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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Tempo



 Alguém te prejudica?
Entrega o assunto ao tempo.

O orgulho te humilhou?
Deixa a resposta ao tempo.

 De provações que sofras,
Aguarda a voz do tempo.

 Recordações amargas?
Confia tudo ao tempo.

Olha o mundo em que vives.
O tempo tudo acerta.

 Serve. Não percas tempo.
Todo tempo é de Deus.

🎋🌱🎋
Emmanuel 
Chico Xavier
 Obra: Recanto de Paz 
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30 de dezembro

Você representa Minhas mãos e Meus pés.

Eu tenho que trabalhar em você e através de você para revelar Meus prodígios e Minhas glórias.

Eu tenho que usar você para trazer para o mundo o Meu reino, para realizar o novo céu e a nova Terra.

Enquanto você não perceber que Eu preciso de você, você continuará a ouvir falar sobre este maravilhoso novo céu e nova terra, mas você não os verá, não viverá neles e não será testemunha de como eles funcionam.

De que adianta sonhar com a Utopia?

É preciso concretizá-la e isso só será possível quando você parar de falar sobre ela e começar a vivê-la.

Se você vê uma pessoa se afogando, não adianta ficar em terra firme berrando instruções.

É preciso se jogar na água e fazer algo a respeito.

Portanto, não adianta nada ficar lendo como criar um novo céu e uma nova terra. Você tem que começar já a vivê-los para conseguir concretizá-los.

🎋🌱🎋
Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Bem-aventurados os aflitos. Justiça das aflições

Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados. — Bem-aventurados os famintos e os sequiosos de justiça, pois que serão saciados. — Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois que é deles o reino dos céus. (S. MATEUS, cap. V, vv. 5, 6 e 10.)

Bem-aventurados vós que sois pobres, porque vosso é o reino dos céus. — Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados. — Ditosos sois, vós que agora chorais, porque rireis. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 20 e 21.)

Mas, ai de vós, ricos que tendes no mundo a vossa consolação. — Ai de vós que estais saciados, porque tereis fome. Ai de vós que agora rides, porque sereis constrangidos a gemer e a chorar. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 24 e 25.)

Somente na vida futura podem efetivar-se as compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra. Sem a certeza do futuro, estas máximas seriam um contra-senso; mais ainda: seriam um engodo. Mesmo com essa certeza, dificilmente se compreende a conveniência de sofrer para ser feliz.

É, dizem, para se ter maior mérito. Mas, então, pergunta-se: por que sofrem uns mais do que outros? Por que nascem uns na miséria e outros na opulência, sem coisa alguma haverem feito que justifique essas posições?

Por que uns nada conseguem, ao passo que a outros tudo parece sorrir? Todavia, o que ainda menos se compreende é que os bens e os males sejam tão desigualmente repartidos entre o vício e a virtude; e que os homens virtuosos sofram, ao lado dos maus que prosperam. A fé no futuro pode consolar e infundir paciência, mas não explica essas anomalias, que parecem desmentir a justiça de Deus. Entretanto, desde que admita a existência de Deus, ninguém o pode conceber sem o infinito das perfeições. Ele necessariamente tem todo o poder, toda a justiça, toda a bondade, sem o que não seria Deus. Se é soberanamente bom e justo, não pode agir caprichosamente, nem com parcialidade. Logo, as vicissitudes da vida derivam de uma causa e, pois que Deus é justo, justa há de ser essa causa. Isso o de que cada um deve bem compenetrar-se. Por meio dos ensinos de Jesus, Deus pôs os homens na direção dessa causa, e hoje, julgando-os suficientemente maduros para compreendê-la, lhes revela completamente a aludida causa, por meio do Espiritismo, isto é, pela palavra dos Espíritos.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, itens 1 a 3.)
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O caminho da paz


Dos grandes flagelos do mundo antigo, salientavam-se dez que rebaixavam a vida humana: A barbárie, que perpetuava os desregramentos do instinto.
A fome, que atormentava o grupo tribal.
A peste, que dizimava populações.
O primitivismo, que irmanava o engenho do homem e a habilidade do castor.
A ignorância, que alentava as trevas do espírito.
O insulamento, que favorecia as ilusões do feudalismo.
A ociosidade, que categorizava o trabalho, à conta de humilhação e penitência.
O cativeiro, que vendia homens livres nos mercados da escravidão.
A imundície, que relegava a residência terrestre ao nível dos brutos.
A guerra, que suprime a paz e justifica a crueldade e o crime entre as criaturas.

