sábado, 4 de janeiro de 2025

Espelhos mentais



 Somos sempre espelhos mentais uns dos outros.

 Acende a luz da alegria no próprio olhar e traçarás sorrisos no semblante dos companheiros que, então, se mostram estimulados a servir e a vencer as mais graves crises.

Estampa o azedume na face e os melhores amigos te respondem com o rosto sombrio da ansiedade e da tristeza, induzidos para os desastres da irritação.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Ação e caminho
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04 de janeiro

O que significa para você viver pela fé?

Em que reside a sua segurança?

Nas pessoas?

Na sua conta bancária?

Ou ela está firmemente enraizada em Mim, o Senhor seu Deus, a divindade dentro de você?

Reflita sobre isso e você saberá sem sombra de dúvida exatamente onde residem sua fé e sua segurança.

Você é capaz de dar um grande passo em sua vida com alegria e destemor, sem nenhum apoio?

Quando você sabe que uma coisa está certa, você é capaz de fazê-la sem hesitação?

Você consegue colocar sua mão na Minha com confiança e dizer "O que é Seu será feito" de todo coração e alma, e dar o passo para o desconhecido, pronto para aceitar o que vier?

A única maneira de aumentar a fé é dando, primeiro, passos pequenos e hesitantes e, depois, passos maiores até que sua fé esteja tão forte que você possa dar enormes saltos para o desconhecido porque sabe que EU ESTOU sempre com você.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Será repreensível notarem-se as imperfeições dos outros, quando daí nenhum proveito possa resultar para eles, uma vez que não sejam divulgadas?

Tudo depende da intenção. Decerto, a ninguém é defeso ver o mal, quando ele existe. Fora mesmo inconveniente ver em toda a parte só o bem. Semelhante ilusão prejudicaria o progresso. O erro está no fazer-se que a observação redunde em detrimento do próximo, desacreditando-o, sem necessidade, na opinião geral. Igualmente repreensível seria fazê-lo alguém apenas para dar expansão a um sentimento de malevolência e à satisfação de apanhar os outros em falta. Dá-se inteiramente o contrário quando, estendendo sobre o mal um véu, para que o público não o veja, aquele que note os defeitos do próximo o faça em seu proveito pessoal, isto é, para se exercitar em evitar o que reprova nos outros. Essa observação, em suma, não é proveitosa ao moralista? Como pintaria ele os defeitos humanos, se não estudasse os modelos?

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— S. Luís. (Paris, 1860.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, item 20.)
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Desfavoravelmente


"Não imiteis o homem que se apresenta como modelo e trombeteia ele próprio suas qualidades a todos os ouvidos complacentes." (Allan Kardec - E.S.E. Cap. XVII -ltem 8).

Não julgue desfavoravelmente, mesmo que sua observação o ajude na conclusão precipitada.

Você não pode pretender ter examinado o assunto sob todos os ângulos. Muita coisa, que você vê, não é exatamente como você vê...

Não comente desfavoravelmente, mesmo que tenha sobejas razões para fazê-lo.

Você não sabe como se portaria, se estivesse na posição do antagonista. O que você sabe não se deu realmente como você sabe...

Não pense desfavoravelmente, mesmo que encontre apoio na atitude de todos.

Você não conhece o assunto com a consideração devida. O que você conhece não expressa a realidade como você pensa...

Não informe desfavoravelmente, mesmo que você esteja senhor do assunto.

Você não dispõe de possibilidades para prever as mudanças que se operam num minuto. O de que você está informado não é conhecimento bastante para que você informe como foi informado...

Não opine desfavoravelmente, quando você puder ajudar, só porque muitos são contra.

Você não pode discordar, somente para agradar a maioria. O de que você tem notícia não se passou como lhe disseram...

Ouça a opinião de duas pessoas de gostos musicais diferentes, saindo de um concerto de música clássica...

No dia do julgamento de Jesus Cristo, a multidão julgava, comentava, pensava, informava e opinava desfavoravelmente a Ele...

Crucificado, deu ganho de causa aos assassinos e perseguidores.

No entanto, o material com que O julgaram e as testemunhas que O acusaram não representavam a verdade, porque, enquanto todos estavam ligados aos interesses inconfessáveis do mundo, desejavam alijá-lo da Terra.

