sábado, 3 de janeiro de 2026

Princípios Estoicos Fundamentais



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1. Concentre-se apenas no que está sob seu controle.

2. Aceite com serenidade o que não depende de você.

3. Seus julgamentos criam suas emoções, não os fatos.

4. A virtude é o maior bem.

5. Viva de acordo com a razão, não com impulsos.

6. Não busque aprovação externa.

7. O caráter vale mais que a reputação.

8. O silêncio muitas vezes é mais sábio que a reação.

9. A adversidade é um treinamento para a alma.

10. O desconforto fortalece o espírito.

🧘 Autodomínio e Emoções

11. Domine seus desejos antes que eles dominem você.

12. Não reaja imediatamente às provocações.

13. Emoções intensas pedem pausa, não ação.

14. Não alimente ressentimentos.

15. A raiva sempre prejudica primeiro quem a sente.

16. Pratique a calma deliberadamente.

17. Seja firme sem ser agressivo.

18. Controle suas palavras como controla seus atos.

19. Não confunda prazer com felicidade.

20. Aprenda a dizer “não” sem culpa.

⚖️ Vida, Relações e Conduta

21. Trate os outros com justiça, não com expectativa.

22. Faça o bem sem esperar reconhecimento.

23. Não tente mudar os outros, melhore a si mesmo.

24. Escolha suas batalhas com sabedoria.

25. Respeite limites — os seus e os alheios.

26. Não se prenda ao passado nem se angustie pelo futuro.

27. Viva o presente com atenção e propósito.

28. Prefira ser útil a ser admirado.

29. Seja exemplo, não discurso.

30. Aceite críticas justas, ignore as injustas.

Tempo, Morte e Propósito

31. O tempo é o bem mais valioso que você possui.

32. Viva cada dia como se fosse uma vida completa.

33. Lembre-se da finitude para viver melhor.

34. Não adie viver corretamente.

35. A simplicidade traz liberdade.

36. Quanto menos você precisa, mais livre você é.

37. Prepare-se mentalmente para perdas.

38. O sofrimento diminui quando é aceito.

39. A paz vem da coerência entre valores e ações.

40. Viva de modo que, ao partir, nada essencial tenha ficado por fazer.

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Aqui estão 40 princípios do Estoicismo, inspirados principalmente em Sêneca, Epicteto e Marco Aurélio, escritos de forma prática e atual.
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Imagem representa Marco Aurélio. 
Na arte, os elementos simbolizam o estoicismo:
🧠 Postura contemplativa → razão acima da emoção
⚖️ Balança → justiça e equilíbrio
⏳ Ampulheta e caveira → consciência da finitude (memento mori)
⚔️ Espada → disciplina e dever
📚 Livros → sabedoria e estudo
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03 de janeiro

Sempre que você amar, ame de todo coração e nunca tenha medo de mostrar o seu amor.

Deixe que seu amor seja como um livro aberto que pode ser lido por todas as almas.

É a coisa mais maravilhosa do mundo, por isso deixe esse amor divino interior fluir livremente.

O amor não é cego: ele vê o que há de melhor na pessoa amada e assim faz emergir o que há de melhor.

Não fique escolhendo a dedo aqueles a quem você vai amar.

Apenas deixe seu coração aberto e mantenha o amor fluindo igualmente para todas as almas.

Assim você estará amando com o Meu amor divino.

Ele é como o sol e brilha igualmente para todos.

O fluxo do amor nunca deve ser aberto e fechado como uma torneira.

O amor não deve ser exclusivo, nem possessivo.

Quanto mais você estiver desejoso de compartilhá-lo, maior ele se tornará.

Agarre-se a ele e você perderá.

Deixe-o livre e ele retornará a você multiplicado e se tornará urna alegria e uma bênção para todos que dele compartilharem.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Reconciliação com os adversários

Reconciliai-vos o mais depressa possível com o vosso adversário, enquanto estais com ele a caminho, para que ele não vos entregue ao juiz, o juiz não vos entregue ao ministro da justiça e não sejais metido em prisão.

— Digo-vos, em verdade, que daí não saireis, enquanto não houverdes pago o último ceitil. (S. MATEUS, cap. V, vv. 25 e 26.)

Na prática do perdão, como, em geral, na do bem, não há somente um efeito moral: há também um efeito material.

