“Não são as coisas que perturbam os homens, mas os julgamentos que fazem sobre as coisas.” — Epicteto
Vivemos em um mundo onde nem sempre podemos escolher o que nos acontece. Há situações que chegam sem aviso, pessoas que nos decepcionam, perdas que não esperávamos e acontecimentos que fogem completamente da nossa vontade.
Epicteto, um dos grandes nomes do estoicismo, nos ensina que, embora não tenhamos domínio sobre tudo o que acontece fora de nós, podemos trabalhar sobre aquilo que realmente nos pertence: nossos pensamentos, nossas escolhas, nossas atitudes e a maneira como respondemos às circunstâncias.
É justamente nesse ponto que seu ensinamento encontra profunda afinidade com a ideia de reforma íntima.
O que depende de nós?
Uma das maiores lições de Epicteto é aprender a separar aquilo que está sob nosso controle daquilo que não está.
Não controlamos a opinião das pessoas, o passado, as circunstâncias externas ou muitos dos acontecimentos da vida. Entretanto, podemos escolher como reagiremos a tudo isso.
Podemos escolher não devolver uma ofensa com outra ofensa.
Podemos escolher manter a dignidade quando alguém tenta nos diminuir.
Podemos escolher a serenidade quando as coisas não acontecem como desejávamos.
E podemos escolher continuar fazendo o bem, mesmo quando o mundo ao nosso redor parece esquecer o valor da bondade.
Essa compreensão muda nossa relação com a vida. Em vez de gastar nossas forças tentando modificar aquilo que não depende de nós, começamos a trabalhar aquilo que realmente podemos transformar: a nós mesmos.
As dificuldades revelam o nosso caráter
É fácil parecer paciente quando tudo está bem.
É fácil falar sobre perdão quando ninguém nos feriu.
É fácil defender a serenidade quando não somos contrariados.
Mas é nas situações difíceis que nossos valores deixam de ser apenas palavras e passam a ser atitudes.
As dificuldades podem funcionar como verdadeiros instrumentos de autoconhecimento. Elas mostram onde ainda somos frágeis, onde precisamos crescer e quais sentimentos precisam ser educados.
Na perspectiva espírita, as experiências da vida também podem ser compreendidas como oportunidades de aprendizado e transformação. As provas não precisam ser vistas apenas como punições, mas como experiências que podem contribuir para nosso desenvolvimento espiritual.
Isso não significa que devemos procurar o sofrimento ou aceitar passivamente situações injustas. Significa compreender que, diante das dificuldades inevitáveis, **podemos escolher crescer com elas.**
Não entregue aos outros o governo da sua paz
Quantas vezes permitimos que uma palavra de alguém determine nosso humor durante todo o dia?
Uma crítica nos perturba. Uma atitude de alguém nos revolta. Uma injustiça permanece em nossos pensamentos durante horas.
Epicteto nos convida a recuperar nossa autonomia interior.
A outra pessoa pode ter escolhido determinada atitude, mas nós ainda podemos escolher a nossa.
Isso é responsabilidade espiritual.
Não significa ignorar o que sentimos. Significa observar o sentimento antes de permitir que ele conduza nossas ações.
Às vezes, a maior demonstração de força não está em responder imediatamente, mas em saber quando o silêncio é mais sábio que a reação.
O caráter aparece quando ninguém está olhando
Manter o caráter não significa parecer uma pessoa correta diante dos outros.
Significa procurar ser coerente com aquilo que acreditamos ser certo mesmo quando não existe aplauso, reconhecimento ou recompensa.
A verdadeira transformação acontece no íntimo.
É quando escolhemos não alimentar uma mágoa.
Quando evitamos uma palavra que poderia ferir.
Quando reconhecemos um erro.
Quando fazemos o bem sem esperar retorno.
Quando conseguimos permanecer honestos mesmo diante da oportunidade de agir de maneira diferente.
A espiritualidade verdadeira não se mede apenas pelo que dizemos acreditar, mas principalmente pelo que fazemos com aquilo que aprendemos.
A liberdade começa dentro
Talvez uma das maiores mensagens de Epicteto seja que a liberdade verdadeira começa dentro de nós.
Uma pessoa pode possuir muitas coisas e ainda ser escrava da aprovação alheia.
Pode ter poder e ser dominada pela própria raiva.
Pode conquistar reconhecimento e continuar dependendo do olhar dos outros para sentir seu próprio valor.
Por outro lado, alguém que aprende a governar seus pensamentos, seus impulsos e suas escolhas começa a conquistar uma liberdade que nenhuma circunstância externa pode facilmente retirar.
Na visão espírita, esse processo pode ser entendido como parte da caminhada de evolução do Espírito: libertar-se gradualmente das imperfeições que ainda o prendem e desenvolver virtudes como paciência, humildade, caridade, compreensão e amor.
Não precisamos ser perfeitos para começar
Manter o caráter em qualquer ocasião não significa nunca errar.
Somos seres em processo de aprendizado.
Às vezes perderemos a paciência. Às vezes responderemos de maneira inadequada. Às vezes seremos dominados pelo orgulho ou pela mágoa.
O importante é não transformar o erro em morada.
Reconhecer, aprender, reparar quando possível e tentar novamente também faz parte da evolução.
A reforma íntima não acontece de uma vez. Ela é construída nas pequenas escolhas de todos os dias.
Cada vez que conseguimos reagir melhor do que reagíamos antes, existe progresso.
Cada vez que conseguimos compreender em vez de julgar, existe progresso.
