sexta-feira, 19 de junho de 2026

O ressentimento


O ressentimento surge quando a raiva causada por uma agressão ou decepção não é expressada nem superada. Guardado no íntimo, ele se transforma em tristeza, frustração e amargura, prejudicando a visão da vida e, segundo a autora, podendo até refletir na saúde física.

Alimentar o ressentimento desequilibra a mente e as emoções, enquanto a compreensão, a tolerância e a humildade ajudam a restaurar a paz interior. Todos erram e decepcionam, pois cada pessoa age conforme seu nível de amadurecimento e suas limitações.

O ressentimento está ligado à falta de amor-próprio e à dificuldade de aceitar os fracassos e as imperfeições da vida. O caminho para superá-lo é desenvolver autoestima, autovalorização e confiança nas próprias capacidades, recomeçando sempre que necessário.

Diante de injustiças ou mágoas, a pessoa procure mudar seus pensamentos, expressar suas emoções de forma saudável e retornar ao estado de serenidade, lembrando que errar e sofrer faz parte da experiência humana, mas que é possível se reerguer sem carregar as marcas do sofrimento.

🌷🌾🌷
Refletindo sobre o ressentimento, da obra de Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Franco, *Autodescobrimento: Uma Busca Interior*
🌷🌾🌷

19 de junho

O que a idade significa para você?

Você tem medo de envelhecer?

Ou você é daqueles que encara tudo positivamente e entende que a fonte da juventude é a sua consciência?

Mantendo sua mente jovem, fresca e alerta, você não envelhecerá.

Se você tem muitos interesses e aproveita plenamente a vida, como poderá envelhecer?

Os seres humanos se limitam ao pensar que os 70 anos sejam o auge da vida.

Pode ser apenas o começo para muitas almas que acordam para as maravilhas da vida, e, acordando, começam a aproveitá-la.

Elimine todos os pensamentos de velhice.

A velhice é somente uma forma de pensamento universal que se solidificou como a casca de uma noz, e é dura de quebrar.

Comece já a reformular seus pensamentos a respeito de idade.

🌷🌾🌷
Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
🌷🌾🌷







🌷🌾🌷

MENSAGEM DO ESE:

Não julgueis, para não serdes julgados. Atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado

Não julgueis, a fim de não serdes julgados; — porquanto sereis julgados conforme houverdes julgado os outros; empregar-se-á convosco a mesma medida de que voz tenhais servido para com os outros. (S. MATEUS, cap. VII, vv. 1 e 2.)

Então, os escribas e os fariseus lhe trouxeram uma mulher que fora surpreendida em adultério e, pondo-a de pé no meio do povo, — disseram a Jesus: “Mestre, esta mulher acaba de ser surpreendida em adultério; — ora, Moisés, pela lei, ordena que se lapidem as adúlteras. Qual sobre isso a tua opinião?” — Diziam isto para o tentarem e terem de que o acusar. Jesus, porém, abaixando-se, entrou a escrever na terra com o dedo. — Como continuassem a interrogá-lo, ele se levantou e disse: “Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra.” — Em seguida, abaixando-se de novo, continuou a escrever no chão. — Quanto aos que o interrogavam, esses, ouvindo-o falar daquele modo, se retiraram, um após outro, afastando-se primeiro os velhos. Ficou, pois, Jesus a sós com a mulher, colocada no meio da praça.
Então, levantando-se, perguntou-lhe Jesus: “Mulher, onde estão os que te acusaram? Ninguém te condenou?” — Ela respondeu: “Não, Senhor.” Disse-lhe Jesus: “Também eu não te condenarei. Vai-te e de futuro não tornes a pecar.” (S. JOÃO, cap. VIII, vv. 3 a 11.)

“Atire-lhe a primeira pedra aquele que estiver isento de pecado”, disse Jesus. Essa sentença faz da indulgência um dever para nós outros, porque ninguém há que não necessite, para si próprio, de indulgência. Ela nos ensina que não devemos julgar com mais severidade os outros, do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar em outrem aquilo de que nos absolvemos. Antes de profligarmos a alguém uma falta, vejamos se a mesma censura não nos pode ser feita.

O reproche lançado à conduta de outrem pode obedecer a dois móveis: reprimir o mal, ou desacreditar a pessoa cujos atos se criticam. Não tem escusa nunca este último propósito, porquanto, no caso, então, só há maledicência e maldade. O primeiro pode ser louvável e constitui mesmo, em certas ocasiões, um dever, porque um bem deverá daí resultar, e porque, a não ser assim, jamais, na sociedade, se reprimiria o mal. Não cumpre, aliás, ao homem auxiliar o progresso do seu semelhante? Importa, pois, não se tome em sentido absoluto este princípio: “Não julgueis se não quiserdes ser julgado”, porquanto a letra mata e o espírito vivifica.