Ele, que era o Senhor do mundo, ficou, porém, em silêncio, fiel ao Supremo Pai, porfiando até o fim.

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Marco Prisco
Divaldo Franco
Obra: Glossário espírita cristão
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sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

Necessidade e socorro


 O homem sente fome.

Deus promove os recursos do pão.

 O homem tem sede.

Deus faz o jorro da fonte.

 O homem padece fraqueza.

Deus dá-lhe força.

 O homem adquire doença.

Deus institui o remédio.

 O homem sofre desequilíbrio.

Deus estabelece o reajuste.

O homem chora em desespero.

Deus suscita a consolação.

O homem se desvaira em pessimismo.

Deus restaura a esperança.

 O homem cai na sombra da ignorância.

Deus acende a luz da instrução.

Entretanto, Deus criou a liberdade de consciência com a responsabilidade, traçando o merecimento de cada um.

 É assim que, entre a necessidade humana e o Socorro Divino permanece a vontade do homem, que é plenamente livre para aceitar ou não o auxílio de Deus.

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Albino Teixeira
Chico Xavier
Obra: Caminho espírita
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03 de janeiro

Sempre que você amar, ame de todo coração e nunca tenha medo de mostrar o seu amor.

Deixe que seu amor seja como um livro aberto que pode ser lido por todas as almas.

É a coisa mais maravilhosa do mundo, por isso deixe esse amor divino interior fluir livremente.

O amor não é cego: ele vê o que há de melhor na pessoa amada e assim faz emergir o que há de melhor.

Não fique escolhendo a dedo aqueles a quem você vai amar.

Apenas deixe seu coração aberto e mantenha o amor fluindo igualmente para todas as almas.

Assim você estará amando com o Meu amor divino.

Ele é como o sol e brilha igualmente para todos.

O fluxo do amor nunca deve ser aberto e fechado como uma torneira.

O amor não deve ser exclusivo, nem possessivo.

Quanto mais você estiver desejoso de compartilhá-lo, maior ele se tornará.

Agarre-se a ele e você perderá.

Deixe-o livre e ele retornará a você multiplicado e se tornará urna alegria e uma bênção para todos que dele compartilharem.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Reconciliação com os adversários

Reconciliai-vos o mais depressa possível com o vosso adversário, enquanto estais com ele a caminho, para que ele não vos entregue ao juiz, o juiz não vos entregue ao ministro da justiça e não sejais metido em prisão.

— Digo-vos, em verdade, que daí não saireis, enquanto não houverdes pago o último ceitil. (S. MATEUS, cap. V, vv. 25 e 26.)

Na prática do perdão, como, em geral, na do bem, não há somente um efeito moral: há também um efeito material.

A morte, como sabemos, não nos livra dos nossos inimigos; os Espíritos vingativos perseguem, muitas vezes, com seu ódio, no além-túmulo, aqueles contra os quais guardam rancor; donde decorre a falsidade do provérbio que diz: “Morto o animal, morto o veneno”, quando aplicado ao homem. O Espírito mau espera que o outro, a quem ele quer mal, esteja preso ao seu corpo e, assim, menos livre, para mais facilmente o atormentar, ferir nos seus interesses, ou nas suas mais caras afeições. Nesse fato reside a causa da maioria dos casos de obsessão, sobretudo dos que apresentam certa gravidade, quais os de subjugação e possessão.

O obsidiado e o possesso são, pois, quase sempre vítimas de uma vingança, cujo motivo se encontra em existência anterior, e à qual o que a sofre deu lugar pelo seu proceder. Deus o permite, para os punir do mal que a seu turno praticaram, ou, se tal não ocorreu, por haverem faltado com a indulgência e a caridade, não perdoando. Importa, conseguintemente, do ponto de vista da tranqüilidade futura, que cada um repare, quanto antes, os agravos que haja causado ao seu próximo, que perdoe aos seus inimigos, a fim de que, antes que a morte lhe chegue, esteja apagado qualquer motivo de dissensão, toda causa fundada de ulterior animosidade.

Por essa forma, de um inimigo encarniçado neste mundo se pode fazer um amigo no outro; pelo menos, o que assim procede põe de seu lado o bom direito e Deus não consente que aquele que perdoou sofra qualquer vingança.

