Aspiras pela ascensão espiritual, que te parece difícil.
Contemplas as alturas libertadoras, e sentes vertigens.
Anelas pelos acumes, e lutas, repassando pela tela mental as dificuldades que tens enfrentado e os problemas que te afligem.
Sentes que o vale te asfixia, e a multidão que ali se movimenta te atormenta.
A medida, porém, que galgas as ásperas encostas, percebes que esse é um cometimento isolado, imolador.
Vês, a distância, os amigos que se candidataram a subir contigo e ficaram na retaguarda da comodidade.
Constatas que as energias se te exaurem e vês as feridas nas mãos, nos pés e as dilacerações nos sentimentos.
É natural que assim te aconteça.
A vida, para expressar-se, arrebenta os invólucros onde jaz adormecida.
Todo parto, que enseja a vida, proporciona a dor.
A semente sofre, esmagada no solo, a fim de libertar a espécie que nela dorme.
Da mesma forma acontece com as tuas ânsias de evolução.
* Atingirás o cume, não o duvides, porém, assinalado pelos testemunhos que a subida te exige.
Mede-se a grandeza de um ideal pela capacidade de sofrimento e de paz que demonstra aquele que o apresenta.
Os homens grandes são volumosos e de alta estatura, enquanto que os grandes homens são identificados pelos seus referenciais de amor, de abnegação, de sacrifício, de idealismo nobre.
É impossível abraçar um ideal, no mundo, passando incólume à agressão, à sevícia, à calúnia, à urdidura da infâmia.
Por enquanto, e ainda por muito tempo, os grandes homens ver-se-ão a sós, incompreendidos, fora do círculo dourado da ilusão.
Não estranhes, pois, o que te acontece nas paisagens íntimas: tristeza, insatisfação, soledade.
Fosse diferente a ocorrência, e estarias a soldo da mentira, da corrupção, jamais dos ideais libertadores.
Quando te resolveste por crescer e alcançar as elevadas planuras, ansiavas pela felicidade.
Anotas que estás em solidão, porém essa é com Deus.
Testemunha a fertilidade do teu ideal cristão aos tíbios, a fim de que eles se estimulem e se resolvam por ascender também.
Quando lograres a vitória, atrai-los-ás.
Por enquanto, testemunha e insiste.
Jesus asseverou:
—... E quando eu for erguido (na cruz) atrairei todos a mim. (João, 12:32) Não reclames, nem receies. Segue em paz!
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Joanna de Ângelis
Divaldo Franco
Obra: Momentos enriqucedores
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19 de março
Seja como um livro aberto, nada escondendo, cada página à disposição de quem quiser ler.
Quando não se tem nada a esconder é que se descobre a verdadeira e pura liberdade.
Compartilhe o que você traz em seu coração sem medo de ser ridicularizado.
Mantenha-se sempre consciente de Mim e da Minha divina presença e seja simples como uma criancinha.
Simplicidade é a marca principal desta vida espiritual; não há nada complicado sobre isso.
Se você acha que é complicado é a sua opinião; portanto, mude a sua atitude e veja o que acontece.
Não perca mais tempo perseguindo sonhos.
Tudo que você necessita está dentro de você esperando para se revelar.
Tudo que você tem a fazer é se recolher na quietude e procurar em seu interior, e você certamente encontrará.
A resposta está lá.
Seja paciente, sirva-Me, e tudo lhe será revelado no momento certo.
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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:
Mercadores expulsos do templo
Eles vieram em seguida a Jerusalém, e Jesus, entrando no templo, começou por expulsar dali os que vendiam e compravam; derrubou as mesas dos cambistas e os bancos dos que vendiam pombos: — e não permitiu que alguém transportasse qualquer utensílio pelo templo. — Ao mesmo tempo os instruía, dizendo: Não está escrito: Minha casa será chamada casa de oração por todas as nações? Entretanto, fizestes dela um covil de ladrões! — Os príncipes dos sacerdotes, ouvindo isso, procuravam meio de o prenderem, pois o temiam, visto que todo o povo era tomado de admiração pela sua doutrina. (S. MARCOS, cap. XI, vv. 15 a 18; — S. MATEUS, cap. XXI, vv. 12 e 13.)
Jesus expulsou do templo os mercadores. Condenou assim o tráfico das coisas santas sob qualquer forma. Deus não vende a sua bênção, nem o seu perdão, nem a entrada no reino dos céus. Não tem, pois, o homem, o direito de lhes estipular preço.
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVI, itens 5 e 6.)
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O que você vai escolher hoje
Imagine que, a cada manhã, você está num restaurante chamado "vida", e o tempo lhe oferece um cardápio com muitas opções de como você pretende passar o dia.
Dentre os variados "pratos", você encontrará, por exemplo: dia feliz, dia calmo, dia corajoso, dia tenso, dia nervoso, dia inseguro, dia irritado, dia péssimo, dia ótimo.
As possibilidades são amplas, mas a escolha é por sua conta. Você é livre para escolher o tipo de dia que vai levar.
No entanto, terá de experimentar o sabor da opção feita.
Se você escolheu pela manhã ter um bom dia, e se estiver comprometido com essa escolha, nada durante o decorrer das horas poderá afetar sua opção.
Se um contra-tempo lhe ocorrer, você manterá a calma, pois estará certo de que o imprevisto nada mais representou do que a mão de Deus colaborando para que você, de fato, tivesse um dia bom.
Em nossa jornada, não conta tanto o que nos acontece, mas como interpretamos o que nos acontece. Um dia chuvoso é somente um dia chuvoso.
Pode ser um bom dia ou um mau dia, dependendo de como escolhemos vivê-lo, dependendo de como escolhemos encará-lo.
Se alguém lhe disse palavras injustas, você sempre terá a opção de ficar ofendido ou de não levar em consideração as bobagens que falaram a seu respeito. Se preferir a primeira opção, lembre-se sempre de que não foi o outro quem se ofendeu, mas foi você quem resolveu ficar ofendido.
O maior poder que o homem possui é saber escolher antes de agir. Pena que não temos sabido apurar nosso livre-arbítrio, lembrando dele apenas quando colhemos os resultados amargos da nossa semeadura.
Você já reparou que as palavras "escolher" e "colher" são muito parecidas? Quem escolhe sempre colhe. Lembre-se disso na próxima vez que tiver de optar por algum caminho.
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JOSÉ CARLOS DE LUCCA
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