Não é possível que Jesus haja proibido se profligue o mal, uma vez que ele próprio nos deu o exemplo, tendo-o feito, até, em termos enérgicos. O que quis significar é que a autoridade para censurar está na razão direta da autoridade moral daquele que censura. Tornar-se alguém culpado daquilo que condena noutrem é abdicar dessa autoridade, é privar-se do direito de repressão. A consciência íntima, ao demais, nega respeito e submissão voluntária àquele que, investido de um poder qualquer, viola as leis e os princípios de cuja aplicação lhe cabe o encargo. Aos olhos de Deus, uma única autoridade legítima existe: a que se apóia no exemplo que dá do bem. É o que, igualmente, ressalta das palavras de Jesus.

🌷🌾🌷
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, itens 11 a 13.)
🌷🌾🌷

Vivência


Habitualmente perdemos tempo em desgosto inútil, quando nos achamos em antagonismo com alguém ou vice-versa.

Entretanto, vejamos:

Os outros pensam segundo imaginam;

falam o que melhor lhes parece;

fazem o que lhes ocorre aos desejos;

abraçam o que lhes agrada;

adquirem o que estimam;

valorizam o que mais amam;

inclinam-se para aquilo que os atrai;

vivem com quem mais se afinam;

estão no caminho que escolheram;

acham sempre o que procuram.

Isso, porém, não é novidade, porque todos nos padronizamos por diretrizes idênticas; agimos como somos e reagimos, conforme a própria vontade, na condução de nossos impulsos.

A novidade é reconhecer que os outros e nós teremos inevitavelmente aquilo que fizermos.

Alcançando a certeza disso,vale acima de tudo, auxiliarmo-nos reciprocamente, sem queixas uns dos outros, de vez que nenhum de nós consegue aperfeiçoamento próprio senão à custa de numerosas experiências.

À frente da realidade, vivamos com as nossas lições, mantendo a consciência em Paz, e deixemos aos outros o seu próprio dom de aprender e de viver.

🌷🌾🌷
André Luiz
Chico Xavier
Obra: Respostas da vida
🌷🌾🌷

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Controlar as emoções


Controle Suas Emoções: A Lição de Marco Aurélio para os Dias de Hoje

Em um mundo repleto de pressões, incertezas e mudanças constantes, aprender a controlar as emoções tornou-se uma das habilidades mais importantes da vida. Há quase dois mil anos, o imperador romano Marco Aurélio já compreendia essa verdade e a transformou em um princípio de vida.

Mesmo governando um império cercado por guerras, traições, epidemias e perdas pessoais, ele não permitiu que o caos externo dominasse sua paz interior. Seu segredo não era eliminar as emoções, mas aprender a governá-las.

Marco Aurélio ensinava que não controlamos tudo o que acontece conosco, mas sempre podemos escolher como reagir. A raiva pode surgir, o medo pode aparecer e a tristeza pode bater à porta. Porém, a decisão de alimentar esses sentimentos ou transformá-los em sabedoria está em nossas mãos.

Quantas vezes sofremos por situações que ainda nem aconteceram? Quantas vezes deixamos que a opinião dos outros determine nosso humor? O estoicismo nos convida a voltar nossa atenção para aquilo que realmente podemos controlar: nossos pensamentos, nossas ações e nossa atitude diante da vida.

Controlar as emoções não significa ser frio ou indiferente. Significa desenvolver equilíbrio. É sentir sem se deixar dominar, é agir com consciência em vez de reagir por impulso.

Quando alguém o ofender, pergunte-se: isso merece roubar minha paz?

Quando enfrentar uma dificuldade, reflita: 
o que posso aprender com isso?

Quando o medo aparecer, lembre-se: 
a coragem não é a ausência do medo, mas a decisão de seguir em frente apesar dele.

A verdadeira força não está em vencer os outros, mas em vencer a si mesmo. Quem domina a própria mente encontra liberdade, porque não se torna escravo das circunstâncias.

Marco Aurélio escreveu certa vez:

"Você tem poder sobre sua mente, não sobre os acontecimentos externos. Compreenda isso e encontrará a força."

Essa talvez seja a maior lição para os nossos dias: o mundo pode ser imprevisível, mas a serenidade nasce quando aprendemos a governar o que acontece dentro de nós.

Controle suas emoções. Cultive a calma. E descubra que a maior vitória da vida é conquistar a própria alma.

🦋🍄🦋
Texto inspirado nos ensinamentos estoicos, de Marco Aurélio
🦋🍄🦋

18 de Junho

Ideias e maneiras conflitantes surgirão nos próximos tempos.

Você será testado exaustivamente e depois será deixado por conta própria.

Não tente se agarrar a todo graveto que passar por você.

Recolha se e, em seu interior, retire sua força de Mim e siga seu caminho em paz.

Todas as dúvidas e temores o abandonarão e você se manterá firme e inabalável como uma rocha, apoiando-se nesta sabedoria interior.

Ventos, tempestades podem surgir lá fora, mas não o afetarão.

Eu preciso de você forte e corajoso, certo da verdade interior que ninguém pode lhe tirar.