Quando Jesus recomenda que nos reconciliemos o mais cedo possível com o nosso adversário, não é somente objetivando apaziguar as discórdias no curso da nossa atual existência; é, principalmente, para que elas se não perpetuem nas existências futuras. Não saireis de lá, da prisão, enquanto não houverdes pago até o último centavo, isto é, enquanto não houverdes satisfeito completamente a justiça de Deus.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, itens 5 e 6.)
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NÃO TE ESQUEÇAS DOS OUTROS


Ninguém deve ser esquecido da nossa compreensão. O talhe da nossa vida tem muito a ver com a vida dos outros. Se queremos ajudar, não faltará oportunidade de servir em todos os caminhos que temos a percorrer.

Se já formaste um lar, eis aí importante campo na tua jornada de aprimoramento.

Não foi por acaso que te achas agregado a uma família. Podes fazer tudo para uma boa convivência. Faze a tua parte, ajudando a quem ainda não compreendeu os objetivos de um lar, a despertar entendimentos ante todas as situações que porventura surgirem.

Cuida de ti, mas não te esqueças dos que te acompanham. Lembra-te de Deus e de Cristo, em todos os teus infortúnios que, se o fizeres com fé, não te faltará assistência espiritual no exercício do entendimento. A omissão ante os deveres junto aos companheiros de jornada é falta grave perante a nossa própria consciência. Se amas a ti mesmo, não desprezes teus amigos nem te recuses a ajudar, pelos meios possíveis, os teus inimigos. Todos somos irmãos, ligados uns aos outros pela consciência universal.

Respiramos a mesma atmosfera doada pelo Criador.

Quem olvida o próprio irmão, sente-se só no desenhar da vida. Ordena as tuas ideias e passa a pensar. Quantas mãos trabalharam para te oferecer melhor campo para tua evolução. E, certamente, muitos trabalharam doentes, cheios de problemas, todos ou muitos dos quais não conheces, como também estes não te conhecem. São frutos do trabalho na engenhosa missão das almas que vivem na Terra, ligadas por fios invisíveis, mas que resistem ao tempo e ao espaço, ordenadas e sustentadas por Deus.

Confere os teus valores, sem esquecer os tesouros dos outros. Tudo o que vive em harmonia se ajunta por lei da afinidade, que é a mesma lei do Amor. Os fios de uma roupa, dispersos, não podem formar um agasalho. Os tijolos das paredes, se não obedecerem à disciplina que lhes dá o pedreiro, não ofertam a bênção da casa. As células do corpo, organizadas, é que nos favorecem a oportunidade sagrada da reencarnação. Daí podes tirar inúmeros exemplos do valor dos conjuntos desta lei maravilhosa das atrações dos iguais.


Nós, sendo espíritos, é que vamos desobedecer essa lei universal do Criador? Espírito nenhum evolui sozinho. Havemos de nos agrupar, traçando experiências como permutas de valores eternos, surgindo, assim, a fraternidade onde nasce a felicidade espiritual e o céu dentro das almas.

Como esquecer os semelhantes que nos ajudam a viver, como esquecer as plantas que restauram a nossa saúde física e espiritual? E os animais? Todos os reinos abaixo dos homens e acima deles se interligam por leis apropriadas, que quase sempre escapam aos olhos dos que vivem na carne. Se já descobriste que não podes viver só, faze alguma coisa em favor dos que te seguem, que eles vão te ajudar. Ou já te ajudam, sem perceberes, a conhecer a origem da assistência que recebes.

Não te descuides destas verdades, que elas te ajudarão na conquista de ti mesmo. E, se persistires com interesse de melhorar, com algum tempo serás médico de ti mesmo, operando e desobstruindo os canais da tua mente, para que os pensamentos de Deus se confundam com os teus, na grande tarefa de servir, por amor àqueles que vivem contigo, pisando a Terra.

