnica nupcial? O homem guardou silêncio. — Então, disse o rei à sua gente: Atai-lhe as mãos e os pés e lançai-o nas trevas exteriores: aí é que haverá prantos e ranger de dentes; — porquanto, muitos há chamados, mas poucos escolhidos.
(S. MATEUS, cap. XXII, vv. 1 a 14.)

O incrédulo sorri a esta parábola, que lhe parece de pueril ingenuidade, por não compreender que se possa opor tanta dificuldade para assistir a um festim e, ainda menos, que convidados levem a resistência a ponto de massacrarem os enviados do dono da casa. “As parábolas”, diz ele, o incrédulo, “são, sem dúvida, imagens; mas, ainda assim, mister se torna que não ultrapassem os limites do verossímil”.

Outro tanto pode ser dito de todas as alegorias, das mais engenhosas fábulas, se não lhes forem tirados os respectivos envoltórios, para ser achado o sentido oculto. Jesus compunha as suas com os hábitos mais vulgares da vida e as adaptava aos costumes e ao caráter do povo a quem falava. A maioria delas tinha por objeto fazer penetrar nas massas populares a idéia da vida espiritual, parecendo muitas ininteligíveis, quanto ao sentido, apenas por não se colocarem neste ponto de vista os que as interpretam.

Na de que tratamos, Jesus compara o reino dos Céus, onde tudo e alegria e ventura, a um festim. Falando dos primeiros convidados, alude aos hebreus, que foram os primeiros chamados por Deus ao conhecimento da sua Lei. Os enviados do rei são os profetas que os vinham exortar a seguir a trilha da verdadeira felicidade; suas palavras, porém, quase não eram escutadas; suas advertências eram desprezadas; muitos foram mesmo massacrados, como os servos da parábola. Os convidados que se escusam, pretextando terem de ir cuidar de seus campos e de seus negócios, simbolizam as pessoas mundanas que, absorvidas pelas coisas terrenas, se conservam indiferentes às coisas celestes.

Era crença comum aos judeus de então que a nação deles tinha de alcançar supremacia sobre todas as outras. Deus, com efeito, não prometera a Abraão que a sua posteridade cobriria toda a Terra? Mas, como sempre, atendo-se à forma, sem atentarem ao fundo, eles acreditavam tratar-se de uma dominação efetiva e material.

Antes da vinda do Cristo, com exceção dos hebreus, todos os povos eram idólatras e politeístas. Se alguns homens superiores ao vulgo conceberam a idéia da unidade de Deus, essa idéia permaneceu no estado de sistema pessoal, em parte nenhuma foi aceita como verdade fundamental, a não ser por alguns iniciados que ocultavam seus conhecimentos sob um véu de mistério, impenetrável para as massas populares. Os hebreus foram os primeiros a praticar publicamente o monoteísmo; é a eles que Deus transmite a sua lei, primeiramente por via de Moisés, depois por intermédio de Jesus. Foi daquele pequenino foco que partiu a luz destinada a espargir-se pelo mundo inteiro, a triunfar do paganismo e a dar a Abraão uma posteridade espiritual “tão numerosa quanto as estrelas do firmamento”. Entretanto, abandonando de todo a idolatria, os judeus desprezaram a lei moral, para se aferrarem ao mais fácil: a prática do culto exterior. O mal chegara ao cúmulo; a nação, além de escravizada, era esfacelada pelas facções e dividida pelas seitas; a incredulidade atingira mesmo o santuário. Foi então que apareceu Jesus, enviado para os chamar à observância da Lei e para lhes rasgar os horizontes novos da vida futura. Dos primeiros a ser convidados para o grande banquete da fé universal, eles repeliram a palavra do Messias celeste e o imolaram. Perderam assim o fruto que teriam colhido da iniciativa que lhes coubera.

Fora, contudo, injusto acusar-se o povo inteiro de tal estado de coisas. A responsabilidade tocava principalmente aos fariseus e saduceus, que sacrificaram a nação por efeito do orgulho e do fanatismo de uns e pela incredulidade dos outros.

São, pois, eles, sobretudo, que Jesus identifica nos convidados que recusam comparecer ao festim das bodas. Depois, acrescenta: “Vendo isso, o Senhor mandou convidar a todos os que fossem encontrados nas encruzilhadas, bons e maus.” Queria dizer desse modo que a palavra ia ser pregada a todos os outros povos, pagãos e idólatras, e estes, acolhendo-a, seriam admitidos ao festim, em lugar dos primeiros convidados.

