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domingo, 21 de novembro de 2021

Ação


Sem dúvida, como nos disse Jesus, a árvore torna-se conhecida pelos seus frutos.

Aquilo que o homem é tende a exteriorizar-se em forma de atitude.

O que ele termina por fazer é resultante da luta que trava interiormente.

A rigor, ninguém consegue agir sem convicção e ideal. Trigo e joio coexistem na gleba da alma humana. O bem ou o mal se expressam de acordo com as circunstâncias.

O homem, pois, “é produto do meio", refletindo, em última análise, as próprias tendências e influências recebidas.

A escolha do que fazer sempre lhe pertence, e a responsabilidade também.

A ação é a moldura do retrato moral da criatura encarnada.

Por uma única atitude, digna ou leviana, o homem não pode formar um perfeito juízo de si nem dos outros.
💐🌱💐
Irmão José
Carlos Baccelli
Os 3 Passos do Autoconhecimento
💐🌱💐





💐🌱💐

MENSAGEM DO ESE:

O suicídio e a loucura (III)

O Espiritismo ainda produz, sob esse aspecto, outro resultado igualmente positivo e talvez mais decisivo. Apresenta-nos os próprios suicidas a informar-nos da situação desgraçada em que se encontram e a provar que ninguém viola impunemente a lei de Deus, que proíbe ao homem encurtar a sua vida. Entre os suicidas, alguns há cujos sofrimentos, nem por serem temporários e não eternos, não são menos terríveis e de natureza a fazer refletir os que porventura pensam em daqui sair, antes que Deus o haja ordenado. 

O espírita tem, assim, vários motivos a contrapor à idéia do suicídio: a certeza de uma vida futura, em que, sabe-o ele, será tanto mais ditoso, quanto mais inditoso e resignado haja sido na Terra: a certeza de que, abreviando seus dias, chega, precisamente, a resultado oposto ao que esperava; que se liberta de um mal, para incorrer num mal pior, mais longo e mais terrível; que se engana, imaginando que, com o matar-se, vai mais depressa para o céu; que o suicídio é um obstáculo a que no outro mundo ele se reúna aos que foram objeto de suas afeições e aos quais esperava encontrar; donde a conseqüência de que o suicídio, só lhe trazendo decepções, é contrário aos seus próprios interesses. Por isso mesmo, considerável já é o número dos que têm sido, pelo Espiritismo, obstados de suicidar-se, podendo daí concluir-se que, quando todos os homens forem espiritas, deixará de haver suicídios conscientes.

 Comparando-se, então, os resultados que as doutrinas materialistas produzem com os que decorrem da Doutrina Espírita, somente do ponto de vista do suicídio, forçoso será reconhecer que, enquanto a lógica das primeiras a ele conduz, a da outra o evita, fato que a experiência confirma.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 17.)

💐🌱💐

Destino Espiritual


A vida de cada pessoa é como um rio correndo para Deus.

No mundo encontrarás quem te fira com os calhaus da ingratidão.

Outros tentarão turvar as águas dos teus pensamentos, lançando idéias poluentes.

Por vezes, as dificuldades te apertarão o leito da existência, fazendo surgir as ondas da insegurança.

De outras vezes, depararás com as pedras do desânimo, tentando barrar-te o curso.

Em todas as situações, porém, continua seguindo, animado pela correnteza da confiança.

Tudo passará e nenhum obstáculo conseguirá impedir que deságües no oceano do amor total, onde encontrarás a razão do teu destino espiritual.
💐🌱💐
Scheilla

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Ação



Ante o bem a fazer
Não digas: “impossível”.

No amparo aos semelhantes,
Não fales: “nada sou”.

Estende as mãos e serve,
O Céu te escuta e vê.

Lembra a tomada humilde
Comunicando a luz.

Faze o melhor que possas
E o melhor surgirá.