Não se deixe sugar pelo torvelinho do conflito e da desesperança que existe no mundo atualmente; encontre seu santuário interior e Me reconheça, porque EU SOU a sua âncora, EU SOU o seu santuário.

Deixe que a Minha paz e o Meu amor o preencham e o envolvam.

🦋🍄🦋
Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
🦋🍄🦋







🦋🍄🦋

MENSAGEM DO ESE:

Utilidade providencial da riqueza. Provas da riqueza e da miséria

Se a riqueza houvesse de constituir obstáculo absoluto à salvação dos que a possuem, conforme se poderia inferir de certas palavras de Jesus, interpretadas segundo a letra e não segundo o espírito, Deus, que a concede, teria posto nas mãos de alguns um instrumento de perdição, sem apelação nenhuma, idéia que repugna à razão. Sem dúvida, pelos arrastamentos a que dá causa, pelas tentações que gera e pela fascinação que exerce, a riqueza constitui uma prova muito arriscada, mais perigosa do que a miséria. É o supremo excitante do orgulho, do egoísmo e da vida sensual. E o laço mais forte que prende o homem à Terra e lhe desvia do céu os pensamentos. Produz tal vertigem que, muitas vezes, aquele que passa da miséria à riqueza esquece de pronto a sua primeira condição, os que com ele a partilharam, os que o ajudaram, e faz-se insensível, egoísta e vão. Mas, do fato de a riqueza tornar difícil a jornada, não se segue que a torne impossível e não possa vir a ser um meio de salvação para o que dela sabe servir-se, como certos venenos podem restituir a saúde, se empregados a propósito e com discernimento.

Quando Jesus disse ao moço que o inquiria sobre os meios de ganhar a vida eterna: “Desfaze-te de todos os teus bens e segue-me”, não pretendeu, decerto, estabelecer como princípio absoluto que cada um deva despojar-se do que possui e que a salvação só a esse preço se obtém; mas, apenas mostrar que o apego aos bens terrenos é um obstáculo à salvação. Aquele moço, com efeito, se julgava quite porque observara certos mandamentos e, no entanto, recusava-se à idéia de abandonar os bens de que era dono. Seu desejo de obter a vida eterna não ia até ao extremo de adquiri-la com sacrifício.

O que Jesus lhe propunha era uma prova decisiva, destinada a pôr a nu o fundo do seu pensamento. Ele podia, sem dúvida, ser um homem perfeitamente honesto na opinião do mundo, não causar dano a ninguém, não maldizer do próximo, não ser vão, nem orgulhoso, honrar a seu pai e a sua mãe. Mas, não tinha a verdadeira caridade; sua virtude não chegava até à abnegação. Isso o que Jesus quis demonstrar. Fazia uma aplicação do princípio: “Fora da caridade não há salvação”.

A conseqüência dessas palavras, em sua acepção rigorosa, seria a abolição da riqueza por prejudicial à felicidade futura e como causa de uma imensidade de males na Terra; seria, ao demais, a condenação do trabalho que a pode granjear; conseqüência absurda, que reconduziria o homem à vida selvagem e que, por isso mesmo, estaria em contradição com a lei do progresso, que é lei de Deus.

Se a riqueza é causa de muitos males, se exacerba tanto as más paixões, se provoca mesmo tantos crimes, não é a ela que devemos inculpar, mas ao homem, que dela abusa, como de todos os dons de Deus. Pelo abuso, ele torna pernicioso o que lhe poderia ser de maior utilidade. É a conseqüência do estado de inferioridade do mundo terrestre. Se a riqueza somente males houvesse de produzir, Deus não a teria posto na Terra. Compete ao homem fazê-la produzir o bem. Se não é um elemento direto de progresso moral, é, sem contestação, poderoso elemento de progresso intelectual.

Com efeito, o homem tem por missão trabalhar pela melhoria material do planeta. Cabe-lhe desobstrui-lo, saneá-lo, dispô-lo para receber um dia toda a população que a sua extensão comporta. Para alimentar essa população que cresce incessantemente, preciso se faz aumentar a produção. Se a produção de um país é insuficiente, será necessário buscá-la fora. Por isso mesmo, as relações entre os povos constituem uma necessidade. A fim de mais as facilitar, cumpre sejam destruídos os obstáculos materiais que os separam e tornadas mais rápidas as comunicações. Para trabalhos que são obra dos séculos, teve o homem de extrair os materiais até das entranhas da terra; procurou na Ciência os meios de os executar com maior segurança e rapidez. Mas, para os levar a efeito, precisa de recursos: a necessidade fê-lo criar a riqueza, como o fez descobrir a Ciência. A atividade que esses mesmos trabalhos impõem lhe amplia e desenvolve a inteligência, e essa inteligência que ele concentra, primeiro, na satisfação das necessidades materiais, o ajudará mais tarde a compreender as grandes verdades morais. Sendo a riqueza o meio primordial de execução, sem ela não mais grandes trabalhos, nem atividade, nem estimulante, nem pesquisas. Com razão, pois, é a riqueza considerada elemento de progresso.