Mas não basta a ninguém ser convidado; não basta dizer-se cristão, nem sentar-se à mesa para tomar parte no banquete celestial. É preciso, antes de tudo e sob condição expressa, estar revestido da túnica nupcial, isto é, ter puro o coração e cumprir a lei segundo o espírito. Ora, a lei toda se contém nestas palavras: Fora da caridade não há salvação. Entre todos, porém, que ouvem a palavra divina, quão poucos são os que a guardam e a aplicam proveitosamente! Quão poucos se tornam dignos de entrar no reino dos céus! Eis por que disse Jesus: Chamados haverá muitos; poucos, no entanto, serão os escolhidos.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVIII, itens 1 e 2.)
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Imunização espiritual


Se te decides, efetivamente, imunizar o coração contra as influências do mal, é necessário que te convenças:

– Que todo minuto é chamamento de Deus à nossa melhoria e renovação.

– Que toda pessoa tem importância em nosso caminho.

– Que o melhor processo de receber auxílio é auxiliar em favor de alguém.

– Que a paciência é o principal ingrediente na solução de qualquer problema.

– Que sem amor não há base firme nas construções espirituais.

– Que o tempo gasto em queixa é furtado ao trabalho.

– Que desprezar a simpatia dos outros, em nossa tarefa, é o mesmo que pretender semear um campo sem cogitar de lavrá-lo.

– Que não existem pessoas perversas e sim criaturas doentes a nos requisitarem amparo e compaixão.

– Que o ressentimento é sempre foco de enfermidade e desequilíbrio.

– Que ninguém sabe sem aprender e ninguém aprende sem estudar.

– Que, em suma, não basta pedir aos Céus, através da oração, para que baixem à Terra, mas também cooperar, através do serviço ao próximo, para que a Terra se eleve igualmente para os Céus.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Paz e renovação
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Mensagens sobre PAZ

Viver em Paz



Conquista de Paz



Momentos de Paz



Paz e Felicidade



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Perdão Sempre


Quem deseje encontrar paz na vida, perdoe as provas que a vida nos apresenta.

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Se procuramos a paz com os amigos, perdoemos a todos sem reclamar as faltas que nos ofertem.

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Se desejamos a paz com os vizinhos, tratemos a todos eles com a bondade e a distinção com que desejamos ser tratados.

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Se desejamos a paz com a natureza, procuremos agir com ela dentro do equilíbrio com que somos por ela beneficiados.

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Se desejamos obter a paz com os inimigos, abençoemos a todos eles como ansiamos ser por eles abençoados.

***
Se queremos a paz com os animais, respeitemo-los como aspiramos ser por eles respeitados.

***
Se queremos a paz com a própria saúde, protejamos o corpo que nos serve de moradia como precisamos ser protegidos.

***
Se queremos a paz com as criaturas infelizes, tratemo-las todas com o amparo que venhamos a precisar recolher de cada uma delas.

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Se queremos encontrar a paz da felicidade, saibamos repartir com os outros os melhores sentimentos do coração, com a mesma esperança de que algum dia venhamos a precisar do auxílio de qualquer um deles.

***
Se sonhamos guardar conosco a paz de Deus, procuremos trazer a nossa consciência ligada ao Amor Infinito, com a fé vigorosa com que somos chamados a viver cumprindo os desígnios de Deus.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Esperança e luz
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Mensagens sobre PERDÃO:


Perdão na Intimidade



Perdão das Ofensas: Uma Atitude Inteligente



Perdão



Orar e Perdoar



O Porquê do Perdão



Perdoar l



Perdoa-te



Perdoar ll


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Vida e futuro

 

Se o mundo não estivesse aguardando profissionais competentes e dignos do progresso, não se entenderia o esforço da escola.

Para que professores e pesquisas, disciplinas e exercícios se não houvesse o futuro?

De certo modo, sucede o mesmo com a Vida no Plano Físico e na Vida Além Morte.

Reconhecendo-se que a Espiritualidade superior espera criaturas habilitadas a concurso efetivo na construção do Mundo Melhor, observa-se claramente o imperativo de tribulações e dificuldades, problemas e conflitos nas áreas do homem, ante a função da existência terrestre como recurso de aperfeiçoamento.

É por isso que nós outros — os amigos desencarnados, — volvemos ao intercâmbio espiritual, a fim de solicitar paciência e coragem aos irmãos corporificados na Terra.