A morte, como sabemos, não nos livra dos nossos inimigos; os Espíritos vingativos perseguem, muitas vezes, com seu ódio, no além-túmulo, aqueles contra os quais guardam rancor; donde decorre a falsidade do provérbio que diz: “Morto o animal, morto o veneno”, quando aplicado ao homem. O Espírito mau espera que o outro, a quem ele quer mal, esteja preso ao seu corpo e, assim, menos livre, para mais facilmente o atormentar, ferir nos seus interesses, ou nas suas mais caras afeições. Nesse fato reside a causa da maioria dos casos de obsessão, sobretudo dos que apresentam certa gravidade, quais os de subjugação e possessão.

O obsidiado e o possesso são, pois, quase sempre vítimas de uma vingança, cujo motivo se encontra em existência anterior, e à qual o que a sofre deu lugar pelo seu proceder. Deus o permite, para os punir do mal que a seu turno praticaram, ou, se tal não ocorreu, por haverem faltado com a indulgência e a caridade, não perdoando. Importa, conseguintemente, do ponto de vista da tranqüilidade futura, que cada um repare, quanto antes, os agravos que haja causado ao seu próximo, que perdoe aos seus inimigos, a fim de que, antes que a morte lhe chegue, esteja apagado qualquer motivo de dissensão, toda causa fundada de ulterior animosidade.

Por essa forma, de um inimigo encarniçado neste mundo se pode fazer um amigo no outro; pelo menos, o que assim procede põe de seu lado o bom direito e Deus não consente que aquele que perdoou sofra qualquer vingança.

Quando Jesus recomenda que nos reconciliemos o mais cedo possível com o nosso adversário, não é somente objetivando apaziguar as discórdias no curso da nossa atual existência; é, principalmente, para que elas se não perpetuem nas existências futuras. Não saireis de lá, da prisão, enquanto não houverdes pago até o último centavo, isto é, enquanto não houverdes satisfeito completamente a justiça de Deus.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, itens 5 e 6.)
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Veneno livre


Pede você que os Espíritos desencarnados se manifestem sobre o álcool, sobre os arrasamentos do álcool.

 Muito difícil, entretanto, enfileirar palavras e definir-lhe a influência. Basta lembrar que a cobra, nossa velha conhecida, cujo bote comumente não alcança mais que uma só pessoa, é combatida a vara de ferro, porrete, pedra, armadilha, borralho, água fervente e boca de fogo, vigiada de perto pela gritaria dos meninos, pela cautela das donas de casa e pela defesa do serviço municipal, mas o álcool, que destrói milhares de criaturas, é veneno livre, onde quer que vá, e, em muitos casos, quando se fantasia de champanha ou de uísque, chega a ser convidado de honra, consagrando eventos sociais.  Escorrega na goela de ministros com a mesma sem-cerimônia com que desliza na garganta dos malandros encarapitados na rua. Endoidece artistas notáveis, desfibra o caráter de abnegados pais de família, favorece doenças e engrossa a estatística dos manicômios; no entanto, diga isso num banquete de luxo e tudo indica que você, a conselho dos amigos mais generosos, será conduzido ao psiquiatra, se não for parar no hospício.

Ninguém precisa escrever sobre a aguardente, tenha ela o nome de vodca ou de suco de cana, rum ou conhaque, de vez que as crônicas vivas, escritas por ela mesma, estão nos próprios consumidores, largados à bebedeira, nos crimes que a imprensa recama de sensacionalismo, nos ataques da violência e nos lares destruídos.  E se comentaristas de semelhantes demolições devem ser chamados à mesa redonda da opinião pública, é indispensável sejam trazidos à fala as vítimas de espancamento no recinto doméstico, os homens e as mulheres de vida respeitável que viram a loucura aparecer de chofre no ânimo de familiares queridos, as crianças transidas de horror ante o desvario de tutores inconscientes e, sobretudo, os médicos encanecidos no duro ofício de aliviar os sofrimentos humanos.

 Qual! Não acredite que nós, pobres inteligências desencarnadas, possamos grafar com mais vigor os efeitos da calamidade terrível que escorre, de copinho a copinho.

 E por isso talvez que as tragédias do alcoolismo são, quase sempre, tratadas a estilete de sarcasmo. E creia você que a ironia vem de longe.

 Consta do folclore israelita, numa história popular, fartamente anotada em vários países por diversos autores, que Noé, o patriarca, depois do grande dilúvio, rematava aprestos para lançar à terra ainda molhada a primeira vinha, quando lhe apareceu o Espírito das Trevas, perguntando, insolente:

— Que desejas levantar, agora?

— Uma vinha, — respondeu o ancião, sereno.

O sinistro visitante indagou quanto aos frutos esperados da plantação.