🦋🍄🦋
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVI, item 7.)
🦋🍄🦋

Por detrás de uma Lágrima


Não desconsideres a queixa alheia.

Por detrás de uma única lágrima, pode se esconder um grande drama.

Quase sempre, quem conversa contigo não se expõe por inteiro.

Quem te conta o que sofre, antes que se aprofunde em sua história, avalia o grau de confiança que inspiras.

Não lhes faças perguntas indiscretas e nem te deixes levar pela curiosidade enfermiça.

Poupa ao teu interlocutor o constrangimento de desnudar-se.

A caridade genuína não remexe feridas, com o propósito de curá-las.

A pretexto de auxiliar, não queiras saber além do que te é revelado.

Os dramas de teus semelhantes são quase idênticos aos teus.

Se os conheces em ti, é impossível que os ignoras neles.

Sabe interpretar o silencioso pedido de socorro que alguém te envia, sem coragem de se expressar.

Ao amor não cabe a tarefa de inquirir a quem chora.

🦋🍄🦋
Irmão José
Carlos A. Bacelli
Obra: Dias melhores
🦋🍄🦋

quarta-feira, 17 de junho de 2026

A arte dos elogios


A baixa autoestima é vista como uma espécie de carência de vitaminas emocionais para as crianças e adultos.

Preocupados com o desenvolvimento dos seus filhos e com suas conquistas, alguns pais exageram na hora dos elogios.

Criança viciada em elogios se torna problema na escola. Ela sempre ficará na dependência da aprovação verbal dos professores.

Adulada em excesso e sem motivo, a criança cresce esperando o mesmo de todas as pessoas.

Hoje, ela espera o afago verbal dos pais, dos professores. Amanhã será do chefe, da namorada ou do namorado para se sentir bem.

É que o excesso de elogios, e nem sempre verdadeiros, gera insegurança e não autoestima.

O educador, escritor e pai de cinco filhos, Paul Kropp, de Toronto, estabeleceu alguns itens que acredita importantes para aumentar a autoconfiança dos nossos filhos, sem correr o risco de sermos demasiadamente generosos em elogios, sejam eles merecidos ou não:

1. Inclua seu filho no que você estiver fazendo. E lembre-se de que nem tudo precisa ser perfeito no trabalho dele.

Deixe a criança experimentar, agir, auxiliar. Pequenas tarefas falam de responsabilidade e amadurecimento.

2. Não apresente ao seu filho obstáculos grandes demais. A dificuldade das tarefas atribuídas às crianças deve ir aumentando aos poucos.

3. Não corra para ajudar o seu filho. Dê a ele a chance de experimentar a frustração.

A frustração faz parte do mundo real e a criança deve aprender, desde cedo, a lidar com ela.

4. Certifique-se de que ele tenha desafios fora de casa: grupos de excursão, equipes de natação, aulas de música.

5. Elogie os resultados finais com sensatez. Quando descobrir nos olhos de seu filho que ele está satisfeito com algo que fez, não seja severo na crítica.

Finalmente, para ajudar a criança a desenvolver uma noção real de seu valor:

Preste atenção ao que seu filho faz ou diz – você não precisa concordar, mas tem de ouvir.

Encontre tempo suficiente para desenvolverem projetos juntos, sem perder de vista as habilidades da criança.

Lembre-se de que não são os falsos elogios que constroem a identidade de seu filho, mas sim a atividade e o sucesso.

Os elogios, por si mesmos, não levam os filhos a crescer e buscar novos desafios. E para aquele que sabe o que quer, não serão uma ou duas críticas que o irão abater.

Por tudo isso os pais, que conhecem seus filhos, devem usar de bom senso. Elogios e críticas bem dosadas, aliadas ao tempo e esforço pessoal, possibilitam a autoconfiança e a consciência do próprio valor.

* * *

Você sabia que o falso elogio enche a criança de expectativas irreais? E que a falta deles acaba por desvalorizá-la e deprimir?

Que, quando a criança precisa de um elogio para elevar a sua autoestima, terá dificuldades para aprimorar o seu caráter porque estará sempre na dependência do que os outros pensam? Estará buscando aprovação e não aprimoramento.

Incentivar é permitir a possibilidade da experiência, do erro e do acerto. Eis o caminho ideal para a correta formação do caráter dos nossos filhos.

🌱🌼🌱
Redação do Momento Espírita, com base no artigo Seu filho é viciado em elogios?, da Revista Seleções Reader’s Digest, de maio/2000.
🌱🌼🌱

17 de junho

Tenha sempre em mente que todos os caminhos conduzem a Mim.

Alguns têm mais curvas e são mais tortuosos que os outros.

Alguns parecem estranhos e desnecessários, mas não se preocupe.

Permita que cada alma encontre e trilhe seu próprio caminho.

Saiba que todos atingirão o mesmo fim: a realização de sua unidade coMigo.