Se te vês engajado numa tarefa que se te afigure superior às próprias forças, suporta com serenidade os deveres que te cabem, evitando reclamações e queixas que simplesmente se te fariam mais espinhoso o caminho a percorrer.

Se convives com familiares doentes ou perturbados, abençoa-os e assiste-os com bondade e tolerância, indagando de ti mesmo se não estarás ao lado daqueles mesmos irmãos que, em estâncias do pretérito, terás talvez atirado às sombras da doença e do desequilíbrio.

Se carregas compromissos que te parecem excessivamente pesados e que tomaste sem lhes sopesar as consequências, permanece neles sem rebeldia, para que não te responsabilizes por lesões e prejuízos no coração dos outros.

Se sofres num corpo enfermiço ou se adquiriste moléstias ou inibições dificilmente reversíveis, suporta com calma semelhantes constrangimentos, procurando reconhecer que te encontras nos resultados de tuas próprias escolhas, em passadas reencarnações.

Em qualquer prova, na qual, porventura, te encontres, arma-te de paciência e coragem e não abandones as obrigações que te competem.

Certifica-te de que o suicídio é sempre calamidade contra quem o executa.

A morte, como aniquilamento do ser, não existe. E a vida hoje para cada criatura será amanhã a continuidade dessa mesma vida com tudo aquilo que a criatura faça de si.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Atenção
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domingo, 24 de setembro de 2023

No campo do destino


 No tempo infinito, o “hoje” é o reflexo do nosso “ontem”, tanto quanto o “amanhã” será, como é justo, a projeção do nosso “hoje”.

 Eis porque a estreita existência do Espírito, no Círculo da vida física, antes de tudo, vale por bendita oportunidade à renovação de si mesmo.

A reencarnação, por isso, não será tão somente resgate de transgressões, mas ensejo de modificação das causas que criam o destino, com vistas à futura alegria da consciência redimida ao sol da imortalidade.

 Todavia, para que o homem se valha de semelhante recurso na construção do porvir, é indispensável transforme a antiga conceituação que lhe rege os passos evolutivos, aceitando a responsabilidade de viver, segundo as Leis Divinas, que é o Infinito Bem por toda parte, convertendo a trilha que lhe é própria em estrada de amor para os que o cercam, de vez que estabelecendo a harmonia e a segurança, a paz e o reconforto para os outros, será fatalmente investido na posse da verdadeira felicidade.

 Recebe, cada dia, por flama de luz que podes aproveitar no engrandecimento da vida que te rodeia.

 Para isso, porém, recolhe os talentos da provação, do trabalho e da dor, à maneira da pedra que encontra no martelo e no buril, que lhe dilaceram a forma, os instrumentos capazes de conduzi-la à condição da obra-prima que pode ser.

 Auxilia sem esperar que te auxiliem, ama sem exigir que te amem, compreende sem aguardar a compreensão alheia, justifica o próximo sem a preocupação de seres justiçado, serve sem recompensa e, pouco a pouco, experimentarás em ti mesmo a grande transformação.

É que terás sublimado as causas de teu caminho e expulsando as sombras que te prendem às teias da vida humana, estarás refletindo, sem perceber, desde a Terra, o esplendor do Céu.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Alvorada do Reino
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24 de setembro

Estes são tempos cruciais e cada alma é necessária em seu lugar certo.

É como um grande quebra-cabeça sendo montado: há um lugar certo para cada pedacinho.

Você está no seu lugar certo?

Só você pode saber.

Você sente que você se funde perfeitamente no todo e que você não cria nenhum atrito ou nota discordante?

Paz, harmonia e tranquilidade devem estar dentro de você, para estabilizá-lo e alinhá-lo com o que está para acontecer.

Portanto, é necessário ficar quieto e encontrar aquela paz interior que não vai deixar nada nem ninguém perturbá-lo.

Seja como uma âncora, forte e firme, de modo que nenhuma tempestade exterior consiga afetá-lo ou deslocá-lo do seu lugar certo.

Segure-se firme e saiba que tudo vai muito, muito bem e que tudo está acontecendo de acordo com Meu plano perfeito.