6 Deus é auxílio em ti.
Age e funcionarás.
 🌸🌾🌸
Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Deus sempre
🌸🌾🌸







🌸🌾🌸

MENSAGEM DO ESE:

Missão do homem inteligente na Terra

Não vos ensoberbeçais do que sabeis, porquanto esse saber tem limites muito estreitos no mundo em que habitais.

 Suponhamos sejais sumidades em inteligência neste planeta: nenhum direito tendes de envaidecer-vos. Se Deus, em seus desígnios, vos fez nascer num meio onde pudestes desenvolver a vossa inteligência, é que quer a utilizeis para o bem de todos; é uma missão que vos dá, pondo-vos nas mãos o instrumento com que podeis desenvolver, por vossa vez, as inteligências retardatárias e conduzi-las a ele. A natureza do instrumento não está a indicar a que utilização deve prestar-se? A enxada que o jardineiro entrega a seu ajudante não mostra a este último que lhe cumpre cavar a terra? Que diríeis, se esse ajudante, em vez de trabalhar, erguesse a enxada para ferir o seu patrão? Diríeis que é horrível e que ele merece expulso.


Pois bem: não se dá o mesmo com aquele que se serve da sua inteligência para destruir a idéia de Deus e da Providência entre seus irmãos? Não levanta ele contra o seu senhor a enxada que lhe foi confiada para arrotear o terreno? Tem ele direito ao salário prometido? Não merece, ao contrário, ser expulso do jardim? Sê-lo-á, não duvideis, e atravessará existências miseráveis e cheias de humilhações, até que se curve diante dAquele a quem tudo deve.

A inteligência é rica de méritos para o futuro, mas, sob a condição de ser bem empregada. Se todos os homens que a possuem dela se servissem de conformidade com a vontade de Deus, fácil seria, para os Espíritos, a tarefa de fazer que a Humanidade avance. Infelizmente, muitos a tornam instrumento de orgulho e de perdição contra si mesmos. O homem abusa da inteligência como de todas as suas outras faculdades e, no entanto, não lhe faltam ensinamentos que o advirtam de que uma poderosa mão pode retirar o que lhe concedeu.

— Ferdinando, Espírito protetor.
 (Bordéus, 1862.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VII, item 13.)

🌸🌾🌸

LEI DA FÍSICA


Toda ação é semelhante a um elástico que alguém se põe a esticar com as próprias mãos.

O elástico, após distender-se quanto pode, encolhendo-se, volta ao seu ponto de origem.

Porém, ao voltar, traz consigo a consequência da força tensional em que se alongou.

Tanto o bem quanto o mal, por mais se distanciem de seus autores, sempre retornam a eles com o resultado de seus benefícios ou prejuízos.

Portanto, em essência, o bem ou o mal que fazes pertencem a ti e não aos outros.

O chamado “choque de retorno”, regendo o mundo moral das criaturas, é uma lei da Física.

Foi por isto que Jesus, em sua sabedoria, nos recomendou que aos outros fizéssemos o que gostaríamos nos fosse feito.
🌸🌾🌸
Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Ajuda-te e o Céu te Ajudará”)
🌸🌾🌸

Problemas, Facilidades e Fé


(...)

Diante das dificuldades de qualquer denominação, face aos infortúnios de variada classificação, perante as graves e dolorosas conjunturas, da existência planetária, sob a constrição de qualquer enfermidade ou sofrendo transes afetivos sem nome e sem esperança, não te arrojes ao desespero nem rogues soluções apressadas à Vida.


Tem paciência e sofre confiante.
Tudo passa!


Qualquer situação, como toda a circunstância boa ou má são transitórias pelo caminho da evolução.