— Sim, — esclareceu o bondoso velho, — serão frutos doces e capitosos. As criaturas poderão deliciar-se com eles, em qualquer tempo, depois de colhidos. Além disso, fornecerão milagroso caldo que se transformará facilmente em vinho, saboroso elixir capaz de adormecê-las em suaves delírios de felicidade e repouso…

— Exijo sociedade nessa lavoura! — Gritou Satanás, arrogante.

 Noé, submisso, concordou sem restrições e o Gênio do Mal encarregou-se de regar a terra e adubá-la, para o justo cultivo. Logo após, com a intenção de exaltar a crueldade, o parceiro maligno retirou quatro animais da arca enorme e passou a fazer a adubagem e a rega com a saliva do bode, com o sangue do leão, com a gordura do porco e com o excremento do macaco.

À vista disso, quantos se entregam ao vício da embriaguez apresentam os trejeitos e os berros sádicos do bode ou a agressividade do leão, quando não caem na estupidez do porco ou na momice dos macacos.

 Esta é a lenda; entretanto, nós, meu amigo, integrados no conhecimento da reencarnação, estamos cientes de que o álcool, intoxicando temporariamente o corpo espiritual, arroja a mente humana em primitivos estados vibratórios, detendo-a, de maneira anormal, na condição de qualquer bicho.

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Irmão X
(Humberto de Campos)
Chico Xavier
Obra: Cartas e crônicas
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02 de janeiro

Não se preocupe se o seu começo neste mundo espiritual é pequeno.

Todas as coisas boas começam pequenas.

O imponente carvalho começa de uma pequena bolota.

É de uma sementinha que brotam as plantas e flores mais maravilhosas.

A partir de uma sementinha de amor muitas vidas podem ser modificadas.

De um pequeno pensamento de fé e crença pode acontecer milagre após milagre.

Pequenas coisas crescem e se tornam grandes coisas.

Seja grato por todas as pequenas coisas da vida; e, à medida que elas forem crescendo, você deverá ser grato por cada uma em especial e você deverá expressar sua gratidão em palavras e obras.

Permita que o que existe no interior se expresse no exterior.

Lembre-se sempre que um coração agradecido é um coração aberto, e é muito mais fácil para Mim trabalhar dentro e através de um coração aberto.

Agradeça e continue agradecendo sempre por tudo para que Eu possa trabalhar em você e através de você a todo momento e possa operar Meus milagres e glórias para que sejam visíveis por todos.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Transmissão de riqueza

O princípio, segundo o qual ele é apenas depositário da fortuna de que Deus lhe permite gozar durante a vida, tira ao homem o direito de transmiti-la aos seus descendentes?

O homem pode perfeitamente transmitir, por sua morte, aquilo de que gozou durante a vida, porque o efeito desse direito está subordinado sempre à vontade de Deus, que pode, quando quiser, impedir que aqueles descendentes gozem do que lhes foi transmitido.

Não é outra a razão por que desmoronam fortunas que parecem solidamente constituídas.

É, pois, impotente a vontade do homem para conservar nas mãos da sua descendência a fortuna que possua. Isso, entretanto, não o priva do direito de transmitir o empréstimo que recebeu de Deus, uma vez que Deus pode retirá-lo, quando o julgue oportuno. — São Luís. (Paris, 1860.)

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVI, item 15.)
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NA HORA DO SILÊNCIO


Quando te encontrares em qualquer dificuldade emocional, recorda o silêncio como instrumento divino de construção e paz.

Confuso, ele te ajudará a encontrar soluções adequadas.

Indeciso, ele te ajudará a fortalecer a ideia de maior equilíbrio.

Desacreditado, ele te ajudará a reconhecer que o mais importante é acreditares em ti mesmo.

Perseguido, ele te ajudará a compreender os perseguidores.

Injuriado, ele te ajudará a continuar apesar dos espinhos.

Vencido, ele te ajudará no refazimento de tuas forças.

Revoltado, ele te ajudará a entender o valor da resignação no processo de auto-aperfeiçoamento.

Ressentido, ele te ajudará a lutar contra o melindre.

Injustiçado, ele te ajudará a perceber que o perdão rompe a cadeia do mal.

Incompreendido, ele te ajudará a sustentar a paciência.

Toda vez que te sentires em dificuldades emocionais, pensa um pouco mais antes de qualquer atitude impetuosa e recorda que, diante de Pilatos, o silêncio de Jesus representou, para sempre, a vitória do Bem imperecível sobre a incompreensão transitória.

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André Luiz
Anuário Espírita 78. IDE. Página recebida pelo médium Antônio Baduy Filho em reunião pública.
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Ano Novo


Quando o desvelado orientador chegou ao Planeta, encaminhando o aprendiz à experiência nova, o lar estava em festa, na celebração do Ano Novo.