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Lancellin
João Nunes Maia
Obra: Cirurgia moral
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quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

E falas-me do tempo



E falas-me do tempo, coração,

Do tempo em que tiveste a alma ferida

Por desgostos da vida,

Quais estiletes da desilusão;

Do tempo estranho de aflição e prova

Que atravessaste em convulsões de dor,

Das horas de amargor

Que te impeliram para a estrada nova,

Na qual hoje me dizes

De quadros e lembranças infelizes…

*

E referes-te, ainda, aos dias do futuro,

Sementeira em que esperas

Outras maravilhosas primaveras

De beleza, de paz e de amor puro,

Do porvir em que aguardas

A luminosa companhia

Da perfeita alegria

Que surgirá, por fim, de brilhantes vanguardas…

*

Ouço-te o verbo lamentoso e lindo,

Enquanto vamos nós, sonhando e agindo…

Mas embora te escute com respeito,

Peço-te permissão

Para dizer-te ao pensamento irmão

Que todo tempo encerra o seu justo proveito.

*

E, sem qualquer prurido de ensinar,

Creio que hoje é o tempo certo

De amar e compreender, servir e desculpar,

Entre o ontem passado e o futuro encoberto;

Por isso, o melhor tempo que nos vem,

Na senda em que seguimos, vida afora,

O tempo de sorrir e de fazer o bem

Tem o nome de “agora”.

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Maria Dolores
Chico Xavier
Obra: Caminhos do amor
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02 de janeiro

Não se preocupe se o seu começo neste mundo espiritual é pequeno.

Todas as coisas boas começam pequenas.

O imponente carvalho começa de uma pequena bolota.

É de uma sementinha que brotam as plantas e flores mais maravilhosas.

A partir de uma sementinha de amor muitas vidas podem ser modificadas.

De um pequeno pensamento de fé e crença pode acontecer milagre após milagre.

Pequenas coisas crescem e se tornam grandes coisas.

Seja grato por todas as pequenas coisas da vida; e, à medida que elas forem crescendo, você deverá ser grato por cada uma em especial e você deverá expressar sua gratidão em palavras e obras.

Permita que o que existe no interior se expresse no exterior.

Lembre-se sempre que um coração agradecido é um coração aberto, e é muito mais fácil para Mim trabalhar dentro e através de um coração aberto.

Agradeça e continue agradecendo sempre por tudo para que Eu possa trabalhar em você e através de você a todo momento e possa operar Meus milagres e glórias para que sejam visíveis por todos.

🌺🌾🌺
Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Convidar os pobres e os estropiados. Dar sem esperar retribuição

Disse também àquele que o convidara: Quando derdes um jantar ou uma ceia, não convideis nem os vossos amigos, nem os vossos irmãos, nem os vossos parentes, nem os vossos vizinhos que forem ricos, para que em seguida não vos convidem a seu turno e assim retribuam o que de vós receberam. — Quando derdes um festim, convidai para ele os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos. — E sereis ditosos por não terem eles meios de vo-lo retribuir, pois isso será retribuído na ressurreição dos justos.
Um dos que se achavam à mesa, ouvindo essas palavras, disse-lhe: Feliz do que comer do pão no reino de Deus! (S. LUCAS, cap. XIV, vv. 12 a 15.)
“Quando derdes um festim, disse Jesus, não convideis para ele os vossos amigos, mas os pobres e os estropiados.” Estas palavras, absurdas, se tomadas ao pé da letra, são sublimes, se lhes buscarmos o espírito. Não é possível que Jesus haja pretendido que, em vez de seus amigos, alguém reúna à sua mesa os mendigos da rua. Sua linguagem era quase sempre figurada e, para os homens incapazes de apanhar os delicados matizes do pensamento, precisava servir-se de imagens fortes, que produzissem o efeito de um colorido vivo. O âmago do seu pensamento se revela nesta proposição: “E sereis ditosos por não terem eles meios de vo-lo retribuir.” Quer dizer que não se deve fazer o bem tendo em vista uma retribuição, mas tão-só pelo prazer de o praticar. Usando de uma comparação vibrante, disse: Convidai para os vossos festins os pobres, pois sabeis que eles nada vos podem retribuir. Por festins deveis entender, não os repastos propriamente ditos, mas a participação na abundância de que desfrutais.