Espera e persevera no exercício do bem sem limite, recuperando o passado de sombras e acendendo luzes de esperanças para o futuro – Quando menos esperes, descobrirás que as dores se foram, as lutas cessaram, mas em paz de consciência estarás livre das conjunturas carnais adejando além das situações dolorosas no rumo da plenitude da paz interior.
*
“Tudo o que com fé pedirdes em vossas orações, haveis de receber”. Mateus: capítulo 21º, versículo 22.
🌸🌾🌸
Joanna de Ângelis
Divaldo Franco



segunda-feira, 31 de maio de 2021

Ação


Ante o bem a fazer
não digas: “impossível”.

 No amparo aos semelhantes,
não fales: “nada sou”.

 Estende as mãos e serve,
o Céu te escuta e vê.

 Lembra a tomada humilde
comunicando a luz.


Faze o melhor que possas
e o melhor surgirá.


 Deus é auxílio em ti.
Age e funcionarás.

🌿🌵🌿
Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Deus sempre
🌿🌵🌿



🌵🌿🌵

‌MENSAGEM DO ESE:
‌Destinação da Terra. Causas das misérias humanas
‌Muitos se admiram de que na Terra haja tanta maldade e tantas paixões grosseiras, tantas misérias e enfermidades de toda natureza, e daí concluem que a espécie humana bem triste coisa é. Provém esse juízo do acanhado ponto de vista em que se colocam os que o emitem e que lhes dá uma falsa idéia do conjunto. Deve-se considerar que na Terra não está a Humanidade toda, mas apenas uma pequena fração da Humanidade. Com efeito, a espécie humana abrange todos os seres dotados de razão que povoam os inúmeros orbes do Universo. Ora, que é a população da Terra, em face da população total desses mundos? Muito menos que a de uma aldeia, em confronto com a de um grande império. A situação material e moral da Humanidade terrena nada tem que espante, desde que se leve em conta a destinação da Terra e a natureza dos que a habitam.


‌Faria dos habitantes de uma grande cidade falsíssima idéia quem os julgasse pela população dos seus quarteirões mais íntimos e sórdidos. Num hospital, ninguém vê senão doentes e estropiados; numa penitenciária, vêem-se reunidas todas as torpezas, todos os vícios; nas regiões insalubres, os habitantes, em sua maioria são pálidos, franzinos e enfermiços. Pois bem: figure-se a Terra como um subúrbio, um hospital, uma penitenciaria, um sítio malsão, e ela é simultaneamente tudo isso, e compreender-se-á por que as aflições sobrelevam aos gozos, porquanto não se mandam para o hospital os que se acham com saúde, nem para as casas de correção os que nenhum mal praticaram; nem os hospitais e as casas de correção se podem ter por lugares de deleite.


‌Ora, assim como, numa cidade, a população não se encontra toda nos hospitais ou nas prisões, também na Terra não está a Humanidade inteira. E, do mesmo modo que do hospital saem os que se curaram e da prisão os que cumpriram suas penas, o homem deixa a Terra, quando está curado de suas enfermidades morais.
‌(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. III, itens 6 e 7).