 Músicas alegres embalavam a casa, flores festivas enfeitavam a mesa lauta. Riam-se os jovens e as crianças, enquanto os velhos bebiam vinhos de júbilo.

O devotado amigo abraçou o tutelado e falou:

— Nova existência, meu filho, é qual Ano Novo. Enche-se o coração das esperanças mais belas. Troca-se o passado pelo presente. Rejubila-se a alma na oportunidade bendita. Promessas divinas florescem no coração.

 O tempo é o tesouro infinito que o Criador concede às criaturas. Não esqueças, todavia, que a concessão de um tesouro é título de confiança e toda confiança traduz responsabilidade. Tanto prejudica a obra de Deus o avarento que restringe a circulação dos valores, como o perdulário que os dissipa, olvidando obrigações sagradas.

 O tempo, desse modo, é benfeitor carinhoso e credor imparcial simultaneamente. Na Terra, a maioria dos homens não chegou ainda a compreendê-lo.

Os ignorantes perdem-no.
Os loucos matam-no.
Os maus envenenam-no.
Os indiferentes zombam dele.
Os vaidosos confundem-no.
Os velhacos enganam-no.
Os criminosos perturbam-no.
Riem-se dele os pândegos.
Os mentirosos ridicularizam-no.
 Os tolos esquecem-no.
Os ociosos combatem-no.
Os tiranos abusam dele.
Os irônicos menosprezam-no.
Os arbitrários dominam-no.
Os revoltados acusam-no.
 Aproveitam-no os trabalhadores fiéis.

O tempo, contudo, meu filho, pertence ao Senhor e ninguém pode subverter a ordem de Deus.

É por isso que, ao fim da existência, cada um recebe conforme usou o divino patrimônio.

Vale-te, pois, da oportunidade nova, sem olvidares o dever, convicto de que ninguém falará ou agirá no mundo, em vão.

O homem precipita-se. O tempo espera. O primeiro experimenta. O segundo determina.

Se atingiste a alegria de recomeçar, alcançarás, igualmente, o dia de acertar.

 Lembra-te de que o tempo ensinará aos ignorantes.
Anulará os loucos.
 Envenenará os maus.
 Zombará dos indiferentes.
Confundirá os vaidosos.
Esclarecerá os velhacos.
Perturbará os criminosos.
Surpreenderá os pândegos.
Ridiculizará os mentirosos.
Corrigirá os tolos.
Combaterá os ociosos.
 Ferirá os tiranos.
 Menosprezará os irônicos.
Prenderá os arbitrários.
 Acusará os revoltados.
Compensará os trabalhadores fiéis.

Calou-se o venerável ancião.

 Havia risos à mesa doméstica, expectativa no candidato à reencarnação, sorrisos paternais no velhinho experiente.

O sábio abraçou novamente o discípulo e despediu-se rematando:

— Não te esqueças de que o tempo é generoso nas concessões e justo nas contas. Vai, porém, meu filho, e não temas.

Nesse instante, à maneira do homem, cheio de esperanças, que penetra o Ano Novo, o aprendiz reingressou na onda do renascimento.

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Irmão X
(Humberto de Campos)
Chico Xavier  
Obra: Pontos e contos
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Mensagens de Ano Novo:


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JANEIRO

Eu vi uma tigela de comida na neve, rodeada de pegadas de muitos pássaros e animais que sabiam que ali encontrariam alimento.

Eu ouvi as palavras:

Você não pode viver só de pão. Venha a Mim para obter seu alimento e subsistência espiritual e Eu o saciarei e você poderá prosseguir refrescado, renovado e plenamente satisfeito.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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01 de janeiro

Eleve seu coração e entre neste novo ano com a certeza que um ano maravilhoso está à sua frente.

Observe o que há de melhor surgir de todos os acontecimentos.

Eu posso lhe contar que ano glorioso este vai ser.

Mas, a não ser que você aceite o que Eu digo com o coração cheio de gratidão e espere somente o melhor porque sua fé e sua confiança estão na Minha palavra, nada irá acontecer.

Você tem que se agarrar às Minhas maravilhosas promessas e tem que acreditar.

Não é uma questão de acreditar com a sua mente. Você tem que acreditar com a intuição, com o saber interior que emana do mais alto, de Mim.

Você deve Me visualizar caminhando à sua frente, preparando o caminho e tornando possível o que parece impossível.