Todavia, aquela advertência também pode ser aplicada em sentido mais literal. Quantos não convidam para suas mesas apenas os que podem, como eles dizem, fazer-lhes honra, ou, a seu turno, convidá-los! Outros, ao contrário, encontram satisfação em receber os parentes e amigos menos felizes. Ora, quem não os conta entre os seus? Dessa forma, grande serviço, às vezes, se lhes presta, sem que o pareça. Aqueles, sem irem recrutar os cegos e os estropiados, praticam a máxima de Jesus, se o fazem por benevolência, sem ostentação, e sabem dissimular o benefício, por meio de uma sincera cordialidade.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, itens 7 e 8.)
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NA HORA DO SILÊNCIO


Quando te encontrares em qualquer dificuldade emocional, recorda o silêncio como instrumento divino de construção e paz.

Confuso, ele te ajudará a encontrar soluções adequadas.

Indeciso, ele te ajudará a fortalecer a ideia de maior equilíbrio.

Desacreditado, ele te ajudará a reconhecer que o mais importante é acreditares em ti mesmo.

Perseguido, ele te ajudará a compreender os perseguidores.

Injuriado, ele te ajudará a continuar apesar dos espinhos.

Vencido, ele te ajudará no refazimento de tuas forças.

Revoltado, ele te ajudará a entender o valor da resignação no processo de auto-aperfeiçoamento.

Ressentido, ele te ajudará a lutar contra o melindre.

Injustiçado, ele te ajudará a perceber que o perdão rompe a cadeia do mal.

Incompreendido, ele te ajudará a sustentar a paciência.

Toda vez que te sentires em dificuldades emocionais, pensa um pouco mais antes de qualquer atitude impetuosa e recorda que, diante de Pilatos, o silêncio de Jesus representou, para sempre, a vitória do Bem imperecível sobre a incompreensão transitória.

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André Luiz
Anuário Espírita 78. IDE. Página recebida pelo médium Antônio Baduy Filho em reunião pública.
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terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Análise dos sofrimentos


Os sofrimentos devidos a causas anteriores à existência presente, como os que se originam de culpas atuais, são muitas vezes a consequência da falta cometida, isto é, o homem, pela ação de uma rigorosa justiça distributiva, sofre o que fez sofrer aos outros.

(KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. 52ª edição, FEB. Capítulo V, item 7.

(...)

O homem vive na Terra sob a ação de medos: da doença, da pobreza, da solidão, do desamor, do insucesso, da morte. Essa conduta é resultado de seu despreparo para os fenômenos normais da existência, que deve encarar como processo da evolução.

Herdeiro da própria consciência, é também legatário dos atavismos sociais, dos hábitos enfermos, dentre os quais se destacam esses pavores que resultam das superstições, desinformações e ilusões ancestrais, formando os condiciona- mentos perturbadores.

Absorvendo e impregnando-se desses fatores negativos, os sofrimentos apresentam-se-lhe inevitáveis, produzindo distúrbios psicológicos, mentais e físicos por somatização automática.

A educação calcada nos valores ético-morais, não castradora, que estimule a consciência do dever e da responsabilidade do indivíduo para com ele próprio, para com o seu próximo e para com a vida, equipa-o de saúde emocional e valor espiritual para o trânsito equilibrado pela existência física. Esse conhecimento prepara-o para que saiba selecionar o que lhe é útil e saudável, ajudando-o no crescimento interior para a sua realização pessoal. Enquanto este discernimento não se transformar em força canalizadora para o seu bem, o indivíduo experimentará o sofrimento resultante do condicionamento, que lhe advém dos agregados físicos e mentais contaminados.

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Joanna de Ângelis
Divaldo Franco
Obra: Plenitude
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31 de dezembro

Se você der um passo à frente com fé, não olhe para trás, nem se lamente pelo que deixou.

Simplesmente espere pelo futuro mais maravilhoso e observe-o se realizar.

Deixe o que é velho para trás; está acabado.

Seja grato pelas lições aprendidas e pelas experiências por que passou; elas o ajudaram a crescer e aumentaram sua compreensão, mas não se apegue a elas.

O que o aguarda é muito melhor do que aquilo que você deixou para trás.

Nada pode acontecer de errado se você colocar sua vida sob a Minha direção.

Mas se você dá um passo à frente e se pergunta se agiu certo, você permite que dúvidas e temores o invadam, e se curvará sob o peso de sua decisão.