Cada vez que escolhemos a paz em lugar da disputa, existe progresso.
A grande vitória é sobre nós mesmos
Talvez o maior ensinamento de Epicteto seja também um dos mais difíceis: a verdadeira vitória não é controlar o mundo, mas aprender a governar a si mesmo.
Não precisamos vencer todas as discussões.
Não precisamos convencer todos.
Não precisamos receber a aprovação de todos.
Não precisamos controlar o caminho dos outros.
Precisamos apenas continuar trabalhando para que nossas escolhas estejam cada vez mais próximas da pessoa que desejamos nos tornar.
A vida continuará trazendo acontecimentos que não escolhemos.
Pessoas continuarão agindo de maneiras que não compreendemos.
Circunstâncias continuarão escapando ao nosso controle.
Mas podemos escolher atravessar tudo isso sem perder aquilo que existe de mais precioso dentro de nós: nosso caráter, nossa consciência e nossa capacidade de fazer o bem.
No fim, talvez seja essa a verdadeira sabedoria: compreender que não somos responsáveis por controlar o mundo, mas somos responsáveis pelo modo como caminhamos por ele.
Evoluir é aprender, pouco a pouco, a não permitir que aquilo que acontece fora de nós destrua aquilo que estamos construindo dentro de nós.
Quando a vida nos colocar diante de uma situação difícil, antes de perguntar:
“Por que isso está acontecendo comigo?”
talvez possamos perguntar:
“O que esta situação está me ensinando sobre mim?”
Essa mudança de pergunta pode transformar uma dificuldade em oportunidade de crescimento.
Porque não escolhemos todas as experiências que a vida nos apresenta.
Mas podemos escolher o ser humano que nos tornaremos através delas
“A vida testa nossas circunstâncias; nossas escolhas revelam nosso caráter."
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Texto inspirado nos ensinamentos da Doutrina Espírita e do Estoicismo de Epicteto
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09 de setembro
Quando uma alma pretende aproveitar a vida ao máximo sem nada doar em troca, é impossível querer também verdadeira e duradoura felicidade e alegria; porque é pensando nos outros e vivendo pelos outros que se encontra profunda alegria e satisfação interior.
Ninguém pode viver só para si mesmo e ser feliz.
Se você se sentir descontente e insatisfeito com a vida, pode estar certo que é porque você deixou de pensar nos outros e se tornou muito envolvido consigo mesmo.
A maneira de inverter isso é começar a pensar no seu próximo e fazer algo por ele de maneira a esquecer-se de si mesmo.
Existem tantas almas necessitadas, que há sempre algo que você pode fazer por alguém.
Então, abra seus olhos e seu coração e deixe que a luz lhe mostre o caminho, deixe que o amor guie as suas ações.
Deixe Meu amor preenchê-lo e envolvê-lo e sinta-se em perfeita paz.
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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:
Instruções dos Espíritos
IV – A Cólera
UM ESPÍRITO PROTETOR
Bordeaux, 1863
9 – O orgulho vos leva a vos julgardes mais do que sois, a não aceitar uma comparação que vos possa rebaixar, e a vos considerardes, ao contrário, de tal maneira acima de vossos irmãos, seja na finura de espírito, seja no tocante à posição social, seja ainda em relação às vantagens pessoais, que o menor paralelo vos irrita e vos fere. E o que acontece, então? Entregai-vos à cólera.
Procurai a origem desses acessos de demência passageira, que vos assemelham aos brutos, fazendo-vos perder o sangue frio e a razão: procurai-a, e encontrareis quase sempre por base o orgulho ferido. Não é acaso o orgulho ferido por uma contradita, que vos faz repelir as observações justas e rejeitar, encolerizados, os mais sábios conselhos? Até mesmo a impaciência, causada pelas contrariedades, em geral pueris, decorre da importância atribuída à personalidade, perante a qual julgais que todos devem curvar-se.
No seu frenesi, o homem colérico se volta contra tudo, à própria natureza bruta, aos objetos inanimados, que espedaça, por não o obedecerem. Ah!, se nesses momentos ele pudesse ver-se a sangue frio, teria horror de si mesmo ou se reconheceria ridículo! Que julgue por isso a impressão que deve causar aos outros. Ao menos pelo respeito a si mesmo, deveria esforçar-se, pois, para vencer essa tendência que o torna digno de piedade.
Se pudesse pensar que a cólera nada resolve,que lhe altera a saúde, compromete a sua própria vida, veria que é ele mesmo a sua primeira vítima. Mas ainda há outra consideração que o deveria deter: o pensamento de que torna infelizes todos os que o cercam. Se tiver coração, não sentirá remorsos por fazer sofrer as criaturas que mais ama? E que mágoa mortal não sentiria se, num acesso de arrebatamento, cometesse um ato de que teria de recriminar-se por toda a vida!
Em suma: a cólera não exclui certas qualidades do coração, mas impede que se faça muito bem, e pode levar a fazer-se muito mal. Isso deve ser suficiente para incitar os esforços por dominá-la. O espírita, aliás, é incitado por outro motivo: o de que ela é contrária à caridade e à humildade cristãs.
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O Evangelho segundo o Espiritismo
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Acesse e leia, no link abaixo, uma mensagem do ESE que não esteja disponível neste Blog, visto que, conforme observado, as mensagens tendem a se repetir:
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ResponderExcluirBom dia!
ResponderExcluirGratidão pelas mensagens de ensinamentos diários.
gratidão
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