Não deixe seu coração se preocupar, mas deposite toda a sua confiança, sua fé e sua segurança em Mim.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Reconciliação com os adversários

Reconciliai-vos o mais depressa possível com o vosso adversário, enquanto estais com ele a caminho, para que ele não vos entregue ao juiz, o juiz não vos entregue ao ministro da justiça e não sejais metido em prisão. — Digo-vos, em verdade, que daí não saireis, enquanto não houverdes pago o último ceitil.
(S. MATEUS, cap. V, vv. 25 e 26.)

Na prática do perdão, como, em geral, na do bem, não há somente um efeito moral: há também um efeito material. A morte, como sabemos, não nos livra dos nossos inimigos; os Espíritos vingativos perseguem, muitas vezes, com seu ódio, no além-túmulo, aqueles contra os quais guardam rancor; donde decorre a falsidade do provérbio que diz: “Morto o animal, morto o veneno”, quando aplicado ao homem. O Espírito mau espera que o outro, a quem ele quer mal, esteja preso ao seu corpo e, assim, menos livre, para mais facilmente o atormentar, ferir nos seus interesses, ou nas suas mais caras afeições. Nesse fato reside a causa da maioria dos casos de obsessão, sobretudo dos que apresentam certa gravidade, quais os de subjugação e possessão.

O obsidiado e o possesso são, pois, quase sempre vítimas de uma vingança, cujo motivo se encontra em existência anterior, e à qual o que a sofre deu lugar pelo seu proceder. Deus o permite, para os punir do mal que a seu turno praticaram, ou, se tal não ocorreu, por haverem faltado com a indulgência e a caridade, não perdoando. Importa, conseguintemente, do ponto de vista da tranqüilidade futura, que cada um repare, quanto antes, os agravos que haja causado ao seu próximo, que perdoe aos seus inimigos, a fim de que, antes que a morte lhe chegue, esteja apagado qualquer motivo de dissensão, toda causa fundada de ulterior animosidade.

Por essa forma, de um inimigo encarniçado neste mundo se pode fazer um amigo no outro; pelo menos, o que assim procede põe de seu lado o bom direito e Deus não consente que aquele que perdoou sofra qualquer vingança. Quando Jesus recomenda que nos reconciliemos o mais cedo possível com o nosso adversário, não é somente objetivando apaziguar as discórdias no curso da nossa atual existência; é, principalmente, para que elas se não perpetuem nas existências futuras. Não saireis de lá, da prisão, enquanto não houverdes pago até o último centavo, isto é, enquanto não houverdes satisfeito completamente a justiça de Deus.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, itens 5 e 6.)
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A QUEM VOCÊ ESCUTA?


Prescreve o mundo: "Ame a quem o ame."
Ensina o Evangelho: "Ame a todos como a você mesmo."

Orienta a sociedade: "Ajude a quem o possa ajudar."
Propõe a Boa Nova: "Faça aos outros tudo quanto você desejaria que eles fizessem."

Prega o comodismo: "Primeiro eu; depois, talvez, o próximo."
Assevera Jesus: "Faça o bem e viverá."

Diz o utilitarista: "Caridade é crime. Ao governo compete a solução do problema da miséria."
Afirma o bom-senso: "Ninguém erige felicidade pessoal junto à miséria alheia. Servir é a honra que cada um deve disputar."

Clama a impiedade: "Puna-se o infrator em nome da Justiça."
Acode a misericórdia: "Ajude-se o marginal em nome da Lei de Justiça Social

Fala a impetuosidade: "Nunca mais você tornará à afeição que agora destrói.
Informa o equilíbrio: "O amanhã não tem fim..."

Expõe o cinismo: "Viver é gozar."
Explica a razão: "Quem goza não vive. Gozar na carne, é materializar a paixão, vitalizando-a. O gozador é louco."

Prometem as religiões: "Arrependa-se do mal e você entrará no Paraiso."
Elucida o Espiritismo: "Faça o bem, porque o mal que você praticar só a você mesmo prejudicará. Arrependimento que não repara é perseguidor que não concede trégua. Jesus é o Senhor da ação edificante, Siga-O e você terá o Reino."

"O Espiritismo dilata o pensamento e lhe rasga horizontes novos. Em vez dessa visão, acanhada e mesquinha, que o concentra na vida atual, que faz do instante em que vivemos na Terra único e frágil eixo do porvir eterno, ele, o Espiritismo, mostra que essa vida não passa de um elo no harmonioso e magnifico conjunto da obra do Criador."