Portanto, solte-se, liberte o passado e caminhe para a frente com o coração repleto de amor e gratidão.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

O mandamento maior. Fazermos aos outros o que queiramos que os outros nos façam. Parábola dos credores e dos devedores

Os fariseus, tendo sabido que ele tapara a boca dos saduceus, reuniram-se; e um deles, que era doutor da lei, para o tentar, propôs-lhe esta questão: — “Mestre, qual o mandamento maior da lei?” — Jesus respondeu: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito; este o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo, semelhante a esse: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. — Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos.” (S. MATEUS, cap. XXII, vv. 34 a 40.)

Fazei aos homens tudo o que queirais que eles vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas. (Idem, cap. VII, v. 12.)

Tratai todos os homens como quereríeis que eles vos tratassem. (S. LUCAS, cap. VI, v. 31.)

O reino dos céus é comparável a um rei que quis tomar contas aos seus servidores. — Tendo começado a fazê-lo, apresentaram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. — Mas, como não tinha meios de os pagar, mandou seu senhor que o vendessem a ele, sua mulher, seus filhos e tudo o que lhe pertencesse, para pagamento da dívida. — O servidor, lançando-se-lhe aos pés, o conjurava, dizendo: “Senhor, tem um pouco de paciência e eu te pagarei tudo.” — Então, o senhor, tocado de compaixão, deixou-o ir e lhe perdoou a dívida. — Esse servidor, porém, ao sair, encontrando um de seus companheiros, que lhe devia cem dinheiros, o segurou pela goela e, quase a estrangulá-lo, dizia: “Paga o que me deves.” — O companheiro, lançando-se aos pés, o conjurava, dizendo: “Tem um pouco de paciência e eu te pagarei tudo.” — Mas o outro não quis escutá-lo; foi-se e o mandou prender, par tê-lo preso até pagar o que lhe devia.

Os outros servidores, seus companheiros, vendo o que se passava, foram, extremamente aflitos, e informaram o senhor de tudo o que acontecera. — Então, o senhor, tendo mandado vir à sua presença aquele servidor, lhe disse: “Mau servo, eu te havia perdoado tudo o que me devias, porque mo pediste. — Não estavas desde então no dever de também ter piedade do teu companheiro, como eu tivera de ti?” E o senhor, tomado de cólera, o entregou aos verdugos, para que o tivessem, até que ele pagasse tudo o que devia.

É assim que meu Pai, que está no céu, vos tratará, se não perdoardes, do fundo do coração, as faltas que vossos irmãos houverem cometido contra cada um de vós. (S. MATEUS, cap. XVIII, vv. 23 a 35.)

“Amar o próximo como a si mesmo: fazer pelos outros o que quereríamos que os outros fizessem por nós”, é a expressão mais completa da caridade, porque resume todos os deveres do homem para com o próximo. Não podemos encontrar guia mais seguro, a tal respeito, que tomar para padrão, do que devemos fazer aos outros, aquilo que para nós desejamos. Com que direito exigiríamos dos nossos semelhantes melhor proceder, mais indulgência, mais benevolência e devotamento para conosco, do que os temos para com eles? A prática dessas máximas tende à destruição do egoísmo. Quando as adotarem para regra de conduta e para base de suas instituições, os homens compreenderão a verdadeira fraternidade e farão que entre eles reinem a paz e a justiça. Não mais haverá ódios, nem dissensões, mas, tão-somente, união, concórdia e benevolência mútua.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XI, itens 1 a 4.)
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LIVRO NOVO



Quando 2024 começou, ele era todo seu.

Foi colocado em suas mãos.

Podia fazer dele o que quisesse.

Era como um livro em branco, e nele podia colocar:
um poema, um pesadelo, uma blasfêmia, uma oração.

Podia...

Hoje já não pode; não mais é seu.

É um livro já escrito...

Concluído.

Como que um livro que tivesse sido escrito por si.

Um dia ser-lhe-á lido, com todos os pormenores, e não poderá corrigi-lo.

Estará fora de seu alcance.

Portanto, antes que 2024 termine, reflita, pegue no seu velho livro e folheie-o com cuidado.

Deixe passar cada uma das páginas pelas mãos e pela consciência.

Leia-o para si mesmo.

Leia tudo. Aprecie aquelas páginas da sua vida em que empregou o seu melhor estilo.

