Natural é que, no seu dia a dia, você se veja diante das mais variadas situações em que se compromete com os elementos do "homem velho", deixando para trás os valores luminosos do ser espiritual que se aconchega na aura do Cristo.
Compreensível é que no seu cotidiano você se veja a braços com mágoas, irritações e más palavras que, se já não deveriam fazer parte das suas práticas, não devem, por outro lado, conduzi-lo à derrota total.
Envolvido por essas energias que corroem a paz íntima, que azedam as relações familiares ou sociais em sentido mais amplo, você começa ou dá sequência a processo de remorsos capazes de lhe consumir pouco a pouco as construções espirituais mais notáveis.
Foi por causa desse nefasto sentimento que Judas, de Iscariotes, deixou-se arrastar pela proposta suicida, quando poderia ter-se redimido voltando atrás, recuperando a integridade interior, longe da pane que o retirou da lucidez. O Mestre o amaria do mesmo modo. O Senhor o aconchegaria, como o fez, após o desvairamento.
Foram remorsos de tormentos acumulados a causa do autocídio de Pilatos, que dando vazão à covardia, não se atreveu a retornar sobre os próprios passos equivocados, a fim de repará-los com quem fosse, com o que fosse.
Inumeráveis foram os criminosos no mundo que, em qualquer nível, admitiram seus erros, sob o peso do remorso, começando o processo do ressarcimento e da renovação, voltando aos caminhos de suas vítimas, mesmo que sofrendo por parte delas doestos, apudos, agressividade. Quem está disposto a renovar-se não teme os corretivos ou remédios, ainda quando doloridos ou amargos.
Em seu caso particular, aprenda a pedir desculpas, a confessar seus erros, a admitir seus equívocos, para que não aninhe remorsos na alma, ou para que o seu remorso tenha o poder de fazê-lo reerguer-se, e não sucumbir.
Considere que você não é infalível.
Dê-se conta de que não invulnerável.
E, assim, terá tranquilidade em admitir o lado que ainda vibra feio em sua intimidade.
Somente quando se decida a não mais alimentar remorsos, por orgulho ou algo que corresponda a isso, é que você deixará de padecer desnecessariamente.
Confesse, dessa forma, o seu erro, quando ele ocorra, e parta para o acerto, pois todos os que seguem pelos caminhos humanos podem tropeçar, podem tombar, mas, em nome do autorrespeito, aprendam a recuperar-se, a soerguer-se, a elevar-se para os planos de luz da alma em paz.
Meditação: Todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao Espírito. A não ser assim, onde estariam o mérito e a responsabilidade?
(O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. IX, item 10, terceiro parágrafo)
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Joanes
Raul Teixeira
Obra: Para uso diário
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05 de novembro
Aceite a ideia que você é um com a vida, aceite que você é um coMigo.
Não se esquive disto, achando que você não é digno de aceitar nossa unidade.
Esse sentimento de indignidade é o que separa os indivíduos de Mim, seu criador.
Por tempo demais as pessoas têm sido ensinadas que são pecadoras miseráveis e que não são dignas de andar e falar coMigo.
Por tempo demais elas se mantiveram separadas de Mim, até que elas já não mais Me conhecem, não mais percebem que EU ESTOU entre elas.
Expulse para sempre todos os falsos conceitos que você tem de Mim.
EU ESTOU dentro de você.
Aceite com alegria e encantamento a nossa unidade.
Aceite isto como uma criança bem pequena e não perca tempo e energia tentando destrinchar isto na sua cabeça.
Se você tenta encarar esta vida intelectualmente, você perde muito tempo e deixa de ver a simplicidade de tudo.
Meus caminhos são simples; pare de torná-los complicados para você mesmo.
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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM O ESE:
Capítulo 2 - Meu reino não é deste mundo
A Realeza de Jesus
4 – O reino de Jesus não é deste mundo. Isso todos compreendem. Mas sobre a Terra ele não terá também uma realeza? O título de rei nem sempre exige o exercício do poder temporal. Ele é dado, por consenso unânime, aos que, por seu gênio, se colocam em primeiro lugar em alguma atividade, dominando o seu século e influindo sobre o progresso da humanidade. É nesse sentido que se diz: o rei ou o príncipe dos filósofos, dos artistas, dos poetas, dos escritores, etc. Essa realeza, que nasce do mérito pessoal, consagrada pela posterioridade, não tem muitas vezes maior preponderância que a dos reis coroados? Ela é imperecível, enquanto a outra depende das circunstâncias; ela é sempre abençoada pelas gerações futuras, enquanto a outra é, às vezes, amaldiçoada. A realeza terrena acaba com a vida, mas a realeza moral continua a imperar, sobretudo, depois da morte. Sob esse aspecto, Jesus não é um rei mais poderoso que muitos potentados? Foi com razão, portanto, que ele disse a Pilatos: Eu sou rei, mas o meu reino não é deste mundo.
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O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
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Acesse e leia, no link abaixo, uma mensagem do ESE que não esteja disponível neste Blog, visto que, conforme observado, as mensagens tendem a se repetir:
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A paz do último dia
Já pensastes na paz do último dia na Terra?
Há, na alma prestes a regressar à sua eterna pátria, um mundo de sensações desconhecidas.
Nesses olhos nublados de pranto, num corpo lavado pelo copioso suor da agonia, gangrenado e semi-apodrecido onde os órgãos rebeldes, em conflito, são centros das mais violentas e rudes dores, existe todo um amontoado de mistérios indecifráveis para aqueles que ficam.
Nesses rápidos minutos, um turbilhão de pensamentos represa-se nesse cérebro esgotado pelos sofrimentos…
O Espírito, no limiar do túmulo, sente angústia e receio; e, nos estertores de sua impotência, vê, numa continuidade assombrosa de imagens movimentadas, toda a inutilidade das ilusões da vida material.
Todas as suas vaidades e enganos tombam furiosamente, como se um ciclone impiedoso os arrancasse do seu íntimo, e os que, somente para esses enganos viveram, sentem-se na profundeza de suas consciências como se atravessassem um deserto árido e extenso; todos os erros do passado gritam nos seus corações, todos os deslizes se lhes apresentam, e nessa quietude aparente de uns lábios que se cerram no doloroso rictus da morte, existem brados de revolta, de blasfêmia e desesperação, que não escutais, em vosso próprio benefício.
Para esses Espíritos, não se encontra a paz do último dia. Amargurados e desditosos, lançam ao passado o olhar e reflexionam: — “Ah! Se eu pudesse voltar aos tempos idos!…”
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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Doutrinando a fé
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