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Marco Prisco
Divaldo Franco
Obra: Glossário espírita cristão
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Depressão e o Sentido da Vida


Estranhamente, a depressão é um convite da Vida ao contato do indivíduo com seu inconsciente para que algo internamente se transforme. Nela, forças internas se digladiam na tentativa de alterar a ordem vigente, a serviço da Vida que precisa aconte­cer. A luz característica do mundo externo, com seus objetos, processos e pessoas, os quais traziam motivação ao indivíduo, perde seu brilho, pois este é ofuscado por algo interno que exige atenção.

A depressão é um conjunto de desistências que enfraquecem o sentido e o objetivo que se tinha com a própria vida. É uma perda consciente da energia de viver.

Tais desistências são como protestos provocados por algo inconsciente que estava sendo esquecido. É a vida interna querendo ser vivida, infelizmente em prejuízo da vida ex­terna, por falta de percepção adequada da pessoa.

Na depressão, o ego penetra perigosamente no inconsciente, fincando pequenas raízes que o retêm por tempo demasiado, sugando-lhe a energia de viver a vida externa. O receio de encarar seus próprios desafios o faz permanecer um tempo mais do que o suficiente vinculado a um complexo inconsciente.

Uma alquimia interna se realiza na depressão, na qual se fundem desejos, emoções e ideias que se tornam maiores do que o próprio indivíduo, tornando sua personalidade inábil para a vida externa. O indivíduo sucumbe a si mesmo, numa morbidez típica, que lhe suga as energias fomentadoras de experiências relacionais. A vida toma direção contrária ao processo de conexão com experiências externas, geralmente transformado­ras e eliciadoras de novas atitudes.

No entanto, o que parece ser doentio tem sua face saudável. O que jaz no inconsciente não morreu. Ali está, à
espera de transformação. Não se deve condenar a doença por ela existir, pois se trata de um mecanismo de equilíbrio da Vida, para que a vida se realize. O contato com o inconsciente visando a fuga da consciência é prejudicial. Quando o contato é feito objetivando a ampliação da consciência e seu necessário amadureci­mento para o enfrentamento da vida e de seus desafios, ele proporciona evolução da personalidade.

Na depressão, o sentido da vida se polariza na direção oposta à extroversão da libido, pois esta é usada pelo complexo inconsciente não dissolvido. O conteúdo desse com­plexo está diretamente relacionado ao sentido da vida.


Alcançar esse complexo será fundamental, não só para o restabelecimento da saúde psíquica do indivíduo, como também para uma melhor percepção do sentido da vida. É sempre desejável que o indivíduo que sai de uma depressão, sinta-se muito melhor e mais maduro do que antes de entrar. Quando tal acontece, a depressão cumpriu seu objetivo. A depressão é um desafio à personalidade que se recusa a viver, permanecendo parali­sada por medo de sofrer ou de perder o que conquistou.

Quando a pessoa permanece na doença, sofre e perde do mesmo jeito. Não há saída melhor do que enfrentar o que pa­rece ser aversivo.

A personalidade que permanece na depressão nem sempre sabe quando entrou, porém deseja logo dela sair.

Infelizmente, não percebe que seu desejo muitas vezes situa-se num campo mágico de soluções imediatistas, sem o necessário contato com o inconsciente. O sentido da vida está à espera de ser desvendado para o alívio e crescimento do depressivo. Sua inércia o impede de subir um degrau além da ignorância sobre si mesmo.

As noites mal dormidas, a tristeza persistente, a falta de desejo, bem como o sentimento de desesperança, são companheiros tenazes do depressivo. Tudo isso porque não pre­tende entrar em contato consigo mesmo e dar um grande salto evolutivo. Romper com o egocentrismo, saindo da acomodação, é fundamental.

Um dos destinos do depressivo, que se demora no contato inconsequente com seu in­consciente e que evita a vida, é o atraso em relação aos seus entes mais queridos.

Todos se vão, realizando suas vidas e ele fica à espera de que se voltem para ele.

A depressão deve levar o indivíduo para além de onde ele esteve. Só ele sabe que pre­juízo psíquico ela lhe trouxe.

Razão pela qual deve tirar proveito de ter ido ao “fundo do poço”. A causa considerada pelo próprio depressivo como o motivo principal de seu estado deve ser o ponto para o qual sua atenção deve se voltar. É nela que está a saída. Sobre ela devem ser feitas reflexões. Deve ele se perguntar até esgotar todas as respostas: O que a Vida quer me ensinar com isso? Enquanto não houver uma resposta que modifique o estado de espírito do indivíduo, a reflexão deve continuar.