Leia também as páginas que gostaria de nunca ter escrito.

Não, não tente arrancá-las.

Seria inútil.

Já estão escritas.

Mas pode lê-las enquanto escreve o livro novo que lhe será entregue.

Assim, poderá repetir as boas coisas que escreveu e evitar repetir as más.

Para escrever o seu livro novo, contará novamente com o instrumento do livre arbítrio e, para o preencher, terá toda a imensa superfície do seu mundo.

Se tiver vontade de beijar o seu velho livro, beije-o.

Se tiver vontade de chorar, chore sobre ele e, a seguir, coloque-o nas mãos do nosso Deus...

Não importa como está.

Ainda que tenha páginas negras, entregue e diga apenas duas palavras:
obrigado e perdão!

E, quando 2025 chegar, ser-lhe-á entregue outro livro, novo, limpo, branco, todo seu, no qual irá escrever tudo o que desejar...

FELIZ ANO NOVO! FELIZ LIVRO NOVO!

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(autor desconhecido)
Texto adaptado
Colaboração Junia Rios 2015/2016
🌹🌿🌹

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

Discussões


Hora de aborrecimento ou desagrado — tempo de silêncio e de oração.

Esclarecer, analisar, observar, anotar, mas toda vez que o azedume apareça, mesmo de longe, deixar a conversação ou o entendimento para depois.

 Discutir, no sentido de questionar ou contentar, é o mesmo que atirar querosene à fogueira.

Sempre que nos adentramos na irritação, a tomada de nosso pensamento se liga, de imediato, para as áreas da perturbação ou da sombra. Então, a palavra se nos debita na conta do arrependimento, porque facilmente exageramos impressões, esposamos falsos julgamentos, provocamos reações negativas ou magoamos alguém sem querer. E o pior de tudo isso é que as rupturas nas relações harmoniosas do lar ou do grupo fraterno se principiam de bagatelas, semelhantes às brechas diminutas pelas quais se esbarrondam vigorosas represas, criando as calamidades da inundação.

Saibamos tolerar os dissabores e contratempos da vida, arredando-os do cotidiano, como quem alimpa um campo minado. 

Aceitemos a reclamação alheia, paguemos o prejuízo que nos seja possível resgatar sem maior sacrifício e esqueçamos a frase impensada ou o gesto de desconsideração tantas vezes involuntários com que nos hajam ferido.

Nunca valorizar ocorrências desagradáveis ou futilidades que pretendam tisnar-nos o otimismo.

Há quem diga que da discussão nasce a luz. É provável seja ela, em muitos casos, um fator de discernimento, quando manejada por Espíritos de elevada compreensão; no entanto, em muitos outros, nada mais faz que apoiar a discórdia e apagar a luz.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Alma e coração
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30 de dezembro

Você representa Minhas mãos e Meus pés.

Eu tenho que trabalhar em você e através de você para revelar Meus prodígios e Minhas glórias.

Eu tenho que usar você para trazer para o mundo o Meu reino, para realizar o novo céu e a nova Terra.

Enquanto você não perceber que Eu preciso de você, você continuará a ouvir falar sobre este maravilhoso novo céu e nova terra, mas você não os verá, não viverá neles e não será testemunha de como eles funcionam.

De que adianta sonhar com a Utopia?

É preciso concretizá-la e isso só será possível quando você parar de falar sobre ela e começar a vivê-la.

Se você vê uma pessoa se afogando, não adianta ficar em terra firme berrando instruções.

É preciso se jogar na água e fazer algo a respeito.

Portanto, não adianta nada ficar lendo como criar um novo céu e uma nova terra. Você tem que começar já a vivê-los para conseguir concretizá-los.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Bem-aventurados os aflitos. Justiça das aflições

Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados. — Bem-aventurados os famintos e os sequiosos de justiça, pois que serão saciados. — Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois que é deles o reino dos céus. (S. MATEUS, cap. V, vv. 5, 6 e 10.)

Bem-aventurados vós que sois pobres, porque vosso é o reino dos céus. — Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados. — Ditosos sois, vós que agora chorais, porque rireis. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 20 e 21.)

Mas, ai de vós, ricos que tendes no mundo a vossa consolação. — Ai de vós que estais saciados, porque tereis fome. Ai de vós que agora rides, porque sereis constrangidos a gemer e a chorar. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 24 e 25.)