Veio a política e, instituindo vários sistemas de governo, anulou a barbárie.
Apareceu o comércio e, multiplicando as vias de transporte, dissipou a fome.
Surgiu a ciência, e exterminou a peste.
Eclodiu a indústria, e desfez o primitivismo.
Brilhou a imprensa, e proscreveu-se a ignorância.
Criaram-se o telégrafo sem fio e a navegação aérea, e acabou-se o insulamento.
Progrediram os princípios morais, e o trabalho fulgiu como estrela na dignidade humana, desacreditando a ociosidade.
Cresceu a educação espiritual, e aboliu-se o cativeiro.
Agigantou-se a higiene, e removeu-se a imundície.

Mas nem a política, nem o comércio, nem a ciência, nem a indústria, nem a imprensa, nem a aproximação entre os povos, nem a exaltação do trabalho, nem a evolução do direito individual e nem a higiene conseguem resolver o problema da paz, porquanto a guerra — monstro de mil faces que começa no egoísmo de cada um, que se corporifica na discórdia do lar, e se prolonga na intolerância da fé, na vaidade da inteligência e no orgulho das raças, alimentando-se de sangue e lágrimas, violência e desespero, ódio e rapina, tão cruel entre as nações supercivilizadas do século XX, quanto já o era na corte obscurantista de Ramsés II — somente desaparecerá quando o Evangelho de Jesus iluminar o coração humano, fazendo que os habitantes da Terra se amem como irmãos.

É por isso que a Doutrina Espírita no-lo revela, atualmente, sob a luz da verdade, fiel ao próprio Cristo que nos advertiu, convincente: — “Conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres.” (Jo)

🎋🌱🎋
Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Religião dos Espíritos
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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

O Tempo


O tempo é um empréstimo de Deus.

Elixir miraculoso - acalma todas as dores.

Invisível bisturi - sana todas as feridas, refazendo os tecidos do corpo e da alma.

Com o tempo erramos; com ele retificamos.

Em companhia dele, esposamos graves compromissos e, por ele amparados, resgatamos todos os nossos débitos.

Enquanto acreditamos que o tempo nos pertence, muitas vezes, caímos presas de cipoais de sombra; mas, quando compreendemos que o tempo é de Deus; o nosso retorno à paz se concretiza em abençoada recuperação de nós mesmos para o amor que tudo regenera e tudo santifica.

Confiemos, assim, no tempo que o Senhor nos concede à própria libertação e prossigamos convertendo nossos problemas em lições e as nossas lições em bênçãos da divina imortalidade.

🌿🌹🌿
Aparecida
Chico Xavier
Obra: Comandos do Amor
🌿🌹🌿

28 de fevereiro

Solte-se e permita-se habitar o reino que já veio, mas que ainda precisa ser reconhecido e reclamado por mais e mais almas.

Você reza para que Meu reino venha, para que Minha vontade seja feita: agora deixe de pedir por eles e aposse-se deles.

Você deve aprender a rezar acreditando de todo coração, mente e alma, a fim de que suas preces sejam muito reais e concretas e você saiba, sem sombra de dúvidas, que elas estão sendo respondidas.

Não limite nada.

Não há limitações no Meu reino, e Meu reino já está aqui, e nele tudo é possível.

Aprenda a viver além de suas limitações humanas.

Viva nos reinos do Espírito, onde você faz tudo em Mim.

Eu o fortaleço e Eu o sustento, portanto saiba que EU ESTOU sempre com você.

E não poderia ser de outra maneira, porque EU ESTOU em você.

🌿🌹🌿
Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
🌿🌹🌿



🌿🌹🌿

MENSAGEM DO ESE:

Instruções dos Espíritos
III – A Fé e a Caridade

UM ESPÍRITO PROTETOR
Cracóvia, 1861

13 – Eu vos disse recentemente, meus queridos filhos, que a caridade sem a fé não seria suficiente para manter entre os homens uma ordem social de fazê-los felizes. Devia ter dito que a caridade é impossível sem a fé. Podereis encontrar, é verdade, impulsos generosos entre as pessoas sem religião. Mas essa caridade austera, que só pode ser exercida pela abnegação, pelo sacrifício constante de todo o interesse egoísta, nada a não ser a fé poderá inspirá-la, porque nada além dela nos faz carregar com coragem e perseverança a cruz desta vida.

Sim, meus filhos, é inútil querer o homem, ávido de prazeres, iludir-se quanto ao seu destino terreno, pretendendo que lhe seja permitido ocupar-se apenas da sua felicidade. Certo que Deus nos criou para sermos felizes na eternidade, mas a vida terrena deve servir unicamente para o nosso aperfeiçoamento moral, o qual se conquista mais facilmente com a ajuda do corpo e do mundo material. Sem contar as vicissitudes comuns da vida, a diversidade de vossos gostos, de vossas tendências, de vossas necessidades, são também um meio de vos aperfeiçoardes, exercitando-vos na caridade. Porque somente a custa de concessões e de sacrifícios mútuos, é que podeis manter a harmonia entre elementos tão diversos.

