sábado, 11 de abril de 2026

Como mudar para melhor?



Mudar para melhor não começa fora
 — começa dentro.

Muitas pessoas desejam transformação, mas poucas estão dispostas a enfrentar aquilo que realmente precisa ser mudado: seus próprios pensamentos, atitudes e padrões repetitivos. A mudança verdadeira não acontece apenas com motivação momentânea, mas com consciência e decisão.

Não existe evolução sem desconforto. Crescer exige abrir mão de hábitos antigos, de comportamentos automáticos e até de versões de nós mesmos que já não fazem mais sentido. E isso dói — mas é uma dor que liberta.

Não devemos esperar o “momento perfeito”. A mudança começa exatamente onde você está, com o que você tem. Pequenas atitudes diárias, quando feitas com constância, têm mais poder do que grandes promessas que nunca saem do papel.

Muitas vezes o que nos impede de mudar é a nossa própria resistência: o medo de falhar, o apego ao passado ou a acomodação. Por isso, mudar para melhor exige coragem — coragem de se olhar com sinceridade e assumir a responsabilidade pela própria vida.

Além disso, a transformação verdadeira não está em parecer melhor para os outros, mas em ser melhor em essência: mais consciente, mais equilibrado, mais alinhado com valores que realmente importam.

Mudar para melhor é um processo silencioso e contínuo.

Não acontece de um dia para o outro, mas começa em um instante muito simples: quando você decide não ser mais a mesma pessoa de antes.

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Reflexão baseada em artigo de Humberto Pazian
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11 de abril

Você está no mundo mas não faz parte dele.

Não é preciso que as maneiras mundanas o arrastem para baixo.

Tire proveito delas, mas não tente possuí-las, nem permita que elas o possuam.

Na Nova Era não é necessário sair por aí vestido de mendigo, declarando que é um miserável pecador, indigno de ser.

Meu amado filho: todo este ensinamento pertence ao passado e é falso e irreal.

Aceite que somos um e que EU ESTOU em você.

Sinta-se alçado para fora da escuridão destes falsos ensinamentos e para dentro da luz.

Deixe para trás o que é velho e permita que morra de morte natural.

Entre no novo, renascido no Espírito e na verdade, e conheça o significado da liberdade.

Eu preciso de você livre, não amarrado no ego e autopreocupação. Seja como uma criancinha, livre e alegre e viva o presente já.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Fazer o bem sem ostentação

Tende cuidado em não praticar as boas obras diante dos homens, para serem vistas, pois, do contrário, não recebereis recompensa de vosso Pai que está nos céus. — Assim, quando derdes esmola, não trombeteeis, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa. — Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a vossa mão direita; — a fim de que a esmola fique em segredo, e vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará. (S. MATEUS, cap. VI, vv. 1 a 4.)

Tendo Jesus descido do monte, grande multidão o seguiu. Ao mesmo tempo, um leproso veio ao seu encontro e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, poderás curar-me. — Jesus, estendendo a mão, o tocou e disse: Quero-o, fica curado; no mesmo instante desapareceu a lepra. — Disse-lhe então Jesus: abstém-te de falar disto a quem quer que seja; mas, vai mostrar-te aos sacerdotes e oferece o dom prescrito por Moisés, a fim de que lhes sirva de prova. (S. MATEUS, cap. VIII, vv. 1 a 4.)

Em fazer o bem sem ostentação há grande mérito; ainda mais meritório é ocultar a mão que dá; constitui marca incontestável de grande superioridade moral, porquanto, para encarar as coisas de mais alto do que o faz o vulgo, mister se torna abstrair da vida presente e identificar-se com a vida futura; numa palavra, colocar-se acima da Humanidade, para renunciar à satisfação que advém do testemunho dos homens e esperar a aprovação de Deus. Aquele que prefere ao de Deus o sufrágio dos homens prova que mais fé deposita nestes do que na Divindade e que mais valor dá à vida presente do que à futura. Se diz o contrário, procede como se não cresse no que diz.

Quantos há que só dão na esperança de que o que recebe irá bradar por toda a parte o benefício recebido! Quantos os que, de público, dão grandes somas e que, entretanto, às ocultas, não dariam uma só moeda! Foi por isso que Jesus declarou: “Os que fazem o bem ostentosamente já receberam sua recompensa.” Com efeito, aquele que procura a sua própria glorificação na Terra, pelo bem que pratica, já se pagou a si mesmo; Deus nada mais lhe deve; só lhe resta receber a punição do seu orgulho.

Não saber a mão esquerda o que dá a mão direita é uma imagem que caracteriza admiravelmente a beneficência modesta. Mas, se há a modéstia real, também há a falsa modéstia, o simulacro da modéstia. Há pessoas que ocultam a mão que dá, tendo, porém, o cuidado de deixar aparecer um pedacinho, olhando em volta para verificar se alguém não o terá visto ocultá-la. Indigna paródia das máximas do Cristo! Se os benfeitores orgulhosos são depreciados entre os homens, que não será perante Deus? Também esses já receberam na Terra sua recompensa. Foram vistos; estão satisfeitos por terem sido vistos. É tudo o que terão.

E qual poderá ser a recompensa do que faz pesar os seus benefícios sobre aquele que os recebe, que lhe impõe, de certo modo, testemunhos de reconhecimento, que lhe faz sentir a sua posição, exaltando o preço dos sacrifícios a que se vota para beneficiá-lo? Oh! para esse, nem mesmo a recompensa terrestre existe, porquanto ele se vê privado da grata satisfação de ouvir bendizer-lhe do nome e é esse o primeiro castigo do seu orgulho.

As lágrimas que seca por vaidade, em vez de subirem ao Céu, recaíram sobre o coração do aflito e o ulceraram. Do bem que praticou nenhum proveito lhe resulta, pois que ele o deplora, e todo benefício deplorado é moeda falsa e sem valor.

A beneficência praticada sem ostentação tem duplo mérito. Além de ser caridade material, é caridade moral, visto que resguarda a suscetibilidade do beneficiado, faz-lhe aceitar o benefício, sem que seu amor-próprio se ressinta e salvaguardando-lhe a dignidade de homem, porquanto aceitar um serviço é coisa bem diversa de receber uma esmola. Ora, converter em esmola o serviço, pela maneira de prestá-lo, é humilhar o que o recebe, e, em humilhar a outrem, há sempre orgulho e maldade. A verdadeira caridade, ao contrário, é delicada e engenhosa no dissimular o benefício, no evitar até as simples aparências capazes de melindrar, dado que todo atrito moral aumenta o sofrimento que se origina da necessidade. Ela sabe encontrar palavras brandas e afáveis que colocam o beneficiado à vontade em presença do benfeitor, ao passo que a caridade orgulhosa o esmaga. A verdadeira generosidade adquire toda a sublimidade, quando o benfeitor, invertendo os papéis, acha meios de figurar como beneficiado diante daquele a quem presta serviço. Eis o que significam estas palavras: “Não saiba a mão esquerda o que dá a direita.”

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, itens 1 a 3.)
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