A saída da depressão pode se dar através de diferentes maneiras e tratamentos. O me­lhor deles é quando o próprio indivíduo compartilha seu problema com alguém; quando divide o que lhe pesa, saindo do casulo para um entendimento com outra pessoa. Tal compartilhamento é o início do processo de cura. Dividir um conflito com alguém é multiplicar as chances de solução.


No fundo, o depressivo quer uma solução, mesmo que tenha a consciência de que está fugindo. Não sabe ele que sua pretensão maior só se dará quando decidir abandonar seu egocentrismo. Seu “fundo do poço” é seu isolamento total com respectivo sentimento de inutilidade.

Esse sentimento deve ser combatido com a humildade, pois se trata de uma exigência muito grande para consigo mesmo. Seu alto nível de exigência o impede de enfrentar a derrota ou a perda consciente, que são processos coletivos pelos quais todos passam.

O mito pessoal do depressivo se aproxima do tema do “patinho feio”, cujo desfecho é descobrir a beleza de ser um cisne. Até lá, passará por muitas provas e dificuldades, cujo término coincidirá com a descoberta de si mesmo.

Não é fácil aproveitar a depressão para crescer, mas é perfeitamente pertinente, estando em seu início, lembrar-se de que há, em curso, um convite da Vida para a renovação interior.

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Texto de Adeunáuer Novaes
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Depressão - Prevenção


A cura da depressão


10 PASSOS IMPORTANTES PARA VENCER A DEPRESSÃO


10 preceitos de serenidade


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Tarefas


As grandes almas, às vezes, renascem para desempenhar na Terra missões gloriosas.

Seus feitos encantam e servem de inspiração para todos.

Semeiam a paz e amparam os desgraçados, em larga escala.

Contudo, por imperfeito que ainda se apresente, todo homem tem uma função pessoal e intransferível nas engrenagens do mundo.

Assim, não se afirme à margem da vida e nem se considere inútil.

Também evite alegar impedimento para desertar da atividade que a vida lhe reservou.

Antes de protestar sua pouca importância, repare nas lições que vertem, silenciosas, do livro da natureza.

Imagine se os vermes parassem de trabalhar, por se reconhecerem insignificantes.

O solo ficaria ressecado e perderia a fecundidade, tornando-se incapaz de solucionar os problemas humanos.

Cogite se as sementes invejassem a posição das árvores maduras e generosas que lhes presidem a espécie.

Caso elas desistissem de seu esforço obscuro na germinação e no crescimento, em pouco tempo a esterilidade anularia os recursos da terra.

Suponha que as papoulas deixassem de produzir em atitude de revolta contra aqueles que lhes deturpam a essência nos mercados do ópio.

Deixaria de haver alívio para as dores de incontáveis enfermos desesperados.

Pense se as fontes singelas fugissem de sustentar os grandes rios e as formidáveis represas, a pretexto de serem humildes em excesso.

Haveria prejuízo geral, com falta de preciosa energia com que a Humanidade conta.

Com a mente nessas lúdicas imagens, reflita seriamente sobre a sua posição no mundo.

Honre o posto de ação em que foi localizado, por singelo que ele lhe pareça.

Diante da lei Divina, não há ocupação útil aviltante.

As mãos que assinam decretos não vivem sem aquelas outras que preparam a mesa.

Os braços que conduzem arados são apoios dos que movem máquinas poderosas.

O suor na indústria verte para sustento e conforto de todos.

O asseio na rua é proteção à comunidade.

Por gloriosa que pareça a posição de determinado homem, ele necessita do apoio de incontáveis outros, mais humildes.

O bem é sempre resultado do esforço geral.

O relevante é saber se tornar útil, com os recursos que se possui.

Não compensa invejar as facilidades alheias e com isso tombar na ociosidade.

Por pequenos que pareçam seus talentos, movimente-os no bem.

Se suas tarefas se afiguram singelas, honre-as ainda assim.

Não se ocupe em colecionar rótulos passageiros, sem utilização proveitosa e digna.

Também não se atrapalhe ao assumir muitos compromissos ao mesmo tempo.

Importa, acima de tudo, fazer bem o que se deve fazer.

Pense nisso.

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Redação do Momento Espírita, com base no cap. LXXVIII do livro Justiça Divina, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.
Formatação e pesquisa: MILTER-22-09-2019
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