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O Sofrimento Alheio

‌O bonde deslizava em marcha regular, mas Belarmino Cintra, sentado no quinto banco, extravasava desespero.
‌Parecia não ver os carros que buzinavam, nem o casario em torno, nem circunstantes, nem a chuva garoenta.
‌Ele só era excitação.
‌Ele só era mágoa.
‌Aguardava a promoção por onze anos de trabalho correto na repartição e era funcionário a mais de vinte. Esforçara-se, renunciando a facilidades diversas, pensando na melhoria.
‌No momento exato, porém, a melhoria alcançara outro que, a seu ver, não correspondera.
‌Indignado, escrevera uma carta ao chefe, ameaçando-o com um inquérito escandaloso, e o chefe chamara-o ao gabinete para entendimento pessoal.
‌Sentia-se desanimado, infeliz.
‌Era pai de família. Esposa e quatro filhos. Não tinha débitos a solver, mas nenhum vintém no pé-de-meia.
‌No fim do mês, era sempre a mesma situação. Contas pagas e bolso vazio.
‌Achava-se, por isso, inconformado, revoltado...
‌Não suportaria qualquer advertência.
‌Armara-se. Se o chefe lhe desconsiderasse a atitude, reagiria...
‌O veículo pára por dois longos minutos, esperando por outro no entroncamento. E Belarmino, relanceando os olhos, é quase obrigado a ler uma frase no volume que a senhora míope ergue muito alto, no banco, em frente.
‌É um livro espírita, em cujo texto ele anota um aviso, letra por letra:
‌— “Tenha paciência. Fitando o sofrimento alheio, aprendemos a encontrar a felicidade que é nossa.”
‌Belarmino sente-se como sob ducha fria.
‌Nisso, no instante exato em que o bonde larga de novo, um homem pesado toma o veículo, a esbofar-se, enxugando o suor, apesar do tempo frio.
‌Senta-se rente ao escriturário preterido, e, porque um senhor vizinho lhe mostre semblante mais ameno, fala-lhe à queima roupa:
‌— Vida penosa! Não agüento mais!...
‌— É, meu caro amigo! — disse o companheiro anônimo — cada qual neste mundo tem sua quota de aflição...
‌Porque o bonde passasse à frente de um consultório médico em que se via grande número de consulentes esperando vez, o recém-chegado observou:
‌— Vida boa é de médico! Parece que os clientes lhe trazem a sopa à boca.
‌O outro, no entanto, discordou:
‌— O senhor está enganado. Eu sou médico. Estamos presos ao sofrimento humano.
‌Cada enfermo é um problema. E os cabelos embranquecem ou caem cedo como se tivéssemos um vulcão na cabeça. De minha parte, estou fatigado. Ainda ontem vi minha mãe morrer nos meus braços, devorada pelo câncer, sem que eu lhe pudesse dar outra coisa senão anestésicos.
‌E num desabafo:
‌— Vida boa deve ser a de quem possa andar ou viajar livremente, assim como o caixeiro viajante...
‌O outro, porém, revidou:
‌— Caixeiro viajante? Não diga isso. Sou viajante comercial há quinze anos... Encontro humilhações por toda parte, separado da família na maior parte do tempo... E, para cúmulo do azar, fui responsabilizado inocentemente por um desfalque de quatrocentos mil cruzeiros... Devedores astuciosos conseguiram envolver-me nisso, sem que eu tenha culpa...
‌Belarmino queria continuar ouvindo, mas uma senhora triste entrou na parada próxima, carregando um pequenino doente. Faixa sanguinolenta envolvia-lhe os olhos.
‌— Que foi? — dessa vez foi o próprio Cintra quem perguntou, lembrando os filhos.
‌E a senhora:
‌— Meu filhinho perdeu os olhos com a explosão de uma bomba.
‌Belarmino procura consolá-la.
‌Daí a instantes, o funcionário, transformado, desce e entra no gabinete da chefia.
‌O diretor recebe-o, evidentemente irritado.
‌Mas Belarmino fala, humilde:
‌— Doutor, antes de tudo, quero pedir-lhe desculpas por minha carta violenta e ofensiva... Eu não tinha razão!
‌O chefe sorriu, como quem se livrara de um desastre iminente, e falou, alegre:
‌— Oh! Graças a Deus, você entendeu por fim... As injunções políticas são pedras no caminho... Somos companheiros, Belarmino. Não perca a esperança. A promoção virá breve...
‌Mas Belarmino sorri também, e roga:
‌— Doutor, peço-lhe! Não se preocupe comigo! Eu estava perturbado.
‌E despediu-se tranqüilo, para voltar ao trabalho.
‌Mas, no dia seguinte, o chefe procurou-o, com excelentes informes, e Belarmino contou-lhe a história viva da frase que lera de escantilhão.
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Espírito Hilário SilvaDo Livro: Almas em Desfile, Médium: Francisco Cândido Xavier.