Existe um caminho reto e estreito que leva diretamente a Mim, mas ele parece simples demais para certas almas que não podem aceitar que ele leva a Mim.

Elas preferem escolher caminhos mais difíceis e cheios de desvios, acreditando que com sacrifício e sofrimento ganharão mais merecimentos.

Todo esse esforço é desnecessário, mas os seres humanos têm livre arbítrio e são completamente livres para escolher seus próprios caminhos. Portanto, viva e deixe viver, sem criticar os seus semelhantes.

🌱🌼🌱
Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
🌱🌼🌱






🌱🌼🌱

MENSAGEM DO ESE:

Convidar os pobres e os estropiados. Dar sem esperar retribuição

Disse também àquele que o convidara: Quando derdes um jantar ou uma ceia, não convideis nem os vossos amigos, nem os vossos irmãos, nem os vossos parentes, nem os vossos vizinhos que forem ricos, para que em seguida não vos convidem a seu turno e assim retribuam o que de vós receberam. — Quando derdes um festim, convidai para ele os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos. — E sereis ditosos por não terem eles meios de vo-lo retribuir, pois isso será retribuído na ressurreição dos justos.

Um dos que se achavam à mesa, ouvindo essas palavras, disse-lhe: Feliz do que comer do pão no reino de Deus! (S. LUCAS, cap. XIV, vv. 12 a 15.)

“Quando derdes um festim, disse Jesus, não convideis para ele os vossos amigos, mas os pobres e os estropiados.” Estas palavras, absurdas, se tomadas ao pé da letra, são sublimes, se lhes buscarmos o espírito. Não é possível que Jesus haja pretendido que, em vez de seus amigos, alguém reúna à sua mesa os mendigos da rua. Sua linguagem era quase sempre figurada e, para os homens incapazes de apanhar os delicados matizes do pensamento, precisava servir-se de imagens fortes, que produzissem o efeito de um colorido vivo. O âmago do seu pensamento se revela nesta proposição: “E sereis ditosos por não terem eles meios de vo-lo retribuir.” Quer dizer que não se deve fazer o bem tendo em vista uma retribuição, mas tão-só pelo prazer de o praticar. Usando de uma comparação vibrante, disse: Convidai para os vossos festins os pobres, pois sabeis que eles nada vos podem retribuir. Por festins deveis entender, não os repastos propriamente ditos, mas a participação na abundância de que desfrutais.

Todavia, aquela advertência também pode ser aplicada em sentido mais literal. Quantos não convidam para suas mesas apenas os que podem, como eles dizem, fazer-lhes honra, ou, a seu turno, convidá-los! Outros, ao contrário, encontram satisfação em receber os parentes e amigos menos felizes. Ora, quem não os conta entre os seus? Dessa forma, grande serviço, às vezes, se lhes presta, sem que o pareça. Aqueles, sem irem recrutar os cegos e os estropiados, praticam a máxima de Jesus, se o fazem por benevolência, sem ostentação, e sabem dissimular o benefício, por meio de uma sincera cordialidade.

🌱🌼🌱
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, itens 7 e 8.)
🌱🌼🌱

Não reclames 


É natural que vaciles.

Que, repetidas vezes, caias e te sintas vencido.

Porém não te acomodes na inércia.

Levanta-te e, embora a passos trôpegos, persiste na caminhada.

Tudo luta, tudo sofre, tudo anseia.

Quem vejas sorrindo, é possível que traga o coração em lágrimas.

O corpo escultural encerra um espírito com traumas psicológicos que não desvendas.

Quantos, em plena juventude, já comprometeram o amanhã?

Aprende a agradecer as bênçãos de que dispões.

Se possuísses mais ampla liberdade, é possível que complicasses o destino.

Não reclames da disciplina em que a tua vida se pauta.

Dentro da atual conjuntura evolutiva, o que tens é mais que suficiente para que sejas feliz.

🌱🌼🌱
Irmão José
Divaldo Franco
Obra: Dias Melhores
🌱🌼🌱

terça-feira, 16 de junho de 2026

O que sua alma tenta te dizer através do cansaço



Nem todo cansaço vem do corpo.

Há um tipo de exaustão que o sono não cura, as férias não resolvem e o descanso físico não alivia completamente. É um cansaço silencioso, profundo, que parece nascer em um lugar que nem sempre sabemos explicar.

Talvez seja a alma tentando falar.

Vivemos em uma época que valoriza a pressa, a produtividade e a necessidade de estar sempre forte. Aprendemos a continuar mesmo quando estamos sobrecarregados, a sorrir quando estamos tristes e a ignorar os sinais que surgem dentro de nós.

Mas a alma tem sua própria linguagem.

E, muitas vezes, ela se manifesta através do cansaço.

Aquele desânimo repentino, a falta de entusiasmo pelas coisas que antes faziam sentido, a sensação de estar carregando um peso invisível… tudo isso pode ser um convite para olhar para dentro.