Somente o melhor, o perfeito é destinado àquelas almas que realmente Me amam e Me colocam sempre em primeiro lugar.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

O Homem de Bem

3 – O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e caridade, na sua maior pureza. Se interroga a sua consciência sobre os próprios atos, pergunta se não violou essa lei, se não cometeu o mal, se fez todo o bem que podia, se não deixou escapar voluntariamente uma ocasião de ser útil, se ninguém tem do que se queixar dele, enfim, se fez aos outros aquilo que queria que os outros fizessem por ele.

Tem fé em Deus, na sua bondade, na sua justiça e na sua sabedoria; sabe que nada acontece sem a sua permissão, e submete-se em todas as coisas à sua vontade.

Tem fé no futuro, e por isso coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.

Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções, são provas ou expiações, e as aceita sem murmurar.

O homem possuído pelo sentimento de caridade e de amor ao próximo faz o bem pelo bem, sem esperar recompensa, paga o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte e sacrifica sempre o seu interesse à justiça.

Encontra usa satisfação nos benefícios que distribui, nos serviços que presta, nas venturas que promove, nas lágrimas que faz secar, nas consolações que leva aos aflitos. Seu primeiro impulso é o de pensar nos outros., antes que em si mesmo, de tratar dos interesses dos outros, antes que dos seus. O egoísta, ao contrário, calcula os proveitos e as perdas de cada ação generosa.

É bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças nem de crenças, porque vê todos os homens como irmãos.

Respeita nos outros todas as convicções sinceras, e não lança o anátema aos que não pensam como ele.

Em todas as circunstâncias, a caridade é o seu guia. Considera que aquele que prejudica os outros com palavras maldosas, que fere a suscetibilidade alheia com o seu orgulho e o seu desdém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever do amor ao próximo e não merece a clemência do Senhor.

Não tem ódio nem rancor, nem desejos de vingança. A exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas, e não se lembra senão dos benefícios. Porque sabe que será perdoado, conforme houver perdoado.

É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que ele mesmo tem necessidade de indulgência, e se lembra destas palavras do Cristo: “Aquele que está sem pecado atire a primeira pedra”.

Não se compraz em procurar os defeitos dos outros, nem a pô-los em evidência. Se a necessidade o obriga a isso, procura sempre o bem que pode atenuar o mal.

Estuda as suas próprias imperfeições, e trabalha sem cessar em combatê-las. Todos os seus esforços tendem a permitir-lhe dizer, amanhã, que traz em si alguma coisa melhor do que na véspera.

Não tenta fazer valer o seu espírito, nem os seus talentos, às expensas dos outros. Pelo contrário, aproveita todas as ocasiões para fazer ressaltar a vantagens dos outros.
Não se envaidece em nada com a sua sorte, nem com os seus predicados pessoais, porque sabe que tudo quanto lhe foi dado pode ser retirado.

Usa mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe tratar-se de um depósito, do qual deverá prestar contas, e que o emprego mais prejudicial para si mesmo, que poderá lhes dar, é pô-los ao serviço da satisfação de suas paixões.

Se nas relações sociais, alguns homens se encontram na sua dependência, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus. Usa sua autoridade para erguer-lhes a moral, e não para os esmagar com o seu orgulho, e evita tudo quanto poderia tornar mais penosa a sua posição subalterna.

O subordinado, por sua vez, compreende os deveres da sua posição, e tem o escrúpulo de procurar cumpri-los conscientemente. (Ver cap.XVII, nº 9)

O homem de bem, enfim, respeita nos seus semelhantes todos os direitos que lhes são assegurados pelas leis da natureza, como desejaria que os seus fossem respeitados.

Esta não é a relação completa das qualidades que distinguem o homem de bem, mas quem quer que se esforce para possuí-las, estará no caminho que conduz às demais.

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O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Livro Novo



Quando 2025 começou, ele era todo seu.

Foi colocado em suas mãos.

Podia fazer dele o que quisesse.

Era como um livro em branco, e nele podia colocar:
um poema, um pesadelo, uma blasfêmia, uma oração.

Podia...

Hoje já não pode; não mais é seu.

É um livro já escrito...

Concluído.

Como que um livro que tivesse sido escrito por si.

Um dia ser-lhe-á lido, com todos os pormenores, e não poderá corrigi-lo.

Estará fora de seu alcance.

Portanto, antes que 2025 termine, reflita, pegue no seu velho livro e folheie-o com cuidado.

Deixe passar cada uma das páginas pelas mãos e pela consciência.

Leia-o para si mesmo.

Leia tudo. Aprecie aquelas páginas da sua vida em que empregou o seu melhor estilo.

Leia também as páginas que gostaria de nunca ter escrito.