Somente na vida futura podem efetivar-se as compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra. Sem a certeza do futuro, estas máximas seriam um contra-senso; mais ainda: seriam um engodo. Mesmo com essa certeza, dificilmente se compreende a conveniência de sofrer para ser feliz.

É, dizem, para se ter maior mérito. Mas, então, pergunta-se: por que sofrem uns mais do que outros? Por que nascem uns na miséria e outros na opulência, sem coisa alguma haverem feito que justifique essas posições?

Por que uns nada conseguem, ao passo que a outros tudo parece sorrir? Todavia, o que ainda menos se compreende é que os bens e os males sejam tão desigualmente repartidos entre o vício e a virtude; e que os homens virtuosos sofram, ao lado dos maus que prosperam. A fé no futuro pode consolar e infundir paciência, mas não explica essas anomalias, que parecem desmentir a justiça de Deus. Entretanto, desde que admita a existência de Deus, ninguém o pode conceber sem o infinito das perfeições. Ele necessariamente tem todo o poder, toda a justiça, toda a bondade, sem o que não seria Deus. Se é soberanamente bom e justo, não pode agir caprichosamente, nem com parcialidade. Logo, as vicissitudes da vida derivam de uma causa e, pois que Deus é justo, justa há de ser essa causa. Isso o de que cada um deve bem compenetrar-se. Por meio dos ensinos de Jesus, Deus pôs os homens na direção dessa causa, e hoje, julgando-os suficientemente maduros para compreendê-la, lhes revela completamente a aludida causa, por meio do Espiritismo, isto é, pela palavra dos Espíritos.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, itens 1 a 3.)
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Comecemos hoje


Não diga que você pratica as Lições do Evangelho, simplesmente por debater-lhe os problemas.

A palavra edificante é uma bênção do Céu, mas, há sonâmbulos do verbo notável, sem serem loucos. Falam de maneira brilhante, embora dormindo. E todos podemos sofrer semelhante calamidade.

Em nosso testemunho de aplicação com Jesus, é preciso fazer algo.

Acorde, pois trabalhando.

Lembre-se de que o próximo espera por seu auxílio.

Mexa-se de algum modo, para ajudar.

Pinte, com o próprio esforço, a casa onde você mora, dando-lhe aspecto mais agradável.

Lave a louça da mesa que o serviu.

Limpe uma ferida que sangra.

Apare as unhas de um paralítico.

Guie um cego, na praça pública.

Garanta a higiene, onde você estiver.

Acomode o próprio corpo com atenção, de maneira a não incomodar o vizinho, no veículo de condução coletiva.

Carregue uma criança de colo para que essa ou aquela mãezinha fatigada descanse, por alguns minutos.

Costure para os necessitados.

Dê um café aos filhos do infortúnio.

Distribua, com alegria, as sobras da refeição.

Antes que apodreça, entregue a roupa supérflua ao companheiro andrajoso.

Reparta o pão com o menino infeliz que muitas vezes, lhe observa o conforto pela vidraça.

Plante uma árvore útil.

Enderece uma gentileza aos amigos, procurando ocultar-se.

Estenda braços fraternos, ainda mesmo por um simples momento, aos que forem surpreendidos pela enfermidade, na rua.

Adquira um comprimido balsamizante para o irmão que acuse dor de cabeça.

Faça o favor de transportar espontaneamente os pequeninos fardos que pesam nas mãos alheias.

Confie um livro nobre à circulação, no ambiente doméstico.

Ofereça uma flor ao enfermo.

Preste, com bondade, a informação que lhe solicitam.

Dê algum dinheiro, em favor das boas obras, sem a preocupação de fiscalizar.

Comecemos agora.

Não creia que o barulho de fora consiga despertar-nos. Ante a pressão externa, mais se esconde a tartaruga na carapaça. Entretanto, o ruído de nossas próprias mãos no trabalho construtivo renova-nos a mente.

Hoje, você enriquece o serviço do Senhor, com alguma coisa.

Amanhã, porém, o serviço do Senhor será tesouro crescente, em seu caminho.

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André Luiz
Chico Xavier
Obra: Mãos marcadas
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