Na visão da Doutrina Espírita, o espírito está em constante evolução e necessita de equilíbrio entre as experiências materiais e as necessidades da alma. Quando nos afastamos de nós mesmos, ignorando nossos sentimentos e valores, o cansaço pode surgir como um chamado ao reajuste.

Talvez sua alma esteja pedindo:

Mais silêncio e menos ruído.

Mais autenticidade e menos necessidade de agradar.

Mais cuidado consigo mesmo e menos cobrança.

Talvez ela esteja cansada de carregar dores antigas, de sustentar relações que já não fazem bem ou de viver uma vida distante dos seus verdadeiros valores.

O estoicismo também nos oferece uma reflexão importante. Para os filósofos estoicos, a serenidade nasce quando vivemos em harmonia com aquilo que realmente importa, aceitando os limites da vida e concentrando nossas forças no que está ao nosso alcance.

Às vezes, o cansaço aparece porque estamos lutando guerras que não precisamos travar.

Queremos controlar tudo.

Queremos corresponder às expectativas de todos.

Queremos ser fortes o tempo inteiro.

E esquecemos que até a alma precisa descansar.

Há momentos em que o maior ato de coragem não é insistir, mas parar.

Parar para respirar.

Parar para ouvir o que está sentindo.

Parar para reconhecer que você não precisa carregar o mundo sozinho.

Porque a alma não fala apenas através da alegria ou da inspiração.

Ela também fala através do esgotamento.

Não para te punir.

Mas para te mostrar que algo precisa ser cuidado.
---
Se você anda cansado sem saber exatamente por quê, talvez seja hora de fazer menos perguntas ao mundo e mais perguntas a si mesmo.
Há respostas que não chegam no barulho.

Elas nascem no silêncio.

🌸🪴🌸
Mensagem inspirada nos ensinamentos espírita e estoico
🌸🪴🌸

16 de junho

Certifique-se que você tem uma meta na vida.

Não se contente em navegar pela vida como um barco sem leme, sendo jogado nesta ou naquela direção ao sabor do vento; sem uma meta definida você não chegará a lugar nenhum.

Almas demais estão à deriva nesta vida, sem realizar nada de bom.

Encontre a paz interior e, sem esforço ou tensão, siga o seu caminho.

Faça o que é necessário e que lhe foi revelado em seu interior e não o que foi determinado por fatores externos.

Consulte sempre o seu interior para saber se o que você está fazendo está certo; siga em frente e afaste os obstáculos com segurança e convicção.

Entenda que EU SOU a sua bússola, EU SOU o seu guia e EU o conduzirei à sua meta, mesmo que o caminho pareça difícil.

🌸🪴🌸
Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
🌸🪴🌸


 


 
🌸🪴🌸

Mensagem do ESE:

Se alguém vos bater na face direita, apresentai-lhe também a outra

Aprendestes que foi dito: olho por olho e dente por dente. — Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal que vos queiram fazer; que se alguém vos bater na face direita, lhe apresenteis também a outra; — e que se alguém quiser pleitear contra vós, para vos tomar a túnica, também lhes entregueis o manto; — e que se alguém vos obrigar a caminhar mil passos com ele, caminheis mais dois mil. — Dai àquele que vos pedir e não repilais aquele que vos queira tomar emprestado. (S. MATEUS, cap. V, vv. 38 a 42.)

Os preconceitos do mundo sobre o que se convencionou chamar “ponto de honra” produzem essa suscetibilidade sombria, nascida do orgulho e da exaltação da personalidade, que leva o homem a retribuir uma injúria com outra injúria, uma ofensa com outra, o que é tido como justiça por aquele cujo senso moral não se acha acima do nível das paixões terrenas. Por isso é que a lei mosaica prescrevia: olho por olho, dente por dente, de harmonia com a época em que Moisés vivia. Veio o Cristo e disse: Retribui o mal com o bem. E disse ainda: “Não resistais ao mal que vos queiram fazer; se alguém vos bater numa face, apresentai-lhe a outra.” Ao orgulhoso este ensino parecerá uma covardia, porquanto ele não compreende que haja mais coragem em suportar um insulto do que em tomar uma vingança, e não compreende, porque sua visão não pode ultrapassar o presente.

Dever-se-á, entretanto, tomar ao pé da letra aquele preceito? Tampouco quanto o outro que manda se arranque o olho, quando for causa de escândalo. Levado o ensino às suas últimas conseqüências, importaria ele em condenar toda repressão, mesmo legal, e deixar livre o campo aos maus, isentando-os de todo e qualquer motivo de temor. Se se lhes não pusesse um freio as agressões, bem depressa todos os bons seriam suas vítimas. O próprio instinto de conservação, que é uma lei da Natureza, obsta a que alguém estenda o pescoço ao assassino.