Não, não tente arrancá-las.

Seria inútil.

Já estão escritas.

Mas pode lê-las enquanto escreve o livro novo que lhe será entregue.

Assim, poderá repetir as boas coisas que escreveu e evitar repetir as más.

Para escrever o seu livro novo, contará novamente com o instrumento do livre arbítrio e, para o preencher, terá toda a imensa superfície do seu mundo.

Se tiver vontade de beijar o seu velho livro, beije-o.

Se tiver vontade de chorar, chore sobre ele e, a seguir, coloque-o nas mãos do nosso Deus...

Não importa como está.

Ainda que tenha páginas negras, entregue e diga apenas duas palavras:
obrigado e perdão!

E, quando 2026 chegar, ser-lhe-á entregue outro livro, novo, limpo, branco, todo seu, no qual irá escrever tudo o que desejar...

FELIZ ANO NOVO! FELIZ LIVRO NOVO!

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(autor desconhecido)
Texto adaptado
Colaboração Junia Rios 2015/2016
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31 de dezembro

Se você der um passo à frente com fé, não olhe para trás, nem se lamente pelo que deixou.

Simplesmente espere pelo futuro mais maravilhoso e observe-o se realizar.

Deixe o que é velho para trás; está acabado.

Seja grato pelas lições aprendidas e pelas experiências por que passou; elas o ajudaram a crescer e aumentaram sua compreensão, mas não se apegue a elas.

O que o aguarda é muito melhor do que aquilo que você deixou para trás.

Nada pode acontecer de errado se você colocar sua vida sob a Minha direção.

Mas se você dá um passo à frente e se pergunta se agiu certo, você permite que dúvidas e temores o invadam, e se curvará sob o peso de sua decisão.

Portanto, solte-se, liberte o passado e caminhe para a frente com o coração repleto de amor e gratidão.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Simplicidade e pureza de coração

Bem-aventurados os que têm puro o coração, porquanto verão a Deus. (S. Mateus, cap. V, v. 8.)
Apresentaram-lhe então algumas crianças, a fim de que ele as tocasse, e, como seus discípulos afastassem com palavras ásperas os que lhas apresentavam, Jesus, vendo isso, zangou-se e lhes disse:
“Deixai que venham a mim as criancinhas e não as impeçais, porquanto o reino dos céus é para os que se lhes assemelham. — Digo-vos, em verdade, que aquele que não receber o reino de Deus como uma criança, nele não entrará.” — E, depois de as abraçar, abençoou-as, impondo-lhes as mãos. (S. MARCOS, cap. X, vv. 13 a 16.)

A pureza do coração é inseparável da simplicidade e da humildade. Exclui toda idéia de egoísmo e de orgulho. Por isso é que Jesus toma a infância como emblema dessa pureza, do mesmo modo que a tomou como o da humildade.

Poderia parecer menos justa essa comparação, considerando-se que o Espírito da criança pode ser muito antigo e que traz, renascendo para a vida corporal, as imperfeições de que se não tenha despojado em suas precedentes existências. Só um Espírito que houvesse chegado à perfeição nos poderia oferecer o tipo da verdadeira pureza. É exata a comparação, porém, do ponto de vista da vida presente, porquanto a criancinha, não havendo podido ainda manifestar nenhuma tendência perversa, nos apresenta a imagem da inocência e da candura. Daí o não dizer Jesus, de modo absoluto, que o reino dos céus é para elas, mas para os que se lhes assemelhem.

Pois que o Espírito da criança já viveu, por que não se mostra, desde o nascimento, tal qual é? Tudo é sábio nas obras de Deus. A criança necessita de cuidados especiais, que somente a ternura materna lhe pode dispensar, ternura que se acresce da fraqueza e da ingenuidade da criança. Para uma mãe, seu filho é sempre um anjo e assim era preciso que fosse, para lhe cativar a solicitude. Ela não houvera podido ter-lhe o mesmo devotamento, se, em vez da graça ingênua, deparasse nele, sob os traços infantis, um caráter viril e as idéias de um adulto e, ainda menos, se lhe viesse a conhecer o passado.

Aliás, faz-se necessário que a atividade do princípio inteligente seja proporcionada à fraqueza do corpo, que não poderia resistir a uma atividade muito grande do Espírito, como se verifica nos indivíduos grandemente precoces. Essa a razão por que, ao aproximar-se-lhe a encarnação, o Espírito entra em perturbação e perde pouco a pouco a consciência de si mesmo, ficando, por certo tempo, numa espécie de sono, durante o qual todas as suas faculdades permanecem em estado latente. É necessário esse estado de transição para que o Espírito tenha um novo ponto de partida e para que esqueça, em sua nova existência, tudo aquilo que a possa entravar. Sobre ele, no entanto, reage o passado. Renasce para a vida maior, mais forte, moral e intelectualmente, sustentado e secundado pela intuição que conserva da experiência adquirida.