Tendes razão, entretanto, ao afirmar que a felicidade está reservada ao homem neste mundo, se a procurardes antes na prática do bem do que nos prazeres materiais. A história da cristandade nos fala dos mártires que caminhavam com alegria para o suplício. Hoje, na vossa sociedade, para ser cristão já não se precisa enfrentar a fogueira do mártir, nem o sacrifício da vida, mas única e simplesmente o sacrifício do egoísmo, do orgulho e da vaidade. Triunfareis, se a caridade vos inspirar e fordes sustentados pela fé.

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(Fonte: O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO)
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Flexibilidade


Existe em nós uma tendência a fazer as coisas ou fazer escolhas que nos parecem mais fáceis e/ou familiares. Mas, se fizermos sempre as coisas da mesma maneira ou fizermos as mesmas escolhas, limitaremos a nossa capacidade de crescimento e de percepção do mundo, e isso se chama inflexibilidade ou rigidez. Isso faz parte da tentativa equivocada do ego de tentar tornar a vida previsível.

O que não pensamos muitas vezes é: será que a vida precisa ser previsível? Até que ponto realmente controlamos os acontecimentos da vida? Temos esse controle?

Sempre que um imprevisto acontece somos testados na nossa capacidade de flexibilizar, ou seja, ter maleabilidade, saber contornar a situação em vez de endurecer diante do obstáculo. Sem flexibilidade não encontramos alternativas para solucionar as questões da vida, afinal de contas, a vida é feita de escolhas. Sem uma autoanálise sincera não confrontaremos com a sombra e nos tornaremos cada vez mais rígidos. Para aprendermos a ser flexíveis, podemos refletir nos seguintes aspectos:

1. Abra mão do controle: Nós não podemos controlar o fluxo natural da vida, pois toda vez que fazemos isso estamos nos tornando rígidos, abrindo mão da espontaneidade, da leveza e do prazer de viver.

2. Questione-se: Nessa situação estou sendo flexível ou inflexível? Se estivermos vivendo uma situação que “endurecemos”, é muito provável que algum complexo tenha sido ativado e imediatamente sentimos raiva ou medo. Como essas emoções são difíceis para o ego, a tendência natural é tentar tomar o controle da situação, e muitas vezes a rigidez é o recurso utilizado. Ser flexível não significa ter que dizer sempre sim. Questionar-se ajuda a olhar para as coisas por uma nova perspectiva, e perceber que temos escolhas.

3. Reconheça : uma vez que você se questiona o próximo passo é reconhecer. Qual parte em mim está sendo inflexível? A forma de pensar, de fazer as coisas ou essa pessoa em particular? Reconhecer é parte importante na nossa mudança. Se quisermos resultados diferentes precisamos agir diferente, então esse é o momento de perceber a nossa resistência e reconhecer que existem outras possibilidades.
4. Mude a lente : quando os nossos complexos constelam ficamos inflexíveis, e não conseguimos perceber novas possibilidades; nossas emoções e pensamentos muitas vezes prendem-se em uma monoideia, e com isso nossa visão fica afetada, nublada e precisamos mudar a lente dos nossos “óculos” mentais. A flexibilidade consiste em perceber que as coisas podem e provavelmente são diferentes do que acreditávamos ser o certo, ou da necessidade do ego de controlar. Se não nos dispusermos a olhar a situação como ela é de fato, nossa resposta será ineficaz, e será muito difícil nos adaptarmos às questões da vida.

5. Aprenda a ouvir : se não pararmos e entrarmos em contato com nossa voz interna, ficaremos a mercê dos nossos pensamentos viciosos e das crenças antigas, que tumultuam e fazem barulho mental. É preciso ouvir o que o Self tem a nos dizer, pois ele sempre nos oferece uma nova oportunidade e maneiras de aprender e crescer. Ser flexível exige de nós um ouvir atento, além das nossas corriqueiras queixas, o ouvir com o coração.

6. Use a criatividade : a criatividade está diretamente relacionada ao poder de criar uma vida nova, com novas perspectivas e possibilidades. Uma forma muito eficiente é a meditação, pois é no silenciar que podemos ouvir o Self e nesse processo conseguimos adquirir nova visão para antigos problemas. Criar uma vida nova não significa uma vida sem crises, mas uma vida com possibilidades e abertura constante para mudar, isso é ter flexibilidade.

E como afirma Joanna de Ângelis, “A flexibilidade é dileta filha do amor que se expande e enriquece a vida com esperança e paz”, abramos os braços para recebê-la em nossas vidas [1] .

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[1] Franco, Divaldo. Rejubila-te em Deus. Joanna de Ângelis, cap. 6. Ed. Leal. 2013.
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