Enunciando, pois, aquela máxima, não pretendeu Jesus interdizer toda defesa, mas condenar a vingança. Dizendo que apresentemos a outra face àquele que nos haja batido numa, disse, sob outra forma, que não se deve pagar o mal com o mal; que o homem deve aceitar com humildade tudo o que seja de molde a lhe abater o orgulho; que maior glória lhe advém de ser ofendido do que de ofender, de suportar pacientemente uma injustiça do que de praticar alguma; que mais vale ser enganado do que enganador, arruinado do que arruinar os outros. É, ao mesmo tempo, a condenação do duelo, que não passa de uma manifestação de orgulho. Somente a fé na vida futura e na justiça de Deus, que jamais deixa impune o mal, pode dar ao homem forças para suportar com paciência os golpes que lhe sejam desferidos nos interesses e no amor-próprio. Daí vem o repetirmos incessantemente: Lançai para diante o olhar; quanto mais vos elevardes pelo pensamento, acima da vida material, tanto menos vos magoarão as coisas da Terra.

🌸🪴🌸
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XII, itens 7 e 8.)
🌸🪴🌸

Sugestões de Amigo


Mesmo que você esteja com a razão, escute em silêncio a reprimenda injustificada.
Ouvir para examinar é oportunidade de aprendizado e experiência.
***
Mesmo que a lição lhe amargure o Espírito, receba como dádiva preciosa.
Antes uma verdade que magoa, mas salva, do que uma ilusão que agrada e se desvanece.
***
Mesmo que você seja chamado ao debate em nome da causa que ama, desculpe-se e prossiga na ação.
Muitas palavras exaltam poucas razões.
* **
Mesmo que a dor se constitua parceria única de seus labores evangélicos, prossiga resoluto.
O cinzel que fere a pedra, dela arranca a escultura valiosa.
* **
Mesmo que a espada invisível da calúnia abra feridas em seu coração, continue animado.
O Bem é luz inapagável.
***
Mesmo que a urna sombria do “eu” apele para que você viva somente para você, arrebente a grilheta e ajude a comunidade naquele que segue a seu lado.
A ostra mais resistente, em solidão, despedaça-se de encontro aos recifes do mar imenso.
***
Mesmo que a luta pareça inútil, confie no valor da perseverança que sabe agir.
Os pólens de uma única flor são suficientes para multiplicá-la indefinidamente, embelezando a Natureza.
***
Mesmo que o fel da amargura verta em seus lábios, cada noite, o acre sabor do desespero, desperte, no dia seguinte, abençoando a aurora.
Quem contempla uma noite de vendaval acreditará na impossibilidade de um claro sol na manhã porvindoura. No entanto...
****
Mesmo que o alarde da maledicência empane a claridade de sua Luz, não revide mal por mal.
A árvore ultralada responde à ofensa com produtividade.
***
Mesmo que seus sonhos formosos de assistência fraternal e socorro cristão se transformem em pesadelos aflitivos nos dias de atividade, siga adiante, confiando intimorato.
***
Considerado pelos familiares, em Nazaré, como embusteiro e endemoniado, o Mestre prosseguiu no ministério da Verdade, alargando as possibilidades da Boa Nova no vergel desfeito dos corações humanos, para, na cruz, atestar a suprem a vitória do amor como única via de "luz que dá vista aos cegos" e enseja libertação para o Espírito sedento de imortalidade.

🌸🪴🌸
Marco Prisco
Divaldo Pereira Franco
Obra: Glossário Espírita-Cristão
🌸🪴🌸

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Viciações Mentais: o caminho para a transformação interior



As viciações mentais, como a insatisfação, a indiferença, o pânico e o medo da morte, aprisionam o ser humano em padrões de sofrimento e limitam seu crescimento. A mudança começa quando a pessoa decide reprogramar a própria mente, abandonando hábitos negativos, a autodepreciação e as fugas emocionais.

A insatisfação surge do desconhecimento de si mesmo. Muitas vezes, acredita-se que a solução está em mudar de lugar, de trabalho ou de relacionamento, quando a verdadeira transformação precisa acontecer no interior. Ao desenvolver uma nova visão sobre si e sobre a vida, a pessoa descobre forças antes desconhecidas e aprende a enfrentar os desafios com equilíbrio e esperança.

A indiferença, por sua vez, afasta o indivíduo do mundo e das pessoas. Ela pode nascer das decepções, do egoísmo ou do cansaço emocional, mas precisa ser combatida antes que se torne um hábito. O amor ao próximo, a solidariedade e a renovação dos interesses são caminhos para reacender a alegria de viver.

O medo é uma emoção natural e necessária, mas, quando se torna excessivo, pode transformar-se em pânico e gerar profundo sofrimento. Com apoio adequado, equilíbrio emocional e fortalecimento espiritual, é possível superar esse estado e recuperar a serenidade.

Também o medo da morte pode ser vencido quando se compreende a vida como uma jornada contínua de aprendizado e evolução. A consciência da imortalidade da alma transforma o temor em esperança e inspira a viver cada momento com mais sentido e responsabilidade.