A partir do nascimento, suas idéias tomam gradualmente impulso, à medida que os órgãos se desenvolvem, pelo que se pode dizer que, no curso dos primeiros anos, o Espírito é verdadeiramente criança, por se acharem ainda adormecidas as idéias que lhe formam o fundo do caráter. Durante o tempo em que seus instintos se conservam amodorrados, ele é mais maleável e, por isso mesmo, mais acessível às impressões capazes de lhe modificarem a natureza e de fazê-lo progredir, o que torna mais fácil a tarefa que incumbe aos pais.

O Espírito, pois, enverga temporariamente a túnica da inocência e, assim, Jesus está com a verdade, quando, sem embargo da anterioridade da alma, toma a criança por símbolo da pureza e da simplicidade.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VIII, itens 1 a 4.)
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Decisão


Somos tangidos por fatos e problemas a exigirem a manifestação de nossa vontade em todas as circunstâncias.

Muito embora disponhamos de recursos infinitos de escolha para assumir gesto determinado ou desenvolver certa ação, invariavelmente, estamos constrangidos a optar por um só caminho, de cada vez, para expressar os desígnios pessoais na construção do destino.

Conquanto possamos caminhar mil léguas, somente progredimos em substância avançando passo a passo.

Daí, a importância da existência terrena, temporária e limitada em muitos ângulos porém rica e promissora quanto aos ensejos que nos faculta para automatizar o bem, no campo de nós mesmos, mediante a possibilidade de sermos bons para os outros.

Decisão é necessidade permanente.

Nossa vontade não pode ser multipartida.

Ideia, verbo e atitude exprimem resoluções de nossas almas, a frutificarem bênçãos de alegria ou lições de reajuste no próprio íntimo.

Vacilação é sintoma de fraqueza moral, tanto quanto desânimo é sinal de doença.

Certeza no bem denuncia felicidade real e confiança de hoje indica serenidade futura.

Progresso é fruto de escolha.

Não há nobre desincumbência com flexibilidade de intenção.

Afora tu mesmo, ninguém te decide o destino...

Se a eventualidade da sementeira é infinita, a fatalidade da colheita é inalienável.

Guardas contigo tesouros de experiências acumulados em milênios de luta que podem crescer, aqui e agora, a critério do teu alvitre.

Recorda que o berço de teu espírito fulge longe da existência terrestre.

O objetivo da perfeição é inevitável bênção de Deus e a perenidade da vida constitui o prazo de nosso burilamento, entretanto, o minuto que vives é o veículo da oportunidade para a seleção de valores, obedecendo a horário certo e revelando condições próprias, no ilimitado caminho da evolução.

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XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo. Opinião Espírita. Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. CEC. Capítulo 27.
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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Tempo



 Alguém te prejudica?
Entrega o assunto ao tempo.

O orgulho te humilhou?
Deixa a resposta ao tempo.

 De provações que sofras,
Aguarda a voz do tempo.

 Recordações amargas?
Confia tudo ao tempo.

Olha o mundo em que vives.
O tempo tudo acerta.

 Serve. Não percas tempo.
Todo tempo é de Deus.

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Emmanuel 
Chico Xavier
 Obra: Recanto de Paz 
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30 de dezembro

Você representa Minhas mãos e Meus pés.

Eu tenho que trabalhar em você e através de você para revelar Meus prodígios e Minhas glórias.

Eu tenho que usar você para trazer para o mundo o Meu reino, para realizar o novo céu e a nova Terra.

Enquanto você não perceber que Eu preciso de você, você continuará a ouvir falar sobre este maravilhoso novo céu e nova terra, mas você não os verá, não viverá neles e não será testemunha de como eles funcionam.

De que adianta sonhar com a Utopia?

É preciso concretizá-la e isso só será possível quando você parar de falar sobre ela e começar a vivê-la.

Se você vê uma pessoa se afogando, não adianta ficar em terra firme berrando instruções.

É preciso se jogar na água e fazer algo a respeito.

Portanto, não adianta nada ficar lendo como criar um novo céu e uma nova terra. Você tem que começar já a vivê-los para conseguir concretizá-los.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Bem-aventurados os aflitos. Justiça das aflições

Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados. — Bem-aventurados os famintos e os sequiosos de justiça, pois que serão saciados. — Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois que é deles o reino dos céus. (S. MATEUS, cap. V, vv. 5, 6 e 10.)

Bem-aventurados vós que sois pobres, porque vosso é o reino dos céus. — Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados. — Ditosos sois, vós que agora chorais, porque rireis. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 20 e 21.)

Mas, ai de vós, ricos que tendes no mundo a vossa consolação. — Ai de vós que estais saciados, porque tereis fome. Ai de vós que agora rides, porque sereis constrangidos a gemer e a chorar. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 24 e 25.)

Somente na vida futura podem efetivar-se as compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra. Sem a certeza do futuro, estas máximas seriam um contra-senso; mais ainda: seriam um engodo. Mesmo com essa certeza, dificilmente se compreende a conveniência de sofrer para ser feliz.

É, dizem, para se ter maior mérito. Mas, então, pergunta-se: por que sofrem uns mais do que outros? Por que nascem uns na miséria e outros na opulência, sem coisa alguma haverem feito que justifique essas posições?

Por que uns nada conseguem, ao passo que a outros tudo parece sorrir? Todavia, o que ainda menos se compreende é que os bens e os males sejam tão desigualmente repartidos entre o vício e a virtude; e que os homens virtuosos sofram, ao lado dos maus que prosperam. A fé no futuro pode consolar e infundir paciência, mas não explica essas anomalias, que parecem desmentir a justiça de Deus. Entretanto, desde que admita a existência de Deus, ninguém o pode conceber sem o infinito das perfeições. Ele necessariamente tem todo o poder, toda a justiça, toda a bondade, sem o que não seria Deus. Se é soberanamente bom e justo, não pode agir caprichosamente, nem com parcialidade. Logo, as vicissitudes da vida derivam de uma causa e, pois que Deus é justo, justa há de ser essa causa. Isso o de que cada um deve bem compenetrar-se. Por meio dos ensinos de Jesus, Deus pôs os homens na direção dessa causa, e hoje, julgando-os suficientemente maduros para compreendê-la, lhes revela completamente a aludida causa, por meio do Espiritismo, isto é, pela palavra dos Espíritos.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, itens 1 a 3.)
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O caminho da paz


Dos grandes flagelos do mundo antigo, salientavam-se dez que rebaixavam a vida humana: A barbárie, que perpetuava os desregramentos do instinto.
A fome, que atormentava o grupo tribal.
A peste, que dizimava populações.
O primitivismo, que irmanava o engenho do homem e a habilidade do castor.
A ignorância, que alentava as trevas do espírito.
O insulamento, que favorecia as ilusões do feudalismo.
A ociosidade, que categorizava o trabalho, à conta de humilhação e penitência.
O cativeiro, que vendia homens livres nos mercados da escravidão.
A imundície, que relegava a residência terrestre ao nível dos brutos.
A guerra, que suprime a paz e justifica a crueldade e o crime entre as criaturas.

Veio a política e, instituindo vários sistemas de governo, anulou a barbárie.
Apareceu o comércio e, multiplicando as vias de transporte, dissipou a fome.
Surgiu a ciência, e exterminou a peste.
Eclodiu a indústria, e desfez o primitivismo.
Brilhou a imprensa, e proscreveu-se a ignorância.
Criaram-se o telégrafo sem fio e a navegação aérea, e acabou-se o insulamento.
Progrediram os princípios morais, e o trabalho fulgiu como estrela na dignidade humana, desacreditando a ociosidade.
Cresceu a educação espiritual, e aboliu-se o cativeiro.
Agigantou-se a higiene, e removeu-se a imundície.

Mas nem a política, nem o comércio, nem a ciência, nem a indústria, nem a imprensa, nem a aproximação entre os povos, nem a exaltação do trabalho, nem a evolução do direito individual e nem a higiene conseguem resolver o problema da paz, porquanto a guerra — monstro de mil faces que começa no egoísmo de cada um, que se corporifica na discórdia do lar, e se prolonga na intolerância da fé, na vaidade da inteligência e no orgulho das raças, alimentando-se de sangue e lágrimas, violência e desespero, ódio e rapina, tão cruel entre as nações supercivilizadas do século XX, quanto já o era na corte obscurantista de Ramsés II — somente desaparecerá quando o Evangelho de Jesus iluminar o coração humano, fazendo que os habitantes da Terra se amem como irmãos.

É por isso que a Doutrina Espírita no-lo revela, atualmente, sob a luz da verdade, fiel ao próprio Cristo que nos advertiu, convincente: — “Conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres.” (Jo)

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Religião dos Espíritos
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