A verdadeira libertação das viciações mentais acontece quando escolhemos cultivar pensamentos positivos, fé, amor, perdão e autoconhecimento. A transformação é um trabalho diário, mas conduz à paz interior e à descoberta das infinitas possibilidades que existem dentro de cada ser.

🥀🌾🥀
Baseado na obra Autodescobrimento – Uma Busca Interior, do Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco
🥀🌾🥀

15 de junho

Você tem um grande poder nas mãos: use-o corretamente para o bem do todo.

O poder pode ser usado positiva ou negativamente, é uma simples questão de escolha.

Quando você quer somente os melhores resultados e o usa positivamente, as coisas mais maravilhosas acontecem.

O poder da eletricidade usado positivamente pode pôr enormes máquinas em movimento; ele pode iluminar grandes cidades, pode realizar prodígios.

Mas quando é mal usado, os resultados podem ser devastadores.

O mesmo acontece com o poder espiritual, que pode ser ainda maior: ele está aí, esperando para ser usado, mas da maneira correta.

Então, só o melhor pode acontecer e você presenciará os prodígios se sucederam em total perfeição.

As almas que já estão prontas e preparadas para usar corretamente esse poder estão sendo empregadas neste momento para ajudar a trazer o novo céu e a nova terra.

🥀🌾🥀
Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
🥀🌾🥀

 




🥀🌾🥀

MENSAGEM DO ESE:

A beneficência

A beneficência, meus amigos, dar-vos-á nesse mundo os mais puros e suaves deleites, as alegrias do coração, que nem o remorso, nem a indiferença perturbam. Oh! pudésseis compreender tudo o que de grande e de agradável encerra a generosidade das almas belas, sentimento que faz olhe a criatura as outras como olha a si mesma, e se dispa, jubilosa, para vestir o seu irmão! Pudésseis, meus amigos, ter por única ocupação tornar felizes os outros! Quais as festas mundanas que podereis comparar às que celebrais quando, como representantes da Divindade, levais a alegria a essas famílias que da vida apenas conhecem as vicissitudes e as amarguras, quando vedes nelas os semblantes macerados refulgirem subitamente de esperança, porque, faltos de pão, os desgraçados ouviam seus filhinhos, ignorantes de que viver é sofrer, gritando repetidamente, a chorar, estas palavras, que, como agudo punhal, se lhes enterravam nos corações maternos: “Estou com fome!...” Oh! compreendei quão deliciosas são as impressões que recebe aquele que vê renascer a alegria onde, um momento antes, só havia desespero! Compreendei as obrigações que tendes para com os vossos irmãos! Ide, ide ao encontro do infortúnio; ide em socorro, sobretudo, das misérias ocultas, por serem as mais dolorosas! Ide, meus bem-amados, e tende em mente estas palavras do Salvador: “Quando vestirdes a um destes pequeninos, lembrai-vos de que é a mim que o fazeis!”

Caridade! sublime palavra que sintetiza todas as virtudes, és tu que hás de conduzir os povos à felicidade. Praticando-te, criarão eles para si infinitos gozos no futuro e, enquanto se acharem exilados na Terra, tu lhes serás a consolação, o prelibar das alegrias de que fruirão mais tarde, quando se encontrarem reunidos no seio do Deus de amor. Foste tu, virtude divina, que me proporcionaste os únicos momentos de satisfação de que gozei na Terra. Que os meus irmãos encarnados creiam na palavra do amigo que lhes fala, dizendo-lhes: É na caridade que deveis procurar a paz do coração, o contentamento da alma, o remédio para as aflições da vida. Oh! quando estiverdes a ponto de acusar a Deus, lançai um olhar para baixo de vós; vede que de misérias a aliviar, que de pobres crianças sem família, que de velhos sem qualquer mão amiga que os ampare e lhes feche os olhos quando a morte os reclame! Quanto bem a fazer!

Oh! não vos queixeis; ao contrário, agradecei a Deus e prodigalizai a mancheias a vossa simpatia, o vosso amor, o vosso dinheiro por todos os que, deserdados dos bens desse mundo, enlanguescem na dor e no insulamento! Colhereis nesse mundo bem doces alegrias e, mais tarde... só Deus o sabe!...

🥀🌾🥀
– Adolfo, bispo de Argel. (Bordéus, 1861.) (Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 11.)
🥀🌾🥀

Os amargos


Acautela-te dos amigos frios, de coração enregelado.

Há homens que mataram as emoções e deixam-se vegetar em relação ao bem, exalando miasmas que contaminam, portadores do pessimismo malfazejo que termina por infelicitar quem deles se acerca.

Dilata o círculo das tuas afeições, no entanto, cuida-te quanto às influências de tal natureza, que terminam por perturbar, levando ao desencanto.

Esses indivíduos amargos perambulam sem norte, e, tudo quanto veem, sombreiam com a sua óptica escura.

Deixa que brilhe o sol em ti.

🥀🌾🥀
Joanna de Ângelis
Divaldo Franco
Obra: Vida feliz 
🥀🌾🥀